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sábado, 21 de março de 2020

Atividade rápida com poema de Arnaldo Antunes

__________________


Há milhares de _______s.
Um ______ acontece quando se vai longe demais.
A miragem que um sujeito cava pra si mesmo é a face escura do ________
A face clara do ________ é o __________.
O _________ é o lugar de se cultivar a sede.
Não há ________s quentes.
O Saara e o Polo são _______s frios,
como tudo que a distância faz.
No ________ se anda em círculos.
Não sei sabe o tamanho de um _______,
se ele vai mais fundo.
De dentro tem o tamanho do mundo.

(Arnaldo Antunes)

01) O poeta deixou propositadamente espaços nesse poema para serem preenchidos pelo leitor. Assim, haverá tantos poemas diferentes quantos forem os leitores. Faça o seu, usando os recursos adequados para realçar o sentido pretendido. Dê a ele um título. Em seguida, compare com as produções dos seus colegas! A que conclusões chegaram? 

02) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

03) O que "de dentro" você acha que tem o tamanho do mundo, afinal? 

04) Que mensagem essa atividade transmite? Comente: 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Atividade sobre o texto "Hastile com hastile se brala"

Hastile com hastile se brala

Numa floresta, havia um diolito de águas jampreas e borbulhantes e, sob um guanimbo de capim, estava parada uma antiretóide. Ela tinha muita castilha e inclinou-se para grimbeler água, mas rotuberou e caiu no diolito. 
Everretida pela correnteza, a antiretóide foi arrastada e, por mais que escolhinhasse, não conseguia colevitar para a margem.
Nesse momento, uma estrelacutita passou voando e, doilando o terrível gonjo da antiretóide, escolhinhou ajudá-la. A estrelocutita partiu um toquetinho de árvore e estravelou-o na água. A antiretóide, asculhivamente, subiu no toquetinho e conseguiu revolucar à margem. 
Não muito depois disso, a antiteróide saiu para vorvejar e encontrou nebelamente com a estrelacutita. Um caçador estava escolhinhando rubolir a estrelocutita com uma fular rede. Vendo o que ia convebelar, a antiretóide dentarou o calcanhar do munulo, que uivolou espantado. 
A estrelacutita parelocou, rebelivou e voou. 

Mitívilo da história: Hastile com hastile se brala. 
(Autor Desconhecido)

01) Circule no texto acima todas as palavras desconhecidas:

02) Substitua cada uma delas por palavras existentes em nossa Língua e que façam o texto ter total sentido: 

03) As palavras desconhecidas deixaram você incomodado(a)? Ou se sentiu desafiado(a) diante delas? Comente: 

04) Explique o título da história e sua moral: 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Atividade sobre o texto "O novo _________ ", de Leon Eliachar

O novo _______________

Acaba de ser lançado no mercado mais um _____________________, com as mesmas características dos outros ____________: chega pontualmente no dia _________________ e vem cheio de promessas e esperanças. Tem o mesmo comprimento e a mesma largura: 365 x 12, salvo modificações durante o período -- coisa que não acontece há centenas de anos. Vem como todos os outros, com os mesmos defeitos de _________________: apenas um domingo por _______________. Sem contar a maioria dos feriados, colocados levianamente bem no meio das __________________ -- e não se aceitam reclamações. Apesar de tudo, tem exatamente ______________ de garantia, às vezes parece mais, às vezes menos. É um ______________ bastante acolhedor, com capacidade para abrigar toda a população do mundo, inclusive a que vai nascer. Seu slogan para o consumo é o mesmo que vem sendo utilizado com sucesso desde o início: "Feliz _________________________________". Se não der certo, vem outro aí. 

(Leon Eliachar) 

01) Preencha as lacunas deixadas no textículo acima, evitando repetir palavras: 

02) Compare as palavras que você utilizou com as usadas pelos seus colegas: 

03) A que conclusão vocês chegaram com essas comparações? Comente: 

04) Que mensagem o texto transmite? 

05) Ilustre o textículo em questão, da forma mais criativa possível:

06) A tirinha abaixo, de certa forma, dialoga com o texto lido? Justifique sua resposta:


07) O que você espera para 2020?!? 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Atividade sobre o texto "Estranha lógica", de Luís Fernando Veríssimo


Leia com atenção o texto abaixo. Dele foram retirados diversos elementos responsáveis pela manutenção da coesão sequencial (conectores) entre as partes que o constituem. Sua tarefa será a de completar as lacunas do texto com elementos que possam restabelecer a coesão sem alterar o sentido original:
Estranha lógica

                Estranha a lógica de quem invoca a selvageria do bandido ___________ justificar a selvageria da polícia. Horroriza-se ___________ com a barbaridade _________ quer alastrá-la.  Prega o que abomina. É _________ os que defendem a pena de morte: acham matar uma coisa _________ inaceitável _______ deve-se matar quem mata.

                Autorizar a polícia a executar o ladrão _____ o estado a assassinar o assassino transforma cada cidadão ________ cúmplice, cada contribuinte num mandante do crime.  _______ a retribuição selvagem tivesse algum poder de dissuasão, este fim friamente prático poderia ser usado __________ justificar os meios desumanos, e a vingança bíblica teria um adequado endosso cristão.   ________ está estatisticamente provado que a pena de morte não diminui a criminalidade. Existem até estudos sugerindo _____ a estimula, ___________________ o embrutecimento generalizado de uma sociedade só pode gerar mais monstros, ______________ inibi-los. Nos Estados Unidos, há anos desenvolve-se uma competição entre certos governo estaduais e criminosos ___________ ver quem consegue ser o maior “serial killer”, _________ o assassinato de estado tem os mesmos requintes, de método e ritualização, do crime patológico.

                No Brasil, as pessoas _______ aplaudem a execução sumária do ladrão querem apagar a diferença entre o criminoso e a lei _______________ tudo se resolva no plano de reciprocidade animal, _____________ torneio de facínoras dividido apenas entre os que defendem a sua propriedade e os que querem tomá-la.  ___________ pessoas, sim, denigrem o policial, estimulando-o a ser igual ao bandido ______ um agente das suas fantasias de retaliação. Para esse sumidouro – à beira do qual o próprio governador do Rio chegou a vacilar, __________ felizmente recuou – não me arrastam. Pelo menos não sem espernear.

                Tudo isto seria ingenuidade. Pensamentos escandinavos num clima quente. Há uma guerra nas ruas, e, ___________ na piada, quem consegue manter a cabeça ____________ todos à sua volta estão perdendo a sua é ____________ ainda não se deu conta da situação. É comum ouvir-se que só quem ___________ não foi assaltado _____ teve uma vítima de crime cruel na família defende a integridade dos bandidos, _______________ a preocupação com direitos humanos e outras “bobagens” fosse uma forma de insensibilidade. Outro exemplo da estranha lógica dos que querem racionalizar a barbárie. __________ não se trata de manter a cabeça para assegurar que temos sentimentos corretos. Trata-se de preservar um pequeno território de sanidade no meio desse tiroteio.

                __________  que seja para ter um lugar por onde começar, depois.

(Luís Fernando Veríssimo)

02) Qual a tese do texto em questão? Posicione-se sobre ela e explicando seu ponto de vista:

03) O título foi bem empregado? Foi justificado? Comente:

04) Justifique o emprego das aspas em uma expressão do segundo parágrafo:

05) As aspas utilizadas na palavra presente no quarto parágrafo podem ser justificadas pelo mesmo motivo da anterior? Explique:

06) Que argumento teve mais peso para você? Justifique sua resposta:

07) Pode-se classificar o texto como dissertativo-argumentativo? Por quê?

08) Observe a palavra em destaque no final do texto. Ela se encontra no sentido denotativo, conotativo ou em ambos? Explique seu raciocínio:

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Atividade sobre a fábula "Os urubus e os sabiás", de Rubem Alves


Os urubus e sabiás

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros.
Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. 
Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
-- Onde estão os documentos dos seus concursos?
E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente. 
-- Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. 
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

(Rubem Alves)

01) Justifique o título dado ao texto em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Podemos afirmar que o texto lido é uma fábula? Justifique sua resposta da melhor maneira possível: 

03) Por que os urubus são "aves por natureza becadas"? Explique:

04) A apresentação dos urubus é irônica? Justifique sua resposta:

05) Ser diplomado significa, necessariamente, saber fazer? Baseado no texto, comente as relações entre SABER e BUROCRACIA:

06) Por que a "doce tranquilidade da hierarquia dos urubus" foi estremecida? 

07) Quem são, verdadeiramente, os urubus e os sabiás? Explique:

08) Explique a passagem "Não haviam passado por escolas de canto porque o canto nascera com elas":

09) Circule no texto dois apostos, explicando seu raciocínio:

10) Justifique o emprego do verbo no pretérito mais-que-perfeito na passagem "porque o canto nascera com elas": 

11) Diga que ideia ou circunstância cada conectivo em destaque  no texto indica, respectivamente:

12) Observe que o texto começa com a palavra TUDO. A que tal palavra diz respeito? Que TUDO é esse?

13) O que aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam? Explique:

14) A quem o termo ISTO, situado na passagem "E para isto fundaram escolas...", se refere?

15) Qual é o sujeito dos verbos FUNDARAM, IMPORTARAM, GARGAREJARAM, MANDARAM e FIZERAM? Justifique sua resposta:

16) Por acaso é o mesmo sujeito do verbo "teriam"? Explique:

17) Transcreva do texto uma passagem carregada de ironia, explicando-a:

18) Fala-se numa passagem em "quais deles seriam os mais importantes...". Deles quem? E quem são os outros? Comente:

19) Observe que novamente aparece um TUDO no texto, em "Tudo ia muito bem...". Será que nessa segunda ocorrência o termo tem o mesmo sentido da primeira? Explique seu raciocínio:

20) Podemos afirmar que o texto é predominantemente narrativo, descritivo ou dissertativo? Por quê?

21) Faça um pequeno resumo da história do texto:

22) Qual a finalidade do texto lido? Comente:

23) Como você responderia à pergunta feita no texto?

24) Que temas de redação poderiam ser extraídos de tal texto?

25) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade com um textículo de Carlos Drummond de Andrade

Leia o diálogo a seguir, entre uma mulher e o filho: 

-- Mãe, taqui seus chocolates!
-- Que chocolates, meu anjo?
-- A senhora não sabe que, no Dia das Mães, dê chocolate para ela?
-- Alfredinho, o médico me proibiu de comer chocolate.
-- E daí? Esquece o médico. Não é Dia dos Médicos, é Dia das Mães, dia da senhora.

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Invente um título para o textículo acima: 

02) Transcreva do texto três exemplos de vocativo, justificando: 
        
03) Há, no textículo, um termo empregado no sentido coloquial. Copie o mesmo, explique por que ele provavelmente foi usado e, em seguida, converta-o para a chamada linguagem culta:

04) Explique o que pode ter levado o filho a cometer um erro em sua segunda fala, e, em seguida, conserte a parte destacada:

05) Por que podemos afirmar que o texto é um diálogo? 

06) Onde reside o humor no texto? 

07) Crie uma última fala para a mãe: 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Exercícios sobre Coerência

Leia os enunciados que seguem e diga se há ou não coerência. Caso ocorram incoerências, aponte-as:

a) Maria tinha feito o almoço, quando chegamos, mas ainda estava fazendo.

b) Pedro não foi ao shopping, entretanto,  estava doente.

c) A caturrita estava grávida.

d) Mário foi à solenidade, todavia, ele não fora convidado.

e) Mário foi à solenidade, todavia, ela não fora convidada.

f) Mário foi à solenidade, porque fora convidado.

g) Mário foi à solenidade, todavia, porque não foi convidado.

h) Mário foi à solenidade, todavia, porque não fora convidado, pediram-lhe que se retirasse.

i) Mário não foi à solenidade, embora tivesse sido convidado.

j) Aninha era uma menina que sonhava em possuir um patinete, sempre que via Paula brincando com o dela. Imaginava como seria bom se pudesse andar no patinete da amiga. Certo dia, Paula esqueceu-o na casa de Aninha, e esta resolveu brincar de bonecas.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Resultado da Produção Textual dos meus alunos


Um texto bem divertido e criativo criado por dois alunos meus, do Sodré, com alguns ajustes, utilizando os ditados populares, que foi uma proposta de atividade já compartilhada aqui, para trabalhar, dentre outras coisas, COESÃO e COERÊNCIA! Espero que gostem! 

A "brodheragem"

Gabriel foi a uma festa e lá se sentiu "um peixe fora d´água", aí "chutou o balde" e foi embora para casa. Lá chegando, descobriu que um amigo tinha "batido as botas", então ele colocou "as cartas na mesa" e disse que era um "testa de ferro" de um político bastante conhecido. "Acertou na mosca", mas "ficou com o pé atrás", pois suas ideias também "não tinham pé nem cabeça". 

Pra completar, ligaram do hospital onde o seu pai estava internado, e ele pensou que fosse para ele "descascar um abacaxi", mas chegando lá descobriu que o pai tinha "batido as botas" também, depois de ele ter "colocado as barbas de molho" e não adiantava mais "chorar pelo leite derramado". "Engoliu sapo" e foi "procurar pêlo em ovo", porque sentiu "ter pisado na bola", com uma tremenda "pedra no sapato", com vontade de "pendurar as chuteiras" da vida. 

Agora, já que "meteu os pés pelas mãos", parou de "andar na linha", de "tomar chá de cadeira", e, como estava "com a faca e o queijo na mão", foi lavar a mão de um amigo, "soltaram a franga", afinal, "uma mão lava a outra"! Só que ele ficou "marcando touca", "com a corda no pescoço", já que acabou "segurando vela" pro tal amigo. Fez "tempestade em copo d´água", bancou o "João sem braço" e foi "tirar água do joelho", o que foi "uma mão na roda", já que deu tempo de o amigo se livrar da menina, "quebrando o galho" dele. 

Depois de "encherem linguíça", jogando conversa fora, acabaram "entrando pelo cano", pois a consciência pesou por terem "enfiado o pé na jaca". Gabriel ficou cheio de "minhocas na cabeça", mas seu amigo continuou "pintando o sete", já que é um "mala sem alça" e ele, consciente, que acabou "pagando o pato", se sentindo "pisando em ovos" e viu, finalmente, que estava "trocando as bolas", pois tudo isso não passou de um sonho! Acordou! 

(Autores: Iury Silva e Everton Oliveira - Turma 3006)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Usando e abusando da criatividade...


A proposta de hoje é criar um pequeno texto narrativo usando TODAS as 17 (dezessete) palavras e expressões encontradas acima! Não pode faltar nenhumazinha! Para facilitar, utilize-as com letra maiúscula (caixa alta) ou de outra cor, para se destacar das outras palavras! 

Esta atividade é ótima para trabalhar a questão da coerência e da coesão com os alunos! Experimente! E, claro, me mande um feedback, pra eu saber como foi sua experiência! Combinado?!?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Atividade sobre "Um dia musical"



Para exercitar a questão da Coesão e da Coerência, eu amoooooooooooooooooooo trabalhar com uma atividade que eu mesma inventei e, acredite, funciona! Sem falar que os alunos amam! Costumo chamar de "um dia musical", já que na aula só rola música, uma atrás da outra. Quer saber como funciona?!?

Você escolhe umas dez, onze ou doze músicas, variando entre conhecidas, desconhecidas, diversificando ao máximo. No ano retrasado, por exemplo, eu selecionei as seguintes, que recomendo:

01) Boa sorte (Vanessa da Mata);
02) Contra o tempo (Vander Lee);
03) Minha alma (O Rappa);
04) Diga sim pra mim (Isabela Tavianni);
05) Pra ser sincero (Carlinhos Brown e Marisa Monte);
06) Andréa Dória (Legião Urbana);
07) Ruas de outono (Ana carolina);
08) Deixo (Ivete Sangalo);
09) Românticos (Vander Lee);
10) Me odeie (Charles Brown Jr.);
11) Digitais (Isabela Tavianni).

Depois de deixar rolar todas as músicas, e cantarmos as conhecidas, vem a proposta de produção textual: em dupla, terá de pegar um verso de cada música, seguindo a ordem de apresentação de cada uma delas, e fazer uma "costura" entre todos eles, de modo que tenha sentido e crie uma nova música, um novo texto, ai qual você terá de dar um novo título, uma nova cara! 

Os alunos morrem de medo, porque, num primeiro momento, a proposta realmente assusta, mas depois tiram de letra. E saem coisas beeeeem interessantes! Tente e depois me diga o que achou da experiência, tá? Beijinhos... 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Atividade com o texto "Elonomio foi para a virla"

Elonomio foi para a virla

Elonomio era um crode delinado com a situação do místiro. Um dia, asterilando pela cidade, ele decidiu que não mais queria xuvarir no Brasil. Rufocou com vários amigos antes de revuar a decisão. Um deles falou sobre as rivales da Itália; outro disse que Portugal seria zimber. Mas, dentre todos os místiros da Virla, Elonomio tinha especial abrunato pela Alemanha. Foi assim que em 1985 ele decidiu ir duvinar lá. Hoje, Elo não é mais um chito delinado. Holeste trabalha com estiro milo numa grande sístia e tem um fito com liber salário. Elonomio está envelenido com uma bela crodiro e até é fati de dois crodinhos alemães. 

(Autor desconhecido)

01) Circule no texto todas as palavras desconhecidas: 

02) Tente substituir cada uma dessas palavras circuladas por palavras existentes em nossa Língua e que façam o texto ter sentido: 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Atividade com recortes de jornais ou revistas


Depois de prestar muita atenção no vídeo acima, que tal propor para os seus alunos uma atividade bem dinâmica utilizando recortes de jornais ou revistas?!? Os meus costumam curtir pra valer... sempre fazem  suuuuper animados, apesar do medo inicial por perceberem que praticamente nenhuma palavra tem algo a ver com a outra!!! (e não sabem eles que a intenção é justamente esta!!!)

A mágica de tal atividade é justamente desafiar cada dupla (mas pode fazer individualmente ou em trio, dependendo do gosto do freguês) a usar as dez (ou mais) palavras (e até mesmo frases, se quiser dar uma dificultada básica!) que cada uma recebeu e transformar algo solto em um texto coeso, coerente, bem "costuradinho" e com sentido de unidade!!! Melhor forma de se aprender, na prática, coesão e coerência!!! Recomendo!!! Tente e depois me diga como foi, combinado?!?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Atividade sobre o texto "O bêbado e a cachaçaria", de Autor Desconhecido

O bêbado e a cachaçaria

Fui à Água Doce Cachaçaria e tomei uma cachaça da boa, mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa me obrigou a jogar tudo fora. 
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto fora.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia. 
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pilha e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia. 
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia. 
Não me lembro do que fiz com a Patroa! 

(Autor Desconhecido)

01) Crie um título para o textículo acima:

02) Ele fez algum sentido para você? Você o compreendeu?

03) Quando começou o "estranhamento"? Por quê?

04) É um texto semanticamente aceitável ou inaceitável? Justifique sua resposta:

05) A que conclusão chegamos após a leitura do mesmo?

06) Que conhecimento de mundo precisamos ter para entendermos o texto?

07) Que "pistas textuais" foram importantes para que pudéssemos entendê-lo?

08) Explique a importância dos numerais ordinais para a compreensão do texto:

09) O que você aprendeu com a construção desse texto? Comente:

10) O que, afinal, você acha que ele fez com a Patroa? Tente manter o humor!

11) Transforme o textículo numa HQ:

(Encontrei este textículo no livro "Ler e Compreender - Os sentidos do texto"
de Ingedore Villaça Kock e Vanda Maria Elias)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Perdendo o medo - Atividade com palavras desconhecidas

Dia desses levei algumas palavras desconhecidas para as minhas turmas e, após colocá-las no quadro, pedi para que cada um criasse, no caderno, uma espécie de DICIONÁRIO MALUCO, contendo o significado imaginado para cada uma delas.
Em seguida, pedi para criassem uma pequena história envolvendo-as, com o sentido que lhes deram. Depois de alguns lerem as suas produções textuais, eu coloquei o verdadeiro significado de cada palavra no quadro e nos divertimos um bocado!
Confesso que saíram coisas bem legais! Sem falar que atividades desse tipo incentivam o aluno a perder o medo do novo, do desconhecido, e a fazer uso da criatividade, do bom-humor, da esperteza e do  chamado "jogo de cintura", ingredientes essenciais, sempre.
As palavras que eu utilizei foram: Falácia, Hermeneuta, Traquinagem, Plúmbeo, Defenestração, Muxuango, Vituperada, Perfunctório, Sibilino e Bisonho.
Escolhi três histórias produzidas pelos meus alunos e que ficaram muito bem construídas e bastante divertidas, ao meu ver, para poder registrar tal atividade aqui.
Vale lembrar que eu ainda perguntei quem passou mais perto do significado real! Compararam o imaginado com o dicionarizado, comparam o que cada um pensou que fosse... e foi uma troca bem rica, interessante e animada! Recomendo!  

História de uma traquinagem

Harry, andando por uma velha estrada perto da montanha, como um muxuango, encontrou Alice, a vituperada, e ficou espantado, por não haver alma-viva pelas redondezas.
- Por favor, onde fica o perfunctório?
- Desculpe, não sei, mas você pode fazer sua defenestração aí no mato.
 Hermeneuta do jeito que é, Alice deixou seu cavalo com Harry e se embrenhou no mato.
 Mas Harry, como teve uma educação de falácia, ficou muito bisonho olhando para os plúmbeos de Alice.
 Alice assustada, deu um chute no sibilino de Harry e fugiu rapidamente, nunca mais voltando àquela estrada na montanha.

(Gabriel Brite - Turma 3006 - Colégio Estadual Dr. Feliciano Sodré)


A descoberta

Numa cidade chamada Falácia, um hermeneuta se meteu a fazer muita traquinagem e nem sabia que o céu ficava plúmbeo depois da escancarada defenestração! Quem descobriu isso foi um muxuango que passava com sua mulher Vituperada, mãe de seus oito filhos, todos feitos no Perfunctório Sibilino, que deixava qualquer um bem bisonho!

(Felipe Saldanha - Turma 3006 - Colégio Estadual Dr. Feliciano Sodré)


Caminhada para o hospital

O muxuango foi ao hospital visitar sua mulher, que estava vituperada. Para sair de casa, ele trocou de roupa e passou um perfunctório, quando já estava tocando o sibilino da igreja: meio-dia - exatamente a hora da visita. Ele estava ainda meio bisonho, pois havia trabalhado a noite toda. Antes ele pensou em passar até na casa de sua mãe, mas ela sempre falácia demais e então ele desistiu. Ele se encontrou com sua vizinha Hermeneuta, que consertava relógios, aí lembrou-se de pedir a ela para consertar a traquinagem do relógio da marca Plúmbeo. Ainda no caminho ele viu um cara fazendo uma defenestração com o amigo... Chegou no hospital e foi impedido de entrar. O horário de visita tinha terminado.

(Iago Soares - Turma 3006 - Colégio Estadual Dr. Feliciano Sodré)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Atividade sobre o texto "É impossível PAXOCAR a todos" , de Autor Desconhecido

Há anos trabalho com esse texto e adoro! Não me canso! Nem meus alunos, que morrem de rir quando eu já chego, maliciosamente, perguntando se eles "paxocaram hoje", "se paxocariam o colega tal", "se me paxocariam"... logo mordem a isca da curiosidade e aí se sentem desafiados a decifrarem esse divertido enigma! Querem logo saber do que se trata! É infalível! Recomendo! 


É impossível PAXOCAR a todos

Um fazendeiro e seu TROBA estavam EMPLIQUE da cidade, onde iriam fazer compras. Levavam com eles um de seus GRAPES para ajudá-los a carregar as compras no PLIQUE de volta. Como não queriam cansar o GRAPE no PLIQUE de ida, eles SERILARAM PLICAR ao lado do GRAPE. 
Após alguns SUSPILES de PLICADA, ENLEVEDARAM um homem que RUSTIU deles e chamou-os de COCALIS, pois eles estavam PLICANDO enquanto o GRAPE, um ZITO tão forte, PLICAVA sem nenhuma carga. Não querendo que o homem RUSTISSE deles, o DATER mandou o TROBA CROCAR no GRAPE. 
SUSPILES mais tarde, eles ENLEVEDARAM uma mulher, que olhou para o TROBA no GRAPE e ZIRBI:
-- Como vocês podem permitir que o seu DATER, um homem idoso, PLIQUE DRECARINDO você CROCA no GRAPE?
O DATER e o TROBA XUVOCARAM que a mulher estava certa e TRIBOTÃO ambos CROCARAM no GRAPE. 
SACORRETADO pelo peso dos dois homens, o GRAPE começou a PLICAR mais SUCALENTE. Mais adiante, um grupo de KIDARES, ao ver o tratamento dado ao GRAPE, SORRETOU:
-- Como vocês dois podem fazer esse bonito GRAPE ZEMBER tanto?
Após CRIBILAR por alguns SUSPILES, o TROBA teve uma ideia: ambos DESCROCARIAM do GRAPE e o carregariam até a cidade. Dessa forma, ninguém poderia CRUVOCÁ-LOS. Ou será que poderia?!? 

(Autor Desconhecido)

O texto acima, embora escrito com base na Língua Portuguesa, apresenta algumas palavras inventadas, por isso o seu estranhamento inicial ao lê-lo. Observe que há várias possibilidades de significado para os itens desconhecidos, então use o bom senso e a lógica. Leia o texto sem se preocupar com o significado isolado de cada palavra, pois seu próprio conhecimento linguístico será o suficiente! Você vai ver! 

01) Tente substituir todas as palavras destacadas no texto acima: 

02) Afinal, o que é PAXOCAR? 

03) Que palavra foi mais fácil de descobrir? Por quê?

04) Que palavra já lhe trouxe mais difículdade? Justifique sua resposta: 

05) Que mensagem essa atividade transmite? Comente: