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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Atividade sobre o texto "Por que choramos ao cortar cebola?", de Alexandre Leiras Gomes


Por que choramos ao cortar cebola? 

Não importa quem está no comando das artes culinárias, mesmo o mais bravo dos mestre-cucas se debulha em lágrimas diante de uma cebola! Se você já passou pela experiência de cortar uma, sabe que não se trata de emoção de cozinheiro e, sim, de ardência nos olhos mesmo. Mas por que a cebola faz qualquer um chorar? 
A explicação está na química. Dentro das células da cebola existem compostos de uma substância chamada enxofre, que é responsável pelo cheiro característico do vegetal. Quando as células se rompem pela ação da faca, esses compostos se transformam em gases que são liberados no ar e chegam até os nossos olhos, fazendo-os arder. 
Sentimos o desconforto na visão porque os gases liberados pela cebola se transformam em ácido quando entram em contato com a lágrima natural que lubrifica nossos olhos. Como o tal ácido é um composto estranho para o corpo, nosso organismo logo se dá um jeito de se proteger, ativa as nossas glândulas lacrimais -- os nossos, digamos, para-brisas oculares --, que produzem mais lágrimas para lavar a irritação e expulsar o ácido indesejado. 
Quer dizer que toda vez que precisamos cortar uma cebola vai ser esse chororô? Nada disso! Aqui vai uma dica preciosa que você pode espalhar para os adultos: lave bem a cebola e corte-a debaixo da torneira. Desse modo, o ácido irá se formar quando entrar em contato com a água e não com os seus olhos. Mas é preciso ser ágil para evitar o desperdício desse líquido tão precioso! 

(Alexandre Leiras Gomes)


01) Qual é o tema explorado no texto acima? Justifique sua resposta: 

02) Por que é um artigo científico? Quais são as características relativas ao gênero?

03) Qual é a explicação contida no texto para o choro durante o corte de uma cebola? Ela convence?

04) Que advertência (ou tipo de alerta) foi feita ao leitor do texto? O que você pensa a respeito disso?

05) Qual é o público-alvo? Comprove com uma passagem do texto:

06) Que dica o texto dá para resolver esse problema do chororô cortando cebola?

07) Você já experimentou tal dica? Funcionou? Comente:

08) Circule todos os verbos no modo imperativo no texto, explicando a sua função:

09) Copie do artigo marcas de oralidade, dizendo a importância delas para o contexto:

10) Você acha que o artigo enciclopédico cumpriu com o seu objetivo? Por quê?

11) Faça um comentário a respeito da linguagem utilizada no texto, mencionando se ela é pessoal ou impessoal:

12) Justifique o porquê destacado no texto:

13) Localize no texto:

a) duas palavras proparoxítonas:
b) duas palavras paroxítonas:
c) duas palavras oxítonas:
d) um monossílabo tônico acentuado:
e) um substantivo composto:
f) um substantivo derivado:
g) um advérbio de intensidade:
h) um numeral, classificando-o:
i) um advérbio de negação:
j) um advérbio de afirmação:

(Atividade feita em parceria com a amiga Ana Cristina Pontes

domingo, 22 de março de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Química da digestão"

Química da digestão

Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Como não podemos tirar energia da luz do sol para viver, como os vegetais, essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células. 
Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos. 
No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar, produzindo uma combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia. 
No nosso corpo, os organismos são transformados nos seus componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais fáceis de queimar. O processo se faz através de um grande número de reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. As substâncias presentes nesses alimentos são decompostas pelos fermentos digestivos e se transformam em substâncias orgânicas mais simples. Daí esses componentes são transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia. 
A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas verdadeiras usinas de energia. 

(Lúcia Tosi)

01) Justifique o título dado ao artigo acima:

02) Por que o nosso corpo é comparado a uma fábrica? 

03) Em "Tudo isso também consome energia", a expressão destacada se refere a quê? 

04) Depois de processadas pelos fermentos digestivos, as substâncias orgânicas são levadas para onde?

05) As mitocôndrias são essenciais para o funcionamento do nosso corpo por serem responsáveis pelo quê? Comente:

06) Cite duas características do texto que permitem classificá-lo como um artigo de divulgação científica: 

sábado, 21 de março de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que alguns atletas têm mortes fulminantes?"

Por que alguns atletas têm mortes fulminantes?

Eles estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários. Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica. "Como são pessoas públicas, eles são mais observados que um cidadão e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não estão aumentando", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifest (Universidade Federal de São Paulo). Calcula-se que no Brasil, a cada ano, cerca de 160 mil pessoas sejam vítimas de mortes fulminantes. Só que isso não rende muita notícia. Mas basta a vítima ser um atleta mais conhecido [...] para o caso ganhar os jornais. 
É bom lembrar, porém, que algumas características do dia-a-dia dos atletas são fatores agravantes. A hipertemia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e da alta umidade do ar, é um deles. 
Outro é o possível uso de anabolizantes, pois o usuário tende a ter um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas. Por falar nisso, ao contrário do que se pensa, essas mortes repentinas não são sempre relacionadas ao coração. Também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos. 
Para evitar novos sustos, os médicos recomendam, além de exames preventivos mais rigorosos, que estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados para ressuscitação. 

(Mundo Estranho - Revista Superinteressante)

01) Como você responderia, com suas palavras, à pergunta feita no título do artigo? 

02) Em "Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica", o pronome destacado se refere a quê? 

03) No trecho "Já que isso não rende muita notícia", a que o pronome em destaque se refere?

04) Qual a solução para o problema apresentado pelo texto? O que você pensa com relação a isso?

05) Em que trecho é mais claramente respondida a pergunta feita no título? Copie-o: 

06) Qual foi a tese apresentada no artigo? Isso surpreendeu você? 

07) Cite pelo menos dois argumentos usados pelo autor para sustentar essa tese: 

sexta-feira, 20 de março de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que temos febre?"


Por que temos febre?


Temperatura alta é sinal de que seu organismo está sendo atacado por micróbios. 

Você acorda e parece que o dia será como outro qualquer. Pula da cama, mas um cansaço logo toma conta do seu corpo. Então, você volta para o quarto e se esconde debaixo do cobertor. Sente frio e, em seguida, começa a suar. O coração às vezes acelera, a respiração fica ofegante e suas bochechas ficam vermelhas como um tomate. É ela, a febre, que veio te pegar! 
Calma! A febre não é um monstro. É apenas um sinal de que seu organismo está sendo atacado por microorganismos nocivos à saúde. Só fique atento para não confundir febre com situações que levem ao aumento de temperatura corporal, como se agasalhar e se exercitar muito. Em geral, a febre vem acompanhada de algum outro sintoma, que pode ser dor de garganta, dor de ouvido, manchas pelo corpo, diarreia, vômito etc. Nestes casos, pode apostar que alguma doença está para chegar. 
Na verdade, a febre é resultado da ação de uma substância chamada prostaglandina. O nome é difícil de pronunciar, mas sua função é relativamente simples: levar ao cérebro a mensagem de que é necessário aumentar a temperatura do corpo para sinalizar que há um micróbio invasor em atividade. Alerta ligado! Nosso sistema imunológico, ou melhor, de defesa, se prepara pra combater sozinho e precisa da ajuda de medicamentos para reagir melhor. E por isso que, quando não melhoramos da febre, vamos ao médico para nos consultar e tomar o remédio certo.
As crianças são as mais afetadas pela febre, porque, para o organismo delas, praticamente todos os vírus e bactérias são desconhecidos. Então, quando esses microorganismos invadem o corpo, ele logo produz a prostaglandina. Na medida em que vamos crescendo, ficamos adultos, nos tornamos um pouco mais resistentes à febre porque nosso corpo já entrou em contato com diversos tipos de vírus e bactérias, tanto por já termos sido vacinados, quanto por já termos contraído diferentes doenças. 
Por mais que a febre seja apenas um sinal de que algo não vai bem, é importante saber sua razão. Assim, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente, em se tratando de crianças com menos de um ano de idade. É que, nesse caso, a febre pode estar associada a alguma doença grave, como a meningite. Por isso, o médico deve ser sempre consultado. Ele sabe como detectar se existe alguma infecção e o que fazer para combatê-la. 
Sem indicação do médico, ninguém deve tomar medicamentos. Até a data da consulta, o que podemos fazer é tomar banho frio para baixar a temperatura do corpo, beber bastante líquido para não desidratar e nos alimentar bem para manter o organismo forte, em condições de reagir. Essas atitudes contribuem para que você se livre logo da febre, e, claro, da doença que está associada a ela. 

(Renato Minoru Yamamoto - "Ciência Hoje das Crianças")

01) O texto responde bem à pergunta feita no título? Justifique sua resposta:

02) Copie do texto uma comparação, explicando se ela foi bem empregada: 

03) O que é a febre, segundo o texto? 

04) O trecho "O nome é difícil de pronunciar, mas a sua função é relativamente simples" se refere a quê? 

05) Por que as crianças costumam ser as mais atacadas pela febre? 

06) Por que depois que crescemos a febre vai, em geral, nos deixando mais em paz? 

07) Copie do texto uma passagem contra a famosa automedicação, explicando o perigo disso:

08) O que se deve fazer enquanto se aguarda a consulta médica? 

09) O que você aprendeu de novo com esse artigo científico? Comente:

10) Você acha que o texto foi apropriado ao público-alvo? Explique: 

quarta-feira, 11 de março de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que devemos ter cuidado ao andar descalços na areia?"


Por que devemos ter cuidado ao andar descalços na areia? 

Caminhar pela praia e fazer belos castelos de areia... Brincar descalço no parquinho, livre, leve e solto... O que pode ser melhor?
Qualquer que seja a sua preferência, vale a pena registrar que onde a areia é quente e úmida pode haver seres microscópios causadores de doenças, os geo-helmintos. 
Geo significa terra e helmintos, vermes. Logo, estamos falando de vermes que passam parte da vida na terra. Alguns contaminam cachorros, gatos, aves e outros bichos. Já outros pegam carona em nós, humanos. A fase adulta dos geo-helmintos é sempre dentro do corpo de um hospedeiro. 
Acontece que o verme precisa do solo para a eclosão de seus ovos e para passar a primeira fase de suas vidas, a fase de larvas. Mas como esses ovos vão parar no solo? Pelas fezes dos animais contaminados. Um cachorro, por exemplo, contaminado por geo-helmintos, ao liberar suas fezes na areia, libera junto com elas os ovos do verme.
Esses ovos podem ficar vivos no solo por muito tempo -- em alguns casos, por anos -- até eclodirem, deixando sair as larvas que podem ir parar dentro de um animal e continuar seu ciclo de vida. 
Opa! Mas como as larvas vão parar dentro de um animal? Pode ser de carona em uma fruta que alguém come sem lavar ou grudadas em um alimento que cai na areia e é levado à boca ou, ainda, perfurando a pele dos pés descalços -- neste momento, sentimos apenas uma coceirinha
Dentro do corpo do hospedeiro, as larvas seguem pela corrente sanguínea até chegar aos intestinos, onde encontram os nutrientes que precisam para se tornar geo-helmintos adultos, reproduzir e colocar os ovos, que chegarão ao solo junto com as fezes do animal contaminado, recomeçando o ciclo de vida do verme.
Nos intestinos, os vermes disputam com o organismo do hospedeiro os nutrientes, como proteínas, açúcares, gorduras e vitaminas. Se ficarem por muito tempo ou em grande quantidade no corpo humano, por exemplo, a pessoa pode desenvolver uma doença conhecida como anemia, que uma grande sensação de indisposição e fraqueza
Mas não entre em pânico! Existem maneiras simples de evitar a contaminação por geo-helmintos, como lavar bem os alimentos, recolher o cocô que o seu animal de estimação faz na areia e andar de sapatos em áreas onde existe esgoto aberto ou a presença de muitos pombos. Quer mais dicas? Visite a CHC Online: www.cienciahoje.com.br

(Elisabeth Christiano de Almeida)

01) Qual é o assunto abordado no texto? Justifique sua resposta: 

02) Por que podemos afirmar que se trata de um artigo científico? Quais são as características dessse gênero? 

03) Justifique o emprego de algumas interrogativas no texto:

04) O que o "Opa", presente no sexto parágrafo, expressa?

05) Que recomendações o texto dá para evitar a contaminação por geo-helmintos?

06) O que você aprendeu de importante com o texto em questão?

07) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

terça-feira, 3 de março de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que as estrelas parecem piscar no céu?"


Por que as estrelas parecem piscar no céu? 

(O pisca-pisca acontece porque a luz desses astros precisa atravessar a atmosfera da Terra)

Olhe para o céu. Se você já fez este gesto em uma noite sem nuvens e com muitas estrelas deve ter ficado encantado. Que brilho têm as estrelas na imensidão do espaço, não é mesmo? Porém, esses astros não apresentam, para os olhos humanos, um brilho fixo. Elas parecem tremer ou piscar. Será? 
Na verdade, o pisca-pisca das estrelas é fruto de um fenômeno chamado pelos cientistas de cintilação, que acontece por causa do do deslocamento da luz desses astros em direção à Terra. Esse efeito se dá porque a luz dos astros precisa atravessar a atmosfera do planeta, onde há gases que formam camadas que estão em diferentes temperaturas e em movimento constante. Portanto, para iluminar o céu terrestre, a luz das estrelas precisa passar por uma espessa e agitada camada de gases, causando o efeito de tremor das estrelas a que assistimos, algumas vezes, no céu. 
A intensidade da cintilação pode ser maior ou menor, dependendo do caminho que a luz das estrelas precisa percorrer até atravessar toda a atmosfera da Terra. Ou seja: quanto mais movimentos apresentarem as camadas que compõem a atmosfera e mais longo for o caminho percorrido pela luz das estrelas para atravessá-la, mais a cintilação será percebida. 
Faça um teste observando uma estrela que acaba de aparecer no horizonte e outra localizada logo acima da sua cabeça. A primeira parece piscar bem mais porque, no horizonte, os raios de luz precisam atravessar uma camada de ar muito maior do que no Zênite -- o nome que se dá à posição vertical dos astros, localizados bem no meio do céu. Interessante, não? 

("Ciência Hoje") 

01) O título foi bem empregado? Ele despertou a sua curiosidade?

02) Justifique os porquês destacados no título e no começo do texto:

03) Por que o verbo destacado no primeiro parágrafo do texto foi acentuado?

04) Copie do texto passagens em que o autor parece conversar com o leitor, dizendo o que esse efeito causa:

05) Transcreva do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

06) Qual o objetivo do texto em questão? Ele cumpriu com tal objetivo?

07) Que tipo de linguagem foi empregada no artigo científico? Justifique sua resposta:

08) Retire do texto:

a) um substantivo composto:
b) um advérbio de lugar:
c) um advérbio de tempo:
d) um advérbio de intensidade:
e) um substantivo próprio:
f) um verbo no gerúndio:
g) dois adjetivos, dizendo a que substantivos eles se referem: 

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Como funciona a mumificação natural?"


Como funciona a mumificação natural? 

Quando se fala em múmia, a gente logo visualiza um ser enfaixado saindo de um sarcófago, é ou não é? Na verdade esta é a imagem que a televisão, o cinema e até as histórias em quadrinhos sempre divulgaram com base nas múmias do antigo Egito. Mas, muito antes de os egípcios se tornarem mestres na técnica de preservar corpos, a natureza já  criava múmias naturais. Aliás, ainda cria! 
Para entender como funciona a mumificação natural -- isto é, a conservação de corpos pela natureza --, precisamos saber primeiro como ocorre a decomposição. Para um corpo desaparecer, é necessário que micróbios e outros seres vivos trabalhem na sua destruição. A mumificação natural acontece quando esses organismos não podem agir, ou seja, em condições extremas, como em locais muito frios, muito quentes, muito secos, onde há pouco oxigênio ou, ainda, sob a água, por exemplo. 
Quando duas dessas condições se associam, como no deserto é quente e seco, melhor ainda! Nestes ambientes, as células se desidratam (quer dizer, perdem água) muito rapidamente, aí os corpos ressecam mantendo preservadas a pele, os cabelos e até mesmo os órgãos internos, conservando parte de suas características. 
O frio também pode mumificar naturalmente. Vira e mexe temos a notícia de um corpo encontrado intacto em locais muito gelados. As múmias encontradas nessas condições deverão ser mantidas sempre congeladas para que não se decomponham, porque foi a temperatura baixíssima que impediu a ação decompositora dos microrganismos. 
Outros lugares que conservam corpos são os pântanos, fundos de lagos e outros ambientes com pouco oxigênio, onde os micróbios decompositores não conseguem viver. Alguns tipos de solos também ajudam a formar múmias naturais. Em solos com muito sal, por exemplo, é comum encontrar corpos preservados, porque o sal dificulta a ação dos microrganismos. 
Embora esta conversa pareça tema de filme de terror, saiba que as múmias naturais são aliadas da ciência. Estudando-as, os cientistas descobrem, por exemplo, doenças do passado, que podem ajudar na compreensão de problemas atuais. Então, se vir uma múmia por aí, não desmaie de susto, ligue para um instituto de pesquisa! 

(Sheilla M. F. Mendonça de Souza - "Ciência Hoje das Crianças")

01) Qual é o assunto do texto?

02) O título desperta curiosidade sobre ele? 

03) Qual a finalidade desse texto?

04) De que tipo de mumificação trata o texto? Esse tipo de mumificação se opõe a qual outra?

05) Qual é o alerta feito no último parágrafo?

06) O texto foi retirado da revista "Ciência Hoje das Crianças". Quais características ele apresenta, em sua escrita, que confirmam a adequação desse texto ao suporte citado?

07) Em "A gente logo visualiza um ser enfaixado saindo de um sarcófago, é ou não é?", explique a importância do ponto de vista argumentativo de a autora usar as expressões destacadas:

08) Considerando a passagem "Embora esta conversa pareça tema de filme de terror, saiba que as múmias naturais são aliadas da ciência", responda:

a) Qual a importância do uso da conjunção destacada na frase?

b) Por que a conversa pareceria tema de filme de terror?

c) De que forma as múmias naturais são aliadas da ciência?

(Atividade feita em parceria com a amiga artemanhosa Maria Ruth Barbosa!)

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que alguns animais comem pedras?"

Por que alguns animais comem pedras? 

Alguns animais têm hábitos que podemos considerar curiosos. Os gatos, por exemplo, se lambem para limpar o pelo. Já os cachorros instintivamente procuram comer certas ervas quando estão sentindo algum mal-estar. Mas tem bicho com hábitos ainda mais intrigantes, como comer pedras! É isso aí! E olha que, em vez de fazê-los passar mal, as pedras exercem funções úteis dentro do organismo. 
As pedras engolidas por certos animais são chamadas gastrólitos, que quer dizer "pedras do estômago". É dentro deste órgão que elas ficam armazenadas e ajudam a triturar os alimentos e a limpar as paredes estomacais dos parasitas que as infestam. Além disso, as pedras aliviam a sensação de fome durante longos períodos em que os bichos precisam ficar sem comer. 
Crocodilos, pinguins, focas e leões-marinhos, entre outros animais aquáticos, estão na lista dos engolidores de pedra. Eles têm em comum o fato de serem excelentes mergulhadores profissionais.
É preciso dizer que as pedras não ficam no organismo desses animais para sempre. Eles é que determinam quanto tempo devem ficar controlando a quantidade delas em seu estômago. Claro que isso não é algo pensado pelo bicho. Seu corpo é que dá sinais de desconforto. Então, o animal provoca vômito, expelindo algumas pedras até se sentir bem.
Mas não pensem que os bichos engolem qualquer pedra que veem pela frente. Eles escolhem com muito cuidado as que vão para sua barriga. Valem as mais lisinhas e bem arredondadas. Dessa forma, ao serem engolidas, elas não os machucam por dentro. Mas do que uma mania, engolir pedras é uma maneira natural que os animais encontraram para garantir seu bem-estar!

(Salvatore Siciliano - "O livro dos porquês") 

01) O que você achou do título do texto? 

02) Qual o objetivo do texto em questão?

03) O autor do texto é identificado? Onde esse texto foi publicado? 

04) Justifique o emprego do porquê no título: 

05) Que argumentos foram usados para comprovar a afirmação "Alguns animais têm hábitos que podemos considerar curiosos"? 

06) Que termo científico é utilizado no artigo? Por que ele é explicado? 

07) Copie uma passagem do texto que indica que há um certo diálogo entre o autor e o leitor: 

08) Qual o efeito de sentido desse diálogo? 

09) O texto responde à pergunta do título? Justifique sua resposta: 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o texto "Vovô e o videogame"


Vovô e o videogame

Você já viu seu avô jogando videogame? Provavelmente não, mas talvez isso se torne mais comum no futuro. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que os jogos eletrônicos podem ajudar a aprimorar certas atividades cerebrais de pessoas idosas.
Se você já está pensando em desafiar seus avós no seu game favorito, calma! Não estamos falando (ainda) de jogos modernos cheios de monstros e explosões: o estudo utilizou um jogo especificamente desenvolvido para esse fim, chamado NeuroRacer. 
Ele é composto por duas tarefas: a primeira é guiar um carro por uma pista sinuosa e a segunda, identificar o surgimento de figuras com certa cor e formato na tela, no meio de uma série com muitas outras. Nada muito difícil, certo? Mas o desafio é fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Quando realizamos tarefas simultâneas, elas provocam interferências no processamento das informações em nosso cérebro. A capacidade de lidar com essas interferências, no entanto, diminui com a idade -- por isso, idosos têm mais dificuldade de enfrentar esse tipo de situação.
Os cientistas pediram a adultos de 60 a 85 anos que treinassem o NeuroRacer durante um mês. Alguns jogaram a versão completa, dirigindo o carro e identificando os símbolos ao mesmo tempo, e outros apenas as provas separadas. Em seguida, passaram por testes para verificar seu desempenho no jogo.
Os resultados mostraram que os dois grupos melhoraram de desempenho nas tarefas isoladas, mas só o primeiro melhorou na versão completa, ou seja, apenas o cérebro das pessoas treinadas nas duas atividades de forma simultânea aprendeu a lidar com a interferência. 
Quem treinou com a versão completa também apresentou melhorias em áreas como atenção e memória, entre outras atividades cerebrais. Resumindo: ao treinar os idosos para lidar com a interferência, foi possível, com um único jogo, melhorar suas habilidades em várias áreas. 
Embora os resultados sejam apenas iniciais, a pesquisa nos faz pensar se, no futuro, poderemos usar jogos de alta tecnologia não só para diversão, mas também para melhorar nossas capacidades cerebrais. Já pensou? 

(Ciência Hoje das Crianças - http://chc.org.br/vovo-e-o-video-game/)

01) Qual é o título desse artigo? Justifique-o:

02) Esse título despertou seu interesse pela leitura? Por quê?

03) Que expectativa sobre o assunto do texto é criada com o título?

04) Após a leitura integral do texto, essa expectativa foi confirmada? Justifique sua resposta:

05) Copie do texto passagens que dialogam com o leitor, dizendo qual o objetivo das mesmas:

06) Qual é o recurso utilizado, no segundo parágrafo, para manter a atenção do leitor? 

07) Nesse segundo parágrafo, o autor imagina uma expectativa do leitor e quebra essa expectativa. Explique como isso acontece:

08) O assunto apresentado é atual e de interesse da sociedade? Justifique sua resposta:

09) Em sua opinião, as reportagens podem mudar atitudes, ou seja, influenciar o comportamento das pessoas? Explique:

10) O que são estrangeirismos? Copie do texto exemplos dele, dizendo como eles apareceram no texto:

11) Qual a função dos parênteses no segundo parágrafo do texto?

12) O que você aprendeu após a leitura do texto? Comente: 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o texto "Por que as lagartixas podem subir pelas paredes?"


Por que as lagartixas podem subir pelas paredes? 

Você se prepara para dormir, deita na cama, mas o sono não vem. Distraído, olha para cima e um bicho muito arisco chama a sua atenção por alguns minutos: a lagartixa. Ela está lá, grudada no teto, e sua impressão é de que, a qualquer momento, vai despencar e cair em cima da sua cabeça. Fique tranquilo, porque, dificilmente, isso vai acontecer. Esse animal não é parente do Homem-Aranha, mas tem suas habilidades para conseguir ficar agarrado em qualquer superfície. 
Lagartixas são répteis do grupo dos lagartos pertencentes à família dos geconídeos, sendo, portanto,  parentes de outros répteis como as serpentes, as tartarugas e os jacarés. Existem várias espécies desse bicho distribuídas por todos os continentes. A chamada lagartixa de parede ou lagartixa mole, no entanto, é uma das mais comuns. Em geral, ela é vista à noite, caçando insetos -- como moscas e mosquitos -- nas paredes de nossas casas. 
Mas como esses animais conseguem andar ali, sem cair? O segredo não está em nenhuma substância que os faça grudar, mas numa força de atração que se dá entre os dedos da lagartixa e a superfície. É que, atrás de cada dedo, elas têm placas, dispostas umas em cima das outras, formando pequenas almofadas adesivas. E cada uma delas é coberta por mais de um milhão de cerdas -- algo semelhante a um pelo duro e áspero. Cada cerda, por sua vez, está subdividida em mil partes finíssimas, invisíveis a olho nu. 
Agora vejamos como se dá o "grude" da lagartixa. Muitos materiais se atraem, mesmo sem serem ímãs nem estarem eletrizados. Veja, por exemplo, o que acontece quando colocamos duas gotas de água bem próximas. Elas se juntam. E se aproximarmos um palitinho de uma gota? Ela também é atraída. Essa força é bastante fraquinha e quase desaparece se os objetos não estiverem muito próximos. Mas a lagartixa tem uma forma curiosa de aproveitar essa forcinha para grudar nas paredes. Em primeiro lugar, cada fiozinho das cerdas de suas patas pode ficar bem pertinho da superfície. Mesmo que a parede seja rugosa, esses fios fininhos sempre arrumam um jeito de ficar bem colados à superfície. Assim, a força de atração em cada cerda é maior. Depois, como há milhões dessas cerdas, há milhões de pequenas forças de atração agindo juntas. Aí, é bem difícil que a lagartixa caia da parede. Pois para aumentar o poder de adesão, as lagartixas ainda bloqueiam uma rede de vasos sanguíneos que estão ligados aos seus pés. Ela pode fechar um reservatório de sangue que possui abaixo dos ossos dos dedos. Assim, quando ela pressiona o osso, ela comprime aqueles vasos que estão bloqueados. As veias, então, se expandem e apertam as almofadas dos pés do animal contra a parede, melhorando ainda mais suas escaladas. [...]

(Carlos Frederico Duarte da Rocha)

01) Qual é o objetivo desse texto?

02) O que motivou a escrita dele? 

03) A que gênero tal texto pertence? Quais foram as "pistas" para que você chegasse a essa conclusão?

04) O que torna o fato de as lagartixas subirem em paredes algo curioso?

05) No primeiro parágrafo, o autor do texto compara a lagartixa com o quê? Isso fez algum sentido? 

06) Qual a intenção do autor ao usar aspas na palavra "grude"? 

07) Com suas palavras, como você responderia à pergunta feita no título do texto? 

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Atividade sobre o artigo científico "Por que ficamos arrepiados?"

Por que ficamos arrepiados?

Os motivos mais comuns são o frio e o medo. "Ficamos arrepiados porque nossos pelos são erguidos pela ação de pequeninos músculos existentes na pele. Esses músculos entram em ação sob o comando de algumas partes do cérebro, responsáveis pelas reações de medo", diz o neurologista Benito Pereira Damas, da Unicamp. O mecanismo é herança dos tempos primitivos: quando um animal se sente ameaçado, eriça os pelos, aumentando de tamanho para parecer a seu oponente um inimigo mais poderoso do que é. 
Já o frio, sensação transmitida pelas terminações nervosas da pele, provoca como reflexo a ocorrência de contrações musculares em todo o corpo: os músculos tremem, os dentes batem e os pelos ficam em pé, aumentando a quantidade de ar entre eles. O objetivo é reter o calor. Um som estridente, irritante, como o de um giz riscando a lousa, também pode provocar o reflexo.

(Superinteressante Especial)

01) Segundo o texto, como o nosso corpo reage quando estamos com medo?

02) Qual a origem do mecanismo que nos faz arrepiar quando sentimos medo?

03) Que sensações o frio provoca no nosso corpo, em geral?

04) Você acha que o título foi bem empregado? Despertou curiosidade sobre o tema?

05) Justifique o uso das aspas no texto:

06) Existe algum argumento de peso no texto? Justifique sua resposta:

07) Você citaria alguma outra causa para as pessoas se arrepiarem, além das citadas no texto? Comente: 

terça-feira, 16 de julho de 2019

Atividade sobre o texto "Salada de nicotina"

Salada de nicotina 

A quantidade de nicotina no sangue sempre foi o indicador usado para classificar os fumantes passivos – aqueles que são obrigados a inalar o ar poluído pelos cigarros dos fumantes. Agora, porém, uma pesquisa feita na Universidade de Michigan com um grupo de não-fumantes revela que o tabaco não é o único vilão dessa história. Já se sabia que a batata, a berinjela, a pimenta e o tomate contêm uma quantidade apreciável de nicotina – nada de espantoso, porque são da mesma família do tabaco.
Assim, os cientistas descobriram que se uma pessoa consumir 10 gramas de berinjela terá no sangue o mesmo tanto de nicotina que teria se tivesse passado três horas num quarto esfumaçado; 150 gramas de batata (equivalentes a um pacote de fritas dos grandes das lanchonetes) dariam o mesmo resultado, bem como 250 gramas de tomates ou 5 gramas de couve-flor ou brócolis – embora estes últimos não sejam da família do tabaco. Como não se consideravam os alimentos para calcular os riscos a que se expõe um fumante passivo, a nova pesquisa acrescenta ingredientes revolucionários à questão. Afinal, a nicotina ingerida é tão nociva quanto a que se inala? Para saber a resposta será necessário continuar as pesquisas com um grupo de não-fumantes, que durante certo tempo deixe de comer esses vegetais.
 (Revista  “Superinteressante”)

01) Por que não há nada de espantoso no fato de a batata, a berinjela, a pimenta e o tomate conterem uma quantidade apreciável de nicotina? 

02) Por que a pesquisa realizada pela Universidade de Michigan acrescenta ingredientes revolucionários à questão dos males causados pela nicotina em fumantes passivos?  

03) Segundo o texto, a nicotina presente em alguns alimentos provoca os mesmos males que a nicotina inalada por um fumante passivo? 

04) O título do texto apresenta sentido conotativo ou denotativo? Explique: 

05) Pessoas não-fumantes podem ser classificadas como fumantes. Como você explica essa aparente contradição? 

06) “Afinal, a nicotina ingerida é tão nociva quanto a que se inala?” Qual a diferença entre “ingerir nicotina” e “inalar nicotina”?  

07) Na frase “Evite fumar na presença de crianças” existe uma ambiguidade, ou seja, um duplo sentido. Quais são eles? Explique bem:  

08) Na passagem “aqueles que são obrigados a inalar o ar poluído pelos cigarros dos fumantes”, que termo é retomado pelo pronome “aqueles”? 

09) Qual a função exercida pelas palavras destacadas no texto?  

10) Que mensagem o texto lhe trasmitiu? Comente: 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Atividade sobre o artigo científico "Exercícios intensos são mais eficazes na perda de medidas", de Paula Perdiz

Exercícios intensos são mais eficazes na perda de medidas

Todo mundo que deseja reduzir as medidas sabe que o segredo do sucesso está em gastar mais energia do que se consome, mas será que resolver essa equação é tão simples como parece? Apesar de parecer que não, pode respirar aliviado porque a resposta é sim, e o melhor: para perder peso de maneira eficaz não é preciso malhar durante horas infindáveis. De acordo com um estudo do Colégio Americano de Medicina do Esporte, não é só a genética e a dieta alimentar que influenciam no emagrecimento, mas a intensidade com que se pratica o treino também traz efeitos incríveis para o corpo. 
Para demonstrar que a intensidade supera a duração do exercício em relação à perda de peso, os pesquisadores avaliaram três grupos de mulheres com obesidade abdominal que, divididos aleatoriamente, praticaram algum tipo de treino aeróbico como caminhada ou corrida ao longo das 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, por aproximadamente 1 hora. O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, durante menos tempo. O terceiro grupo não praticou nenhum exercício. No final, o resultado apontou que o grupo que havia praticado exercícios mais intensos tinha perdido muito mais "barriga" do que as que fizeram moderados pelo dobro do tempo. 
Essa questão ainda ajuda a entender por que tanta gente malha, malha e não consegue emagrecer. Outro  ponto abordado é o tipo de exercício praticado. Para o gasto calórico ocorrer de forma eficiente, é preciso investir em exercícios aeróbicos como a corrida / caminhada, pedalada ou natação, uma vez que eles aumentam o uso de oxigênio na produção de energia. No entanto, de nada vai adiantar você se matar na academia até atingir o seu objetivo e depois desistir dos treinos, afinal, o que vai garantir a transformação no seu corpo é a frequência com que você continuará praticando os exercícios de maior intensidade.
Segundo Arthur Weltman, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação, já que o hormônio de crescimento estimula a queima de gordura durante o esforço físico. "Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício", explica o pesquisador, que completa: "Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura". Ou seja, quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. 
Gostou da ideia de não ter que se matar uma hora na esteira e mais uma hora na sala de ginástica, mas não sabe bem ao certo quais os exercícios que possuem alta intensidade? Se levarmos a pesquisa à risca, os circuitos são os exercícios mais indicados. Porém, o spinning, a natação e a própria musculação, se praticadas com intervalos curtíssimos entre as séries, também podem trazer resultados bem parecidos. 
(Paula Perdiz)

01) Segundo o texto, qual é a maneira mais eficaz de emagrecer? O que você pensa com relação a isso? 

02) O que influencia o emagrecimento? 

03) Em que tal pesquisa foi baseada? Comente: 

04) O que a repetição do verbo "malha" sugere? 

05) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

06) Por que os exercícios aeróbicos 

07) Localize no texto uma palavra empregada no sentido conotativo, explicando sua escolha: 

08) Que palavra aparece em itálico no texto? Por quê? 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atividade sobre o artigo científico "Por que sentimos água na boca?"


Por que sentimos água na boca?

(Entenda a importância da nossa saliva na hora de comer)

“Chiquinha, o almoço está pronto! Fiz a batata-frita que você pediu!”
Só de ouvir essas palavras, sua boca se enche d´água – de saliva --, antecipando-se à comida que já via entrar na boca e precisa ser digerida. De fato, a digestão começa na boca, onde os alimentos são picados, triturados e esmagados, tudo isso antes de serem conduzidos ao estômago. E pasme: se a boca não se enchesse de saliva, não seria possível engolir o alimento, nem saber o que você tem sobre a língua!
Todo mundo produz uma pequena quantidade de saliva o tempo todo, mas a produção aumenta quase dez vezes quando uma pessoa vê, cheira ou pensa em comida. A saliva que enche a boca nessas horas é essencial por várias razões. Primeiro, somente quando dissolvidos na saliva é que pedaços microscópios desprendidos dos alimentos chegam até as papilas gustativas, que sinalizam ao cérebro o tipo de comida que você tem na boca: água, sal, ácido, doce, proteína, ou algo amargo e, portanto, potencialmente nocivo, nada bom de ser engolido. Assim, além de reconhecer o alimento pelo gosto, o seu cérebro já vai preparando o corpo para a digestão. Segundo, a saliva contém enzimas que começam a partir em pedaços menores os carboidratos, grandes moléculas de açúcar como o amido do pão.
Além disso, é a saliva que umedece e dá liga aos alimentos triturados e permite que eles sejam transformados em um grande “bolo” compacto e lubrificado, que pode ser engolido sem riscos de engasgos. Se você não acredita que comida seca não desce sem saliva, experimente o famoso Teste da Bolacha: comer três biscoitos em menos de um minuto, sem apelar para um copo d´água. É simplesmente impossível! A razão é que, mesmo trabalhando dez vezes mais rápido, as glândulas parótidas e salivares não conseguem produzir saliva com a rapidez necessária para que os pedaços de biscoito passem em menos de um minuto de paçoca a uma massa umedecida que possa deslizar até o seu estômago.
A boa notícia é que a produção de saliva é automática, comandada pelo sistema nervoso autônomo sempre que o cérebro detecta a presença de comida na boca. O interessante é que, por associação, também funciona pensar em comida, sentir o cheiro bom do almoço no fogo e até ouvir que ficou pronto aquele prato de que você gosta. O caso mais famoso de água na boca por associação, claro, é o já lendário cão do fisiologista russo Ivan Pavlov. De tanto ouvir um sino tocar antes de receber sua comida todos os dias, o animal passou a salivar em resposta ao tocar do sino, mesmo que o prato demorasse a chegar. E eu, de tanto escrever sobre comida, já fiquei com água na boca...

(Suzana Herculano – “Ciência Hoje das Crianças”)

01) Por que podemos afirmar que o texto é um artigo científico?

02) Onde foi publicado esse texto? Qual é o seu público-alvo?

03) Por que o título do texto está em forma de uma pergunta?

04) Copie do texto uma forma de nomeação:

05) Leia o segundo parágrafo do texto e localize uma explicação:

06) Leia o quarto parágrafo e localize uma exemplificação:

07) É próprio do gênero textual chamado “artigo de divulgação científica” o autor interagir com quem está lendo, como se estivesse dialogando com este. Localize, no segundo parágrafo, esse “diálogo” com o leitor:

08) Qual a intenção de se conseguir esse “diálogo” com o leitor?

09) Apesar de o texto apresentar uma linguagem informal, o autor não dispensa o uso de termos técnicos científicos. Copie três ou mais exemplos do texto:

10) Qual a finalidade do texto lido? Ela foi alcançada?