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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Atividade sobre o editorial "Tragédia evitável"


Tragédia evitável

É evidente o despreparo das autoridades brasileiras no combate aos desastres ambientais causados pelo fogo, como demonstra o grave incêndio dos últimos dias no Jardim Botânico de Brasília. Mais de 80% da reserva foram atingidos, incluindo matas ciliares. Dramas similares ocorrem, simultaneamente, nos estados do Centro-Oeste e no sul da Amazônia, e não há nada que os bombeiros possam fazer diante das dimensões do problema. Sobram disposição e coragem para enfrentar as chamas, mas faltam equipamentos eficientes para atuar no cenário florestal. Agindo em locais de difícil acesso, os homens lutam contra a natureza com pás, galhos verdes, bombas de águas portáteis e a ajuda ocasional de um helicóptero de pequeno porte, meios insuficientes diante de imensos desafios encontrados.
Os incêndios são tragédias anunciadas. O fogo, em grande parte das vezes causado por raios, é parte indissolúvel do ecossistema do cerrado no período da seca. Infelizmente, muitas vezes a causa não é natural. Queimadas para aberturas de novas frentes agrícolas fogem ao controle, e os resultados são trágicos, como em Roraima, no ano de 1998, quando 40 mil quilômetros quadrados foram destruídos, incluindo-se nesse total florestas primárias, savanas, campinas e ambientes florestais já transformados para agricultura e pecuária.
As soluções são conhecidas e acessíveis, embora todas as esferas governamentais, municipal, estadual e federal, insistam em desconhecê-las. A principal delas seria a criação de uma frota de aviões-bombeiros, como as mantidas pelos governos norte-americano, russo e dos países europeus e asiáticos. O custo inicial de aquisição pode ser alto, mas os benefícios, com a proteção do patrimônio vegetal e animal, se estendem ao longo dos anos, amortizando rapidamente o investimento. Mais: a utilidade dos aviões-bombeiros não se limita ao ambiente rural. Eles são imprescindíveis no combate ao fogo em ambientes urbanos de difícil acesso, como favelas, podendo preservar dezenas de vidas numa emergência.
Em alguns países, como no Japão, funciona uma parceria entre a Defesa Civil e militares. Aviões de transporte de carga são adquiridos pelas autoridades civis e entregues para uso da força aérea. Em caso de necessidade, tanques para a dispersão de líquido são instalados rapidamente. Em pouco menos de quatro horas o aparelho está pronto para despejar toneladas de água gelatinizada sobre os focos principais de incêndio. Noutras nações, a França é um exemplo, a Defesa Civil opera pequenas forças aéreas especializadas no combate a incêndios florestais, equipadas com hidraviões capazes de captar água de rios, lagos e represas. A maior vantagem nesse caso é a rapidez com que entram em operação.
É importante destacar que o território brasileiro abriga a maior diversidade biológica em ecossistemas, que vão de florestas tropicais úmidas a ambientes semi-áridos. Protegê-la é tarefa de Estado. Perder 80% da superfície de uma reserva ecológica é trágico, principalmente quando existe uma solução viável para o problema. As autoridades precisam apenas implementá-la.

(O NORTE - João Pessoa)


01) Justifique o título do editorial acima:

02) Copie do texto dois fatos e duas opiniões:

03) Explique por que o verbo em destaque no começo do texto encontra-se no plural:

04) Que ideia é transmitida pela conjunção que se encontra em negrito no texto?

05) Qual o problema levantado no texto? O que você pensa sobre isso?

06) Qual a solução dada pelo editorial? Você acha que é válida? Comente:

Homem põe fogo no próprio carro e causa incêndio em reserva no RJ

Um homem foi preso ontem na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, sob suspeita de atear fogo no próprio carro para conseguir o dinheiro do seguro do veículo, tendo causado um incêndio  de grandes proporções em uma reserva local. [...] 



07) O que a notícia acima revela? Comente sobre isso:

08) De que forma ela dialoga com o edtorial? Explique: 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Atividade sobre o editorial "Racismo executivo"


Racismo executivo

QUE MULHERES e negros são discriminados, não é novidade. Estão sub-representados no trabalho, nas escolas, na distribuição de renda. Negros "vencem" em mortalidade infantil, analfabetismo etc.
Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Ethos com dados do IBGE mostra agora o tamanho da discriminação nas empresas brasileiras. Negros e pardos ocupam apenas 6% dos cargos de direção das companhias, quando respondem por 46% da população geral. A situação das mulheres é semelhante. Elas também respondem por apenas 6% dos postos mais elevados das empresas ao passo que constituem 50,8% da população brasileira. 
Sempre que se percebem distorções tão gritantes, a primeira ideia que vem à cabeça é a criação de cotas para minorias, seja na universidade ou no trabalho. A criação de cotas é problemática. No plano teórico, a medida equivale a tentar reparar uma injustiça criando outra, manobra que raramente dá certo. O combate às diferenças socioeconômicas entre grupos é um imperativo das sociedades democráticas. O racismo e o sexismo precisam ser eliminados, mas isso não pode dar-se a qualquer custo. 
Não bastasse essa dificuldade de princípio, a criação de cotas esbarra em sérias dificuldades práticas. Um exemplo: como definir um negro no Brasil? O IBGE utiliza o critério da autodefinição, que, no fundo, é o único democrático. Se um branco disser ao recenseador que é negro, assim será considerado pelo instituto. O que impediria alguém de declarar-se negro para ter acesso às cotas?
O Brasil precisa envidar esforços para promover a integração racial. Ações afirmativas devem ser consideradas e implementadas. O limite deve ser o da justiça. Admitir que se deve reparar uma injustiça com a criação de outra, uma variação de "os fins justificam os meios", é um argumento filosoficamente tíbio. 

(Folha de São Paulo)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Por que o verbo "vencem", localizado no primeiro parágrafo, está entre aspas? 

03) O que significa criar cotas para minorias na universidade? E no trabalho? 

04) Posicione-se sobre a primeira passagem em destaque no segundo parágrafo, justificando-se bem:

05) Você concorda com o segundo trecho destacado nesse mesmo parágrafo? Explique: 

06) Responda à pergunta feita no terceiro parágrafo: 

07) Explique como é o critério usado pelo IBGE para a questão da raça e se você concorda com ele: 

08) Por que, segundo o texto, esse critério é o único democrático?

09) Que outro critério poderia ser utilizado em lugar do critério da autodefinição?

10) O que quer dizer o ditado "os fins justificam os meios"?

11) Explique a aplicação desse ditado à questão discutida no texto:

12) Qual é o meio que ele critica? Qual é o fim a que esse meio pretende conduzir?

13) Que injustiça, segundo o texto, seria reparada? E que outra seria criada?

14) Que dificuldades práticas são alegadas para a criação de cotas para minorias? 

15) Por que o racismo, no título, é qualificado como executivo? Ele foi adequado a seu conteúdo?

16) Trata-se de um editorial ou de um artigo de opinião? Por quê? 

17) Que mensagem o texto transmite? 

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Atividade sobre o "Outubro Rosa" - Combate ao câncer de mama


O Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento internacional que visa ao estímulo à luta contra o câncer de mama. Essa ação iniciou-se em 1997, nos Estados Unidos, e foi ganhando o mundo como uma forma de conscientização acerca da importância de um diagnóstico precoce e de alerta para a grande quantidade de mortes relacionadas com essa doença. 
O símbolo da campanha é um laço rosa, que foi feito, inicialmente, pela Fundação Susan G. Komen e distribuído na primeira corrida pela cura do câncer de mama, em 1990. Esses laços rosas popularizaram-se e foram usados posteriormente para enfeitar locais públicos e outros eventos que lutavam por essa causa. 
Além do laço rosa, muitas cidades passaram a iluminar os seus monumentos públicos com luz rosa para dar maior destaque ao mês de luta contra a doença. No Brasil, o primeiro sinal de simpatia pelo movimento aconteceu em outubro de 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, também chamado de Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de rosa. Em outubro de 2008, o movimento ganhou força e várias cidades brasileiras foram iluminadas como uma forma de chamar a atenção para a saúde da mulher. 
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo, sendo raro em homens. Normalmente a doença é diagnosticada em exames de rotina quando se percebe um nódulo na região dos seios. Entretanto, muitas vezes, os nódulos não podem ser sentidos, sendo, portanto, fundamental a realização de exames de imagem. O exame mamográfico é o principal exame realizado para diagnóstico e deve ser feito por mulheres entre 40 e 69 anos de idade. 
O autoexame das mamas era bastante recomendado como forma de detecção da doença, entretanto, em virtude da dificuldade de algumas mulheres de entenderem a anatomia do órgão, falsos resultados eram obtidos. Nódulos pequenos podem não ser sentidos, o que pode causar a falsa impressão de que a mulher está saudável e retardar a consulta ao médico. Todavia, é importante ressaltar que o autoexame, junto a exames periódicos, pode salvar vidas. 
O câncer de mama possui significativos índices de cura, que giram em torno dos 95% quando descoberto precocemente. O tratamento normalmente consiste em uma cirurgia para a retirada do tumor e a complementação com técnicas de radioterapia e quimioterapia. 
Apesar de muitas vezes o câncer de mama não possuir causa específica, algumas medidas podem ser tomadas como prevenção. A principal forma de prevenir-se é ter uma alimentação saudável, balanceada e rica em alimentos de origem vegetal. É importante também evitar embutidos e o consumo excessivo de carne vermelha. Atividades físicas e hábitos saudáveis de vida, como não fumar nem ingerir bebida alcoólica, também ajudam a evitar a doença. 

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/outubro-rosa.htm

01) Responda com suas palavras o que é o Outubro Rosa, dizendo se você já tinha ou não escutado falar sobre ele: 

02) Por que o símbolo de tal campanha é um laço rosa? Que outros símbolos também combinariam, na sua opinião? 

03) Em sua cidade há algum monumento público que faz menção ao Outubro Rosa? Você acha isso importante ou indiferente? Por quê? 

04) Homens também podem ter câncer de mama? Comprove com uma passagem do texto:

05) Que ideia o conectivo que se encontra em negrito no texto transmite? 

06) Substitua a conjunção sublinhada no texto por uma que tenha igual valor, mencionando qual é ele: 

07) O texto quebra um tabu: que câncer não tem cura. Copie um trecho que deixa isso bem claro:

08) Como é o tratamento para o câncer de mama?

09) Que informação do texto você considerou mais importante? Justifique sua resposta:


10) Observe o quadrinho acima para responder ao que se pede sobre ele: 

a) Encontre um vocativo, explicando a importância dessa escolha:

b) Transcreva uma expressão considerada ambígua, explicando seus dois sentidos:

c) Por que os seios da personagem Amely, afinal, formam um coração? Que mensagem podemos extrair desse recurso?

d) Explique a importância de ter empregado o verbo no modo imperativo:

e) Qual o objetivo de tal quadrinho? Em sua opinião, ele foi alcançado? Por quê? 

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Atividade sobre o texto "Adolescência espichada"

Adolescência espichada

Jeans surrados, nenhum compromisso sério e muita farra aos 40 anos: assim são os adultescentes. Sabe aquele amigo que já passou dos 40 anos, mas parece ignorar o curso do tempo, ainda mora com os pais e não leva muito adiante nenhum namoro? Repare se ele abomina assuntos como extrato bancário, mas sabe de cor aquelas letras de rock absolutamente arcanas para quem já passou dos 20. Note se ele vive pulando de um emprego para outro, acha que o bacana mesmo é ter uma banda e o guarda-roupa não tem nada além de tênis, camiseta e um jeans surrado. Se a maior parte dessas características se encaixar em quem você está pensando, são grandes as chances de você conhecer um típico "adultescente". 

O termo define aquelas pessoas cuja carteira de motorista foi tirada antes de 1985, mas ainda não se deram conta de nada disso. O termo surgiu na imprensa britânica e, nos Estados Unidos, se popularizou como grups (contração de grown ups, adultos em inglês). O neologismo foi criado pela revista New York para descrever o fenômeno presente em qualquer grande centro urbano do planeta. "Isso está ligado a uma percepção de que não existe sentido positivo na vida adulta. Para essas pessoas, envelhecer é uma experiência negativa", disse a VEJA o sociólogo britânico Frank Furedi, professor da Universidade de Kent, na Inglaterra, e estudioso de comportamentos da sociedade contemporânea. 

Numa prova de que a criatura pode ajudar o criador, alguns adultescentes assumem com tamanha perfeição o estilo de vida das gerações mais novas que acabam incorporando à fisionomia certo ar de adolescente. A carioca Gisele Freitas tem 42 anos, mas o cabelo preto adornado por uma franja rosa e o ritmo de vida noturna juvenil nem deixam perceber. "Sou meio moderninha, meio pinup de brechó", define ela mesma, que passa a maior parte de suas noites se revezando entre barzinhos e pistas de dança embaladas por música eletrônica. Ao final dessa jornada, lá está ela de volta ao apartamento onde mora com o pai, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Tudo isso, claro, quando não tem trabalho no dia seguinte. Gisele é cabeleireira num dos salões mais badalados pela tribo de moderninhos do Rio de Janeiro. "Ninguém diz que tenho 42 anos. Me dão, no máximo, 30", garante.

O lado preocupante da adultescência é quando, do ponto de vista psicológico, o que parece ser apenas uma forma despreocupada de levar a vida assume um caráter patológico. Se for apenas um comportamento ligado à aparência, não há grandes problemas. O publicitário paulista Luís Maida, de 43 anos, se vale desse artifício como trunfo em suas conquistas amorosas. De preferência, mulheres na faixa etária que se situa duas décadas abaixo da sua, dispostas a relacionamentos descartáveis. "Meus namoros duram no máximo dois anos, e sempre com mulheres mais jovens, de 20 e poucos anos. Prefiro as mais novas, gosto de crescer junto com elas", diz. Nada de mais. Afinal, trata-se apenas de um estilo de vida. Como diz o técnico de som Maurício Garcia, de 37 anos, "o que envelhece é o corpo". Do alto de sua sabedoria adultescente, Garcia parece saber o que diz. 


01) Justifique o título do texto:

02) Explique o neologismo que se encontra em negrito no começo do texto:

03) Por que algumas palavras aparecem em itálico no texto? 

04) Explique o porquê de o adjetivo SURRADO aparecer ora no plural e ora no singular para se referir ao substantivo JEANS: 

05) Justifique dois empregos diferentes das aspas, no texto:

06) Por que para os adultescentes envelhecer seria algo negativo? Você concorda com isso? 

07) Qual a importância de se acrescentar comentários de especialistas ao texto? 

08) Quais sas vantagens e desvantagens de ser um adultescentes? 

09) Quando se torna algo patológico? Justifique sua resposta: 

10) O texto trata-se de um editorial ou de um artigo de opinião? Justifique sua resposta: 

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

12) Retire do texto exemplos de oralidade, de linguagem coloquial: 

13) Localize no texto:

a) um advérbio de tempo:
b) dois adjetivos:
c) um substantivo composto:
d) dois substantivos próprios:
e) um pronome possessivo:
f) uma conjunção adversativa: 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Atividade sobre o editorial "Crianças no sinal"

Crianças no sinal

                É o poder aquisitivo da população que atrai para as ruas da Zona Sul mendigos de todas as regiões do Rio e até de outros municípios do Estado. No entanto, pelas estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Social, o número total de famílias que fica nas ruas não passaria de 70, algo como 350 pessoas.
                A operação "Zona Sul Urgente", que a prefeitura acabou de pôr em prática para enfrentar o problema, já começa a dar resultados. Conta com a ajuda da Guarda Municipal necessária porque há resistência dos mendigos, mas também participam ativamente do programa educadores sociais, assistentes sociais e psicólogos.
                No último fim de semana, foram recolhidas quatro famílias (num total de 36 pessoas), uma das quais foi enviada para o abrigo no Alto da Boa Vista. As outras três não moravam nas ruas: tinham casas, e para lá voltaram, depois de receberem uma bolsa de alimentação.
                Dentro desse pequeno drama há um drama bem grande, que finalmente, ao que parece, vai ser combatido para valer: o da exploração de crianças. Estima-se que mais da metade dos mendigos da Zona Sul seja menores de idade. Mesmo para quem está perfeitamente cônscio que é sempre melhor não dar esmola, é difícil resistir ao ar infeliz do menino ou da menina que vende chicletes no sinal de trânsito. É essa caridade equivocada que é explorada, agravando e perpetuando o problema.
                Hoje, a criança inspira pena; amanhã, como observa a secretária de Desenvolvimento Social, Wanda Engel, poderá inspirar medo.
                As autoridades municipais estão corretas ao montar, paralelamente à operação Zona Sul Urgente, uma campanha com o objetivo de convencer a população a não dar esmolas. Mas é bom não confiar muito em seus efeitos, e sim na ação concreta de recolher os mendigos.
                Não são muitos, são até bem poucos, e, como a experiência tem mostrado, na maioria dos casos não vivem realmente nas ruas. A operação, assim, tem todas as condições de dar certo, desde que não se limite a um esforço ocasional. 
(Jornal O Globo, 14/10/1998)

01) Qual a tese defendida pelo autor no texto acima?

02) Essa tese foi articulada a partir da relação de causa e consequência.

a) Qual a consequência apresentada?
b) Qual a causa apresentada para o fato constante da resposta anterior?

03) Explique o emprego da palavra "até", situada no primeiro parágrafo:

04) Por que motivo o autor, ainda no primeiro parágrafo, empregou o conectivo "no entanto"?

05) Que posição o autor assume para defender a diminuição (ou extinção) dos mendigos nos sinais de trânsito? 

06) Sobre a operação "Zona Sul Urgente", qual o ponto de vista do autor? 

07) Para fundamentar seus argumentos, de que elementos se utiliza o autor? 

08) Na opinão do autor, qual o maior drama, componente da questão anterior?

09) Leia novamente este trecho: “É essa caridade equivocada que é explorada, agravando e perpetuando o problema.”


a) O termo “essa” recupera que ideia? 

b) A que “problema” o autor se refere? 

10) Acima do que o autor aprova, porque considera válido, há uma posição firmada sobre a ação a ser praticada quanto à permanência de mendigos na rua. Qual é essa posição?

11) Você concorda com a tese do autor? Comente: 

12) Trata-se de um artigo de opinião ou do editorial? Justifique sua resposta: 

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Atividade sobre o editorial "Na primeira infância"

Na primeira infância

Estudos mostram que intervenção precoce dos governos na educação pode modificar trajetória que leva à desigualdade
São de extrema importância - e deveriam nortear o planejamento da educação no Brasil - algumas ideias expostas no seminário "Educação da Primeira Infância", recentemente realizado na Fundação Getúlio Vargas do Rio. O encontro de economistas tinha como meta declarada "inserir a educação de zero a seis anos de idade no centro da agenda de políticas sociais brasileiras".
Os anos de escolaridade cresceram em todas as faixas de renda do país desde os anos 90, e o ensino fundamental foi na prática universalizado. Mesmo quando se divide a população brasileira de 15 anos de idade de acordo com o nível educacional da mãe, o que em geral tem relação proporcional com a renda, é possível notar grandes avanços.
Em 1995, os filhos de mulheres que tinham menos de um ano de estudo formal haviam passado, em média, três anos na escola ao completarem 15 anos. Em 2007, nessa mesma faixa etária, os alunos já acumulavam, em média, mais de cinco anos de estudo. O tempo na escola de alunos oriundos de famílias pobres se aproxima do padrão dos mais ricos. De 1995 a 2007, os filhos de mulheres com mais de 12 anos de escolaridade passaram de seis para sete anos de estudo aos 15 anos, em média.
O dado preocupante surge quando se compara o rendimento alcançado por esses diferentes grupos em avaliações objetivas. Tomando a nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica como critério, pesquisadores mostraram que o rendimento dos filhos de mulheres com menor escolaridade, em 2005, seguia quase tão distante daquele dos oriundos de famílias mais escolarizadas quanto em 1995.
Em palestra na FGV, o economista americano James Heckman, Prêmio Nobel de 2000, relacionou essa ineficiência do ensino com a carência na oferta de educação pré-escolar. Em artigo para o livro "Educação Básica no Brasil" (ed. Campus), Heckman, em companhia de três economistas brasileiros, havia mostrado que 93% da diferença cognitiva medida entre estudantes de diferentes origens sociais aos 13 anos de idade já estava presente aos 5 anos de idade.
Ou seja, até essa faixa etária, a família e os diferentes estímulos recebidos pelas crianças são decisivos para a sua capacidade no futuro. Com o objetivo de compensar ao menos parte das deficiências no ambiente familiar dos mais pobres, é preciso que os governos ampliem depressa a oferta de educação pré-escolar de qualidade para esse segmento da população.

(Folha de S. Paulo, Opinião – Editoriais)

01) O primeiro parágrafo de um texto dissertativo-argumentativo chama-se introdução e nele há uma ideia principal, conhecida como tópico frasal.

a) Qual é a ideia principal na introdução do texto em estudo e que, nesse caso, representa o ponto de vista ou tese do autor?
b) Em torno da ideia principal há, às vezes, outras ideias. Quais são elas nesse texto?

02) A partir da ideia principal vista no primeiro parágrafo, são desenvolvidos um ou mais parágrafos. Portanto, do segundo ao quinto parágrafos do texto ocorre o desenvolvimento.

a) Como o autor desenvolve suas ideias no segundo e terceiro parágrafos?
b) No quarto parágrafo, o autor desenvolve ideias diferentes em sua argumentação. Explique por quê.
c) Que argumentos reforçam o ponto de vista do autor e dão maior veracidade às afirmações no quinto parágrafo?

03) No sexto e último parágrafo, é feita a conclusão. De que modo o autor retoma a ideia inicial apresentada na introdução?

04) Comprove por que o texto é um editorial: 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Atividade sobre o editorial "Salvemos a água do mundo!"

Salvemos a água do mundo

O Brasil, que possui nada menos do que 18% do total de água doce do planeta, não pode ficar de fora das campanhas para a preservação de nossas águas. As crianças podem e devem ajudar na hora de economizar, além de cuidar também dos nossos rios e lagos. Para se ter uma ideia do desperdício que muita gente pratica, uma torneira, por exemplo, consome 46 litros de água por dia, o que, num mês, se transforma em 1380 litros. 
Quase toda a água do planeta está concentrada nos oceanos. Apenas uma pequena fração (menos de 3%) está em terra e a maior parte desta está sob a forma de gelo e neve ou abaixo da superfície (água subterrânea). Só uma fração muito pequena (cerca de 1%) de toda a água terrestre está diretamente disponível ao homem e aos outros organismos, sob a forma de lagos e rios, ou como umidade presente no solo, na atmosfera e como componente dos mais diversos organismos. 
Existem dois tipos de despejos que contaminam a água: o lixo orgânico -- proveniente de excrementos humanos e de animais e do descarte das partes fibrosas de vegetais colhidos e não consumidos -- e o lixo industrial, gerado pelos processos industriais e pelo descarte, que, cedo ou tarde, se faz dos produtos fabricados pelas indústrias. O ideal seria não jogar nada na água, mas isso não acontece. Materiais como um chiclete jogado numa lagoa demora, em média, cinco anos para se decompor, e uma latinha de refrigerante se decompôe somente em 100 anos. 
Algumas regiões brasileiras sofrem com a escassez da água, como é o caso do Nordeste, que todos os anos enfrenta o problema da seca. A palavra do momento é economizar, afinal, cada gota economizada é um ponto a mais na luta para que o planeta água não seque. 

("Estado de Minas" - Belo Horizonte)

01) Quase todas as coisas vivas existentes na Terra precisam de água para viver. Assim mesmo, o ser humano polui as fontes de água de forma irresponsável.

a) Segundo o texto, as crianças podem e devem ajudar a economizar água. Na sua opinião, qual deve ser a participação das crianças no combate ao sonumo exagerado de água?

b) Releia o segundo parágrafo e explique por que nem toda a água existente no planeta está diretamente disponível ao ser humano e a outros organismos:

02) Mais de um quinto da população mundial já não tem água suficiente; o problema do acesso à água é maior na África e no oeste da Ásia. No Brasil, a região Nordeste é a que possui menores recursos hídricos. 

a) Se a água doce não for tratada, o que pode acontecer?

b) Quais as consequências disso para as pessoas que vivem nesses locais?

03) Segundo o texto, o despejo de lixo industrial não tratado e de esgoto nos sistemas hídricos contribui também para a escassez de água. Copie essa passagem:

04) Se o consumo de água continuar nos níveis atuais , estima-se que, por volta de 2025, duas em três pessoas não terão água suficiente para suas necessidades básicas. O que o texto sugere para que isso não ocorra?

05) No texto, há dois tipos de lixo que contaminam a água. Quais são eles?

06) O texto é um artigo de opinião ou um editorial? Justifique sua resposta:

07) Trata-se de um texto narrativo ou dissertativo-argumentativo? Explique:

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

09) Após ler o texto, que ideia a mais você teve a respeito de como salvar a água? Comente: 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Atividade sobre editorial "Falta de leis prejudica combate aos hackers"

Falta de leis prejudica combate aos hackers

As intituições brasileiras ainda engatinham no combate ao crime digital, o que vem favorecendo o surgimento de grupos de hackers com projeção internacional. 

Segundo autoridades que lidam diariamente com o tema no Brasil, faltam novas leis que possibilitem a condenção por cibercrimes, assim como contingente policial especializado capaz de lidar com esse novo desafio.

"Precisamos de mais legislação", afirma Youssef Abou Chalin, delegado responsável por uma unidade de combate de delitos praticados por meios eletrônicos da Polícia Civil de São Paulo. "A internet no Brasil é do final de 1994. O Código Penal é de 1941, quando ninguém tinha ouvido falar em computador e internet."

Segundo o promotor Rodrigo Canellas Dias, especialista em crimes pela internet do Ministério Público de São paulo, há 11 projetos de lei de informática parados no Congresso. Nenhuma legislação específica foi aprovada aé agora. Dias calcula que cerca de 80% dos delitos cometidos on-line possam ser enquadrados em leis já existentes no Código Penal. Há, porém, um vácuo legal a ser preenchido.

"Em alguns casos de crime é preciso fazer legislação. Não há, por exemplo, uma lei no país que puna uma pessoa que faz um vírus de computador", observa. [...]

Segundo ele, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos e na Europa, não há no país um órgão de segurança encarregado de monitorar de forma preventiva as comunicações e atividades dos hackers

Além da Polícia Civil, cabe também à Polícia Federal em Brasília agir contra os cibercrimes -- neste caso, aqueles que envolvem atividades conjuntas em território nacional e em outros países. 

A coordenação de atividades entre essas duas polícias, entretanto, é nula. A rede de computadores apresenta uma confusão a mais às autoridades: é difícil determinar a quem compete investigar ou combater um crime, já que é difícil saber onde ele ocorreu. "A questão da competência também ainda precisa ser legislada", diz o promotor Dias. 

(Folha de São Paulo - 20/11/02)

01) O texto acima é um editorial ou um artigo de opinião? Por quê?

02) Por que a palavra "hackers" aparece em itálico no texto? 

03) Existe no texto algum argumento de autoridade? Se sim, qual? Explique:

04) O que o texto denuncia? 

05) O que fazer para tentar solucionar essa problemática?

06) O primeiro parágrafo introduz o texto. Que tipo de informação ele apresenta?

07) De acordo com o texto, por que o problema ainda não foi resolvido se as soluções já foram apontadas? 

08) Você acha que se houvesse leis específicas para esses crimes, os hackers seriam contidos? Justifique sua resposta: 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Atividade sobre o editorial "Publicidade polêmica"

Publicidade polêmica

A propaganda de produtos infantis precisa respeitar certas regras, mas é melhor a autorregulamentação do que uma proibição absoluta.

Tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados o projeto de lei 5.921, que prevê veto à propaganda dirigida ao público infantil. Ao longo desse período, em que pesem as polêmicas, boa parte dos defensores e críticos concorda com alguns princípios básicos.
É um consenso que o público infantil é mais vulnerável às investidas publicitárias e deve ser poupado de apelos consumistas e de mensagens que depreciem valores sociais positivos, como a solidariedade e a vida em família.
A iniciativa parlamentar, de dezembro de 2001, serviu como sinal de alerta para a indústria e as agências de publicidade. Elas perceberam o recrudescimento de reações contrárias a abusos em anúncios e nos meios de comunicação.
É sintomático que, em 2006, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) tenha divulgado o documento  “Novas Normas Éticas”, que trata da propaganda de produtos destinados a crianças e adolescentes.
Já em seu início, o texto reconhecia a “exigência flagrante da sociedade” de que a publicidade se engajasse “na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes”.
Em 2010, a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia)  e a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) assinaram compromisso  público para impor limites à divulgação de produtos que contribuam para a obesidade e doenças a ela associadas.
Não obstante, permanecem vivas pressões para que a propaganda destinada a crianças seja banida. Há várias campanhas contra e a favor, como as intituladas “Somos Todos Responsáveis” e “Infância Livre de Consumismo”.
É fato que em outros países há limitações legais. Nos EUA, por exemplo, a publicidade para crianças e adolescentes é limitada a 20% do total veiculado. Na Suécia, não pode ser exibida antes das 21 h.
São possibilidades que merecem ser discutidas pelo Conar, dentro do princípio de que a melhor alternativa é a autorregulamentação. O conselho deveria tomar a iniciativa de apresentar uma proposta para debate público.
A proibição absoluta é uma saída drástica, com vezo autoritário. Fere o direito à informação e confere ao Estado a prerrogativa de substituir os pais na decisão do que pode ser visto por seus filhos.
Não há dúvida de que o Conar conquistou o respaldo da sociedade. Ele precisa, no entanto, apertar os seus controles.
Estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostrou que propagandas de cerveja veiculadas na TV – exceção questionável à restrição de horário a publicidade de bebidas alcoólicas – não respeitam 12 das 16 determinações do código de autorregulamentação avaliadas na pesquisa.
Para consagrar-se, o salutar princípio da autorregulamentação precisa mostrar-se efetivo.

(Folha de São Paulo, 10/04/2012)


01) O texto acima aborda um tema do momento, que vive em discussão na sociedade. Qual é esse tema? Por que ele estava sendo debatido no momento em que esse texto foi publicado?



02) O texto é um editorial ou um artigo de opinião? Justifique sua resposta, aproveitando para diferenciar um gênero do outro:



03) Alguns textos são escritos para fazer uma crítica ou um elogio a algo ou a alguém, ou para fazer sugestões ou estimular a reflexão. Neste em questão, o posicionamento é claro. Ele é contra ou a favor da proibição dirigida ao público infantil?



04) Em que parte(s) do texto esse posicionamento é apresentado de forma explícita?  

05) Que argumentos são usados para esse posicionamento? 

06) O texto cita pontos de consenso entre defensores e críticos. Quais são esses pontos?

07) Nos textos argumentativos, é comum a conclusão apresentar uma síntese das ideias expostas ou uma sugestão ou proposta para a solução do problema abordado. De que tipo é a conclusão do texto lido?

08) Que pessoa verbal predomina no texto em questão? O uso dessa pessoa contribui para impessoalizar ou não o texto? Justifique sua resposta:

09) Em que tempo estão as formas verbais, predominantemente, no texto? O que isso significa?
 
10) Afinal, você concorda ou não com a opinião exposta no texto? Qual é o seu posicionamento no que diz respeito a esse tema? Comente sua resposta:

11)  A imagem abaixo dialoga com o texto apresentado? Se sim, de que forma? Justifique sua resposta:


12) Usando a imagem a seguir como estímulo, responda: Até que ponto você acha que a mídia pode influenciar no comportamento de uma criança? Explique sua resposta: 


13) O que a charge seguinte denuncia? O que você pensa a respeito disso? Comente: 


14) Explique por que a charge e a tirinha abaixo dialogam e como, aproveitando para se posicionar sobre o assunto: 



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Atividade sobre o editorial "Rastro de escândalo"

Rastro de escândalo

Os bombeiros chegaram em menos de dez minutos. Eis a única informação positiva que se pode colher do noticiário sobre o incêndio no Instituto Butantan, em São Paulo, ocorrido no sábado.
Enquanto se avalia a dimensão dos prejuízos ao seu acervo científico, a maior do mundo na área, pupulam evidências de descaso na instituição.
Uma coleção iniciada há 120 anos, com cerca de 580 mil exemplares de animais, entre cobras, aranhas e escorpiões, estava depositada num galpão que possuía, como único recurso de combate ao fogo, extintores acionados manualmente. 
Sem um sistema adequado de prevenção, eram previsíveis os efeitos devastadores de qualquer faísca elétrica naquele ambiente, onde milhares de espécimes eram conservados em álcool.
Quanto custaria instalar dispositivos automáticos de combate ao fogo no local? O orçamento existia, e não era exorbitante: calcula-se que, por R$ 1 milhão, o sistema teria sido implantado.
Não é que faltasse verba. O Instituto Butantan recebeu, entre 2007 e 2008, tal montante de recursos para realizar obras de infraestrutura; foram utilizados para outros fins. A solicitação para equipamentos anti-incêndio, que teria sido feita, perdeu-se nos desvios da burocracia. 
Definitivamente, R$ 1 milhão não era tanto dinheiro. Em especial quando se toma conhecimento dos R$ 35 milhões que, segundo o Ministério Público, foram subtraídos da Fundação Butantan, braço operacional do instituto, por funcionários do seu segundo escalão. 
Os cientistas do Butantan agora tratam de avaliar a perda e de buscar, em instituições similares, ajuda para repará-la. 
Não é necessário, todavia, ser especialista em serpentes -- nem em investigações criminais -- para detectar nesse episódio o rastro, amplamente conhecido na administração pública, do descuido e do escândalo. 
(Folha de São Paulo - 20/05/10) 


01) O editorial manifesta o ponto de vista do jornal a respeito de um fato. Que fato é esse? 

02) Qual o ponto de vista do jornal a respeito desse fato?

03) Delimite no texto as suas três partes essenciais: introdução, desenvolvimento e conclusão:

04) Qual a tese (ou ideia principal) do texto?

05) Qual é a ideia desenvolvida no terceiro parágrafo? E no quarto?

06) No quinto parágrafo, que questionamento o jornal faz?

07) Qual é a resposta dada pelo próprio jornal a esse questionamento?

08) O editorial em questão apresenta uma conclusão do tipo síntese (resumo) ou do tipo proposta? Justifique sua resposta:

09) Que variedade linguística é adotada no texto?

10) Que pessoa gramatical predomina no texto? O que isso revela?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Atividade com o editorial "Nossa Língua Portuguesa"


Nossa Língua Portuguesa

A língua é algo mutável. De outra forma ainda estaríamos falando indo-europeu. A internet, porém, sobretudo em seus programas de conversação chamado de chats, está criando uma nova linguagem. 

A oralidade e a pressa com que as pessoas conversam, principalmente se se levar em consideração a lentidão da rede, fazem com que se desconsiderem regras básicas da gramática e da ortografia. Assim, não é incomum observar uma vírgula entre sujeito e predicado, em português, crime de lesa-sintaxe, ou mesmo alguns absurdos como "faser" ou "anciosamente", que são casos em que fica difícil diferenciar o erro de digitação do erro ortográfico.

Quando se considera que é a elite do país que tem acesso a computadores, a situação torna-se ainda pior. Se as pessoas mais ricas e que estudam nos melhores colégios do país não conseguem escrever dentro das boas normas gramaticais e ortográficas -- por mais contaminações orais que se possam admitir --, há certamente algo de errado com o ensino. 

Ninguém exige, é óbvio, que cada aluno da elite brasileira seja um latinista ou um helenista, mas escrever dentro da norma do português com todas as variações admissíveis é o mínimo que se deveria exigir de qualquer profissional de qualquer área. 

A Internet ainda suscita outros problemas de linguagem. Escrever em letras maiúsculas é mais ou menos o mesmo que gritar. Existem também outros problemas como as chamadas caracteretas. São quase que como uma linguagem simbólica representada por desenhos que em certos aspectos se assemelha aos hieróglifos egípcios. Uma risonha composta por acentos e símbolos significa, por exemplo, felicidade. 

Seja em português, em inglês ou qualquer outra língua do planeta, a Internet já começa a modificar os usuais meios de comunicação reputados como corretos. É melhor pensar nas implicações desse fenômeno antes que seja tarde demais e as línguas já estejam descaracterizadas pela extrema e cada vez mais rápida popularidade da rede. 

(Editorial da Folha de São Paulo, 15/08/1996)

01) Se considerarmos o primeiro parágrafo como a introdução de um texto dissertativo, a ideia básica defendida ao longo do texto seria: 

(A) a internet pressupõe que seus usuários dominem tanto o Latim como o Grego.
(B) a internet não interfere na linguagem que está sendo criada.
(C) a internet não estabelece o que seja correto ou adequado.
(D) a internet está criando uma nova linguagem.
(E) a internet não é o problema, mas os usuários é que primam pela linguagem.

02) Se considerarmos o último parágrafo como a conclusão, qual seria a ideia final?

03) Há coerência entre as ideias defendidas na introdução e na conclusão? Justifique sua resposta:

04) Qual o argumento utilizado no desenvolvimento do quinto parágrafo?

05) O autor do texto trabalha com a tese e conclusão de âmbito universal, mas argumenta a partir de exemplos particularizados (a língua portuguesa, que dá título ao editorial do jornal). Que frase retoma o caráter universal do texto?

06) Releia o último parágrafo e responda: Você acredita que as línguas possam ser descaracterizadas diante da rápida popularidade da Internet? 

07) A palavra destacada no primeiro parágrafo, seguindo as regras ortográficas atuais, está adequada? Justifique sua resposta:

08) Por que a palavra "chats" encontra-se no texto em itálito? De que outra maneira ela poderia aparecer registrada?

09) A palavra destacada no segundo parágrafo está de acordo com as normas gramaticais? Ela deveria mesmo estar no plural? Por quê? 

10) Você acredita que, na internet, existem mais casos de erro de digitação, de erro ortográfico ou de ambos? Explique seu raciocínio:

11) Observe as duas imagens a seguir para relacioná-las, de alguma forma, ao texto lido e à discussão por ele levantada: 




Leia o texto abaixo: 

Pontuação

Insiste o autor em combater a ideia, muito divulgada, de que a pontuação é problema de ouvido, que assinala a pausa e, por isso, dispensa ao escritor os conhecimentos rudimentares de gramática. 

Bem sabe que ouvido e gramática estão aqui unidos como dois braços de um abraço; mas o excessivo privilegiamento que se concede à pausa sobre as relações sintáticas que os termos da frase mantêm entre si, constantemente leva a pessoa a cometer enganos grosseiros no uso da vírgula, muitas vezes com resultados desastrosos na comunicação adequada da mensagem. 

Uma frase não é um amontoado desordenado de palavras, da mesma forma que um automóvel não é um amontoado de peças: tudo aí está interligado por força da funcionalidade de seus elementos constitutivos, que ordena o fundamental e o acessório que a gramática procura descrever, explicitando os princípios que regen o bom emprego da vírgula e de outros sinais de pontuação. 

(Evanildo Bechara, na apresentação do livro "A vírgula", do professor Celso Luft)

12) Por que uma vírgula entre sujeito e predicado, em português, pode ser considerado crime de lesa-sintaxe? 

13) Todos os itens apresentam o uso correto da vírgula, exceto o item D. Por quê? 

(A) "Dolorosas ferroadas de abelhas, quem diria, podem funcionar como um excelente complemento terapêutico para uma série de enfermidades".
(B) "A França, definitivamente, está em estado de guerra aberta".
(C) "A frágil vida intelectual que o professor pretende construir nesta planície varrida pelos tufões emocionais esboroa-se como aquelas casinhas de madeira usadas para as experiências atômicas."
(D) "Atividades específicas do campo cultural, também têm espaço nos programas de dois candidatos à Prefeitura do Rio."
(E) "Os Tupinambás sentiam-se vencedores no combate quando conseguiam dominar o campo de betalha e faziam os inimigos fugirem pelos arredores, embrenhando-se pela mata, ou evcuando o local de canoas." 

(Algumas questões foram retiradas de uma prova da UFF e outras foram por mim elaboradas!)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Atividade sobre o editorial "Pedofilia na internet"


Pedofilia na internet

Reportagens sobre a internet publicadas nos últimos dias levantam um problema dedicado e espinhoso: como conciliar na rede a repressão à pedofilia – desejo sexual por crianças – com a preservação do exercício da liberdade de informação, que a internet hoje garante a cerca de 100 milhões de usuários.
Conferência com especialistas, promovida nesta semana pela Unesco, teve o mérito de, ao mesmo tempo, lançar um novo sinal de alerta sobre a expansão dessa forma hedionda de crime e sinalizar o complicado caminho para sua repressão.
A internet globalizou a informação com intensidade inimaginável há menos de uma década. Mas as leis capazes de punir a pedofilia são elaboradas pelos países e são aplicadas no limite estrito de seus territórios.
Há por cento as convenções internacionais, negociadas pelos governos e ratificadas pelos Estados. A internet, no entanto, está longe de inspirar uma reação consensual que permita a imediata adoção desse caminho.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo defende o princípio da auto-regulamentação dos provedores de acesso. Na Alemanha, pelo contrário, lei votada há um ano responsabiliza os provedores que abrigam páginas racistas ou de difusão de abusos sexuais contra menores.
No Brasil, a Associação Brasileira de Provedores Internet associou-se ao Ministério Público do Estado de São Paulo para uma campanha que estimula a denúncia de crimes envolvendo pornografia infantil. Nada porém pode ser feito judicialmente, do Brasil, contra pedófilos que hospedam páginas em provedores do Japão, onde, em nome da liberdade comercial, não há freio algum à venda eletrônica de pornografia.
A pedofilia é decerto muito mais antiga que a Internet, mas nunca contou com um canal de difusão tão extensivo, eficaz e por ora praticamente incontrolável. Reconhecer a gravidade do problema e encaminhar propostas de solução é o mínimo que se pode fazer agora.

(Folha de São Paulo, 21/01/99)

01) O editorial expressa a visão do jornal a respeito de um problema que está ocorrendo no momento da publicação do texto. Geralmente esse assunto é identificado na introdução do texto, isto é, em seus primeiros parágrafos. No caso do editorial lido:

a)       Qual é o assunto em questão?
b)       Em que parágrafo ele é apresentado ao leitor?

02) Geralmente, depois de situar o problema, o editorial costuma proceder a uma análise dele, isto é, apontar suas causas e consequências, demonstrar dados objetivos – como estatísticas e pesquisas --, estabelecer comparações, etc. Todos esses procedimentos constituem o desenvolvimento do texto. Identifique os parágrafos que constituem o seu desenvolvimento:

03) Os parágrafos do desenvolvimento expõem as dificuldades para combater a pedofilia. Explique, de acordo com esses parágrafos, as razões dessas dificuldades:

04) No desenvolvimento do editorial, é comum serem utilizados certos procedimentos , como exemplificação, comparação, relações de causa e conseqüência, citações, etc. Identifique no desenvolvimento do editorial lido:

a)       Um caso de exemplificação;
b)       Comparações entre épocas ou lugares distintos;

05) Além da introdução e do desenvolvimento, o editorial costuma apresentar uma conclusão, que geralmente retoma e sintetiza as ideias desenvolvidas, ou ainda faz propostas ou sugestões para solucionar o problema discutido.

A)      Qual é o parágrafo com caráter conclusão?
B)       A conclusão resume as ideias gerais do texto ou faz sugestões?
C)       Na hipótese de serem feitas sugestões, a quem elas são dirigidas?

06)  Observe a linguagem do texto.

a)       Em que tempo e modo estão, predominantemente, as formas verbais empregadas?
b)       Nela predomina a IMPESSOALIDADE (verbos na terceira pessoa) ou a PESSOALIDADE (verbos na primeira pessoa)?
c)       Quanto ao nível de linguagem, qual foi utilizado: culto formal, coloquial ou informal?
d)       Considerando que os editoriais são publicados em revistas e jornais de grande circulação, esse nível de linguagem é adequado? Justifique: