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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Atividade sobre a música "Enredo do meu samba", com Leci Brandão


Enredo do meu samba

Não entendi o enredo desse samba, amor
Já desfilei na passarela do teu coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou
Passei pro segundo grupo e com razão 
Passei pro segundo grupo e com razão

Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia 
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar de alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias

Agora sei 
Desfilei sob aplausos da ilusão 
E hoje tenho esse samba de amor, por comissão 
Findo o carnaval
Nas cinzas pude perceber 
Na apuração, perdi você

(Jorge Aragão) 

01) Justifique o título dado à música:

02) Por que o eu lírico não teria entendido o enredo do samba? 

03) O que significa "passar pro segundo grupo"? 

04) Explique os versos destacados na segunda estrofe: 

05) Interprete o último verso da canção: 

06) Localize no texto marcas de oralidade: 

07) Copie do texto um vocativo, explicando seu raciocínio: 

08) Que mensagem a canção transmite? 

(Música sugerida pelo meu querido amigo Douglas Alegre!)

Atividade sobre a música "Retalhos de cetim", com Casuarina


Retalhos de cetim 

Ensaiei meu samba o ano inteiro
Comprei surdo e tamborim
Gastei tudo em fantasia
Era só o que eu queria
E ela jurou desfilar pra mim

Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro 
E ela jurou desfilar pra mim

Mas chegou o carnaval
E ela não desfilou
Eu chorei na avenida, eu chorei
Não pensei que mentia a cabrocha
Que eu tanto amei 

(Benito di Paula) 


01) Justifique o título da canção acima:

02) Que promessa a amada fez ao eu lírico? Ela cumpriu? 

03) O eu lírico fez a parte dele? Justifique sua resposta: 

04) Interprete o verso destacado na segunda estrofe da canção: 

05) Qual o sujeito da primeira oração do texto? Classifique-o, justificando seu raciocínio: 

06) Que mensagem a música transmite? 

07) Levante hipóteses: por que a cabrocha não desfilou para ele? 

08) Invente uma desculpa para a tal mulher amada dar para o eu lírico, depois do Carnaval: 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o samba-enredo da Viradouro 2020 - "Viradouro de alma lavada"

Não poderia deixar de criar uma atividade também para a campeã, já que ela trouxe um samba-enredo muito forte, profundo, poético e uma homenagem linda (e merecida) às mulheres lavadeiras escravizadas! 


Viradouro de alma lavada

Ó, mãe! Ensaboa, mãe
Ensaboa pra depois quarar

Ora yê yê ô, Oxum! Seu dourado tem axé
Faz o seu quilombo no Abaeté
Quem lava a alma dessa gente veste ouro
É Viradouro! É Viradouro! 

Levanta, preta, que o sol tá na janela
Leva a gamela pro xaréu do pescador
A alforria se conquista com o ganho
E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

Mãinha, esses velhos areais
Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs pra luta
Sentem cheiro de angelim
E a doçura do quindim
Da bica de Itapuã

Camará ganhou a cidade
O erê herdou liberdade
Canto das Marias, Baixa do Dendê
Chama a freguesia pro batuquejê

São elas, dos Anjos e das Marés
Crioulas do balangandã, ô, Iaiá
Ciranda de roda, na beira do mar
Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar
Nas escadas da :
É a voz da mulher

Xangô ilumina a caminhada
A falange está formada, um coral cheio de amor
Kaô, o axé vem da Bahia
Nessa negra cantoria
Que Maria ensinou 

(Unidos do Viradouro) 

01) Explique a ambiguidade presente no título do samba-enredo em questão:

02) Circule no texto os vocativos, explicando a importância dos mesmos: 

03) Copie do samba marcas fortes de oralidade: 

04) Explique o verso destacado na segunda estrofe do texto: 

05) Transcreva do samba verbos no modo imperativo e diga o que eles representam para o contexto:

06) Posicione-se sobre a passagem destacada na terceira estrofe da canção: 

07) Copie do texto palavras que fazem parte do campo semântico das lavadeiras: 

08) Localize no samba vocábulos que remetem à cultura africana:

09) Que mensagem o samba transmite? Comente: 

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

Atividade sobre a música "Eu quero é botar meu bloco na rua", com Casuarina e Lenine


Eu quero é botar meu bloco na rua

Há quem diga 
Que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca
Que eu fugi da briga
Que eu caí do galho
Que eu não vi saída 
E que eu morri de medo
Quando o pau quebrou

Há quem diga
Que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada
E não peço desculpa
Que eu não tenho culpa
Mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Eu por mim faria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo
Um grilo menos nisso 
É disso que eu preciso
Ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo 
Neste carnaval

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

(Sérgio Sampaio)


01) Justifique o título dado à canção:

02) O que significa a expressão "Eu dormi de touca"? Ela se encontra no sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

03) E como se deve interpretar a expressão "eu perdi a boca"? Você já a utilizou? 

04) O que significa a expressão "o pau quebrou"? Em que sentido ela se encontra? 

05) Explique qual a possível intenção do autor ao escolher os dois versos destacados na segunda estrofe:

06) Explore as palavras "desculpa" e "culpa", empregadas na segunda estrofe da música:

07) Quem é o "Durango Kid", citado na música? Com que intenção? Se não conhecer, pesquise: 

08) Copie da canção marcas de oralidade:

09) O que seria "botar o bloco na rua"? Comente:

10) Explique a expressão "pra dar e vender", utilizada no refrão:

11) Comente sobre a expressividade e sonoridade presentes no emprego das palavras "aquilo", "quilo" e "grilo" na quarta estrofe: 

12) O que o eu lírico quis dizer com "faria isso e aquilo"? Explique seu raciocínio:

13) Copie da música uma antítese, explicando-a:

14) Interprete os versos em destaque na quarta estrofe: 

15) Que mensagem a música transmite?

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o samba-enredo da Mangueira 2020 - A verdade nos fará livre

Estava eu aqui, pensativa, tentando decidir se deveria ou não transformar o samba-enredo (ma-ra-vi-lho-so, corajoso e fooooooorte) da Mangueira em atividade, pois achei o tema meio, digamos, "espinhoso" demais, muito mais do que o da Mocidade, com a Elza Soares, principalmente por conta da "atual conjuntura", em que a Ditadura fica nos vigiando, à espreita!), até que um colega postou no grupo uma atividade que ele havia feito, justamente sobre tal texto. Entendi como um aviso... um "mete bronca"... e aqui está o resultado dessa nossa parceria! E viva o Jesus que acolhe e que perdoa, e nunca o que condena ou julga! Amém! 


A verdade vos fará livre

(Senhor, tenha piedade
Olhai para a terra
Veja quanta maldade
Senhor, tenha piedade
Olhai para a terra
Veja quanta maldade)

Mangueira, samba
Teu samba é uma reza
Pela força que ele tem 
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também

Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra no buraco quente
Meu nome é Jesus da Gente

Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro, desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil

Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão

Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque, de novo, cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância 
Sem saber que a esperança
Brilha mais 

Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem Messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão

Do céu deu pra ouvir 
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade

(Luiz Carlos Máximo / Manu da Cuíca)

01) Posicione-se sobre o título dado ao samba-enredo, argumentando:

02) Podemos afirmar que na parte destacada na segunda estrofe do texto  há uma hipérbole? Por quê? 

03) Circule no samba um vocativo, dizendo sua importância para o contexto:

04) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio: 

05) Quem seriam "os profetas da intolerância"? 

06) Copie do samba marcas de oralidade: 

07) Quem é o EU destacado na segunda estrofe da música?

08) Em diversas partes do texto há algumas "pistas textuais" de quem seria o eu lírico. Transcreva-as:

09) Localize o trecho da música em que esse eu lírico é revelado, dizendo o que isso pode revelar no leitor:

10) Por que foi usado, no samba-enredo, o nome "Jesus da Gente"? Que efeito isso provocou? 

11) Localize no texto um trecho que cita grupos de pessoas que costumam sofrer preconceito, dizendo com que que intenção tal recurso foi usado:

12) Responda, sinceramente, à pergunta feita na sexta estrofe, deixando claro que recado seria esse:

13) Em que verso podemos afirmar que há uma indireta para um certo governante? A quem seria? Por quê? 

14) Leia atentamente os versos seguintes, do poema "Vozes d´África", de Castro Alves, em que o eu lírico clama pela presença de Deus, aproveitando para dizer que parte do samba-enredo analisado dialogaria com ela:

"Deus! Ó Deus! 
Onde estás que não responde? 
Em que mundo, em qu´estrela tu t´esconde
Embuçado nos céus? 
Há dois mil anos mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?"

15) A Mangueira costuma trazer temas muito fortes, polêmicos, que despertam pré-julgamentos, críticas e condenações dos mais conservadores. Qual parte da música já antecipa e prevê isso? 

16) Retire do texto fragmentos que comprovam a classe social do eu lírico, revelando a importância disso para o contexto:

17) Aponte trechos que se associam às resistências, lutas e reivindicações dos movimentos por melhores condições e direitos:

18) Explique o que você entendeu da última estrofe do texto: 

19) Você, assim como o eu lírico, "faz fé na sua gente"? Justifique sua resposta:

20) Com que passagem do samba-enredo as imagens abaixo dialogam? Explique-as:


21) Que mandamento bíblico e trecho da música destoam da imagem abaixo? Por quê?


22) Que passagem do samba mais mexeu com você? Por quê? 

23) Que crítica social o samba faz? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

24) Que mensagem o texto transmite? Explique: 

(Atividade feita em parceria com o colega Dalton Barbosa Leal!) 

Atividade sobre o samba-enredo da Mocidade 2020 - Elza Deusa Soares

Já não estou mais naquela fase de ouvir os sambas-enredo até decorá-los, muito menos na fase de  gostar de sambar, aliás, nem tenho mais me animado para o Carnaval, ainda mais porque a minha cidade fica insuportavelmente lotada! Todo mundo querendo vir pra cá e quem aqui mora só querendo fugir ou se "ilhar"! Porém, fiquei arrepiada ao ouvir esse samba em homenagem -- merecidíssima -- à poderosa Elza Soares! Muito importante esse tipo de carinho e valorização ocorrer ainda em vida, e com uma vitalidade invejável para os seus 89 anos

Pra mim, essa mulher é um exemplo de superação, em muuuuuitos termos! Favelada, mulher, negra... se casou obrigada pelo pai (aos 13 anos), ficou viúva aos 21, perdeu quatro dos sete filhos que teve (dois  vítimas da fome), trabalhou numa fábrica de sabão, disputava restos de comida com urubus, se apaixonou por um homem casado (o jogador Garrincha), foi vítima de violência doméstica, perdeu a mãe em um acidente de carro, foi perseguida pela Ditadura Militar, se separou e um ano depois o seu grande amor morreu. Teve depressão. Namorou um homem 47 anos mais novo que ela e depois um que era 52 anos mais novo... transgressão total! Fênix e guerreira, ela sempre ressurgiu das cinzas... Tem a minha sincera admiração! Deusa, de fato! 

Pretendo digitar várias informações e curiosidades sobre ela, imprimir, recortar e distribuir para os alunos. Cada um lerá a que recebeu, para todos. Depois vou trabalhar o samba-enredo com minhas turmas, utilizando as questões que eu acabei de elaborar. O que acham?!? Estou pensando, ainda, em imprimir algumas fotos da cantora em folhas A4 e recortar, como um quebra-cabeças, para animar um pouco mais as aulas!!! 

Para saber um pouquinho mais sobre a vida dessa diva, LEIA AQUI!!! 


Elza Deusa Soares

Lá vai, menina
Lata d´água na cabeça
Esquece a dor que esse mundo é todo seu
Onde a "Água Santa" foi saliva
Pra curar toda ferida que a história escreveu

É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar
(Para a preta não chorar)
Se a vida é uma "aquarela"
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar

É hora de acender 
No peito a inspiração 
Sei que é preciso lutar 
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar, 
Da "lama" nasce o amor
Quebrar as "agulhas" que vestem a dor 

Brasil, esquece o mal que te consome
Que os filhos do "Planeta Fome"
Não percam a esperança em seu cantar
Ó nega, "sou eu que te falo em nome daquela"
Da batida mais quente, o som da favela
A resistência em oração 

"Se acaso você chegar" 
Com a mensagem do bem
O mundo vai despertar, 
Deusa da Vila Vintém
És a estrela...
Meu povo esperou tanto pra revê-la!

Laroyê Ê Mojubá... 
Liberdade! 
Abre os caminhos pra Elza passar... 
Canta a Mocidade! 
Essa nega tem poder, é luz que clareia
É samba que corre na veia...

(Sandra de Sá, Igor Vianna & Cia)

01) Pesquise e explique todas as aspas utilizadas no samba-enredo acima:

02) Circule no texto os vocativos empregados, dizendo a importância dos mesmos:

03) Copie da música marcas fortes de oralidade:

04) Transcreva da canção palavras e/ou expressões que se relacionam ao campo semântico da "superação":

05) Você acha que os termos "preta" e "nega" foram empregados com sentido pejorativo? Justifique sua resposta: 

06) Copie da canção uma metáfora, explicando-a: 

07) Localize no texto duas palavras de origem iorubá, dizendo o que ambas significam: 

08) Que conselho é dado à "menina" Elza Soares na música?

09) Retire do texto quatro exemplos de frases com sentido figurado e explique seu raciocínio:

10) Comente o título, deixando claro por que a palavra "Deusa" aparece grafada com inicial maiúscula:

11) Que mensagem a música transmite? Que sentimentos ela provoca? Qual foi sua reação ao lê-lo?

12) Pelo pouco que você conheceu da vida da Elza Soares, achou a homenagem merecida? Justifique sua resposta:

13) De que parte do samba-enredo você mais gostou? Por quê?

14) Copie do texto passagens que revelam a importância que a música teve na vida da homenageada e a ajudou a superar as dificuldades:

15) Você acha que a música pode ser mesmo assim tão salvadora na vida de uma pessoa? Explique seu ponto de vista:

16) Elza foi vítima de violência doméstica, como muitas mulheres, ainda hoje, sofrem. O que mudou da época dela para os dias de hoje? O que ainda precisa mudar?

17) Pesquise e mencione outros exemplos de mulheres que passaram por grandes provocações e venceram, assim como a Elza Soares:

(Agradecimento especial às queridas amigas Maria Aparecida e Zizi Cassemiro pela parceria!)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Atividade sobre a música "Sonho de Carnaval", de Chico Buarque de Holanda


Sonho de carnaval

Carnaval, desengano...
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei.
Quarta-feira sempre desce o pano.

           Carnaval, desengano...
           Essa morena me deixou sonhando, 
           Mão na mão, pé no chão
           E hoje nem lembra não.
          
                       Era uma canção, um só cordão
                       E uma vontade
                       De tomar a mão 
                       De cada irmão pela cidade.

                               No carnaval, esperança
                               Que gente longe viva na lembrança
                               Que gente triste possa entrar na dança,
                               Que gente grande saiba ser criança.

(Chico Buarque de Holanda)

01) Justifique o título dado à canção:

02) O que significa a expressão "desce o pano"?

03) Qual era a vontade do eu lírico?

04) No Carnaval há esperança de quê?

05) Para o eu lírico o que é sonho e o que é realidade?

06) A esperança do eu lírico se concretiza? Justifique sua resposta:

07) O que a formatação do texto tem a ver com a temática dele e com o estilo literário chamado Modernismo? 

08) Copie da música um exemplo de polissíndeto, explicando seu raciocínio:

09) Que mensagem a canção transmite?

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Atividade sobre samba-enredo da Mangueira: "Minha pátria é minha Língua" (2007)


Minha pátria é a minha Língua

"Minha pátria é minha Língua, Mangueira, meu grande amor.
Meu samba vai ao Lácio e colhe a última flor".

Vem no vira da Mangueira
Vem sambar
Meu idioma tem o dom de transformar
O Palácio do Samba 
Uma casa portuguesa
É uma casa portuguesa, com certeza

Quem sou eu?
Tenho a mais bela maneira de expressar
Sou Mangueira
Uma poesia singular
Fui ao Lácio e nos meus versos canto a última flor
Que espalhou por vários continentes
Um manancial de amor

Caravelas ao mar partiram
Por destino encontraram o Brasil
Nos trazendo a maior riqueza:
A nossa Língua Portuguesa
Se misturou com o Tupi
Tupinambrasileirou
Mais tarde o canto do negro ecoou
Assim a Língua se modificou

Eu vou dos versos de Camões
Às folhas secas caídas de Mangueira
É chama eterna, dom da criação
Que fala ao pulsar do coração 

Cantando eu vou
Do Oiapoque ao Chuí ouvir
A minha pátria é minha Língua
Idolatrada obra-prima, te faço imortal
Salve... poetas e compositores
Salve também os escritores
Que enriqueceram a tua história
Ó meu Brasil,
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Hoje a herança portuguesa nos conduz
À Estação da Luz! 

Vem no vira da Mangueira
Vem sambar
Meu idioma tem o dom de transformar
O Palácio do Samba 
Uma casa portuguesa
É uma casa portuguesa, com certeza

(Mangueira / 2007)

01) Justifique o título dado ao samba-enredo:

02) Você sabe o que é o "vira"? Explique: 

03) Você acredita que "o idioma tem o dom de transformar"? Justifique sua resposta: 

04) Copie do texto um neologismo, dizendo sua importância para o contexto: 

05) Você acha que é algo positivo ou negativo a Língua ter o poder de, com o tempo, se modificar? Justifique sua resposta:

06) Copie do samba um verso que mostre o poder que a língua tem em se alastrar e dominar tudo:

07) Transcreva do texto uma passagem que faz menção ao nosso hino nacional:

08) Circule na canção um vocativo:

09) Você sabe quem foi Camões, citado no samba? Por que ele foi citado?

10) Que mensagem o samba transmite? Comente: 

Atividade com samba-enredo "Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós!"

Não curto mais tanto carnaval, até porque acho que, de uns tempos para cá, a violência e o abuso tomaram conta de tudo, e o funk, infelizmente, predomina mais do que o samba, mas já adorei! Não perdia um ensaio das minhas escolas preferidas, especialmente a "Em cima da hora", que era pertinho da minha antiga casa! Amava sambar e sambava bem, modéstia à parte! 

E eu conhecia quase todos os sambas das escolas de samba do Rio, porque tínhamos o hábito de comprar discos (era vinil, ainda!) logo assim que lançavam e ficávamos ouvindo até decorar tudo! Meu pai amava! Por essas e outras, alguns ficaram registrados de forma especial em meu coração, e um deles foi esse aqui, da Imperatriz, de 89, e que a novela "Bom Sucesso" resgatou lindamente! 




Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós!

Liberdade! Liberdade! 
Abra as asas sobre nós
E que a voz da igualdade 
Seja sempre a nossa voz!

Liberdade! Liberdade! 
Abra as asas sobre nós
E que a voz da igualdade 
Seja sempre a nossa voz!

(Mas eu digo que vem...)

Vem, vem reviver comigo, amor
O centenário em poesia
Nesta pátria mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
Era fidalguia 

(E por isso que surgem)

Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem, no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão

(Vem viver)

Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí 

(E da guerra?)

Da guerra nunca mais 
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu, de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim:

(E a tristeza?)

Pra Isabel, a heroína, que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou o fim da sina 
Na noite quinze e reluzente
Com a bravura, finalmente 
O Marechal que proclamou foi presidente

Liberdade! Liberdade! 
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz! 

(Imperatriz Leopoldinense - 1989) 

01) Justifique o título empregado no samba em questão:

02) Que efeito os verbos no modo imperativo dão ao refrão? 

03) Copie do texto dois vocativos, explicando a importância deles para o contexto: 

04) Você acha que a "voz da igualdade" tem sido a nossa voz? Justifique sua resposta: 

05) Que centenário foi comemorado no ano de 1989? O que você pensa a respeito disso? 

06) Quem é a Isabel mencionada no texto e qual a importância nela para o tema explorado pelo samba? 

07) Você acredita que somos livres? Você assim se sente? Justifique sua resposta?

08) Que mensagem o samba transmite? Comente: 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Atividade sobre o conto "Restos de carnaval", de Clarice Lispector

Restos de Carnaval 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça — eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável — e pintava minha boca de batom bem forte, passando ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga — talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel — resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara do material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas — à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha — mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola. Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve de ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem.
Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto, essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge —minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa — mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil — fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me.
Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns doze anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de oito anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.
(Clarice Lispector)
01) Justifique o título empregado no conto:
02) Explique a passagem que se encontra em destaque no final do primeiro parágrafo: 
03) O último carnaval traz à memória da autora os carnavais de sua infância. Na primeira parte do texto, ela nos fala daqueles carnavais em geral. Na segunda parte, de "um carnaval diferente dos outros". O que fez a diferença?
04) A afirmação "eu fora desencantada" (presente no décimo parágrafo) resume o sentimento da autora diante do modo como tudo acabou acontecendo naquele carnaval diferente. Como podemos interpretar a afirmação? 
05) No último parágrafo, a autora nos diz que "só horas depois é que veio a salvação". Por que o gesto do menino acabou sendo tão importante para a menina? 
06) No nono parágrafo, a autora diz que coisas piores lhe aconteceram e ela perdoou, mas que o acontecido naquele carnaval diferente "não posso sequer entender agora". Por quê? 
07) Por que a autora diz, no segundo parágrafo, que "Ah, está se tornando difícil escrever"? Qual é a razão para esse desabafo nesse ponto do texto?
08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Atividade sobre a música "Carnavalia", dos Tribalistas


Carnavalia

Vem pra minha ala
Que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história
Que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar
Escandalizar ninguém
Vem me namorar 
Vou te namorar também
Vamos pra avenida
Desfilar a vida
Carnavalizar

A Portela tem Mocidade, Imperatriz
No Império tem
Uma Vila tão feliz
Beija-Flor vem ver
A porta-bandeira
Na Mangueira tem morena da Tradição

Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou 
O surdo escutou
E o meu corasamborim (samborim)
Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mim

(Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown)


01) Justifique o título dado à canção acima:

02) O que significa a palavra "carnavalizar"? Ela é dicionarizada? 

03) Quais escolas de samba do Rio foram homenageadas na música? Cite-as: 

04) Copie da canção um bom exemplo de paradoxo, explicando seu raciocínio:

05) Qual a importância desse "paradoxo", considerando o contexto? Explique: 

06) Copie do texto marcas de oralidade: 

07) Explique se a existe ou não uma ambiguidade no verso destacado na canção: 

08) Copie do texto um neologismo, explicando sua construção e significado: 

09) Que mensagem a música transmite? 

10) Localize no texto:

a) três substantivos próprios:
b) um advérbio de tempo:
c) dois pronomes pessoais do caso reto:
d) dois substantivos compostos:
e) um adjetivo: 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Atividade sobre a crônica "Povo", de Luís Fernando Veríssimo

Povo

-- Geneci...
-- Senhora?
-- Preciso falar com você. 
-- O que foi? O almoço não estava bom?
-- O almoço estava ótimo. Não é isso. Precisamos conversar. 
-- Aqui na cozinha?
-- Aqui mesmo. O seu patrão não pode ouvir. 
-- Sim, senhora. 
-- Você... 
-- Foi o copo que eu quebrei?
-- Quer ficar quieta e me escutar?
-- Sim, senhora.
-- Não foi o copo. Você vai sair na escola, certo? 
-- Vou sim, senhora. Mas se a senhora quiser que eu venha na terça...
-- Não é isso, Geneci! 
-- Desculpe.
-- É que eu... Geneci, eu queria sair na sua escola.
-- Mas...
-- Ou fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Não aguento ficar fora do Carnaval. 
-- Mas...
-- Vocês não têm, sei lá, uma ala das patroas? Qualquer coisa. 
-- Se a senhora tivesse me falado antes...
-- Eu sei. Agora é tarde. Para a fantasia e tudo o mais. Mas eu improviso uma baiana. Deusa grega, que é só um lençol. 
-- Não sei. 
-- Saio na bateria. Empurrando alegoria. 
-- Olhe que não é fácil...
-- Eu sei. Mas eu quero participar. Eu até sambo direitinho. Você nunca me viu sambar? Nos bailes do clube, por exemplo. Toca um samba e lá vou eu. Até acho que tenho um pé na cozinha. Quer dizer. Desculpe. 
-- Tudo bem. 
-- Eu também sou povo, Geneci! Quando vejo uma escola passar, fico toda arrepiada. 
-- Mas a senhora pode assistir.
-- Mas eu quero participar, você não entende? No meio da massa. Sentir o que o povo sente. Vibrar, cantar, pular, suar. 
-- Olhe...
-- Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito.
-- Não sei...
-- Se precisar pagar, eu pago. 
-- Não é isso. É que...
-- Está bem. Olhe aqui. Não preciso nem sair na avenida. Posso costurar. Ajudar a organizar o pessoal. Ajudar no transporte. O Alfa Romeo está aí mesmo. Tem e Caravan, se o patrão não der falta. É a emoção de participar que me interessa, entende? Poder dizer "a minha escola". Eu teria assunto para o resto ao ano. Minhas amigas ficariam loucas de inveja. Alguns iam torcer o nariz, claro. Mas eu não sou assim. Eu sou legal. Eu não sou legal com você, Geneci? Sempre tratei você de igual para igual. 
-- Tratou, sim senhora. 
-- Meu Deus, a ama-de-leite da minha mãe era preta! 
-- Sim, senhora. 
-- Geneci, é um favor que você me faz. Em nome da nossa velha amizade. Faço qualquer coisa pela nossa escola, Geneci. 
-- Bom, se a senhora está mesmo disposta...
-- Qualquer coisa, Geneci. 
-- É que o Rudinei e Fátima Araci não têm com quem ficar.
-- Quem?
-- Minhas crianças. 
-- Ah. 
-- Se a senhora pudesse ficar com eles enquanto eu desfilo...
-- Certo. Bom. Vou pensar. Depois a gente vê.
-- Eu posso trazer elas e...
-- Já disse que vou pensar, Geneci. Sirva o cafezinho na sala. 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título usado no texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Onde as protagonistas conversam e por quê?

03) Sobre o que Geneci imaginava que seria a conversa? O que isso revela?

04) Que argumentos a patroa utiliza para convencer Geneci a deixá-la participar do desfile?

05) Quais os dois reais motivos de a patroa querer participar do Carnaval? O que você pensa a respeito disso? 

06) O que a fala "Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito" quer dizer? 

07) Você acha que a patroa realmente tratava a empregada "de igual para igual"? Comprove com elementos do próprio texto: 

08) Há alguma diferença étnica entre patroa e empregada? O que se pode deduzir em relação à cor das personagens? O que serviu de "pista textual"? 

09) A patroa disse à Geneci que estava disposta a qualquer coisa para desfilar pela escola. Isso era verdade ou mentira? Por quê? 

10) Qual foi o meio que Geneci encontrou para que ela pudesse colaborar com a escola? A patroa aceitou essa proposta? 

11) O texto faz uma crítica a qual comportamento social? Explique: 

12) Circule na crônica todos os vocativos, dizendo sua importância para o contexto:

13) Que mensagem o texto transmite? Comente:

(Atividade feita em parceria com a minha amiga Fabi Behling, dona do blog "Só Atividades")