sexta-feira, 31 de julho de 2020

Atividade sobre o texto "O passarinho engaiolado", de Rubem Alves

O passarinho engaiolado

Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida o mínimo que se poderia dizer era que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos funcionários públicos. 
Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita com arames de ferro ou de deveres. Os sonhos aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na alma, que cada um enche como pode. Assim, restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era o aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da segurança da gaiola. 
Bem se lembrava do dia em que, enganado pelo alpiste, entrou no alçapão. Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro. Do alçapão para a gaiola o caminho foi curto, através da Ponte dos Suspiros. 
Há aquele famoso poema do Guerra Junqueiro, sobre o melro, o pássaro das risadas de cristal. O velho cura, rancoroso, encontrara seu ninho e prendera os seus filhotes na gaiola. A mãe, desesperada com o destino dos filhos, e incapaz de abrir a portinha de ferro, lhes traz no bico um galho de veneno. Meus filhos, a existência é boa só quando é livre. A liberdade é a lei. Prende-se a asa, mas a alma voa... Ó filhos, voemos pelo azul!... Comei! 
É certo que a mãe do passarinho nunca lera o poeta, pois o que ela disse ao seu filho foi: Finalmente minhas orações foram respondidas. Você está seguro, pelo resto de sua vida. Não há a temer. Não é  preciso se preocupar. Acostuma-se. Cante bonito. Agora posso morrer em paz! 
Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos. Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, nos seus voos tranquilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas, voando como flechas. Ah! Se aquela maldita porta se abrisse. 
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta? Ele poderia agora relizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre! 
Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentia um pouco de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se se suas asas aguentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Neste momento um insetinho passou voando bem na frente do seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu mostrando a língua.
-- Ei, você! -- era uma passarinha. -- Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção ao gato, que anda por lá... Só o nome gato lhe deu um arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de  pimentas. A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome. 

(Rubem Alves)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Quem, segundo o narrador, tem a vida tranquila e segura? O que você pensa a respeito disso? 

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no segundo parágrafo do texto, argumentando bem: 

04) Copie do texto uma prosopopeia, explicando seu raciocínio:

05) Faz sentido afirmar que o passarinho pagava aluguel? Por quê? 

06) Justifique o uso do itálico no texto: 

07) Circule no texto os vocativos: 

08) Transcreva do texto uma comparação, explicando-a: 

09) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa: 

10) Explique o efeito causado pela repetição no verso destacado no texto: 

11) Como era a vida que o passarinho levava?

12) Que relação o autor estabelece entre a Ponte dos Suspiros e o que aconteceu com o passarinho?

13) O texto apresenta, a respeito da vida, o ponto de vista de duas mães: a dos melrinhos e a do passarinho preso.

a) Qual a diferença entre esses pontos de vista?
b) O que você pensa dessas duas opiniões?

14) Qual seria, para o passarinho, o lado bom e o lado ruim de aceitar o convite feito pela passarinha? O que você teria feito no lugar dele?

15) Você acha que o passarinho ficou com "um buraco na alma"? Justifique sua resposta:

16) E você, o que pensa a respeito da decisão final do passarinho? Comente:

17) Qual a finalidade do texto? Explique:

18) Que mensagem o texto transmite? Comente:

20) O final foi inesperado? Por quê? 

Atividade sobre o gênero NOTÍCIA - "Menino morde pit bull..."


Menino morde pit bull após ser atacado em Sabará

Ele brincava no quintal da casa do tio quando o cão, 
que estava preso, avançou e mordeu seu braço.

SÃO PAULO - Um garoto de 11 anos mordeu um pit bull, após ser atacado pelo animal, na terça-feira, 22, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo informações do Corpo de Bombeiros. 
Ele brincava no quintal da casa do tio quando o cão, que estava preso a uma corrente, avançou e mordeu seu braço. De acordo com o depoimento do menino, ele apertou o pescoço do cachorro e deu a mordida para se defender. 
Um dos dentes do garoto chegou a quebrar e ficar preso ao animal, segundo os bombeiros. Testemunhas conseguiram separar o cão do menino, que foi levado para o Hospital João XXIII. Ele foi medicado e levou cerca de sete pontos no braço. Em seguida, foi liberado. O cachorro foi encaminhado ao Centro de Zoonoses da cidade, onde ficará sob observação. 

(Estado de São Paulo)

01) Qual a finalidade do texto acima? Ela foi alcançada? 

02) Qual o assunto da notícia? Justifique sua resposta: 

03) Onde o fato aconteceu? 

04) O que ele tem de incomum? O que você pensa sobre isso?

05) O que você faria no lugar do menino? Comente:

06) Responda às principais informações que precisam constar em uma notícia:

a) O quê?
b) Onde?
c) Quando?
d) Como?
e) Por quê?

07) Que palavra aparece em itálico no texto? Por quê?

08) Elabore uma espécie de diálogo entre o menino e o cachorro, tempos depois do ocorrido: 

Atividade sobre a crônica "Os certinhos e os seres do abismo", de Luís Fernando Veríssimo

Os certinhos e os seres do abismo

Era assim no meu tempo de frequentador de aulas ("estudante" seria um exagero), mas não deve ter mudado muito. A não ser quando a professora ou o professor designasse o lugar de cada um segundo alguma ordem, como a alfabética -- e nesse caso eu era condenado pelo sobrenome a sentar no fundo da sala, juntos os Us, os Zs e outros Vs --, os alunos se distribuíam pelas carteiras de acordo com uma geografia social espontânea, nem sempre bem definida mas reincidente. 
Na frente sentava a Turma do Apagador, assim chamada porque era a eles que a professora recorria para a ajudar a limpar o quadro-negro e os próprios apagadores. Nunca entendi bem por que se sujar com pó de diz era considerado privilégio, mas a turma do apagador era uma elite, vista pelo resto da sala como favoritos do poder e invejada e destratada com a mesma intensidade. Quando passavam para os graus superiores, os apagadores podiam perder sua função e deixar de ser os queridinhos da tia, mas mantinham seus lugares e sua pose, esperando o dia da reabilitação, como todas as aristocracias tornadas irrelevantes. 
Não se deve confundir a Turma do Apagador com os certinhos e os Bundas de Aço. Os Certinhos ocupavam as primeiras fileiras para não se misturar com a Massa que sentava atrás, os Bundas de Aço, para estarem mais perto do quadro-negro e não perderem nada. Todos os Apagadores eram certinhos mas nem todos os Certinhos eram Apagadores, e os Bundas de Aço não eram necessariamente certinhos. Muitos Bundas de Aço, por exemplo, eram excêntricos, introvertidos, ansiosos -- enfim, esquisitos. Já os certinhos autênticos se definiam pelos que não eram. Não eram nem puxa-sacos como os Apagadores, nem estranhos como os Bundas de Aço, nem medíocres como a Massa, nem bagunceiros como os Seres do Abismo, que sentavam no fundo, e sua principal característica eram os livros encapados com perfeição. 
Atrás dos Apagadores, dos Certinhos e dos Bundas de Aço ficava a Massa dividida em núcleos, como o núcleo do Nem Aí, formado por três ou quatro meninas que ignoravam as aulas, davam mais atenção aos próprios cabelos e, já que tinham esse interesse em comum, sentavam juntas; o Clube dos Debates, algumas celebridades (a garota mais bonita da aula, o cara que desenhava quadrinhos de sacanagem) e seus respectivos círculos de admiradores, e nós do Centrão Desconsolado, que só tínhamos em comum a vontade de estar em outro lugar. 
E no fundo sentavam os Seres do Abismo, cuja única comunicação com a frente da sala eram os ocasionais mísseis que disparavam lá de trás e incluíam desde o gordo que arrotava em vários tons até uma protodark, provavelmente a primeira da hisrtória, com tatuagem na coxa. 
Mas isso, claro, foi na Idade Média. 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Por que o texto é uma crônica?

03) Justifique as aspas usadas na palavra "estudante" e por que o autor assim não se considerava?

04) Explique a última frase do texto, dizendo se ela foi ou não irônica:

05) Que mensagem o texto transmite? Comente:

06) Que reflexões esse texto de Veríssimo provocou em você?

07) Existem diferenças e semelhanças entre os alunos descritos pelo autor e os que frequentam as salas de aula atualmente? Justifique sua resposta:

08) De que turma você seria? Justifique sua resposta:

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Atividade sobre o editorial "Tragédia evitável"


Tragédia evitável

É evidente o despreparo das autoridades brasileiras no combate aos desastres ambientais causados pelo fogo, como demonstra o grave incêndio dos últimos dias no Jardim Botânico de Brasília. Mais de 80% da reserva foram atingidos, incluindo matas ciliares. Dramas similares ocorrem, simultaneamente, nos estados do Centro-Oeste e no sul da Amazônia, e não há nada que os bombeiros possam fazer diante das dimensões do problema. Sobram disposição e coragem para enfrentar as chamas, mas faltam equipamentos eficientes para atuar no cenário florestal. Agindo em locais de difícil acesso, os homens lutam contra a natureza com pás, galhos verdes, bombas de águas portáteis e a ajuda ocasional de um helicóptero de pequeno porte, meios insuficientes diante de imensos desafios encontrados.
Os incêndios são tragédias anunciadas. O fogo, em grande parte das vezes causado por raios, é parte indissolúvel do ecossistema do cerrado no período da seca. Infelizmente, muitas vezes a causa não é natural. Queimadas para aberturas de novas frentes agrícolas fogem ao controle, e os resultados são trágicos, como em Roraima, no ano de 1998, quando 40 mil quilômetros quadrados foram destruídos, incluindo-se nesse total florestas primárias, savanas, campinas e ambientes florestais já transformados para agricultura e pecuária.
As soluções são conhecidas e acessíveis, embora todas as esferas governamentais, municipal, estadual e federal, insistam em desconhecê-las. A principal delas seria a criação de uma frota de aviões-bombeiros, como as mantidas pelos governos norte-americano, russo e dos países europeus e asiáticos. O custo inicial de aquisição pode ser alto, mas os benefícios, com a proteção do patrimônio vegetal e animal, se estendem ao longo dos anos, amortizando rapidamente o investimento. Mais: a utilidade dos aviões-bombeiros não se limita ao ambiente rural. Eles são imprescindíveis no combate ao fogo em ambientes urbanos de difícil acesso, como favelas, podendo preservar dezenas de vidas numa emergência.
Em alguns países, como no Japão, funciona uma parceria entre a Defesa Civil e militares. Aviões de transporte de carga são adquiridos pelas autoridades civis e entregues para uso da força aérea. Em caso de necessidade, tanques para a dispersão de líquido são instalados rapidamente. Em pouco menos de quatro horas o aparelho está pronto para despejar toneladas de água gelatinizada sobre os focos principais de incêndio. Noutras nações, a França é um exemplo, a Defesa Civil opera pequenas forças aéreas especializadas no combate a incêndios florestais, equipadas com hidraviões capazes de captar água de rios, lagos e represas. A maior vantagem nesse caso é a rapidez com que entram em operação.
É importante destacar que o território brasileiro abriga a maior diversidade biológica em ecossistemas, que vão de florestas tropicais úmidas a ambientes semi-áridos. Protegê-la é tarefa de Estado. Perder 80% da superfície de uma reserva ecológica é trágico, principalmente quando existe uma solução viável para o problema. As autoridades precisam apenas implementá-la.

(O NORTE - João Pessoa)


01) Justifique o título do editorial acima:

02) Copie do texto dois fatos e duas opiniões:

03) Explique por que o verbo em destaque no começo do texto encontra-se no plural:

04) Que ideia é transmitida pela conjunção que se encontra em negrito no texto?

05) Qual o problema levantado no texto? O que você pensa sobre isso?

06) Qual a solução dada pelo editorial? Você acha que é válida? Comente:

Homem põe fogo no próprio carro e causa incêndio em reserva no RJ

Um homem foi preso ontem na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, sob suspeita de atear fogo no próprio carro para conseguir o dinheiro do seguro do veículo, tendo causado um incêndio  de grandes proporções em uma reserva local. [...] 



07) O que a notícia acima revela? Comente sobre isso:

08) De que forma ela dialoga com o edtorial? Explique: 

Atividade sobre o texto "Troca de presentes", de Mário Baggio


Troca de presentes

Ela foi embora e a ele restaram o corpo enrugado, o coração no osso e as caspas no cabelo. Não se conformou. Para convencê-la a voltar, cortou uma das orelhas e a enviou por correio, numa caixinha de veludo feita especialmente para isso. Juntou uma mensagem manuscrita com alguma poesia: "Se não for junto com você, não quero ouvir mais nada, nem o canto mais belo do mais belo pássaro". Esperou em vão por uma resposta. Insistiu: cortou uma mão. Mandou outra caixinha, desta vez de música, em que a bailarina dançava ao som de "The way you look tonight". Escreveu nova mensagem mais ou menos poética com a mão que sobrou: "Posso viver feliz sem uma mão, jamais sem você. Volta, por favor!" Dois dias depois o correio lhe trouxe a resposta tão aguardada: num vagabundo saquinho plástico de supermercado, os dois olhos dela e a mensagem datilografada sem nenhuma poesia: "Não quero ver você nunca mais na minha vida".

(Mário Baggio)

01) Justifique o título dado ao textículo acima: 

02) Qual é o tema abordado? Justifique sua resposta: 

03) O que a descrição inicial revela sobre o homem abandonado? 

04) O que os presentes dele revelam sobre sua personalidade? O que você pensa a respeito disso? 

05) Que relação a mensagem escrita possuía com o presente? 

06) Você teria coragem de enviar presentes assim semelhantes? Por quê? 

07) Como se sentiria se fosse o(a) destinatário(a) deles? Comente:

08) Justifique as aspas utilizadas no conto: 

09) Qual a intençao do verbo no modo imperativo utilizado no apelo do insistente homem?

10) O que ele queria com o envio dos presentes? Teve êxito? 

11) Existe alguma espécie de gradação no texto? Explique o seu raciocínio: 

12) Pode-se afirmar que existe uma relação de oposição entre ambas as personagens? Justifique sua resposta: 

13) Apesar de movidas por sentimentos diferentes, o que tais personagens têm em comum? O que você pensa com relação a isso?  

14) Por que você acha que a relação não deu certo? Levante hipóteses:

15) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

16) Você acha que houve um certo exagero vindo das personagens (ficção) ou esse tipo de ação é mesmo capaz de ocorrer (realidade)? Justifique seu ponto de vista:

17) Crie um final diferente para o conto lido:

18) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema abordado no texto: 

(Texto conhecido através da querida amiga Ana Cristina Pontes)

Atividade sobre o episódio da Naja

Texto 01:

Cobra naja apreendida em Brasília ganha perfil no Instagram e memes bombam

Desde que picou o estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos, e foi capturada em Brasília (DF), a cobra naja, criada ilegalmente pelo universitário, virou manchete dos principais veículos no Brasil. Com a popularidade em alta, a serpente também ganhou memes e teve ao menos cinco páginas criadas no Instagram. O UOL conversou com o proprietário do @najaofcial, que tem mais de 27 mil seguidores e bateu dois milhões de impressões em três dias. 

(Rafael Godinho)


Texto 02:


Estudante picado por naja é preso no DF por suspeita de crime ambiental 

O estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck, picado por uma cobra naja no início de julho, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (29). O jovem, de 22 anos, é suspeito de crime ambiental e de tentar atrapalhar as investigações. 


Texto 03:


Texto 04: 


Texto 05: 


Texto 06: 


Texto 07: O manifesto da Naja


Cansadíssima!
Ee que escapo de números circenses equivocados no Egito. 
Me livro de ser figurante em clip do É O TCHAM. 
Sobrevivo às diversas investidas dos perversos que querem nos transformar em sapato e bolsa. 
Mas... Sou esculachada, ensacada, traficada, encaixotada... e um playboy, que fez isso tudo comigo, resolve me usar como se eu fosse um bracelete cafona nas Casas Turuna. 
Piquei ele. 
Ah... sinto muito. Piquei mesmo. E piquei pouco. 
Gente... Eu estava finíssima catando umas preás subsaarianas em Luxor, não mexia com ninguém. Fui parar numa rua em Brasília. Em Brasíliaaaaaaaaaaa. Um monte de cobra engravatada se dando bem naquele lugar e eu defenestrada num pote, que nem uma macarronese esquecida depois de um almoço de domingo. 
Can sa da.
Agora vou pro Butantã aturar um monte de Surucucus magoadas, Pítons sem assunto, cascavéis implicantes... E por quê? Porque um "amante de animais exóticos" achou por bem que eu ficaria mais feliz em seu apartamento fedendo a Dove Man Care
Compra um hipopótamo, minha gente. Hipopótamo é fofo, né? 
Vai nessa. Passa pasta de amendoim na testa e enfia a cabeça na boca de um hipopótamo, amores. Que fogo no rabo é esse de querer assunto com cobra? A gente é quase surda e não enxerga muito bem. Deixa a gente em paz. Não curtimos humanos. Não rola. A única doida que puxou assunto com vocês foi a equivocada, puxa fogo, egóica que arrumou quizumba com Eva lá no Éden, mas a bicha tava incorporada pelo Satã do Hortifruti que tava querendo publicidade pra maçã, produto novo. Cobra nenhuma quer amizade com ser humano. Aceitem isso. Que ego doido. Que saco. 
Que fixação fálica. 
Sabe... exausta. 
Butantã... Olha o meu destino: um laboratório. Acham que curtimos viver em tupperware, acham que sonhamos em ser usadas pra fazer soro... Tudo porque um sem luz "ama cobras". 
Pohan... E olha só: COBRA NÃO: NAJA. DONA NAJA E FAZENDO A EGÍPCIA, MUITO MELHOR DO QUE TRAFICANTE DE ANIMAIS. 
Alguém me passa o zap da COVID? Grata. 

(André Gabeh Carvalho)

01) O que todos os textos têm em comum? Comente:

02) Qual o assunto presente em todos eles? Justifique sua resposta:

03) Por que você acha que a Naja caiu no gosto do povo e viralizou nas redes sociais? 

04) Quem você acha que oferece mais perigo: a Naja ou o Pedro Henrique? Por quê? 

05) Comente a intenção do meme presente no texto 03: 

06) Responda por que a cobra deveria ter empatia e por que ela não deveria ter:

07) Há uma ambiguidade no texto 04? Justifique sua resposta: 

08) No que reside o humor no texto 05? Explique:

09) O texto 06 se refere a que notícia atual? O que você pensa a respeito disso? 

10) Por que existem algumas palavras em itálico no texto 07? 

11) Copie deste último texto uma passagem carregada de humor: 

12) O que seria "um monte de cobra engravatada"? Que crítica encontra-se ali presente? 

13) Transcreva do texto uma comparação, mencionando que efeito ela causou a ele:

14) Circule no texto os vocativos, dizendo o que a presença deles causa ao texto:

15) Localize no texto fortes marcas de oralidade:

16) Por que razão a Naja desejaria o contato de Zap da Covid? 

17) De que texto você mais gostou? Por quê? 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Ana Cristina Pontes)

Atividade sobre o texto "O grande e o pequeno", de Adriana Falcão

O grande e o pequeno

Todo caso de amor tem sempre um grande e um pequeno. 
[...] O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande se atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo. 
Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso. [...]
Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência. 
Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar menor ainda, o que torna o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se o seu sofrimento tiver boa memória. Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo. Ele vai se surpreender com a reviravolta, no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida. E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente. 
(Adriana Falcão)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Explique o trecho destacado no texto, posicionando-se sobre ele e argumentando bem:

03) O que significam as negações listadas no texto? Explique:

04) Copie do texto pelo menos três pares de antítese, justificando seu raciocínio:

05) Qual o assunto abordado no texto?

06) Por que as palavras "grande" e "pequeno" ora aparecem substantivadas e ora como adjetivos. Exemplique cada um dos dois casos, explicando seu raciocínio:

07) Por que o adjetivo "coitado" passa a caracterizar o prqueno após ocorrer o fato imprevisível mencionado no texto? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Atividade "Qual Mafaldinha representa você hoje?"


Uma colega de grupo, a Vanessa Patrícia, indicou a coletânea de imagens acima, extraída da página "Tirinhas da Mafalda", no Facebook, e propôs esta atividade, de que eu gostei taaaaaanto que, claro, perguntei se poderia compartilhar aqui! Já que ela liberou, aqui está! 

01) Você já conhece a Mafalda? Que características são mais marcantes nesta personagem? 

02) Qual das 8 (oito) Mafaldinhas representa você hoje? Por quê? 

03) Feita a escolha, crie um pequeno texto narrativo (e bem criativo) a partir dela: 

Atividade sobre o cordel "Os animais têm razão", de Antônio Francisco T. de Mello



Os animais têm razão

Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado. 

E sair dali pensando:
Como pode a natureza,
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tamanha adversidade,
Criar tamanha beleza?!

O juazeiro, seu moço, 
É pra nós a resistência,
A força, a garra e a saga,
O grito de independência
Do sertanejo que luta
Na frente da emergência. 

Nos seus galhos se agasalham
Do periquito ao cancão.
É hotel do retirante
Que anda de pé no chão, 
O general da caatinga
E o vigia do sertão.

E foi debaixo de um deles
Que eu vi um porco falando,
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando. 

Isso já faz tanto tempo
Que eu nem me lembro mais 
Se foi pra lá de Fortim,
Se foi pra cá de Cristais,
Eu só me lembro direito
Do que disse os animais. 

Eu vinha de Canindé
Com sono e muito cansado,
Quando vi perto da estrada
Um juazeiro copado. 
Subi, armei minha rede
E fiquei ali deitado. 

Como a noite estava linda, 
Procurei ver o cruzeiro,
Mas, cansado como estava,
Peguei no sono ligeiro.
Só acordei com uns gritos
Debaixo do juazeiro. 

Quando eu olhei para baixo
Eu vi um porco falando, 
Um cachorro e uma cobra
E um burro reclamando,
Um rato e um morcego
E uma vaca escutando. 

O porco assim dizia:
 " -- Pelas barbas do capeta!
Se nós ficarmos parados
A coisa vai ficar preta...
Do jeito que o homem vai, 
Vai acabar o planeta.

Já sujaram os sete mares
Do Atlântico ao mar Egeu,
As florestas estão capengas,
Os rios da cor de breu
E ainda por cima dizem 
Que o seboso sou eu". 

Os bichos bateram palmas,
O porco deu com a mão, 
O rato se levantou
E disse: "-- Prestem atenção, 
Eu também já não suporto
Ser chamado de ladrão. 

O homem, sim, mente e rouba,
Vende a honra, compra o nome.
Nós só pegamos a sobra
Daquilo que ele come
E somente o necessário
Pra saciar nossa fome". 

Palmas, gritos e assovios
Ecoaram na floresta,
A vaca se levantou
E disse franzindo a testa:
"-- Eu convivo com o homem, 
Mas sei que ele não presta. 

É um mal-agradecido,
Orgulhoso, inconsciente.
É doido e se faz de cego,
Não sente o que a gente sente,
E quando nasce é tomando 
A pulso o leite da gente". 

Entre aplausos e gritos,
A cobra se levantou, 
Ficou na ponta do rabo
E disse: "-- Também eu sou
Perseguida pelo homem 
Pra todo canto que vou. 

Pra vocês o homem é ruim,
Mas pra nós ele é cruel.
Mata a cobra, tira o couro,
Come a carne, estoura o fel,
Descarrega todo o ódio 
Em cima da cascavel. 

É certo, eu tenho veneno,
Mas nunca fiz um canhão.
E entre mim e o homem, 
Há uma contradição:
O meu veneno é na presa,
O dele, no coração. 

Entre os venenos do homem,
O meu se perde na sobra...
Numa guerra o homem mata
Centenas numa manobra,
Inda tem cego que diz:
-- Eu tenho medo de cobra". 

A cobra inda quis falar,
Mas de repente um esturro.
É que o rato, pulando, 
Pisou no rabo do burro
E o burro partiu pra cima
Do rato pra dar-lhe um murro. 

Mas o morcego, notando 
Que ia acabar a paz, 
Pulou na frente do burro
E disse: "-- Calma, rapaz!...
Baixe a guarda, abra o casco, 
Não faça o que o homem faz". 

O burro pediu desculpas
E disse: "-- Muito obrigado, 
Me perdoe se fui grosseiro,
É que eu ando estressado
De tanto apanhar do homem 
Sem nunca ter revidado". 

O rato disse: "-- Seu burro, 
Você sofre porque quer.
Tem força por quatro homens, 
Da carroça é o chofer...
Sabe dar coice e morder,
Só apanha se quiser". 

O burro disse: "-- Eu sei 
Que sou melhor do que ele.
Mas se eu morder o homem 
Ou se eu der um coice nele 
É mesmo que estar trocando 
O meu juízo no dele."

Os bichos todos gritaram:
"-- Burro, burro... muito bem!"
O burro disse: "-- Obrigado, 
Mas aqui ainda tem 
O cachorro e o morcego
Que querem falar também".

O cachorro disse: "-- Amigos, 
Todos vocês têm razão...
O homem é um quase nada
Rodando na contramão,
Um quebra-cabeça humano 
Sem prumo e sem direção. 

Eu nunca vou entender
Por que o homem é assim:
Se odeiam, fazem guerra
E tudo o quanto é ruim
E a vacina da raiva,
Em vez deles, dão em mim". 

Os bichos bateram palmas
E gritaram: "-- Vá em frente."
Mas o cachorro parou, 
Disse: "-- Obrigado, gente, 
Mas falta ainda o morcego
Dizer o que ele sente". 

O morcego abriu as asas.
Deu uma grande risada
E disse: "-- Eu sou o único
Que não posso dizer nada
Porque o homem pra nós
Tem sido até camarada. 

Constrói castelos enormes
Com torre, sino e altar,
Põe cerâmica e azulejos
E dão pra gente morar
E deixam milhares deles
Nas ruas, sem ter um lar."

O morcego bateu asas,
Se perdeu na escuridão,
O rato pediu a vez,
Mas não ouvi nada, não. 
Peguei no sono e perdi
O fim da reunião. 

Quando o dia amanheceu,
Eu desci do meu poleiro.
Procurei os animais, 
Não vi mais nem o roteiro.
Vi somente umas pegadas
Debaixo do juazeiro. 

Eu disse olhando as pegadas:
-- Se essa reunião
Tivesse sido por nós, 
Estava coberto o chão
De piubas de cigarros,
Guardanapo e papelão. 

Botei a maca nas costas
E saí cortando o vento. 
Tirei a viagem toda
Sem tirar do pensamento 
Os sete bichos zombando
Do nosso comportamento. 

Hoje, quando vejo na rua
Um rato morto no chão, 
Um burro mulo piado, 
Um homem com um facão
Agredindo a natureza,
Eu tenho plena certeza: 
Os animais têm razão. 

(Antônio Francisco T. de Mello)

01) Justifique o título empregado no texto acima: 

02) Quantas estrofes compõem o texto em questão? Quantos versos em cada uma delas? E no total?

03) A que gênero textual o texto pertence? Que pistas levaram a essa conclusão? 

04) O narrador também participa da história narrada? Comprove com uma passagem do texto: 

05) Quais são as personagens que participam da história? 

06) Qual era o objetivo da reunião? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

07) Quem foi o primeiro a se pronunciar na reunião? O que ele, resumidamente, disse? 

08) Que animal conseguiu, ainda, fazer um certo elogio ao Homem? Por quê? 

09) Por que o narrador não conseguiu acompanhar a reunião até o final? 

10) Que crítica é feita, pelo próprio homem, aos homens de um modo geral? Comprove com uma passagem do próprio texto: 

11) Por que os animais zombavam do comportamento humano? O que você pensa sobre isso? 

12) Por que, na última estrofe, o narrador acaba concordando com os bichos? E você? Qual a sua posição sobre esse assunto? 

13) Circule no texto todos os vocativos, explicando a importância deles para o contexto:

14) Do argumento de que animal você mais gostou? Por quê? 

15) Justifique as aspas usadas no texto: 

16) Transcreva do cordel marcas de oralidade, mencionando a importância desse recurso para o contexto: 

17) Copie do texto um par de antítese, justificando seu raciocínio: 

18) Que diferença há entre o homem e a cobra? O que você pensa a respeito disso? 

19) Que outro título você daria ao texto? 

20) Que mensagem o cordel transmite? Comente: 

21) Localize no texto:

a) um advérbio de negação:
b) dois advérbios de tempo:
c) dois advérbios de intensidade:
d) três substantivos próprios:
e) três numerais:
f) três advérbios de lugar: 
g) um artigo indefinido:
h) um advérbio de modo:
i) um pronome possessivo:
j) um advérbio de afirmação:
k) quatro adjetivos: 

(Atividade feita em parceria com o colega de grupo: Leandro Samuel)

terça-feira, 28 de julho de 2020

Desabafando, mais uma vez! E quase desenhando...


Tenho ficado meio que DE SACO CHEIO com alguns comentários deixados aqui no blog e EXIGINDO gabarito! Alguns até beeeeeem indelicados, com xingamentos e ofensas gratuitas! Hoje, por exemplo, fui chamada de BURRA, de INÚTIL, de VACA e até de DESGRAÇADA em alguns! Mole? Nem perco meu tempo respondendo e descendo ao nível de insignificância do(s) autor(es). Deleto cada um, porém, leio todos, e fico indignada por saber que, além de haver um monte de ANALFABETOS FUNCIONAIS por aí (já que aqui no próprio blog, logo no topo dele, eu já deixo beeeeem claro que não forneço gabarito, por sequer elaborá-lo), tem é gente de pouca (ou nenhuma) luz neste mundo! Como isso entristece o meu coração!

Não sou obrigada a fornecer respostas, aliás, não sou obrigada nem a compartilhar as atividades aqui no blog, pois não ganho nada com isso, e olha que meu tempo (garanto) é tão corrido feito o de todo mundo que alega que não tem tempo para ter -- e manter -- um blog! Claramente desculpa, esfarrapada, mas aí é problema de cada um, é uma questão de ESCOLHA!

Compartilho atividades aqui, e há anos, porque eu quero, gosto, acredito e me sinto bem ajudando alguns colegas! Bem sei que nem sempre temos ideias para incrementarmos nossas aulas e atividades, ainda mais durante este período tão atípico de quarentena! Mas OBRIGAÇÃO não tenho e tenho total consciência disso! Então se aluno (não meu) que se acha espertinho vem aqui em busca de respostas e fica putinho porque não as encontra, CAGUEI! Não compactuo com farsas nem com "copie e cole" e isso vale também para colegas preguiçosos, que já ganham a atividade e ainda querem tudo "mastigadinho", por isso não aprendem a criar e se limitam. Fica aqui o puxão de orelha meeeeesmo! Ainda podem "acordar"! Dá tempo! 

Nem precisaria explicar, mas... Gabarito, pra mim, é como pegar um pássaro e colocar na gaiola, é APRISIONAR, é ENGESSAR, é querer que o outro pense como a gente, é querer, enfim, doutrinar... e eu gosto é de fazer o inverso: abrir a gaiola e ver o pássaro livre, voando, se sentindo natural e capaz, confiando no poder de suas asas e explorando as várias possibilidades... Como aprendo! Como ensino! Como essa troca enriquece e nos torna melhores (profissional e pessoalmente)! Agradeço aos recadinhos carinhosos e agradecidos que recebo, de quem enxerga de forma semelhante, embora sejam tão poucos, considerando a quantidade de acessos e visualizações diários! Nem culpo a falta de gentileza e de educação, mas a correria mesmo. Menos mal. Mas acho PATÉTICO a pessoa perder tempo cobrando, reclamando, exigindo o que o outro não quer dar (e não há quem obrigue!) e XINGANDO. 

A partir desta semana, vou adicionar um RASTREADOR DE IP para saber de onde vem cada mensagem hostil, pois é muito cômodo a pessoa se sentir à vontade para encher o saco do outro confiando no (falso) anonimato! Então só estou sendo gentil AVISANDO que isso vai ocorrer, assim a pessoa pode evitar de ser exposta ao ridículo e também evitar possíveis desconfortos ou "retribuições". Que as pessoas deixem a preguiça de lado e a cara de pau também! Em vez de perdder tempo deixando mensagens hostis, vai ler, estudar, aprender, tentar fazer, pois sei que todo mundo pode, se quiser. 

Se quer um mundo mais bonito e verdadeiro, comece fazendo pequenas mudanças em si mesmo! Faça escolhas diárias e que Deus permita que você QUEIRA aparecer sendo uma pessoa educada e do bem, que agrega; e não um espírito de porco idiota -- ainda que anônimo -- que hostiliza e entristece o outro! Você, melhor do que ninguém, sabe de que grupo tem feito parte e o tipo de pessoa que tem sido! Parabéns a alguns e que vergonha para outros! Aprenda, com urgência, a somar e não a diminuir! Aprenda a elogiar e não a agredir! Aprenda a oferecer em vez de só querer sugar! E fica aqui o meu recadinho mais sincero! Só faltando desenhar... 

Atividade sobre o texto "O tênis que deixou de ser branco", de Fabrício Carpinejar


O tênis que deixou de ser branco 

Gentileza gerava gentileza, cuidados resultavam em agradecimento, até a mãe inventar de lavar meu All Star. 
Neste momento, acabou a ingenuidade de nossa relação. Depois desse dia, passei a chavear meu quarto e espalhar cartazes de "Proibido entrar" e "Não mexa em minhas coisas". Estabeleceu-se um clima de suspeita, reparava onde deixava minhas roupas e conferia se permaneciam no mesmo lugar. 
Houve uma quebra da corrente do bem em casa. Eu descobri que as intenções não condiziam com a realidade, que fazer favor sem a consulta do interessado desencadeava as maiores brigas. 
O fim da minha obediência cega ao amor materno aconteceu justamente quando eu vi meu tênis branco de língua escancarada, secando ao varal, preso por dois prendedores. Foi uma tristeza irreversível. 
A mãe desejou me preparar uma surpresa e se deu mal, ela buscou tirar o chulé e renovar meu par com um banho de espuma e Clorofina e me desagradou profundamente. 
Destruiu a autenticidade de meu tênis. Nunca mais foi o mesmo: meu tênis cult, invejado pelos colegas, confortável, carismático do recreio, curinga das roupas dos mais diferentes estilos e cores.
Meu tênis sujo tinha aparência de novo. Quando lavado, ficou velho. Ganhou os anos de seu uso, tudo de uma vez. Porque ficou com um branco falso, um branco aspirina, um branco exagerado, um branco escovado, que não tinha no ato da compra. 
Adquiriu uma brancura desbotada, fake, arrepiada de pano de chão, diferente do branco encardido e charmoso, que demorei dois anos para imprimir em seu couro. Os cadarços destoavam do conjunto, correntes de um cadeado. 
Toda revolta filial começa quando sua mãe lava o tênis sem lhe perguntar. 
Ela não respeitou que o tênis não estava imundo, aquilo era estilo de vida, enobrecido nos meus pés como uísque em barris de carvalho. Custou muito chão, demorou para se moldar e assumir uma feição despojada e vivida. Por suas manias de limpeza, estragou um longo trabalho de depuração. Queria ver qual seria sua atitude se eu passasse verniz em seus móveis de demolição.
O tênis significava o uniforme de minha independência. Não se podia pegá-lo de modo arbitrário, colocá-lo no balde e transformá-lo numa pantufa. 
Jamais confiei de novo nos adultos. 

(Fabrício Carpinejar)

01) Qual a relação entre o título e o conteúdo do texto?

02) Que fase da vida o narrador parece estar vivendo no momento em que ocorreu a história contada? Justifique sua resposta, utilizando uma ou mais passagens do texto: 

03) Que atitude da mãe do narrador gerou revolta em seu filho? Por que tal atitude o desagradou tanto? 

04) Em sua opinião, o narrador possui motivos para tamanha indignação? Comente:

05) Qual foi a intenção da mãe ao lavar o tênis do filho? Você acha que ela cogitou que estaria desrespeitando a privacidade do narrador? 

06) A quem se refere o pronome destacado no trecho "Não se podia pegá-lo de modo arbitrário"?

07) O que o filho passou a fazer depois dessa "invasão de privacidade" da mãe? Você achou isso necessário, de fato? Por quê? 

08) Elabore um quadro, relacionando os adjetivos contidos no quarto parágrafo do texto com os substantivos aos quais eles se referem: 

09) Por que algumas palavras aparecem em itálico no texto? 

10) Justifique as aspas utilizadas na crônica:

11) Posicione-se sobre a afirmação em negrito no texto, argumentando bem:

12) Copie da crônica uma antítese, explicando seu raciocínio:

13) Que comparação foi empregada no texto? Com que intenção?

14) O que você acha que a mãe faria se ele passasse verniz nos seus móveis de demolição? Levante hipóteses: 

15) Explique a última frase do texto, argumentando se houve ou não motivos suficientes para que isso ocorresse: 

16) Que mensagem o texto transmite? Comente:

17) Agora você vai desenhar o SEU tênis, ocupando o maior espaço possível da folha e tentando transmitir o que ele tem e que reforça a sua identidade: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Maiara Batista)

Atividade sobre o cordel "Receita da fome", de Bráulio Bessa


Receita da fome

Eu procurei entender
Qual a receita da fome
Quais são seus ingredientes
A origem do seu nome
Entender também por quê 
Falta tanto o de comer
Se todo mundo é igual
Chega dá um calafrio
Saber que o prato vazio
É o prato principal

Do que é que ela é feita?
Se não tem gosto nem cor
Não cheira, nem fede a nada
E o nada é seu sabor?
Qual o endereço dela?
Se ela tá lá na favela
Ou nas brenhas do sertão
É companheira da morte
Mesmo assim não é mais forte
Do que um pedaço de pão.

Que rainha estranha é essa
Que só reina na miséria?
Que entra em milhões de lares
Sem sorrir, com a cara séria?
Que provoca dor e medo
E sem encostar um dedo
Causa em nós tantas feridas?
A maior ladra do mundo
Que nesse exato segundo
Roubou mais algumas vidas. 

Continuei sem saber
Do que é que a fome é feita
Mas vi que a desigualdade
Deixa ela satisfeita
Foi aí que eu percebi
Por isso que eu não a vi
Eu olhei pro lado errado
Ela tá em outro canto
Entendi que a dor e o pranto
Era só o seu resultado.

Eu achei seus ingredientes
Na origem da receita:
No egoísmo do homem
Na partilha que é mal feita
E mexendo um caldeirão
Eu vi a corrupção
Cozinhando a tal da fome
Temperando com vaidade
Misturando com maldade
Pro pobre que lhe consome.

Acrescentou na receita
Notas superfaturadas
Um quilo de desemprego
Trinta verbas desviadas
Rebolou num caldeirão
Vinte gramas de inflação
E trinta escolas fechadas

Sendo assim, se a fome é feita
De tudo que é do mal
É consertando a origem
Que a gente muda o final
Fiz uma conta ligeiro
Se juntar todo dinheiro
Dessa tal corrupção
Mata a fome em todo canto 
E ainda sobra outro tanto
Pra Saúde e Educação.

(Bráulio Bessa)

01) Justifique o título dado ao texto acima, explicando especialmente a que o vocábulo "receita" remete:

02) Quantas estrofes compõem o poema? E quantos versos há em cada?

03) Que "ingredientes" compõem a referida receita?

04) Interprete os versos destacados na primeira estrofe do poema:

05) Posicione-se sobre a passagem em destaque no final da segunda estrofe, argumentando bem:

06) Explique o trecho destacado na quarta estrofe:

07) Copie do poema marcas de oralidade, explicando sua importância para o contexto:

08) Existe no texto alguma construção que possa ser "mal vista" para os gramáticos conservadores? Justifique sua resposta: 

09) Que duas áreas problemáticas e abandonadas da nossa sociedade são citadas no poema? O que você pensa a respeito disso?

10) Pode-se afirmar que a Fome aparece personificada no poema? Justifique sua resposta e, se possível usando passagens do próprio texto: 

11) Você concorda com o olhar que o poeta caracterizou a fome? Justifique sua resposta:

12) A fome sendo "a maior ladra do mundo", o que ela pode roubar além da vida do ser humano? De que maneira? 

13) Segundo o olhar do poeta a respeito da fome, quais são as causas e as consequências? 

14) O que as frases interrogativas representam no contexto? Levante hipóteses e diga que carga emotiva ela acrescenta ao poema: 

15) Que sensação ou sentimento o poema provocou em você? Explique:

16) Enumere cinco formas possíveis de acabar com a fome no mundo:

17) Aproveite a descrição minuciosa do poeta a respeito da fome e tente desenhá-la:

18) Escreva cinco palavras que tenha alguma relação semântica com a palavra FOME (que ainda não constem no texto) e, se possível,  justifique essas escolhas: 

19) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

20) Transforme o poema em uma receita que combata a fome: 

(Atividade feita em parceria com a minha queridíssima amiga Zizi Cassemiro)

P.S.: Recomendo trabalhar esta atividade com ESTA OUTRA AQUI, que estabelece uma linda relação de intertextualidade! 

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Atividade sobre o texto "A casa que a fome mora", de Antônio Francisco T. de Mello


A casa que a fome mora

Eu de tanto ouvir falar
Dos danos que a fome faz,
Um dia eu saí atrás
Da casa que ela mora. 
Passei mais de uma hora
Rodando numa favela
Por gueto, beco e viela,
Mas voltei desanimado,
Aborrecido e cansado.
Sem ter visto o rosto dela.

Vi a cara da miséria
Zombando da humildade,
Vi a mão da caridade
Num gesto de um mendigo
Que dividiu o abrigo,
A cama e o travesseiro,
Com um velho companheiro
Que estava desempregado,
Vi da fome o resultado,
Mas dela nem o roteiro.

Vi num barraco de lona
Um fio de esperança,
Nos olhos de uma criança,
De um pai abandonado,
Primo carnal do pecado,
Irmão dos raios da lua,
Com as costas seminuas
Tatuadas de caliça,
Pedindo um pão de justiça
Do outro lado da rua. 

Vi o orgulho ferido
Nos braços da ilusão
Vi pedaços de perdão
Pelos iníquos quebrados,
Vi sonhos despedaçados
Partidos antes da hora,
Vi o amor indo embora,
Vi o tridente da dor,
Mas nem de longe via a cor
Da casa que a fome mora. 

Vi a gula pendurada
No peito da precisão
Vi a preguiça no chão
Sem ter força de vontade
Vi o caldo da verdade
Fervendo numa panela
Dizendo: "Aqui ninguém come!" 
Ouvi os gritos da fome,
Mas não vi a boca dela. 

Passei a noite acordado 
Sem saber o que fazer,
Louco, louco pra saber
Onde a fome residia
E por que naquele dia
Ela não foi na favela?
E qual o segredo dela,
Quando queria pisava,
Amolecia e matava
E ninguém matava ela? 

No outro dia eu saio
De novo à procura dela, 
Mas não naquela favela,
Fui procurar num sobrado
Que tinha do outro lado
Onde morava um sultão.
Quando eu pulei o portão
Eu vi a fome deitada
Em uma rede estirada
No alpendre da mansão.

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada 
E perguntei: O seu nome?
Respondeu-me: Sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo morimbundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando 
Dos governantes do mundo. 

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pros bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Na soma dos desperdícios,
Na queima dos artifícios
Que cega a população.

Tenho pavor da justiça
E medo da igualdade,
Me banho na vaidade
Da modelo desnutrida
Da renda mal dividida
Na mão do cheque sem fundo,
Sou pesadelo profundo
Do sonho do boia fria
E almoço todo dia
Nos cinco estrelas do mundo. 

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar
E eu vou continuar
Usando o terno xadrez
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando 
Da burrice de vocês.

(Antônio Francisco T. de Mello)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Que dilema é vivenciado pelo eu-lírico?

03) Como o eu-lírico imaginava que fosse a fome? E como ela realmente era?

04) Por que ele não conseguia encontrar onde residia a fome?

05) Em que estrofe o poeta descreve a caridade e de que maneira faz isso?

06) Que outros problemas sociais, além da fome, podemos detectar no poema? Cite-os:

07) Localize e transcreva os versos que fazem crítica à corrupção, opinando sobre isso:

08) Em que momento do texto o eu-lírico percebeu que estava procurando a fome no lugar errado?

09) Reflita sobre a última estrofe do poema e forneça uma explicação plausível para ela:

10) Por que a reação do mendigo pode causar, a alguns, uma certa estranheza? O que isso revela?

11) Copie do texto uma prosopopeia, explicando seu raciocínio:

12) Interprete o verso destacado no texto, explicando bem:

13) Transcreva do poema um exemplo de cacófato, que tende a ser desprezado pela norma culta da Língua: 

14) Que metáfora o poeta usa para a fome? O que você pensa a respeito disso? 

15) Circule os verbos empregados no gerúndio e explique a importância deles para o contexto: 

16) Que mensagem o texto transmite? Comente:

17) Considerando a mensagem geral do texto, na sua opinião, que fatores podem ser associados ao agravamento da fome no país? 

18) Aproveitando-se das ideias do texto e da resolução da atividade, produza um texto dissertativo-argumentativo falando sobre as consequências causadas pela fome no Brasil e no mundo e como resolver esse tão grave problema social: 

(Atividade feita em parceria com o querido colega de grupo Leandro Samuel)

P.S.: Seria muito interessante trabalhar a intertextualidade presente neste outro cordel AQUI! Não deixe de ver e de explorar! 

Atividade sobre a música "Aquela moça", de Bia Ferreira


Aquela moça

Aquela moça
Que mexeu comigo
De uma forma
Que eu nem acredito

Quando eu a vejo
Ela emana uma luz
E o meu desejo agora
É minha cruz

Quando ela passa
Meu mundo para
Eu sinto e vejo
A sua altura

Aquela moça
É especial
Quando ela canta, me encanta
Sensacional

Eu sei e eu tenho
Plena consciência
Que esse sentimento, menino,
É minha penitência

Mas eu nem ligo
Só não quero perder
Aquela moça, amigo,
Pra você

Eu mergulhei
Naqueles olhos
Como se fosse os olhos dela
Eu acordei
Com um gosto doce na boca
Como se fosse o beijo dela

E eu só penso nela
Eu só penso nela

Eu penso nela o dia inteiro
Desde o momento em que primeiro ela me olhou
E sorriu

Eu penso nela o dia inteiro
Desde o momento em que primeiro ela me olhou
E sorriu

penso nela, só penso nela

(Bia Ferreira)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Por que o mundo do eu lírico para quando a moça passa? Levante hipóteses:

03) Copie do texto uma comparação, explicando-a:

04) Circule na canção dois vocativos, dizendo a quem eles se referem:

05) Que mensagem a música transmite? Comente:

06) Diga a que classe gramatical pertence, respectivamente, cada palavra sublinhada no texto:

domingo, 26 de julho de 2020

Atividade sobre o texto "Espelho vaidoso", de Marcus Di Bello


Espelho vaidoso

(Castelo. Bruxa usando um pretinho-nada-básico. Está no final da maquiagem. Arruma o cabelo em frente ao espelho. Olha por diversos ângulos.)

BRUXA: Espelho, espelho meu. Existe alguém nesse reino mais bela do que eu? 
ESPELHO: Não, senhora. 
BRUXA: Senhora? Pode me chamar de você.
ESPELHO: Desculpa. 
BRUXA: Não exite ninguém mais bela, não é mesmo? Mas essa pesquisa foi feita no modo avançado?
ESPELHO: Positivo. 
BRUXA: Posso confiar?
ESPELHO: Pode, sim senhora. Digo, você pode sim. 
BRUXA: As minhas concorrentes eram bonitas? Porque não adianta nada eu ser a mais bela se todas forem feias, é como ter um olho em terra de cego ou ter um metro e quarenta em casa de sete anões. 
ESPELHO: As concorrentes eram bonitas. 
BRUXA: Muito bonitas?
ESPELHO: Muito bonitas. 
BRUXA: Mas qual era a média de idade? Às vezes são bonitas para a idade delas.
ESPELHO: Idades variadas. 
BRUXA: E mesmo assim eu sou a mais bela?
ESPELHO: Sim.Você é a mais bela de todas. 
BRUXA: Mas a pesquisa levou em conta os cremes de beleza que eu uso?
ESPELHO: Positivo. 
BRUXA: Mais alguma concorrente também usa ou sou a única?
ESPELHO: Várias usam. 
BRUXA: Alguma alisa o cabelo?
ESPELHO: Alisar o cabelo?
BRUXA: Eu fiz definitiva, mas eu juro que foram apenas duas vezes. Isso não faz eu perder a coroa, faz?
ESPELHO: Várias concorrentes alisaram o cabelo. 
BRUXA: Então eu sou, de fato, a mais bela do reino?
ESPELHO: Positivo. 
BRUXA: Mas eu não quero! 
ESPELHO: Como não quer? 
BRUXA: Qual será o meu plano de carreira? Preciso de alguém para superar. Caso essa pesquisa seja verdadeira e eu realmente seja a mais bonita, vou acabar estagnada. Não vou cuidar da minha beleza, vou achar que ninguém pode comigo e, no fim, serei vencida de maneira humilhante. Alguém precisa ser mais bonita do que eu. 
ESPELHO: Mas você é a mais bonita.
BRUXA: Eu não aceito! Espelho, faça o favor de pesquisar uma boa receita de maçã envenenada. Quero algo que faça com que a pessoa que morder fique muito mais bonita. Preciso de concorrência, e das boas. 
ESPELHO: Lá vamos nós. 
BRUXA: Espelho, espelho meu. Existe alguém nesse reino com possibilidade de ser mais bela do que eu? 
ESPELHO: Sim. A Branca de Neve tem grandes chances. 
BRUXA: Maravilha! Então ao trabalho. 

(Risada maléfica)
(A luz vai se apagando lentamente...)

(Marcus Di Bello)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) O que a passagem "um pretinho-nada-básico" já sinaliza? 

03) Com que história famosa o texto em questão dialoga? Como você percebeu isso? 

04) Quais são as semelhanças e as diferenças entre ambas as histórias? Comente: 

05) Por que você acha que a Bruxa se incomodou ao ser chamada de "senhora"? 

06) Que modernidades são acrescentadas ao texto? Com que provável intenção? 

07) De fato, o espelho que era vaidoso? Justifique sua resposta: 

08) Quais foram os argumentos utilizados pela Bruxa para convencer o Espelho? Eles funcionaram?

09) Você concorda com o ponto de vista da Bruxa? Por quê? 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

(Atividade feita em parceria com a querida colega de grupo Aline Nonato)