Mostrando postagens com marcador Implícitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Implícitos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Atividade sobre "Princesas no divã da Girafa"

Imagem 01:




Imagem 02: 




Imagem 03: 


Imagem 04: 


Imagem 05: 




Imagem 06:  

Imagem 07: 



Imagem 08:  

01) Diga com qual história famosa cada uma das imagens dialoga, mencionando que "pistas" lhe levaram a essa conclusão:

02) O que há em comum entre todas elas? Comente: 

03) Posicione-se sobre as falas da girafa psicanalista: 

04) Por que o animal escolhido para essa função foi a girafa? Levante hipóteses:

05) Crie falas ou pensamentos para cada uma das princesas: 

06) Qual o melhor argumento utilizado pela psicanalista? Justifique sua resposta: 

07) Que reflexão pode ser realizada a partir da análise das imagens? 

08) Na história do Aladim e da Pequena Sereia, qual é o objetivo das perguntas realizadas pela girafa? 

09) Que argumento teve mais a ver com a nossa realidade da pandemia?

10) De maneira sucinta, respectivamente, explique que mudança ocorreria em cada história, se cada princesa tivesse um comportamento psicologicamente diferente e mais "saudável":

11) Qual o dignóstico para cada princesa analisada?

12) Qual delas parece ser mais problemática"? Por quê?

13) Qual delas parece ser menos problemática? Justifique sua resposta:

14) Escolha uma das imagens / histórias e produza um texto narrativo, com tal princesa devidamente "curada":

15) Produza um parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema "A necessidade de se desconstruir o perfil das princesas na modernidade": 

(Atividade feita em parceria com a queridíssima Maiara Batista 
e imagens enviadas pela querida amiga Cristina Barata

sábado, 1 de agosto de 2020

Atividade sobre Humor, Made in China e Coronavírus


01) Que implícitos são necessários para o entendimento total da imagem acima?

02) A que fato ela faz referência? Justifique sua resposta:

03) O que se pode inferir sobre os produtos que vêm da China? O que você pensa a respeito disso?

04) O que foi mais importante para a compreensão da mensagem: a linguagem verbal ou a não-verbal? Por quê? 

05) Em que reside o humor? Explique: 

06) Que sentimento a menina deixa transparecer? Que interjeição você usaria? 

07) Você acha que as indústrias nacionais têm capacidade para concorrer com as estrangeiras? Por quê?

08) O que você leva mais em consideração quando vai comprar um produto: preço ou qualidade? Justifique sua resposta:

09) Por que as marcas "Made in China" conquistam cada vez mais a confiança do consumidor brasileiro? 

10) De onde surgiu o mito de que os produtos chineses são de má qualidade? O que você sabe sobre isso? 

11) Especula-se que a economia chinesa cresceu graças à exploração da mão de obra feminina, ainda mais barata do que a masculina. Você considera essa exploração um trabalho escravo? Por quê? 

12) Qual é a expressão usada aqui no Brasil para se referir aos produtos falsificados, principalmente os vindos da China? 

(Atividade feita em parceria com a amiga Marisa Silveira e Ana Cristina Pontes)

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Atividade sobre a paródia "E agora, Miguel?", de Educar Sempre


E agora, Miguel? 

A porta abriu
O choro parou
O botão ela apertou
A porta fechou
O elevador subiu...
E agora, Miguel? 

Você que é sem nome
Sem voz
E que agora protesta:
"Quero minha mãe..."
E agora, Miguel?

A porta abriu
O menino olhou
Mas não saiu
A porta fechou
E agora, Miguel?

O elevador subiu
A porta abriu
O menino saiu
Um grito ecoou! 
Uma vida silenciou

O dia não veio
A noite esfriou
Não veio a utopia
Lágrima rolou
E tudo acabou
E tudo... silenciou
E agora, Miguel? 

Sua doce palavra
Seu meigo sorriso
Seus sonhos
Sua infância
Sua inocência 
Seu amor
E agora, Miguel? 

Com braços abertos
Quer dar o abraço
Mas não houve o encontro
Porém entoamos sua voz:
Se você morreu?
Você não morre
Você é guerreiro
Você marcha, Miguel! 
E nós?
Marcharemos contigo nessa luta! 

(Educar Sempre) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) A que caso recente presente na mídia a poesia se refere?

03) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

04) A quem se refere o pronome "ela", em destaque na primeira estrofe do texto?

05) Circule no texto os vocativos:

06) Justifique o uso das aspas no texto:

07) Qual é o "protesto" do menino Miguel, de cinco anos? 

08) O que a passagem "sem nome, sem voz" revela? 

09) Transcreva da poesia a passagem que mais revela que o menino morreu:

10) O que significa o verso "Você não morre", situado na última estrofe do poema? 

11) Por que podemos afirmar que Miguel "marcha"? O que isso revela? 

12) Copie do texto uma passagem que revela desejo de coletividade, de empatia: 

13) O texto em questão dialoga com um outro texto, de Carlos Drummond de Andrade. Pesquise-o e aponte semelhanças e diferenças entre eles: 

14) Que mensagem o texto transmite? Comente:

domingo, 7 de junho de 2020

Atividade sobre HQ - As aventuras de Quarentina e Alquinzel


01) Qual a ideia central da HQ? Justifique sua resposta:

02) Transcreva da história em quadrinhos marcas de oralidade:

03) Copie da HQ dois vocativos, explicando seu raciocínio:

04) Você acha que é possível ou não manter a rotina estando em quarentena? Por quê?

05) Você acredita que a pandemia mostrou que ninguém tem o controle da vida? Justifique sua resposta:

06) O que gera o humor no texto? Explique:

07) Podemos afirmar que o final foi inesperado? Comente:

08) O que se encontra implícito nos argumentos de Judite? Eles funcionaram?

(HQ enviada pela minha querida amiga Ana Cristina Pontes)

segunda-feira, 30 de março de 2020

Atividades rapidinhas e variadas sobre Coronavírus e Implícitos


01)  Copie da imagem acima marcas de oralidade:

02) Que palavra deveria estar entre aspas ou em itálico? Por quê?

03) Em que reside o humor do outdoor?

04) A função metalinguística encontra-se presente em tal outdoor

05) Qual o objetivo desse gênero textual? Você acha que ele foi alcançado? Por quê? 

06) Tente responder, de forma criativa, à pergunta feita no outdoor:

07) Que conectivo transmite a ideia de explicação? 

08) Que explicação é essa que ele dá ao leitor? Que implícitos se pode observar? 


09) A que gênero textual pertence a imagem acima?

10) Quem é essa pessoa? É famosa? 

11) Por que essa pessoa foi escolhida? 

12) Que implícito encontra-se presente em tal meme? 

13) Em que reside o humor? Explique: 


14) Explique a presença dos verbos no modo imperativo:

15) Por que é preciso lavar taaaaaanto as mãos? 

16) Qual o objetivo do conselho dado? Ele foi eficaz? Por quê? 

17) Que implícito precisamos entender para ele fazer sentido? 


18) O que é um neologismo? Como ele foi formado? 

19) Como seria a "tradução" dessa palavra? 

20) Explique o que significa o "Aceitem" ali presente:

21) Pode-se afirmar que é também uma marca de oralidade? Por quê? 

22) O que todos os quatro textos têm em comum? Explique: 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Atividade sobre a música "Flores", dos Titãs


Flores

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados 
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A  dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico
Não morrem

(Titãs)


01) Justifique o título usado na canção, aproveitando para sugerir um novo:

02) Copie do texto passagens que evidenciam que o eu lírico tentou o suicídio:

03) Trata-se de um eu lírico masculino ou feminino? Comprove sua resposta com uma ou mais passagens do texto: 

04) Existe alguma antítese na canção? Justifique sua resposta: 

05) Copie da música um exemplo de anáfora, explicando seu raciocínio:

06) Qual o objetivo do eu lírico ao mencionar que "as flores de plástico não morrem"? Explique:

07) Por que o soro teria gosto de lágrima, para o eu lírico? 

08) Explique a passagem destacada no texto, posicionando-se sobre ela: 

09) Você acha que a dor é capaz de fechar cortes? Que palavra poderia ser usada no lugar da destacada? 

10) Como você explicaria os dois primeiros versos destacados no texto?

11) A que flores o eu lírico se refere? Como elas estariam em cima e embaixo dele? Levante hipóteses: 

12) Copie do texto uma metáfora, explicando-a:

13) Que mensagem a música transmite? Comente:

14) A que geração romântica podemos associar essa canção? Justifique sua resposta:

terça-feira, 3 de março de 2020

Atividade sobre a texto "Conto de fadas para mulheres modernas", de Luís Fernando Veríssimo

Conto de fadas para mulheres modernas

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de autoestima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então a rã pulou para o seu colo e disse:
-- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu me transformei nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 
-- Eu, hein? ... nem morta! 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado à crônica acima, utilizando passagens do texto:

02) O que a princesa dessa história tem de diferente das dos antigos contos de fada? O que você pensa com relação a isso?

03) Que parte da fala da rã provavelmente deve ter espantado a princesa? Por quê?

04) Se a princesa não fosse moderna, ela gostaria da proposta da rã? Justifique sua resposta:

05) Transcreva do texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

06) Que parte do texto você achou mais engraçada? Justifique sua escolha:

07) Que mensagem o texto transmite?

08) O final do texto foi inesperado? Que implícitos encontramos nele? Justifique sua resposta:

09) Copie do texto exemplos de discurso direto, explicando:

10) Por que há, no texto, uma expressão em itálico?

11) Circule no texto todos os adjetivos que você encontrar:

11) Copie do texto marcas de oralidade:

12) Justifique o uso das reticências no texto:


13) Podemos afirmar que a charge acima dialoga, de certa forma, com o conto de Veríssimo? Justifique sua resposta:

14) Copie da charge uma forte marca de oralidade:

15) Posicione-se sobre a afirmação do homem da charge:

16) Você acha importante haver comemoração no "dia da mulher"? Por quê?



17) Como você explicaria para o menino o que é machismo?

18) Podemos afirmar que o pai foi machista? Por quê?

19) Qual o objetivo da charge? Que crítica social ela faz?

20) Na charge está presente a linguagem verbal e/ou não verbal? Justifique sua resposta:

21) O que a fisionomia da mãe revela?

22) Copie da charge um vocativo:

23) Elabore uma possível fala para a mãe:

24) Transcreva da charge uma forte marca de oralidade:

25) Como solucionar esse problema do machismo em nossa sociedade? 

domingo, 22 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "A cura", de Alexandre Azevedo

A cura

No consultório  médico:
- O que o senhor sente? - per­gunta o doutor.
- Nada - responde o paciente. - Nada?!
- Pois é, doutor, nada. Nadinha de nada. Eu estou ótimo, doutor. Faz dez anos que não sinto coisa alguma. Estou apavorado, doutor!
- Nenhuma dorzinha? - Nenhuma.
- Dor de cabeça?
- Nada.
- Tosse? 
- Não.
- Gripe?
- Ah, quem me dera...
- Nem uma dorzinha de barriga de vez em quando?
- Nem.
- Hummm...
- Meu caso é grave, doutor?
- Tire a camisa para eu poder examinar melhor. Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Água, suco natural, vitaminas... 
- Pratica algum esporte? Natação, por exemplo?
- Sim, peito, costas, borboleta, clássico.. .
- Futebol? Vôlei? Basquete? 
- Futebol, vôlei, basquete, judô... 
- É, seu caso é grave!
- Muito?
- Muito.
- Tem cura?
- Às vezes... Só depende do senhor!
- O que tenho que fazer, doutor? 
- Suas férias, onde costuma passá-Ias?
- Campos do Jordão.
- Péssimo.
- Por favor, doutor, o senhor precisa me ajudar! Sinto-me horrível!
- Calma, calma. Primeiro terá que mudar alguns hábitos, senão...
- Senão?!
- Senão teremos que interná-lo. Como disse, só depende do senhor.
- Farei tudo o que o senhor disser, mas me cure, doutor!
- Bom, primeiro terá que voltar a fumar.
- Cinco por dia, tá bom?
- Vinte!
- E depois?
- Beber. Nada de sucos sem açúcar, nem vitaminas...
- Cerveja?
- Cachaça. Cerveja só enche bar­riga!
- Que mais?
- Nada de esportes. A não ser baralho, porrinha e bozó, está enten­dendo?
- Tô.
- Férias em Cubatão. Procure sempre, ao entardecer, respirar bem fundo aquele ar.
- Pode deixar, doutor! Seguirei à risca suas recomendações.
Dois anos depois:
- Doutor, sinto-me perfeito!
- Ótimo, ótimo! Conte-me tudo.
- Bem, em dois meses fiquei gri­pado. Peguei pneumonia logo após. Estou com uma tosse dos diabos! Acho que é tuberculose. Estou com dores nos rins. Deve ser a sagrada cachacinha!
- Vai ver é cirrose hepática!
- Tomara, doutor, tomara!
- Pulmão?
- Manchado, doutor!
- Ótimo!
- Enfim, sinto-me maravilhosa­mente bem! Agora sou uma pessoa normal! Muito obrigado, doutor!
- É - diz o médico, colocando a mão no queixo -, pra quem estava praticamente desenganado...

(Alexandre Azevedo)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Você acha que o paciente tinha motivo para se preocupar? Por quê? 

03) Podemos afirmar que o médico foi irônico? Comente: 

04) Circule no texto os vocativos, explicando seu raciocínio: 

05) Podemos dizer que o texto foi todo construído com diálogo? O que nos sinaliza isso? 

06) O que gera humor no texto? 

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) Copie todos os numerais do texto, classificando-os e dizendo a importância deles para o contexto: 

09) Que implícitos os dois nomes das cidades citadas trazem? Explique: 

10) Transcreva do texto marcas de oralidade: 

domingo, 1 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Oitavo andar", de Clarice Falcão


Oitavo andar

Quando eu te vi fechar a porta 
Eu pensei em me atirar pela janela do oitavo andar
Onde a Dona Maria mora
Porque ela me adora e eu sempre posso entrar

Era bem o tempo de você chegar no T
Olhar no espelho o seu cabelo, falar com o Seu Zé
E me ver caindo em cima de você
Como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

E aí só nós dois no chão frio
De conchinha bem no meio fio
No asfalto riscados de giz
Imagina que cena feliz 

Quando os paramédicos chegassem 
E os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon
A gente ia para o necrotério
Ficar brincando de sério, deitadinhos no bem-bom

Cada um feito picolé
Com a mesma etiqueta no pé
Na autópsia daria pra ver 
Como eu só morri por você

Quando eu te vi fechar a porta
Eu pensei em me atirar pela janela do oitavo andar
Em vez disso eu dei meia volta
E comi uma torta inteira de amora no jantar 

(Clarice Falcão) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Por que provavelmente o eu lírico preferiria se jogar da casa de Dona Maria? 

03) O que significa alguém chegar no T? 

04) Pelo contexto, quem seria o Seu Zé? 

05) Explique as duas comparações utilizadas na música, dizendo se elas foram ou não eficazes: 

06) Que palavra encontra-se em itálico na música? Por quê? 

07) Por que estariam os dois riscados de giz no asfalto? O que isso significa? 

08) Transcreva da música uma passagem que contém um certo humor, explicando sua escolha: 

09) Podemos afirmar que o eu lírico é romântico? Justifique sua resposta, acrescentando uma ou mais passagens do texto: 

10) O que significa a tal etiqueta que os dois teriam no pé? Explique: 

11) Podemos associar, de alguma forma, que a letra de música é narrativa? Por quê? 

12) Copie do texto dois numerais, classificando-os e dizendo a sua importância para o contexto: 

13) Com que geração romântica alguns versos da música parecem dialogar? Justifique a sua resposta: 

14) O desfecho da canção foi surpreendente? Por quê?

15) Já aconteceu de você pensar em fazer mil coisas mirabolantes e acabar fazendo algo totalmente diferente e prático? Com que frequência isso ocorre? 

16) Que mensagem a música transmite?

17) Transforme a história contida na canção em uma notícia policial, como se o fato realmente tivesse acontecido:

18) Altere o foco narrativo da história narrada, podendo ser na visão de Dona Maria, do Seu Zé ou até mesmo na do "companheiro" do eu lírico: 

(Agradecimento à Cláudia Abreu, colega de grupo, por ter me apresentado a essa música, carregadinha de implícitos, que eu adorei, e também por contribuir com as duas últimas questões da atividade!)

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Atividade sobre a música "Maria da Vila Matilde", de Elza Soares


Maria da Vila Matilde

Cadê meu celular?
Eu vou ligar pro 180
Vou entregar teu nome
E explicar meu endereço
Aqui você não entra mais
Eu digo que não te conheço
E jogo água fervendo
Se você se aventurar

Eu solto o cachorro
E apontando pra você
Eu grito:  Péquix quix quix quix
Eu quero ver 
Você pular, você correr
Na frente dos vizinhos
Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim

E quando o samango chegar
Eu mostro o roxo no meu braço
Entrego teu baralho
Teu bloco de pule
Teu dado chumbado
Ponho água no bule
Passo e ofereço um cafezim
Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim

E quando tua mãe ligar
Eu capricho no esculacho
Digo que é mimado
Que é cheio de dengo
Mal acostumado
Tem nada no quengo
Deita, vira e dorme rapidinho
Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim

Mão cheia de dedo
Dedo cheio de unha suja
E pra cima de mim? Pra cima de moi? Jamais, mané! 
Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim...

(Elza Soares)

01) Justifique o título da música:

02) O primeiro verso da canção tem um sentido mais profundo do que aparenta. Qual é ele? O que significa essa interrogação?

03) Podemos afirmar que tal interrogação é retórica? Por quê?

04) O que significa o 180 presente na música?

05) Que implícito a expressão "jogar água fervendo" carrega?

06) Copie da música marcas de oralidade:

07) Transcreva da canção versos que revelem que a mulher foi agredida:

08) Explique a palavra "cafezim", dizendo se isso corresponde ou não a um desvio gramatical:

09) Por que provavelmente a mãe do agressor ligaria? Você acha que isso é prática comum? Com que intuito? 

10) Justifique o itálico presente em uma palavra da canção:

11) Circule no texto um vocativo, justificando seu raciocínio:

12) Que mensagem a música transmitiu? 

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Atividade sobre o poema "Sete provas e nenhum crime", de Chacal


Sete provas e nenhum crime

Havia a mancha de sangue no jaleco
E nenhum corpo 
Havia a cadeira de rodas vazia
E nenhum suspeito
Havia o olhar rútilo, o rosto crispado
E nenhum motivo
Havia o cheiro impregnado no corpo
E nenhuma digital
Havia o vírus, o bilhete, a arma branca
E nenhum delito
Havia em vão a confissão
E nenhum ilícito
Havia um gato emborcado no aquário
E peixe nenhum

(Chacal)

01) Justifique o título do poema:

02) Quais são as sete provas para o possível crime?

03) Qual é a palavra que, a cada vez que se repete, indica uma situação em que há um acontecimento provocado por algo que não se pode definir?

04) Escreva os sete indícios de que não poderia ter acontecido crime nenhum:

05) Que palavra se repete para indicar falta de evidências criminais?

06) No final do poema, quem seria o criminoso e quem seria a vítima?

07) Que mensagem o poema transmite?

08) A repetição de palavras e expressões tem a função de evidenciar a mensagem do poema, a ideia principal. Em torno de qual figura de sintaxe está organizado o poema? 

09) Qual a importância do numeral empregado no título para o contexto? 

10) A sequência de pistas apresentadas ao longo do poema encaminha o leitor para a cena dada nos últimos versos? 

11) Que elementos desses últimos versos quebram a expectativa criada no poema?

12) A quebra da expectativa, no último verso, coincide com uma quebra na estrutura. Explique essa afirmação:

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Atividade com tirinha do Hagar - Dor no estômago


O humor da tirinha acima gira em torno de um enunciado ambíguo. Sabendo disso, responda:

01) Hagar compreendeu corretamente o que estava implícito na pergunta do colega Eddie Sortudo?  
Justifique sua resposta: 

02) Como Eddie Sortudo esperava que Hagar entendesse sua pergunta?

03) Como, de fato, Hagar a entendeu?

04) O que tornou a pergunta ambígua? Como o Eddie Sortudo poderia ter feito tal pergunta sem dar margem à outra interpretação? 

05) Podemos afirmar que está implícito que Hagar considera ruim a comida de sua esposa? Por quê?

06) Justifique o emprego do porquê utilizado na tirinha:

07) O que revela a expressão do amigo de Hagar no segundo quadrinho? Por quê?

08) Elabore um terceiro quadrinho, contendo uma possível resposta do amigo para o Hagar:

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Atividade sobre tirinha do Calvin - Cola

01) Qual a intenção do Calvin no primeiro quadrinho? 

02) Como foi a reação da Susie? 

03) A reação dela foi esperada? Por quê? 

04) Por que a resposta da menina veio tudo junto, no segundo quadrinho?

05) Localize na tirinha:

a) um vocativo, justificando sua resposta:
b) um numeral, classificando-o: 
c) um pronome, dizendo a sua classificação: 

06) Que sentimento a expressão do Calvin revela, no terceiro quadrinho? 

07) Baseando-se nos quadrinhos, encontre cinco adjetivos para definir o Calvin e mais cinco para caracterizar a Susie:

08) Que implícito existe na tirinha quando o Calvin menciona a fada dos dentes? Comente: 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Atividade sobre charge - Desmatamento


01) Qual o tema presente na charge acima?

02) O que ela denuncia? Comente:

03) Há a presença da linguagem verbal nesta? Por quê? Isso dificulta ou facilita o entendimento? Por quê? 

04) Podemos afirmar que o personagem está fazendo uma boa ação? Justifique sua resposta mencionando todos os elementos implícitos encontrados:

05) O que mais comprovou a ação duvidosa do homem: o machado ou as tantas outras árvores cortadas? Explique: 

06) Podemos afirmar que a charge remete a um paradoxo? Por quê? 

07) Crie uma fala para o personagem presente na charge: 

08) Caracterize, fisica e comportalmente, esse personagem, com um número mais variado possível de adjetivos: 

09) Que mensagem a charge lhe transmitiu?

domingo, 26 de maio de 2019

Atividade com charge - Inclusão de deficientes?



01) O que a charge acima critica? Comente:

02) Basta apenas criar leis para haver, de fato, inclusão dos deficientes na sociedade? Justifique sua resposta:

03) Por que a palavra "eficiência" encontra-se entre aspas?

04) Que título você daria à charge em questão?

05) Que sentimento transparece no rosto de cada uma das personagens?

06) O que deveria estar no lugar da escada, por exemplo, para facilitar a inclusão do cadeirante?

07) Como poderia o cadeirante mostrar a sua eficiência diante de tal quadro?

08) Justifique o emprego do verbo no modo imperativo, na fala do homem que carrega a pasta:

09) Elabore uma fala ou um pensamento para cada personagem da charge:

10) Como solucionar esse sério problema da inclusão?

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Atividade sobre o texto "A vaguidão específica", do Millôr Fernandes

A vaguidão específica

"As mulheres têm uma maneira de falar
que eu chamo de vago específica."
(Richard Gehman)


– Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte. 

– Junto com as outras?

– Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer qualquer coisa com elas. Ponha no lugar do outro dia. 

– Sim senhora. Olha, o homem está aí.

– Aquele de quando choveu? 

– Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo. 

– Que é que você disse a ele?

– Eu disse pra ele continuar. 

– Ele já começou?

– Acho que já. Eu disse que podia principiar por onde quisesse. 

– É bom? 

– Mais ou menos. Mas o outro eu acho melhor.

– Você trouxe tudo pra cima? 

– Não, senhora, só trouxe as coisas. O resto não trouxe porque a senhora recomendou pra deixar até a véspera. 

– Mas traga, traga. Na ocasião, nós descemos tudo de novo. É melhor, senão atravanca a entrada e ele reclama como na outra noite.

– Está bem, vou ver como.

(Millôr Fernandes)

01) Quem você imagina que são as interlocutoras nessa conversa? 

02) Sobre o que você acha que elas estão conversando?

03) É possível dizer com certeza a que coisas, pessoas ou fatos elas se referem? Por quê?

04) Quais são as palavras utilizadas no texto para substituir as coisas ou pessoas? 

05) Imagine que você assiste à cena mencionada no texto. Seria possível identificar as pessoas, fatos, objetos? Por quê? 

06) Justifique o título do texto, aproveitando para criar um novo:

07) Mantendo o contexto e também a forma de diálogo, dê continuidade a este texto:

08) Transcreva dois exemplos de vocativo, justificando:

09) A quem você acha que se refere o pronome destacado no texto? Por quê?

10) Que mensagem o texto lhe transmitiu?


(P.S.: Obrigada à querida  ZIZI CASSEMIRO pela ideia da questão 07!!!) 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Atividade sobre a poesia "Dona do nariz", de Elias José

Dona do nariz

Um dia serei
Dona do meu nariz.
Terei dezoito anos,
Vou estudar e trabalhar.
Se não dividir apartamento, 
Vou ter a chave da porta, 
A chave do carro, 
A chave dos segredos noturnos
Que hoje me dão medo. 

Um dia, deixarei de pedir
Dinheiro, horários, licenças.
Vou poder chegar depois da meia-noite. 
Vou poder andar em garupa de moto
Ou ficar contando estrelas
Ou curtir mais o namorado. 

Mesmo que eu me sinta coroa, 
Velha, encardida, enrugada,
Com dezoito anos
Descobrirei a liberdade. 

(Elias José)

01) Justifique o título dado à poesia acima:

02) O que significa "ser dona do nariz"? 

03) Tal expressão encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Explique seu raciocínio: 

04) O que há implícito em "fazer dezoito anos"? 

05) Que "segredos noturnos que hoje me dão medo" poderiam ser esses? Levante hipóteses: 

06) Você concorda que fazer dezoito anos é tão libertador assim? Por quê? 

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) Copie uma passagem carregada de humor, explicando sua escolha: 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Atividade sobre cartum do Caulos - Uma Biografia


01) Justifique o título do cartum:

02) O que representa o primeiro quadrinho? E por que foi escolhido o ponto de interrogação?

03) O que acontece no segundo quadrinho? Por que o ponto de exclamação foi o escolhido?

04) O terceiro quadrinho simboliza que fase da vida da pessoa? Explique o símbolo utilizado:

05) Você acha que o que ocorreu no terceiro quadrinho corresponde mesmo à metade do caminho percorrido? Por quê? 

06) O que o quarto quadrinho representa? O que o símbolo está ali simbolizando? 

07) O que o quinto quadrinho nos mostra? O que isso representa? Por que foi utilizado o ponto final? 

08) Que mensagem o cartum transmitiu? Comente:

09) O que o dono da biografia acima demonstra valorizar sempre?

10) Podemos afirmar que há uma passagem do tempo em cada quadrinho?

11) A que etapa da vida cada um deles corresponde? Explique, enumerando-os:

12) Que mensagem tal cartum transmite? Comente:

13) Você acha que vale a pena passar a vida toda sonhando com algum bem material? Justifique sua resposta: 

14) Que tipo de linguagem foi utilizada em ambas as biografias: verbal ou não-verbal? Justifique sua resposta:

15) De qual das duas biografias você gostou mais? Por quê?

16) Transforme as duas imagens em dois pequenos textos narrativos, absorvendo todos os detalhes:

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Atividade sobre a crônica "Povo", de Luís Fernando Veríssimo

Povo

-- Geneci...
-- Senhora?
-- Preciso falar com você. 
-- O que foi? O almoço não estava bom?
-- O almoço estava ótimo. Não é isso. Precisamos conversar. 
-- Aqui na cozinha?
-- Aqui mesmo. O seu patrão não pode ouvir. 
-- Sim, senhora. 
-- Você... 
-- Foi o copo que eu quebrei?
-- Quer ficar quieta e me escutar?
-- Sim, senhora.
-- Não foi o copo. Você vai sair na escola, certo? 
-- Vou sim, senhora. Mas se a senhora quiser que eu venha na terça...
-- Não é isso, Geneci! 
-- Desculpe.
-- É que eu... Geneci, eu queria sair na sua escola.
-- Mas...
-- Ou fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Não aguento ficar fora do Carnaval. 
-- Mas...
-- Vocês não têm, sei lá, uma ala das patroas? Qualquer coisa. 
-- Se a senhora tivesse me falado antes...
-- Eu sei. Agora é tarde. Para a fantasia e tudo o mais. Mas eu improviso uma baiana. Deusa grega, que é só um lençol. 
-- Não sei. 
-- Saio na bateria. Empurrando alegoria. 
-- Olhe que não é fácil...
-- Eu sei. Mas eu quero participar. Eu até sambo direitinho. Você nunca me viu sambar? Nos bailes do clube, por exemplo. Toca um samba e lá vou eu. Até acho que tenho um pé na cozinha. Quer dizer. Desculpe. 
-- Tudo bem. 
-- Eu também sou povo, Geneci! Quando vejo uma escola passar, fico toda arrepiada. 
-- Mas a senhora pode assistir.
-- Mas eu quero participar, você não entende? No meio da massa. Sentir o que o povo sente. Vibrar, cantar, pular, suar. 
-- Olhe...
-- Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito.
-- Não sei...
-- Se precisar pagar, eu pago. 
-- Não é isso. É que...
-- Está bem. Olhe aqui. Não preciso nem sair na avenida. Posso costurar. Ajudar a organizar o pessoal. Ajudar no transporte. O Alfa Romeo está aí mesmo. Tem e Caravan, se o patrão não der falta. É a emoção de participar que me interessa, entende? Poder dizer "a minha escola". Eu teria assunto para o resto ao ano. Minhas amigas ficariam loucas de inveja. Alguns iam torcer o nariz, claro. Mas eu não sou assim. Eu sou legal. Eu não sou legal com você, Geneci? Sempre tratei você de igual para igual. 
-- Tratou, sim senhora. 
-- Meu Deus, a ama-de-leite da minha mãe era preta! 
-- Sim, senhora. 
-- Geneci, é um favor que você me faz. Em nome da nossa velha amizade. Faço qualquer coisa pela nossa escola, Geneci. 
-- Bom, se a senhora está mesmo disposta...
-- Qualquer coisa, Geneci. 
-- É que o Rudinei e Fátima Araci não têm com quem ficar.
-- Quem?
-- Minhas crianças. 
-- Ah. 
-- Se a senhora pudesse ficar com eles enquanto eu desfilo...
-- Certo. Bom. Vou pensar. Depois a gente vê.
-- Eu posso trazer elas e...
-- Já disse que vou pensar, Geneci. Sirva o cafezinho na sala. 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título usado no texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Onde as protagonistas conversam e por quê?

03) Sobre o que Geneci imaginava que seria a conversa? O que isso revela?

04) Que argumentos a patroa utiliza para convencer Geneci a deixá-la participar do desfile?

05) Quais os dois reais motivos de a patroa querer participar do Carnaval? O que você pensa a respeito disso? 

06) O que a fala "Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito" quer dizer? 

07) Você acha que a patroa realmente tratava a empregada "de igual para igual"? Comprove com elementos do próprio texto: 

08) Há alguma diferença étnica entre patroa e empregada? O que se pode deduzir em relação à cor das personagens? O que serviu de "pista textual"? 

09) A patroa disse à Geneci que estava disposta a qualquer coisa para desfilar pela escola. Isso era verdade ou mentira? Por quê? 

10) Qual foi o meio que Geneci encontrou para que ela pudesse colaborar com a escola? A patroa aceitou essa proposta? 

11) O texto faz uma crítica a qual comportamento social? Explique: 

12) Circule na crônica todos os vocativos, dizendo sua importância para o contexto:

13) Que mensagem o texto transmite? Comente:

(Atividade feita em parceria com a minha amiga Fabi Behling, dona do blog "Só Atividades")

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Atividade com imagem "O político e a cobra"


01) Que notícia você poderia criar tendo as informações acima como estímulo?

02) Se considerarmos apenas a imagem, ela seria bem utilizada no gênero "fotorreportagem"? Por quê?

03) Que implícitos podem ser encontrados na leitura do texto?

04) No que reside o humor do texto?

05) O que você acha que é mais importante para o entendimento da mensagem: a linguagem verbal, não-verbal ou ambas? Justifique sua resposta:

06) A partir das informações disponíveis, crie memes sobre essa história:

07) Por que razão as pessoas teriam mais interesse em saber do estado de saúde da cobra?