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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o texto "O fax de Nirso" (Autor Desconhecido)

O fax de Nirso

O gerente de vendas recebeu o seguinte fax de um dos seus novos vendedores:
"Seo Gomis, o criente de belzonte pidiu mais cuatrucenta pessa. Faz favor toma as providenssa. Abrasso, Nirso."
Aproximadamente uma hora depois recebeu outro:
"Seo Gomis, os relatorio di venda vai xega atrazado proque to fexando umas venda. Temo que manda treiz miu pessa. Amanha to xegando. Abrasso, Nirso." 
No dia seguinte:
"Seo Gomis, num xeguei pucausa de que vendi maiz deis miu em Beraba. To indo pra Brazilha."
No outro: 
"Seo Gomis, Brazilha fexo 20 miu. Vo pra Frolinoplis e de lá pra Sum Paulo no vinhão das cete hora." 
E assim foi o mês inteiro. O gerente, muito preocupado com a imagem da empresa, levou ao presidente as mensagens que recebeu do vendedor. O presidente, um homem muito preocupado com o desenvolvimento da empresa e com a cultura dos funcionários, escutou atentamente o gerente e disse:
-- Deixa comigo que eu tomarei as providências necessárias. 
E tomou. Redigiu de próprio punho um aviso que afixou no mural da empresa, juntamente com os faxes do vendedor:
"A parti de oje nois tudo vamo fazê feito o Nirso. Si preocupá menos em iscrevê serto mod a vendê maiz. Acinado, o Prizidenti". 

(Autor Desconhecido) 

01) Justifique o título empregado no texto: 

02) Copie do texto uma passagem irônica, explicando seu raciocínio:

03) Que problema o gerente identificou no Nirso? Você também ficaria preocupado com isso?

04) Qual a preocupação do presidente da empresa? Você acha que ele está certo? Por quê?

05) Embora os "erros" ortográficos chamem imediatamente a atenção de quem lê, o problema percebido pelo gerente nos textos do "Nirso" pode ser entendido de outra maneira. Explique: 

06) Em que reside o humor do texto?

07) Por que a piada reflete uma visão linguística preconceituosa?

08) Que mensagem o texto transmite? Explique:

09) Que tipo de preconceito é ilustrado no texto? O que você pensa a respeito disso? Comente:

10) Justifique as aspas utilizadas no texto:

11) O desfecho foi surpreendente? Justifique sua resposta:

12) Que reação você acha que os funcionários tiveram com relação ao aviso do presidente?

13) O comportamento do gerente deixa implícita sua opinião sobre as diferentes variedades da língua portuguesa. Que opinião é essa?

14) De que maneira a atitude tomada pelo presidente da empresa demonstra que o uso de uma variedade não pode ser associada à avaliação que se faz do falante que a utiliza?

15) Faça as devidas adequações ortográficas em todos os faxes de Nirso e observe que mudanças elas acarretaram ao texto:

(Agradecimento especial à amiga Elaine Casagrande, que me indicou tal texto!)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Atividade sobre o texto "Redassão, um ato de ex-crever", de Carlos Eduardo Novaes

Redassão, um ato de ex-crever 


Prova de redação de Ouriço Jr., incluído entre os 87 dos vestibulandos que ainda conseguem pensar alguma coisa, em ordem.

Tema: “São frequentes os comentários sobre a falta de leitura dos jovens. Como você vê este problema? Que fatores estarão dificultando o encontro dos jovens com o livro?”

Como eu vejo este problema? Eu não vejo. Num ta com nada quem andou espalhando por aí que nós não temos hábito de leitura. A gente não tem hábito por causa que ninguém escreve pros jovens. Uma vez, em 1977 eu entrei numa livraria e só tinha livro pra adulto e pra criança. Aí eu pedi um livro pra mim e o vendedor trouxe um, dum cara chamado Robson Cruzeiro que morava numa ilha deserta e teve um caso com um índio. Aí eu disse pro vendedor: escuta meu irmão, isso não tem nada a ver, eu moro na Barata Ribeiro e não tem índio em Copacabana.
Acho que os jovens e os livros transaram um encontro errado: os jovens foram prum lado e os livros pro outro. Mas os adultos é que devem responder a essa pergunta. Se vocês, caras, que são adultos não sabem, se soubessem não tavam perguntando, que dirá eu que nunca li nem um livro de cheque. Aliás, tô achando esse tema muito devagar. Livro não ta com nada. Meu avô me disse que o mundo era muito melhor quando não havia livros. Os astecas nunca leram um livro e fizeram uma civilização porreta. Os incas também nunca entraram numa livraria. Deviam mais era pegar esses caras que se metem a escrever livros e jogar na lavoura. Se por cada página de livro fosse plantado um pé de tomate tava resolvido o problema da fome. Depois que todo mundo acabasse de comer aí então a gente ia fazer a digestão lendo um livrinho que podia ser, deixa eu ver se me lembro de algum? Ah, sim, podia ser o Livro de Ouro da minha avó.
Acho também que a falta de hábito de leitura é por causa que ler não é fácil. Ler é uma transa muito complicada. Tanto é, que no Brasil tem mais de 50 milhões de pessoas que não sabem ler. A gente tinha que mudar esse alfabeto. Fazer umas letras e umas palavras que o analfabeto também pudesse entender. Esse alfabeto é muito careta, antigão e quadrado. O mundo mudou muito nestas últimas décadas só o alfabeto continua o mesmo. Eu não aguento mais. A televisão que começou muito depois do livro ta mandando ver. Há dez anos que a gente tem tevê a cores. O livro continua em preto e branco. A gente abre, é aquela coisa monótona, as páginas brancas e as letrinhas pretas. Só a capa é que é bonita. Por isso eu só gosto de ler capa de livro. Acho que os jovens iam ler muito mais se os livros só tivessem capa.

(Carlos Eduardo Novaes)

01) Justifique o título dado à crônica acima:

02) Quais os desvios gramaticais mais observados no texto em questão? 

03) Transcreva do texto um trecho que revela uma dificuldade de abstração por parte do candidato, justificando sua resposta: 

04) Copie da crônica uma passagem carregada de humor, explicando sua escolha: 

05) Circule no texto dois exemplos de vocativo: 

06) Segundo o "autor" da redação, o que impede os jovens de se dedicarem à leitura? O que você pensa a respeito disso? Explique: 

07) Qual a "solução" dada pelo estudante para essa problemática? 

08) Que solução você daria para esse problema, nos moldes da proposta de intervenção do ENEM:

09) Pelo texto produzido você acha que a afirmação feita no suposto tema de redação se confirma? Justifique sua resposta: 

10) Que mensagem o texto transmite? 

11) O autor faz uso da chamada "máscara textual". O que seria isso? Com que objetivo foi usado? 

12) Sua missão agora é fazer a correção de todo o texto, reescrevendo-o! 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Atividade sobre variações linguísticas - File de ciri


01) O que o texto da placa acima revela a respeito do contato de seu autor com as práticas de escrita?

02) Com base na escrita da placa, que é possível inferir sobre o perfil do autor?

03) O autor, apesar das impropriedades linguísticas presentes na placa, do ponto de vista da norma culta, parece buscar adequar o seu texto à forma escrita. Considere suas respostas anteriores e imagine uma explicação possível para essa atitude do autor: 

04) Efetue as alterações necessárias para que a escrita fique de acordo com a norma culta: 

05) O que você aprendeu com essa atividade? Comente: 

terça-feira, 30 de julho de 2019

Atividade sobre a crônica "A regreção da redassão", de Carlos Eduardo Novaes

A regreção da redassão

Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
-- Mas, minha senhora - desculpei-me -, eu não sou professor.
-- Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
-- A culpa não é deles. A falha é do ensino.
-- Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
-- Obrigado - agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
-- Não faz mal - insistiu -, o senhor vem e traz um revisor.
-- Não dá, minha senhora - tornei a me desculpar -, eu não tenho o menor jeito com crianças.
-- E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: "Você não deve se assustar, o estudante brasileiro não sabe escrever". No dia seguinte, ouvi de outro educador: "O estudante brasileiro não sabe escrever". Depois li no jornal as declarações de um diretor da faculdade: "O estudante brasileiro escreve muito mal". Impressionado, saí a procura de outros educadores. Todos me disseram: acredite, o estudante brasileiro não sabe escrever. Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário, ninguém escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
-- Quer dizer - disse a um amigo enquanto íamos pela rua - que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante emprego por mais dez anos.
-- Engano seu - disse ele. -- A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
-- Por quê? - espantei-me. - Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.
-- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
-- Sei lá - dei com os ombros -, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
-- Não, senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne? Então vou trabalhar num açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como quem oferece hoje bilhete de loteria:
-- Por favor, amigo, leia - disse, puxando um cidadão pelo paletó.
-- Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio.
-- E a senhorita não quer ler? - perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. – A senhorita vai gostar. É um texto muito curioso.
          -- O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
         -- E o senhor, não está interessado nuns textos?
         -- É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
         -- E o senhor, vai? Leva três e paga um.
         -- Deixa eu ver o tamanho - pediu ele.
         Assustou-se com o tamanho do texto:
       -- O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas?
(Carlos Eduardo Novaes)


01) Justifique o título da crônica em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Que conclusão você pode tirar, a partir do efeito provocado pelo seu título, a respeito do ato de escrever?

03) Retire dois argumentos que comprovem a sua conclusão:

04) Que fato deixou o cronista surpreso e motivou escrevê-lo o texto? 

05) Observe a primeira passagem em destaque no texto e opine sobre ela: a culpa é ou não dos professores? Justifique sua resposta: 

06) É verdade que, como diz no texto, "o estudante brasileiro não sabe escrever"? Comente: 

07) Transcreva do texto uma crítica do autor acerca de um outro assunto, além do principal: 

08) Copie do texto exemplos de oralidade: 

09) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

10) A passagem "meu amigo", destacada no texto, é um aposto ou um vocativo? Justifique sua resposta:

11) O que significa a expressão "dar de ombros", empregada no texto?

12) Modificando os elementos verbais, em destaque, de forma que não haja alteração de sentido, reestruture o período: “Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.”

13) Você acha que o hábito da leitura realmente ajuda a escrever? Comente: 

14) Copie do texto o motivo dado para os estudantes não saberem escrever. Você concorda com o argumento? 

15) Considerando a resposta dada acima, o que poderia ser feito para reverter esse quadro? 

16) Transcreva do texto uma passagem carregada de humor e também de ironia: 

17) Que hábitos de antigamente, segundo o autor, ajudavam na escrita? Você já  teve algum?

18) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

19) Localize no texto:

a) um advérbio de negação:
b) um advérbio de intensidade:
c) um pronome de tratamento:
d) um advérbio de modo:
e) um adjetivo pátrio:
f) um advérbio de tempo:
g) um numeral:
h) dois adjetivos:

20) Justifique o emprego dos três porquês presentes no texto, respectivamente:


(Participação especial da amiga Maria Aparecida de Carvalho)

terça-feira, 9 de julho de 2019

Atividade sobre o texto "O pobrema é cério", de Léo Jaime

O ‘pobrema’ é ‘cério’

             Cério não, ceríssimo. Todo mundo sabe, saiu em tudo o que é jornau, que a cultura só leva merreca do governo. Se tu quer levar grana avera do governo, num pode entrar na ária da cultura. Todo mundo acha que educassão, çaúde e seguransa são muito mais importantes que cultura. Até futibol é levado mais acério. Todo mundo, a cidade intera só fala em outra coisa. Pois é, eu disconcordo. Disconcordo geral! Acho, pô, tipo acim, que essa parada num tem nada haver, aí.
                Dia deces rolou umas notissias poraí de um teste, espesie de vestibular, que os jovens fizeram para entrar de estagiários num jornau. Mó perrengue! Escreveram tanta maluquisse que o peçual até publicou a parada. Pô, aí, ficou feio às pampa. Teve gente dizendo que o Gandhi era um africano, fundador de uma ceita meio parecida com o candomblé – essas parada de macumba, sacumé? – e que tinha fundado na Bahia um grupo de ceguidores xamado “Filhos de Gandhi”. É mole? Taí, o camarada teve educassão, tá na faculdade, cheio de informassão e sem cultura.
                Na minha cabesa, cultura vem antes de educassão. Um cavalo e um cachorro podem ser educados, mas quem tem cultura pode saber milhor o que vai fazer com a educassão, que rumo vai tomá nos estudos, essas paradas. Cultura é mais que aprendisado escolar, é também um jeito de pençar, de viver: uma coisa que fas um  morro ser diferente do outro, uma rua ser diferente da outra, mesmo tendo o mesmo colégil pras criansa estudar. Framengo é Framengo, Vasco é Vasco, pô, é diferente!
                Se o governo gastacê mais dinheiro em cultura, a educassão, a çaúde e a seguransa pública iam ficar mais numa boa, pode ter serteza. A cultura faz a auma cresser. Mas o que rola por aí é que nego acha o mó supérfulo investir na cultura do nosso povo, que já é culto ás pampa. Veja nossa música, nossas dança, nossa cumida, tipo parada de primêra e nóis que bolamo. SS geral (SS= sem por sento).
                Podi ser que eu tô falando merda. Ôps, foi mau. Mas, derrepente tinha mais era que mudar a parada toda neces lansse de escola. Pra mim, por exemplo, a crianssa tinha que entrar no céa e comessar a estudar só coisa manera. Qué vê? Primêro e segundo ano da escola só estuda amor. Amor por gente, por ideias, por coisas, por bixus e naturesa, pela cidade, pátria, amigos, Deus e outras milongas. Tercêro e quarto anos os pirralho so estudavam o prazer. Nego xama de êstase (num é o bagulho não), e aí o moleque ia aprender o estase estético, intelequitual, sequissual, sossial: ia aprender a ser feliz. Pra ser feliz tem que ter cultura, só educassão não !


(Léo Jaime)

01) Foneticamente, você diria que esse texto está correto? Por quê?

02) Transcreva o primeiro parágrafo, de maneira a torná-lo correto sintática e morfologicamente, dentro da norma culta padrão da nossa língua:


03) Destaque seis gírias do segundo parágrafo e as transcreva, informando o significado: 

04) No terceiro parágrafo, o cronista defende o que ele pensa ser cultura. Interprete-o: 

05) O texto lhe trouxe algum estranhamento? Justifique sua resposta, de forma mais completa possível:

06) Qual seria o objetivo do autor ao escrever o texto dessa maneira? Se ele escrevesse tudo de forma correta, dentro da norma culta da nossa língua, ele teria o mesmo efeito? Por quê?

07) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

08) Copie do texto exemplos de oralidade, coloquialismos, explicando sua importância para o contexto:

09) Explique o sentido e a formação da palavra que se encontra em negrito no texto, no primeiro parágrafo: 

10) Transcreva todo o texto, adequando-o à norma culta formal da Língua: 

11) Como você vê a Educação em nossos dias? Reflita sobre a educação familiar e escolar. Acha que estão condizentes com o que está acontecendo nas ruas? Disserte sobre o tema em UM parágrafo

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Você cairia no golpe do "cartão cronado"?!?



Preconceitos linguísticos à parte, sinceramente, até agora não sei se é pra gente rir ou chorar analisando a situação acima! Na dúvida, fiz ambas as coisas, confesso, e logo depois parti para a reflexão! 

Mesmo vivendo uma época, já há algum tempo, em que não se valoriza a Educação, muito pelo contrário, é inegável a importância da Língua Portuguesa, em se pelo menos se ter um domínio básico dela para conquistar os seus objetivos. 

O objetivo aqui era bem claro: aplicar um golpe! Querer lucrar em cima da inocência de alguns! Ainda bem que a pessoa abordada era esperta e dominava algumas regrinhas básicas, enquanto quem abordou deve ter fugido não só da escola, mas também da leitura de jornal, revista, de mundo. Digo isso porque meu pai não estudou mais do que a quarta série primária, porém, lia muito jornal, revista, livro, tudo o que lhe caía nas mãos... Conclusão: escrevia extremamente bem e de forma impecável. Não falo apenas de escolaridade, mas de cultura, de sabedoria! 

Até para ser golpista é preciso investir um pouquinho no estudo da própria Língua para não pagar esses micos... e fico me perguntando aqui se o receptor também tivesse essa prática, esses vícios... Você acha que ele cairia? Sim ou não? Por quê? Vamos confabular um pouquinho.... he he he 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Atividade sobre o texto "Reforma ortográfica", de Cynthia Feitosa

Reforma ortográfica

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.
Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. 
Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" substituirá o "S" suave. 
Peçoas que aceçam a internet com frequência vão adorar, principalmente os adoleçentes.
O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunciado cerão trokados pelo "K", já ke o com é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha co  ke koisa prática e ekonômika!
Haverá um aumento do entuziasmo do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o TIL, çeraum eliminados. O "CH" cera çimplifikado para "X" e o "LH" para "LI" ke da no mesmo e e mais fácil. Iço fará kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de caber komo ce eskreve xuxu, xá e xatiçe. Da mesma forma, o "G" co cera uzado kuando o com for komo em “gordo”, e çem o "U" porke naum cera preçizo, já ke kuando o çom for igual ao de "G" em “tigela”, uza-çe o "J" para facilitar ainda mais a vida da gente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais complikadas çeraum possíveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos kokordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum çaum difíceis de usar e preçizam kair e olia falando cério já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçecptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unifikaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a gente fala tudo iguau e açim fica mais façiu. Os kariokas talvez naum gostem de akabar kom o plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar para akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de ce kolocar R no finau dakelas palavras no infinitivo ja ke ninguem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu? Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra gente cabe kuando algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti i o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai ter mais Eça barera pra çua açençaum çoçiau i çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu o çi intendi muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundo no Brazil vai cabe iskreve direitu ate us jornalista us publicitariu us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i us exprezidenti olia co ki maravilia!

(Cynthia Feitosa)

01) Mesmo com algumas inadequações, segundo a gramática normativa, foi possível entender todo o texto? 

02) Reescreva o texto, "consertando" tudo o que for possível:

03) Será que houve uma "evolução" na ortografia, com as novas regras? Comente:

04) Justifique o título do texto, sugerindo um outro:

05) Copie do texto uma passagem carregada de ironia: 

06) Localize no texto dois numerais, classificando-os:

07) Que crítica o texto em questão mais faz? Comente: 

08) Que mensagem podemos extrair após a leitura desse texto? 

09) Trata-se de uma crônica narrativa ou argumentativa? Por quê? 

10) Que proposta a autora faz? Você acha que ela é séria ou está sendo irônica? 

11) O que foi acontecendo em cada parágrafo? O último parágrafo, com todas as regras presentes, foi de fácil leitura? 

12) Você concorda com a afirmação destacada no começo do texto? Por quê? 

13) Quais são suas maiores dificuldades na escrita da Língua Portuguesa? Cite-as: 

14) Que "alfinetadas" a autora dá na pronúncia de cariocas, paulistas e goianos? O que você pensa a respeito disso? 

15) Você acha que as características da fala estão relacionadas apenas a esses estados? Comente: 

16) Você conhece o internetês, linguagem que segue algumas das regras desta proposta? O que você acha dele? 

17) Observe a charge abaixo e a relacione ao texto: 



18) Copie da charge um vocativo, justificando:

19) Localize na charge dois estrangeirismos, fazendo a "tradução" deles para palavras existentes em nossa Língua:

20) A professora demonstra ter entendido a fala do menino? Justifique sua resposta: 

domingo, 18 de setembro de 2011

Atividade sobre placa - Uma placa na horta


01) Traduza o que você vê na imagem acima:

02) Você teve dificuldade em entender o texto da placa? Por quê?

03) O texto da placa pertence à norma culta? Justifique:

04) Quando um texto não pertence à norma culta, é correto dizer que a pessoa  que o escreveu não conhece gramática? Justifique sua resposta:

05) Observe os detalhes da placa. O que é possível concluir sobre o lugar onde está a horta? E sobre os proprietários dela?

06) Imagine agora que você seja proprietário dessa horta. Crie um cartaz para anunciar as hortaliças! Capriche!

domingo, 10 de julho de 2011

Atividade sobre a música "Assaltaram a gramática", do Paralamas do Sucesso


Assaltaram a gramática 

Assaltaram a gramática Ooh!
Assassinaram a lógica Ohh!

Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia

Sequestraram a fonética Ohh!

Violentaram a métrica Ehh!



Meteram poesia onde devia e não devia

Lá vem o poeta com sua coroa de louro

Bertalha, Agrião, pimentão, louro

O poeta é a pimenta do planeta malagueta.


Assaltaram a gramática Ooh!
Assassinaram a lógica Ohh!
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética Ohh!
Violentaram a métrica Ehh!


(Os Paralamas do Sucesso)



01) Você acha que seria algo positivo ou não "assaltarem a gramática"? Por quê?

02) Associe a letra de música à placa abaixo:


03) Comente sobre a importância das interjeições na letra de música:

04) Que tipo de denúncia a música pode estar fazendo? Comente:

05) Qual o sentido de o texto trazer tantos sujeitos indeterminados?

06) Produza um pequeno vídeo usando a música em questão, aproveitando para elaborarem uma peça teatral bem interessante e animada!

07) Quais as vantagens e desvantagens de se assaltar a gramática? Liste-as: