segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Atividade sobre placas interessantes - Valorização da Mulher

Placa 01:


Placa 02:


Placa 03: 


Placa 04: 


Placa 05: 


Placa 06: 


Placa 07: 


Placa 08: 


01) Por que cada placa começa utilizando o gênero masculino?

02) O fato de vir uma informação relacionada à mulher surpreende? Por quê?

03) Explique a escolha das cores das letras utilizadas em cada uma delas:

04) O que todas as placas têm em comum? Justifique sua resposta:

05) Associe as placas ao "Agosto Lilás":

06) Qual foi a provável intenção de quem criou as placas? Ela foi alcançada? Comente:

07) Quem é o anunciante? Que implícitos ele traz para o contexto?

08) Qual placa chamou mais a sua atenção? Por quê?

10) Faça uma pesquisa e responda de forma sucinta às perguntas abaixo:

a) Quem é a mulher indiretamente citada na placa 01?

b) O que o fato de ela ser nordestina acrescenta a tal homenagem?

c) Quem foi a mulher que inventou o GPS, contemplada na placa 02?

d) E que outra informação ajuda a quebrar ainda mais paradigmas?

e) Que atriz ganhou mais vezes o Oscar? Qual a importância disso?

f) Quem é a mulher citada na placa 04? Comente:

g) De quem se trata a mulher da placa 05? O que acrescenta o fato de ela ser japonesa?

h) Quem é a mulher presente na placa 06? Que palavra usada ajuda a quebrar ainda mais preconceitos?

i) Cite a mulher a que se refere a placa 07 e o que isso revela em termos comportamentais: 

j) Quem inventou a cerveja, na placa 08? Isso causou alguma surpresa? Por quê? 

11) Que placas você adicionaria? Crie pelo menos duas, seguindo o mesmo esquema das placas analisadas: 

(Atividade feita em parceria com as amigas Cristina Barata,
Else Portilho e Maria Aparecida)

Atividade sobre o Agosto Lilás - Mês de proteção à mulher


Agosto Lilás: O mês que reforça a importância de denunciar casos de feminicídio

Cerca de uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. De acordo com o Datafolha, no ano passado foram registrados cerca de 4473 homicídios, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Mais de 500 mulheres são vítimas de agressão física a cada hora no Brasil. Além disso, 29% das mulheres brasileiras, equivalente a 16 milhões, afirmam ter sofrido ofensa verbal, ameaçça, perseguição, empurrão e chute. Já 40%, o que equivale a 23,2 milhões, é o percentual de mulheres que dizem ter sido vítimas de assédio como comentários desrespeitosos na rua e no trabalho, assim como assédio físico no transporte público e abordagem agressiva na balada. 
Os números assustam, mas a verdade é que a violência contra a mulher vai muito além da violência doméstica e violência física, as marcas psicológicas que ficam nas mulheres causam traumas para uma vida inteira. Aquela famosa frase "Entre briga de marido e mulher ninguém mete a colher", criada pela sociedade a fim de tapar os olhos e fingir uma aceitação de algo normal, fez com que milhares de mulheres fossem mortas sem nenhum tipo de auxílio e socorro. 
Recentemente tivemos o triste caso de Tatiana Spitzner, advogada paranaense de 29 anos encontrada morta após supostamente cair do quarto andar do prédio em que morava com o marido Luís Felipe Manvailer, indiciado por homicídio qualificado pela morte da advogada. Após imagens de conversas serem publicadas, fica claro as condições de violências expostas por Tatiana meses antes de sua morte, relatos de agressões verbais, físicas, palavras de ódio, confirmando a suspeita de que ela, como muitas mulheres, também era vítima de um relacionamento abusivo. Todos os dias mulheres são atingidas também por ofensas e calúnias por seus companheiros, namorados ou até mesmo colegas de profissão. Muitas das vezes acreditam na mudança, mas não há mudança, e elas acabam não denunciando por medo ou por se sentirem culpadas. 
Desde pequenas somos impostas ao machismo da sociedade, crescemos ouvindo "mulher tem que se dar o respeito", "lugar de mulher é na cozinha", "mulher no volante, perigo constante", frases que diminuem a mulher, fazendo com que elas sejam tratadas como objetos sexuais e propriedade particular dos homens. Uma pesquisa realizada pela Skol, em parceria com IBOPE, por exemplo, revela que o preconceito mais praticado no Brasil é o machismo, indicando também que cerca de sete a cada dez brasileiros já fizeram comentários intolerantes, mas só 17% acreditam ser preconceituosos. Infelizmente vivemos em um tempo em que o machismo mata, já que, dos 4473 assassinatos registrados em 2017, 946 casos foram de feminicídio, o que significa que os atos de violência foram cometidos contra as mulheres pelo simples fato de serem mulheres. 
No mês em que a Lei Maria da Penha completa mais um ano de vida (14 anos), a campanha "Agosto Lilás" ganha força em meio a tantos casos de agressões, estupro e morte. Chegou a hora de pedir ajuda! Vocês, mulheres, não estão sozinhas! A culpa não é sua, a culpa não foi de Tatiana nem da Maria da Penha. Procure ajuda! É possível ver os primeiros indícios para um feminicídio! Não sejam omissos, "metam a colher", pois vocês podem ajudar alguém a não ter a vida covardemente perdida! 

(Jhullyana da Silva)

01) O que os números do primeiro parágrafo revelam? Que importância eles têm para o texto em questão? 

02) Que informação a autora dá para dar credibilidade a esses números?

03) A que ditado popular ela recorre? Com que intuito?

04) Você acha que tem fundamento culpar tal ditado pelos vários casos de omissão em se tratando de violência doméstica? Argumente bem: 

05) Que exemplo é dado pela autora para tornar suas ideias ainda mais consistentes?

06) Por que é afirmado que "o machismo mata"? O que você pensa a respeito disso?

07) Podemos afirmar que há em tal frase uma personificação? Por quê?

08) A quem a autora de dirige no final do texto? Com que intenção?

09) A autora cita algumas frases machistas comumente usadas. Além delas, que outras você também citaria? 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente:

11) Justifique, respectivamente, todas as aspas utilizadas no texto:

12) Você já tinha escutado falar no "Agosto lilás"? Justifique sua resposta:


13) Posicione-se sobre a frase do cartaz do anúncio acima, argumentando bem para defender seu ponto de vista:  

14) Copie do referido anúncio uma antítese, explicando seu raciocínio:

15) Por que colocar um homem segurando o cartaz e não uma mulher fez e faz toda a diferença? 

16) Você acha que agredir uma vez é uma porta para que tal violência ocorra várias vezes? Por quê? 

17) Consegue imaginar algum caso ou situação em que a culpa pode ser da mulher? Comente: 

18) Por que você acha que a palavra CULPA aparece em destaque no cartaz? 


19) A que classe gramatical pertence a palavra LILÁS? Justifique sua resposta:

20) Justifique o acento indicativo de crase utilizado no cartaz acima:

21) Em "Um mês. Uma cor. Uma luta.", as palavras destacadas são artigos indefinidos ou numerais? Por quê? 

22) Elabore uma frase persuasiva utilizando as três palavras: MÊS, COR e LUTA: 


23) Justifique o emprego dos verbos no modo imperativo presentes no cartaz acima:

24) Por que há uma frase escrita em todo o braço da mulher e não em outro lugar do cartaz?

25) Comente por que tal frase encontra-se entre aspas:

26) O que tal frase indica? Que implícitos ela traz?


27) Podemos afirmar que há uma dupla possibilidade de interpretação para AME, presente no cartaz acima? Explique: 

28) Copie do cartaz um vocativo e um numeral: 

29) A abreviação de HORAS está correta ou incorreta, sem o S? Justifique sua resposta: 

30) O que faltou no cartaz acima, na sua opinião? 

31) Transcreva do cartaz acima os verbos no modo imperativo: 

32) Que espécie de jogo de palavras é usado para causar efeito em tal cartaz? 

33) Qual o sentido do verbo MASCARAR? Que outro verbo poderia substituí-lo? 

34) Que passagem faz menção (in)direta ao Coronavírus?

35) De que cartaz você mais gostou? Por quê?

36) Elabore você um cartaz bem criativo e eficaz para representar também o "Agosto Lilás":

37) Faça uma pesquisa sobre o "Agosto Lilás" e prepare um pequeno resumo dizendo como e quando ele surgiu, o porquê dessa cor, dentre outras curiosidades: 

Atividade sobre o gênero Lambe-lambe

LAMBE-LAMBE era o nome oferecido aos fotógrafos de rua, mas para o mercado publicitário possui as seguintes definições: Pôsteres artísticos de tamanhos variados que são colados em espaços públicos. Podem ser pintados individualmente com tinta látex, spray ou guache ou serem feitos em série com reprodução através de copiadoras. 

Também são chamados assim os cartazes com finalidades comerciais que, normalmente, divulgam shows musicais de casas noturnas, por serem elaborados, reproduzidos e colados por firmas ou agências de publicidade especializadas. 


01) Por que a propaganda acima fugiu do senso comum? 

02) Quem é o anunciante? 

03) Qual a intenção da propaganda? 

04) Que promessa a propaganda faz? Como isso é possível? 

05) Por que tal propaganda pertence ao gênero lambe-lambe? 


06) Qual o objetivo do cartaz acima? 

07) Quando tal cartaz era bastante usado? Onde você costumava vê-lo?

08) Hoje em dia onde se vê algo assim semelhante? 

09) Por que ele pertence ao gênero lambe-lambe? 


10) Por que a imagem acima é um lambe-lambe? 

11) Quem foi desenhada em tal cartaz? Por que você acha que ela foi escolhida? 

12) O que a frase tem a ver com a ilustração? 

13) Posicione-se sobre a afirmação presente no cartaz, argumentando bem: 

14) Qual o objetivo de tal cartaz?  Comente: 


15) A que gênero a imagem acima pertence? O que deu essa "pista"? 

15) O que você pensa a respeito da frase ali escrita? Comente: 

(Atividade feita em parceria com Jamila Roriz e Francine Gavio)

domingo, 30 de agosto de 2020

Atividade sobre o quadro "Perdido (Vagamundo)", de Livijian (1992)


01) O quadro retrata uma mulher com o rosto encoberto, sentada em um banco. Observe os detalhes e responda:

a) O que ela tem na mão esquerda?
b) O que ela está fazendo?
c) O que ela tem nos ombros?
d) Ela parece ser jovem ou ter mais idade? Por quê?
e) Os tênis estão sujos e gastos. O que isso revela?

02) Identifique no quadro ao menos três aspectos que lembram pobreza:

03) Observe a posição da cabeça da mulher e de seus braços e note que o rosto dela não é retratado no quadro. Por quê? Levante hipóteses: 

04) O que expressam a posição em que se encontra o corpo, o jeito retraído, a cabeça apoiada na mão direita? 

05) Na sua opinião, no que a personagem está pensando?

06) O jornal, agora servindo de tapete, antes poderia ter servido para quê?

07) Mesmo estando em condição de miséria, a personagem dá pão aos pombos. O que esse gesto revela sobre o caráter e os sentimentos dela? 

08) Em sua vida, a mulher parece ter encontrado pessoas com o mesmo caráter e os mesmos sentimentos dela? Justifique sua resposta: 

09) Onde provavelmente o banco fica? O que ele tem representado para a mulher? 

10) O quadro apresenta alguns sinais de modernidade. Identifique três deles: 

11) O quadro se constrói a partir de algumas relações de oposição. Cite algumas: 

12) Qual o único elemento representado com uma cor viva, quente? O que isso pode significar? 

13) Que outras cores são usadas na obra? Com que provável intenção?

Atividade sobre a música "Seja gentil", de Kell Smith


Seja gentil

Será que as pessoas conseguem
Prestar atenção nas letras das músicas
No meio de tanta correria?
Espero que sim.

Seja gentil com você
Respira fundo e pega leve 
leve o que não pesar no coração

Tá tudo bem se não tá tudo bem todo dia
Essa é a lição
Silenciar a mente e viver a vida
Ainda é a melhor opção
Ah, se não houver amor não se demore lá
Ah, que a previsão do tempo é que ele corre mais

Seja gentil com você
Seja gentil com você
Seja gentil com você

(Kell Smith e Bruno Alves)

01) Justifique o título dado à música:

02) Copie do texto marcas de oralidade, dizendo sua importância para o contexto:

03) Que conselhos o eu-lírico dá? A quem?

04) Diga a que classe gramatical pertencem as palavras sublinhadas na segunda estrofe:

05) Há, na música, uma paráfrase de uma frase de Frida Kahlo. Encontre-a:

06) Transcreva do texto verbos no modo imperativo, explicando o efeito que eles causam:

07) Que mensagem a canção transmite? Comente:

sábado, 29 de agosto de 2020

Atividade sobre "Confusão com o pacote de biscoitos"


O pacote de biscoitos 

Certo dia, uma moça aguardava seu voo na sala de embarque de um aeroporto. 
Como ela ainda tinha muitas horas pela frente, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos. 
A moça escolheu uma poltrona na parte reservada do aeroporto, para que ali pudesse descansar e ler em paz. 
Ao lado dela sentou-se um homem. 
Assim que ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela ficou indignada, mas não disse nada. Pensou: Mas que cara de pau! Se eu tivesse coragem, lhe daria um soco bem no meio do olho, para ele nunca mais se esquecer. 
A cada biscoito que ela pegava, o homem tamém pegava um. A atitude dele era tão inacreditável e a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. 
Quando restava apenas um biscoito no pacote, ela pensou: O que será que esse abusado vai fazer agora?
Então o homem dividiu o último biscoito ao meio e deixou a outra metade para ela. A moça ficou irada, bufando de raiva. Contrariada, pegou o livro, suas coisas e dirigiu-se ao portão de embarque. 
Ao se instalar confortavelmente em seu assento, para seu espanto, deu com o seu pacote de biscoitos ainda intacto dentro da bolsa. Sentiu uma enorme vergonha, pois se alguém havia comido o biscoito de alguém tinha sido ela, e agora já não havia mais tempo para pedir desculpas. 
O homem havia dividido seus biscoitos com ela sem se sentir indignado, enquanto ela ficara extremamente transtornada.

(Autor Desconhecido)

01) De que forma o vídeo e o texto se relacionam? 

02) Os personagens presentes em um são os mesmos presentes em outro? Comente: 

03) Você acha que essa questão dos personagens foi melhor explorada no vídeo ou no texto? Por quê?

04) A situação vivida pelos personagens é igual? Justifique sua resposta:

05) O que a moça do texto pensou em fazer logo que o homem pegou o primeiro biscoito? 

06) E qual foi a atitude da senhora assim que o jovem pegou o biscoito? 

07) O que você faria no lugar delas? Comente: 

08) As atitudes revelam um pouco do caráter tanto da moça quanto da velhinha. Associe uma palavra que caracterize ambas: 

09) Agir precipitadamente, na maioria das vezes, nos causa transtorno ou nos deixa em situações embaraçosas. Você costuma agira assim, sem pensar? Explique:

10) O que você faria ao perceber o seu erro? 

11) O que a atitude de cada um dos personagens revela? Analise: 

12) Sugira um título que sirva para ambos os gêneros explorados: 

13) Qual é a mensagem extraída da leitura de ambos os textos? Comente: 

(Atividade feita em parceria com o colega Leandro Samuel)

Atividade sobre BIOGRAFIA - Lázaro Ramos

O gênero textual que conta a história da vida de alguém se chama BIOGRAFIA (BIO é vida; GRAFIA é escrita) e é uma mistura entre jornalismo, literatura e história, em que se relata e registra a história da vida de uma pessoa, enfatizando os principais fatos, que podem ser contados em ordem cronológica ou por temas.  


BIOGRAFIA DE LÁZARO RAMOS

Luís Lázaro Sacramento Ramos é um ator, apresentador, cineasta e escritor brasileiro. Durante os anos de 1998 a 2002, foi âncora do Fantástico. Ganhou notoriedade ao interpretar João Francisco dos Santos, no filme "Madame Satã" (2002). 
Ele nasceu em 01 de novembro de 1978 e cresceu em meio ao cenário pobre, porém rico em cultura na periferia de Salvador. Foi justamente ali que o ator descobriria seu talento e chegaria a ocupar seu lugar no meio artístico. 
Com apenas 10 anos de idade, Lázaro aprendeu teatro na escola e já se apresentava como ator mirim em eventos escolares. Não demorou muito e engajou-se no projeto Bando do Teatro Olodum, que integrava jovens às artes cênicas através do teatro e do cinema. O grupo teatral, formado por atores negros, era dirigido por Márcio Meirelles, que sempre notou o talento nato de Lázaro. Neste tempo, o aprendiz de artes cênicas e futuro ator global, se dividia entre um laboratório de análises clínicas onde trabalhava para ajudar a sustentar a casa, já que era filho único e sua mãe estava doente. 
Ao passar em testes para a Globo para o papel de Foguinho, na novela "Cobras & Lagartos", que foi ao ar em 2007, o ator ganhou a simpatia nacional e se tornou um fenômeno, sendo indicado ao Emmy por sua excelente atuação. 
Antes de chegar à novela, a estreia de Lázaro foi na microssérie "Pastores da Noite", que lhe rendeu elogios dos principais diretores globais, levando-o a se juntar a outros atores da emissora, como Wagner Moura e Lúcio Mauro Filho, participando da série "Sexo frágil", onde ele interpretava homem e mulher. 
O ator é um ativista dos Direitos Humanos e de conscientização contra o racismo. Casado com a linda atriz Taís Araújo, têm dois filhos: João Vicente e Maria Antônia. Em 2013, ele e a esposa voltaram a contracenar juntos no filme "Acorda Brasil", em 2014, em "Geração Brasil" e, em 2015, em "Mister Brau".


01) Para que serve, para a sociedade, uma biografia?

02) Qual a profissão do biografado? Você o conhece?

03) Em que ano ele estreou na Rede Globo?

04) Onde ele nasceu?

05) Com quem ele é casado?

06) Por que esse texto não é uma autobiografia?

07) Copie do texto dois fatos e uma opinião:

08) Quando e por que ele foi indicado ao Emmy?

09) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

10) A caricatura ficou parecida com o biografado? O que foi acentuado nela? Por quê?

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Atividade sobre tirinhas e antíteses


01)  Copie da tirinha acima dois exemplos de antítese, justificando sua resposta:

02) Você concorda com as duas afirmações feitas? Por quê?

03) Você considera o Hagar machista? Justifique sua resposta:

04) Justifique as aspas utilizadas na tirinha:

05) A que se refere o pronome ISSO?

06) Qual a intenção do Hagar no último quadrinho?

07) Que ditado popular combinaria com a ideia da tirinha?

08) Crie uma fala para o interlocutor do Hagar no último quadrinho:


09) Explique o uso das reticências no primeiro quadrinho:

10) Que intertextualidade existe na tirinha? Explique:

11) Por que o pensamento do menino não deu certo? O que isso comprova?

12) Copie da tirinha uma onomatopeia, dizendo o que ela representa:

13) Circule na tirinha um vocativo:

Atividade sobre a música "Carta pra você", de Kell Smith


Carta pra você

Quanto tempo a gente leva pra aceitar?
Se é que a gente aceita, né?
Impossível alguém se preparar
Jamais deixarei de te amar
E esse amor é quem mantém a fé
De que ainda eu vou te encontrar

Escrevi o seu nome no meu coração
Tá marcado aqui
Esse é nosso eterno amor
Imortal em mim

Pode o tempo passar
Toda vida acabar
Ainda não é o fim!
Viver me faz te lembrar
Quase te tocar
Posso te sentir!

Quando a saudade apertar
Interrompendo o meu café
Vou sorrir ainda que chorar

(Kell Smith e Bruno Alves)

01) Justifique o título dado à mùsica acima:

02) A que se refere a palavra sublinhada na canção?

03) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

04) Transcreva da música três fortes marcas de oralidade:

05) Localize na canção uma passagem que indica tempo:

06) Copie do texto um verbo no gerúndio, explicando que efeito ele causa:

07) Que mensagem a canção transmite? Comente:

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Atividade sobre o poema "Gente miúda", de Sérgio Vaz

Gente miúda

Daniel 
não tinha documentos,
RG, certidão ou carteira profissional.
Não tinha sobrenome
não tinha número
nem cidade natal.

Quase um bicho
dormia na rua 
sobre as notícias
e acordava na sarjeta,
na calçada ou no lixo.

Os dentes, 
em intervalos,
mastigavam as migalhas do mundo,
as sobras do planeta. 

Era soldado
das tropas dos famintos.
Os trapos,
fardas dos miseráveis,
cobriam-lhe apenas o peito,
a bunda e o pinto.

Sangrava de dia 
o açoite do abandono. 

Amigos?
Só os cães,
que o protegia
dos seres humanos. 

Morreu,
velho e abatido,
depois de viver,
todos os dias, 
durante trinta e sete anos, 
como se nunca tivesse existido. 

(Sérgio Vaz)

01) Justifique o título dado ao poema acima:

02) Daniel, apesar de ter um nome, é uma figura anônima, desfavorecido economônica, social e culturalmente. O que comprova isso?

03) Ele pode ser considerado um cidadão? Por quê? 

04) Por que Daniel não tem os documentos citados no poema? Para que eles servem? 

05) Que grave problema social a história de Daniel revela? O que você pensa a respeito disso? 

06) Por que Daniel é comparado a um bicho? 

07) O que sugere a passagem "dormia sobre as notícias"? 

08) Que imagem é consntruída em "mastigava as migalhas do mundo, as sobras do planeta"? 

09) Por que Daniel era "um soldado das tropas dos famintos"?

10) Em que verso mais fica evidenciada a invisibilidade de Daniel? 

11) Daniel é um caso isolado, pontual, ou existem muitos iguais a ele por aí? Justifique sua resposta:

12) Localize e explique a metáfora presente na sexta estrofe: 

13) Por que os únicos amigos de Daniel eram os cães? 

14) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

15) Quando pessoas como Daniel são vistas pela sociedade? O que isso revela? 

16) Posicione-se sobre a passagem destacada na poesia, argumentando bem: 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Ana Cristina Pontes)




Atividade sobre a música "Eu vou conseguir", de Kell Smith


Eu vou conseguir 

Eu achei que fosse só uma fase ruim qualquer
Mas não era
Tomou conta de mim
Tudo foi perdendo a cor
O alimento, o sabor
Assim como eu perdi e me perdi

Eu já nem sei mais respirar
Confesso que eu não tô bem
Alguém aí pode me ouvir?
Não quero desistir!

Não é fraqueza em mim
É só cansaço
Mas eu sobrevivi aos meus piores dias, sim!
Eu tenho força em mim
E eu posso acreditar que eu vou conseguir

Juro que não é mentira,
Frescura, preguiça ou coisa assim
Ouvir isso é ruim
Não queria sentir dor
Mas até me dá pavor
Essa pressão pra me sentir feliz

(Kell Smith e Bruno Alves)

01) Justifique o título dado à música:

02) Qual parece ser o problema do eu lírico? Comprove com uma ou mais passagens do texto:

03) Você também se sente pressionada(o) pra ser feliz? Justifique sua resposta:

04) Copie do texto fortes marcas de oralidade:

05) A que se refere a palavra "ISSO", presente na última estrofe da música?

06) Que mensagem a canção transmite? Comente:

07) Localize no texto:

a) um advérbio de afirmação:
b) um advérbio de negação:
c) um pronome demonstrativo:
d) um pronome possessivo:
e) um advérbio de modo:
f) um advérbio de tempo:

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Atividade sobre "Reação em cadeia", da Escola da Inteligência

Situação-problema: Nick chegou atrasado à escola, entrou na sala de aula e estava com uma cara "amarrada"; estava nervoso, irritado. Sequer cumprimentou a professora ou solicitou-lhe permissão para entrar. 

Você deverá fazer cada uma das perguntas abaixo para cada aluno responder: 

01) O que você acha que pode ter acontecido com Nick?

02) Joel, um aluno da sala de Nick, faz gracinhas, tirando sarro com sua cara "feia". O que poderá acontecer?

03) Nick apela e parte para a agressão física contra Joel. Como os demais alunos vão se sentir?

04) Alguns alunos tomam partido de Nick; outros, de Joel; e outros ainda não tomam nenhum partido. O que será que vai acontecer?

05) Por conta da briga, os dois alunos vão conversar com a diretora. Como a diretora deve se sentir diante dessa situação? 

06) Após as aulas, a diretora chama a professora que estava na sala de aula quando Nick e Joel começaram a brigar. Como a professora deve ter se sentido?

07) O pai de Nick, um enfermeiro que trabalha em um hospital público, ao sair do plantão noturno, recebe um telefonema da escola solicitando sua presença por conta de algo que acontecera com o filho. Sua presença foi solicitada com urgência. Em que estado ele dirige até a escola?

08) A mãe de Joel estava em casa, recuperando-se de uma cirurgia no braço, quando recebeu a notícia de que deveria ir, com urgência, até a escola, para resolver algo que acontecera com seu filho. Como ela deve ter se sentido?

09) Os alunos da sala de aula, por terem apoiado (e até incentivado) a briga dos dois amigos, recebem a visita da coordenadora da escola na sala de aula antes de irem para casa. Os alunos são seriamente advertidos, e muitos não concordam com essa advertência. Em que estado eles vão para casa? 

10) Kaká é um dos alunos que não se envolveram na briga. Ao passar pelo portão da saída, ele vê Gina e Tetê  dando risadas da bronca que todos receberam. O que pode acontecer?

11) O pai de Nick, após a conversa com a diretora, irritado por saber do ocorrido, dá uma séria bronca no filho e pede a ele que vá para o carro. Ao entrar no carro e ligá-lo, olha para o relógio e perceber que está atrasado para pegar seu filho mais novo na outra escola. O que pode acontecer?

12) A diretora, após conversar com a mãe de Joel, percebe que ela não está bem e que aparentemente está bastante debilitada. Então ela pede ajuda a sua assistente e resolvem levá-loa ao hospital. O que pode acontecer?

13) A professora sai da escola muito triste com o ocorrido. Distraída, sai do estacionamento com seu carro e não percebe que um outro veículo vem em sentido contrário. A professora bate seu carro na porta traseira do outro carro. Desesperada, sai de seu carro e vê que dentro do outro veículo há uma menininha de mais ou menos 4 anos de idade. O que pode acontecer?

14) À noite, após o jantar, o pai de Nick o chama para uma conversa. Ele então lhe pergunta se havia necessidade de tanta irritação e estresse pela manhã, só porque ele, o pai, não poderá lhe dar o novíssimo jogo de videogame que ele deseja. Toca o telefone. O pai atende. É sua irmã mais nova contando que, na saída da escola, a professora de Nick, por distração, bateu o carro na porta traseira de seu carro e, por causa disso, sua filha de 4 anos de idade teve uma série fratura no braço direito. 

15) O que isso tem a ver com a corresponsabilidade inevitável? Explique bem: 

Atividade sobre a música "Chegaste", com Roberto Carlos e Jennifer Lopez


Chegaste

Tanto tempo vai caminhando
E ainda me pego recordando
Lágrimas rolaram dos meus olhos, enxuguei mais de uma vez
Tenho algumas marcas que ficaram em meu sorriso nesses anos
E também lembranças tão bonitas que o tempo não desfez

Quem diria 
Que você viria sem dizer que vinha
Porque nunca é tarde
Para apaixonar-se

Chegaste
Senti na minha boca um te quero
Como um doce com caramelo
Necessitava um amor sincero 

Chegaste
E ouvi da tua boca um te quero
Pra se apaixonar sempre é tempo
Necessitava um amor sincero

E agora que eu conheço os caminhos
Que me levam pros seus braços
Agora que o silêncio é uma carícia que a felicidade traz
Você e o seu sorriso iluminam minha vida e meus espaços
E chega me dizendo num sorriso não me deixe nunca mais

Quem diria que você viria...
Sem dizer que vinha
Porque nunca é tarde
Para apaixonar-se

(Roberto Carlos)


01) Justifique o título da canção:

02) Você concorda que "nunca é tarde para apaixonar-se"? Justifique sua resposta:

03) Transcreva da música uma passagem que revela algo inesperado:

04) Copie do texto marcas de oralidade:

05) Que comparação é feita no texto e com que intenção?

06) Que mensagem a música transmite? Comente:

07) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada, respectivamente:

(Música indicada pela colega de grupo: Mara Cindia

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Atividade das Caixinhas dos Pensamentos (positivos e negativos)


Por conta da correria, achei que já tivesse compartilhado aqui no blog essa atividade que eu simplesmente adorei, que o meu filho fez a pedido da escola e que constava no livro da EI "Escola da Inteligência". Resolvi, a exemplo, do "Potinho da Gratidão", já aqui compartilhado, tentar adaptar para os meus alunos e vamos ver se eles vão topar! 

Conforme a foto adianta, a atividade meio que se autoexplica. Você deverá pedir aos alunos para que criem duas caixinhas (ou você elabora uma e imprime, para servir de base): uma para acolher os pensamentos positivos e outra para os pensamentos negativos. Aí é só escolher um prazo para dar para eles e depois fazer uma dinâmica, observando como neutralizar os negativos e como valorizar os positivos! Autoconhecimento purinho! 

Atividade sobre a música "Xote das meninas", com Marisa Monte


Xote das meninas

Mandacaru quando fulora na seca
É o siná que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjoa da boneca
É siná que o amor já chegou no coração...
Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado, não quer mais vestir chitão

Ela só quer 
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando, sonhando acordada
O pai leva ao dotô a filha adoentada
Nao come, nem estuda, não dorme, não quer nada

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar

Mas o dotô nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
Que prá tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar

(Luiz Gonzaga)

01) Justifique o título dado à música:

02) Quantas estrofes e quantos versos tem a canção?

03) Qual é o primeiro sinal de que vai chover no sertão?

04) Quais são os indícios de que uma menina está se tornando adolescente?

05) Por que o pai considera a filha adoentada e a leva ao médico?

06) O que o médico quer dizer que "o mal é da idade"?

07) Copie da música marcas fortes de oralidade:

08) Por que você acha que os pais costumam se preocupar com os filhos que se tornam adolescentes? O que você pensa a respeito disso? 

09) Que variação linguística predomina no texto? Explique:

10) Que mensagem a música transmite? Comente: 

(Atividade feita em parceria com as queridas Ana Voug e Maria Aparecida)

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Atividade sobre a música "O mundo parou", de Dudu Nobre


O mundo parou 

O mundo parou.
Jesus Cristo, Alá, Oxalá,
Oh, meu Deus, eu peço piedade!

O mundo parou.
O Livro Sagrado
Procura razão pra essa enfermidade

Poderosos e ignorantes
Vão pedir socorro
Imagina o povão lá no morro
Passando mais fome e necessidade

(É verdade, Dudu!
Oh, o mundo parou
Bem melhor prevenir do que remediar

Faça o certo! 
É necessário se conscientizar!
Lavem as mãos com sabão,
Fuja da aglomeração
Cada um cada qual
Fortalece geral)

(Dudu Nobre) 


01) Justifique o título dado à canção, mencionando se ele contém ou não um exagero:

02) A que problema social se refere a música? Justifique sua resposta:

03) O que o segundo verso da primeira estrofe revela? O que você pensa a respeito disso?

04) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

05) A que se refere o pronome destacado na segunda estrofe?

06) Quais as razões para essa enfermidade? Levante hipóteses:

07) Que ditado popular encontra-se presente na canção? O que ele significa?

08) Copie do texto uma passagem que revela a necessidade do coletivo para superar essa fase:

09) O que é "fazer o certo"? Quais as recomendações básicas para evitar esse problema? Você tem feito a sua parte?

10) Transcreva da canção nítidas marcas de oralidade:

11) Embora a música esteja se referindo à pandemia, em nenhum momento essa palavra (ou similar) é mencionada. Por quê? Qual a única palavra que faz referência à doença?

12) O Coronavírus chegou ao Brasil pelas camadas mais abastadas da população, mas, em uma sociedade tão desigual quanto a nossa, acaba afetando mais as áreas mais pobres. Por que isso acontece?

13) Copie uma passagem do texto que revela esperança: 

14) Por que o eu poético pede piedade? O que você pensa a respeito disso? 

15) O que PIEDADE significa nesse contexto? Explique: 

16) Circule no texto os vocativos, explicando o que essas entidades representam diante da expectativa do eu-lírico:

17) Justifique o uso dos verbos no imperativo e no inifnitivo em algumas passagens da canção:

18) O eu-lírico praticamente divide as pessoas em dois grandes blocos. Quais? O que você pensa a respeito disso?

19) Que mensagem a música transmite? Comente:

20) Quais as primeiras ações que você pretende ter depois que o mundo voltar ao "normal"? 

(Atividade feita em parceria com as queridas amigas Ana Cristina Pontes e Zizi Cassemiro)

Atividade sobre a música "Carta ao futuro", de Detonautas


Carta ao Futuro

Hoje eu acordei com o vento explodindo na minha janela
E tentei sair do quarto num silêncio de capela
Só queria ter um tempo pra pensar sem compromisso
Nessa sua isenção que é o abrigo dos omissos

Lá fora os homens seguem se matando
Uns por dinheiro, outros por um pedaço de pão
Afinidades entre a cruz que mata em nome de Deus
E a espada que estraçalha o amor na mão dos irmãos 

Não me assusta, mas me esclarece
Despreza a ciência e faz uma prece
Esconde a mão manchada do sangue do corpo dos inocentes
Cês são Joaquim Silvério dos Reis
Nós somos Tiradentes

Ouvi um grito vindo lá do beco escuro
De uma criança sem pai perdida e sem futuro
Seus olhos lacrimejavam o desespero de alguém 
Que sabe que será abatido, invisível e nada além

Quantas histórias assim ficaram no caminho!
Num cemitério de ideias me vi sozinho
Se sou cançao sem refrão que fica na cabeça
Não interessa, eu sigo firme e forte, tenho pressa

Amanheceu o novo dia e tudo é sempre igual
Um loop eterno de notícias tristes no jardim
Mentiras e verdades que confundem o cidadão de bem
Eu sei quem é quem, eu sei quem é quem

O indiferente não se importa, ele só quer poder
Fará o possível e o impossível pra permanecer
Como um inseto pestilento em reprodução 
Fatia o bolo entre a família sem preocupação

E pra encerrar, a minha carta não é um lamento
É um aviso ao futuro de um novo tempo
A corte cairá, sobrará ninguém
O tempo ruim vai passar do pai ao filho
Ao Espírito Santo! Amém! 

(Detonautas)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie do texto dois pares de antítese, explicando suas escolhas:

03) Explique a expressão "num silêncio de capela":

04) Segundo o eu-lírico, por que os homens se matam? O que você pensa a respeito disso? Comente:

05) Por que Tiradentes é citado na música? Que efeito isso causa ao texto?

06) Explique os versos destacados na terceira estrofe:

07) Que críticas sociais a música fortemente faz? Justifique sua resposta:

08) Há alguma crítica no aspecto religioso? Comprove com uma passagem do texto:

09) Copie do texto fortes marcas de oralidade:

10) Por que você acha que o eu lírico "tem pressa"? Pressa de quê?

11) Por que a palavra LOOP aparece, no texto, em itálico? Que outra palavra poderia substituí-la?

12) Transcreva da canção uma comparação, explicando se ela foi ou não eficaz:

13) Copie uma passagem que revela pessimismo:

14) Explique o final da canção ao remeter a uma conhecida oração:

15) Associe o verso "Mentiras e verdades que confundem o cidadão de bem" a alguma situação atual: 

16) Interprete o verso "Nessa sua isenção que é o abrigo dos omissos", mencionando se há ou não nele a presença de uma metáfora:

17) A canção tem caráter premonitório e meio apocalíptico? Justifique sua resposta acrescentando trechos que comprovem sua resposta: 

18) Quais são os sentimentos do eu-lírico em relação aos fatos expostos por ele? 

19) Escreva um texto descritivo que retrate o contexto atual na visão do eu-lírico:

20) Ao se referir à "afinidade entre a cruz e a espada", que tipo de crítica está sendo feita? 

21) Que figura de linguagem mais se aproxima da expressão citada na questão acima? 

22) Há algum destinatário para essa "carta"? Levante hipóteses: 

23) Localize a estrofe que faz referência aos meninos de rua. O que é informado a respeito deles? 

24) O eu-lírico aponta ALGUÉM como responsável pelo caos, embora não mencione isso claramente. É possível identificá-lo? 

25) O que o eu-lírico pensa a respeito das fake news? Posicione-se sobre isso: 

26) Quais as express~ies utilizadas pelo eu-lírico que identificam a pessoa a qual ele se refere? 

27) Quais são as acusações que o eu-lírico faz a uma determinada pessoa? 

28) Quando o eu-lírico afirma que a corte cairá, a que ele se refere? Por que usou essa expressão? 

29) Que versos da canção podem ser associados ao momento atual que estamos vivendo? 

30) Atualmente, no Brasil, quem é o "cidadão de bem"? 

31) A canção cita questões sociais enfrentadas e vividas neste momento pelo nosso país. Quais são elas? Cite-as: 

32) Por que você acha que o indiferente não se importa? Que indiferença seria essa? 

33) Cite episódios históricos em que "se mata em nome de Deus", mencionando o que você pensa a respeito disso: 

34) Cite episódios corriqueiros em que os homens se matam por dinheiro ou por um pedaço de pão:

35) Que mensagem a música transmite? Comente:

36) O texto é realmente uma CARTA? Explique:

37) O vocalista Tico Santa Cruz explicou sobre a canção em comunicado à imprensa: "desejamos que a música seja uma carta em defesa da democracia e do social do nosso país". Em quais situações a democracia no país vem sendo atacada? Explique: 

38) Transforme a música em uma HQ:

(Música indicada pela colega Hervana Grandsire e parceria das amigas
 Aparecida Carvalho, Zizi Cassemiro e Ana Cristina Pontes nas questões)

Atividade sobre o texto "Por que choramos ao cortar cebola?", de Alexandre Leiras Gomes


Por que choramos ao cortar cebola? 

Não importa quem está no comando das artes culinárias, mesmo o mais bravo dos mestre-cucas se debulha em lágrimas diante de uma cebola! Se você já passou pela experiência de cortar uma, sabe que não se trata de emoção de cozinheiro e, sim, de ardência nos olhos mesmo. Mas por que a cebola faz qualquer um chorar? 
A explicação está na química. Dentro das células da cebola existem compostos de uma substância chamada enxofre, que é responsável pelo cheiro característico do vegetal. Quando as células se rompem pela ação da faca, esses compostos se transformam em gases que são liberados no ar e chegam até os nossos olhos, fazendo-os arder. 
Sentimos o desconforto na visão porque os gases liberados pela cebola se transformam em ácido quando entram em contato com a lágrima natural que lubrifica nossos olhos. Como o tal ácido é um composto estranho para o corpo, nosso organismo logo se dá um jeito de se proteger, ativa as nossas glândulas lacrimais -- os nossos, digamos, para-brisas oculares --, que produzem mais lágrimas para lavar a irritação e expulsar o ácido indesejado. 
Quer dizer que toda vez que precisamos cortar uma cebola vai ser esse chororô? Nada disso! Aqui vai uma dica preciosa que você pode espalhar para os adultos: lave bem a cebola e corte-a debaixo da torneira. Desse modo, o ácido irá se formar quando entrar em contato com a água e não com os seus olhos. Mas é preciso ser ágil para evitar o desperdício desse líquido tão precioso! 

(Alexandre Leiras Gomes)


01) Qual é o tema explorado no texto acima? Justifique sua resposta: 

02) Por que é um artigo científico? Quais são as características relativas ao gênero?

03) Qual é a explicação contida no texto para o choro durante o corte de uma cebola? Ela convence?

04) Que advertência (ou tipo de alerta) foi feita ao leitor do texto? O que você pensa a respeito disso?

05) Qual é o público-alvo? Comprove com uma passagem do texto:

06) Que dica o texto dá para resolver esse problema do chororô cortando cebola?

07) Você já experimentou tal dica? Funcionou? Comente:

08) Circule todos os verbos no modo imperativo no texto, explicando a sua função:

09) Copie do artigo marcas de oralidade, dizendo a importância delas para o contexto:

10) Você acha que o artigo enciclopédico cumpriu com o seu objetivo? Por quê?

11) Faça um comentário a respeito da linguagem utilizada no texto, mencionando se ela é pessoal ou impessoal:

12) Justifique o porquê destacado no texto:

13) Localize no texto:

a) duas palavras proparoxítonas:
b) duas palavras paroxítonas:
c) duas palavras oxítonas:
d) um monossílabo tônico acentuado:
e) um substantivo composto:
f) um substantivo derivado:
g) um advérbio de intensidade:
h) um numeral, classificando-o:
i) um advérbio de negação:
j) um advérbio de afirmação:

(Atividade feita em parceria com a amiga Ana Cristina Pontes

domingo, 23 de agosto de 2020

Atividade sobre o texto "Ser independente é uma questão de sobrevivência", de Cláudia Rodrigues


Ser independente é uma questão de sobrevivência

Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e, mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos. 
Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando a malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides. 
Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa  suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo. 
Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário. 
Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo.
Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos. 
Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa", um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar. 
Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, autoestima, senso de dever e responsabilidade. 
Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados, que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente. 
A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no iPhone

(Cláudia Rodrigues)

01) Justifique o titulo do texto:

02) Posicione-se sobre a ideia contida no título do texto, argumentando bem:

03) Qual é a ideia presente no primeiro parágrafo? O que você pensa a respeito disso? Explique: 

04) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Que ideia a autora defende no segundo parágrafo? Posicione-se sobre isso: 

06) Explique a presença dos diminutivos nesse mesmo parágrafo: 

07) O sentido da palavra MALA, no terceiro parágrafo, é o mesmo do presente no parágrafo anterior? Justifique sua resposta: 

08) Você acha que houve ou não um exagero no quinto parágrafo? Por quê? 

09) Observe a passagem em destaque no texto e reescreva a fim de evitar repetições de palavras: 

10) Justifique as aspas utilizadas no texto: 

11) Você concorda com a afirmação feita no segundo parágrafo? Justifique sua resposta:

12) Um dos desafios com os filhos é o processo de criação e educação. Você concorda com essa afirmação? Por quê?

13) Segundo o texto, qual o erro mais comum dos pais? Você concorda que eles erram tentando acertar? Explique:

14) Que conselhos a autora nos dá sobre o que devemos ensinar aos filhos?

15) Há muita permissividade rondando as famílias nos dias de hoje. Você concorda com essa afirmativa? Justifique sua resposta:

16) Por que as formas de conduta são importantes para o desenvolvimento de uma criança?

17) O texto faz distinão na educação de meninos e meninas? Comprove sua resposta utilizando elementos do próprio texto:

18) Proteger as pessoas que amamos é essencial. Por que a proteção aos filhos deve ser diminuída à medida que elas crescem?

19) Você acha que a superproteção dos pais pode ser prejudicial aos filhos? Por quê?

20) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

21) Que crítica existe, em especial, no último parágrafo do texto? O que você pensa a respeito disso?

22) Que ações, na sua opinião, colaboram para tornar jovens empáticos e solidários? 

(Texto enviado pela Else Portilho e atividade feita em parceria
 com a amiga Ana Cristina Pontes )

Atividade sobre o texto "Na fila da liberdade", de Mário Prata


Na fila da liberdade

É interessante notar as diferenças em filas, de um lugar para o outro. Em Florianópolis, por exemplo, tanto nas filas de banco como de supermercado, as pessoas ficam conversando, com calma, esperando. Mesmo no Rio de Janeiro, enfrenta-se uma fila com mais humor.
Na cidade de São Paulo, a fila é uma tortura. A fila é triste e interminável. Parece que, se fosse possível, a gente mataria aqueles quatro ou cinco que estão na nossa frente. E, se alguém conversa com alguém, o assunto é a própria fila. Uns chegam a dizer palavras chulas. Xingam, como se a culpa fosse da pobre mocinha que está do outro lado da fila, muito mais aflita que os filenses. 
Pois foi numa dessas filas que o fato se deu. 
Era uma bela fila, de umas dez pessoas. E em supermercado, com aqueles carrinhos lotados, a gente ali olhando a mocinha tirar latinha por latinha, rolo por rolo de papel higiênico, aquela coisa que não tem fim mesmo. E naquela fila tinha um garotinho de uns dez anos, que existe apenas uma palavra para definir a figurinha: um pentelho. Como muito bem define o Houaiss: "pessoa que exaspera com sua presença, que importuna, que não dá paz aos outros". 
Pois ali estava o pentelhinho no auge de sua pentelhação. Quanto mais demorava, mais ele se aprimorava. E a mãe, ao lado, impassível. Chegou uma hora que o garoto começou a mexer nas compras dos outros. Tirar leite condensado de um carrinho e colocar no outro. Gritava, ria, dava piruetas. Era o reizinho da fila. E a mãe, não era com ela. 
Na fila do lado (aquela de velhos, deficientes e grávidas), tinha um casal de velhinhos. Mas velhinhos mesmo, de mãos dadas. Ali, pelos oitenta anos. A velhinha, não aguentando mais a situação, resolveu tomar as dores de todos e foi falar com a mãe. Que ela desse um jeito no garoto, que ela tomasse uma providência. No que a mãe, de alto e bom tom:
-- Educo meu filho assim, minha senhora. Com liberdade, sem repressão. Meu filho é feliz. É assim que se deve educar as crianças hoje em dia. 
A velhinha ainda ameaçou dizer alguma coisa, mas se sentiu antiga, ultrapassada. Voltou para a sua fila. Só que não encontrou o seu marido, que havia sumido. 
Não demorou muito e se aproximou da mãe do pentelho, abriu e entornou tudo na cabeça da mulher.
 -- O que é isso, meu senhor?
O velhinho colocou o vasilhame (que palavra antiga) no seu carrinho e, enquanto a mulher esbravejava e o pentelho morria de rir, disse bem alto: 
-- Também fui educado com liberdade!!! 
Foi ovacionado. 

(Mário Prata) 

01) Justifique o título dado à crônica acima:

02) Qual é o tema do texto? Justifique sua resposta:

03) Explique o emprego das aspas no texto:

04) Copie do texto um vocativo:

05) O que você faria no lugar da mãe do menino? Justifique sua resposta:

06) O que você achou da ideia do velhinho? Será que ela surtiu o efeito desejado?

07) Que ditado popular se adequa ao texto lido? Por quê?

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Você também teria coragem de, assim como a velhinha, reclamar com a mãe do pentelho? Explique:

sábado, 22 de agosto de 2020

Atividade sobre o texto "Vizinha fake news", de Nádia Coldebella


Vizinha fake news

A primeira fake news da vida de Ana chegou quando ela devia ter três, quatro anos:
-- Menina, não aponta o dedo pro céu pra contar estrela que vai nascer verruga -- era a vizinha quem dizia. 
Isso foi terrível, primeiro porque ela não queria ter verruga nos dedos, depois porque amava contar estrelas. E ela tinha contado muitas estrelas aquele dia. Junto com a filha da vizinha. 
Foi dormir e o sono não foi tranquilo. Estava muito preocupada com a quantidade de verrugas que iriam nascer nos seus dedos.
-- Será que vai ser uma verruga para cada estrela? -- pensou no meio da noite, desatando a chorar. 
Felizmente, em seus dedos nenhuma verruga nasceu. Alguns dias depois, percebeu que os dedos da filha da vizinha estavam infestados de bolinhas estranhas. Anos mais tarde, Ana descobriu que isso era comum em crianças ansiosas, o que fazia todo o sentido em se tratando da filha da vizinha, que tinha uma mãe como aquela. 
Ana cresceu e passou a subir escondida no telhado da casa. Gostava de ficar lá, só olhando o céu e imaginando de onde teria vindo. Porém, nunca mais em sua cida contou estrelas. 
Depois dessas, outras fake news vieram, geralmente da mesma fonte. Não entendo porque algumas crianças gostam tanto de ouvir disparates, talvez porque aguça a imaginação fértil. Ana escutava muito a vizinha, sem perceber, na época, que ela dizia o que dizia com um prazer cruel estampado no rosto. 
As fakes news mais ouvidas eram as que a faziam sofrer, geralmente relacionadas com a possível morte de alguém de sua família. Ela se tornou obcecada em deixar o chinelo milimetricamente arrumado ao lado da cama, fora do caminho. de qualquer um. Se ele estivesse virado, provavelmente sua mãe morreria. E protagonizou uma briga farônica com o filho da vizinha, criativamente apelidado pela mãe de Mindinho -- embora ele fosse bem grande. O Mindinho a acusou de querer matar a própria mãe, porque Ana brincava de andar para trás. Essa era uma das únicas brincadeiras em que ela e a irmã não brigavam,mas que foi cortada do seu rol de diversões porque não poderia conviver com a culpa de ser a responsável pela morte da mãe. 
Na medida em que crescia, Ana resolveu testar algumas das histórias plantas pela vizinha entre a criançada da rua e que, ao seu ver, eram menos perigosas. 
Saiu várias vezes de casa, escondida, em dia de chuva, procurando um arco-íris acessível. Tinha esperança de passar por debaixo dele e voltar logo depois, só pra ver por alguns instantes como era ser menino. Vivia deitada no chão pedindo para os irmãos passarem por cima dela, só para não crescer. 
Assim, foi desvendando pouco a pouco as mentieas de que vinha sendo vítima. Quando a vizinha aparecia em casa, Ana insistentemente colocava a vassoura atrás da porta, bem a sua vista. 
-- Para com isso, Ana -- dizia a mãe. Mas a menina se fazia de surda. Esperava que a vizinha percebesse o recado e errasse o rumo da sua casa. Logo a mãe entendeu e, já farta de tantas fake news espalhadas pela abominável criatura, parou de abrir a porta de sua casa para ela, sempre inventando alguma desculpa para estar ocupada exatamente naquela hora, fosse que hora fosse. 
Depois disso, Ana passou algum tempo sem saber da vizinha. Mas já era tarde. As fake news da vizinha alteraram para sempre sua espontaneidade infantil. Anos depois marcaram, de forma muito cruel, o fim de sua adolescência, quando aquele ser humano foi responsável por mergulhar sua jovem vida numa nova onda de falsas notícias, completamente assombrosas, chaadas fofoca. 
É que a vizinha nunca havia esquecido da vassoura atrás da porta. 
Quero esclarecer que existem dois tipos de fofoca e duas intenções que a acompanham. Um tipo de fofoca é falar mentiras sobre a vida de alguém a terceiros, como se estas mentiras fossem verdades; o segundo tipo é divulgar os fatos verídicos da vida de uma pessoa, sem que essa pessoa tenha dado consentimento para isso. Das intenções, uma se trata de um simples comentário, pretensamente "inocente"; a outra intenção tem finalidade maligna da difamação. 
No caso de Ana foi o primeiro tipo de fofoca com a segunda das intenções. 
Faço aqui um parêntese: se algum leitor deseja saber como é o inferno, sugiro que prove o efeito da fofoca sobre sua vida. Vejam o que aconteceu com Ana. 
Dia após dia, a vizinha batia na porta de sua família para contar o que havia descoberto sobre a Ana.
-- A menina não estava na escola. Não! Não estava, não... Ela estava por aí, se é que você me entende. 
Ou então: 
-- Ela não tá trabalhando não. Vocês nem imaginam o que ela está fazendo agora. 
Embora os pais conhecessem a fama da boca maldita da rua, passaram a sondar a pobre adolescente e logo, para sua própria segurança, Ana passou a ter os passos vigiados. A vizinha foi desmascarada quando sugeriu que, noite dessas, Ana teria fugido de casa na madrugada e voltado antes de os pais acordarem. Curiosamente, essa foi a mesma noite em que Ana foi levada ao hospital pelo pai por conta de uma forte febre. 
Ana só se livrou da velha boca suja quando foi embora, estudar, em outra cidade. Levou anos para juntar os cacos das fake news do início da vida. Ela não só sobreviveu, como superou e esqueceu da vizinha. 
Recentemente, porém, Ana procurou uma psicóloga. Precisava de ajuda. O trauma havia voltado com força. É que ela tem acompanhado as notícias nas redes sociais e reconhece o padrão. Não fala nada para ninguém por medo de ser chamada de louca, mas tem certeza de que a vizinha anda dando consultoria em fake news por aí. 

(Nádia Coldebella)


01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual foi a primeira fake news da vida de Ana? Que sentimento isso gerou na menina? 

03) As fake news eram, na verdade, superstições. Qual a diferença entre uma e outra? Comente:

04) Você já tinha escutado falar nas superstições citadas no texto? Quais? Você conhece mais alguma?

05) Por que os dedos da filha da vizinha estavam infestados de "bolinhas estranhas"?

06) O que fez Ana passar a deixar o chinelo arrumado ao lado da cama? 

07) O que a menina deixou de fazer para não conviver com a "culpa pela morte da mãe"?

08) Como Ana descobriu que as histórias contadas pela vizinha não eram reais?

09) Por qual motivo a garota colocava a vassoura atrás da porta quando a vizinha aparecia em sua casa? 

10) De acordo com o texto, quais são os tipos de fofoca que existem? Qual deles você considera mais grave? Por quê? 

11) Qual dos tipos de fofoca a vizinha passou a fazer a respeito de Ana quando a garota atingiu a adolescência? Por que a mulher fazia isso?

12) Como os pais de Ana descobriram que as histórias contadas a respeito dela eram mentirosas? 

13) Explique o trecho em destaque no final do texto, comentando por que Ana tem certeza de que a vizinha está "dando consultoria": 

14) Circule no texto todos os vocativos:

15) Por que há palavras em itálico no texto? Que palavras poderiam substituí-las? 

16) Qual o sentido transmitido pela conjunção utilizada na primeira passagem em destaque no texto? 

17) O pronome ISSO (sublinhado no início do terceiro parágrafo) retoma o quê? 

18) Copie do texto um adjetivo utilizado para caracterizar a vizinha de Ana: 

19) Qual é a mensagem transmitida pelo texto? Comente: 

20) Localize no texto:

a) três numerais, classificando-os:
b) um advérbio de negação:
c) três marcas de oralidade:
d) dois substantivos próprios:
e) dois advérbios de tempo:
f) um pronome possessivo: 
g) dois adjetivos: 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Maiara Batista)