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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Atividade sobre a fábula "A rosa e a borboleta", de Esopo

 A rosa e a borboleta 

Uma vez, uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida, pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata. Assim, quando a borboleta se aproximou da rosa voando e disse-lhe que a amava, a rosa ficou cordinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas, Ó desgraça! A borboleta só voltou muito tempo depois:

-- É isso que você chama fidelidade? -- choraminga a rosa. -- Faz séculos que você partiu e, além disso, você passa o tempo de namoro com todos os tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas na dona Margarida, até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada! 

-- Fidelidade?! -- riu a borboleta. -- Assim que me afastei, vi o senhor Vento beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me falar em fidelidade! 

(Esopo)

01) Justifique o título dado à fábula:

02) Que tipo de narrador se identifica nessa fábula? 

03) Quem seriam os protagonistas, antagonistas, coadjuvantes e figurativos da fábula em questão? 

04) A borboleta justifica a sua infidelidade pela infidelidade da rosa. Você concorda com os argumentos da borboleta? 

05) O que significa a expressão "dando trela", presente no último parágrafo? 

06) Que moral se pode deduzir da fábula? 

07) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

08) De 0 a 10, qual a importância que você dá à fidelidade em um relacionamento? Por quê? 

09) Na sua opinião, a rosa e a borboleta foram ou não infiéis? Justifique sua resposta:

10) Ilustre a fábula ou a transforme em uma HQ: 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Atividade sobre a fábula "A cigarra e as formigas", de Monteiro Lobato

A cigarra e as formigas

I - A cigarra boa

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar o pé de um formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. 
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. 
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. 
Maquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu -- tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina. 
-- Que quer? -- perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir. 
-- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu... 
A formiga olhou-a de alto a baixo.
-- E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa? 
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse: 
-- Eu cantava, bem sabe... 
-- Ah!... exclamou a formiga recordando-se. 
-- Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
-- Isso mesmo, era eu...
-- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo. A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol. 

II - A formiga má

houve, entretanto, uma formiga que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. 
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quandoneve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo.  
A cigarra, como se costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde se abrigar, nem folhinhas que comesse. 
Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou -- emprestado, notem! -- uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse.
Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres. 
-- Que fazia você durante o bom tempo?
-- Eu... eu cantava! 
-- Cantava? Pois dance agora, vagabunda! -- e fechou-lhe a porta no nariz. 
Resultado: a cigarra ali morreu entaguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela? 

(Monteiro Lobato)

01) Justifique o plural presente no título do texto:

02) Por que o texto é uma fábula? Explique:

03) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

04) Escolha dois diminutivos empregados no texto e mencione a expressividade deles para o contexto: 

05) Transcreva do texto uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

06) Explique o efeito de sentido conseguido pelo uso das reticências na passagem destacada no texto:

07) Circule um vocativo no texto, explicando-o:

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Qual formiga você achou mais coerente? Justifique sua resposta:

10) Copie do texto uma passagem que revela inveja, recalque:

11) Localize na parte I:

a) um substantivo derivado:
b) três adjetivos:
c) um verbo no gerúndio:
d) uma interjeição:
e) um advérbio de negação:
f) um pronome demonstrativo:
g) um advérbio de tempo:

12) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas na parte II do texto:

terça-feira, 7 de abril de 2020

Atividade sobre o texto "Os Patológicos", de Millôr Fernandes


Os Patológicos

A estupidez parece se desenvolver tão bem quanto a lucidez

Uma bela pata, das antigas, que acreditava na prole e na responsabilidade familiar, acabando de dar à luz uma maravilhosa ninhada de quatro patinhos, e preocupadíssima com sua educação rápida -- e eclética -- num mundo em que a competição é verdadeiramente patológica, levou os filhinhos, certa manhã, à beira dum lago, para que iniciassem suas aulas de natação, prática fundamental ao orgulho da espécie. 
-- Vejam só, amados filhinhos! -- disse ela, depois de verificar com uma das patas se a temperatura da água era adequada. -- Reparem bem a maneira correta e elegante de entrar na água.
Dizendo isso, atirou-se na correnteza, espadanando água pra todos os lados e começando a nadar, no que supunha ser o supremo da elegância. E ficou boiando, esperando, bobamente feliz, que os filhos a acompanhassem. 
Mas os patinhos, em vez de acompanharem a mãe, numa natural compulsão bioecológica, permaneceram na margem onde estavam, dando risadinhas e tapando a boca, virando a cara para rir mais, numa atitude estranha e flagrantemente desrespeitosa. A mãe, severa, apelou para o máximo de sua autoridade moral, berrando para que todos a acompanhassem. Ao que o mais atrevido dos patinhos, feito porta-voz dos outros, dirigiu-se a ela da seguinte maneira (ora, vejam só!):
-- Mãe, você deve mesmo ser uma velha supremamente idiota supondo que vamos arriscar nossas vidas tão tenras dessa maneira primária e amadorística, mergulhando em apneia quando já existem aparelhagens maravilhosas, de proteção total. Que você não tenha aprendido nada através da existência, não entenda bulhufas de pressão e descompressão, e não saiba o risco que corre atirando in natura num elemento estranho e imprevisível, ou está se arriscando porque sabe que lhe resta muito pouco tempo de vida, é problema seu. Mas nós, os jovens de hoje, não nos atemos nem à filosofia do absolutismo biossocial, nem às besteiras de condicionamento genético. Nos recusamos ao texto sem salvaguarda adequada. Isso que você demonstra pode ser coisa absolutamente individual. Flutua confortavelmente é verdade (apesar do seu peso, gorda como está, mais para pâte de foie gras do que pra Silvia Pfeiffer), mas isso pode não acontecer conosco. Nos atirarmos à água pode ser fatal. Portanto, madame, esteja certa de que só aceitaremos essas experiências aquáticas a partir de conhecimento mais profundo (o duplo sentido é involuntário), do líquido elemento. No momento, porém, dispensamos sua orientação e permanecemos seguros, aqui em terra. Tchau, bela! 
Terminando, o patinho líder, seguido dos irmãos, saiu correndo, veloz e alegremente, em direção à granja. Mas, quando iam atravessando a estrada, foram todos esmagados por um caminhão. 

MORAL: Quase sempre a gente evita o perigo errado.
(Millôr Fernandes)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual a característica da mãe que a fez querer logo levar os patinhos para suas aulas de natação? 

03) Transcreva do texto o trecho que mostra que a mãe estava temerosa com o bom desempenho dos filhos em uma sociedade como a dos dias atuais: 

04) Circule no texto todos os vocativos: 

05) Por que o narrador pede desculpas? Explique sua resposta:

06) O que significa dizer que a "competição é verdadeiramente patológica"? 

07) Podemos afirmar que o texto é uma fábula? Por quê? 

08) Explique o subtítulo utilizado no texto, opinando sobre ele:

09) Com suas palavras, explique a moral do texto, posicionando-se sobre ela: 

10) Localize no texto uma passagem carregada de humor, explicando sua escolha: 

11) Por que existem expressões no texto em itálico? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

13) O desfecho foi surpreendente ou imprevisível? Explique: 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o vídeo "A fábula da corrupção" (08 minutos)


Sinopse: Em um mercadinho de beira de estrada, um homem chamado João vive em paz com seus animais de estimação, mas a chegada de um rato estranho acaba com a harmonia do mercadinho. (Duração: 08 minutos)

01) Justifique o título dado ao vídeo:

02) Dê cinco características para cada personagem da fábula: João, o cão, o gato, o jumento e o rato:

03) O que mudou a rotina de João? Por quê?

04) O que o Ratão decidiu fazer? O que você pensa a respeito disso? Comente:

05) O que o Gato, orgulhoso, decidiu fazer? E qual foi a reação do Cão?

06) Como João começou a perceber que alguma coisa tinha mudado?

07) Quem o Jumento estava representando? Existem muitos por aí?

08) Valeu a pena ser desonesto, corrupto e ambicioso? Justifique sua resposta:

09) Que características do gênero fábula estão presentes na história?

10) Você acha que é assim mesmo que começa a corrupção? Justifique sua resposta:

11) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

12) Ilustre a moral da história, explicando-a:

13) Relacione a importância do voto para mudar esse quadro de corrupção:

(Participação especial das amigas Vânia Oliveira e Maria Aparecida Ferreira)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Atividade sobre a fábula "As rãs em busca de um rei", de Esopo

As rãs em busca de um rei 

As rãs andavam muito amoladas porque viviam sem lei; por isso pediram a Zeus que arranjasse um rei para elas. Zeus percebeu a ingenuidade das rãs e jogou um toco de árvore no lago. No começo as rãs ficaram apavoradas com o barulho da água quando caiu o toco e mergulharam bem para o fundo. Um pouco depois, vendo que o toco não se mexia, subiram para a superfície e escalaram o toco. Aquele rei não prestava, pensaram, e lá se foram pedir outro rei a Zeus. Mas Zeus já tinha perdido a paciência e lhes mandou uma cegonha, que num instante devorou todas as suas súditas. 

Moral: Saiba quando se dar por satisfeito. 
(Esopo) 

01)  Justifique o título dado à fábula, aproveitando para sugerir um outro:

02) Comprove por que o texto é uma fábula:

03) Que mensagem o texto transmite?

04) O que o toco de árvore poderia estar simbolizando? E a cegonha?

05) Que circunstâncias indicam as conjunções destacadas no texto?

domingo, 12 de janeiro de 2020

Atividade sobre o texto "As coelhinhas que não sabiam respeitar", de Decxy Araque

As coelhinhas que não sabiam respeitar

Havia uma vez um coelho que se chamava Serapio. Ele vivia no mais alto de uma montanha com suas netas Serafina e Séfora. Serapio era um bom coelho e muito respeitoso com todos os animais da montanha e por isso todos o apreciavam muito. Mas, suas netas eram diferentes: não sabiam o que era o respeito aos demais. Serapio sempre pedia desculpas pelo que elas faziam. Cada vez que elas saíam para passear, Serafina zombava: "Olha, como essa ovelha é feia e olha o nariz do touro, que esquisito". "Sim, vejam como são feios", respondia Séfora diante dos outros animaizinhos. E assim iam caminhando e zombando dos outros, todos os dias. 
Um dia, o avô, cansado do ma comportamento das suas netas (que por mais que ensinasse, elas não se corrigiam), pensou em algo para fazê-las entender e lhes disse: "Vamos praticar um jogo onde cada uma de vocês terá um caderno". No caderno elas deveriam escrever a palavra "desculpas" toda vez que faltassem o respeito com alguém. Ganharia quem escrevesse menos essa palavra.
"Está bem, vovô, vamos brincar", responderam ao mesmo tempo. Quando Séfora faltava com o respeito a alguém, Serafina lhe fazia lembrar o jogo e ela tinha que escrever no seu caderno a palavra "desculpas" (porque assim Séfora teria mais palavras e perderia o jogo).  Da mesma forma Séfora lhe fazia recordar a Serafina quando ela faltava com o respeito com alguém. Os dias passaram e já cansadas de escrever, as duas começaram a conversar: "Não seria melhor que a gente não faltasse com o respeito com os outros, assim a gente não teria que escrever tantas desculpas".
Chegou o momento em que Serapio teve que felicitar a ambas porque já não tinham queixas dos vizinhos. Então, ele pediu que as coelhinhas apagassem pouco a pouco tudo o que tinham escrito até que seus cadernos ficassem como antes. As coelhinhas ficaram muito tristes porque viram que era impossível que as folhas do caderno ficassem como antes. Então elas contaram isso ao avô e ele disse a elas: "Do mesmo modo fica o coração de uma pessoa quando faltamos o respeito com ela. Fica marcado, e por mais que peçamos desculpas, as marcas não se apagam por completo. Por isso, é bom que vocês se lembrem que devemos respeitar aos outros, assim como a gente gostaria que respeitassem a gente". 

(Decxy Araque)

01) Justifique o título dado ao texto acima: 

02) As coelhinhas não sabiam respeitar porque o avô não tinha ensinado a elas? Justifique sua resposta, e, se possível, com uma ou mais passagens do texto:

03) Qual era o objetivo do jogo que o avô propôs às coelhinhas? Ele deu certo? 

04) Circule no texto um vocativo: 

05) O que fez com que as coelhinhas parassem de desrespeitar as pessoas? O que você pensa a respeito disso? Comente:

06) Que comparações foram usadas no texto? Elas foram eficazes? Comente:

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) Você sabe pedir desculpas? Você percebe quando magoa as pessoas?

09) Escreva um pedido de desculpas para alguém que você tenha desrespeitado ou com quem tenha sido grosseiro(a) recentemente: 

10) Ilustre o texto acima, com muito capricho e criatividade! 

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Atividade sobre o texto "A mosca", de Leon Eliachar


A mosca

A mosca saiu do açucareiro.
Zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz.
Pousou numa xícara. O homem espantou-a com a mão.
Zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz.
Parou perto de outra mosca. Conversaram!
- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz!
- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz?
- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz zzzzzzzzz...
- Zzzzzzzzzz zzzzzzzzz!
- Zzzzzzzzz zzzz!
- Z.
E voltaram as duas.
Zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz.
O homem tornou a afastá-las.
Zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz zz.
Elas tornaram a voltar. Agora eram três.
Zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz zzz.
O homem se levantou e foi embora.
Moral: É mais fácil uma mosca espantar um homem do que um homem espantar uma mosca.

(Leon Eliachar)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Em que espaço provavelmente a cena ocorre?

03) Por que a onomatopeia é uma das marcas dessa narrativa? 

04) O que significam o conjunto "z, zz, zzz" na narrativa lida? 

05) No texto, ora aparece travessão e ora não. Explique esse fato:

06) O que a letra Z representa no texto?

07) Quantas moscas existiam no início do texto?

08) Que estratégia o autor utiliza para indicar que agora são duas moscas?

09) E qual estratégia ele usou para indicar que são três moscas?

10) Utilizando a letra Z, escreva o som emitido se houvesse quatro moscas no texto:

11) Explique a relação entre o número de vezes em que aparece a letra Z e a quantidade de moscas:

12) Se o autor não tivesse utilizado a palavra CONVERSARAM, como saberíamos que as moscas tinham conversado?

13) Por que podemos afirmar que durante o diálogo houve uma pergunta?

14) Qual o objetivo das moscas? Elas conseguiram isso? Comprove com uma passagem do texto:

15) Pode-se afirmar que o texto é uma fábula? Por quê? 

16) Dentro da sociedade, quem as moscas poderiam estar representando? 

17) O que você achou da moral do texto? Posicione-se sobre ela:

18) Explique a importância dos numerais para o contexto:

19) Localize no texto um substantivo derivado, dizendo de que primitivo ele se originou: 

20) Substitua cada zzzzzzz pelo que você acha coerente na história: 

21) Retextualize o texto lido dando outra forma para ele: pode ser um poema, uma HQ, uma piada... enfim, o que você preferir! 

(Atividade em parceria com o animadíssimo colega de grupo: Sérgio Bueno!)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Atividade sobre a fábula "A morte da colibri", de Millôr Fernandes


A morte da colibri

Morreu a colibri. Morreu rápido, fácil, sem dores ou aflições. Morreu como um passarinho. Sua única tristeza, ao partir, parecia a certeza de que, como todos os colibris, o esposo morreria assim que ela abandonasse o mundo. Pois é sabido que um colibri não pode viver sem a sua companheira. Jamais houve um colibri que conseguisse resistir à morte da fêmea, eis a suprema grandeza de um amor. Mas como a colibri sabia disso, isso também sabia o dono do colibri viúvo. E, assim que a colibri morreu, o esperto dono, rapidamente, colocou diante do colibri vivo um espelho perfeitamente polido para que a avezinha não sentisse a falta da companheira. E como tal se buscava, tal se deu. O colibri, que era míope ou narcisista, vendo-se refletido no espelho, considerou duplicada a sua vida e, assim, continuou vivendo, contrariando a lenda e a ornitologia. Mas lá veio o dia fatal em que um moleque atirou uma pedra na gaiola, tentando acertar o colibri. Não acertou no colibri, mas acertou no espelho.. E logo, num minuto, olhando em volta, atônito, apalermado, o colibri entrou em pânico, em agonia, e sucumbiu. O médico chegou apenas a tempo de constatar a morte e declarar a causa: morreu de espelho partido.

MORAL: Ninguém pode viver sem o reflexo da própria imagem. 

(Millôr Fernandes)

01) Por que podemos afirmar que o texto é uma fábula?

02) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

03) Qual o duplo sentido da passagem "Morreu como um passarinho"?

04) Copie do texto cinco adjetivos, dizendo a que substantivo cada um se refere: 

05) Explique a expressão que se encontra no final do texto: "morreu de espelho partido", dizendo que outra palavra deveria estar no lugar de "espelho": 

06) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Você concorda com a moral do texto? 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Atividade sobre a fábula "A mutuca e o leão", de Monteiro Lobato

A mutuca e o leão

Cochilava o leão à porta de sua caverna no momento em que a mutuca chegou. 
-- Que vens fazer aqui, miserável bichinho? Some-te, retira-te da presença do rei dos animais.
A mutuca riu-se.
-- Rei? Não és rei para mim. Não conheço tua força, nem tenho medo de ti.
-- Vai-te, excremento da terra! 
-- Vou, mas é tirar-te a prosa -- disse a mutuca. 
E atacou-o. Atacou-o a ferroadas com tamanha insistência que o leão desesperou. Inutilmente espojava-se, e sovava-se a si próprio com a cauda ou tabefes das patas possantes. A mutuca fugia sempre e, ora no focinho, ora na orelha, ora no lombo, fincava-lhe sem dó o agudo ferrão.
Farta por fim de torturar o orgulhoso rei, a mutuca bazofiou:
-- Conheceste a minha força? Viste como de nada vale para mim o teu prestígio de rei? Adeus. Fica-te aí a arder que eu vou contar a toda a bicharada a estória do leão sovado pela mutuca.
E foi-se. 
Logo adiante, porém, esbarrou numa teia, enredou-se e morreu no ferrão da aranha. 

São mais de temer os pequenos inimigos do que os grandes. 
-- Grande verdade! -- exclamou o menino. -- Um tigre é menos perigoso que certos micróbios, e aqui na roça eu só tenho medo duma coisa: vespa! 
(Monteiro Lobato)

01) Por que o texto é uma fábula? 

02) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

03) Circule na fábula dois vocativos, justificando:

04) Como se comportou o leão quando a mutuca chegou? 

05) Como reagiu a mutuca diante do leão?

06) Por que o leão chamou a mutuca de "excremento da terra"?

07) O que significa a expressão "tirar a prosa" usada pela mutuca?

08) Qualfoi a atitude da mutuca depois de atormentar o leão com suas ferroadas?

09) De nada valeu è mutuca cantar a sua vitória. Por quê?

10) Afinal, os dois personagens eram muito diferentes? Justifique sua resposta: 

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Qual a moral da história? Você concorda com ela? 

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Atividade sobre a fábula "Os urubus e os sabiás", de Rubem Alves


Os urubus e sabiás

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros.
Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. 
Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
-- Onde estão os documentos dos seus concursos?
E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente. 
-- Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. 
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

(Rubem Alves)

01) Justifique o título dado ao texto em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Podemos afirmar que o texto lido é uma fábula? Justifique sua resposta da melhor maneira possível: 

03) Por que os urubus são "aves por natureza becadas"? Explique:

04) A apresentação dos urubus é irônica? Justifique sua resposta:

05) Ser diplomado significa, necessariamente, saber fazer? Baseado no texto, comente as relações entre SABER e BUROCRACIA:

06) Por que a "doce tranquilidade da hierarquia dos urubus" foi estremecida? 

07) Quem são, verdadeiramente, os urubus e os sabiás? Explique:

08) Explique a passagem "Não haviam passado por escolas de canto porque o canto nascera com elas":

09) Circule no texto dois apostos, explicando seu raciocínio:

10) Justifique o emprego do verbo no pretérito mais-que-perfeito na passagem "porque o canto nascera com elas": 

11) Diga que ideia ou circunstância cada conectivo em destaque  no texto indica, respectivamente:

12) Observe que o texto começa com a palavra TUDO. A que tal palavra diz respeito? Que TUDO é esse?

13) O que aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam? Explique:

14) A quem o termo ISTO, situado na passagem "E para isto fundaram escolas...", se refere?

15) Qual é o sujeito dos verbos FUNDARAM, IMPORTARAM, GARGAREJARAM, MANDARAM e FIZERAM? Justifique sua resposta:

16) Por acaso é o mesmo sujeito do verbo "teriam"? Explique:

17) Transcreva do texto uma passagem carregada de ironia, explicando-a:

18) Fala-se numa passagem em "quais deles seriam os mais importantes...". Deles quem? E quem são os outros? Comente:

19) Observe que novamente aparece um TUDO no texto, em "Tudo ia muito bem...". Será que nessa segunda ocorrência o termo tem o mesmo sentido da primeira? Explique seu raciocínio:

20) Podemos afirmar que o texto é predominantemente narrativo, descritivo ou dissertativo? Por quê?

21) Faça um pequeno resumo da história do texto:

22) Qual a finalidade do texto lido? Comente:

23) Como você responderia à pergunta feita no texto?

24) Que temas de redação poderiam ser extraídos de tal texto?

25) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Atividade sobre o texto "Afinal, quem manda na floresta?", do Millôr Fernandes

         Afinal, quem manda na floresta? 

O Leão saiu para verificar se ainda era o Rei dos Animais. Os tempos tinham mudado muito, as condições de progresso alterado as relações de respeito e hierarquia, diziam até que subterraneamente as formigas estavam organizadas. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas seria bom indagar. Assim, o Leão encontrou o Macaco e perguntou:
-- Ei, você aí, Macaco, quem é o Rei dos animais?
O Macaco deu um salto de pavor e quando respondeu estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta:
-- Claro que é você, Leão, claro que é você!
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta, com passo seguro, e perguntou ao Papagaio:
-- Currupato, Papagaio. Quem é o senhor da floresta, não é o Leão?
E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá ele repetiu:
-- Currupato... é o Leão? Não é o Leão, Currupato?
Cheio de si, o Leão penetrou mais ainda na floresta, em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a Coruja e perguntou:
-- Coruja velha, não sou eu o Maioral da Mata?
-- Sim, ninguém duvida de que és tu – disse a Coruja. Mas disse de lábia, não de crente.
Encontrou o Tigre.
-- Tigre, disse imponente para impor-se ao rival, não tens a menor dúvida de que sou eu o Rei da Floresta. Certo?
-- É – respondeu, e, quando o Leão se afastou, rugiu mal-humorado e já arrependido.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o Elefante.
-- Elefante, quem manda na floresta, quem é o Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor das árvores e seres dentro da mata?
O Elefante pegou-o pela tromba, deu voltas com ele no ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro.
O Leão caiu no chão, tonto e humilhado, levantou-se lambendo a pata quebrada e murmurou:
-- Que diabo!  Só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado.

 MORAL: Cada um tira dos acontecimentos a conclusão que bem entende.

 (Millôr Fernandes)

01) Por que o Leão saiu para verificar a sua realeza?

02) A insegurança do Leão tinha suas razões de ser. Quais eram?

03) Por que o Leão até receava as formigas?

04) O Leão dirigiu-se a vários animais. O primeiro animal que encontrou, respondeu-lhe com medo. Transcreva uma frase do texto que justifique essa afirmação, não se esquecendo de usar aspas, já que é uma passagem retirada do texto:

05) Por que o Papagaio repetiu a pergunta do Leão?

06) Por que o Tigre ficou mal-humorado?

07) Como foi que o Elefante reagiu?

08) A atitude do Elefante demonstrou o quê? Explique:

09) Interprete, com suas palavras, a frase final do Leão:

10) Que outro título você daria ao texto?

11) Quais são as principais personagens do texto? Quem é a protagonista? Por quê? 

12) Por que o texto é uma fábula?
  
13) Considerando que o texto é uma fábula, especifique quem cada personagem poderia estar representando:

14) Explique a moral da fábula, aproveitando para dar a sua opinião sincera sobre ela. É comum de acontecer isso nos dias de hoje?

15) Circule no texto três exemplos de vocativo, justificando:

16) Transcreva do texto um exemplo de interjeição, dizendo que tipo de emoção ela expressa: 

17) Quantos parágrafos o texto apresenta?

18) Copie do texto (dizendo em que parágrafo se encontra) um verbo no gerúndio e outro no infinitivo, respectivamente:

19) O que você achou do texto de Millôr Fernandes? Além da MORAL, que outra mensagem podemos extrair da fábula?

20) Classifique, organizadamente, todos os advérbios em destaque no texto: 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Atividade sobre a fábula "O escorpião e a rã", de Rubem Alves


O escorpião e a rã

Um dia a floresta pegou fogo. E incêndio não tem medo de rabo de escorpião. Só havia um jeito de fugir da morte: era atravessando o rio, para o outro lado. Os bichos que sabiam nadar pulavam na água, levando seus amigos nas costas. Mas o escorpião nem tinha amigos nem sabia nadar. E não havia ninguém que se arriscasse a oferecer-lhe carona. 
O escorpião então, valentia e coragem sumidas ante o fogo que se aproximava, foi forçado a se humilhar. Dirigiu-se com voz mansa à rã, que se preparava para a travessia.
-- Por favor, me leve nas suas costas – ele disse.
-- Eu não sou louca. Sei muito bem o que você faz a todos que se aproximam de você – replicou a rã.
-- Mas veja – argumentou o escorpião -, eu não posso picá-la com meu ferrão. Se o fizesse você morreria, afundaria, e eu junto, pois não sei nadar.
A rã ponderou que o raciocínio estava certo. Podia ser que o escorpião fosse muito feroz, mas não podia ser burro. Todo mundo ama a vida. O escorpião não podia ser diferente. Ele não iria matar, sabendo que assim se mataria... E, como tinha bom coração, resolveu fazer esta boa ação.
-- Muito bem – disse a rã ao escorpião. – Suba nas minhas costas. Vou salvar sua vida...
O escorpião se encheu de alegria, subiu nas costas lisas da rã, e começaram a travessia.
-- Que coisa – ele pensou – é a primeira vez que me encosto em alguém de corpo inteiro. Antes era só ferrão... E até que não é ruim. O corpo da rã é bem maciinho...
Enquanto isso a rã ia dando suas braçadas tranquilas, nado de peito, deslizando sobre a superfície.
-- E como é gostoso navegar – continuou o escorpião nos seus pensamentos. – Estes borrifos de água, como são gostosos. É bom ter a rã como amiga...
Estavam bem no meio do rio. O escorpião olhou para trás e viu a floresta em chamas.
-- Se não fosse a rã, eu estaria morto neste momento.
E um estranho sentimento, desconhecido, encheu seu coração: gratidão. Nem sempre veneno e ferrão são a melhor solução. A vida estava com a rã, macia e inofensiva, que não inspirava medo a ninguém... 
Sentiu seu corpo descontrair-se. Achou que a vida era boa... Era bom poder baixar a guarda e descansar.
Voltou-se de novo para trás para olhar a floresta incendiada. Mas, ao fazer isto, viu-se refletido, corpo inteiro, na água do rio que brilhava à luz do fogo. E o que viu o horrorizou: seu rabo, dantes ereto, agora dobrado, desarmado. Escorpião de rabo mole... Todos ririam dele. E sentiu um ódio profundo da rã.
-- Espelho, espelho meu, existe bicho mais terrível que eu?
A resposta estava naquele rabo mole, refletido no espelho da água. E a única culpada era a rã...
Sem um outro pensamento enrijeceu o rabo e o enfiou nas costas da rã.
A rã morreu. E com ela o escorpião.

A estupidez do poder é maior que o amor à vida.
(Rubem Alves)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique a passagem destacada no começo do texto:

03) Que dificuldades o escorpião enfrentava para atravessar o rio?

04) Por que o escorpião foi “forçado a se humilhar”?

05) Por que, num primeiro momento, a rã se negou a ajudar o escorpião? O que você faria no lugar dela? 

06) Qual foi o argumento do escorpião que convenceu a rã a dar-lhe carona?

07) O que deixou o escorpião alegre assim que subiu nas costas da rã?

08) Que sentimento pegou o escorpião de surpresa? Como ele lidou com isso? 

09) Por que o escorpião resolveu dar a ferroada na rã? O que você achou dessa atitude? 

10) Qual era a única alternativa que os bichos tinham para não morrerem queimados?

11) Quando percebeu que precisava da rã, o escorpião mudou seu comportamento. Transcreva uma expressão do texto – formada por um substantivo e por um adjetivo – que demonstra claramente essa mudança de comportamento:

12) Você acha que o argumento do escorpião, de fato, é convincente? Por quê?

13) Além do argumento do escorpião, houve outro fator que contribuiu bastante para que a rã fizesse essa “boa ação”. Que fator foi esse?

14) Ao subir nas costas da rã, o escorpião experimentou uma sensação nova para ele, mas no início ele hesitou em admitir que estava gostando. Transcreva a frase do texto que comprova essa hesitação:

15) A antiga filosofia de vida do escorpião era: veneno e ferrão são a melhor solução. Dessa filosofia deduz-se que:

(A)   O importante era o poder, a qualquer custo.
(B)   O poder não era importante.
(C)   À força vence a solidariedade.
(D)   A solidariedade vence a força.
(E)    Pode-se até matar para se sentir superior.

16) Quando o escorpião achou que a vida estava com a rã, percebeu um princípio novo até então desconhecido dele. Que princípio era esse?

17) Esse começo de mudança de comportamento do escorpião se fez sentir no seu corpo. Que mudança foi essa?

18) Para o narrador, um corpo relaxado e descontraído está associado ao prazer de viver. Então, como deveria ser o corpo do escorpião antes de experimentar essas mudanças?

19) Que sentimento dominou o escorpião, quando  ele decidiu dar uma ferroada na rã?

20) Como você explica a última frase do texto?

21) Que características desse texto comprovam que ele é uma fábula?

22) Qual é o foco narrativo escolhido pelo autor? Que detalhes comprovam isso no texto?

23) “Como não sabia nadar, o escorpião foi forçado a se humilhar e a pedir carona à rã.”  Esse comentário do narrador indica algo importante sobre o caráter do escorpião. O que é?

24) O final da história surpreendeu você? Por quê?

25) O autor quis tornar o texto mais leve e até divertido. Por isso, colocou o narrador brincando com as palavras. Copie duas frases engraçadas que apresentam rimas:

26) Você acha que algumas pessoas poderosas são estúpidas a ponto de fazerem qualquer coisa para manter esse poder? Cite exemplos que você conhece:

27) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Atividade sobre "A fábula da convivência" - Porco-espinho (Autor Desconhecido)



A fábula da convivência

Durante uma era glacial, quando parte do globo terrestre estava coberto por gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, aqueciam-se mutuamente naquele inverno tenebroso. Porém, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que ofereciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. Então todos se afastaram. Feridos, magoados e sofridos, dispersaram-se por não suportarem por mais tempo os espinhos de seus semelhantes. Doía muito
Mas essa não foi a melhor solução, porque, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com medo, com cuidado, de forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro -- mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim suportaram, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram!  

(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título empregado:

02) Por que podemos afirmar que tal texto é uma fábula?

03) Que metáfora existe no texto? Justifique sua resposta: 

04) Que lição de moral podemos extrair do texto? 

05) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras em destaque no texto: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "O homem e a galinha", da Ruth Rocha

O homem e a galinha

Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras. Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
-- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
-- Vamos ficar ricos
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos tomar sorvete! 
-- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro! 
O marido não quis conversa:
-- Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo
Aí a mulher disse:
-- E se ela não botar mais ovos de ouro?
-- Bota sim -- o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho. 
-- E se ela não botar mais ovos de ouro?
-- Bota sim -- o marido respondeu. 
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal
-- E se ela não botar mais ovos de ouro? -- a mulher perguntou.
-- Bota sim -- o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Um dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais. 
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló. 

(Ruth Rocha)

01) Justifique o título dado ao texto, sugerindo um outro:

02) O que faz a galinha ser diferente das demais?

03) Podemos afirmar que o texto é uma fábula? Por quê?

04) Quem a galinha poderia estar simbolizando? Explique seu raciocínio:

05) Circule no texto um vocativo:

06) O que indica a presença constante do travessão no texto?

07) Que elementos presentes no texto demonstram que a galinha passou a receber um bom tratamento após botar o primeiro ovo de ouro? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Classifique morfologicamente as palavras sublinhadas no texto:

10) Copie do texto uma oração absoluta, explicando seu raciocínio:

domingo, 27 de março de 2016

Atividade sobre o texto "A lição do rato" (Autor Desconhecido)


A lição do rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: -- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!!
A galinha: -- Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco: -- Há ratoeira na casa, ratoeira!
-- Desculpe-me, Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca: -- Há ratoeira na casa!
-- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! 
Então o rato voltou para casa, abatido, para encarar a ratoeira. 
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.

O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 



Moral da história:  Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que ele não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de cada um... é de todos! 


(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) O que você faria ao ouvir a informação do rato? Por quê? 

03) O que a cobra pode estar simbolizando? 

04) Circule no texto os vocativos: 

05) Que mensagem o texto transmite? 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Atividade sobre a fábula "Os animais e a peste", de Monteiro Lobato

Os animais e a peste

Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, apreensivo, consultou um mono de barbas brancas.
-- Esta peste é um castigo do céu -- respondeu o mono, e o remédio é aplacarmos a cólera divina sacrificando aos deuses um de nós. 
-- Qual? -- perguntou o leão.
-- O mais carregado de crimes. 
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em redor:
-- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, matei centenas de veados, devorei inúmeras ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o sacrifício necessário ao bem comum.
A raposa adiantou-se e disse:
-- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa Majestade alegou constitui crime. Matar veados -- desprezíveis criaturas; devorar ovelhas -- mesquinho bicho de nenhuma importância; trucidar pastores -- raça vil, merecedora de extermínio! Nada disso é crime. São coisas que até muito honram o nosso virtuosíssimo rei leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora -- e o leão foi posto de lado como impróprio para o sacrifício. 
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se ele de mil crimes, mas a raposa prova que também o tigre era um anjo de inocência. 
E o mesmo aconteceu com todas as outras feras. 
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
-- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve na horta do senhor vigário.
Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
-- Eis, amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguirmos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra, porque não pode haver crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimemente eleito para o sacrifício. 

Aos poderosos tudo se desculpa; aos miseráveis nada se perdoa. 
(Monteiro Lobato)

01) Por que está sendo realizado um julgamento?

02) O leão apresenta-see confessa seus crimes, mas a raposa defende-o veemente. 

a) Que argumento ela utiliza?
b) Que palavra foj utilizada para caracterizar a raposa?

03) Depois do leão, outros animais se apresentaram. Num certo momento, o narrador utiliza uma ironia para referir-se a uma das feras. Indique a passagem em que isso ocorre:

04) Na confissão do burro, o autor do texto usou uma palavra que nos transmite, antecipadamente, a noção de que ele é sincero e inocente. Que palavra é essa?

05) Em relação à confissão do burro:

a) Qual é a reação dos animais?
b) Qual é o significado dessa reação?

06) Em relação à raposa:

a) Que argumento ela usa para considerar o burro um grande criminoso?
b) Releia com atenção a última fala da raposa e responda: que palavra ela usa para realçar o "crime" do burro e condená-lo definitivamente?

07) Os animais concordaram, unanimemente, com o sacrifício do burro. Como você classificaria essa atitude? Justifique sua resposta:

08) Que tipos humanos os animais representam nesse texto? Cite o papel de cada um:

09) Podemos afirmar que esse texto é uma fábula? Por quê?

10) Analise a frase final, que resume a moralidade da história. Qual é a questão central exposta?

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Podemos dizer que ele é atual? 

12) Que sinal de pontuação é utilizado para indicar a fala do personagem?

domingo, 14 de junho de 2015

Atividade sobre o texto "A assembleia na carpintaria" (Autor Desconhecido)


A assembleia na carpintaria

Contam que numa carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para ajustar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, porém a assembleia o notificou que tinha que renunciar. A causa? Fazia demasiado ruído! E, ademais, passava o tempo todo golpeando e fazendo barulho.
O martelo aceitou sua culpa, porém pediu que também fosse expulso o parafuso; disse que tinha que dar muitas voltas para que servisse para alguma coisa. Diante do ataque, o parafuso aceitou também, porém, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Fez ver que era muito áspera em seu trato e sempre tinha atritos com os demais.
E a lixa ficou de acordo, com a condição de que fosse expulso o metro que sempre passava medindo aos demais segundo sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento, entrou o carpinteiro, pôs o avental e iniciou seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e parafuso. Finalmente e após horas de trabalho, a grosseira madeira inicial se converteu num lindo móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia retomou a deliberação.
Foi então quando tomou a palavra o serrote, e disse: “-- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, porém o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é que nos torna valiosos. Assim que não pensemos em nossos pontos negativos e nos concentremos na utilidade dos nossos pontos positivos”.
A assembleia então chegou à conclusão que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar asperezas e observaram que o metro era preciso e exato. Se sentiram então uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Se sentiram orgulhosos de suas forças e de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos.

(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Por que era o martelo o presidente? 

03) Quais eram os participantes da assembleia? E qual o objetivo da mesma? 

04) Com que participante você mais se identificou? Por quê? 

05) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

06) Circule no texto um vocativo, dizendo sua importância: 

07) Quem ali funcionou como uma espécie de conciliador, de juiz? Justifique sua resposta: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Atividade sobre o texto "A águia e a galinha", de Leonardo Boff

A águia e a galinha

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.  Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas.  Deu-lhe milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
-- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
-- De fato – disse o camponês.  – É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
-- Não – retrucou o naturalista.  – Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia.  Este coração a fará um dia voar às alturas.
-- Não, não. – insistiu o camponês. – Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
-- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando os grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
-- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
-- Não – tornou a insistir o naturalista. – Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
-- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
-- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
-- Não – respondeu firmemente o naturalista. – Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O Sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
-- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do Sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...

(Leonardo Boff)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Podemos afirmar que o texto é uma fábula? Por quê? 

03) Qual o dilema existente entre o naturalista e o camponês? Com qual deles você concorda? E o autor do texto? 

04) Que teste resolveram fazer? Como o animal se saiu? Por que isso aconteceu? 

05) Por que na última tentativa a águia teve um comportamento diferente? 

06) Circule no texto um vocativo: 

07) Transcreva do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

08) Copie do texto um exemplo de onomatopeia, dizendo a que ela se refere: 

09) Que mensagem o texto transmite? 

10) Diferencie uma águia de uma galinha, dizendo qual você é no momento: 

11) Localize no texto em questão:

a) um substantivo primitivo e um derivado, explicando seu raciocínio: 
b) três numerais, classificando-os:
c) um advérbio de negação:
d) dois advérbios de tempo:
e) um advérbio de modo: 
f) um advérbio de lugar:
g) um advérbio de intensidade: 
h) três verbos no modo imperativo: 
i) dois adjetivos, dizendo a que substantivos se referem: 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Atividade sobre o texto "Fábula eleitoral para crianças", de Paulo Mendes Campos

Fábula eleitoral para crianças

Um dia, meninos, as coisas da natureza quiseram eleger o rei ou a rainha do universo. Os três reinos entraram logo a confabular. Animais, vegetais e minerais começaram a viver uma vida agitada de surtos eloquentes, manobras, recados furtivos, mensagens cifradas, promessas mirabolantes, ardis, intrigas, palpites, conversinhas ao pé do ouvido. 
Entre os bichos, era um tumulto formidável. Bandos de periquitos, saíam em caravana eleitoral, matilhas de cães discursavam dentro da noite, cáfilas de camelos percorriam os desertos, formigas realizavam comícios fantásticos, a rainha das abelhas zumbia com o seu séquito, sem falar nos cardumes de peixes, nos lobos em alcatéias pelos montes, nas manadas de búfalos pelas savanas, nas revoadas instantâneas dos pombos-correios. 
Todas as qualidades eram postas à prova: a astúcia da raposa, a agilidade dos felinos, o engenho dos cupins, o siso da coruja, o poder de intriga das serpentes, a picardia do zorro, a doçura da pomba, a teimosia do burro, o cosmopolitismo dos ratos. 
O leão, o tigre, a pantera, o leopardo e outros queriam derramar muito sangue; os pássaros coloridos faziam frente única para indicar um pássaro colorido; já os pássaros que cantam, decidiam apontar como candidato o rouxinol, a cotovia, a patativa. 
Os papagaios viviam a arengar bobagens pelos galhos. A raposa corria as várzeas articulando uma candidatura, ninguém sabia qual. O macaco era vaiado quando alegava semelhança com o homem. O cavalo se meteu a candidato dando a sua condição de antigo senador do império romano. O pavão, escondendo os pés, exibia a cauda. Certos bichos, como o boi e a íbis, invocavam seus direitos divinos, que não eram mais levados a sério. As hienas e os chacais opinavam por um conselho de notáveis, a ser instituído pelos animais ferozes, que lhes deixavam os restos. 
Nas profundezas do cão, o carbono fazia estranhas combinações com o hidrogênio. O diamante e o ouro brilhavam de esperança. As estrelas pretendiam uma coalização de todo o espaço constelado em torno de Vênus, causando ciúmes à Lua. 
As flores distribuíam perfumes à vontade. Árvores agitadas recebiam recados que o vento trazia de longe. A floresta pensava eleger não um rei, mas um colegiado de carvalhos experientes. 
E por toda a flora era um germinar, um brotar, um verdejar, um florescer sem conta. 
A despeito dos imensos interesses em choque, de tantas contradições, é preciso dizer, a bem da verdade, que o pleito transcorreu com limpa lisura.
Ao fim de tudo, a escolha não podia ter sido mais feliz, pois os três reinos unidos elegeram a rosa rainha suprema do universo. 
(Paulo Mendes Campos)

01) Justifique o título do texto:

02) Que resolução tomaram um dia as coisas da natureza?

03) De que lançaram mão os animais, os vegetais e os minerais para conseguir atingir seus objetivos?

04) No decorrer da campanha, todas as qualidades dos animais foram postas à prova. Quais?

05) Por que o macaco era vaiado quando alegava ser semelhante ao homem?

06) Que coisa não era mais levada a sério no boi e na íbis?

07) Por que as hienas e os chacais se achavam no direito de opinar em nome dos animais ferozes?

08) Existiu, na Antiguidade, um imperador romano chamado Calígula, cuja loucura levou-o a nomear um cavalo senador do Impéro Romano. Transcreva a passagem do texto que relembra esse fato:

09) Os grandes interesses em choque e todas as contradições existentes entre os elementos dos três reinos da natureza retratam a nossa sociedade humana? De que modo? Quando?

10) Os três reinos unidos acabaram dando a vitória a um vegetal frágil e sem as "qualidades" exaltadas durante a campanha. O que você conclui a respeito desse resultado do pleito inesperado? Comente:

11) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio: 

12) Copie do texto substantivos coletivos, dizendo de que são compostos e o porquê da importância deles para o contexto: 

13) Que característica de cada animal é realçada no texto? 

14) Por que podemos afirmar que o texto é uma fábula? Explique: 

15) Que mensagem o texto transmite? 

16) Desenhe ou recorte de uma revista a figura de um animal, vegetal ou mineral que você escolheria para rei ou rainha do universo! depois elabore um cartaz de propaganda em que sejam ressaltadas as qualidades desse(a) candidato(a)! Arrase!