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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Atividade sobre o paradidático "Dom Casmurro", de Machado de Assis

Tenho muito carinho por esse livro machadiano, que li pela primeira vez no Ensino Médio, no segundo ano, a pedido da professora Leila Almeida! Confesso que não achei tão bom da primeira vez que li, talvez por ter lido "por obrigação" (que às vezes nos rouba um pouco até o prazer!), mas ela falava sobre ele com tanto entusiasmo e brilho nos olhos, que aquilo me contagiou de tal maneira que me senti desafiada a encontrar esse "algo mais" na história. Reli. E encontrei! Me apaixonei também pelo triângulo "Bentinho-Capitu-Escobar" e pela maneira única de Machado nos prender e nos convidar a sermos juízes, sem, contudo, o peso desse papel! 

Na faculdade, através de sorteio, esse livro novamente caiu para mim! Fiz um trabalho belíssimo sobre ele, com meu grupo, e tiramos a nota máxima! A querida professora Cristina Braga que solicitou. E depois o indiquei várias vezes, como professora, fazendo até "Júri simulado", com os alunos tendo que separar trechos do livro que incriminassem Capitu (usando o "garfinho do diabo") e outros que a absolvessem (usando a auréola do anjinho)! Boas recordações... aliás, ótimas, maravilhosas, ricas! Pena que, naqueles tempos, não era hábito fotografar, filmar, nada disso... sem falar que até hoje, em pleno auge da tecnologia, eu me esqueço de fazê-lo! 

Então hoje compartilho com vocês uma atividade simples que também já fiz sobre tal livro e espero que gostem e que tenha alguma serventia! 


Dom Casmurro

01) Levando em consideração a construção do romance “Dom Casmurro” (estrutura e focos narrativos),  como explicar que o narrador tenta unir as duas pontas de sua vida por meio da história recontada?

02) Por que Bentinho tem de ir para o seminário? Como é sua vida nesse lugar? Relate as impressões do narrador quando ele lá se encontra:

03) Que relações têm as personagens: Capitu, Betinho, Sancha e Escobar? Explicite a importância dessas personagens para o romance:

04) Quando da morte de Escobar, Bentinho tenta nos relatar as impressões que teve em relação à Capitu. Quais eram essas impressões? Como ele as descreve? Explicite o que ele pensa nesse momento:

05) O narrador entra em contato direto com o leitor em alguns momentos do romance. Relate dois momentos em que isso ocorre: 

06) Observe esse trecho tirado do livro: “Agora não há mais que levá-la a grandes pernadas, capítulo sobre capítulo, pouca emenda, pouca reflexão, tudo em resumo. Já esta página vale por meses, outras valerão por anos, e assim chegares ao final" (Cap. XCVII). Por que o narrador afirma isso?

07) Observe esse outro trecho: "Se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca" (Cap. CXLVIII). Qual é o perfil da personagem Capitu que nos chega por meio do narrador? De que modo o trecho retirado do livro antecipa a ideia que o narrador quer que tenhamos da personagem central feminina?

08) Releia os dois capítulos do livro que possuem o mesmo nome e explique essa possível semelhança, essa "costura": 

09) Que metáfora famosa foi usada na narrativa para se referir aos olhos de Capitu? 

10) Por que Bentinho e Capitu dão o nome de Ezequiel ao filho? 

11) Você acha que Capitu, afinal, traiu ou não Bentinho com Escobar? Justifique sua resposta, utilizando pelo menos três argumentos: 

12) Vocês devem se lembrar da narrativa de Otelo. De que modo essa peça de Shakespeare pode ser relacionada ao livro?

13) Que traços da Escola Literária Realista podem ser observados na obra? Cite dois traços exemplificando com passagens do livro:

14) Em "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o narrador Cubas afirma que o “o menino é pai do homem”. Percebemos isso também em “Dom Casmurro”. O que se quer dizer com essa afirmação? Explique pensando nos perfis de Bentinho e Capitu, na infância e na vida adulta deles: 

15) Associe a imagem a seguir à obra machadiana em questão, mencionando se isso iria ou não desfazer o mistério que dá a mágica ao livro: