Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2020

Atividade sobre a música "Macaé", de Clarice Falcão


Macaé

Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você,
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz,
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar,
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu falar que foi por amor que eu invadi o seu computador,
Você pega um avião?
E se eu contar uma só vez como eu achei sua senha do cartão,
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular,
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar,
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

(Clarice Falcão)

01) Justifique o título dado à música:

02) Explique o refrão presente na letra de música:

03) O que significa a passagem "eu meio gosto de você"?

04) Por que você acha que a pessoa precisaria do RG da outra? Em que situações?

05) Copie da música ações que devem ser consideradas abusivas, explicando o porquê:

06) Você acha que algo semelhante ao descrito no texto pode acontecer na vida real? Por quê?

07) Você já viveu algum relacionamento que considerasse abusivo? O que você faria se estivesse vivendo uma relação abusiva? 

08) Explique a importância das perguntas presentes no texto:

09) Circule no texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

10) Que mensagem a canção transmite?

(Música sugerida pela querida amiga artemanhosa Yve West)

quinta-feira, 19 de março de 2020

Atividade sobre o texto "Quem está pior merece o melhor", de Fernando Bonassi

Quem está pior merece o melhor

A natureza é um troço legal, com árvores, cachoeiras, bichos e pessoas. Mas também é bem maluca. 
Há lugares frios, onde até xixi congela. E há aqueles tão quentes que até chocolate derrete na sombra! 
O Nordeste do Brasil é um dos lugares mais quentes que existem! 
Só se acha água se espremer bem as folhas ou as raízes das plantas ou então cavando poços bem fundos. 
chove pouco e, quando chove, é uma festa! 
Agora está acontecendo por lá a maior seca! O chão racha, as plantas e os bichos morrem, e a vida de quem mora lá fica muito difícil. 
O Nordeste é um lugar pobre e, quando a natureza fica desse jeito, os nordestinos sofrem mais ainda. Há gente que morre de fome e tudo! 
Eu nunca passei fome muito tempo, só assim, quando eu me atraso para o almoço ou para o jantar. E já é bem ruim...
Acho que ficar vários dias sem comer, como muitos nordestinos ficam, deve ser a coisa mais horrível do mundo. 
Como eles moram num lugar onde existe muita seca, eu acho que o governo tinha de dar do bem e do melhor para eles antes de dar para quem mora nos lugares em que a natureza é mais amiga. Quem está pior merece mais. É isso o que eu acho. 
(Fernando Bonassi)

01) Justifique o título empregado no texto acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

03) Você acha que é coerente "fazer festa" quando chove em determinadas regiões? Por quê?

04) Copie do texto marcas de oralidade, dizendo sua importância para o contexto:

05) Que problemas de construção o texto apresenta? Comente:

06) Que mensagem o texto transmite?

07) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras sublinhadas no texto:

domingo, 15 de março de 2020

Atividade sobre o texto "Causo de mineirim", de Autor Desconhecido

Causo de mineirim

Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomano uma pincumel e cuzinhano um kidicarne cumastumate pra fazer uma macarronada cum galinhassada. Quascaí dessusto quanduvi um barui vindedenduforno, parecenum tidiguerra. A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá. O forno isquentô, o mistorô e o fiofó da galinhispludiu! Nossinhora! Fiquei branco quineim um lidileite. Foi um trem doidimais! Quascaí dendapia! Fiquei sem sabê doncovim, proncovô, oncotô. Oiprocevê quelocura! Grazadeus ninguém semaxucô! 

(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Tal texto apresenta aspectos interessantes de variação linguística. Que dialeto é utilizado para construir o humor do texto?

03) Observando a escrita de algumas palavras do texto, deduza: o que caracteriza esse dialeto? 

04) Também é possível observar variações de registro, especialmente quanto ao modo de expressão. Há mais marcas da linguagem escrita ou da linguagem oral? Dê alguns exemplos que justifiquem sua resposta: 

05) Faça uma "tradução" do texto em questão, analisando qual dos dois foi mais expressivo: 

06) O que você aprendeu com a leitura de tal texto? 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Atividade sobre o texto "Geração 'tipo assim'"


Geração 'tipo assim'

Imagens comparativas e novas gírias reacendem a discussão sobre a erosão 
da linguagem entre os jovens

Ao adolescente dos anos 90 que não consegue entender o que se conversa numa roda de contemporâneos, resta o consolo de não pertencer aos grupos acusados de promoverem a chamada erosão da linguagem. Para esses grupos, segundo estudiosos como o poeta, tradutor e ensaísta José Paulo Paes, tem sido cada vez mais cômodo seguir o caminho das imagens comparativas, evitando expor o próprio potencial intelectual ao risco de um raciocínio elaborado. Não é à toa que um dos recursos mais usados hoje para facilitar a explicação de uma ideia é o "tipo assim" ("Ele é um cara tipo assim..."). [...]
Enquanto a discussão volta a mobilizar estudiosos, novas gírias são criadas e absorvidas numa velocidade impressionante. [...] "A conversa de adolescentes é feita de diálogos exclamativos e sem fluência, próprios de quem apenas reafirma um comportamento de grupo", alerta Paes. O poeta reconhece, no entanto, que "existem gírias muito saborosas". Mas restringe: "Gíria é coisa de moda. Muitas vezes você substitui uma boa intenção verbal de gírias anteriores sem que haja ganhos expressivos."
Em outra vertente, o escritor Affonso Romano de Sant´Anna acha normal que cada grupo social crie sua própria linguagem. "E os jovens que passaram a existir socialmente a partir dos anos 60, com a emergência do poder juvenil, também tem a sua linguagem", diz. "Esse é um fato que não recrimino nem reprovo, mas sua constatação é inevitável." O escritor vê a leitura como única solução para as divergências entre as linguagens usadas por jovens e adultos. "É lendo que você aumenta seu vocabulário", sugere. 
Affonso Romano observa que hoje os jovens não são a única tribo a usar uma linguagem própria, de difícil entendimento por quem está de fora: "O mesmo acontece, por exemplo, com o pessoal que mexe com computador. Sua linguagem é restrita, falava em códigos" [...]
Os adolescentes não veem problema no uso de gírias e expressões recém-criadas, e julgam seu vocabulário "inofensivo". "As gírias são um meio muito legal de se comunicar e simplificar as coisas. Além disso, é irado falar de um jeito que os professores e o pessoal lá de casa não entendam", diz Thiago, 16 anos. 
"A moda não muda? A decoração não muda? Qual é o problema de atualizar também o vocabulário?", questiona Tatiana, 17 anos. Sua colega Maíra, 16 anos, tenta explicar o uso frequente de expressões, como o tipo assim: "Você quer falar alguma coisa e descobre uma expressão que consegue resumir seu pensamento. O tipo assim é o espaço que a gente usa para pensar e articular as palavras. É impossível contar uma história sem usar pelo menos um ."
"As gírias mudam e não vão deixar de existir. A gente não fala mais "é uma brasa, mora?" , que era moda nos anos 70. No lugar disso, falamos outras coisas", justifica o estudante Marcos, 17 anos. "O mais legal disso tudo é que ampliamos o nosso vocabulário", opina Thiago, afirmando em seguida: "Eu também sei falar formalmente, mas não gosto. Não me dirijo ao padre do colégio com um "aí, velhinho". Estou apto a usar a linguagem formal, quando necessário."
A babel de gírias também afeta os diferentes grupos da mesma geração. "Tenho amigos que convivem com o pessoal que frequenta bailes funk. Eles usam gírias próprias e eu não entendo nada", conta Tatiana. "Não vejo problema nenhum no fato das tribos não se entenderem. A gente traduz e aprende cada vez mais", assegura Gabriel, 17 anos. 

(Jornal do Brasil - Caderno B)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual é o sentido da expressão "erosão da linguagem"? Encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

03) O que, afinal, significa a expressão "tipo assim"? Você costuma usá-la? 

04) Há argumentos de autoridade presentes no texto? Justifique sua resposta: 

05) Você acha que usar expressões como "tipo assim" revelam um vocabulário pobre, típico de quem não tem o hábito de ler? Explique seu ponto de vista: 

06) Com qual das pessoas citadas no texto você concorda mais? Por quê? 

07) Que consolo resta ao adolescente, segundo o texto? Por que isso é um consolo? 

08) Affonso Romano de Sant´Anna pensa de forma semelhante ao José Paulo Paes? Explique: 

09) Que diferença Affonso Romano vê entre a linguagem dos jovens e a dos adultos? 

10) Há uma contradição entre a opinião de tal autor a respeito da linguagem dos jovens e a proposta de uma solução. Qual é essa contradição? 

11) Dê exemplos de pessoas a quem o Thiago, citado no texto, poderia dirigir o cumprimento "Aí, velhinho": 

12) O que será que ele diz ao padre do colégio? 

13) Thiago garante que sabe usar a linguagem formal, "quando é necessário": em que situações é necessário usá-la? Comente: 

14) Thiago diz que sabe falar formalmente, mas não gosta. Em sua opinião, por que ele não gosta de falar dessa maneira? E você? 

15) Que mensagem o texto transmite? Comente:

16) Utilize as palavras a seguir em um único texto, com sentido, após criar um pequeno e rápido dicionário com o significado que você acha que cada uma delas tem:

a) Tetrarca:
b) Sincecura:
c) Cancro:
d) Convescote:
e) Obtemperar:
f) Protonotária:
g) Pudica:

(P.S.: O texto e algumas questões foram extraídas de um livro da Magda Soares)

domingo, 20 de outubro de 2019

Atividade sobre a música "Zaluzejo", de O Teatro Mágico


Zaluzejo

Ah, eu tenho fé em Deus... né?
Tudo que eu peço Ele me ouci... né?
Aí quando eu tô com algum pobrema eu digo:
"Meu Deus! Me ajuda que eu to com esse pobrema!"
Aí eu peço muito a Deus... aí eu fecho os olhos... né?
E Deus me ouci na hora que eu peço pra ele, né?
Eu desejo ir embora um dia pra Recife
Não vô porque tenho medo de avião, de torroristo
Aí eu tenho medo, né?
Corra tudo bem... se Deus quisé... se Deus quisé...

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
Graxite, vrido, zaluzejo...
"Eu sou muito divertida"
Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
Graxite, vrido, zaluzejo...
"Não sei falar direito"
Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
Graxite, vrido, zaluzejo...
"Não sei falar"

Tomar banho depois que passar roupa mata
Olhar no espelho depois que almoça entorta a boca
E o rádio diz que vai cair avião do céu
Senhora descasada namorando firme pra poder casar de véu

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
Graxite, vrido, zaluzejo...
"Não sei falar"

Quando for fazer comprar no Gadefour:
Omovedor ajactu, sucritcho, leite dilatado, leite intregal,
Pra chegar na bioténica, rua de parelepídico
Pra ligar da doroviária, telefone cedular
Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho,
Graxite, vrido, zaluzejo...
"Não sei falar"

Quando fizer calor e quiser ir pra praia de Cararatatuba,
Cuidado com o carejandrejo
Tem que tá esbeldi, não pode comer pitz, pra tirar mau hálito
Toma água do chuveiro
No salão de noite, tem coisa que não sei
Mulé com mulé é lésba e homi com homi é gay
Mas dizem que quem beija os dois é bixcional...
Só não pode falar nada
Quando é baile de Carnaval

Pra não ficar prenha e ficar passando mal, copo d´água
E pírura de ontemproccional
Homem gosta de mulher que tem fogo o dia inteiro,
Cheiro no cangote, creme rinsa no cabelo
Pra segurar namorado morrendo de amor
Escreve o nome num pepino e guarda no refrigelador,
Na novela das otcho, Torre de Papel,
Menina que não é virge, eu vejo casar de véu! 

Se você se assustar e tiver chilique,
Cuidado pra não morrer de palaladi cadique
Tenho medo da geladeira, onde a gente guarda yogute,
Porque no frio da tomada se cair água pode dá cicrutche
Tô comprando um apartamento e o negócio tá quase no fim
O que na verdade preocupa é o preço do condostim
O sinico lá do prédio, certa vez, outro dia me disse:
"Que o mundo vai se acabá no ano 2000, é o que diz o acalipse!"

Tenho medo de tudo que vejo e aparece na televisão
Os preju do Carajundu fugiram em buraco cavado no chão
Torrorista, assassino e bandido, gente que já trouxe muita dor
O que na verdade preocupa é a fuga do seucrostador
Seucrosta quem não tem dinheiro, quem não tem emprego e não tem condução
Documento eu levo na proxeca porque é perigoso carregar na mão!

Mas quando alguém te disser tá errado ou errada
Que não vai S na cebola e não S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!

"E eu sou uma pessoa muito divertida...
Eles não inventamnada... eu gostava de inventar as coisa
Não sei falar direito...
Inventar uma piada, inventar uma palavra, inventar uma brincadeira...
Não sei falar
"Me dá um golinho... me dá um golinho..."

É com muito prazer que eu convido agora todos aqueles
Que estão ouvindo esta canção
Pra entorar em uníssono o cântico: Omovedor, Carejangrejo
Vamos aquecer a nossa voz cantando assim:
Iô, iô, iô, iô, iô, iô, iô, eu digo:
"Omovedor, Carejangrejo, Omovedor, carengangrejo... Omovedor!
"Omovedor, carenjangrejo... Só isso que eu tenho pra falar falar!"

(O Teatro Mágico)

01) Justifique o título da canção:

02) O começo da música reflete como algumas pessoas com baixo poder econômico e baixa escolarização se expressam. Reescreva-o de acordo com a norma padrão da língua: 

03) Circule na canção todas as palavras que correspondem a variações linguísticas e, em seguida, diga a palavra correspondente cada um teria seguindo a norma culta:

04) Você teve dificuldade para entender alguma delas? Se sim, quais? Por quê?

05) Além dessas palavras, o texto traz espécies de crendices. Quais são elas?

06) Justifique as aspas utilizadas na canção:

07) Por que, segundo a música, não se pode falar nada quando é baile de Carnaval?

08) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito na canção, argumentando bem:

09) Que mensagem a música transmite?

10) Você acha que quem utiliza esse tipo de linguagem mostrada na música sofre o chamado preconceito linguístico? O que você pensa disso? Comente:

11) Você acha que as variações linguísticas enriquecem ou empobrecem a nossa Língua? Por quê? 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Atividade (rápida) sobre tirinhas - Otto e Heitor


01) Em que reside o humor na tirinha acima?

02) Podemos dizer que os quadrinhos produziram um certo suspense? Por quê?

03) Explique o uso das reticências empregadas na tirinha:

04) Qual a intenção das crianças?

05) Qual o sentido da expressão "Eu tô congelando"?

06) Copie da tirinha marcas de oralidade:


07)  Copie da tirinha acima uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

08) Que quadrinho nos remete a uma certa surpresa? Justifique sua resposta:

09) O que a borboleta está simbolizando? E a planta carnívora?

10) Podemos afirmar que a fala do último quadrinho foi irônica? Por quê?

domingo, 6 de outubro de 2019

Atividades extras sobre Outubro Rosa


01) Qual o objetivo do cartaz acima? 

02) O que a luvinha personificada deseja? Que interjeição você colocaria no lugar do coraçãozinho? 

03) Podemos afirmar que existe uma ambiguidade no cartaz? Justifique sua resposta: 

04) O que você considerou mais carregado de significado: a linguagem não verbal, a não verbal ou ambas? Por quê? 

05) A que luta o cartaz se refere? 

06) O que seria, afinal, um gesto de amor próprio? 

07) Por que seria um gesto de amor próprio? 




08) Copie do cartaz acima uma passagem que contém ambiguidade: 

09) Explique esses dois possíveis sentidos: 

10) Qual a importância de se usar esse recurso nos anúncios? 



11) No que reside o humor na charge acima? Explique:

12) Homem também pode ter câncer de mama? Comente:

13) Copie da charge um vocativo, explicando seu raciocínio:

14) Transcreva da charge marcas nitídas de oralidade: 

15) Justifique as aspas utilizadas no balãozinho da mulher: 

16) Localize uns desvios gramaticais e comente sobre cada um deles: 

17) Tais desvios devem ser condenáveis ou justificáveis pelo contexto? Explique seu raciocínio:

18) Você acha que o marido foi debochado ou estava mesmo preocupado com a esposa? Por quê? 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Atividade sobre a música "Brisa", da Iza


Brisa

Sente a vibração que o som chegou
Bota o pé na areia e deixa a onda entrar
Tá geral na pilha, então, demorou! 
Vem que é da boa e tu vai gostar

Eu tô na brisa
E nada me abala, que delícia! 
E hoje eu tô de boa, tô na brisa
E nada me abala, que delícia! 
E assim eu canto...

Yeah, yeah, yeah, yeah
Se joga nessa brisa até o dia amanhecer
Yeah, yeah, yeah, yeah
Se joga nessa brisa até o dia amanhecer 

Então passa lá em casa, tô fazendo vários nadas
Traz o isopor, porque hoje a tarde vai dar praia
Presta atenção que hoje a missão
É ficar suave, numa boa, tranquilão

Eu tô na brisa... 

(Iza)

01) Justifique o título da música:

02) Transcreva da canção marcas de oralidade, dizendo sua importância para o contexto:

03) O que significa a expressão "Tá geral na pilha"? Quais palavras poderiam substituí-la, sem  causar prejuízo à frase? 

04) O que significa a gíria "Demorou"? Como transformar em uma linguagem mais formal?

05) Existe algum desvio gramatical no texto? Se sim, qual? Explique:

06) O que significa a expressão "Vem que é da boa"?

07) Podemos afirmar que em "deixa a onda entrar" existe uma ambiguidade? Justifique sua resposta:

08) Interprete a segunda passagem que se encontra em negrito na música:

09) Por que existe a repetição de uma dada palavra em itálico na canção?

10) O que significa a expressão "tô fazendo vários nadas"?

11) O que está implícito no trecho "Traz o isopor, porque hoje a tarde vai dar praia"?

12) Passe o último verso da música para a linguagem formal, sem perder o sentido:

13) Que mensagem a canção transmite?

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Atividade sobre o trecho "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus



No livro "Quarto de despejo - Diário de uma favelada", a autora Carolina Maria de Jesus conta a sua história de vida e da formação da favela do Canindé, em São Paulo. O texto foi preservado, respeitando a ortografia e a estrutura sintática escritas por ela. Leia um trecho:

15 de maio. 

Tem noite que eles improvisam uma batucada e não deixa ninguém dormir. Os visinhos de alvenaria já tentaram tom abaixo assinado retirar os faveldos. Mas não conseguiram. Os visinhos das casas de tijolos diz:
-- Os políticos protegem os favelados.
Quem nos protege é o povo e os Vicentinos. Os políticos só aparecem aqui nas epocas eleitoraes. O senhor Cantideo Sampaio quando era vereador em 1953 passava os domingos aqui na favela. Ele era tão agradavel. Tornava nosso café. Bebia nas nossas xícaras. Ele nos dirigia as suas frases de viludo. Brincava com nossas crianças. Deixou boas impressões por aqui e quando candidatou se a deputado venceu. Mas na Camara dos Deputados não criou um progeto para beneficiar o favelado. Não nos visitou mais. 
... Eu classifico São Paulo assim: o Palacio, é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos. 
A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço do céu para faze, um vestido. Começo ouvir uns brados. Saio para a rua. E o Ramiro que quer dar no senhor Binidiro. Mal entendido. Caiu uma ripa nó fio da luz e apagou a luz da casa do Ramiro. Por isso o Ramiro queria bater no senhor Binidito. Porque o Ramiro é forte i o senhor Binidito é fraco.
O Ramiro ficou zangado porque eu fui a favor do senhor Binidito. Tentei concertar os fios. Enquanto eu tentava concertar o fio o Ramiro queria expancar o Binidito que estava alcoolizado e não podia parar de pé. Estava inconciente. Eu não posso descrever o efeito do alcool porque não bebo. Já bebi uma vez. Em carater experimental, mas o alcool não me tonteia. 
Enquanto eu pretendia concertar a luz a Ramiro dizia:
-- Liga a luz, liga a luz sinão eu te quebro a cara. 
O fio não dava para ligar a luz. Precisava emendá-lo. Sou uma leiga na eletricidade. Mandei chamar o senhor Alfredo, que é o atual encarregado da luz. Ele estava nervoso. Olhava o senhor Binidito com despreso. A Juana que é esposa do Binidito deu cinquenta cruzeiros para o senhor Alfredo. Ele pegou o dinheiro. Não sorriu. Mas ficou alegre. Percebi pela sua fisionomia. Enfim o dinheiro dissipou o nervosismo. 

(Carolina Maria de Jesus)

01) A que gênero textual pertence tal obra? Que características deram essa dica?

02) A autora do texto é catadora de lixo e gosta de escrever para passar o tempo. Sabendo disso, responda: 

a) Em que variante linguística está o texto lido? Justifique sua resposta:
b) Nesse caso, houve inadequação linguística? Por quê? 
c) Caso o senhor Cantideo Sampaio escrevesse um texto como Carolina escreveu, essa variação estaria adequada? Por quê?

03) Segundo a autora, quem oferece proteção aos favelados?

04) Carolina compara a cidade a uma casa. 

a) Que comparação ela faz entre esses dois elementos? 
b) Que crítica fica evidente nessa comparação?

05) Apesar da vida dura de favelada e de catadora de lixo, Carolina enxerga a vida com beleza. Que trecho do diário comprova essa afirmativa? 

06) Na passagem "Tentei concertar os fios", a forma "concertar" está adequada? Por quê?

07) Apesar do pouco estudo, a personagem demonstra consciência da realidade política do país. Retire do texto uma passagem que exemplique isso:

08) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto, argumentando bem e explicando seu raciocínio:

09) Que figura de linguagem temos em "Os visinhos de alvenaria já tentaram tom abaixo assinado..."? Explique:

10) A obra de Carolina tem como traço recorrente, EXCETO:

(A) denúncia contra o racismo.
(B) crítica ao descaso do governo com a favela.
(C) linguagem padrão.
(D) repetição da rotina da autora.

11) Que mensagem o trecho transmite? Comente:

12) Só pelo trecho lido, você sentiu curiosidade de ler o livro? Justifique sua resposta:

13) Se você fosse um(a) professor(a) de Língua Portuguesa, o que pontuaria e como avaliaria o escrito em análise? Por quê?

(Atividade feita em parceria com minha querida amiga Maria Aparecida Carvalho)

sábado, 20 de julho de 2019

Atividade sobre o texto "Quando a linguagem culta é um fantasma", de Lourival Viana


Quando a linguagem culta é um fantasma

Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis. Basta comparar, por exemplo, a chamada “fala dos magrinhos” com a de um deputado em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo – e é aí que ele vive a maior parte do seu tempo – certamente ele não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz com perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa: “Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta . Depois a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal. Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele domina galhardamente. Está como um peixe dentro de seu elemento natural. Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade expressional.
As dificuldades que experimenta – estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha que o assusta e deprime. E é fato compreensível. Para o jovem, habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo com o qual não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos a  dizer “tu viu”, “eu vi ela”, “me  alcança a caneta”, “as redação”, como irá nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva da escola é pouca para opor-se a avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta. Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como não consigo aprender português!”

(Lourival Viana - Correio do povo - adaptado)

01) Justifique o título utilizado no texto: 

02) Explique o emprego das aspas numa expressão situada no primeiro parágrafo:

03) A mesma explicação para a questão anterior vale para a passagem entre aspas no final do segundo parágrafo? Explique:

04) Retire do texto exemplos de oralidade: 

05) Posicione-se sobre a afirmação em negrito no último parágrafo do texto, justificando seu ponto de vista:

06) Explique o emprego do porquê utilizado (e destacado) no final do texto:

07) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto: 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Atividade sobre a música "Relampiano", de Lenine


Relampiano

Tá relampiano
Cadê Neném? 
Tá vendendo drops
No sinal pra alguém

Tá relampiano
Cadê Neném?
Tá vendendo drops
No sinal pra alguém

Todo dia é dia
Toda hora é hora
Neném não demora
Pra se levantar

Mãe lavando roupa
Pai já foi embora
E o caçula chora
Pra se acostumar
Com a vida lá de fora
Do barraco

Hai que endurecer
Um coração tão fraco
Pra vencer o medo
Do trovão
Sua vida aponta
A contramão

Tudo é tão normal
Todo tal e qual
Neném não tem hora
Pra ir se deitar

Mãe passando roupa
Do pai de agora
De um outro caçula
Que ainda vai chegar

É mais uma boca
Dentro do barraco
Mais um quilo de farinha
Do mesmo saco
Para alimentar
Um novo João Ninguém
A cidade cresce junto
Com neném

(Lenine)

01) Justifique o título empregado na música, aproveitando para sugerir um outro:

02) De acordo com as pistas textuais fornecidas, tente deduzir (utilizando passagens do texto para justificar suas respostas):

a) a classe social do Neném:
b) profissão:
c) escolaridade:
d) origem da família:

03) É correto afirmar que Neném é o caçula da família? Justifique sua resposta, acrescentando passagens do texto:

04) Por que  palavra "drops" aparece em itálico no texto?

05) Copie do texto exemplos de oralidade:

06) Transcreva do texto um par de antítese, justificando:

07) Explique todas as passagens em destaque no texto, respectivamente:

08) Há perspectivas de melhorias de vida de Neném? Justifique sua resposta:

09) Neném parece ter uma família "tradicional"? Explique seu raciocínio:

10) Por que o autor teria optado por "relampiano" e não "relampiando", forma considerada correta?

11) Podemos afirmar que, mesmo sendo uma letra de música, é um texto narrativo? Por quê?

12) Que mensagem a música lhe transmitiu?

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Atividade com um textículo de Carlos Drummond de Andrade

Leia o diálogo a seguir, entre uma mulher e o filho: 

-- Mãe, taqui seus chocolates!
-- Que chocolates, meu anjo?
-- A senhora não sabe que, no Dia das Mães, dê chocolate para ela?
-- Alfredinho, o médico me proibiu de comer chocolate.
-- E daí? Esquece o médico. Não é Dia dos Médicos, é Dia das Mães, dia da senhora.

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Invente um título para o textículo acima: 

02) Transcreva do texto três exemplos de vocativo, justificando: 
        
03) Há, no textículo, um termo empregado no sentido coloquial. Copie o mesmo, explique por que ele provavelmente foi usado e, em seguida, converta-o para a chamada linguagem culta:

04) Explique o que pode ter levado o filho a cometer um erro em sua segunda fala, e, em seguida, conserte a parte destacada:

05) Por que podemos afirmar que o texto é um diálogo? 

06) Onde reside o humor no texto? 

07) Crie uma última fala para a mãe: 

sábado, 20 de abril de 2019

Atividade sobre o causo "O macaco e o manequim de cera"

O macaco e o manequim de cera

Era uma vez um macaco que tinha o hábito de ir, à noite, comer as bananas do quintal de uma velha. Todo dia de manhã, quando abria a porta de casa, a velha espantava-se:
-- Uai, cadê o cacho de bananas que eu deixei aqui ontem?
E a velha ficava intrigada, pensando em quem seria o gatuno.
Pensou, pensou e teve uma ideia: fez um manequim de cera grudenta e pendurou na varanda, perto de um lindo cacho de bananas.
De noite, chegou o macaco, como era seu costume, deu com aquele boneco e foi dizendo:
-- Boneco, me dá uma banana senão lá vai pedrada
O manequim não respondeu coisa alguma, naturalmente, e lá se foi pedra. E o boneco nada. 
Vendo que o boneco não se mexia, o macaco aproximou-se, subiu a escada e ameaçou: 
-- Boneco, me dê uma banana senão eu te dou um tapa! 
Como o boneco não reagisse, o macaco mandou-lhe um tapa. Só que a mão do macaco ficou pregada na cera grudenta do boneco. Furioso, o macaco voltou a ameaçar:
-- Boneco, solta a minha mão senão eu te dou outro tapa! 
Outro tapa e outra mão presa
-- Boneco, solta as minhas duas mãos senão eu te mando um pontapé
Sacudiu um pontapé bem forte no boneco, que nem se mexeu. E sua perna ficou presa também. E depois dessa perna, a outra, até que, no final, muito irritado, o macaco aplicou uma forte barrigada no boneco de cera, o que acabou por prendê-lo totalmente. 
No dia seguinte, de manhã, quando a velha acordou, encontrou pendurado ao manequim de cera um macaco já bem moído de tanto espernear para se despregar do boneco. A velha passou-lhe um bom sabão e lá se foi o macaco, esbodegado e faminto, morto de raiva, procurar outro bananal onde fazer suas artes
(Luís da Câmara Cascudo)

01) Quem são as personagens? 

02) Copie do texto exemplos de oralidade:

03) Por que se repete tanto a palavra MACACO, sem recorrer a sinônimos e pronomes? 

04) Transcreva do texto um exemplo de vocativo, de um chamamento:

05) O que significa a expressão "passar um bom sabão"? Ela se encontra no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta:

06) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

07) O macaco aprendeu a lição, na sua opinião? Por quê? 

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto: 

09) Podemos dizer que esse texto é um causo? Justifique sua resposta: 

10) O que você observou com relação às ameaças feitas pelo macaco? 

11) O que representa o ponto de exclamação nos trechos que representam as falas do macaco? 

12) Por que essa história é engraçada? 

sábado, 30 de março de 2019

Atividade sobre o filme "Narradores de Javé" (1 h 40 min)


Sinopse:  Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta a essa notícia tão devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores é analfabeta, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias. 

01) Qual a importância da tradição oral para um povo?

02) A lógica da oralidade se aplica totalmente à escrita? Justifique sua resposta:

03) As narrativas dos moradores se conflitavam? Explique:

04) Você concorda que "lembrar é presentificar o passado"? Comente:

05) "Uma coisa é o fato acontecido, outra coisa é o fato escrito". Em que esse contexto se encaixa na história do filme? 

06) Qual o tema do filme? O que os realizadores do filme tentaram nos passar? Eles, afinal, conseguiram? 

07) Para os personagens do filme por que era importante resgatar a memória e escrever a história daquele vilarejo?

08) Do que você mais gostou nesse filme? Por quê?

09) Comente especialmente sobre o final do filme:

10) O que significa fazer o "papel de escriba"? E qual seria esse papel em especial naquela comunidade?

11) Analise as práticas de letramento da referida comunidade:

12) Como você percebe a relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme?

13) Que lição de vida podemos aprender com esse filme?

14) Como você considera a importância da memória para uma sociedade?

15) Relacione ao filme ao ditado popular "O povo aumenta, mas não inventa":

16) Como você, em poucas palavras, registraria a história de Javé?

17) De 0 a 10, que nota você daria ao filme em questão? Por quê?

18) Ainda no começo do filme, quando surge o primeiro "flashback", vê-se a imagem de um sino tocando e, logo depois, de pessoas correndo em direção à igreja. O que essas imagens querem nos revelar?

19) Escreva UM parágrafo envolvendo a construção de barragens e a consequente desconstrução de memórias de um povo:

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Atividade sobre o texto "Barbeiro" , de autoria desconhecida


Barbeiro

Diz que, um belo dia, um índio bem alegre chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo. 
O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim, deu um trato geral. Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro:
-- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta. 
-- Tá bueno! -- disse o barbeiro. 
Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu. 
-- Senta aí e espera que teu pai já vem te buscar. 
-- Ele não é meu pai! - disse o moleque. 
-- Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta aí. 
-- Ele não é nada meu! -- falou o guri. 
Aí o barbeiro perguntou intrigado:
-- Mas quem é o animal então?
-- Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou se eu queria cortar o cabelo de graça! 

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado ao causo acima:

02) Que outro título você daria ao texto?  

03) As hipóteses que você havia levantado sobre o texto se confirmaram?

04) Quantas personagens há na história e como o narrador se refere a elas? Ele as chama pelo nome? O que isso revela?

05) O narrador caracteriza detalhadamente as personagens? O que se sabe sobre elas? 

06) Há informações sobre a situação das personagens antes e depois do episódio narrado? 

07) O texto informa quando e onde aconteceu esse episódio?

08) A princípio, qual se imagina que seja a relação entre o homem e o menino? Por quê?

09) Até que ponto do texto essa impressão se mantém?

10) Você achou o final engraçado? Surpreendente? Por quê? 

11) Copie do texto expressões coloquiais, informais: 

12) O que significa a expressão destacada no texto? Você costuma utilizá-la? 

13) Por que podemos afirmar que esse texto pertence ao gênero textual CAUSO? 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Atividade sobre a crônica "Aí, galera", de Luís Fernando Veríssimo

Aí, galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não?
-- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. 
-- Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais desportistas, aqui presentes ou no recesso de seus lares.
-- Como é?
-- Aí, galera.
-- Quais são as instruções do técnico? 
-- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona da preparação, aumentam-se as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo de ação. 
-- Ahn?
-- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. 
-- Certo, você quer dizer mais alguma coisa?
-- Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
-- Pode.
-- Uma saudação para a minha progenitora.
-- Como é?
-- Alô, mamãe!
-- Estou vendo que você é um, um...
-- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? 
-- Estereoquê?
-- Um chato?
-- Isso.
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Quais são as duas situações relatadas no texto que fogem à expectativa do público?

02) Justifique o título do texto, aproveitando para dar um outro:

03) O que gerou o humor no texto? Explique:

04) Copie do texto dois vocativos, explicando:

05) Explique por que a palavra "estereotipação" encontra-se normal em uma passagem e em outra aparece entre aspas: 

06) Justifique o emprego das reticências no texto:

07) Que mensagem o texto transmite? 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Exercícios sobre Variação Linguística / Oralidade

01) Observe a linguagem utilizada na frase abaixo, tirada de uma propaganda:



a) Identifique as gírias que aparecem na frase manuscrita:

b) Como você escreveria essa frase sem usar gíria?

c) A propaganda de onde esse texto foi tirado anuncia um guia de redação. A quem ela deseja atingir?

d) Que efeito o emprego da gíria cria na frase principal da propaganda?

e) Você deixou de entender o recado por causa das gírias?

02) Imagine que uma adolescente escrevesse este e-mail para o diretor da escola (pedindo providências para um campeonato esportivo): 

Ô meu, vc precisa dar um gás no campeonato de vôlei e fazer algo manero para os mano da escola. Não fique bolado, deixe de ser presepeiro, senão vai pagar mico. Tá ligado? 
Falô, broder. 

E, para o namorado, enviasse a seguinte mensagem: 

Prezado senhor, 

Temos em nossa agenda muitas datas sem compromisso marcado, motivo pelo qual manifestamos interesse em acompanhá-lo em sua próxima ida ao cinema. Caso haja interesse da sua parte, colocamo-nos à disposição para novos contatos, nos quais possamos detalhar nossa proposta. Atenciosamente,
Maria Margarida de Sousa Leite

a) Comente a linguagem dos textos acima e explique a reação que provavelmente causariam aos destinatários: 

b) Reescreva ambos os textos, adequando-os a cada situação e aos seus respectivos destinatários: 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Você cairia no golpe do "cartão cronado"?!?



Preconceitos linguísticos à parte, sinceramente, até agora não sei se é pra gente rir ou chorar analisando a situação acima! Na dúvida, fiz ambas as coisas, confesso, e logo depois parti para a reflexão! 

Mesmo vivendo uma época, já há algum tempo, em que não se valoriza a Educação, muito pelo contrário, é inegável a importância da Língua Portuguesa, em se pelo menos se ter um domínio básico dela para conquistar os seus objetivos. 

O objetivo aqui era bem claro: aplicar um golpe! Querer lucrar em cima da inocência de alguns! Ainda bem que a pessoa abordada era esperta e dominava algumas regrinhas básicas, enquanto quem abordou deve ter fugido não só da escola, mas também da leitura de jornal, revista, de mundo. Digo isso porque meu pai não estudou mais do que a quarta série primária, porém, lia muito jornal, revista, livro, tudo o que lhe caía nas mãos... Conclusão: escrevia extremamente bem e de forma impecável. Não falo apenas de escolaridade, mas de cultura, de sabedoria! 

Até para ser golpista é preciso investir um pouquinho no estudo da própria Língua para não pagar esses micos... e fico me perguntando aqui se o receptor também tivesse essa prática, esses vícios... Você acha que ele cairia? Sim ou não? Por quê? Vamos confabular um pouquinho.... he he he 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Chopis Centis", dos Mamonas Assassinas


Chopis Centis

Eu "di" um beijo nela
E chamei pra passear
A gente fomos no shopping
Pra "mode" a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim
Até que "tava" gostoso, mas eu prefiro aipim.

Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.

Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada  e dar uns "rolezinho",
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme. 

(Dinho e Júlio Rasec) 

01) Justifique o título empregado na música:

02) Por que aparece "di" no primeiro verso? Qual a intenção? E qual seria a forma verbal correta?

03) Existem desvios gramaticais no texto? Copie alguns, adequando-os à norma culta: 

04) Por que você acha que esses desvios ocorreram? 

05) Segundos as pistas textuais, responda:

a) o grau de escolaridade da pessoa? 
b) a profissão?
c) a classe social dela?
d) os filmes a que normalmente assiste?

06) O que significa a palavra em negrito na canção? Que outra palavra  poderia substituí-la, sem causar prejuízo no sentido?

07) Por que existem algumas palavras entre aspas? 

08) Por que há no texto uma palavra em itálico?

09) O texto apresenta um uso intencional da variedade linguística regional. Apesar disso, esse uso compromete a compreensão do texto? Justifique sua resposta:

10) Que efeito a canção provoca, ao substituir a norma culta pela variedade linguística regional? 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Atividade com a música "Inútil" , do Ultraje a rigor


Inútil

A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil
A gente somos inútil

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem pra botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar

Inútil
A gente somos inútil

A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar

Inútil
A gente somos inútil

(Ultraje a rigor)


01) Justifique o título dado à música: 

02) Na década de 1980, quando tal música fez muito sucesso, houve quem criticasse a letra pelos desvios em relação à norma padrão. Você consegue identificar esses desvios? Destaque-os:

03) Você acredita que tais desvios são mesmo um problema? Justifique sua resposta:

04) Algumas pessoas já viram na linguagem dessa canção uma crítica. Que crítica é essa? A quem o eu poético se refere quando diz "a gente"?

05) Que problemas são criticados na música? Cite-os, colocando em uma escala de prioridade, de importância, para você:

06) Por que em alguns momentos a concordância verbal é acertada? O que isso revela? 

07) Que mensagem a música transmite? Comente: 

08) De que verso você mais gostou? Por quê? 

09) Transcreva essa letra de música  para a linguagem comum, seguindo a norma culta, e, em seguida, observe qual das duas ficou com mais "potência", com maior carga semântica, explicando bem o seu ponto de vista:

10) Se você fizesse parte dessa banda, teria insistido em usar a norma-padrão? Explique por quê: 

11) Copie da música fortes marcas de oralidade: 

12) Diga a que classe gramatical cada palavra destacada pertence: