quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Atividade sobre charge - Recursos tecnológicos na arquitetura urbana


01) O que há de mais errado na situação retratada na charge acima? 

02) Tal situação fere alguma regra de arquitetura urbana? Justifique sua resposta: 

03) Que recursos tecnológicos foram utilizados? Foram usados de forma adequada? Explique:

04) Qual seria a melhor solução nesse caso? Comente: 

05) Justifique o uso das reticências no início da frase inicial:

06) A situação descrita acentua ou diminui as desigualdades sociais? Por quê? 

07) Localize na charge:

a) um advérbio de negação:
b) dois advérbios de tempo:
c) um advérbio de lugar:
d) um adjetivo: 

Atividade em homenagem ao grande cartunista Quino

Quem me conhece sabe o quão apaixonada eu sou pelo Quino e especialmente pela Mafalda e suas tirinhas impagáveis! Ela, assim como o Calvin e o Armandinho, são os que mais estão presentes em minhas provas e atividades! Como eles conseguem concentrar reflexão, leveza e humor de uma maneira tão ímpar... e eficaz! Essa minha paixão também contagiou o meu filho Miguel! 

Hoje o Quino se despediu, infelizmente, aos 88 anos de idade, e, como homenagem, preparei esta atividade e espero que gostem! E para ele muita luz e muita gratidão! Eternizado através de tantos trabalhos maravilhosos! E ainda juntando o Maurício de Sousa, que é outro grande ídolo que eu tenho! 

Maurício de Sousa faz declaração emocionante sobre morte de Quino, criador de Mafalda



Criador da Turma da Mõnica relembrou encontro com cartunista argentino em 2015

Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, fez uma declaração on-line sobre a morte de Quino, cartunista responsável pelas tirinhas de Mafalda. O falecimento do argentino foi revelado nesta quarta, 30, pelo editor dele, Daniel Divinsky. 
"O amigo Quino está agora desenhando pelo universo com aqueles traços lindos e com um humor certeiro como sempre fez", escreveu Sousa. "Criou sua Mafalda, hoje de todos nós, no mesmo ano em que eu criei a Mônica, em 1963. Por isso, nos tornamos irmãos latino-americanos para desbravar o mundo dos quadrinhos". 


Maurício compartilhou, também, uma foto ao lado de Quino, um desenho da Mônica oferecendo o Sansão para Mafalda está na mesa entre os dois. "Estive com ele em 2015, em Buenos Aires, no Centro Cultural Brasil-Argentina, onde o presenteei com uma Mônica ao lado da Mafalda na comemoração dos 50 anos das duas personagens. Uma pessoa dócil e um dos maiores desenhistas de humor de todos os tempos. Quino vive agora mais forte dentro de nós", concluiu o desenhista. 


01) A que gênero pertence o texto acima? Que características deram pistas?

02) Qual a função do título? E do subtítulo?

03) Copie do texto dois apostos, explicando qual a função dos mesmos:

04) Justifique as aspas utilizadas no texto: 

05) O que o Maurício de Sousa e o Quino têm em comum? Explique:

06) Podemos afirmar que a Mafalda e a Mônica são uma espécie de irmãs? Por quê?

07) O que as duas personagens têm em comum? O que têm de diferente? 

08) Crie uma fala para cada uma das personagens no desenho feito por Maurício de Sousa:

09) Elabore um diálogo entre as duas personagens, considerando o momento de despedida do Quino hoje: 

10) Que importância teve o presente dado pela Mônica à Mafalda? Por quê? 

11) Se a Mônica ofertou à Mafalda o Sansão, que presente dariam a ela o Cascão, o Cebolinha e a Magali? 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente:

13) Pelas falas de Maurício de Sousa se percebe algum tipo de rivalidade entre os dois? Justifique sua resposta com uma passagem do texto: 


14) Que implícito é importante para que se possa entender o pensamento da Mafalda, na imagem acima? Comente: 

Atividade sobre Setembro Amarelo


01) Qual a relação existente entre as palavras "jogo" e "fase ruim"? 

02) O que, na verdade, essas expressões estão representando, considerando o contexto do Setembro Amarelo? 

03) Qual o objetivo do cartaz? Ele foi alcançado? 


04) No que o cartaz acima se assemelha ao anterior? Explique:

05) Explique o efeito causado pelas negações no cartaz acima: 

06) Qual a finalidade do cartaz em questão? Ela foi alcançada? 


07) Qual é a mensagem transmitida pela imagem acima? Comente:

08) Há nela a linguagem verbal e/ou não-verbal? Por quê? 

09) Crie um pensamento para cada uma das personagens presentes na imagem:

10) Que relação você acha que existe entre elas? 

11) Crie uma frase se efeito para acompanhar tal imagem: 

12) O que o guarda-chuva está representando?

13) O que a chuva pode estar simbolizando, considerando o contexto? 


14) O que todas as palavras e expressões soltas representam?

15) Utilize todas elas em um pequeno texto que aconselha as pessoas a valorizem a vida: 

16) Copie do cartaz uma antítese, explicando seu raciocínio: 




17) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentantivo sobre o tema "Setembro Amarelo", aproveitando, obrigatoriamente, as informações acima: 

18) O que todos os textos têm em comum? De qual deles você mais gostou? Por quê?  

Atividade sobre o texto "A mensagem", de Nely de Carvalho

A mensagem 

A mensagem publicitária é o braço direito da tecnologia moderna. É a mensagem de renovação, progresso, abundância, lazer e juventude, que cerca as inovações propiciadas pelo aparato tecnológico. 
Ao contrário do panorama caótico do mundo apresentado nos noticiários de jornais, a mensagem publicitária cria e exibe um mundo perfeito e ideal. [...] Tudo são luzes e encanto, numa beleza perfeita e não perecível. [...]
Como bem definiu certa vez um gerente de uma grande agência francesa, publicidade é "encontrar algo de extraordinário para falar sobre coisas banais". O que cabe à mensahem publicitária, na verdade, é tornar familiar o produto que está vendendo, ou seja, aumentar sua banalidade, e ao mesmo tempo valorizá-lo com uma certa dose de "diferenciação", a fim de destacá-lo da vala comum. Acima de tudo, publicidade é discurso, linguagem, e, portanto, manipula símbolos para fazer a mediação entre objetos e pessoas, utilizando-se mais da linguagem do mercado que dos objetos. [...]
Há cerca de um século, a publicidade limitava-se a dizer que "na rua tal, número tal, vende-se tal coisa", mas logo se afastou desse modelo, passando a adotar uma lógica e uma linguagem própria, na qual a sedução e a persuasão substituem a objetividade informativa. [...]
Com a dominação definitiva da cutural ocidental pela sociedade de consumo, a publicidade criou um novo tipo de universo de Copérnico: as coisas não gravitam em torno do homem; é o homem que gira em torno delas, seus novos ídolos. De mãos dadas com a taumaturgia publicitária, a sociedade da era industrial produz e desfruta dos objetos que fabrica, mas sobretudo sugere atmosferas, embeleza ambientes e artificializa a natureza -- que vende de água mineral a sopinhas enlatadas. 
Possuir objetos passa a ser sinônimo de alcançar a felicidade: os artefatos e produtos proporcionam a salvação do homem, representam bem-estar e êxito. Sem a auréola que a publicidade lhes confere seriam apenas bens de consumo, mas mitificados, personalizados, adquirem atributos da condição humana.
Em sua forma de interagir, a linguagem publicitária se caracteriza pelo esforço do individualismo. Ao concentrar o receptor em si próprio, egoisticamente, ou, quando muito, nos seus, está dizendo que o que interessa é sua roupa, sua casa, sua saúde. A mensagem quer persuadir o receptor a realizar uma ação predeterminada e para isso usa a linguagem autoritária, na qual se destaca o uso do modo verbal imperativo. Fora do âmbito da publicidade, no cotiano, a ordem "faça isso" é pouco usada, preferindo-se as formas eufemísticas: "por favor, quer me passar o sal". Na publicidade, no entanto, o receptor obedece a ordens categóricas sem protestar: "Compre na Mesbla", "Abuse e use C & A". 

(Nelly de Carvalho)

01) Por que, segundo o texto, a mensagem publicitária é "o braço direito da tecnologia moderna"?

02) De que meios a publicidade se vale para vender seus produtos?

03) Que vantagem há em banalizar o produto?

04) Por que há necessidade de que ele seja diferenciado?

05) Existe contradição nessas estratégias?

06) Qual é a função desempenhada por esse texto? 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Atividade sobre a música "Não esqueça", de Fernanda Takai


Não esqueça 

Eu te digo, minha filha,
Não esqueça de sempre sorrir
Não esqueça de ligar pra mim
Se por acaso conseguir
Não esqueça que é tudo ilusão
Não esqueça de lavar as mãos

Eu te digo, minha filha,
Não esqueça de se apaixonar
Não esqueça de ligar pra mim
Dizer a que horas vai voltar

Eu te digo, minha filha,
Não esqueça do que você quer 
Não esqueça de querer aquilo
Que vai te fazer feliz

Não esqueça que a vida é pra viver
Lembre sem medo de esquecer
Não espere saber como vai ser
Saiba que nunca vai saber

Não esqueça que a vida é pra viver
Lembre sem medo de esquecer
Não espere saber como vai ser
Saiba que nunca vai saber 

Não esqueça que é tudo ilusão
Não esqueça de lavar as mãos

(Fernanda Takai)


01) Justifique o título dado à música:

02) Que conselho você achou mais importante? Por quê? 

03) Que conselho parece ser repetido? O que isso revela? 

04) Explique o verso destacado no texto: 

05) Circule na música um vocativo: 

06) Qual é a mensagem transmitida pela canção? Comente:

07) Que verso mais dialoga com o momento de isolamento e de pandemia que estamos vivendo? 

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto: 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "O lugar do outro", de Ana Beirão

 O lugar do outro 

"Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro 
e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele".
(Carl Rogers)

Já alguma vez se colocou no lugar do outro? Olhou para uma situação ou problema e experimentou caminhar nos sapatos da outra pessoa? Há tamanhos pequenos, outros maiores e outros ainda parecidos com o nosso. 
A perspectiva com que se observa os objetos, as situações, os problemas, varia de pessoa para pessoa. Por exemplo, eu posso estar a olhar para uma escultura, o que eu vejo é o que está à minha frente. Consigo perceber o material usado, as cores, os pormenores. Tudo isto no meu campo visual. Uma outra pessoa olhando a mesma estátua, mas de outro lugar que não aquele onde me encontro, vê outros pormenores, observa outros detalhes. Isto quer dizer que um mesmo objeto ou situação pode ser visto e interpretado de diferentes maneiras. Agora mudo de lugar, e observo a escultura da perspectiva do outro. Certamente que vou descobrir algo novo. 
Imagine agora que encontra um amigo, familiar ou até mesmo um desconhecido que lhe conta um problema. Por vezes discutimos, criticamos o outro porque olhamos para o problema da nossa perspectiva, com base nas nossas convicções, valores, vivências. Não nos lembramos de nos colocar no seu lugar, de usar o seu campo de visão. Conseguimos relacionar-nos empaticamente com o outro, quando percebemos o seu marco de referência interno, com os seus significados e componentes emocionais. A empatia implica, assim, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de compreender o que a pessoa pensa sobre o seu problema, as emoções que associa com os seus pensamentos e imagens.  É conseguir caminhar com os seus sapatos, por assim dizer. Identificamo-nos assim intelectualmente e/ ou afetivamente com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa. 
Um ganho importante no desenvolvimento empático é, por exemplo: o reconhecimento dos sentimentos do outro, o que faz com que a resposta seja mais adaptativa ao momento (saber confortar o outro); a preocupação com os outros sabendo que estratégias o podem ajudar. A empatia ajuda-nos assim a estar emocionalmente disponíveis para os outros. E se consegue colocar-se no lugar do outro para o ajudar ou melhor lidar com a situação, então lembre-se de que o outro também o pode fazer por si, se esta capacidade estiver bem desenvolvida. 

(Ana Beirão)
01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual o tema abordado no texto? Justifique sua resposta: 

03) Segundo o texto, o que podemos ganhar com o desenvolvimento da verdadeira empatia? 

04) O que significa "caminhar com os sapatos do outro"? 

05) Por que todo mundo sairia ganhando se praticasse sempre a empatia? 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

07) O que o pensamento de Carl Rogers desmente? Explique: 

08) É fácil ser empático(a)? Justifique sua resposta: 

09) De 0 a 10, o quão empático(a) você é? O que falta para melhorar? 

Atividade sobre o texto "Felicidade", de Fernando Bastos de Ávila

Felicidade 

A felicidade é aquilo que todos buscam, adotando, porém, caminhos diversos para alcançá-la. Uns imaginam encontrá-la através das riquezas, porque supõem que com dinheiro tudo se compra e que a felicidade é uma mercadoria como outra qualquer. A verdade, porém, é que há muitos ricos que morrem de tédio, e que as mais altas taxas de suicídio se registram nos países e nas camadas mais ricas. Outros, imaginam encontrar a felicidade na afluência de prazeres; desde os mais altos prazeres do espírito, o prazer da descoberta e da criação intelectual, o prazer estético, até os prazeres que mais de perto confiam com a animalidade: a sexualidade e a glutoneria. Outros, enfim, esperam alcançá-lana fruição da honra, do prestígio que acompanha, em geral, o exercício do poder. No entanto, é certo que o dado mais confirmado na experiência e da sabedoria humana é este: a felicidade, no seu sentido pleno, é inatingível na Terra. Na melhor das hipóteses, quando o homem, mediante os mais penosos esforços, conquistou o poder, os prazeres ou a riqueza, nos quais cria encontrar a chave da felicidade, atingiu já o início de um período de senescência que lhe limita as possibilidades subjetivas de fruição daquilo que ambicionara. Aí reside o que poderíamos chamar o paradoxo ou o equívoco fundamental da felicidade: sempre desejada e nunca realizável. 

(Fernando Bastos de Ávila) 

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Segundo o autor, quais são os três supostos caminhos que levariam o homem à felicidade?

03) A que conclusão se chega a respeito da "felicidade"?

04) Delimite o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão, resumindo cada uma das partes:

05) Comente e opine sobre o trecho destacado no texto: 

06) Você concorda com tudo o que é afirmado no texto? Se não, esclareça os pontos em que você discorda, justificando bem: 

07) Para você, o que é felicidade? Escreva um acróstico a fim de responder a essa pergunta: 

08) Você é feliz? Por quê? 

domingo, 27 de setembro de 2020

Atividade sobre a música "Bolacha de água e sal", de Paulo Tatit


Bolacha de água e sal 

Gosto quando vou brincar na rua
Gosto quando encontro meu amigo 
Gosto quando a mãe do meu amigo 
Me oferece uma bolacha
De água e sal 

Gosto de bolacha sem açúcar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal 
Uma bolacha de água e sal
 
É... uma coisa natural 
É... barata e não faz mal 
De qualquer marca
É tudo igual 

Quando a gente está meio enjoado
Quando a gente está passando mal 
Quando a gente fica aperreado 
Bolacha de água e sal 

Quando a minha avó era criança 
Quando a vida era sempre igual 
Lá na roça acordavam cedo
Pra comer bolacha de água e sal 

Quando o meu avô era criança 
Veio num navio de Portugal 
A viagem ficou na lembrança
Só comiam bolacha de água e sal 

O meu gosto é radical 
Gosto porque é fundamental 
Farinha, fermento, água e sal 
Simplicidade, no trivial

Se um dia você for lá em casa
Pra brincar comigo no quintal
Vamos combinar um pic nic 
Pra comer bolacha 
De água e sal 

(Paulo Tatit)

01) Justifique o título dado à música:

02) O eu lírico é adulto ou criança? Comprove com uma passagem do texto: 

03) Por que o eu lírico chama de "normal" a bolacha de água e sal? O que você pensa a respeito disso?

04) Você concorda que esse tipo de bolacha é tudo igual? Justifique sua resposta: 

05) Quando o eu lírico prefere bolachas de água e sal? E você? 

06) Qual a provável intenção de se citar o avó e a avó? 

07) Que mensagem a canção transmite? Comente:

08) Qual a intenção do eu lírico com essa música? Ela foi alcançada? 

sábado, 26 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "Dá pra dar um jeitinho na COVID?!", de Andréa Serpa

Dá pra dar um jeitinho na COVID?!

Trabalhei décadas direta e indiretamente com Escolas Públicas.
Faltam ingredientes para a merenda das crianças? Faz vaquinha. Cada professor doa um quilo de alguma coisa. Um tempero pra comida ficar menos insossa. A gente dá um jeitinho.
Falta material de trabalho? A gente compra no cartão. Parcela. Afinal, as crianças precisam de algo mais para aprender. Joguinhos, livrinhos, papel. A gente dá um jeitinho. 
Não tem xérox, não tem canetinha para o quadro branco, o aluno está sem lápis, sem caderno. A prefeitura ainda não mandou material. A gente dá um jeitinho. 
O aluno não consegue atendimento no posto de saúde. Liga pra igreja, pro centro, pra associação de moradores. A gente dá um jeitinho.
O aluno está passando fome. A mãe está desempregada. Arruma cesta básica, faz vaquinha. Arruma faxina pra mãe. A gente dá um jeitinho. 
As vagabundas. As parasitas. As "privilegiadas" sempre deram um jeitinho. Na total ausência de políticas públicas sérias para a Educação, para a Saúde e para a Assistência Social, sempre fomos nós, as PROFESSORAS das escolas públicas, que demos um jeitinho. 
Tiramos o dinheiro do próprio bolso, dividimos nosso alimento, compramos nosso material, investimos na escola, nas crianças e nas famílias. Não temos auxílio-paletó, não temos verba de gabinete, não temos nada. Recebemos pouco. Mas damos um jeitinho. 
Agora querem que demos um jeitinho em um vírus mortal que arrastou o mundo para uma crise inimaginável. Não tem como dar um jeitinho nisso. 
Não tem mais como superarmos a ausência do poder público apenas com boa vontade, com dedicação, com altruísmo e solidariedade. É preciso investimento, planejamento e, acima de tudo, respeito aos profissionais da Educação. 
Os profissionais da Educação sempre deram um jeitinho para, apesar de suas péssimas condições de trabalho, seguir prestando o serviço possível ao povo. Mesmo recebendo como paga ingratidão e desprezo. Mas agora não dá mais para dar um jeitinho. Agora dar um jeitinho é apostar a própria vida nessa gambiarra. 
(Andréa Serpa)

01) Justifique o título do texto acima:

02) Qual o tema central do texto? Justifique sua resposta: 

03) Que frase é bastante repetida no texto? Com que objetivo? 

04) No que professores sempre deram um jeitinho? Por quê? 

05) Por que desta vez é diferente? O que você pensa a respeito disso? 

06) Justifique o emprego das aspas na palavra "privilegiadas": 

07) Que áreas, segundo a autora, estão mais abandonadas e problemáticas em nosso país? Você concorda com ela? 

08) No sétimo parágrafo, existem alguns implícitos. Quais são? A que episódios eles se referem? 

09) A quem a autora se refere quando cita algumas regalias que professor não tem? Que crítica social é ali feita? 

10) Que características dos professores a autora faz questão de reforçar? A que características dos políticos elas se contrapõem? 

11) Copie do texto marcas de oralidade: 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre a reportagem "Ninguém quer ver de perto a morte que o fogo traz para o Pantanal. Eu vi"


Ninguém quer ver de perto a morte que o fogo traz para o Pantanal. Eu vi. 

Era meu último dia fotografando as queimadas no Pantanal. Saio para pegar o ônibus quase acostumado com o cheiro de fumaça impregnado na roupa, o gosto amargo na boca, os olhos vermelhos e lacrimejando. Ignoro a ardência nos olhos para mantê-los abertos; fico em vigília, atento, câmera na mão.
Do lado de fora, vejo a calamidade. Perto de Poconé (MT), focos de incêndio. A fumaça e velocidade do ônibus atrapalham, mas aperto o olhar e avisto uma cena brutal. O corpo duro e sem vida de uma jaguatirica. Grito para pararem o ônibus e desço para fotografar. O ar é pesado. Os olhos do animal brancos e a língua de fora, como se tivesse tentado sorver o pouco que ainda resta do ar do Pantanal.
O motorista aparece ao meu lado, e falamos baixo, como que em luto. Ele diz que ela não foi atropelada. Morreu fugindo. Me abaixo no asfalto escolhendo um ângulo que mostre a quantidade de fumaça no caminho que ainda vou seguir. Clico o filhote tentando não mostrar toda a brutalidade que a morte impôs naquele animal tão belo. Eu nunca tinha visto uma jaguatirica. Ainda não vi. 
Ninguém quer ver a morte que o fogo traz para o Pantanal tão de perto assim. Eu vi o fogo e o fim de tudo em um dos biomas mais ricos e lindos do planeta. 
Quando cheguei em Poconé, perto da meia-noite, a cidade estava envolta na penumbra. A fumaça era tão pesada que acreditei ser a névoa da madrugada. Não era. Era o efeito causado pelos mais de 2 milhões de hectares que estavam em chamas no Pantanal. 
Várzea Grande e Cuiabá também sentem o impacto da queimada criminosa e covarde. Vi como o agronegócio abre pasto com gasolina e diesel. Fazendeiros apressados em passar a boiada com a chancela do governo federal e do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Quantos genocídios mais são possíveis na nossa nação? O Pantanal é só mais um crime impune na lista interminável dessa administração. 
No meio de uma tarde de 43o C e da fumaça sem fim em Barão de Melgaço (MT), os bombeiros e brigadistas olham o fogo, impotentes. Um dos brigadistas, com a pá na mão, é "seu" Crovis. Ele diz que o fogo tem raiva. Pula de um lado para o outro. Está vivo. Ele olha para o caminho sem fim, escondido pela fumaça e avisa que não dá pra fazer nada além de esperar. Encosta no caminhão-pipa ao seu lado, que está vazio, e toma seu tererê.
O barulho do fogo é assustador. O fogo consome tudo ao redor e o barulho é assustador. Os bombeiros -- são cinco no local -- usam um drone para avaliar a situação. Mas a conclusão é a mesma: não há nada a ser feito. É esperar o fogo se cansar do mato e desaparecer debaixo da terra. 

(João Paulo Guimarães)

01) O que você achou do título da reportagem? Que outro daria? 

02) O que a foto despertou em você? Comente:

03) Por que o verbo sublinhado no segundo parágrafo encontra-se no plural? 

04) Por que a passagem destacada no texto causa ainda mais indignação? 

05) O que mudaria se a jaguatirica tivesse morrido atropelada? Explique:

06) Por que o autor diz que "ainda não viu" uma jaguatirica?

07) Tente responder, sinceramente, à pergunta feita no sexto parágrafo do texto, argumentando bem:

08) Por que o fogo teria raiva? Que figura de linguagem encontra-se ali presente? 

09) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

10) Que crítica social o texto faz? O que você pensa a respeito disso? Explique: 

11) Copie do texto uma expressão que melhor retrata a fala da região, mencionando se isso valoriza ou desvaloriza o texto: 

12) Transcreva do texto uma passagem que revela uma sensação de extrema impotência:


13) O que a imagem acima tem a ver com a reportagem? Comente: 

14) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema em questão, apresentando uma proposta de intervenção completa para o problema (quem? o quê? como? para quê? + detalhamento):

15) Selecione uma notícia e/ou uma charge que aborde(m) o mesmo tema, propondo uma tarefa sobre ela(s): 

Atividade sobre anúncio publicitário - Combate ao Trabalho infantil


 01) O anúncio publicitário acima promove uma ideia ou uma marca de um produto?

02) Que produto ou ideia ele promove?

03) Que relação há entre a imagem e a frase principal? 

04) Que tipo de linguagem foi usado para produzir o anúncio? 

05) Qual a intenção do locutor ao usar um verbo no modo imperativo?

06) Levante hipóteses por que o anunciante usou a imagem de uma boneca e não de uma criança no anúncio: 

07) Existe alguma palavra indevidamente acentuada no anúncio? Explique bem: 

08) Posicione-se sobre a afirmação principal do anúncio: 

09) Leia o texto a seguir, transcrito do anúncio publicitário: 

"Quando você abre a porta de sua casa para uma criança trabalhar, fecha muitas outras: o estudo, o lazer, o convívio familiar, o seu desenvolvimento. Sem contar os riscos a que ela se expõe ao cuidar de uma casa. O trabalho infantil também tira da criança o que ela tem de mais precioso: sua infância. Diga não ao trabalho infantil doméstico. O respeito pela criança e o adolescente começa dentro de casa."

a) Qual a função do texto acima?

b) Copie dele uma antítese, explicando:

c) Pode-se afirmar que houve a omissão da palavra PORTAS no começo do texto? Comente:

d) Tal palavra estaria no sentido denotativo ou conotativo? Explique da melhor forma possível:

e) De todas as "portas" citadas, qual você acha a mais lamentável de se perder? Por quê?

10) Explique a passagem destacada no texto da questão anterior: 

11) Tal anúncio foi criado em 2003. De lá para cá você acha que a situação denunciada aumentou ou diminuiu? Justifique sua resposta: 

Atividade sobre a obra "Emigrantes" (1936), de Lasar Segall



01) Justifique o título dado à obra de arte acima:

02) Ela é composta por quantas pessoas? Que relação cada uma tem com a outra? 

03) De onde as pessoas estão vindo? Por quê? 

04) Elabore um pensamento para cada uma das personagens: 

05) Dê um nome para cada uma delas, uma idade e um sonho: 

06) Que sentimento predomina nas pessoas como um todo? Justifique sua resposta:

07) Que mensagem a obra transmite? Comente: 

08) Que sentimento a obra despertou em você? Por quê? 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Atividade EXTRA de elaboração de cartaz valorizando a vida - Setembro Amarelo

Como a gente está cada dia mais dependente da tecnologia, ainda mais nesta época de aula on-line, eu fiz uma proposta de atividade EXTRA para os meus alunos, envolvendo o SETEMBRO AMARELO. Quem quisesse, deveria produzir um cartaz feito A MÃO, com alguma frase ou imagem convidando a VALORIZAR A VIDA. Depois eles teriam que tirar uma foto segurando o tal cartaz. 

Bem sei que adolescente, em geral, FOGE de foto, então confesso que sabia que estava correndo o risco de NINGÚÉM se animar a participar, ainda mais como tarefa opcional, porém, alguns disseram SIM e permitiram que eu compartilhasse aqui, o que farei com muito orgulho! 

(Alef  - Turma 3006 - Sodré) 

(Ana Beatriz - Turma 3006 - Sodré) 

(Adrielly - Turma 3006 - Sodré) 

(Beatriz - Turma 3006 - Sodré)

(Jorge Alberto - Turma 3006 - Sodré)

(Júnior - Turma 3006 - Sodré) 

(Maria Vitória - Turma 3007 - Sodré)

(Marcelle - Turma 3007 - Sodré)

(Leonardo - Turma 3007 - Sodré) 

(Marcela - Turma 3007 - Sodré)

(Àgatha - Turma 1005 - Fred)

(Camile Grandmaison - Turma 1005 - Fred) 

Eles são INCRÍVEIS, PARCEIROS, AMADOS! Me acabei de chorar ao ver cada rostinho, pois parece que acentuou ainda mais a saudade, mas sei que não é o momento de voltarmos às aulas presenciais, pois muito maior do que a saudade é a responsabilidade por cada vida! São VALIOSOS, como o cartaz que eu fiz para eles, como agradecimento: 

Mais uma atividade sobre o Setembro Amarelo

Setembro Amarelo: como surgiu e por que ele é tão importante

Embora o suicídio seja um assunto delicado, ele não pode se tornar um tabu. É preciso falar e acolher para conseguir prevenir. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em algum lugar do planeta. Ou seja, em um ano, mais de 800 mil pessoas perdem sua vida dessa maneira. Dados levantados pela instituição em 2016 também apontam que suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. 
Diante desse cenário, fica clara a necessidade de dar mais atenção ao tema, com campanhas de conscientização e debates que possibilitem a quebra do tabu sobre o problema. E é essa a proposta do Setembro Amarelo.
Iniciada no Brasil em 2015 e adotada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha brasileira de prevenção ao suicídio busca popularizar a discussão ajudando a identificar sinais de alerta e incentivar a prevenção. 

Como surgiu? Em setembro de 1994, nos Estados Unidos, o jovem de 17 anos Mike Emme cometeu suicídio. Ele tinha um Mustang 68 amarelo e, no dia do seu velório, seus pais e amigos decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais. A ideia acabou desencadeando um movimento de prevenção ao suicídio e até hoje o símbolo da campanha é uma fita amarela. 

Importância da campanha! Além de trazer esse tema à tona, as campanhas disponibilizam informações e opções de tratamento para o público, visando reduzir o tabu que faz com que muitas pessoas evitem falar sobre suicídio e buscar ajuda. O fato de muitos acharem que o sucídio é algo distante e que afeta poucas pessoas -- o que a OMS mostra não ser verdadeiro --, também prejudica discussões mais aprofundadas que seriam benéficas para quem precisa. "Apesar de ser um problema de saúde pública, ainda não é tratado como tal. Então, é muito importante desenvolvermos canais de comunicação e informação para que as pessoas sintam-se apoiadas, percebam que não estão sozinhas e que existem caminhos para lidar com o seu sofrimento", diz Thais Arantes Ribeiro, psicóloga e coordenadora do Colégio Poliedro Campinas. 


01) Qual o índice de mortes por suicídio, segundo o texto? 

02) O que você achou desse dado? É um dado confiável? Por quê? 

03) O que torna o tema tão importante e que deve ser sempre tão divulgado?

04) Justifique o uso do travessão no texto:

05) Como surgiu o "Setembro Amarelo"? Você pensou que pudesse ter algum outro motivo? Qual? 

06) O texto afirma que o suicídio é a segunda maior causa de mortes entre os jovens. Qual seria a primeira? 


07) O anúncio acima aborda um assunto bem discutido na mídia. Qual é ele?

08) O que seria "dizer sim à vida"? 

09) Copie os verbos no modo imperativo e explique que efeito eles causam:

10) O que significa a imagem da mão presente no anúncio? 

11) Que palavra se encontra no sentido conotativo? Justifique sua resposta:



12) Que frase o cartaz acima tem em comum com o anúncio anterior? 

13) Qual a intenção do verbo no modo imperativo nele empregado?

14) Que palavra em especial a imagem reforça? Por quê? 

15) Podemos afirmar que há em tal imagem uma contradição? Justifique sua resposta:

16) Por que a palavra VIVER encontra-se em destaque, de outra cor? Por que escolheram justamente a cor vermelha? Levante hipóteses: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Erika Viqueti Gamez)

Atividade sobre texto publicitário - Doe sangue

 

01) Qual a importância da relação entre imagem e texto no anúncio acima?

02) Apesar de curto, o texto publicitário acima narra uma história. Qual?

03) Qual é o argumento central da campanha? O que você pensa a respeito disso? 

04) Justifique o emprego dos verbos no modo imperativo: 

05) Quais são os anunciantes? Cite-os:

06) Crie uma fala para a personagem Ju: 

Atividade sobre a fábula "A rosa e a borboleta", de Esopo

 A rosa e a borboleta 

Uma vez, uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida, pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata. Assim, quando a borboleta se aproximou da rosa voando e disse-lhe que a amava, a rosa ficou cordinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas, Ó desgraça! A borboleta só voltou muito tempo depois:

-- É isso que você chama fidelidade? -- choraminga a rosa. -- Faz séculos que você partiu e, além disso, você passa o tempo de namoro com todos os tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas na dona Margarida, até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada! 

-- Fidelidade?! -- riu a borboleta. -- Assim que me afastei, vi o senhor Vento beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me falar em fidelidade! 

(Esopo)

01) Justifique o título dado à fábula:

02) Que tipo de narrador se identifica nessa fábula? 

03) Quem seriam os protagonistas, antagonistas, coadjuvantes e figurativos da fábula em questão? 

04) A borboleta justifica a sua infidelidade pela infidelidade da rosa. Você concorda com os argumentos da borboleta? 

05) O que significa a expressão "dando trela", presente no último parágrafo? 

06) Que moral se pode deduzir da fábula? 

07) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

08) De 0 a 10, qual a importância que você dá à fidelidade em um relacionamento? Por quê? 

09) Na sua opinião, a rosa e a borboleta foram ou não infiéis? Justifique sua resposta:

10) Ilustre a fábula ou a transforme em uma HQ: 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "Sabedoria indígena", de Jean de Léry

 Sabedoria indígena

Uma vez, um velho me perguntou:

-- Por que vocês, mair e peró, vêm buscar lenha de tão longe para se aquecer? Vocês não têm madeira em sua terra? 

Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele pensava, mas dela tirávamos tinta para tingir. 

-- E vocês precisam de muita?, perguntou o velho imediatamente. 

-- Sim [...] pois em nosso país existem negociantes que possuem panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias que vocês nem imaginam e um só deles compra todo o pau-brasil que vocês têm, voltando com muitos navios carregados. 

-- Ah!, retrucou o selvagem, mas esse homem tão rico, de que me fala, não morre?

-- Sim, disse eu, como os outros. 

-- E quando morre, para quem fica o que deixa?

-- Para seus filhos, se ele tem, ou para seus irmãos ou parentes próximos, respondi.

-- Na verdade, continuou o velho -- que como se vê não era nenhum ignorante --, vejo que vocês, mair, são uns grandes loucos, pois atravessam o mar e sofrem grandes problemas, como dizem quando aqui chegam. E no fim trabalham tanto para amontoar riquezas para seus filhos e parentes. A terra que os alimentou não será capaz de alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos. Mas estamos certos de que, depois de nossa morte, a terra que nos sustentou os sustentará também, e por isso descansamos sem maiores preocupações. 

(Jean de Léry)

01) Sabendo que mair designava os franceses e peró designava os portugueses, que crítica é feita no relato acima? 

02) Por que a palavra em destaque no começo do texto foi acentuada? 

03) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

04) O que causou estranheza ao velho indígena? Explique: 

05) Transcreva do texto uma palavra utilizada no sentido pejorativo para se referir ao indígena:

06) O que você acha desse "modo de pensar" dos indígenas? Faz sentido? 

07) Que comparação é feita no texto? Quem levou mais vantagem? Por quê? 

08) Quais as vantagens e desvantagens de cada um? 

09) É possível aos brancos viverem como os indígenas? Justifique sua resposta: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Atividade sobre o texto "Amizades digitais", de Stephen Asma

 Amizades digitais

"Já estou indo aí, estou terminando de jogar Xbox com um amigo", meu filho gritou do quarto. "Quem é seu amigo?", eu quis saber. "Um cara chamado Scuzzball", foi a resposta. "Ah, e qual o nome verdadeiro dele?", prossegui. "Não tenho a mínima ideia", respondeu, já meio incomodado. 
"Mas de onde ele é?", insisti. "Algum lugar do Canadá, acho... não, pera, acho que é na França. Não sei mesmo. Bom, não faz diferença, porque Scuzzball acabou de sair do jogo e foi substituído por um bot". "Puxa, que pena. Seu amigo foi substituído por IA?", tentei ser solidário. "Não faz mal, pai, isso aí rola o tempo todo! O jogo continua".
A indiferença do meu filho em relação à disputa com uma pessoa ou um bot, na verdade, é bem típica dos jogadores de videogame de hoje em dia. Eles se referem uns aos outros como "amigos", mas, para mim, os laços que os unem são bem tênues. Não vejo, de forma alguma, como o tal de Scuzzball e meu filho podem ser amigos de verdade e isso me preocupa. Fico imaginando se a experiência pré-internet da amizade cara a cara, que eu conheci, vai se perder para nossos filhos, a geração pós-internet. E não sou o único. 
A amizade é uma parte importante de nossa compreensão de uma "vida boa" e remonta ao início da história humana, mas, hoje, os jovens não sabem que não têm amigos de verdade
Por volta de 2005, as pessoas diziam que o número médio de grandes amizades caíra de três para duas, ao fim de um estudo de 2006, quase 25% dos pesquisados disseram não ter alguém em quem pudessem confiar de verdade. Análises mais recentes sugerem que a tendência de isolamento continua, enquanto a intimidade entre os adolescentes é substituída pela eficiência.
A perda dessa proximidade, entretanto, não parece ser problema para os jovens que cresceram on-line, eles afirmam se sentir socialmente apoiados por grandes redes de "amigos" que raramente ou nunca veem cara a cara. Receber "curtidas" e outras formas de validação digital de grandes públicos só faz reforçar seu constante autocompartilhamento. 
Mas será que esses jovens sabem o que estão perdendo? E será que isso importa?
O isolamento social certamente cresceu no Japão, onde meio milhão de jovens vivem como "hikikomon", ou reclusos que não saem de casa. E a solidão no Reino Unido aumentou a ponto de o governo criar um ministério para lidar com a questão. Segundo uma nova pesquisa, 86% dos norte-americanos e britânicos acham que o "uso exacerbado da tecnologia" está contribuindo para esse retraimento. 

(Stephen Asma)

01) Justifique o título dado ao texto acima: 

02) Circule no texto vocativos, explicando seu raciocínio: 

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto: 

04) Ela corresponde a um fato ou a uma opinião? Por quê? 

05) Qual a função das aspas nos dois primeiros parágrafos? 

06) Qual a estratégia utilizada, nesses mesmos parágrafos, para introduzir o assunto e chamar a atenção do leitor? 

07) As aspas utilizadas no terceiro parágrafo tem a mesma função das usadas nos parágrafos anteriores? Justifique sua resposta: 

08) Responda às duas perguntas feitas no final do texto: 

09) Copie do texto marcas de oralidade: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o documentário "O dilema das redes" (1 h 30min)


Sinopse: Tal documentário nos mostra como os magos da tecnologia possuem o controle sobre a maneira em que pensamos, agimos e vivemos. Frequentadores do Vale do Silício revelam como as plataformas de mídias sociais estão reprogramando a sociedade e sua forma de enxergar a vida. (Duração: 1 h 30 min)

01) Justifique o título dado ao documentário: 

02) Qual o problema da indústria da tecnologia na vida das pessoas? 

03) O que deu início à reflexão do engenheiro que trabalhava no Gmail? O que você pensa a respeito disso? Acha mesmo preocupante? 

04) Posicione-se sobre essa forte afirmação: "Se você não está pagando pelo produto, então você é o produto", afirmando em que contexto ela foi usada: 

05) Segundo o documentário, "as redes sociais competem pela sua atenção". Você concorda com isso? Qual delas consegue, em tese, fazer isso melhor? Por quê? 

06) Você acha que as redes sociais, de fato, levam a uma robotização gradual, leve? Justifique sua resposta, tentando exemplificar:

07) Por que as empresas masi ricas da história da humanidade são as voltadas para a internet? Levante hipóteses:

08) O que significa "Capitalismo de vigilância"? 

09) Por que vender dados dos clientes ainda é o menos preocupante? O que o documentário demonstra ser ainda pior do que isso? 

10) O documentário afirma que "aconteceram coisas boas, mas os efeitos colaterais são muitos". Quais seriam essas "coisas boas"? E os "efeitos colaterais"? Cite-os: 

11) Aproveite para responder à pergunta feita no documentário: "Como podemos melhorar o mundo?", argumentando bem: 

12) Como as redes sociais poderiam ajudar nessa tarefa de melhorar o mundo? 

13) O que seria, afinal, um "avatar-boneco-vodu"? O quanto isso impactou você? 

14) Você concorda que "a conexão on-line se tornou primordial"? Por quê? 

15) Explique a frase "Qualquer tecnologia avançada é indistinguível da mágica":

16) O que se entende por "Tecnologia persuasiva"? 

17) Por que as redes sociais são comparadas às bicicletas? No que, porém, elas diferem? 

18) Segundo Edward Turfte, "Existem apenas duas indústrias que chamam seus clientes de usuários: a de drogas e a de software". Qual a sua impressão sobre essa frase? O que os dois elementos comparados têm em comum? Comente:

19) Num dado momento, a menina quebra o pote da cozinha, em que a mãe exige que todos tranquem nele os celulares. Você acha que isso foi um exagero? Explique: 

20)  Posicione-se sobre a afirmação "Não é que a tecnologia em si seja uma ameaça existencial. É a capacidade da tecnologia de trazer à tona o pior da sociedade. E o pior da sociedade é uma ameaça existencial.", defendendo bem o seu ponto de vista: 

21) O que você achou mais interessante no documentário? Explique: 

22) Que mensagem ele transmite? Comente: 

(Documentário indicado pelas queridas Maria Aparecida e Maria das Graças Rocha)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Atividade sobre o trailer do documentário "O dilema das redes" (2 min 22 seg )

 

01) O que significa o gênero "trailer"? Qual a sua finalidade?

02) Posicione-se sobre a afirmação "Tudo o que as pessoas fazem na internet está sendo observado e rastreado", argumentando bem e mencionando se há ou não nela um exagero: 

03) Por que se afirma no trailer que "A psicologia é usada contra você"? 

04) Por que as redes sociais não são mais consideradas "ferramentas do bem"? Você concorda com isso?

05) De que maneira você acha que as redes sociais podem contribuir para tornar uma geração mais ansiosa e mais deprimida? 

06) Você concorda que "O Facebook pode afetar comportamentos e emoções no mundo real, sem que os usuários se deem conta"? Qual o maior perigo nisso? 

07) Posicione-se sobre a seguinte afirmação: "Se você quer controlar a sua população, nunca existiu uma ferramenta tão eficiente quanto o Facebook", argumentando bem: 

08) De 0 a 10, o quão conectado(a) você é nas redes sociais? Quais você mais costuma usar? 

09) "Por conta das redes sociais, fake news se espalham seis vezes mais rápido". Isso é uma verdade ou um boato? Justifique sua resposta: 

10) Você acredita que as redes sociais correspondem a um "xeque-mate da humanidade"? Por quê? 

11) Que problemas relacionados às redes sociais são citados no trailer? Você concorda? 

12) Que outro problema você acrescentaria? 

13) Em geral, o trailer costuma ser um bom termômetro com relação ao filme que ele divulga? Justifique sua resposta: 

14) Você acha que o trailer em questão desperta a curiosidade das pessoas para quererem ver o documentário? Por quê? 

              (Documentário indicado pelas queridas Maria Aparecida e Maria das Graças Rocha)

Atividade sobre o vídeo "Pela vida inteira" (5 minutos)



01) Justifique o título dado ao vídeo acima:

02) Para quem é contada a história?

03) A que mal o vídeo se refere? O que você pensa a respeito disso?

04) Por que o mal se reuniu? Por quem ele era, afinal, composto? Cite:

05) Que maldades são relatadas na história? Qual delas você acha pior? Por quê?

06) Que lendas foram citadas na história, como "espíritos do bem"?

07) O que cada personagem citada ensinou e que foi útil no combate ao Coronavírus?

08) Posicione-se sobre a afirmação "A maldade deles nunca teve limites", argumentando bem e deixando claro quem são ELES: 

09) Qual o perigo de se ir para a cidade? O que isso revela?

10) Além da perda dos seus entes queridos, o que mais o Coronavírus impedia de ser feito? 

11) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

(Vídeo indicado pela visitante do blog, chamada Luciana! Obrigada!)

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Atividade sobre a música "Uai", de Marcelo Costa


Uai

Sou brasileiro que nasceu na roça
Num lar modesto, mas de muito amor 
E não me zango quando fazem troça
Com meu sotaque do interior 

A vida toda vou falar uai, uai!
A vida toda vou falar ocê 
Assim falava o meu avô, meu pai
Sou caipira, logo já se vê 

Ai que saudade do meu tempo de criança 
Correndo pelo pasto pra pegar a esperança 
Com um cabestro eu armava um barbicacho,
Depois montava a pelo
Cavalgava pro riacho

Aí então eu voltava pro arraial
Empinava a esperança pra mostrar que era o tal
Maria Rosa, a menina que eu gostava,
Sorrindo toda prosa da janela me acenava

A vida toda vou falar uai, uai!
A vida toda vou falar ocê 
Assim falava o meu avô, meu pai
Sou caipira, logo já se vê 

Vim pra cidade, trabalhei e estudei 
E por isso atualmente já me chamam de doutor
Mas o sotaque que eu sempre carreguei
Não deixa enganar: eu vim do interior 

Mas não faz mal, só assim eu sou matuto
Meu ocê não é fajuto, sai assim ao natural
E se me espanto meu sotaque logo trai 
Pois surpreso, do meu canto, sem querer eu digo uai 

(Marcelo Costa) 

01) Justifique o título da canção:

02) Qual é o tema abordado na música? Justifique sua resposta: 

03) Você já ouviu falar na expressão "fazer troça"? O que ela significa? 

04) Observe o verso destacado no refrão e diga se a palavra UAI pertence ou não à mesma classe gramatical, explicando bem: 

05) Copie do texto fortes marcas de oralidade: 

06) Tem valor polisssêmico o verso em destaque na terceira estrofe?  Se sim, que palavra é responsável por isso? 

07) Que crítica encontra-se embutida no verso destacado na última estrofe? Comente: 

08) Transcreva da canção passagens que comprovem o orgulho do eu lírico em ser do interior: 

09) Localize no texto exemplos de regionalismos: 

10) Por que a infância foi tão significativa para o eu lírico? 

11) Que recordações dessa fase ele mais tem saudade?

12) Se a música estivesse em linguagem culta causaria a mesma receptividade no leitor? Justifique:

13) Copie do texto uma passagem que indica uma desilusão amorosa: 

14) Que mensagem a música transmite? Comente:

15) Por que é tão comum "implicarem" com o sotaque do interior? Levante hipóteses: 

16) Existe algum desvio gramatical no texto? Justifique sua resposta: 

17) Essa música configura um bom exemplo de variação linguística? Por quê? 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Zizi Cassemiro)

Atividade sobre o texto "Setembro Amarelo: Uma campanha a favor da vida"


Setembro Amarelo: Uma campanha a favor da vida

O mês de setembro marca a luta contra um problema de saúde mundial considerado grave: o suicídio. Por vários anos evitava-se falar sobre isso. Era um assunto rodeado de tabus, o que não permitia enxergar quem estava mais vulnerável. A Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS / OMS) alerta que o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo e é a segunda principal causa de morte entre as pessoas de 15 a 29 anos de idade. 
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Desse número, aproximadamente 65 mil casos acontecem anualmente em todo o continente americano. No Brasil, de acordo com a cartilha do Ministério da Saúde, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida por ano. Confirmando essa estatística, o Hospital Santa Genoveva chegou a atender oito casos de pacientes que tentaram tirar a própria vida no ano de 2017 e, neste ano, de janeiro até o mês de agosto, já foram seis casos. Esses números foram apurados por meio de registros do seviço social do Hospital. 
As causas mais comuns são em decorrência de transtornos mentais, como esquizofrenia e bipolaridade, bem como dependência química, alcoolismo e depressão. Mas, quando há mais de um transtorno associado, o risco de atentar contra a própria vida é maior. Para a psiquiatra do Hospital Santa Genoveva, Ana Carolina Chaves Alucio, ter pensamentos de morte como única saída frente a algumas situações de dor ou impotência extrema é comum ao ser humano, mas definir se o fará, ou não, envolve uma série de fatores biológicos, emocionais, culturais, filosóficos e religiosos. "É difícil definir o que leva uma pessoa a se matar. Acredito que não haja uma única causa, mas um conjunto de fatores que leva o indivíduo ao ato. Estudos sugerem que 90% das vítimas de suicídio tinham alguma doença mental, o que pode não ser determinante, mas expõe a pessoa a uma vulnerabilidade maior ao ato", conta Ana Carolina. 
Segundo a psiquiatra, existem esquizofrenia e bipolaridade, bem como dependência química, alcoolismo e depressão. Mas há alguns sinais que podemos observar quando o indivíduo está com intenção suicida. "A maioria das pessoas, antes de tentar tirar a própria vida, fala sobre isso com alguém e tem mudanças repentinas de hábitos e humor. Apesar de as mulheres tentarem mais o suicídio que os homens, são eles os que, majoritariamente, chegam às vias de fatos, pois utilizam meios mais agressivos e letais", afirma Alucio. 
"Estima-se que 50% das pessoas que se suicidaram já haviam tentado anteriormente. Essa é uma questão de saúde pública grave. Demonstra o maior grau do sofrimento humano. É importante, cada vez mais, falarmos sobre esse tema, levarmos informação e, principalmente, solidariedade às pessoas", finaliza a médica.


01) Justifique o título dado ao texto:

02) A que gênero textual ele pertence? Justifique sua resposta:

03) Quais são as maiores causas do suicídio? O que você pensa a respeito disso?

04) O que, segundo o texto, leva uma pessoa a querer se matar?

05) Que sinais podem ser observados em quem tem intenção suicida? Como evitar esse tipo de coisa? 

06) Por que as mulheres tentam mais dar um fim em suas vidas, mas o maior número de quem consegue se matar vem dos homens? 

07) O que a saúde pública deveria fazer com os casos de pessoas que já tentaram se suicidar? Por que isso não acontece?

08) De que forma a imagem inicial dialoga com o texto em questão?

09) O que se deve fazer quando se cansar dessa vida? Comente:

10) Você conhece alguém que tenha depressão ou que já tenha tentado contra a própria vida? 

domingo, 20 de setembro de 2020

Atividade sobre o poema "Prisão", de Cecília Meireles

Prisão 

Nesta cidade
Quatro mulheres estão no cárcere.
Apenas quatro. 
Uma na cela que dá para o rio, 
Outra da cela que dá para o monte,
Outra na cela que dá para a igreja
E a última na do cemitério
Ali embaixo.
Apenas quatro.

Quarenta mulheres noutra cidade, 
Quarenta, ao menos,
Estão no cárcere. 
Dez voltadas para as espumas,
Dez para a lua movediça,
Dez para pedras sem resposta,
Dez para espelhos enganosos.
Em celas de ar, de água, de vidro
Estão presas quarenta mulheres, 
Quarenta ao menos, naquela cidade. 

Quatrocentas mulheres
Quatrocentas, digo, estão presas:
Cem por ódio, cem por amor, 
Cem por orgulho, cem por desprezo
Em celas de ferro, em celas de fogo,
Em celas sem ferro nem fogo, somente
De dor e silêncio,
Quatrocentas mulheres, numa outra cidade, 
Quatrocentas, digo, estão presas. 

Quatro mil mulheres, no cárcere,
E quatro milhões -- e já nem sei a conta,
Em cidades que não se dizem,
Em lugares que ninguém sabe,
Estão presas, estão para sempre 
-- sem janela e sem esperança,
Umas voltadas para o presente, 
Outras para o passado, e as outras
Para o futuro, e o resto -- o resto,
Sem futuro, passado ou presente, 
Presas em prisão giratória,
Presas em delírio, na sombra, 
Presas por outros e por si mesmas, 
Tão presas que ninguém as solta, 
E nem o rubro galo do sol 
Nem a andorinha azul da lua
Podem levar qualquer recado 
À prisão por onde as mulheres 
Se convertem em sal e muro. 

(Cecília Meireles) 

01) Justifique o título dado ao poema acima:

02) Qual é o tema central do poema? Justifique sua resposta: 

03) Explique o verso destacado na primeira estrofe do texto, e a sua repetição: 

04) Copie da poesia duas antíteses, explicando seu raciocínio: 

05) Podemos afirmar que há uma gradação no poema? Justifique sua resposta: 

06) Qual a importância dos numerais para o entendimento da história? Explique: 

07) O que seriam "lua movediça", "pedras sem respostas" e "espelhos enganosos"?

08) O que essas três expressões transmitem? 

09) Interprete os versos em destaque na terceira estrofe: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 


11) De que forma a imagem acima dialoga com o poema de Cecília? 

12) Copie do poema uma passagem que dialoga mais diretamente com ela: 

13) Quem o passarinho está representando, se o considerarmos uma metáfora?

14) Por que poderia a liberdade se tornar um dos maiores medos? 

15) Como associar o tema em questão à realidade de muitas mulheres que sofrem abusos (de todos os tipos)? Explique: 

(Texto sugerido pela querida amiga Luciene Gomes)