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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Atividade em homenagem ao grande cartunista Quino

Quem me conhece sabe o quão apaixonada eu sou pelo Quino e especialmente pela Mafalda e suas tirinhas impagáveis! Ela, assim como o Calvin e o Armandinho, são os que mais estão presentes em minhas provas e atividades! Como eles conseguem concentrar reflexão, leveza e humor de uma maneira tão ímpar... e eficaz! Essa minha paixão também contagiou o meu filho Miguel! 

Hoje o Quino se despediu, infelizmente, aos 88 anos de idade, e, como homenagem, preparei esta atividade e espero que gostem! E para ele muita luz e muita gratidão! Eternizado através de tantos trabalhos maravilhosos! E ainda juntando o Maurício de Sousa, que é outro grande ídolo que eu tenho! 

Maurício de Sousa faz declaração emocionante sobre morte de Quino, criador de Mafalda



Criador da Turma da Mõnica relembrou encontro com cartunista argentino em 2015

Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, fez uma declaração on-line sobre a morte de Quino, cartunista responsável pelas tirinhas de Mafalda. O falecimento do argentino foi revelado nesta quarta, 30, pelo editor dele, Daniel Divinsky. 
"O amigo Quino está agora desenhando pelo universo com aqueles traços lindos e com um humor certeiro como sempre fez", escreveu Sousa. "Criou sua Mafalda, hoje de todos nós, no mesmo ano em que eu criei a Mônica, em 1963. Por isso, nos tornamos irmãos latino-americanos para desbravar o mundo dos quadrinhos". 


Maurício compartilhou, também, uma foto ao lado de Quino, um desenho da Mônica oferecendo o Sansão para Mafalda está na mesa entre os dois. "Estive com ele em 2015, em Buenos Aires, no Centro Cultural Brasil-Argentina, onde o presenteei com uma Mônica ao lado da Mafalda na comemoração dos 50 anos das duas personagens. Uma pessoa dócil e um dos maiores desenhistas de humor de todos os tempos. Quino vive agora mais forte dentro de nós", concluiu o desenhista. 


01) A que gênero pertence o texto acima? Que características deram pistas?

02) Qual a função do título? E do subtítulo?

03) Copie do texto dois apostos, explicando qual a função dos mesmos:

04) Justifique as aspas utilizadas no texto: 

05) O que o Maurício de Sousa e o Quino têm em comum? Explique:

06) Podemos afirmar que a Mafalda e a Mônica são uma espécie de irmãs? Por quê?

07) O que as duas personagens têm em comum? O que têm de diferente? 

08) Crie uma fala para cada uma das personagens no desenho feito por Maurício de Sousa:

09) Elabore um diálogo entre as duas personagens, considerando o momento de despedida do Quino hoje: 

10) Que importância teve o presente dado pela Mônica à Mafalda? Por quê? 

11) Se a Mônica ofertou à Mafalda o Sansão, que presente dariam a ela o Cascão, o Cebolinha e a Magali? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente:

13) Pelas falas de Maurício de Sousa se percebe algum tipo de rivalidade entre os dois? Justifique sua resposta com uma passagem do texto: 


14) Que implícito é importante para que se possa entender o pensamento da Mafalda, na imagem acima? Comente: 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Texto "A rainha dos 7", de Andreia Dequinha


A rainha dos 7

A vida inteira o 7 a perseguiu: nasceu no dia do mês 7. Há um bom tempo, já está na década que lhe trouxe um 7 a mais. Não satisfeito, o destino hoje a presenteia com mais um 7 -- 77 anos de vida. Dizem que é o número da perfeição e talvez isso explique muuuuuita coisa! Tenta ser perfeita sempre, e, com isso, acaba errando muito mais do que erraria se não se cobrasse tanto! Difícil é ela reconhecer que erra, preferindo apontar, o tempo todo, os erros e defeitos nos meros mortais que a cercam. 

Faz questão de mostrar uma força que nem sempre tem, mas tenta, ao mesmo tempo que se esforça para esconder sua fragilidade e suas dores, como se isso a fizesse valer menos. Irrita-se quando as coisas não saem como ela quer, esquecendo-se de que há sempre vários caminhos, todos válidos, e que não cabe a ela escolher por todo mundo. Revolta-se quando não tem o controle de tudo, e nem com a pandemia ela aprendeu que nem tudo se deixa controlar! Pragueja mais do que abençoa, mas, no fundo, todo mundo sabe que é uma ótima pessoa!

Coloca seus traumas nos cofres mais escondidos e inacessíveis (até mesmo por ela), e conversa com fantasmas que não quer que ninguém saiba da existência. Não gosta de ser ajudada, mas ama ajudar todo mundo, ainda que usando sua máscara de ogra, pois carinho, para ela, torna as pessoas vulneráveis. Ela é vulcão que cospe lava por fora e por dentro. Só ela sabe. E nem ela lida bem com isso. Queima o outro. Se queima. Gera incêndios que às vezes não consegue apagar. Mas tenta. Passei então a observar essas tentativas. 

Tento entender que talvez eu nunca escute um "me desculpe" vindo dela, então já aceito as suas formas equivalentes e tento me contentar com elas. Procuro amor distribuído nos pequenos gestos rotineiros, em seu querer cuidar e proteger, pois "eu te amo" é tão difícil pra ela que seus lábios jamais saberão pronunciar. Os olhos eu percebo que até tentam. 

Já não tem paciência para as suas plantas nem tem ânimo para cozinhar sempre. Se culpa. Não tem mais vista para fazer tricô nem seus caça-palavras. Vira bicho raivoso se lhe faltar banana, tangerina, leite e pão. Arroz e feijão, nem faz questão. Muda o humor quando o tempo fecha e não consegue lavar roupa para encher o varal (adora!). Entrega-se aos doces mesmo sendo diabética e xinga mais que a Dercy Gonçalves se a gente reclamar, mas ela reclama toooodo dia dos 15 remédios que precisa tomar e que eu já deixo separadinhos, no esquema. Tem medo de panela de pressão, mas não tem do Coronavírus! 

Nunca foi vaidosa, mas fica orgulhosa quando faz um pudim perfeito (quase sempre). Não tem saco para procurar vestidos e pega sempre os de cima e ai da gente se reclamar! Às vezes parece não aceitar que envelheceu e faz mais peraltice do que o Miguel! Aponta nele o que ela faz com tamanha maestria. Nega veementemente que tem se tornado mais minha filha do que minha mãe. Tenta medir força e às vezes não mede nada e fere mais do que leão com fome. Consome a gente.

Mamãe, no fundo, é pedra bruta, tirada do fundo do riacho! Nela muitas vezes me perco, mas também às vezes me acho. Somos diferentes em tantas coisas e tão iguais em outras. Por isso "dois bicudos não se beijam" e quase sempre é faísca para todo lado. O perdão tem que ser em doses diárias e haja álcool gel para desinfetar tantas mágoas (mútuas).Constato que, embora não pareça, há muito amor por baixo do lodo, com direito à água mais pura e límpida! 

Que o novo 7 a mais (o quarto) lhe traga serenidade, muita saúde, compreensão e mais momentos de leveza, quando se permite brincar com o Miguel, como se a infância que não teve estivesse lhe sendo ofertada agora. Aproveite-a, mãe! Permita-se! Feliz idade nova, rarinha dos 7!

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Atividade sobre a paródia "E agora, Miguel?", de Educar Sempre


E agora, Miguel? 

A porta abriu
O choro parou
O botão ela apertou
A porta fechou
O elevador subiu...
E agora, Miguel? 

Você que é sem nome
Sem voz
E que agora protesta:
"Quero minha mãe..."
E agora, Miguel?

A porta abriu
O menino olhou
Mas não saiu
A porta fechou
E agora, Miguel?

O elevador subiu
A porta abriu
O menino saiu
Um grito ecoou! 
Uma vida silenciou

O dia não veio
A noite esfriou
Não veio a utopia
Lágrima rolou
E tudo acabou
E tudo... silenciou
E agora, Miguel? 

Sua doce palavra
Seu meigo sorriso
Seus sonhos
Sua infância
Sua inocência 
Seu amor
E agora, Miguel? 

Com braços abertos
Quer dar o abraço
Mas não houve o encontro
Porém entoamos sua voz:
Se você morreu?
Você não morre
Você é guerreiro
Você marcha, Miguel! 
E nós?
Marcharemos contigo nessa luta! 

(Educar Sempre) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) A que caso recente presente na mídia a poesia se refere?

03) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

04) A quem se refere o pronome "ela", em destaque na primeira estrofe do texto?

05) Circule no texto os vocativos:

06) Justifique o uso das aspas no texto:

07) Qual é o "protesto" do menino Miguel, de cinco anos? 

08) O que a passagem "sem nome, sem voz" revela? 

09) Transcreva da poesia a passagem que mais revela que o menino morreu:

10) O que significa o verso "Você não morre", situado na última estrofe do poema? 

11) Por que podemos afirmar que Miguel "marcha"? O que isso revela? 

12) Copie do texto uma passagem que revela desejo de coletividade, de empatia: 

13) O texto em questão dialoga com um outro texto, de Carlos Drummond de Andrade. Pesquise-o e aponte semelhanças e diferenças entre eles: 

14) Que mensagem o texto transmite? Comente:

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Um presente muito especial vindo de uma aluna querida!!!

 

Hoje, ao chegar na sala, minha aluna Rayanna, da turma 3007, veio me mostrar esta foto, que pegou nas minhas redes sociais, e disse que tinha feito um presentinho para mim. Logo fiquei ansiosa, pois AMO essas demonstrações de carinho vindas dele! Não têm preço! Fazem tudo valer a pena! 

E foi um barato ver o talento enorme que essa menina tem, não só me transformando em caricatura, mas também o meu fiel escudeiro: meu inseparável filho Miguel! Certamente vou guardar com muito carinho e colocarei na moldura! Não poderia receber um presente mais fofo, personalizado e ÚNICO do que este! 

Como sou grata a Deus por cada um dos alunos que passam pela minha vida, e nela eternamente ficam... dentro do meu coração!!! São meus verdadeiros presentes!!! 


Gostaram?!? E vocês?!? Qual foi o presente mais especial que já ganharam dos seus alunos?!? Quero muito saber... 

O poder pedagógico das mandalas e das premiações



Sempre gostei muito de trabalhar com as premiações, que vejo como ótimos estímulos para os alunos! Em todos esses anos de estrada, já inventei mil coisas, como certificados, caixas de bombons e de bis, pirulitos e, este ano, resolvi elaborar minhas mandalas para as três maiores médias, de cada turma! Foi super legal e como algo tão simples pode inspirar os alunos! Tornaram-se dedicados e se motivaram! Teve uma aluna, a Luana, do primeiro ano, que "prometeu" que iria ganhar quatro mandalas: uma em cada bimestre. E lindamente conseguiu! 

Fui, então, seguindo esse critério das melhores médias, até que, de repente, dois imprevistos aconteceram. Um, foi que me enrolei toda e, por estar com a energia em baixa, por conta de tantos problemas que tive que resolver este ano, em especial, deixei de fazer as mandalas no terceiro bimestre, mas, com a energia renovada, confeccionei junto com as do quarto, agora! E o outro imprevisto foi porque nem sempre entrego o presente APENAS aos alunos contemplados... Meu coração sentiu vontade de entregar a outras pessoas... 

O mais curioso, por exemplo, ocorreu na segunda-feira passada, quando entreguei algumas mandalas para os meus alunos de Arraial, e aí um menino -- que está loooooooonge de ser destaque, ainda mais por nota -- veio me perguntar o que era preciso fazer para ganhar uma! Expliquei! Curioso é que, mesmo ele sabendo que não merecia, falou que queria muito uma com as cores do reggae! Bastou para que se destacasse em meu coração! Senti vontade de fazer uma assim para ele, mas tinha um certo receio de parecer injusta com os demais, ao quebrar o meu critério usado para a premiação!

Ontem, passei rapidinho na loja para comprar lãs pretas e brancas, que tinham acabado, e bati os olhos numa lã que já trazia as cores do reggae... Não tive dúvidas de que era um sinal sutil de Deus, me respondendo e me mostrando que nem sempre a mandala é por merecimento e sim pelo fato de o outro, por alguma razão, estar precisando. Obedeci. Presente pronto para o meu aluno em questão receber na próxima sexta, com todo o carinho do mundo! E aprendi mais essa lição! E você(s)?!? 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Atividade sobre o texto "Não julga não", de Roberta Simoni

Não julga não

Pela cor da pele, idade, etnia, conta bancária, aparência, orientação sexual, roupa, classe social, história, origem, família, personalidade, doença, trajetória, escolha diferente da sua. 
Pelo cabelo, jeito, gênero, grau de escolaridade, estilo, cargo, vocabulário, sotaque, peso, tamanho, lugar onde mora, comportamento, medo, erro, vício, passado. 
Tá todo mundo aí tentando, sabe? A gente tá aqui pra aprender. Não julgar faz parte do meu aprendizado, é meu exercício diário. Quando eu tô me achando "A evoluída", me pego dando cada escorregada que eu vou te contar, hein! 
A gente tende a estranhar tudo que é diferente. Não é pior nem melhor, é só diferente. E que bom! A chance de aprendizado tá justamente na diferença. 
Estamos impregnados de referências equivocadas, de imagens deturpadas, conceitos ultrapassados, conclusões precipitadas, crenças limitantes.
Proponho trocarmos o tempo que gastamos julgando, tentando entender, se colocando no lugar do outro... se mesmo assim for incompreensível, tudo bem, de boas. A gente ainda pode gastar dormindo, bebendo, transando, vendo Netflix, pescando, lendo história em quadrinhos, lavando a louça, arrumando o armário, lixando as unhas, jogando dominó. 
Pra fechar, só mais uma frase clichê pra gente levar pra cama e pensar antes de dormir. Repete comigo: meu-julgamento-diz-muito-mais-sobre-mim-do-que-sobre-o-outro. 

(Roberta Simoni)

01) No começo do texto a autora cita inúmeros "motivos" pelos quais as pessoas julgam as outras. Quais são os mais comuns? 

02) Que outros "motivos" você acrescentaria? 

03) Transcreva do texto marcas de oralidade, mencionando a importância delas para o contexto: 

04) Justifique as aspas em "a evoluída": 

05) Que tipo de escorregadas você também costuma dar? E com que frequência? 

06) O que essas escorregadas indicam? 

07) Copie do texto um par de antítese, justificando seu emprego:

08) Segundo a autora, qual a importância da diferença e de se conviver com ela? O que você pensa a respeito disso? 

09) Observe a quantidade de ocupações que a autora cita no texto. Com que intenção elas foram usadas? 

10) Explique a utilização dos hífens nas palavras presentes no final do texto: 

11) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

P.S.: Gosto imensamente da potência que essa menina tem ao escolher cada palavra! Gosto imensamente do tamanho escracho com que ela brinca com as palavras, com facilidade, e dá cada porrada que desnorteia um bando de gente que precisa encontrar um rumo melhor depois de rever conceitos embolorados! Gosto imensamente do fato de ter conhecido a "origem" dessa figura rara e especial, única, na escrita, quando lhe dei aula na sétima série (xiiiii, como isso já faz tempo, abaaaaaafa!). Já se mostrava sensível, empática, expressiva, curiosa, cheia de lindas sementes! Sabia que ia brotar um monte de flores dentro dela e que ali seria pequeno, apesar de imenso, e que ela ia jorrar... Como tem jorrado! Como tem florescido em tanta gente, em tanto lugar... e eu fico aqui, de longe, só babando e aplaudindo a "minha eterna bonequinha", mas que anda, age, fala, grita e, inclusive, xinga, sem nenhum manual! Adoro! Sucesso absoluto, sempre! 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Atividade com a música "Românticos", do Vander Lee


Meu coração está partido, em mil pedaços, e sem ser hipérbole! Dor, muita dor, e de mãos dadas com uma imensa tristeza! Luto! Vander Lee se foi. A ficha não quer cair, de jeito nenhum. Luto contra essa triste realidade... em vão...

Então o jeito é dizer adeus a ele e deixá-lo vivo através de suas belíssimas canções, como esta, que amo trabalhar com meus alunos, quando explico Romantismo... Não conheço nenhuma definição mais bela nem mais profunda para explicar quem insiste em ser um ser romântico, ainda mais nos dias de hoje, em que tudo é tão efêmero, descartável, volúvel... 

Deixo aqui registrada a minha homenagem a esse grande cantor da MPB... Vai fazer uma puta falta! Descanse em paz, meu querido! Com todo o amor do mundo, da sua fã aqui!


Românticos

Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.

Românticos são lindos
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo.

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão

Romântico é uma espécie em extinção
Romântico é uma espécie em extinção...

(Vander Lee) 

01) Localize, no texto, os adjetivos usados para caracterizar os românticos:

02) A partir dessa escolha de adjetivos, aponte quais aspectos da escola romântica foram escolhidos  para definir os românticos:

03) Uma das características dos românticos é a entrega amorosa. Isso está presente no texto? Justifique com exemplos:

04) Interprete o trecho “Conhecem o gosto raro / De amar sem medo / De outra desilusão“:

05) Ao afirmar que os românticos são uma “espécie em extinção” e se identificar com eles, o eu lírico assume uma atitude tipicamente romântica. Qual? Por quê? Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta:

06) Por que uma pessoa mesmo estando certa pediria perdão? Você também é assim? Justifique-se:

07) Você se considera uma pessoa romântica? Por quê? Gosta de ser assim? Acha que isso é uma escolha? 

08) Que mensagem a canção lhe transmitiu? Comente: