segunda-feira, 30 de março de 2020

Atividade sobre anúncio das Havaianas

(Confie na opinião de quem tem duas vezes mais pés do que você)

01) Qual a intenção de quem criou esse anúncio?

02) Que palavras você usaria para descrever a sua impressão sobre essa foto?

03) Como o cachorro que aparece na foto parece estar se sentindo?

04) Que qualidade do produto anunciado é destacada pela maneira como o cachorro parece estar se sentindo? 

05) Observe o texto escrito em letras pequenas na parte inferior do anúncio. Qual é a relação desse texto verbal com a linguagem não verbal? 

06) Se os criadores do anúncio tivessem usado a foto de um cachorro adulto deitado sobre o chinelo, o efeito seria o mesmo? Por quê? 

07) E se eles tivessem usado a foto de outro quadrúpede -- um camelo ou leão, por exemplo --, o efeito seria o mesmo? Explique:

08) Explique a importância da linguagem não verbal para a construção desse anúncio:

Atividade sobre poema de cordel "Ai! Se sesse...", de Zé da Luz

Ai! Se sesse...

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém se acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu e fosse
Te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse 
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse 
Tarvez que nois dois ficasse
Tarvez que nois dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgi toda fugisse

(Zé da Luz) 

01) Você teve alguma dificuldade para compreender o texto acima? Justifique sua resposta:

02) Sobre o que ele fala?

03) Justifique o título dado ao texto: 

04) Identifique no texto as palavras que você consegue perceber que estão escritas de forma diferente daquela que você costuma encontrar em textos de livros, jornais e revistas: 

05) Reescreva todo o texto seguindo a norma formal culta da língua e compare-os, dizendo qual parecia mais expressivo: 

domingo, 29 de março de 2020

Atividade sobre Relato e Lap Book






As fotos acima não são minhas nem dos meus alunos, infelizmente, mas elas foram gentilmente enviadas por uma querida colega de grupo, a Raquel, que topou compartilhar o seu trabalho aqui no blog, a fim de registrar essa tão boa prática, que certamente inspirará muita gente! Gratidão! 

Ela criou com seus alunos um "Lap Book" (um mini livro com colagens e dobraduras) para abordar o gênero textual RELATO e entregou a cada um as seguintes sugestões de tópicos: 

01) Sobre mim (Nome, data e local de nascimento, apelido, autobiografia);

02) Como sou (Descrição pessoal, características, abusando dos adjetivos, com qualidades e/ ou defeitos);

03) Minha família (Citar e falar um pouquinho de cada integrante da sua família);

04) Minha escola (Falar um pouco sobre a sua escola, ou escolas por onde já passou);

05) Meus professores (Tente falar um pouquinho de cada um deste ano, mas também dos mais marcantes de sua vida estudantil);

06) Meus melhores amigos (Cite cada um, comente um pouquinho sobre cada um e, se quiser, desenhe ou cole fotos);

07) Minha música favorita (Letra e ilustração);

08) Meu poema preferido (Com ilustração);

09) Minha receita preferida (Ilustre também);

10) Meu lugar preferido (Com ilustração ou foto);

11) Meu time do coração (Desenhe e escreva por que o escolheu);

12) Meus passatempos preferidos;

13) Meu animal de estimação;

14) Meu esporte favorito;

15) Meus ídolos;

16) Livros que eu mais amei até o momento;

17) Meu livro favoritão;

18) O filme de que mais gostei e o porquê;

19) A viagem dos meus sonhos;

20) O dia da semana de que mais gosto e o porquê;

21) O que me causa medo;

22) O que me deixa muito feliz:

23) O que me deixa muito triste:

24) O que eu pretendo ser no futuro (profissão);

25) Poderes mágicos que eu gostaria de ter e para quê;

26) Se eu não fosse eu, eu gostaria de ser...

27) Para quem eu daria esse Lap Book de presente e o porquê;

28) Se eu fizesse um outdoor para colocar em frente à minha casa, a mensagem seria esta;

29) Um sonho que pretendo realizar;

30) Meu signo e se acredito ou não em Astrologia:


(Atividade elaborada pela Raquel Lucachaque, uma querida colega de grupo! Amei!)

Atividade sobre o texto "A vaquinha e o precipício", de Autor Desconhecido


A vaquinha e o precipício

Um mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer-lhe uma breve visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também, com as pessoas que mal conhecemos. 
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores -- um casal e três filhos -- vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então aproximou-se do senhor e perguntou-lhe:
-- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho... Como a sua família sobrevive aqui?
O senhor respondeu:
-- Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite. Uma parte do produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por comida e a outra produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo. O sábio agradeceu, se despediu e foi embora. 
No meio do caminho, voltou ao seu discípulo e ordenou-lhe:
-- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e jogue-a. 
O jovem arregalou os olhos e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio do seu mestre, cumpriu a ordem: empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. 
Anos depois, ele resolveu largar tudo e voltar àquele lugar, pedir perdão e ajudar a família. Quando se aproximou do local, avistou um sítio bonito, com árvores floridas, carro na garagem e crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a família tivera de vender o sítio para sobreviver. Chegando lá, foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre as pessoas que ali moravam.
Ele respondeu:
-- Continuam aqui. 
Espantado, entrou correndo casa adentro e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor, dono da vaquinha:
-- Como o senhor melhorou o lugar e agora está bem?
O senhor, entusiasmado, respondeu:
-- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos de fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e, assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora. 
(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir outro:

02) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

03) O que a vaquinha pode estar simbolizando na história? 

04) Qual a ideia do sábio? Ela funcionou? Por quê? 

05) Você, no lugar do aprendiz, teria tido coragem de jogar a vaquinha do precipício? Justifique sua resposta:

06) Que ditado popular você acha que se enquadra nesta história? 

07) O que você achou do desfecho da história? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) Localize no texto:

a) um numeral:
b) quatro adjetivos:
c) um pronome possessivo:
d) um advérbio de tempo:
e) dois advérbios de lugar:
f) três substantivos comuns:
g) um verbo no modo imperativo:
h) um substantivo no grau diminutivo:
i) um verbo no gerúndio:

Atividade sobre o conto "A vaca", de Moacyr Scliar


A vaca

Numa noite de temporal, um navio naufragou ao largo da costa africana. Partiu-se ao meio, e foi ao fundo em menos de um minuto. Passageiros e tripulantes pereceram instantaneamente. Salvou-se apenas um marinheiro, projetado à distância no momento do desastre. Meio afogado, pois não era bom nadador, o marinheiro orava e despedia-se da vida, quando viu a seu lado, nadando com presteza e vigor, a vaca Carola
A vaca Carola tinha sido embarcada em Amsterdam
Excelente ventre, fora destinada a uma fazenda na América do Sul. 
Agarrada ao chifre da vaca, o marinheiro deixou-se conduzir, e, assim, ao romper do dia, chegaram a uma ilhota arenosa, onde a vaca depositou o infeliz rapaz, lambendo-lhe o rosto até que ele acordasse. 
Notando que estava numa ilha deserta, o marinheiro rompeu em prantos: "Ai de mim! Esta ilha está fora de todas as rotas! Nunca mais verei um ser humano!". Chorou muito, prostrado na areia, enquanto a vaca Carola fitava-o com seus grandes olhos castanhos. Finalmente, o jovem enxugou as lágrimas e pôs-se de pé. 
Olhou ao redor, nada havia na ilha, a não ser rochas pontiagudas e umas poucas árvores raquíticas. Sentiu fome, chamou a vaca: "Vem, Carola", ordenhou-se e bebeu leite bom, quente e espumante. Sentiu-se melhor, sentou-se e ficou a olhar o oceano: "Ai de mim", gemia de vez em quando, mas já sem muita convicção; o leite fizera-lhe bem. Naquela noite dormiu abraçado à vaca. Foi um sono bom, cheio de sonhos, reconfortantes; e quando acordou -- ali estava o ubre a lhe oferecer o leite abundante. Os dias foram passando e o rapaz se apegava cada vez mais com a vaca. "Vem, Carola!", ela vinha, obediente. 
Ele cortava um pedaço de carne tenra -- gostava muito de língua -- e devorava-o cru, ainda quente, o sangue escorrendo pelo queixo. A vaca nem mugia. Lambia as feridas, apenas. O marinheiro tinha sempre o cuidado de não ferir seus órgãos vitais; se tirava um pulmão, deixava o outro; comeu o baço, mas não o coração. Com pedaços de couro o marinheiro fez roupas e sapatos e um toldo para abrigá-lo do sol e da chuva. Amputou a cauda de Carola para espantar as moscas
Quando a carne começou a escassear, atrelou a vaca a um tosco arado, feito de galhos, e lavrou um pedaço de terra mais fértil entre as árvores. Usou o excremento do animal como adubo. Como fosse escasso, triturou alguns ossos, para usá-los como fertilizante. Semeou alguns grãos de milho, que tinham ficado nas cáries da dentadura de Carola. Logo, as plantinhas começaram a brotar, e o rapaz sentiu renascer a esperança. Na festa de São João, ele comeu canjica. A primavera chegou. Durante a noite uma brise suave soprava de lugares remotos, trazendo sutis aromas.
Olhando as estrelas, o marinheiro suspirava. Uma noite, arrancou um dos olhos de Carola, misturou-o com água do mar e engoliu esta leve massa. Teve visões voluptuosas, como nenhum mortal jamais experimentou... Transportado de desejo, aproximou-se da vaca... E ainda dessa vez, foi Carola quem lhe valeu.
Muito tempo se passou, e o marinheiro avistou um navio no horizonte. Doido de alegria, berrou com todas as forças, mas não lhe respondiam: o navio estava muito longe. O marinheiro arrancou um dos chifres de Carola e improvisou uma corneta. O som poderoso atroou os ares, mas ainda assim não obteve resposta.
O rapaz desesperava-se: a noite caía e o navio afastava-se da ilha. Finalmente, o rapaz deitou Carola no chão e jogou um fósforo aceso no ventre ulcerado de Carola, onde um  pouco de gordura ainda aparecia.
Rapidamente a vaca incendiou-se. Em meio a fumaça negra, fitava o marinheiro com seu único olho bom. O rapaz estremeceu; julgou ter visto uma lágrima. Mas foi só impressão. O clarão chamou a atenção do comandante do navio; uma lancha veio recolher o marinheiro. Iam partir, aproveitando a maré, quando o rapaz gritou: "Um momento!", voltou para a ilha e apanhou do montículo de cinzas fumegantes, um punhado que guardou dentro do gibão de couro: "Adeus, Carola" -- murmurou. Os tripulantes da lancha se entreolharam. "É do sol" -- disse um. O marinheiro chegou ao seu país natal. Abandonou a vida no mar e tornou-se um rico e respeitado granjeiro, dono de um tambo com centenas de vacas. Mas, apesar disto, tornou-se infeliz e solitário, tendo pesadelos horríveis todas as noites, até os quarenta anos. Chegando a esta cidade, viajou pela Europa de navio.
Uma noite, insone, deixou o luxuoso camarote e subiu ao tombadilho iluminado pelo luar. Acendeu um cigarro, apoiou-se na amurada e ficou olhando o mar. De repente, estirou o pescoço, ansioso. Avistara uma ilhota no horizonte.
-- Alô -- disse alguém, perto dele.
Voltou-se. Era uma bela loira, de olhos castanhos e seios opulentos.
-- Meu  nome é Carola -- disse ela. 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado ao conto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Caracterize o marinheiro e a vaca Carola:

03) Copie do texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

04) Localize no texto um substantivo que contém três adjetivos, explicando bem:

05) Transcreva do texto uma antítese, justificando:

06) Justifique todas as aspas usadas no conto:

07) Explique que implícito se encontra na expressão destacada quase no final do texto:

08) Por que você acha que o homem tinha pesadelos com tamanha constância?

09) Que mensagem o texto transmite? Comente:

10) Que parte do conto lhe trouxe mais desconforto? Por quê?

11) Identifique e classifique o sujeito presente na oração destacada no começo do texto:

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto, respectivamente:

13) Que crítica social o texto mais faz? Comente:

14) Pode-se afirmar que o marinheiro tinha uma visão capitalista com relação à vaca? Justifique sua resposta: 

15) Como você explica o final do texto e a "coincidência" do nome?

16) Transforme todo o conto em uma HQ, sem perder nenhum detalhe! Capriche! 

(Texto indicado pelo meu xará André Mattos, colega de grupo!)

Atividade sobre a música "Lava a mão", com Palavra Cantada


Lava a mão

Uma 
Lava outra, lava uma (mão)
Lava outra, lava uma (mão)
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira
Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira
Lava uma (mão), lava outra (mão)
Lava uma, lava outra (mão)
Lava uma

A doença vai embora junto com a sujeira
Vermes, bactérias, mando embora embaixo da torneira
Água uma, água outra
Água uma (mão), água outra
Água uma (mão) 

Na segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira
Lava uma mão, mão, mão, mão
Água uma mão, lava outra mão
Lava uma mão 
Lava outra, lava uma

(Arnaldo Antunes) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Circule na música todos os substantivos:

03) Copie da canção o verso que mais traz ações, grifando os verbos:

04) Localize na música uma passagem que mostra que esse cuidado de lavar as mãos tem que ser com tamanha frequência:

05) Transcreva do texto os mais variados tipos de lugares para se lavar as mãos: 

06) Qual a importância de se lavar bem as mãos?

07) Você acha que essa prática de lavar as mãos ganhou mais força nesta época de Coronavírus? Justifique sua resposta: 

08) Por que você acha que houve a substituição do verbo "lavar" pelo verbo "aguar"? Qual tem um sentido mais expressivo? Por quê? 

09) Que mensagem a música transmite? Comente:

10) Agora você deverá criar uma paródia usando essa canção como base para prevenir contra o Coronavírus! Capriche! 

(Música sugerida pela querida colega de grupo: Ana Costa)

Atividade sobre a música "Sopa", com Palavra Cantada


Sopa

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem espinafre?
Será que tem tomate?
Será que tem feijão?
Será que tem agrião? 
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem farinha?
Será que tem balinha?
Será que tem macarrão?
Será que tem caminhão?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem rabanete?
Será que tem sorvete?
Será que tem berinjela?
Será que tem panela?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem mandioca?
Será que tem minhoca?
Será que tem jacaré?
Será que tem chulé?
É um, é dois, é três... 

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem alho-poró?
Será que tem sabão em pó?
Será que tem repolho?
Será que tem piolho?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném? 
Será que tem caqui?
Será que tem javali?
Será que tem palmito?
Será que tem pirulito?
É um, é dois, é três... 

(Palavra Cantada)

01) Justifique o título dado à canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie da música todos os ingredientes que você acha que combinam com uma sopa:

03) Agora copie apenas os ingredientes que você estranhou ter em uma sopa:

04) O que fez a canção ser engraçada? Explique:

05) Com o que as crianças estavam preocupadas na hora de dizerem as palavras? Justifique sua resposta: 

06) Que classe de palavras mais apareceu na canção?

07) Qual o objetivo da passagem destacada no texto? Por que ela se repete em todas as estrofes?

08) Além dessa passagem, que outra também aparece com frequência na canção? Que efeito ela causa ao contexto?

09) Que mensagem a música transmite? Comente:

10) Qual a importância das frases interrogativas para o contexto?

11) Quantas estrofes e quantos versos compõem a música? 

12) Agora a sua função é transformar o texto no gênero RECEITA, com as duas partes que a compõem: ingredientes e modo de fazer: 

13) Você deverá ilustrar em uma folha A4 (ou na metade dela) a sopa com todos os ingredientes dentro! Capriche! Seja criativo: 

14) Que outros ingredientes engraçados você acrescentaria à sopa? Aproveite para criar mais uma estrofe para a canção:

15) Que tal produzir uma paródia usando essa música como base e com o tema "Que que tem na televisão?"?!? Estou curiosa para ver!!! 

Atividade sobre a música "Daqui só se leva o amor", de Jota Quest


Daqui só se leva o amor

Viver
Tudo o que a vida tem pra te dar
Saber 
Em qualquer segundo tudo pode mudar

Fazer 
Sem esperar nada em troca
Correr 
Sem se desviar da rota

Acreditar no sorriso 
E não se dar por vencido

Querer 
Mudar o mundo ao seu redor
Saber 
Entender que mudar por dentro pode ser o melhor

Fazer 
Sem esperar nada em troca
Vencer 
É recomeçar

Quando o sol chegar
Quando o céu se abrir
Saiba que estarei aqui 
Aqui! 

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor

(Jota Quest)

01) Justifique o título dado à música:

02) Copie do texto um exemplo de anáfora, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva da música um verso que convida a fazer com urgência:

04) Posicione-se sobre a passagem em destaque no texto, explicando bem:

05) Que verso da canção mostra a importância de se amar de forma incondicional?

06) Você acha mesmo que a correria diária nos faz perder a rota, o rumo? Por quê? Como impedir que isso aconteça?

07) Que mensagem a canção transmite?

08) De que verso você mais gostou? Por quê?

(Música indicada pela minha querida amiga Aparecida de Carvalho!)

sábado, 28 de março de 2020

Atividade sobre o filme "O Poço" (1 h 34 min)

Acho que é o tipo de filme que não dá para passar desapercebidamente para ninguém! Ou a pessoa odeia ou adora, mas certamente fica mexida com a história e com cada detalhe. Aliás, como é rico em detalhes e tão significativos esse filme, noooossa! Fez "suco" da minha mente, sem falar que "dialoga" muuuuuito com esse momento de incerteza e de insegurança pelo qual temos todos passado. Recomendo! 


Sinopse: É um filme espanhol que mostra uma espécie de prisão vertical e com um sistema super desigual: enquanto os detentos dos andares mais altos recebem um banquete todos os dias, os dos  mais baixos ficam com as migalhas do que sobra. (Duração: 1 h 34 min).

01) Justifique o título empregado no filme:

02) Explique por que e quando perguntam se o Goreng é comunista, posicionando-se sobre isso:

03) O que o fato de Goreng ter escolhido levar um livro revela? E qual era o livro? O que esse detalhe também acaba revelando? 

04) Por que você acha que as pessoas foram parar ali? Era algo voluntário ou não? 

05) Explique essa divisão de classes: "os de cima, os de baixo e os que caem", posicionando-se sobre isso: 

06) Por que você acha que perguntam, dentre outras coisas, a comida favorita das pessoas? Você acha que isso é atendido no filme? 

07) Explique a frase "Não consigo cagar pra cima", utilizada por Goreng, mencionando o contexto em que ela foi usada:

08) Em que parte você acha que ficou clara a presença de preconceito racial e religioso? Por quê? 

09) O que experimentar cada nível e de maneira imprevisível revela? Comente:

10) O que você considera mais eficaz: o pedido com gentileza ou a ameaça? Por quê? 

11) Por que você acha que uma das personagens, que trabalhou 25 anos na administração, decidiu também participar dessa experiência? O que isso revela? 

12) Você acha que, de fato, tal personagem não conhecia como tudo funcionava na prática? Cite situações que comprovem a sua opinião quanto a isso:

13) O que a ideia dessa personagem em fazer porções para os níveis abaixo revela? Ela foi aceita pelos demais? Justifique sua resposta: 

14) O que significa o fato de Goreng comer as páginas do seu livro? 

15) O que o aparecimento da garotinha na história revela? 

16) O que a panacota revela para o contexto? Ela serve de metáfora para o quê? 

17) Por que a plataforma não parava se não tivesse alguém vivo?

18) O que se encontra, literalmente, "no fundo do poço"? O que você pensa a respeito disso? 

19) O que o diálogo "-- Você crê em Deus? -- Neste mês sim" revela?

20) Você acredita em "solidariedade espontânea"? Por quê? 

21) Que mensagem o filme transmite? Comente:

22) Que crítica social o filme mais faz? Justifique sua resposta:

23) Quantos níveis existiam no poço? Quantas pessoa, no total, eles comportavam? O que esse número pode significar? 

24) Em que andar você acha que estaria hoje? Por quê?

25) Você concorda coma afirmação "A fome nos deixa loucos"? Justifique sua resposta:

26) Em que parte do filme ficou mais clara a disputa entre Cultura X Violência? Justifique a sua escolha:

27) Por que você acha que o Trimagasi considerava que "o nível 48 é um bom nível"?

28) Você concorda que "o sistema pode nos colocar onde ele quiser"? Justifique sua resposta:

29) Você acha que "os fins justificam os meios"? Como isso aparece no filme?

30) O que você acha que aconteceria se fosse permitido as pessoas estocarem comida, guardarem para comerem depois? Explique?

31) O que mudaria na história se os pares fossem os mesmos do começo ao fim? Por que eles mudam a cada mês? Levante vantagens e desvantagens para isso:

32) Você acha que deveria haver racionamento com relação à comida? Explique, dizendo quem deveria se encarregar disso: 

33) Você acha que a humanidade tem salvação? Explique seu ponto de vista:

34) Que pecado capital você encontrou mais fortemente presente no filme? Justifique sua resposta:

35) Como você interpretou o aparecimento da menina no final do filme? Acha que ela existia ou é fruto da imaginação de Goreng? Explique: 

36) Qual a função da personagem que desce no elevador? O que você pensa a respeito disso?

37) Que parte do filme você considerou mais interessante? O que ele despertou em você? Comente:

38) Você acredita que esse filme dialoga, de certa  forma, com o momento que estamos vivenciando? Justifique sua resposta:

Atividade sobre a música "Sob o mesmo céu", de Lenine


Sob o mesmo céu 

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia,
Uma pessoa,
Um sonho, uma nação
Sob o mesmo céu
Meu coração não tem fronteiras,
Nem relógio, nem bandeira
Só o ritmo de uma canção maior

A gente vem do tambor do índio
A gente vem de Portugal
Vem do batuque negro
A gente vem do interior, da capital
A gente vem do fundo da floresta
Da selva urbana dos arranha-céus
A gente vem do pampa, vem do cerrado,
Vem da megalópole, vem do pantanal,
A gente vem do trem,
Vem de galope, 
De navio, de avião, motocicleta,
A gente vem a nado
A gente vem do samba, do forró
A gente vem do futuro conhecer nosso passado

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

A gente vem do rap, da favela, 
A gente vem do centro, e da periferia,
A gente vem da maré, da palafita,
Vem dos orixás da Bahia
A gente traz um desejo de alegria e de paz
E digo mais:
A gente tem a honra de estar ao seu lado, 
A gente veio do futuro conhecer nosso passado

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

(Lenine)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

03) Que efeito o uso desse vocativo confere ao texto?

04) Explique o porquê de a palavra Brasil aparecer no plural:

05) A que se refere a letra de música?

06) Copie da canção um trecho que mostra a diversidade étnico-racial do povo brasileiro:

07) Que passagem sugere o movimento populacional no Brasil?

08) Interprete o verso destacado na canção:

09) Copie do texto uma antítese, justificando sua resposta:

10) Que mensagem a música transmite? 

Atividade sobre a crônica "O sem-banco que virou banqueiro", de Moacyr Scliar

O sem-banco que virou banqueiro

O sem-teto era pobre, mas não era burro. 
Deu-se conta de que tinha em mãos uma fortuna que poderia render. 

Reinaugurada ontem, a praça da República (Centro de SP) recebeu bancos de madeira com divisórias de ferro impedindo que uma pessoa se deite. O resultado é que os moradores de rua passaram a dormir no chão da praça. 
Como fazia todas as noites, o sem-teto chegou à praça para dormir. Foi direto a seu banco predileto -- aliás, que era seu banco predileto os outros mendigos sabiam, e não se atreviam a deitar ali, sob pena de serem expulsos sem dó nem piedade. Homem ainda jovem, violento quando se tratava de defender os seus interesses, o sem-teto não hesitava em partir para a agressão. 
Ao chegar à praça, contudo, teve uma surpresa. Para começar o logradouro tinha sido reformado, e bem reformado, ganhando novo pavimento, canteiros bem tratados, lagos. Isso, contudo, ao sem-teto não interessava: a praça para ele não era local de recreação, era moradia. Por isso foi com indignação que constatou a substituição de seu banco-cama por um outro, que era mais novo e mais bonito, mas tinha várias divisórias de ferro. E, a menos que deitasse sobre elas (coisa que não faria: não era faquir), não tinha mais como dormir no banco. 
A raiva apoderou-se dele. Pensou em destruir o banco, em colocar fogo naquela coisa maldita. Mas, depois de ter perambulado o dia inteiro, estava cansado demais para isso. De modo que fez como outros mendigos: deitou-se no chão. 
E aí viu. A alguns metros de distância estava um pedaço de jornal velho. Trouxera-o provavelmente o vento. Mas, sob o jornal, havia algo, algo que o sem-teto só podia ver exatamente porque estava deitado no chão e não nas alturas do banco. Uma carteira. Uma carteira de dinheiro.
Correu para lá. Era, sem dúvida, a carteira de um estrangeiro, porque estava recheada de cédulas estranhas (euros, como ele descobriria depois). Mais, numa divisão havia seis pedras que reluziram ao crepúsculo: diamantes. Verdadeiros. 
O sem-teto era pobre, mas não era burro. Logo se deu conta de que tinha em mãos uma fortuna, e que aquilo poderia lhe render muito. Precisava apenas que alguém o ajudasse a aplicar aquilo. E ele sabia a quem recorrer. Porque, apesar de seu estado miserável, o sem-teto era de uma família de classe média. Estava brigado com todos os parentes, menos com um tio que trabalhava como corretor na Bolsa de Valores. 
Este tio ajudou-o com o dinheiro. Várias aplicações bem-sucedidas foram feitas e hoje o antigo sem-teto é um homem rico. Um banqueiro: conseguiu comprar um pequeno banco que lhe dá muito lucro. É um elegante estabelecimento que chama a atenção pelo design arrojado. Ah, sim, e pelos bancos nos quais os clientes esperam atendimento. São confortáveis, mas todos têm divisórias de ferro. O banqueiro diz que isto é uma metáfora, alertando as pessoas de que, na vida, cada um deve ter o seu lugar. Mas muitos suspeitam que a inspiração para este detalhe da decoração deve ter outra origem. Uma certa praça no centro da cidade, talvez? 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado à crônica acima:

02) Na sua opinião, se o título fosse "O mendigo que virou banqueiro" ele teria a mesma graça? Por quê? 

03) Por que o novo banco da praça tinha divisórias de ferro? O que você pensa com relação a isso?

04) Copie do texto uma mesma palavra que possui dois significados diferentes, explicando-os: 

05) Por que os outros moradores de rua não se deitavam no banco preferido do protagonista? 

06) Explique a passagem destacada no texto em questão: 

07) Explique a função dos parênteses utilizados no texto: 

08) O que quebrou a rotina da vida do sem-teto? Podemos falar que isso lhe deu sorte? Por quê? 

09) Por que existe uma palavra em itálico no texto? 

10) Responda, sinceramente, à pergunta feita no final do texto: 

11) Que mensagem o texto transmite? 

12) Localize na crônica:

a) dois substantivos compostos: 
b) um advérbio de tempo:
c) dois adjetivos:
d) um advérbio de negação:
e) um advérbio de intensidade: 
f) um numeral: 
g) um substantivo derivado: 
h) um advérbio de dúvida: 

13) A crônica foi escrita com base em uma notícia de jornal. Agora é a sua vez de escolher uma notícia qualquer e tentar fazer o mesmo! Capriche! 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Atividade sobre a música "Porque eu sei que é amor", dos Titãs


Porque eu sei que é amor

Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim mais vivo

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar

(Titãs)

01) Justifique o título da música acima:

02) Justifique os dois tipos de porquês utilizados na canção:

03) Copie do texto uma passagem que parece haver uma contradição, explicando seu raciocínio:

04) Explique os dois primeiros versos da canção, posicionando-se sobre eles:

05) A que estilo literário a música corresponde? Por quê?

06) Que mensagem a canção transmite?

07) Localize na música:

a) um advérbio de lugar:
b) uma marca de oralidade:
c) um advérbio de modo:
d) um numeral:
e) um advérbio de negação:
f) um advérbio de tempo:

Atividade sobre o poema "Drumondana", de Alice Ruiz

Drumondana

e agora, maria?
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia

que você sonhou
apagou
à luz do dia
e agora, maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria

(Alice Ruiz)

01) Justifique o título dado ao poema:

02) Circule no texto um vocativo:

03) Que mensagem o texto transmite?

04) Qual foi o objetivo da autora com esse poema? 

05) Encontre no texto uma anáfora, explicando sua função: 

06) O poema faz referência ao de Drummond. Que pistas nos permitem tirar essa conclusão?

07) Além da intertextualidade com o texto drummondiano, há uma outra em "maria vai com as outras". Que sentido essa intertextualidade acrescenta ao texto? 

08) Que características modernistas encontram-se presentes no poema? Comente: 

Atividade sobre a música "Nem luxo, nem lixo", de Rita Lee


Nem luxo, nem lixo

Como vai você?
Assim como eu
Uma pessoa comum
Um filho de Deus 
Nessa canoa furada
Remando contra a maré
Não acredito em nada
Só não duvido da fé...

Não quero luxo nem lixo
Meu sonho é ser imortal
Meu amor, 
Não quero luxo nem lixo
Quero saúde pra gozar no final

Como vai você?
Assim como eu
Uma pessoa comum
Um filho de Deus 
Nessa canoa furada
Remando contra a maré
Não acredito em nada
Até duvido da fé...

Não quero luxo nem lixo
Meu sonho é ser imortal
Meu amor, 
Não quero luxo nem lixo
Quero saúde pra gozar no final

Luxo! Lixo! 

(Rita Lee) 

01) Justifique o título dado à música acima:

02) O que significa a expressão "canoa furada"? Ela se encontra no sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

03) E a expressão "remando contra a maré"? Explique seu raciocínio:

04) Explique a diferença entre os dois versos destacados no texto, levantando hipóteses: 

05) O que significa LUXO para você? E lixo? O que ambas as palavras têm em comum? 

06) Que mensagem a canção transmite? 
07) O que você entendeu com a poesia acima? Explique:

08) Associe a poesia à canção, frisando a intertextualidade presente nelas: 

Atividade sobre a crônica "Hora de dormir", de Fernando Sabino

Hora de dormir

-- Por que não posso ficar vendo televisão?
-- Porque você tem que dormir. 
-- Por quê? 
-- Porque está na hora, ora essa. 
-- Hora essa?
-- Além do mais, isso não é programa para menino.
-- Por quê?
-- Porque é assunto de gente grande, que você não entende. 
-- Estou entendendo tudo.
-- Mas não serve para você. É impróprio.
-- Vai ter mulher pelada?
-- Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você tem colégio amanhã cedo.
-- Todo dia eu tenho. 
-- Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir. 
-- Espere um pouquinho. 
-- Não espero não.
-- Você vai ficar aí vendo e eu não vou. 
-- Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror de televisão. Vamos, obedeça a seu pai.
-- Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo.
-- Não tenho nada a ver com os outros meninos; tenho a ver com meu filho. Já para a cama. 
-- Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda. 
-- Não comece com coisa não, que eu perco a paciência. 
-- Pode perder. 
-- Deixe de ser malcriado.
-- Você mesmo que me criou.
-- O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?
-- Falo como quiser, pronto.
-- Não fique respondendo não: cale essa boca.
-- Não calo. A boca é minha.
-- Olha que eu ponho de castigo.
-- Pode pôr.
-- Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas. 
- ...
-- Quem é que anda lhe ensinando esses modos? Você está ficando é muito insolente.
-- Ficando o quê?
-- Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando... Quando ele falava está na hora de dormir, estava na hora de dormir.
-- Naquele tempo não tinha televisão.
-- Mas tinha outras coisas. 
-- Que outras coisas?
-- Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir. 
-- Chato. 
[...]
-- Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz? 
-- ...
-- Então você não tem pena de seu pai? Vamos! Tome a benção e vá dormir. 
-- Papai.
-- O que é?
-- Me desculpe.
-- Está desculpado. Deus o abençoe. Agora vai.
-- Por que não posso ficar vendo televisão? 
(Fernando Sabino)


01) Justifique o título empregado na crônica acima:

02) O que significam as reticências que há no texto? 

03) Circule na crônica um vocativo, justificando sua resposta: 

04) Retire do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Que mensagem o texto transmite?

06) Você acha que o menino da crônica é teimoso? Por quê?

07) Em que trecho do texto o menino usa argumentos para tentar conseguir o que quer?

08) Em que trecho ele simplesmente é malcriado?

09) O que você achou do final do texto?

10) Justifique os três primeiros porquês presentes no texto: 

quinta-feira, 26 de março de 2020

Atividade sobre o "Corona do Bem"

Hoje a aula online da escola do meu filho Miguel fez uma proposta muito legal, com a professora de Artes: ele deveria criar o "Corona Vitor", já que a escola dele é a "Vitor Cardoso", e poderia ser uma bruxa, uma fada, um rei, uma rainha, um super-herói... enfim, o que a criança quisesse, só que deveria ser um "Corona do Bem", ou seja, amigo! 


Aí está o desenho que o Miguelito fez, e o que alguns (geralmente "bolsominions") podem achar "desrespeitoso com as autoridades e com os mais velhos", eu acho que é criticidade e liberdade de expressão! Penso que respeito é para quem merece, é via de mão dupla, e, cá pra nós, o "digníssimo" presidente está looooonge de respeitar o próprio povo, ainda mais depois do último -- e infeliz -- pronunciamento, dizendo que o Coronavírus causa apenas uma "gripezinha" em quem é "atleta". Desrespeitosa é essa fala, mentirosa, irresponsável, incitando a quebra do isolamento para evitar a contaminação e a morte de tanta gente de respeito! 

Tenho muito orgulho do meu filho, tão novinho, já entender muitas coisas que muitos adultos não enxergam! Não vive em redoma e acompanha os acontecimentos, todos. Chega de alienação! Chega de ditadura! Chega de hipocrisia! Chega de falsas palavras de ordem! Chega de manipulação! E viva a democracia! 


E, como viram acima, não basta ser mãe, mas também tem que participar! Eu também resolvi entrar na dança e fiz o meu desenho, mesmo com o Miguel, sempre bem-humorado (acho que puxou a mim!), zoando e fazendo "bullying" com meu "Corona", dizendo que ficou parecido com o porco do Angry Bird, e dizendo que a minha injeção ficou parecendo um lápis! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Eu tentei, ué! E todas as tentativas valem! Ainda mais em uma época em que se sentem tão à vontade para criticar e tão pouco animados para fazer, participar! Enfim... 


Espero que gostem da atividade, pois nós amamos fazê-la! E ainda pode incrementar a mesma, solicitando uma narrativa contendo ações do protagonista! O que acham?!? De repente alguém pode querer adaptar e colocar em prática, por isso trouxe pra cá! 

Atividade sobre o texto "Muribeca", de Marcelino Freire


Muribeca

Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho?
E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pelas ruas, roubar pra comer?
E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa? 
Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil. Nem remédio pra dor de cabeça eu tenho. Como vou me curar quando me der uma dor no estômago, uma coceira, uma caganeira? Vá, me fale, me diga, me aconselhe. Onde vou encontrar tanto remédio bom? E esparadrapo e band-aid e seringa? 
O povo do governo devia pensar três vezes antes de fazer isso com chefe de família. Vai ver que eles tão de olho nessa merda aqui. Nesse terreno. Vai ver que eles perderam alguma coisa. É. Se perderam, a gente acha. A gente cata. A gente encontra. Até bilhete de loteria, lembro, teve gente que achou. Vai ver que é isso, coisa da Caixa Econômica. Vai ver que é isso, descobriram que lixo dá lucro, que pode dar sorte, que é luxo, que lixo tem valor.  
Por exemplo, onde a gente vai morar, é? Onde a gente vai morar? Aqueles barracos, tudo ali em volta do lixão, quem é que vai levantar? Você, o governador? Não. Esse negócio de prometer casa que a gente não pode pagar é balela, é conversa pra boi morto. Eles jogam a gente é num esgoto. Pra onde vão os coitados desses urubus? A cachorra, o cachorro? 
Isso tudo aqui é uma festa. Os meninos, as meninas naquele alvoroço, pulando em cima de arroz, feijão. Ajudando a escolher. A gente já conhece o que é bom de longe, só pela cara do caminhão. Têm uns que vêm direto do supermercado, açougue. Que dia na vida que a gente vai conseguir carne tão barata? Bisteca, filé, chã de dentro -- o moço tá servido? A moça? 
Os motoristas já conhecem a gente. Têm uns que até guardam com eles a melhor parte. É coisa muito boa, desperdiçada. Tanto povo que compra o que não gasta -- roupa nova, véu, grinalda. Minha filha já vestiu um vestido de noiva, até a aliança a gente encontrou aqui, num corpo. É. Vem parar muito bicho morto. Muito homem, muito criminoso. A gente já tá acostumado. Até o camburão da polícia deixa seu lixo aqui, depositado. Balas, revólver 38. A gente não tem medo, moço. A gente é só ficar calado. 
Agora, o que deu na cabeça desse povo? A gente nunca deu trabalho. A gente não quer nada deles que não esteja aqui jogado, rasgado, atirado. A gente não quer outra coisa senão esse lixão pra viver. Esse lixão para morrer, ser enterrado. Pra criar os nossos filhos, ensinar o nosso ofício, dar de comer. Pra continuar na graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não faltar brinquedo, comida, trabalho. 
Não, eles nunca vão tirar a gente deste lixão. Tenho fé em Deus, com a ajuda de Deus eles nunca vão tirar a gente deste lixo. 
Eles dizem que sim, que vão. Mas não acredito. Eles nunca vão conseguir tirar a gente deste paraíso. 

(Marcelino Freire)

01) Justifique o título dado ao conto acima:

02) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio: 

03) Transcreva do conto uma antítese, justificando-a:

04) Copie do texto importantes marcas de oralidade: 

05) Explique o possível estranhamento causado pela frase destacada no começo do texto:

06) Enumere o que a narradora, ao longo do texto, diz aproveitar do lixo:

a) Mobília, eletrodomésticos:
b) Divertimento:
c) Trabalho:
d) Comida:
e) Moradia: 
f) Lixo hospitalar: 
g) Vestuário: 

07) De acordo com o texto, o fato de esses produtos virem do lixo interfere no aproveitamento deles pelos moradores do lixão? Justifique sua resposta:

08) Por que existe uma palavra em itálico no texto? 

09) O que o conto denuncia? Explique seu ponto de vista: 

10) Que ameaça parece que estão fazendo a quem mora no lixão? O que deve tê-la motivado? 

11) Que medidas poderiam ser reivindicadas pelos moradores do lixão? 

12) O que a protagonista espera do poder público? Por que ela se mostra distante dele? 

13) Explique a última frase presente no texto:

14) Diga que crítica encontra-se na passagem sublinhada no texto, aproveitando para analisar se você se enquadra nela:

15) Que mensagem o conto transmite? Comente:


16) Associe a charge acima, de alguma maneira, ao conto lido:

17) Que crítica social a charge faz? Justifique sua resposta:

18) Por que há, na charge anterior, uma certa incoerência?


19) O que a charge acima denuncia? Por quê?

20) Retire da charge um vocativo, explicando seu raciocínio: 

Atividade sobre o texto sobre "Free Fire"


Free Fire: jogadores comentam o segredo do sucesso do aplicativo mais baixado do mundo 

Falando um pouco sobre o jogo em si, como qualquer jogo de Batalha Real, mistura três elementos: sobrevivência no estilo last man standing (último homem de pé), exploração do ambiente e coleta de recursos e equipamentos. Disputadas individualmente ou em pequenos esquadrões, as partidas funcionam da seguinte forma: após caírem de paraquedas num cenário específico, geralmente uma ilha, os jogadores ficam confinados e precisam coletar armas espalhadas pelo território. O único objetivo é eliminar uns aos outros até que reste só um homem de pé. Ao contrário da maioria dos jogos de tiro, quem morre não volta, a menos que comece outra partida. Durante a disputa, jogadores do mesmo "time" podem conversar através de fone de ouvido.
O número de pessoas online varia. Em PubG e Fortnite, por exemplo, são 100 players, em Free Fire, 50. Com o passar do tempo, o mapa do jogo vai sendo reduzido, forçando os jogadores a se encontrarem, facilitando a eliminação de um a um. Para eliminar os rivais, os jogadores têm à disposição armas como espingardas, carabinas, metralhadoras, escopetas, pistolas, granadas e até coquetel molotov. Também é possível escolher em um menu roupas, óculos, fantasias e estilo de cabelo para incrementar o avatar.
A febre entre jovens e adultos, incluindo o atacante da seleção brasileira Neymar, que projetou uma sala especialmente dedicada para jogar games online com amigos, se tornou a bola da vez. E os jogos como Battle Royale, Fortnite, Free Fire, entre outros, tornaram-se a atração favorita de crianças e adolescentes em todo mundo. Isso por conta de seus gráficos bem elaborados e de sua jogabilidade. Porém, profissionais do cenário competitivo do mobile põem a acessibilidade como o grande trunfo para o enorme sucesso. 
A estrondosa audiência da final do brasileirão de Free Fire no último sábado, seguida pelo sucesso do game como o aplicativo para celular mais baixado do mundo, não se explicam apenas pela diversão que ele proporciona. Durante o campeonato, jogadores, managers e torcedores tentaram explicar o motivo da modalidade ter crescido tanto no último ano. 
O Free Fire não é apenas um jogo gratuito, é também um jogo que não exige grande investimento em tecnologia para que o player jogue em alto nível. O foco no desenvolvimento do game para a plataforma mobile fez do Free Fire um jogo leve, que pode ser jogado em celulares medianos e sem planos gigantes de internet 3G ou 4G. "A palavra-chave do sucesso do Free Fire no Brasil com certeza é acessibilidade. Ser para celulares que não são muito potentes deu condição a qualquer um que acompanha o jogo de ver vídeos ou acompanhar os torneios e pensar: Nossa, eu consigo também" -- comentou Bruno "playhard", fundador da LOUD e-sports. 
O Free Fire é mais acessível, então tem muito público tanto de classe baixa quanto de classe alta. Isso faz com que o jogo atraia um público gigantesco. Acompanhando superficialmente o cenário e o público presente no evento presencial, se confirmam as afirmações de que o game é 100% democrático. Classes, estilos, idades, tudo se mistura e cria um ambiente em que o principal é se divertir. 
Ainda devido à grande audiência e popularidade do jogo, foi anunciado que o Brasil receberá em novembro o mundial da modalidade. 

(Fonte: https://sportv.globo.com)

01) Qual a finalidade do texto acima? 

02) O que, em geral, são características de jogos de batalha real? 

03) Qual costuma  ser o cenário mais explorado no jogo em questão? 

04) Qual o objetivo do jogo? Como se ganha? 

05) O que o Free Fire apresenta de diferente dos joguinhos similares? Você acha isso bom ou ruim? 

06) Que outros jogos são mencionados no texto? 

07) Por que existem algumas palavras em itálico no texto?

08) O que é um avatar? 

09) Por que o Free Fire se tornou tão popular em todo o mundo, segundo o texto? 

10) Você já jogou tal joguinho? Justifique sua resposta: 

11) Justifique as aspas utilizadas no texto:

12) Por que, segundo o texto, o Free Fire é 100% democrático? Você concorda com tal afirmação?

13) Copie do texto um fato e uma opinião: 

quarta-feira, 25 de março de 2020

Atividade sobre o filme "Modo avião" (1 h 35 min)


Sinopse: Ana recebe uma proposta para ser influenciadora digital de uma marca renomada. Ela larga a faculdade para investir todo o seu tempo na página digital criando publicações, mas o trabalho que a princípio seria incrível, foi ficando cada vez mais nocivo para ela mesma. Certo dia, de tanto usar o celular, a jovem sofre um sério acidente de carro, o que a leva a deixar sua função de influenciadora de lado e passar um tempo na casa de seu avô Germano, no interior da cidade. (Duração: 1 h 35 min) 

01) Justifique o título do filme:

02) Qual a ideia central dele? Comente:

03) Qual o conflito gerador da história? Justifique sua resposta:

04) Como se dão as relações familiares na história? E as relações de amizade?

05) Que mensagem o filme transmite? Que lição você aprendeu com ele? Explique: 

06) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

07) Baseando-se no desenrolar da história, é possível viver feliz em meio ao caos e ao isolamento virtual? Comente: 

08) Qual a relação do filme com o momento de pandemia do Coronavírus, vividos por todo o mundo? 

09) De que forma as tecnologias digitais podem ser úteis nesse momento? Comente:

10) Quais as vantagens e desvantagens de a protagonista Ana por ter ido passar uns dias com o avô, sem celular?

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Luamorenna Lima)

Atividade sobre a música "Respeitem meus cabelos, brancos", de Chico César


Respeitem meus cabelos, brancos

Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos

Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos

Cabelo veio da África
Junto com meus santos

Benguelas, zulus, gêges,
Rebolos, bundos, bantos,
Batuques, toques, mandingas,
Danças, tranças, cantos
Respeitem meus cabelos, brancos

Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar

(Chico César)

01) Justifique o título dado à música:

02) Copie da canção um vocativo, dizendo como você chegou a essa conclusão:

03) Transcreva da música um exemplo de anáfora, dizendo qual a sua importância para o contexto:

04) Se retirássemos a vírgula presente no primeiro verso da canção, o sentido mudaria? Justifique sua resposta:

05) Explique a repetição do verbo "deixa" na última estrofe:

06) Interprete o verso em negrito na segunda estrofe:

07) Podemos afirmar que os vocábulos sublinhados na segunda estrofe são adjetivos? Justifique sua resposta: 

08) Copie do texto as várias heranças vindas do povo africano, e pesquise aquelas que nunca ouviu falar e não sabe do significado: 

09) Que mensagem a música transmite?

10) Que crítica social a canção faz? Comente: