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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Atividade sobre o texto "Vende-se um sítio", de Autor Desconhecido

Vende-se um sítio

Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade, de fato, um sítio que lhe dava muito trabalho e despesa. Reclamava que era um homem sem sorte, pois as suas propriedades davam-lhe muitas dores de cabeça e não valia a pena conservá-las. Pediu então ao amigo poeta para redigir o anúncio de venda do seu sítio, pois acreditava que, se ele descrevesse a sua propriedade com palavras bonitas, seria muito fácil vendê-la.

E assim Olavo Bilac, que conhecia muito bem o sítio do amigo, redigiu o seguinte texto: 

"Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda."

Meses depois, o poeta encontrou o seu amigo e perguntou-lhe se tinha vendido a propridade. 

"Nem pensei mais nisso", respondeu ele. "Quando li o anúncio que você escreveu, percebi a maravilha que eu possuía". 

(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique o emprego das aspas, nos dois momentos do texto: 

03) Por que o próprio homem não escreveu o anúncio de venda? 

04) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

05) Você acha que poetas conseguem usar as palavras de uma maneira especial? Por quê? 

06) Com os detalhes fornecidos pelo texto, desenhe o tal sítio: 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Atividade sobre o texto "Se eu fosse pintor...", da Cecília Meireles


Se eu fosse pintor...

Se eu fosse pintor começaria a delinear este primeiro plano de trepadeiras entrelaçadas, com pequenos jasmins e grandes campânulas roxas, por onde flutua uma borboleta cor de marfim, com um pouco de ouro nas pontas das asas.
Mas logo depois, entre o primeiro plano e a casa fechada, há pombos de cintilante alvura, e pássaros azuis tão rápidos e certeiros que seria impossível deixar de fixá-los, para dar alegria aos olhos dos que jamais os viram ou verão.
Mas o quintal da casa abandonada ostenta uma delicada mangueira, ainda com moles folhas cor de bronze sobre a cerrada fronde sombria, uma delicada mangueira repleta de pequenos frutos, de um verde tenro, que se destacam do verde-escuro como se estivessem ali apenas para tornar a árvore um ornamento vivo, entre os muros brancos, os pisos vermelhos, o jogo das escadas e dos telhados em redor.
E que faria eu, pintor, dos inúmeros pardais que pousam nesses muros e nesses telhados, e aí conversam, namoram-se, amam-se, e dizem adeus, cada um com seu destino, entre a floresta e os jardins, o vento e a névoa?
Mas por detrás estão as velhas casas, pequenas e tortas, pintadas de cores vivas, como desenhos infantis, com seus varais carregados de toalhas de mesa, saias floridas, panos vermelhos e amarelos, combinados harmoniosamente pela lavadeira que ali os colocou. Se eu fosse pintor, como poderia perder esse arranjo, tão simples e natural, e ao mesmo tempo de tão admirável efeito?
Mas, depois disso, aparecem várias fachadas, que se vão sobrepondo umas às outras, dispostas entre palmeiras e arbustos vários, pela encosta do morro. Aparecem mesmo dois ou três castelos, azuis e brancos, e um deles tem até, na ponta da torre, um galo de metal verde. Eu, pintor, como deixaria de pintar tão graciosos motivos?
Sinto, porém, que tudo isso por onde vão meus olhos, ao subirem do vale à montanha, possui uma riqueza invisível, que a distância abafa e desfaz: por detrás dessas paredes, desses muros, dentro dessas casas pobres e desses castelinhos de brinquedo, há criaturas que falam, discutem, entendem-se e não se entendem, amam, odeiam, desejam, acordam todos os dias com mil perguntas e não sei se chegam à noite com alguma resposta.
Se eu fosse pintor, gostaria de pintar esse último plano, esse último recesso da paisagem. Mas houve jamais algum pintor que pudesse fixar esse móvel oceano, inquieto, incerto, constantemente variável que é o pensamento humano?

(Cecília Meireles)

01) Podemos afirmar que no texto predominam elementos descritivos? Por quê? 

02) A finalidade do texto é puramente descritiva? Justifique sua resposta:

03) Qual dos cinco sentidos (paladar, visão, audição, olfato e tato) foi privilegiado na observação da autora? Aponte palavras e passagens que justifiquem, sua resposta:

04) Retire do texto uma passagem em que é feita uma comparação. Como ela se relaciona com o resto do texto?

05) A leitura do texto permite que se perceba uma quebra na linha de pensamento da autora, a partir do penúltimo parágrafo. O par de palavras que se opõem, marcando os dois momentos de reflexão da autora é:  

(A) sol / sombra.
(B) velho / novo.
(C) exterior / interior.
(D) pergunta / resposta.
(E) luz / terra.

06) A “riqueza invisível”, a que se refere a autora, é dedicada a: 

(A) “Galo de metal verde”.
(B) “Pensamento humano”.
(C) “Borboleta cor de marfim”.
(D) “Castelinhos de brinquedo”.
(E) “Vitalidade dos animais”.

07) Segundo a autora, é impossível fixar o pensamento humano. Para ilustrar essa afirmação é criada, no texto, uma comparação com:

(A) a tela e o pincel.
(B) as ações dos homens.
(C) a inconstância dos oceanos.
(D) a distância do vale à montanha.
(E) as palmeiras.

08) No quarto parágrafo, através da sequência de ações, a autora enfatiza o descompromisso amoroso, explicitando um sentimento de:

(A) perda.
(B) rancor.
(C) ternura.
(D) liberdade.
(E) inveja.

09) Analise com atenção o terceiro parágrafo do texto e apenas CIRCULE nele CINCO adjetivos:

10) Copie do texto dois exemplos de ANTÍTESE, explicando: 

11) Sabendo que HIPÉRBOLE se refere a um exagero, transcreva do texto um bom exemplo para ela: 

12) Por que, segundo a autora, é impossível um pintor conseguir pintar o pensamento humano? Qual a diferença entre ele e as demais “pinturas”? 

13) No texto predomina a descrição objetiva ou a subjetiva? Justifique sua resposta, utilizando elementos do próprio texto:

14) Que mensagem o texto deseja transmitir para os seus leitores?

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Atividade sobre o texto "O camelo extraviado", de Mark Twain

O camelo extraviado

Um condutor de camelos perdeu o seu camelo e, encontrando um homem, perguntou-lhe: 
-- Por acaso, o senhor não encontrou um camelo extraviado?
O homem respondeu:
-- Não é um camelo cego do olho esquerdo?
-- Sim. 
-- Que perdeu um dente de cima?
-- Sim. 
-- Que mancava da perna esquerda traseira?
-- Sim! 
-- Que carregava milho de um lado e mel do outro?
-- Sim! O senhor não precisa apresentar mais detalhes. É exatamente o camelo que procuro. Estou com pressa. Onde o senhor o viu?
-- Eu não vi camelo nenhum, respondeu o homem. 
-- O senhor não viu? E como pôde descrevê-lo tão detalhadamente?
-- Porque sei me servir dos olhos para observar as coisas. A maioria das pessoas tem olhos que não lhes servem de nada. Eu sabia que um camelo havia passado porque vi rastros. Sabia que mancava da pata esquerda traseira pelas marcas diferentes deixadas no chão do lado esquerdo. Sabia que era cego de um olho, porque só pastou o capim do lado direito do caminho. Sabia que perdeu um dente de cima porque deixou falhas nas raízes que mordeu. Notei que aves comiam os grãos de milho que foram caindo do lado esquerdo. Sei que o mel escorreu do lado direito porque observei muitas moscas juntas desse lado. Sei tudo sobre o seu camelo, mas não o vi. 
(Mark Twain)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) O que predomina nele: a descrição, a narração ou a dissertação? Justifique sua resposta:

03) Copie do texto uma frase exclamativa e outra interrogativa:

04) Explique o que significa a passagem destacada no texto, concordando ou não com ela:

05) Podemos afirmar que quem descreve o camelo é um bom observador? Por quê?

06) Ser um bom observador é muito importante em algumas profissões. Cite-as, dizendo o porquê:

07) Que mensagem o texto transmitiu?

08) Crie um final para a história, dizendo se o homem encontrou ou não o camelo extraviado e também se ele mudou ou não a forma de tratar o animal: 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Atividade sobre o texto "Duas rainhas", do Dalton Trevisan


Duas rainhas

Duas gorduchinhas, filhas de mãe gorda e pai magro. Não sendo gêmeas, usam vestido igual, de preferência encarnado com bolinha. Sob o travesseiro mil bombons, o soalho cheio de papelzinho dourado.
Rosa tem o rosto salpicado de espinhas. Dois anos mais moça, Augusta é engraçadinha, para quem gosta de gorda. Três vezes noiva de sujeitos cadavéricos, esfomeados por aquela montanha de doçuras gelatinosas. Os amores desfeitos pela irmã.
(...) Duas pirâmides invertidas que andassem, largas na vértice e fininhas na base. Manchas roxas pelo corpo de se chocarem nos móveis. Lamentam-se da estreiteza das portas. Sua conversa predileta sobre receita de bolo. Nos aniversários, primeiras a sentarem-se à mesa ou, para lhes dar passagem, todos têm de se levantar. 

(Dalton Trevisan)

01) Qual a característica principal das protagonistas do textículo? O que elas têm em comum?

02) Tal característica é apontada de uma forma preconceituosa ou não? Justifique sua resposta, utilizando palavras ou expressões do próprio texto:

03) Explique a importância da passagem “não sendo gêmeas” para o contexto:

04) Que ditado popular podemos associar a uma passagem do texto? Que passagem seria essa?

05) O que a irmã poderia ter feito para estragar os noivados da outra?

06) Extraia do texto duas metáforas importantes que se relacionam à ideia de tamanho:

07) O texto aborda alguma espécie de estereótipos? Se sim, qual (quais)? Comente:

08) Reflita um pouco sobre os nomes que o autor deu a cada personagem. A que pode remeter o nome Rosa? E o nome Augusta? (Faça associação de ideias)

09) A que conclusão se pode chegar a partir das associações obtidas?

10) O narrador vai mostrando as duas personagens a partir de alguns contrastes ironicamente concebidos. Aponte-os:

11) Retire do texto um diminutivo. Ele foi empregado com carinho ou indica tamanho? Justifique sua resposta:

12) Transcreva do texto dois exemplos de antítese:

13) Localize no texto um bom exemplo de hipérbole:

14) Copie do texto quatro adjetivos, dizendo a que substantivo cada um deles se refere:

15) O texto é narrativo ou descritivo? Justifique sua resposta:

16) Copie uma passagem do texto que represente a descrição objetiva, explicando por quê:

17) Copie uma passagem do texto que simbolize a descrição subjetiva, explicando:

18) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Atividade sobre o texto "Dois velhinhos", de Dalton Trevisan

Dois velhinhos

Dois inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela do asilo
Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar lá fora
Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado, anuncia o primeiro:
-- Um cachorro ergue a perninha no poste.
Mais tarde:
-- Uma menina de vestido branco pulando corda.
Ou ainda:
-- Agora é um enterro de luxo.
Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela
Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico do cachorro, da menina, do enterro de rico.
Cochila um instante -- é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros em ruína, um monte de lixo
(Dalton Trevisan)

01) Por que podemos afirmar que o textículo acima é narrativo?

02) Apesar de ser uma narração, há nele passagens descritivas. 

a) Qual o papel da descrição na fala do narrador? 

b) Para o velhinho isolado, qual o papel das descrições feitas pelo outro?

03) A que é comparado o mundo exterior pelo velhinho que sobrevive?

04) Justifique o título empregado no texto, aproveitando para sugerir um outro:

05) O clímax da narrativa nos é dado por uma descrição. Transcreva-a:

06) Que relação o autor procurou estabelecer entre a descrição final e o mundo imaginado pelo velhinho que sobreviveu?

07) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

08) Caracterize os dois velhinhos (com 5 adjetivos para cada um): 

09) Elabore uma espécie de final para o texto: 

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra em destaque no texto:


11) De que maneira a imagem acima dialoga com o texto lido? Comente:

12) Que mensagem ela transmite? Justififique sua resposta: 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Atividade sobre o texto "O príncipe que coaxava", de Cora Rónai


O príncipe que coaxava 

Um dia, um dos conselheiros achou que, no fundo, o que estava faltando para o príncipe era uma namorada. Os outros conselheiros concordaram e despacharam mensageiros pelo reino à cata da mais linda princesa
Os mensageiros andaram e andaram, cavalgaram e cavalgaram, falaram com milhares de princesas, fizeram pesquisas de opinião pública e, finalmente, encontraram a mais linda, a mais encantadora de todas as princesas. 
Tinha cabelos pretos e muito compridos, olhos da cor e da doçura do mel, uma pele suave e delicada como as pétalas das rosas. 
Os conselheiros aprovaram a princesa. E, com grande pompa, a vestiram de dourado e foram apresentá-la ao príncipe. 
-- Que tal, Alteza? -- perguntou um deles, muito solícito.
-- Hum -- resmungou o ex-sapo, afundado na poltrona. -- Hum, Grrmmpff.
-- Vossa Alteza não gostou da princesa?  -- perguntou o conselheiro, incrédulo. -- Não gostou?
-- Não. 
-- Mas por quê?! É a mais linda princesa do reino. Seus cabelos são os mais sedosos, seus olhos os mais ternos, a sua tez...
-- Não gostei da cor
-- Perdão, Alteza, mas eu não entendi. Da cor?! Mas se ela tem a cor do pêssego maduro, se os seus lábios têm a cor da romã...
-- Pois é.
-- Ah, entendi. Vossa Alteza gostaria de uma princesa... mais bronzeada...?
-- Não.
-- Então eu não entendi. 
-- Eu queria uma princesa verde e lustrosa.

Constrangidíssimos, os conselheiros deixaram o quarto, convencidos de que o príncipe estava irremediavelmente maluco. Sacudiram a cabeça, entristecidos. Os mais otimistas tentaram descobrir se haveria, em algum canto da Terra, um reino em que as princesas fossem verdes.
E lustrosas. 
(Cora Rónai)

01) Justifique o título dado ao texto acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Que ideia um dos conselheiros do reino teve para acabar com a tristeza do príncipe? O que você achou disso?

03) Que atitude os outros conselheiros tomaram após concordarem com essa ideia?

04) O que os mensageiros fizeram para encontrar a mais linda princesa?

05) Marque no texto as partes descritivas, circulando os adjetivos:

06) Que argumento um dos conselheiros apresentou ao príncipe para convencê-lo a namorar a princesa? Funcionou?

07) Por que o príncipe não gostou da princesa? Justifique sua resposta:

08) Podemos dizer que no texto predomina a narração? Por quê?

09) Podemos dizer que o final foi imprevisível? Justifique sua resposta:

10) Explique o objetivo da repetição de palavras presente no segundo parágrafo:

11) Retire do texto uma comparação, dizendo se ela foi ou não feliz:

12) Existe no texto alguma hipérbole? Se sim, transcreva-a, explicando seu raciocínio:

13) Copie do texto um vocativo:

14) Localize no texto exemplos de oralidade:

15) Qual a função dos travessões utilizados no texto?

16) Justifique o emprego do porquê em negrito, usado na história:

17) Justifique a acentuação do verbo em negrito no texto:

18) Existe no texto alguma onomatopeia? Se sim, copie-a, explicando seu raciocínio:

19) Assinale a opção que melhor expressa a ideia principal do texto:

(  ) Os conselheiros eram solidários com a tristeza do príncipe.
(  ) O sapo virou príncipe, mas continuava com o coração de sapo.
(  ) A linda princesa não conseguiu encantar o príncipe.

20) Numere os fatos na sequência em que ocorrem no texto, de modo a obter um resumo da história:

(   ) O principe andava muito triste.
(   ) O príncipe não gostou da princesa.
(   ) Os conselheiros mais otimistas ainda tentaram encontrar uma princesa que estivesse de acordo com o gosto do príncipe.
(   ) Os conselheiros apresentaram a princesa para o príncipe.
(   ) O príncipe disse que queria uma princesa verde e lustrosa.
(   ) Os mensageiros procuraram e encontraram uma linda princesa.
(   ) Os conselheiros acharam que o príncipe estava maluco.
(   ) Os conselheiros resolveram arrumar uma namorada para o príncipe.

21) Que mensagem o texto transmite? Comente:

22) Classifique morfologicamente as palavras destacadas no texto, respectivamente:

P.S.: Eu costumo parar no "verde e lustrosa" e omito o final para pedir que os alunos criem um. Saem coisas fantásticas! Experimente! E eles ficam ansiosos para saberem o final verdadeiro e se passaram perto... (risos) 

terça-feira, 26 de março de 2019

Atividade sobre a obra "Moça na janela" - Salvador Dalí


01) Justifique o título dado à obra de arte, aproveitando para sugerir um outro:

02) No que a mulher poderia estar pensando ao olhar pela janela?

03) Descreva tudo o que ela provavelmente está vendo pela janela:

04) Caracterize a personagem, utilizando pelo menos cinco adjetivos: 

05) Que sensações e impressões essa obra transmite a você? 

06) Crie um balão contendo um possível pensamento para a moça na janela:

07) Pela postura da personagem na janela, quanto tempo ela ficou lá?

08) Existe um contraste entre a paisagem lá de fora e a de dentro de casa? O que isso pode revelar? 

09) Proponha cinco alterações na obra analisada e depois faça uma releitura da mesma: 

10) Que mensagem a obra transmite? Comente: 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Atividade de arte e criatividade "Receita de um outro monstrinho"...

Na reunião de pais da escola do meu filho, conheci outra dinâmica do "Monstrinho" (que já postei AQUI), que também aproveito para compartilhar com vocês, já que é sempre muito bom termos "várias cartas na manga", né?!? Sempre alguma delas vai servir...

Pedir para que cada pessoa desenhe instrução por instrução (seguindo a lista de comando abaixo!): 

01) Uma cabeça redonda e grande;
02) Um corpo pequeno coberto de pelos;
03) Braços compridos com mãos pequenas e garras afiadas;
04) Pernas curtas;
05) Pés grandes e arredondados;
06) Um olho no meio da testa;
07) Orelhas pontiagudas;
08) Nariz com narinas quadradas;
09) Boca grande e dentes falhados;

No final da atividade perguntar se todos os montrinhos ficaram iguais... Por que não ficaram, se todos obedeceram aos mesmos comandos?!? Como associar isso à vida e à sala de aula, especialmente?!? Ser diferente é bom ou ruim? Soma ou diminui? Enfim...

Compartilho, cheia de coragem, o monstrinho que eu desenhei na reunião e também o que o meu filho Miguel desenhou, depois, em casa, já que adora essas ideias! Não sei a quem puxou... he he he



E aí?!? Acharam os monstrinhos simpáticos?!? Isso porque vocês não viram o que o Miguel quis fazer mais de dois anos depois, em 01/08/19, atualizando o monstro, pintando, evoluindo, batizando-o de CRESVALDO! he he he


quarta-feira, 29 de março de 2017

Atividade de arte e criatividade: "O Monstrinho"

Minha amiga Flávia Damas, ex-ce-len-te professora de Artes, que vive inventando moda, me passou uma atividade que eu adorei, por isso aqui compartilho, e ainda, de quebra, fiz com o meu filhote Miguel, de 7 anos e com a amiguinha dele, a Laura, de 9 anos (e também criei o meu monstrinho, claro!). 

Prepare-se para só escutar e desenhar o que vai pedindo! Cada um desenha o seu! 

01) Tem uma cabeça em forma de círculo bem grande;
02) Tem três olhos;
03) Usa óculos;
04) Seu nariz é uma vassoura;
05) Sua boca é um barco;
06) Seu cabelo é um cacho de banana;
07) Seu chapéu é um avião;
08) Uma de suas orelhas é um sol;
09) A outra orelha é sua fruta predileta;
10) Seu pescoço é uma escada;
11) Sua barriga é uma forma geométrica qualquer;
12) Um de seus braços é um utensílio utilizado na cozinha;
13) O outro braço é um objeto que há em seu quarto;
14) Uma das suas pernas é um objeto utilizado no banheiro;
15) A outra perna é um objeto que há na sala de aula;
16) O monstro adora comer, e sua barriga é transparente. Ele comeu um prédio e um bichinho de estimação. 

Desenhado o bichinho, o professor pode sugerir que as crianças escrevam sobre o seu monstrinho. 
Sugestões de perguntas:

01) Qual o nome de seu monstrinho?
02) De onde ele veio?
03) O que veio fazer aqui?
04) Ele vai ficar aqui por quanto tempo?
05) Onde ele está morando?
06) O que ele mais gosta de fazer?
07) Ele encontrou amigos?
08) As pessoas gostam dele?
09) Ele é um monstrinho bom ou mau?
10) O que ele gosta de comer? 
11) Quando ele vai retornar para o lugar de onde veio?

O meu monstrinho: 



Minha história sobre ele: 

O meu monstrinho se chama Sebastião, vulgo Tião ou Titi. Ele veio de Plutão e veio atrás de uma namorada bem bonita. Para isso, pretende ficar uns mil anos por aqui, e ficará debaixo da cama do menino mais bonito do Planeta Terra. 

Ele gosta de dançar "Deu onda" e de sambar e encontrou alguns amigos. As pessoas gostam dele, porque é um monstrinnho bom, só que gosta de comer tudo o que vê pela frente: prédios, flores, animais, objetos...

E só vai retornar quando sua namorada finalmente aparecer!

P.S.: Existe uma outra atividade, semelhante a esta, que dá para fazer no mesmo dia com os alunos, pois é a construção de um outro monstrinho! AQUI está! 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Atividade sobre o texto "Prima Julieta", de Murilo Mendes

Prima Julieta

Prima Julieta, jovem viúva, aparecia de vez em quando na casa de meus pais ou na de minhas tias. O marido, que lhe deixara uma fortuna substancial, pertencia ao ramo rico da família Monteiro de Barros. Nós éramos do ramo pobre. Prima Julieta possuía uma casa no Rio e outra em Juiz de Fora. Morava em companhia de uma filha adotiva. E já fora três vezes à Europa. 

Prima Julieta irradiava um fascínio singular. Era a feminilidade em pessoa. Quando a conheci, sendo ainda garoto e já sensibilíssimo ao charme feminino, teria ela uns trinta ou trinta e dois anos de idade. 

Apenas pelo seu andar percebia-se que era uma deusa, diz Virgílio de outra mulher. Prima Julieta caminhava em ritmo lento, agitando a cabeça para trás, remando os belos braços brancos. A cabeleira loura incluía reflexos metálicos. Ancas poderosas. Os olhos de um verde azulado borboleteavam. A voz rouca e ácida, em dois planos; voz de pessoa da alta sociedade. Uma vez descobri admirado sua nuca, que naquele tempo chamavam de cangote, nome expressivo: pressupõe jugo e domínio. No caso somos nós, homens, a sofrer a canga. Descobri por intuição a beleza do cangote e do pescoço feminino, não querendo com isto dizer que subestimava outras regiões do universo. 

(Murilo Mendes)

01) Leia atentamente cada um dos parágrafos do texto. Qual o núcleo temático de cada um deles?

02) Qual a atitude do autor diante da pessoa descrita?

03) Qual a impressão geral que a descrição cria? 

04) As principais características de Prima Julieta implicam em movimento? Explique:

05) Como você interpreta a observação final do autor?

06) O retrato de Prima Julieta é físico ou psicológico? Explique:

07) Copie do texto dois substantivos próprios, justificando sua resposta: 

08) Coloque a sua imaginação para funcionar e tente, explorando cada detalhe do texto, desenhar a Prima Julieta:

09) Escolha uma pessoa famosa que você considera particularmente atraente e descreva-a, tomando o cuidado de formar um quadro físico e psicológico a um só tempo: 

10) Agora selecione uma pessoa famosa que represente o oposto, observado os mesmos critérios: 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Atividade sobre o texto "Retrato de Lobato", de Alberto Conte

Retrato de Lobato

Estatura mediana. Compleição de tronco pouco desenvolvida, peito chato. Ombros quase horizontais. Moreno, cor de hindu ou de sírio. Testa de altura comum, com sobrancelhas negras, cerradas, largas e inteiramente juntadas e confundidas na região da origem do nariz, de sorte a constituírem uma única faixa escura, como se fossem dois circunflexos ligados. Cabelo grisalho, penteado todo para cima, sem risca, a lhe cair, às vezes, de lado sobre a testa. 

Olhos pretos, brilhantes, embora seja olhar um tanto meigo e bondoso – olhar “mortero”... como diz o nosso caboclo. Olheiras mais escuras, de vinco pronunciadas, e malares um tanto salientes. Rosto curto. Nariz igualmente curto, afilado em cima, levemente nodulado em curva e alteado na ponta. Narinas bem modeladas, de vinco fundo e abertura ampla e arredondada. Das asas do nariz descem dois sulcos abaixo das comissuras da boca, das quais passam ao lado, como dois parênteses. 

Boca bem feita, enérgica. Lábio superior fino e o inferior muito bem recortado. Bigode triangular, raspado sobre os cantos da boca. Queixo entre reto e arredondado.

O andar é cadenciado num movimento ântero-posterior das espáduas. Na rua vai andando sem olhar os lados, e ou olha para a frente ou olha para o chão, o que é mais comum, e sempre com aquele ar de constante e permanente meditação. 

O todo de sua fisionomia exprime, a um tempo, energia, franqueza, lealdade... e uma extrema bondade. Seu olhar é firme e franco. Lobato não é feio nem bonito, mas transborda simpatia. É simpaticíssimo. Não há quem não sinta, logo ao conhecê-lo, um forte desejo de tornar-se seu amigo, de conversá-lo com assiduidade e fazer-se íntimo.

(Alberto Conte)

01) Justifique o título do texto:

02) Sublinhe, no texto, o trecho que nos informa que as caractetísticas apresentadas são de Lobato na fase adulta:

03) Releia o último parágrafo. Como o autor avalia Monteiro Lobato em relação à beleza?

04) Circule, no texto, todos os adjetivos que encontrar: 

05) Baseando-se na descrição lida, tente criar um retrato falado da personagem ou então uma caricatura bem legal:

06) Agora olhe atentamente a fotografia abaixo, de Monteiro Lobato aos 13 anos, e elabore um texto semelhante ao que leu, destacando as características observadas: 


domingo, 10 de julho de 2016

Atividade sobre a música "Vilarejo", de Marisa Monte


Vilarejo 

um vilarejo ali
Onde areja um vento bom

Na varanda, quem descansa

o horizonte deitar no chão


Pra acalmar o coração
o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe

Paraíso se mudou para

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal

Peitos fartos, filhos fortes

Sonho semeando o mundo real


Toda gente cabe
Palestina, Shangri-la

Vem andar e voa
Vem andar e voa

Vem andar e voa


Lá o tempo espera
é primavera

Portas e janelas ficam sempre abertas

Pra sorte entrar


Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando

Os caminhos, os vestidos, os destinos

E essa canção


Tem um verdadeiro amor
Para quando você for...


(Marisa Monte)


01) Na música acima predomina a descrição ou a narração? Justifique sua resposta: 

02) Assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor semântico, entre parênteses, expresso pela preposição em destaque: 

(A) "Pra acalmar o coração / Lá o mundo tem razão" (posse)
(B) "Portas e janelas ficam sempre abertas / Pra sorte entrar" (finalidade)
(C) "Por cima das casas, cal / Frutas em qualquer quintal" (tempo)
(D) "Terra de heróis, lares de mãe" (oposição)
(E) "Em todas as mesas, pão" (causa)

03) Associe a música acima ao estilo literário denominado Arcadismo, explicando: 

04) Retire do texto a rima que você achou mais interessante, explicando o porquê:

05) Transcreva do texto um verso que mais mexeu com você, justificando sua resposta:

06) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

07) A que classe de palavras pertence cada palavra destacada no texto?

08) Você deve ilustrar tudo o que achar importante na letra de música! Não se esqueça de colorir!  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Atividade sobre o texto "O sofá estampado", de Lygia Bojunga Nunes

O sofá estampado

É pequeno, tem só dois lugares. E fica perto da janela. Pro sol não desbotar o estampado, a Dona-da-casa fez uma cortina branca, fininha e toda franzida; no fim de atravessar tanto pano, a luz entra cansada na sala, clareando tudo de leve. 
É só passar pelo sofá que a Dona-da-casa começa: ajeita um almofadão, estica a ponta do tapete, arruma a cortina na janela, anda pra trás pra ver o efeito, e aí suspira contente "é uma graça!"
E é. O sofá estampado é uma graça. Gorducho. Braço redondo. Fazenda bem esticada. Mais pra baixo que pro alto. Mas o melhor de tudo -- longe, nem se discute -- é o estampado que ele tem: amarelo bem clarinho, todo salpicado de flor; ora é violeta, ora é margarida, e lá uma vez que outra também um monsenhor. 
O resto todo da sala foi arrumado pra combinar com o sofá: poltrona verde-musgo, tapete marrom, espelho redondo pra botar na parede branca um pouco do estampado, e mais isso e mais aquilo, e mais a Dalva também. Porque o sofá estampado não é só ele e pronto: é ele, e a Dalva.

(Lygia Bojunga Nunes)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) O texto é narrativo, descritivo ou dissertativo? Por quê?

03) Por que a Dona-da-casa não tem um nome? Qual a intenção do autor com isso?

04) Justifique as aspas empregadas no texto:

05) Copie do texto duas palavras antônimas:

06) Quem seria a Dalva, citada no texto?

07) Que mensagem o texto transmite?

08) Colhendo todos os detalhes, desenhe o tal sofá estampado:

domingo, 13 de novembro de 2011

Atividade sobre a poesia "Retrato", de Cecília Meireles


Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje:
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-- Em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles)


01) Justifique o título empregado na poesia acima: 

02) Explique a repetição da palavra "assim" presente no segundo verso do poema: 

03) Que ideia tal palavra transmite e como ela deve ser classificada morfologicamente falando? 

04) Transcreva do texto um exemplo de polissíndeto, explicando: 

05) Circule no texto todos os adjetivos, dizendo sua importância para o contexto:

06) Explique a repetição da palavra "tão" no segundo verso da última estrofe:

07) Que ideia a palavra citada acima transmite? A que classe de palavras ela pertence?

08) Quantas estrofes e versos compõem o poema? 

09) Responda à pergunta feita no final do texto:

10)  Que mudanças principais são as levantadas pelo eu lírico? 

11) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

12) Assim como o eu lírico, faça você o seu retrato (físico e psicológico):

13) Traga uma foto sua para acrescentar ao seu texto, ou então, se preferir, desenhe-se:

14) Peça a um colega para descrever você e descreva-o também:

15) Podemos dizer que no texto há uma descrição? Por quê? 

16) Invente uma personagem para descrever ou então descreva um amigo especial:


(Há esta poesia recitada lindamente AQUI! Confira!)