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terça-feira, 10 de março de 2020

Atividade sobre a crônica "O homem da manchete", de Lourenço Diaféria

O homem da manchete

Bem, meu caro, desculpe o mau jeito -- mas você acaba de morrer num acidente de estrada. 
Morrer você e seu carro. 
Você é um daqueles caras recolhidos ao Instituto Médico Legal. Você é a nossa manchete de ontem. 
Vamos falar com franqueza: nós detestamos dar notícias tristes. 
Todos os fins de semana, após cada feriado, procuramos nunca chocar as pessoas. O de que nós gostamos mesmo é de falar da beleza das quaresmeiras, das azáleas e dos plátanos à beira das estradas. 
Somos até um pouco exagerados: vivemos pedindo aos pedestres que tomem cuidado ao atravessar as ruas e avenidas e não nos cansamos de alertar os motoristas dentro e fora da cidade. Sabe, em cada rua, preferencial ou não, há sempre uma criança ou um velhinho. Essa gente requer uma atenção toda especial. 
Fazemos isso não só nos feriados e fins de semana. Fazemos isso todos os dias. 
Nesta casa existem dois ou três otimistas que acreditam no impossível: que um belo dia ninguém morrerá nas estradas, nem nas ruas. É claro que, quando isso acontecer, essa será nossa manchete. 
Até lá nós vamos dando avisos, conselhos e recomendações. E nem assim, meu caro, você se livrou de morrer. 
Não precisa nos dar nenhuma explicação. 
Apenas queremos saber que desculpa você vai dar à sua mulher (no hospital). Ou a seus filhos (órfãos). É melhor você não falar nada. Eles não estão querendo desculpas. 
Eles estão querendo você. 
É inútil falar dos freios, da fechada, da lombada, da ultrapassagem, do sono, dos dois dedos de caipirinha, da pressa, dos compromissos, do almoço com hora marcada, da falta de sinalização da estrada, da ausência de policiamento, da falta de estabilidade do automóvel, do defeito do velocímetro. 
Nós o estávamos esperando de volta, e você falhou. 
Não foi por falta de avisar. Sempre, em todos os instantes, lhe dissemos que todo carro é uma arma. Uma arma que não perdoa desaforo.
Agora estamos aqui com seu prontuário de bom motorista, sem saber o que fazer com ele. Mas isto não é vantagem. Todos nós somos bons motoristas, os melhores do mundo, e disso nos gabamos enquanto lemos (porque estamos vivos) a relação dos mortos de ontem. Enquanto lemos a história de sua morte, a morte de um ex-bom motorista.
Veja, você acaba de sujar de sangue o seu prontuário. 
Você acaba de jogar fora a sua vida. Você não tem nenhuma desculpa. Você está morto. 
E nem adianta repetir, mais uma vez, que todo carro é uma arma. Uma arma que não aguenta desaforo. 
Você, meu caro, não acreditava nestas coisas. 
(Lourenço Diaféria)

01) Justifique o título dado à crônica:

02) O que levou o autor a escrever tal texto?

03) O assunto apresentado no texto é abordado do ponto de vista de que profissional?

04) A que se refere a palavra destacada no texto?

05) Explique a ironia presente na frase "É melhor você não falar nada":

06) Transcreva do texto três antíteses, explicando seu raciocínio:

07) Circule na crônica todos os vocativos:

08) Em que parágrafo do texto é expressa claramente a ideia de que as pessoas acreditam que acidentes só acontecem com os outros? 

09) Em mais de um momento do texto é afirmado que "todo carro é uma arma". O que você entende por essa comparação? Posicione-se sobre ela: 

10) Que mensagem a crônica transmite?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "Vida em manchetes", de Luís Fernando Veríssimo

Vida em manchetes

-- Viu só? Caiu outro avião.
- É. Desta vez foram 85 mortos.
- Já tomei uma decisão: nunca mais entro em avião.
- Bobagem.
- Bobagem é morrer.
- Então não entra mais em carro, também. Proporcionalmente, morrem mais pessoas em acidentes de...
- Mas não entrar em automóvel eu já tinha decidido há muito tempo! Você não notou que eu ando mais magro? É de tanto caminhar.
- Você caminha por onde?
- Como, por onde? Pela calçada, ué.
- Dá todo dia no jornal. “Ônibus desgovernado sobe na calçada e colhe pedestre. Vítima tinha jurado nunca mais entrar em qualquer veículo.” A chamada ironia do destino.
- Quer dizer que calçada...
- É perigosíssimo...
- O negócio é não sair de casa.
- E, é claro, mandar cortar a luz.
- Por que cortar a luz?
- Pensa num dedo molhado e distraído na tomada do banheiro. “Caiu da escada quando trocava lâmpada. Fratura na base do crânio.”
- Está certo. Corto a luz.
- “Tropeça no escuro e bate com a têmpora na quina da mesa. Morte instantânea.” E você vai cozinhar com quê?
- Gás.
- Escapamento. “Vizinhos sentiram cheiro de gás e forçaram a porta: era tarde.” Ou: "Explosão de botijão arrasa apartamento.”
- Fogareiro a querosene.
- “Tocha humana! Morreu antes que...”
- Comida enlatada fria.
- Botulismo.
- Mando comprar comida fora.
- Espinha de peixe na garganta. Ossinho de galinha na traquéia. “Comida estragada, diarréia fatal!”
- Não preciso de comida. Vivo de injeções de vitamina...
- Hepatite...
- ... e oxigênio...
- Poluição. “Autópsia revela: pulmão tava pior que saco de café.” Estrôncio 90 francês.
- Vou viver no campo, longe da poluição, do trânsito...
- Picada de cobra. Coice de Mula. Médico não chega a tempo.
- Não saio mais da cama!
- Está provado: 82 por cento das pessoas que morrem, morrem na cama. Não há como escapar.
- Mas eu escapo. A mim eles não pegam. Tenho um jeito infalível de escapar da morte.
- Qual é?
- Eu vou me suicidar.
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Justifique o emprego do porquê que se encontra em destaque no texto:

03) Podemos considerar o texto uma crônica? Por quê?

04) Explique o objetivo das aspas usadas em vários momentos do texto:

05) Qual o tema principal do texto lido? Justifique sua resposta:

06) Por que podemos afirmar que o texto é todo composto por diálogos? 

07) A palavra sublinhada e localizada no décimo parágrafo trata-se de uma conotação ou denotação? Por quê? 

08) O que o autor quis dizer ao comparar o pulmão a um saco de café? 

09) De todas as situações de perigo citadas no texto, de qual delas você mais tem medo? Explique: 

10) Que situações perigosas causadas por animais o texto levantou? 

11) Qual a saída encontrada pelo personagem para escapar da morte? O que você pensa a respeito disso? 

12) Que mensagem o texto transmite? 

13) Crie um outro final para a crônica lida! 

14) Traga para a próxima aula 5 (cinco) notícias quaisquer de jornal ou revista para, em sala, criarmos um texto semelhante a este do Veríssimo! 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Atividade com Manchetes de dois jornais



01) Dois jornais. Duas manchetes. Mesmo fato. Que fato é esse?

02) Qual a principal diferença entre uma manchete e outra? Por que isso acontece?

03) O que cada imagem representa? Explique:

04) Qual imagem foi mais expressiva? Comente:

05) Qual das duas manchetes atraiu mais a sua atenção? Por quê?

06) A que conclusão você chegou depois de analisar ambas as capas? Explique:

07) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre "O Poder da Mídia":

domingo, 18 de setembro de 2016

Criando Manchetes...

Faça de conta que as imagens abaixo serão publicadas, individualmente, na primeira página de um jornal. Redija um título bem atraente e uma manchete para cada uma delas, visando chamar a atenção do leitor: 

 Imagem 01: 


Imagem 02:


Imagem 03: 


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Atividade sobre "Chapeuzinho Vermelho nas várias mídias", de Autor Desconhecido


Chapeuzinho Vermelho nas várias mídias

Se a história de Chapeuzinho Vermelho fosse verdadeira, como ela seria veiculada pela imprensa brasileira?!? 

JORNAL NACIONAL: (Willian Bonner) -- Boa noite! Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem. (Fátima Bernardes) -- Mas a atuação do caçador evitou a tragédia. 

PROGRAMA DA HEBE: -- Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?

CIDADE ALERTA: -- Onde é que a gente vai parar?!? Cadê as autoridades?!? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! E foi devorada viva! Um lobo, um lobo safado! Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo não! 

SUPERPOP: -- Geeeeeeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcóolatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso! 

GLOBO REPÓRTER: -- Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente?!? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter! 

DISCOVERY CHANNEL: -- Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver! 

REVISTA VEJA: "Lula sabia das intenções do Lobo".

REVISTA CLÁUDIA: "Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho".

REVISTA NOVA: "Dez maneiras de levar um lobo à loucura, na cama!"

REVISTA ISTO É: "Gravações revelam que lobo foi assessor de político infuente".

REVISTA PLAYBOY: "Ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mês seguinte! Veja o que só o lobo viu!"

REVISTA VIP: "As 100 mais sexies - Desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!"

REVISTA G MAGAZINE: "Ensaio com o lenhador! O lenhador mostra o machado!"

REVISTA CARAS: Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa."

REVISTA SUPERINTERESSANTE: "Lobo Mau: mito ou verdade?"

REVISTA TITITI: "Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio".

FOLHA DE SÃO PAULO: "Lobo que devorou menina era do MST".

O ESTADO DE SÃO PAULO: "Lobo que devorou menina seria filiado ao PT".

O GLOBO: "Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente."

O POVO: "Sangue e tragédia na casa da vovó".

O DIA: "Lenhador desempregado tem dia de herói".

EXTRA: "Promoção do mês: junte 20 selos, mais R$ 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!"

MEIA HORA: "Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!"

REVISTA CAPRICHO: "Teste: Seu par ideal é lobo ou lenhador?"

(Autor Desconhecido)

01) Faça a leitura de cada manchete de acordo com a entonação que ela "pede":

02) O que mudou em cada uma das mídias? Por que isso ocorre? 

03) De qual delas você mais gostou? Por quê? 

04) De qual você não gostou? Justifique sua resposta: 

05) Qual delas mais se aproxima da verdade e oferece mais credibilidade? Comente: 

06) A que conclusão podemos chegar com a leitura desse tipo de texto? O que ele nos alerta? 

07) Agora você vai escolher um outro clássico qualquer, como "Os três porquinhos", "A bela adormecida", "Cinderela", "A menina e o sapo"... para tentar fazer o mesmo, usando pelo menos 5 (cinco) mídias! Capriche!