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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Atividade sobre a música "Cantiga", com Ceumar


Cantiga

Flower não é flor
Mas eu te dou meu amor,
little flower
Sete chaves, sete rosas,
liro-liro lê, liro-liro lá
Girândolas, girândolas

Give me your love
Love me alive
Leve me leve

Nas asas da borboleta-leta
Que borbole bole-bole
Sol que girassole
sole mio amore
flore me now and forever
never more flores
never more flores

(Zeca Baleiro)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Por que existem palavras em itálico?

03) Interprete o primeiro verso da música, posicionando-se sobre a ideia dele:

04) Que versos garantem mais musicalidade ao texto?

05) Pelo contexto, você acha que o autor é contra ou a favor dos estrangeirismos? Justifique sua resposta: 

06) Localize no texto:

a) um numeral:
b) um advérbio de negação:
c) um pronome possessivo:
d) três substantivos comuns:

sexta-feira, 6 de março de 2020

Atividade sobre tirinha - Estrangeirismo - PUSH



01) Observe que a personagem da tirinha acima está tentando insistentemente abrir a porta e não consegue. Por quê? 

02) A que língua pertence a palavra da placa afixada na porta? O que ela significa?

03) Por que a personagem faz confusão com a palavra "push"? 

04) Você acredita que a personagem sabe que a palavra em questão não pertence à nossa língua? Por quê? 

05) Em nosso país, é comum irmos a shoppings e encontrarmos lojas com cartazes e faixas com inscrições como "sale" e "off" para indicar liquidação. Também ouvimos pessoas ligadas à informática dizerem "deletar" em vez de "apagar", ou "fazer um download" em vez de "copiar". O que você pensa a respeito disso? Acha correto empregarmos termos de outras línguas quando não há necessidade? Justifique sua resposta: 

06) O que você, sinceramente, faria no lugar da personagem? 

sábado, 31 de agosto de 2019

Atividade sobre a música "Do it", do Lenine


Do it

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, aguenta
Se pediu, aguenta

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Pra moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta

(Lenine)

01) Justifique o título da canção, sugerindo um outro:

02) Por que provavelmente o autor optou por empregar um estrangeirismo no título e não o equivalente em nossa própria Língua ("Faça")?

03) Transcreva do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

04) Copie da canção exemplos de oralidade: 

05) Explique o sentido da palavra que se encontra em negrito na música, aproveitando para mencionar se é denotação ou conotação: 

06) O que significa a expressão "se dá pé"? Substitua por uma de uso mais formal, sem que mude o sentido da frase: 

07) O que seria "Correr atrás da lebre"? Explique: 

08) Circule na música todos os verbos no modo imperativo, dizendo sua importância para o contexto:

09) Que mensagem a música transmitiu? Comente: 

10) Escolha um dos temas abaixo para elaborar uma paródia em cima da música analisada: 

a) Proteção dos animais;
b) Doação de órgãos;
c) Contra o uso de drogas;
d) Gravidez na adolescência;
e) Uso excessivo do celular;
f) Preservação da água:
g) Preconceito racial;
h) Violência contra a mulher; 

terça-feira, 21 de março de 2017

Atividade sobre a música "Estrangeirismo", de Carlos Silva e Sandra Regina


Estrangeirismo

(Outro dia me convidaram pra ir ao MC' Donalds comermos X-burguer
O salão estava lotado
Fizemos os pedidos através de um tal do drive tru
Os colegas, percebendo a minha irritação, disseram:
-- Se tu tiver com pressa eles têm um sistema de delivery maravilhoso!
Desacostumado com esse linguajar, chamei os "cabra":
 -- Vamos s' imbora!

Seguimos pela avenida Henrique Shaumann,
Onde pude observar um outdoor,
Que estava escrito: "China in box" 
E uma seta indicativa: Parking
Nós não paramos por lá não. 

Seguimos mais adiante,
Avistamos um restaurante bonito e luxuoso
E na porta de entrada uma luz neon piscando escrita: Open
Quando olhei pro chão, pude ver estampado um capacho 
A bandeira americana me convidando: Welcome.
Ao adentrarmos naquele recinto, pude observar na sua decoração
E nas paredes estavam escritas:
Ice cake, X egg, X burguer e Fast food. 
Eu pensei comigo:
"Food na Bahia a gente usa numa outra situação". 

Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul 
Cuja marca era Bud wicer
O camarada que lhe acompanhava tomava sua long neck Heineken

Do meu lado direito uma loira bonita, peituda, 
Falava pro cabra com uma voz sensual assim: 

-- Eu trabalho numa relax for men.

E ele pergunta pra ela: 
-- Fica próximo do motel My flowers?

E ela lhe responde: 
-- Não, baby, fica junto à Night Clube wonderful penetration


A fome aumentava juntamente com a raiva 

E eu não sabia se eu pedia um hot dog 
Ou um simples cachorro quente.
"Emputecido" mais uma vez com aquela situação, chamei os caboclos: 
-- Vamos s'imbora!

Na saída, o manobrista nos recebe 

E nos entrega a chave do nosso possante veículo
 Um Fusca 68 fabricado em Volta Redonda 
Na época do presidente Juscelino Kubitschek
Ele olha pra mim e me diz: 
"Thank you sir and have a good night"
E eu, usando toda minha simplicidade e educação,
Que aprendi no sertão da Bahia,
Olhei pra ele e lhe disse:
"-- Vá pra puta que lhe pariu").

Eu gostaria de falar com o presidente
Pra cuidar melhor da gente
Que vive nesse país
Nossa gramática está tão dividida! 
Tem gente falando happy
Pensando que é feliz!

Acabaria com esse tal de estrangeirismo
Que deturpa a nossa língua
E muda tudo de vez
E os mendigos que hoje vivem nas calçadas
Ensinaria ao brasileiro
Que aqui se fala o português.

Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado
Particípio, eu sou gerúndio
Sou fonema, sim senhor!
Adjetivo, predicado
Eu sou sujeito,
Ainda trago no meu peito
Esse país sofredor

Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado
Particípio, eu sou gerúndio
Sou fonema, sim senhor!
Adjetivo, predicado
Eu sou sujeito,
Ainda trago no meu peito
Eu sou sujeito, ainda trago no peito
Esse país com muito amor

Lá no centro da cidade
Quase que morri de fome
Tanta coisa, tanto nome
Sem eu saber pronunciar:
É fast food, delivery, self service, hot dog, catchup
Eu só queria almoçar!

Lá no centro da cidade
Quase que morri de fome
Tanta coisa, tanto nome
Sem eu saber pronunciar:
É fast fooddeliveryself servicehot dogcatchup
Meu Deus, onde é que eu vim parar?!?

"Oxente problem"

(Carlos Silva e Sandra Regina)


01) Justifique o título empregado no texto:

02) Copie do texto todos os estrangeirismos, tentando substituir cada um por uma palavra equivalente e existente na nossa própria Língua, se for possível:  

03) Justifique as aspas utilizadas no texto e também o itálico:

04) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito no texto, argumentando bem:

05) Localize no texto uma palavra em que não há incidência de estrangeirismo e sim de um neologismo, explicando seu raciocínio: 

06) Na parte musical, que crítica é feita ao sistema político? Justifique sua resposta:

07) Copie do texto duas interjeições, dizendo o que elas expressam:

08) Além dos estrangeirismos em excesso, o autor utilizou expressões que não são tidas como padrão. Quais são elas? 

09) Que mensagem o texto transmite?

10) Por que você acha que o autor usou tantos neologismos? Qual a intenção dele?

11) Qual a opinião do autor com relação ao uso de estrangeirismos? E qual é a sua? Explique:

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Atividade sobre a música "Samba do Approach", de Zeca Baleiro


Samba do Approach

Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat 
Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é hi-tec
Toda hora rola um insight
Já fui fã do jethro tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado é que foi trash
Fica ligada no link
Que eu vou confessar my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho Engov
Eu tirei o meu green card
E fui pra Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já sou um noveau riche
Eu tenho sex-appeal
Saca só meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Não dispenso um happy end
Quero jogar no dream team 
De dia um macho man
 E de noite um drag queen

(Zeca Baleiro)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Por que existem na música palavras em itálico? 

03) Com que intenção o autor teria usado tantos estrangeirismos na canção? 

04) Que crítica encontra-se embutida na letra de música? 

05) Que mensagem a música transmite?

06) Sua tarefa agora é tentar substituir todos os estrangeirismos por palavras equivalentes na nossa língua e depois deverá comparar e mencionar as principais diferenças levantadas: 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Atividade sobre o texto "Não compliquem o nosso idioma", de Dad Squarisi

Não compliquem o nosso idioma

Na bolsa, só cheque e cartão de crédito. Cadê dinheiro para pagar estacionamento? Recorri ao personal banking. No drive thru, a primeira máquina estava out of order. Fui à segunda. Nada feito: sistema off line. Liguei para o hot line. Expliquei meu aperto à operadora. “Vamos estar providenciando o conserto do caixa”. A senhora pode acessar sua conta em outro terminal. O mais próximo fica no shopping.” Fui lá. O sistema estava on line. Embolsei R$100 cash.
Os bancos passaram a oferecer produtos na linguagem do cliente. Ou melhor: na linguagem que impressiona o cliente. Embalar o serviço na língua do tio Sam valoriza a oferta. Dá-lhe status. Telemarketing, personal manager, phonebanking & cia. são filhotes dessa estratégia.
De onde vêm os monstrengos? Das traduções malfeitas. O inglês tem muitas formas verbais compostas. É o caso do “I’ll be sending”. Três verbos para dizer o nosso simples “enviarei”, traduzido por “vou estar enviando”. Há também o past perfect. “The telephone has been desconected” quer dizer simplesmente “o telefone foi desligado”. Não tem nada a ver com “tem sido desligado”, que indica uma ação que começou no passado e continua no presente. Com o avanço da informática e do marketing a coisa piorou. A literatura dessas novidades é praticamente em língua inglesa. Nós consumimos as traduções.
Invasão de língua estrangeira tem várias razões. Uma é o prestígio. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta, que vende como ninguém sua música, seu cinema, sua televisão, sua literatura, sua tecnologia e o american-way of life. Outra é a receptividade. Nós, já dizia Glauber Rocha, temos complexo de vira-lata. O que vem de fora é melhor.
O inglês deita e rola. O disque virou disk. Do disk-pizza ao disk-entulho, passando pelo disk-sushi e disk-bombeiro. Liquidação é sale. Moda, fashion. Camiseta, T-shirts. Relatório, paper. Acampar, camping. Revisão médica, check-up. Por que os bancos ficariam pra trás? Fundo se naturalizou fund. Taxa de risco, spread. Loan, empréstimo.
Inventaram que aí (no nordeste) nasceu a palavra forró. Os gringos promoviam festas para si. Eram privacy. Volta e meia, abriam. Aí era for all, para todos. Nossos caboclos, analfabetos em português e duplamente em inglês, simplificaram a pronúncia. For all virou o nordestíssimo forró. Puro folclore. Forró é redução de forrobodó. Mas a versão tem sido tão insistentemente repetida que virou verdade.
A familiaridade com o inglês deixou-nos ousados. Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Muito menos no Vocabulário Ortográfico. A informática serve de exemplo. Com ela, nossa criatividade alça vôos. E ultrapassa os limites da máquina. Deletar tomou a vez do velho apagar. Printar expulsou o imprimir. Startar cassou o começar. É isso. Quem não aderiu se tornou out. Que corra atrás do prejuízo. Peça help. E vire in. 
(Dad Squarisi)

01) Justifique o título empregado no texto em questão:

02) Por que existem tantas palavras em itálico no texto? O que isso significa?

03) Quais são os recursos utilizados pela autora para enfatizar a influência as língua inglesa em nosso país?

04) Interprete a ironia na frase: “Nós consumidores as traduções”, situada no terceiro parágrafo: 

05) Como se explica a fácil aceitação do idioma inglês na língua Portuguesa?

06) Na sua opinião, o uso equilibrado de estrangeirismo na língua portuguesa torna o nosso idioma mais expressivo e comunicativo, enriquecendo o vocabulário com o maior número de palavras? Justifique sua resposta: 

07) Escreva alguns exemplos de estrangeirismos usados no seu dia a dia:

08) Copie do texto exemplos de oralidade: 

09) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito no começo do texto, argumentando bem: 

10) Qual a importância dos numerais ordinais no começo do texto? 

11) O próprio texto explica o que é o chamado "complexo de vira-lata". O quê? 

12) Que mensagem o texto transmite?