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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "O sinal do pajé", de Daniel Munduruku

 
O sinal do pajé

Na nossa época, Curumim -- falou o velho pajé como se tivesse lido seu pensamento --, não tínhamos muito tempo para brincar, não. Vivíamos constantes tensões. Era um tempo de guerra contra outras gentes do lado oposto do rio. Era também uma época em que os homens brancos estavam chegando em nossas aldeias. Éramos jovens e torcíamos para que nossos líderes permitissem que interceptássemos os barcos que traziam os homens de roupa comprida. Mas tínhamos medo, muito medo. (...)
-- Vocês tinham medo do quê? -- quis saber o menino. 
-- Naquela ocasião, não sabíamos direito do que tínhamos medo, mas o fato é que aquelas pessoas que estavam vindo para cá encontrar-se conosco eram muito estranhas, muito feias, muito selvagens. Seus olhos eram diferentes, seus rostos sujos de pelos nos causavam medo. Seus rostos não nos permitiam ver sua pele; não sobrava nada onde se pudesse fazer uma pintura de boas-vindas. Então, não ficávamos seguros sobre o que eles realmente queriam. 
-- E eles não podiam ser amigos? E se só quisessem o bem de nossa gente? -- questionou o garoto. 
-- Isso tudo, Curumim -- retomou a palavra a avó --, nossos líderes também se perguntavam. Quando começamos a ouvir o sonho de nossos avós sobre a chegada dos homens peludos, era tudo engraçado. Alguns dos nossos avós chegaram a dizer que eles sabiam voar dentro de pássaros gigantes e que nossas flechas nunca poderiam impedi-los de voar, por serem grandes e fortes. Outros pajés diziam ter visto em seus sonhos que aqueles estrangeiros eram muito perigosos porque tinham medo da floresta, dos animais, dos peixes, dos rios. 
-- E por que isso os tornava perigosos? -- perguntou o velho pajé com a intenção de provocar a curiosidade no Curumim. 
-- Porque com medo, as pessoas fazem coisas sem pensar direito. E se temos medo de algo, nosso primeiro pensamento é destruir o que nos assusta. Eles iriam destruir nossa terra, tínhamos certeza. 
A conversa parou por ali. O Curumim sabia que seus avós tinham um tempo certo de falar e calar, e este tempo tinha chegado ao final. Ele sabia que não adiantava mais fazer perguntas, pois eles não responderiam a mais nada naquele momento. (...)

(Daniel Munduruku) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual a sua temática? Justifique sua resposta: 

03) Copie do texto uma antítese, explicando sua importância para o contexto: 

04) Quais marcas linguísticas foram utilizadas pelo pajé para se referir à própria sociedade, a outros grupos indígenas e aos europeus? 

05) O que essas marcas podem revelar sobre a cosmovisão indígena? 

06) Transcreva do texto uma passagem que revela respeito pelas tradições indígenas, explicando o que você pensa a respeito disso: 

07) Copie do texto uma passagem que revela a impotência do indígena com relação ao homem branco, justificando sua escolha: 

08) O que você achou do argumento dado pelo pajé para justificar que o homem branco era perigoso? Ele fez algum sentido? 

09) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra sublinhada no texto, argumentando bem: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) Justifique, respectivamente, o emprego dos dois porquês destacados no texto: 

12) Localize no texto:

a) um substantivo próprio:
b) um advérbio de negação:
c) um advérbio de intensidade:
d) três adjetivos:
e) dois advérbios de lugar:
f) dois pronomes possessivos:
g) um pronome demonstrativo:
h) um numeral: 

sábado, 24 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "Lutem contra a violência doméstica e territorial!", de Eliane Potiguara

 Lutem contra a violência doméstica e territorial

A pobreza é a maior violação dos direitos humanos, eu não sabia disso quando era criança. As lágrimas de vovó, assim como a vida de milhares de mulheres indígenas do mundo, refletem esse tipo de violação. A pobreza é o resultado das maiores competições, guerras e conflitos. As mulheres e crianças sofrem por isso. É um fator determinante de violência. É preciso erradiar a pobreza. Centenas de tratados, convenções, declarações foram escritos no plano nacional e internacional, mas a pobreza perdura. O que está faltando? 
Toda mulher quer ser mulher, porque ser mulher é contribuir com a ética para o crescimento da Humanidade, principalmente quando ela busca não perpetuar a cultura dominante e secular que impõe padrões preconceituosos na criação dos filhos(as). Toda mulher quer ser mulher por perceber a luta pela igualdade de gênero e quando ela trabalha para isso na nova sociedade, no cotidiano de sua vida, nas relações com o esposo, filho(as), irmã(os), parentes e amigos. 
Nos dez pontos que escrevi no Dia Internacional da Mulher, no dia 08/03/2006, no texto "Quer ser Mulher? Perguntou Deus!", tive o objetivo de polemizar e chamar a atenção da sociedade para diversas culturas e regimes sócio-político e econômicos que impõem uma vida indigna às mulheres. Temos muitos avanços na classe média ou nos grupos mais esclarecidos, quando mulheres já possuem posições no contexto social e quando seu status no lar atinge patamares respeitáveis, salvo exceções como, por exemplo, em relação aos assassinatos de mulheres jornalistas, artistas e outras profissionais e com ascensão econômica. 
No entanto, as mulheres pobres e as altamente miseráveis de todas as etnias, inclusive a indígena, sofrem da violência masculina e discriminação da própria sociedade. E esse fato é um desafio para grupos de mulheres organizadas por seus direitos e um desafio para os governantes no setor da Educação, Trabalho e Saúde e desenvolvimento, tanto no Brasil quanto nos outros países. (...) 
Mulheres indigenas: Lutem contra a violência doméstica e territorial! 

(Eliane Potiguara) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) A que gênero textual ele pertence? Que características apontam para tal gênero? 

03) Qual é o tema do texto? Justifique sua resposta: 

04) Para qual público ele foi escrito? 

05) Qual a maior violação dos direitos humanos, segundo a autora? E para você? 

06) Retire do texto um trecho em que explica porque toda mulher quer ser mulher: 

07) Você concorda com a autora quando relata que as mulheres pobres sofrem mais? Justifique sua resposta: 

08) Que apelo é feito às mulheres indígenas? O que você pensa a respeito disso? 

09) O que podemos fazer para modificar esse cenário de desigualdade e violência? 

10) O que você sabe sobre  a cultura indígena? 

11) Qual a importância de ler textos escritos por índios? 

12) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra em negrito no texto, argumentando bem: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

14) Crie um cartaz bem criativo (numa folha A4) ressaltando o apelo feito pela autora: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Tarisne Paludo)

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Atividade sobre a música "Chegança", de Antônio de Nóbrega


 Chegança

Sou Pataxó,
Sou Xavante e Cariri,
Ianonami, sou Tupi
Guarani, sou Carajá.
Sou Pancaruru,
Carijó, Tupinajé,
Potiguar, sou Caeté,
Ful-ni-o, Tupinambá.

Depois que os mares dividiram os continentes
quis ver terras diferentes.
Eu pensei: "Vou procurar
um mundo novo, 
lá depois do horizonte,
levo a rede balançante
pra no sol me espreguiçar".

Eu atraquei 
num porto muito seguro,
céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar. 
Logo sonhei 
que estava no paraíso,
onde nem era preciso
dormir para se sonhar. 

Mas de repente 
me acordei com a surpresa:
uma esquadra portuguesa
veio na praia atracar. 
De grande-nau,
um branco de barba escura, 
vestindo uma armadura
me apontou pra me pegar. 

E assustado
dei um pulo da rede, 
pressenti a fome, a sede,
eu pensei: "vão me acabar".
Me levantei de borduna já na mão
Aí senti no coração:
O Brasil vai começar!

(Antônio de Nóbrega) 

01) Justifique o título dado à canção acima:

02) Circule no texto todas as tribos indígenas mencionadas: 

03) Quantas tribos foram circuladas? Qual o efeito dessa enumeração? 

04) Justifique as aspas utilizadas na música: 

05) Copie do texto marcas de oralidade: 

06) A que episódio histórico o texto faz menção? Comprove com uma passagem da música: 

07) Transcreva do texto uma expressão que se refere à chegada dos portugueses: 

08) Explique bem o verso em destaque na canção: 

09) De quem é a "voz" presente no texto? Justifique sua resposta: 

10) Que mensagem a música transmite? Comente: 

11) Localize no texto uma passagem irônica, justificando sua escolha: 

12) Que crítica social há na canção? Explique seu raciocínio: 

13) Que sentimento a música despertou em você? Discorra um pouco sobre ele: 



14) De que forma a tirinha acima dialoga com a canção? Justifique: 

15) Tal tirinha transmite que mensagem? O que você pensa a respeito disso? 

16) Escolha uma das tribos citadas na canção para pesquisar um pouco mais sobre ela: 

domingo, 18 de outubro de 2020

Atividade sobre os povos indígenas

"Para os povos indígenas, a terra é muito mais importante do que simples meio de subsistência. Ela representa o suporte da vida social e está diretamente ligada ao sistema de crenças e conhecimento. Não é apenas um recurso natural -- tão importante quanto este -- é um recurso sociocultural."

(Alcida Rita Ramos) 

01) Baseando-se na afirmação acima, é possível perceber a diferença que a terra tem para os povos indígenas e para as populações não indígenas? Explique: 

02) Quando e por que os índios passaram a ser vistos como preguiçosos? 

"Como o trabalho das mulheres era diário e cinstante e o dos homens, ainda que pesado, era mais espaçado, a primeira impressão dos europeis era a de que os homens eram mais indolentes. No entanto, eles eram capazes de grandes esforços físicos como viajar centenas de quilômetros, correr dias inteiros, remar por grandes distâncias, carregando grandes pesos desde que todas essas atividades tivessem em propósito útil aos seus olhos. 
Apenas faziam questão de trabalhar quando e como quisessem, sem supervisão e cobranças. Este era um traço cultural exasperante para colonos e jesuítas, pois dificultava o aprendizado de qualquer ofício além de sabotar a disciplina do trabalho cotidiano. 
É interessante ressaltar que, apesar das descrições bastante depreciativas dos índios -- chamados de selvagens, bestiais, ignorantes -- nenhum dos cronistas dos séculos XVI e XVII os considera indolentes ou preguiçosos. Essa imagem foi elaborada no século XIX, quando se quis explicar as razões de empregar o negro no trabalho escravo. 
A qualidade do trabalhador obediente e submisso do negro foi contraposta à preguiça, incapacidade e rebeldia do índio. Nessa época, só restavam poucos índios na proximidade do litoral, vivendo em aldeias miseráveis, onde era impossível produzir o suficiente para o mercado, com sua cultura tradicional quase toda perdida. Frequentemente embriagados e sujos, causavam a pior das impressões. 
O temor que inspiravam foi substituído por desprezo, não ofereciam perigo. Os brancos avançaram sobre suas terras, justificando as investidas com o fato de elas não serem devidamente (segundo padrões europeus) utilizadas." 

(Laima Mesgravis e Carla Pinsky)

03) De acordo com as autoras, por que os índios não se adaotavam ao ritmo de trabalho dos europeus? 

04) Quando e por que os índios deixaram de ser temidos e passaram a ser vistos como preguiçosos?

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "O índio", de Edson Rodrigues dos Passos


 O índio

-- Meu Deus, é ele! 
Quem já conversou com um índio, assim um papo aberto, sobre futebol, religião, amor...? A primeira ideia que nos vem é da impossibilidade deste diálogo, risos, preconceito, talvez. O que dizer então da visão dos estrangeiros, que pensam que andamos nus, atiramos em capivaras com flechas envenenadas e dançamos literalmente a dança da chuva pintados com urucum na Praça da Sé ou na Avenida Paulista? 
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
-- Vim matricular meu filho.
E foi o que ocorreu, preenchidos os papéis, apresentados os documentos, fotografias, certidões, transferências, alvarás, licenças etc. A notícia subiu e desceu rapidamente os corredores do colégio, atravessou as ruas do bairro, transpôs a sala dos professores e chegou à sala da diretora, que levantou e, em brado forte e retumbante, proclamou:
-- Mas é um índio mesmo?
Era um índio mesmo. O desespero tomou a alma da pobre mulher; andava de um lado para o outro, olhava a ficha do novo aluno silvícola, ia até os professores, chamava dois ou três, contava-lhes, voltava à sala, ligava para outros diretores pedindo auxílio, até que teve uma ideia: pesquisar na biblioteca. Chegando lá, revirou Leis, Decretos, Portarias, Tratados, o Atlas, Mapas históricos e nada. Curiosa com a situação, a funcionária questionou: 
-- Qual o problema para tanto barulho?
-- Precisamos ver se podemos matricular um índio; ele tem proteção federal, não sabemos que língua fala, seus costumes, se pode viver fora da reserva; enfim, precisamos de amparo legal. E se ele resolver vir nu estudar, será que podemos impedir? 
Passam os dias e enfim chega o primeiro dia de aula, a vinda do índio já era notícia corrente, foi amplamente divulgada pelo jornal do bairro, pelas comadres nos portões, pelo japonês tomateiro da feira, pelos aposentados da praça, não se falava noutra coisa. Uma multidão aguardava em frente da escola a chegada do índio, pelas frestas da janela, que dava para o portão principal, em cima das cadeiras e da mesa, disputavam uma melhor visão os professores -- sem nenhuma falta --, a diretora, a supervisora de ensino e o delegado. 
O porteiro abriu o portão -- sem que ninguém entrasse -- e fitou ao longe o final da avenida; surgiu entre a poeira e o derreter do asfalto um fusca, pneus baixos, rebaixado, parou em frente da escola, o rádio foi desligado, tal o silêncio da multidão que se ouviu o rangido da porta abrir, desceu um menino roliço, chicletes, boné do Chicago Bulls, tênis Reebok, calça jeans, camiseta, walkman nas orelhas andou até o porteiro e perguntou:
-- Pode assistir aula de walkman? 

(Edson Rodrigues dos Passos)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual o assunto central do texto? Justifique sua resposta: 

03) O que expressa a interjeição presente na primeira fala do texto? Qual é ela? 

04) Transcreva do texto um trecho que mostra que a secretaria estava distraída: 

05) Como foi feita a descrição do índio que foi matricular o filho? 

06) Por que tal fato gerou tanta polêmica? O que isso revela?

07) Onde a diretora poderia procurar informações, de fato, pertinentes sobre os índios? 

08) Por que ela ficou assim tão aflita e querendo pesquisar tanto? Isso deveria ocorrer? 

09) Localize no texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

10) Por que a comunidade criou tanta expectativa com relação ao índio? 

11) O menino correspondeu à expectativa que se tinha dele? Por quê? 

12) Copie do texto a passagem que descreve o jovem índio: 

13) O que esses elementos citados revelam? A que cultura associamos esses elementos? Explique: 

14) O que isso revela da cultura indígena, atualmente? 

15) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

16) Desenhe a expectativa que a comunidade tinha do índio (a ideia) e a realidade (como ele chegou): 

17) De que maneira a charge utilizada dialoga com o texto? Explique: 

18) Pense no índio visto na época do Quinhentismo, comparando-o com o do Romantismo e com o índio visto na atualidade: 

domingo, 4 de outubro de 2020

Atividade sobre Manual de Instruções - Filtro dos sonhos


O filtro dos sonhos é um objeto de origem indígena da América do Norte. Ele também é conhecido como "caçador de sonhos", "espanta pesadelos", "apanhador de sonhos" ou "teia de sonhos". Os indígenas acreditavam que o filtro dos sonhos tinha o poder de captar as energias boas e más e filtrá-las, fazendo com que as más ficassem presas nas teias do filtro e as boas escorressem pelas penas até a pessoa que dorme. Para eles, o filtro também ajuda a trazer para aquele que sonha mensagens importantes sobre o nosso inconsciente. Segundo a tradição, o filtro deve ser pendurado em cima da cama e receber a luz solar. 

Veja o que significa cada uma das partes de um filtro dos sonhos: 

-- Aro -- feito com ramos de salgueiro ou videira -- representa o sol e o círculo da vida. 
-- Teia -- feita com barbante ou tiras de couro -- representa a nossa alma, o caminho e o livre-arbítrio. 
-- Pena -- representa o ar e a respiração, elementos essenciais à vida, à sabedoria e à coragem. 
-- Objetos pessoais -- podem ser usados para que a energia da pessoa esteja presente no filtro dos sonhos. 

01) Qual a origem dos filtros dos sonhos? 

02) Dos outros nomes para ele, de qual você mais gostou? Por quê? 

03) Por que tais nomes aparecem entre aspas?

04) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

05) De que é formado um filtro dos sonhos? 

06) Quais os objetivos de tal objeto? Você acredita nisso? 

07) Qual é o melhor local para colocá-lo? Por quê? 

08) Você tem um filtro dos sonhos? Acredita no poder dele?

Vamos construir um filtro dos sonhos? 

Materiais necessários:

- Ramo de salgueiro ou videira, ou uma argola de madeira, que pode ser a parte de um bastidor.
- Barbante, fita ou lã com as cores de sua preferência.
- Penas
- Miçangas, pedras coloridas, objetos pessoais ou o que você mais quiser para pendurar. 
- Tesoura sem ponta
- Cola branca 

Modo de fazer: 

- Faça um círculo com os ramos de salgueiro ou enrole barbante (lã ou fita) na argola que você escolheu trabalhar. 

- Comece a tecer a teia no interior do círculo; prenda o barbante em uma parte do círculo e puxe-o para o lado de forma que ele encontre o aro e forme uma linha reta. 

- Faça uma volta no aro com o barbante, dê um nó, e volte a puxá-lo para dentro do aro, esticando novamente o barbante para formar outra linha reta. Repita isso em toda a lateral do aro mantendo a mesma distância entre os nós. 

- Comece a tecer os nós no centro das linhas retas que você já traçou com o barbante. Ache o centro da linha reta, dê um novo nó usando o barbante e, desse nó, puxe uma nova linha reta até a metade da próxima linha reta. Dê um nó e continue a operação.

- Repita esse processo até fechar a teia e, no final, dê um nó e corte o que sobrou do barbante. 

- Com a teia pronta, amarre pedaços de barbantes na parte de baixo do aro e pendure as penas, objetos e enfeites que você quiser. 

- Na parte de cima do aro, faça uma alça com o barbante para poder pendurar o seu filtro dos sonhos. 

09) A que gênero textual pertence o texto acima? 

10) Que características deram essa pista? 

11) Circule todos os verbos no modo imperativo e justifique a importância deles para o contexto:

12) Em quantas partes o texto se divide? Quais são elas? 

13) O texto lembra a estrutura de uma receita? Justifique sua resposta:

14) Que etapa do modo de fazer lhe pareceu ser mais difícil? Por quê? 

15) De 0 a 10, qual o grau de complexidade para a construção de um filtro? Comente: 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "Sabedoria indígena", de Jean de Léry

 Sabedoria indígena

Uma vez, um velho me perguntou:

-- Por que vocês, mair e peró, vêm buscar lenha de tão longe para se aquecer? Vocês não têm madeira em sua terra? 

Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele pensava, mas dela tirávamos tinta para tingir. 

-- E vocês precisam de muita?, perguntou o velho imediatamente. 

-- Sim [...] pois em nosso país existem negociantes que possuem panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias que vocês nem imaginam e um só deles compra todo o pau-brasil que vocês têm, voltando com muitos navios carregados. 

-- Ah!, retrucou o selvagem, mas esse homem tão rico, de que me fala, não morre?

-- Sim, disse eu, como os outros. 

-- E quando morre, para quem fica o que deixa?

-- Para seus filhos, se ele tem, ou para seus irmãos ou parentes próximos, respondi.

-- Na verdade, continuou o velho -- que como se vê não era nenhum ignorante --, vejo que vocês, mair, são uns grandes loucos, pois atravessam o mar e sofrem grandes problemas, como dizem quando aqui chegam. E no fim trabalham tanto para amontoar riquezas para seus filhos e parentes. A terra que os alimentou não será capaz de alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos. Mas estamos certos de que, depois de nossa morte, a terra que nos sustentou os sustentará também, e por isso descansamos sem maiores preocupações. 

(Jean de Léry)

01) Sabendo que mair designava os franceses e peró designava os portugueses, que crítica é feita no relato acima? 

02) Por que a palavra em destaque no começo do texto foi acentuada? 

03) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

04) O que causou estranheza ao velho indígena? Explique: 

05) Transcreva do texto uma palavra utilizada no sentido pejorativo para se referir ao indígena:

06) O que você acha desse "modo de pensar" dos indígenas? Faz sentido? 

07) Que comparação é feita no texto? Quem levou mais vantagem? Por quê? 

08) Quais as vantagens e desvantagens de cada um? 

09) É possível aos brancos viverem como os indígenas? Justifique sua resposta: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Atividade sobre o vídeo "Pela vida inteira" (5 minutos)



01) Justifique o título dado ao vídeo acima:

02) Para quem é contada a história?

03) A que mal o vídeo se refere? O que você pensa a respeito disso?

04) Por que o mal se reuniu? Por quem ele era, afinal, composto? Cite:

05) Que maldades são relatadas na história? Qual delas você acha pior? Por quê?

06) Que lendas foram citadas na história, como "espíritos do bem"?

07) O que cada personagem citada ensinou e que foi útil no combate ao Coronavírus?

08) Posicione-se sobre a afirmação "A maldade deles nunca teve limites", argumentando bem e deixando claro quem são ELES: 

09) Qual o perigo de se ir para a cidade? O que isso revela?

10) Além da perda dos seus entes queridos, o que mais o Coronavírus impedia de ser feito? 

11) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

(Vídeo indicado pela visitante do blog, chamada Luciana! Obrigada!)

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "A milenar arte de educar dos povos indígenas", de Daniel Munduruku


A milenar arte de educar dos povos indígenas

Educar é dar sentido. É dar sentido ao nosso estar no mundo. Nossos corpos precisam desse sentido para se realizar plenamente. Mas também nossos corpos são vazios de imagens e elas precisam fazer parte da nossa mente para que possamos dar respostas ao que se nos apresenta diuturnamente como desafios da existência. É por isso que não basta dar alimento apenas ao corpo, é preciso também alimentar a alma, o espírito. Sem comida o corpo enfraquece e sem sentido é a alma que se entrega ao vazio da existência. 
A educação tradicional entre os povos indígenas se preocupa com esta tríplice necessidade: do corpo, da mente e do espírito. É uma preocupação que entende o corpo como algo prenhe de necessidades para poder se manter vivo. 
Esta visão de educação é sustentada pela ideia de que cada ser humano precisa viver intensamente seu momento. A criança indígena é, então, provocada para ser radicalmente criança. Não se pergunta nunca a ela o que pretende ser quando crescer. Ela sabe que nada será se não viver plenamente o seu infantil. Nada será porque já é. Não precisará esperar crescer para ser alguém. Para ela é apresentado o desafio de viver plenamente seu ser infantil para que depois, quando estiver vivendo outra fase da vida, não se sinta vazia de infância. A ela são oferecidas atividades educativas para que aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao infinito. 
Num mesmo movimento ela vai sendo introduzida no universo espiritual. Embalada pelas histórias contadas pelos velhos da aldeia, a criança e o jovem passam a perceber que em seu corpo moram os sentidos da existência. Este sentido é oferecido pela memória ancestral concentrada nos velhos contadores de histórias. São eles que atualizam o passado e o fazem se encontrar com o presente mostrando à comunidade a presença do saber imemorial capaz de dar sentido ao estar no mundo. 
Este processo todo é alimentado por rituais que lembram o passado para significar o presente. São movimentos corpóreos embalados por cantos e danças repetidos muitas vezes com o objetivo de "manter o céu suspenso". A dança lembra a necessidade de sermos gratos aos espíritos criadores: conta que precisamos de sentidos para viver dignamente; ordena a existência. Cada grupo de idade ritualiza a seu modo. Cada um se sente responsável pelo todo, pela unidade, pela continuidade social.
Educar é, portanto, envolver. É revelar. É significar. É mostrar os sentidos da existência. É dar presente. E não acaba quando a pessoa se "forma". Não existe formatura. Quem vive o presente está sempre em processo. 
É por isso que a criança será sempre criança. Plenamente criança. Essa é a garantia de que o jovem será jovem no seu momento. O homem adulto viverá sua fase de vida sem saudades da infância, pois ele a viveu plenamente. O mesmo diga-se dos velhos. O que cada um traz dentro de si é a alegria e as dores que viveram em cada momento. Isso não se apaga de dentro deles, mas é o que os mantém ligados ao agora. 
Resumo da ópera: A educação tradicional indígena tem dado certo. As pessoas se sentem completas quando percebem que a completude só é possível num contexto social, coletivo. Cada fase por que passa um indígena -- desde a mais tenra idade -- alimenta um olhar para o todo, pois o conhecimento que aprendem e vivem é um saber holístico que não se desdobra em mil especialidades, mas compreende o humano como uma unidade integrada a um Todo Maior e Único. 
Olhar os povs indígenas brasileiros a partir de uma visão rasa de produção, de consumo, de riqueza e pobreza é, no mínimo, esvaziar os sentidos que buscam para si. 
Pense nisso. 
Xipat Oboré (Tudo de Bom!)
(Daniel Munduruku)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual é a tríplice necessidade com que a educação indígena tradicional se preocupa? O que você pensa a respeito disso? 

03) Copie do texto uma antítese, justificando sua resposta:

04) Explique as passagens destacadas no texto, posicionando-se sobre elas, respectivamente:

05) Para o autor, por que a Educação é tão importante?

06) Qual é a preocupação básica da educação indígena?

07) Na educação indígena, qual é a relação entre o brincar e o aprender?

08) A que o autor se refere quando meciona uma "visão rasa de produção, de consumo, de riqueza e de pobreza"? 

09) Qual a importância do trecho destacado acima para a compreensão global do texto?

10) Qual é a tese defendida pelo autor e quais são os principais argumentos utilizados para sustentá-la?

11) O texto se encerra com um convite aos leitores. Que convite é esse? O que você pensa com relação a isso? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente:

13) Qual a importância das palavras finais para o contexto textual?

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "Para além da pandemia", de Daniel Munduruku


Para além da pandemia

Tenho sido abordado várias vezes sobre o que penso sobre a pandemia e como ela impacta na vida dos povos indígenas. Nunca tenho resposta para isso ou para qualquer coisa que seja. Gosto de praticar o livre pensar. É isso que farei agora. 
Já faz algum tempo que há "profecias" que nos são lembradas. Quer dizer, são antigas falas de sábios indígenas que foram repetidas muitas vezes e chegaram até nós com essa descrição de serem leituras do futuro. Quando falamos em profecias normalmente estamos pensando que alguém do passado previu algo para o futuro. Quase nunca passa pela cabeça das pessoas que "prever" o futuro é a coisa mais simples do mundo: o "futuro" se escreve no presente. Trata-se puramente de observação da natureza. 
Lembro que quando aconteceu o inacreditável tsunami em 2004, as populações originárias das ilhas afetadas não sofreram quaisquer danos. Por quê? A natureza os avisou com antecedência. Foi apresentando sinais visíveis de que um acontecimento natural iria ocorrer. Dias antes, levas inteiras de formigas se deslocaram para a parte mais alta das ilhas. As pessoas, atentas ao sinal da natureza, perceberam a movimentação e acompanharam-nas ficando a salvo da onda gigante. Este é apenas um exemplo do que pode ser uma "profecia".
Desde a chegada dos europeus em terras brasileiras a natureza foi sendo modificada. Vozes ancestrais foram registradas por viajantes e missionários. Elas perguntavam sobre a voracidade deles em querer acumular bens e riquezas. Essa gente não entendia o motivo de tanta ganância estampada nos olhos daqueles estrangeiros que não davam a mínima importância a elas ou à sua sabedoria. Tudo o que queriam era extrair riquezas, usurpar, trapacear. 
Já àquela época se ouvia da boca dos sábios que um dia a natureza ia se vingar. A história do Brasil é feita dessas "profecias". Elas estavam presentes como fonte de resistência para que os guerreiros e guerreiras não desistissem de lutar. Uma terra sem males havia de existir para além da opressão, da escravização e da morte. 
José Luiz Xavante deixou sua "profecia" estampada na frase: "O branco não sabe o que é natureza, o que é o rio, o que são as árvores, o que é montanha, o que é o mar. Ao invés de você respeitar, destrói, corta pedaço, joga coisas, polui os rios (...). Por que você está estudando? Para destruir a natureza e, no fim, destruir a própria vida?"
A coisa é tão óbvia que nem precisa ter muita ciência para perceber que se a natureza for destruída todos também seremos. E é isso que vem sendo dito por todos os sábios de nossos povos. Não precisa ser profeta para "sacar" que faz tempo que a humanidade está se autodestruindo; que o atual sistema econômico que privilegia o consumo desenfreado, o acúmulo exagerado, a concentração de renda nas mãos de poucos, vai ruir. A própria resistência indígena ao sistema de consumo tem sido o portal para a compreensão de que a humanidade está o caminho da destruição.
Não gosto de ser o profeta do apocalipse, mas acredito que nada vai mudar depois desta pandemia. Ao contrário, acho que vai piorar. Justamente porque o sistema irá sentir-se ameaçado e que vai entrar com todas as armas para se retroalimentar. As perseguições irão aumentar; as novas propostas de lei para a exploração mineral serão apresentadas na surdina; os direitos constitucionais serão questionados em nome da economia; as políticas públicas de inclusão social retrocederão; as bolsas para pesquisadores indígenas e manutenção de estudantes nas universidades serão canceladas e por aí vai. Definitivamente, a humanidade brasileira sairá mais enfraquecida no pós-pandemia. A ideia do progresso e desenvolvimento virão com mais força e aqueles que estiverem contra tudo isso serão acusados e desqualificados, recaindo sobre eles os estereótipos e preconceitos que os acompanham secularmente em nosso país. 
Confesso que não queria que fosse assim, Até posso alimentar a esperança de que parte da sociedade brasileira irá se organizar para reagir e dar uma resposta contrária a essa situação; gostaria de ver a juventude se articulando para não permitir que seu "futuro" fosse estruturalmente modificado. Até desejaria que crianças se organizassem para gritar bem alto que desejam ter árvores e florestas em pé quando se tornassem adultas e pudesse escolher o que lhes parece melhor para si e para seus pares. 
Eu queria, mas não sou profeta para garantir que isso irá de fato acontecer. O que me resta, como viajante do tempo presente, é lutar para que o amanhã seja menos cruel e mais poético e que possa receber nossas crianças e jovens de braços abertos. 

(Daniel Munduruku)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Podemos afirmar que ele se trata de um artigo de opinião? Por quê? 

03) Encontre no texto um par de antítese, explicando seu raciocínio:

04) Justifique os três porquês destacados no texto, respectivamente: 

05) Você, assim como o autor, também acredita que "a natureza sempre dá sinais"? Explique seu raciocínio: 

06) Que exemplo é dado no texto para comprovar a tese acima? 

07) Você acha que se a nossa cultura fosse mais baseada na indígena e não na portuguesa, o mundo estaria diferente? Justifique sua resposta, argumentando bem: 

08) O que você entende por "praticar o livre pensar"? Você também faz uso disso?

09) O que são profecias? Por que tal palavra aparece, no começo do texto, entre aspas?

10) Copie do texto uma passagem que deixa clara a intenção dos estrangeiros que chegaram às terras indígenas:

11) Posicione-se sobre a passagem sublinhada no texto, argumentando bem e citando exemplos que sustentem sua ideia:

12) Segundo o texto, o que tem contribuído para a humanidade se autodestruir? O que você pensa a respeito disso?

13) Qual a opinião do autor com relação ao pós-pandemia? Que argumentos ele usa para defender esse ponto de vista? Você concorda com ele?

14) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

15) O fato de o autor ser índígena acrescenta algo a mais ao texto? Justifique sua resposta:

sábado, 13 de julho de 2019

Atividade sobre o texto "A criação", de Eduardo Galeano

A criação

A mulher e o homem sonhavam que Deus os estava sonhando. 
Deus os sonhava enquanto cantava e agitava suas maracas, envolvido em fumaça de tabaco, e se sentia feliz e também estremecido pela dúvida e o mistério. 
Os índios makiritare sabem que se Deus sonha com comida, frutifica e dá de comer. Se Deus sonha com a vida, nasce e dá de nascer. 
A mulher e o homem sonhavam que no sonho de Deus aparecia um grande ovo brilhante. Dentro do ovo, eles cantavam e dançavam e faziam um grande alvoroço, porque estavam loucos de vontade de nascer. Sonhavam que no sonho de Deus a alegria era mais forte que a dúvida e o mistério; e Deus, sonhando, os criava, e cantando dizia: 
-- Quebro este ovo e nasce a mulher e nasce o homem. E juntos viverão e morrerão. Mas nascerão novamente. Nascerão e tornarão a morrer e outra vez nascerão. E nunca deixarão de nascer, porque a morte é mentira.
(Eduardo Galeano)

01) Justifique o título do texto:

02) Aponte uma característica do comportamento do Deus dos índios makiritare que o identifica com seu povo:

03) O Deus dos índios makiritare não é um ser que sabe de tudo. Assim como nós, humanos, ele também tem algumas incertezas. Destaque uma passagem do texto em que isso fica evidente:

04) Qual a relação entre OVO e CRIAÇÃO?

05) Em todos os seres femininos animais ou vegetais há um órgão dotado de fertilidade. Como se chama esse órgão?

06) Em "Estavam LOUCOS DE VONTADE de nascer", com qual significado é usada a palavra LOUCOS?

07) A ideia de nascimento vem sempre acompanhada pela sensação da dúvida e do mistério. Que outra sensação vence a dúvida e o mistério?

08) Ao verbo MORRER corresponde o substantivo MORTE. E ao verbo NASCER?

09) Segundo o texto, na alternância do ato de nascer e de morrer, com qual verbo fica a vitória final?

10) Pela leitura do texto podemos concluir que os índios makiritare tinham uma visão pessimista ou otimista da vida?

11) Explique com suas palavras a afirmação final do texto: "... a morte é mentira":

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Atividade sobre "Carta do chefe Seattle" (1855)

Esta carta foi escrita, em 1855, por um índio norte-americano, de nome Seattle, cacique da tribo Duwamish, para o então Presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce: 

 Do cacique ao Presidente - Carta do chefe Seattle

"O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo."

O Grande Chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas -- elas nunca empalidecem. 
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos parece estranha. Se não possuímos o  frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo reluzente de pinheiro, cada punhado de praia arenosa, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência de meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro e o homem -- todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. 
O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua proposta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a nossa terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar a suas crianças que é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. 
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão. 
Sabemos que o branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas, como carrneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. 
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há um lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos do homem vermelho. E o que resta da ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. 
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro -- o animal, a árvore, o homem, todos compartilhamos o mesmo sopro. Pare que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados. 
Portanto, vamos meditar sobre a sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontecerá com o homem. Há uma ligação em tudo. 
Vocês devem ensinar a suas crianças que o solo a teus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem a suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. 
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos -- e o homem branco poderá pensar O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminem suas camas e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. 
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e, por alguma razão especial, lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de mutios homens e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência. 

01) Você acha que de lá para cá (1855) muita coisa mudou? Justifique sua resposta:

02) Qual é a ideia central do texto? 

03) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

03) Que comparação é feita no texto? Explique:

04) Transcreva da carta uma passagem irônica, justificando sua escolha: 

05) Por que era tão difícil par ao chefe indígena aceitar a ideia de vender suas terras? 

06) Em certo momento do texto, o chefe indígena diz que vai considerar a proposta de venda das terras, embora continue preocupado. Com o quê?

07) O chefe Seattle demonstra ter plena consciência da diferença existente entre a maneira de o branco encarar a natureza e a do indígena. Copie o trecjo em que isso é evidenciado:

08) Qual a diferença entre o significado da terra para o branco e para o índio?
 
09) O chefe Seattle faz uma crítica às cidades onde vivem os homens brancos. O que ele diz sobre elas?

10) Que condições que o chefe impõe no que tange à terra, aos rios, ao ar e aos animais? 

11) A que se refere a expressão "fumegante cavalo de ferro"? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente:

13) Que medidas você sugere para preservar racionalmente o meio ambiente?  

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Atividade sobre a lenda "Como nasceram as estrelas", de Clarice Lispector


Como nasceram as estrelas 

Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro -- e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas. 
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer. 
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. 
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. 
-- Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumim dá sorte. 
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta -- eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas -- e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles. 
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes. 
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca. 
(Clarice Lispector)

01) O que é uma lenda? Por que esse texto é uma lenda? Explique: 

02) Que personagens aparecem nessa lenda? 

03) O que levou as mulheres a se embrenharem no mato?

04) Por que as mulheres chamaram os curumins? 

05) Por que os curumins ficaram com medo das mães? Você acha que isso foi motivo suficiente? O que teria feito no lugar deles? 

06) Que ideia eles tiveram para fugir delas? 

07) O que as mães fizeram quando viram os filhos subindo pelo ar? 

08) Além da origem das estrelas, o texto explica também a origem de qual outro elemento da natureza? Explique:

09) Explique a importância da passagem grifada no texto para o entendimento do que veio a seguir: 

10) Para o narrador, as mães terem se transformado em onças é algo fantasioso ou que poderia acontecer na vida real? Comente:

11) O que pode ser considerado real nesta lenda por revelar o modo de vida e a cultura desse povo indígena?

12) Na lenda, o que a atitude dos curumins tem a ver com a origem das estrelas?

13) Ao ser transformados em estrelas, os curumins foram castigados ou premiados? Por quê? 

14) Que ensinamento essa lenda transmitiu? 

15) Você diria que o narrador concorda com a explicação dos índios bororos para o surgimento das estrelas? Explique: 

16) Pela leitura da lenda, deu para perceber que a vida dos homens era mais fácil ou mais difícil do que a das mulheres? O que você pensa a respeito disso?

17) Em sua opinião, há tarefas que só devem ser realizadas por homens e outras que só podem ser realizadas por mulheres? Explique seu raciocínio, citando algumas dessas tarefas (se for o caso): 

18) Retire do texto exemplos de oralidade, dizendo a importância disso para o gênero textual em questão:

19) Identifique esses momentos na narrativa: situação inicial, complicação, ações, clímax e desfecho:

terça-feira, 14 de junho de 2016

Atividade sobre a música "Índios", de Legião Urbana


Índios

Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer 
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente. 

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só  Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixar Deus tão triste

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é  sempre só você
Que me entende do início ao fim

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda.
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar a não consegui...

(Legião Urbana)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Quantas estrofes possui a música em questão? Quantos versos, no total?

03) Na primeira estrofe, do que o eu lírico se arrepende?

04) Na segunda estrofe, que fato o eu lírico desejaria esquecer?

05) Explique por que "o que aconteceu ainda está por vir"?

06) Qual é a crítica que o eu lírico faz na quarta estrofe?

07) Interprete a mensagem contida na quinta estrofe:

08) Que constatação o eu lírico faz na sexta estrofe? Posicione-se com relação a isso:

09) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

10) Que mensagem a música lhe transmitiu?

11) Interprete os versos em destaque no texto:

terça-feira, 19 de abril de 2016

Atividade com charges sobre índios - Dia do índio


01) Explique as principais diferenças entre os dois índios presentes na charge acima: 

02) Você acha que se trata da mesma pessoa? Justifique sua resposta:

03) O que a charge denuncia? Comente: 


04) Quais as principais diferenças entre esses dois momentos do índio? 

05) Que crítica encontra-se embutida na charge acima?

06) Em qual dos dois momentos o índio parece mais feliz? Por quê? 




07) O que mais lhe chamou atenção no índio acima?

08) Que provável presente ele ganhou do "dia do índio"? O que isso revela? 

09) Você vê essas mudanças com bons olhos ou acha que o índio se descaracterizou? Comente: 


10) Enumere as principais mudanças nos dois momentos retratados na charge acima:

11) Relacione o que substituiu cada elemento presente nela: 

12) Que crítica é feita na charge em questão?



13) Qual o desejo do índio? O que você pensa a respeito disso? Comente:

14) O que causa o humor na charge? Por quê? 

15) Que crítica a charge faz? Explique: 


16) A comemoração trouxe algo que surpreendeu você? Comente:

17) Que palavras comprovam que o índio também se modernizou?

18) Como você enxerga essa "modernização"? Explique: 



19) Por que o índio provavelmente está sendo acusado? O que você pensa a respeito disso? 

20) Que veredicto você daria a ele: culpado ou inocente? Por quê? 


21) Que crítica foi feita na charge acima? Comente:

22) Por que o índio aparentemente está triste e desanimado? 

23) Você acha que ele tem motivo para comemorar o "dia do índio"? Por quê? 


24) O que a charge acima denuncia? O que você pensa a respeito disso?

25) Do que o índio, de fato, necessita? Como solucionar essa problemática? 


26) Existe na charge acima algum exemplo de vocativo? Explique:

27) O que as queimadas têm a ver com a fala do menino? 

28) Que crítica a charge apresenta? Comente:


29) O que os "espelhinhos" representam na charge acima? 

30) A que episódio eles se referem? Comente: 

31) Você acha que foi uma "troca" justa? Justifique sua resposta: 

32) Além de tudo que foi citado na charge, o que mais os indios perderam? 


33) Copie da charge acima um vocativo:

34) Explique o título da charge, posicionando-se sobre ele: 

35) Com quem o índio em questão teria feito a troca? Por que ela foi desonesta? 

36) Ainda que o rolex não fosse falso, a troca teria valido a pena? Comente: 


37) Quais as principais direrenças entre os dois momentos acima? 

38) O que a charge denuncia? Comente: 


39) Copie da charge um vocativo: 

40) Responda você, sinceramente, à pergunta feito pelo primeiro índio: 

41) O que os índios provavelmente estavam esperando? O que aconteceu? O que isso revela? 


42) Por que a charge acima é irônica? 

43) Copie da charge uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

44) Os problemas da família indígena foram resolvidos? Por quê? 


45) Que críticas transparecem na charge? Cite-as:

46) O que mais chamou a sua atenção nesta charge? Por quê? 

47) Crie uma fala para o índio da charge acima: 


47) O que a charge acima denuncia? Comente:

48) Que sentimento o índio deixa transparecer? 

49) Crie um balão de pensamento para ele: 


50) Que prato foi utilizado pelo índio? Que outros pratos ele poderia usar? 

51) Em que reside o humor na charge acima? Comente: 

52) O que as expressões do interlocutor do índio revelam? 


53) Que palavra ali possui um duplo sentido? Por quê? 

54) Qual o sentido empregado pelo índio? O que ele esperava?

55) Qual o sentido utilizado pelo homem branco?



56) Corrija um dos porquês empregado na charge acima, explicando seu raciocínio:

57) Você acha importante haver o "dia do índio"? Por quê? 

58) Que crítica a charge faz? A quem? Comente;


59) Você acha que a disputa acima é desleal? Por quê?

60) Como solucionar essa problemática? Comente: 


61) O que a charge acima critica? Justifique sua resposta:

62) Que mudanças foram apresentadas nas duas situações retratadas? O que você pensa a respeito disso? 

63) O que o homem pretendia ao fazer tais mudanças? 

64) Explique a importância do advérbio de tempo para se entender a charge acima:

65) Que crítica a charge faz? Comente: 

66) O que o índio provavelmente esperava? 


67) O que a charge acima critica? Justifique sua resposta:

68) Por que o índio recebeu em troca o nariz de palhaço? 

69) Explique a principal diferença existente entre o índio e o homem branco retratado: 



70) Que diálogo existe entre as várias flechas e os dias da semana?

71) A linguagem verbal e nãlo-verbal estão em acordo? Por quê? 

72) Qual o objetivo da imagem acima? Ele foi atingido? 

73) Quais charges analisadas mais dialogaram uma com a outra? Explique seu raciocínio:

74) De qual charge você mais gostou? Por quê? 

75) Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo respondendo à seguinte indagação: "Por que nem todo dia é dia de índio?"