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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Atividade sobre o filme "Kiriku e a Feiticeira" (1 h 11 min)


Sinopse: Kiriku é um menino prematuro, muito pequeno, mas muito inteligente, corajoso e com dons especiais. Sua mãe lhe conta que a aldeia onde eles vivem é amaldiçoada por uma feiticeira chamada Karabá, que tirou toda a água e riquezas que eles possuíam, e que devorava todos os homens que iam tirar satisfações com ela. Revoltado com esse tamanho abuso, Kiriku decide que não quer ficar parado enquanto os homens da aldeia lutam e se esconde no chapéu de seu tio, para poder acessar a feiticeira. Assim começa a aventura desse menino tão valente! (Duração: 1 h 11 min)

01) Justifique o título dado ao filme: 

02) Em que continente a história se passa? 

03) Quem são os protagonistas dessa história? Caracterize-os, utilizando só adjetivos:

04) Descreva como era a vida na tribo em que Kiriku morava: 

05) Por que as mulheres andavam com os seios de fora e as crianças viviam nuas? 

06) Como as pessoas da aldeia celebravam seus momentos de alegria? O que você pensa a respeito disso? 

07) Que dons especiais possuía Kiriku? Qual era a sua missão? 

08) Você acha que Kiriku sofria bullying? Justifique sua resposta:

09) Cite um problema pelo qual a mãe de Kiriku passou: 

10) Para que Kiriku procurou o sábio da montanha? Qual era o parentesco deles? 

11) De que ato de coragem de Kiriku você mais gostou? 

12) Qual era o motivo que Karabá tinha para ser tão má? O que você pensa sobre isso? 

13) Por que o tamanho de Kiriku, motivo de zoação para alguns, acabou ajudando-o? O que isso revela? 

14) Sobre Karabá foi dito que "Ela sofre noite e dia. A maldade não surge do nada, mas é resultado de algum sofrimento". Posicione-se sobre tal afirmação, argumentando bem: 

15) O que faz você sofrer? Você acha que as pessoas podem diminuir ou acabar com o sofrimento alheio? Como? 

16) Kiriku confidenciou ao avô que às vezes fica cansado de lutar sozinho, se sente muito pequeno e morre de medo. Você já se sentiu assim? 

17) Que mensagem o filme transmite? Comente: 

18) Kiriku corresponde à imagem esperada de herói? Justifique bem a sua resposta: 

19) Cite duas características dos povos africanos abordadas no filme: 

20) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

21) Você concorda que quanto mais medo se sente de alguém mais poder se dá a ele? Justifique sua resposta: 

22) Por que Kiriku conseguiu derrotar a feiticeira? O que isso revela? 

23) O que você achou do final do filme? Ele foi ou não surpreendente? 


(Filme indicado pela colega de grupo: Adriana Rocha)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Atividade sobre a lenda "Como o sol chegou aos animais", de William John Bennet

Como o sol chegou aos animais

Há muitos e muitos anos, o mundo era todo escuro. Os animais viviam se esbarrando uns nos outros e nunca sabiam onde estavam naquela escuridão. Resolveram se reunir em conselho para decidir como resolver o problema. 
-- Precisamos de luz -- disse a Coruja. Ela presidia o conselho porque enxergava no escuro melhor que os outros bichos. 
-- Muito bem! Apoiado! -- gritaram todos. -- Mas como vamos arranjar luz?
-- Não vai ser fácil -- avisou a Coruja. -- Dizem que existe luz no outro lado do mundo, mas é muito, muito longe. A viagem é perigosa. Quem for lá pode nunca mais voltar. 
-- Então quem deve ir? -- gritaram todos a uma só voz. -- Quem vai se arriscar na viagem?
Houve um logo silêncio. No escuro, todos os bichos encolheram os ombros. 
Por fim, ouviu-se uma vozinha. 
-- Posso tentar -- disse a Toupeira. -- Minha cauda é longa. Se eu achar a luz, posso pegar, esconder nos pelos da cauda e trazer para cá. 
E lá se foi a Toupeira a caminho do leste. Andou dias e dias pela terra escura, sem saber bem onde estava, até que viu uma pequena claridade no céu.
Correu em direção à luz, que se tornava cada vez mais forte. A luz cresceu e ficou tão brilhante que o bichinho tinha que franzir os olhos para não ficar cego. Até hoje, quando a gente vê uma toupeira, repara nos olhos fechadinhos e pensa que ela está dormindo. 
Andando até o outro lado do mundo, a Toupeira finalmente achou o sol. Pegou um pedacinho, rápido como quem furta, embrulhou na cauda peluda e tomou o caminho de casa.
Mas a viagem de volta era longa e o pedacinho de sol era muito quente para a pobre Toupeira carregar. O solzinho queimou todo o pelo da cauda dela, que caiu no chão. Por isso é que hoje, quando a gente vê uma toupeira, repara no rabo pelado que ela tem.
-- A Toupeira tentou e fracassou -- disseram os bichos. -- Nunca mais teremos luz!
-- Eu vou tentar -- disse o Corvo. -- Talvez essa viagem seja para quem tem asas. O Corvo voou para o leste e chegou ao sol. Deu um mergulho na luz e arrancou um pedacinho com as garras afiadas.
"A Toupeira tentou trazer o sol na cauda e não deu certo", pensou o Corvo. "Vou levar a luz na cabeça".
O Corvo pôs o pedacinho de sol na cabeça e tomou o rumo de casa, mas o sol era quente demais e queimou as penas da cabeça dele.
O Corvo ficou tonto e começou a voar em círculos, até que o pedacinho de sol caiu. É por isso que is corvos não têm penas no alto da cabeça e estão sempre voando em círculos.
-- Agora não tem mais jeito -- lamentaram os animais. -- A Toupeira tentou; o Corvo tentou, e ninguém conseguiu.
Podemos tentar mais uma vez -- disse uma vozinha sumida. -- Dessa vez eu vou. -- Quem? -- perguntaram os bichos. -- Quem falou?
-- Eu, a Velha Aranha. Sei que sou muito pequena, muito lenta, mas talvez eu consiga.
Antes de partir, a Velha Aranha pegou um punhado de argila e, com as oito mãos, fez um potinho.
-- A Toupeira e o Corvo não tinham onde trazer o sol -- disse ela. -- Vou levar este potinho.
Depois teceu um fio e prendeu numa pedra, dizendo:
-- A Toupeira e o Corvo ficaram cegos com a luz do sol no caminho do leste, desenrolando o fio à medida que andava. Quando chegou ao sol, pegou um pedacinho e colocou no potinho de barro. Brilhava tanto que ela mal enxergava, mas, segurando o fio estendido, pegou o caminho de casa.
A Velha Aranha viajou toda iluminada, parecendo o próprio sol. Até hoje a teia brilha como se guardasse a luz do sol.
Quando afinal chegou em casa, todos os bichos puderam ver o mundo pela primeira vez. Olharam para a Aranha, tão pequenininha, imaginando como ela pudera faer a viagem sozinha. Quando viram o potinho de barro com o pedacinho de sol dentro, aprenderam a fazer potes de argila e pôr ao sol para secar.
Mas a Velha Aranha também sofreu com o sol. Por isso é que até hoje ela tece a teia nas primeiras horas da manhã, antes de o sol esquentar.

(William John Bennet)

01) Em que as narrativas de lendas se assemelham a fábulas? Comente:

02) Justifique o título dado ao texto:

03) Por que você acha que os animais falam neste tipo de texto?

04) Quais fenômenos naturais são explicados por essa lenda indígena?

05) Desses fenômenos, qual seria o principal no contexto da lenda?

06) Por que as histórias lendárias procuram explicar fenômenos naturais? Levante hipóteses:

07) Das lendas indígenas brasileiras que você conhece, quais são os animais que aparecem com mais frequência? 

08) Por que a toupeira não aparece nas lendas indígenas brasileiras? 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Atividade sobre a lenda "O negrinho do pastoreio", de Clarice Lispector


O negrinho do pastoreio

Como é mês de agosto e faz um pouco de frio, vou contar uma história que aconteceu nos pampas do sul do país, talvez em Pelotas. Começa não muito bem, pois nesses pampas havia um homem muito rico, mau e sovina: nem restos de comida ele dava. Seu filho era um guri que herdara sua ruindade. Esqueci de dizer que a história se passa no tempo da escravidão. E vou falar de um escravinho mais negro que carvão chamado exatamente de Negrinho.Não conhecia pai ou mãe e dizia que Nossa Senhora era sua madrinha. Apanhava do patrão e do filho que não era brincadeira. O homem ruim tinha um cavalo baio muito bonito e veloz e um estancieiro vizinho desafiou-o dizendo: Será que esse cavalo baio é bom na corrida? Já se sabe quem ia montar o baio sem sela: o Negrinho, é claro. Mas infelizmente o baio perdeu a corrida e o Negrinho levou uma surra que eu vou te contar. E como se não bastasse, mandaram-no tomar conta da tropilha do patrão. Era de noite, Negrinho estava todo machucado e com medo dos bichos que pudessem se achegar. Mas Nossa Senhora ajudou-o a adormecer. Eis senão quando ouviu-se um tiro de espingarda no ar: os animais se assustaram e se dispersaram pelas campinas. O estampido partira do filho do patrão. Mas quem levou nova surra foi o Negrinho. mandaram-no procurar os cavalos. Enquanto isso a noite estava mais fechada. E não se via cavalo nenhum. Aí o Negrinho pegou um toco de vela que iluminava sua madrinha no oratório do homem ruim. E correu pelas coxilhas montado no baio à procura dos cavalos dispersos. Aconteceu um pequeno milagre: cada vez que a vela abençoada pingava cera no chão, milhares de velinhas iam aparecendo para iluminar a noite. Com esse grande auxílio, o Negrinho encontrou os cavalos. E cansado adormeceu. O homem ruim tinha raiva até do sono do Negrinho e mandou um outro escravo dar chicotadas no garoto e colocá-lo junto  de um formigueiro, só para chatear o menino.
Depois o patrão quis ver o moleque que devia estar todo roído de formigas. Mas junto do formigueiro estava o Negrinho perfeitamente sadio, com o baio e a tropilha. Espantado o homem ruim, mais espantado ficou, porque viu junto do escravinho a Nossa Senhora protegendo o Negrinho. O homem ruim se ajoelhou de medo e não de bondade. Quanto ao Negrinho, montado no baio, seguia corrida com a tropilha para sempre. Para sempre quer dizer até hoje continua a corrida. E quem quiser, pode vê-lo. Quero dizer, se quiser muito mesmo. Só que durante uns dias de cada ano o Negrinho some. Deve estar conversando com suas amigas formigas. 
Qualquer gaúcho conhece esta história e muitos acham que o Negrinho ajuda a encontrar o que se perdeu, seja objeto, seja amor, seja felicidade sumida. Será que a moral desta história é que o bem sempre vence? Bom, nós todos sabemos que nem sempre. Mas o melhor é a gente ir-se arranjando como pode e dar um jeito de ser bom e  ficar com a consciência calminha. 

(Clarice Lispector)

01) Onde e quando se passou a história acima?

02) Qual foi a aposta que o estancieiro ruim e seu vizinho fizeram? Quem foi o favorecido pelo resultado da aposta? Quem foi a vítima desse resultado? Por que afirmamos que essa personagem foi vítima? 

03) O estancieiro e o filho parece que viviam procurando um jeito de atormentar a vida do Negrinho. Por isso ele levou três surras. 

a) Identifique a causa da segunda surra:
b) De que tarefas incumbiram o Negrinho depois desse castigo?
c) Havia um obstáculo que dificultava o cumprimento dessas tarefas. Qual?
d) Como o escravinho conseguiu vencer esse obstáculo?

04) Qual a derradeira maldade do estancieiro? 

05) Segundo a lenda, o Negrinho não morreu mesmo após esse castigo. O que ele fez desde então?

06) Que poder se atribui ao Negrinho do pastoreio? Você já conhecia essa história? 

07) Identifique nas frases do texto que expressam OPINIÃO e a que expressam FATO:

a) A história começa não muito bem. 
b) Havia um homem muito rico.
c) O homem  ruim tinha um cavalo baio. 
d) O melhor é dar um jeito de ser bom e ficar com a consciência tranquila. 

08) Quando se expressa uma opinião sobre algo, é sempre bom dar um exemplo que esclareça ou justifique a mesma. Que exemplo o narrador apresenta para justificar sua opinião de que o fazendeiro era sovina?

09) Copie do texto duas hipóteses, explicando seu raciocínio:

10) O estancieiro tinha um oratório em casa. Isso combina com o comportamento dele? Por quê? Você conhece casos de pessoas semelhantes a ele? 

11) Que conselho o narrador dá ao leitor, no final do texto? O que significa, para você, ficar com a consciência calma? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Atividade sobre a lenda "Como nasceram as estrelas", de Clarice Lispector


Como nasceram as estrelas 

Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro -- e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas. 
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer. 
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. 
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. 
-- Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumim dá sorte. 
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta -- eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas -- e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles. 
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes. 
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca. 
(Clarice Lispector)

01) O que é uma lenda? Por que esse texto é uma lenda? Explique: 

02) Que personagens aparecem nessa lenda? 

03) O que levou as mulheres a se embrenharem no mato?

04) Por que as mulheres chamaram os curumins? 

05) Por que os curumins ficaram com medo das mães? Você acha que isso foi motivo suficiente? O que teria feito no lugar deles? 

06) Que ideia eles tiveram para fugir delas? 

07) O que as mães fizeram quando viram os filhos subindo pelo ar? 

08) Além da origem das estrelas, o texto explica também a origem de qual outro elemento da natureza? Explique:

09) Explique a importância da passagem grifada no texto para o entendimento do que veio a seguir: 

10) Para o narrador, as mães terem se transformado em onças é algo fantasioso ou que poderia acontecer na vida real? Comente:

11) O que pode ser considerado real nesta lenda por revelar o modo de vida e a cultura desse povo indígena?

12) Na lenda, o que a atitude dos curumins tem a ver com a origem das estrelas?

13) Ao ser transformados em estrelas, os curumins foram castigados ou premiados? Por quê? 

14) Que ensinamento essa lenda transmitiu? 

15) Você diria que o narrador concorda com a explicação dos índios bororos para o surgimento das estrelas? Explique: 

16) Pela leitura da lenda, deu para perceber que a vida dos homens era mais fácil ou mais difícil do que a das mulheres? O que você pensa a respeito disso?

17) Em sua opinião, há tarefas que só devem ser realizadas por homens e outras que só podem ser realizadas por mulheres? Explique seu raciocínio, citando algumas dessas tarefas (se for o caso): 

18) Retire do texto exemplos de oralidade, dizendo a importância disso para o gênero textual em questão:

19) Identifique esses momentos na narrativa: situação inicial, complicação, ações, clímax e desfecho:

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Atividade sobre a Lenda do Saci Pererê - Folclore


A lenda do Saci Pererê

O Saci Pererê (ou simplesmente Saci) é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possui até um dia em sua homenagem, criado em 2003, pelo deputado Aldo Rebelo, através do Projeto de Lei Federal 2.479. Trata-se do dia 31 de outubro, mas só em 2005 que tal data foi oficializada e surgiu para tentar diminuir a importância da comemoração do Haloween (Dia das Bruxas americano), que nada tem a ver com a nossa história nem com a nossa cultura, e valorizar as nossas raízes e tradições (nacionalismo). 
Provavelmente tal lenda surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII) e ele era representado por um menino indígena de cor morena, cabelos vermelhos e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta e ficando invisível para confundir os caçadores. 
Porém, ao migrar para o Norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações, ao receberem influências da cultura africana. O Saci, então, transformou-se num jovem negro com uma perna só, pois havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho (com poderes mágicos) e um cachimbo, típico da cultura africana e até os dias atuais ele é assim retratado. Um dos hábitos do Saci é pedir fogo aos viajantes para poder acender seu pito. 
O comportamento brincalhão é a marca registrada desse personagem folclórico, passa o tempo todo aprontando travessuras nas matas e nas casas. Assusta viajantes e pede fogo para acender o seu cachimbo, esconde objetos domésticos (principalmente dedais das costureiras), emite ruídos, assusta bois no pasto, dá nó nas crinas dos cavalos, troca sal por açúcar e vice-versa, etc. Apesar de todas as brincadeiras, ele não tem o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. Ele só deseja mesmo é se divertir! 
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e, para capturá-lo, é necessário jogar uma peneira sobre eles. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa e colocar uma cruz na tampa. Somente dessa forma ele obedecerá a seu "proprietário". 
Além das brincadeiras que apronta, ele é um excelente conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Controla e guarda os segredos e todos esses conhecimentos. Todos que penetram nas florestas em busca dessas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. 
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos, e, através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, ele chegou aos grandes centros urbanos através da Literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos. 
Quem primeiro retratou o Saci de forma brilhante na literatura infantil foi o escritor Monteiro Lobato, nas histórias maravilhosas do "Sítio do Pica-Pau Amarelo", em que ele aparecia com frequência. Também apareceu em vários momentos das HQs do "Chico Bento", de Maurício de Souza. 

AQUI você pode ler mais algumas curiosidades sobre o Saci! Confira! 


01) Você sabia da existência do Dia do Saci? O que você pensa a respeito disso?

02) Como capturar um Saci? 

03) Qual a característica mais marcante do Saci Pererê? 

04) Como o Saci teria perdido uma de suas pernas? Você já tinha escutado falar nisso? 

05) Faça um desenho bem bonito de como é o Saci para você, no seu imaginário: 

06) Elabore uma entrevista com o Saci Pererê, tentando responder a todas as curiosidades sobre ele: 

07) Crie um Quiz bem divertido sobre o tema estudado: 

08) De qual curiosidade sobre o Saci você mais gostou? Por quê? 

09) Por que o Saci é considerado um elemento tipicamente brasileiro? 


10) Que crítica é feita na charge acima? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

11) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentantivo tentando convencer as pessoas de que o Saci nos representa muito mais do que qualquer Haloween

12) Para se inspirar, ouça a música do Saci Pererê, da Turma do Folclore: