terça-feira, 30 de junho de 2020

Atividade sobre o texto "Cuide do seu jardim"


Cuide do seu jardim

Não corra atrás das borboletas. Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá! 
Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade, uma casa, etc. Muitas vezes,  a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, precisamos estar prontos e maduros para viver determinadas situações. 
Se isso está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase: Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você! Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo "empurrar o rio". O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão. Mas se nos dedicarmos a cuidar de nosso jardim e a transformar o nosso espaço (a nossa vida) em um ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável - as borboletas virão até nós! 

(Disponível em www.dicadeumamigo.com)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Copie do texto três verbos no modo imperativo, explicando a importância deles para o contexto:

03) Substitua o termo "etc", presente no primeiro parágrafo, por mais três itens para completar a lista: 

04) Por que a frase "Não corra atrás das borboletas" encontra-se em itálico no texto? Como ela também poderia aparecer? 

05) Explique essa mesma frase, mencionando se o termo "borboletas" está sendo empregado no sentido denotativo, conotativo ou ambos:

06) Posicione-se sobre a passagem sublinhada no texto, explicando o seu ponto de vista: 

07) Por que a expressão "empurrar o rio" encontra-se entre aspas no texto? 

08) Em "Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito"", que alteração se deve fazer para evitar a repetição de uma palavra? Reescreva tal trecho: 

09) Transcreva do texto dois exemplos de metáforas, explicando seu raciocínio:

10) Copie do texto duas conjunções que dão ideia de oposição: 

11) Justifique o negrito presente na frase no final do texto: 

12) Identifique no texto uma passagem em que a vírgula foi utilizada com a finalidade de enumeração: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

14) O que você tem feito para cuidar do seu "jardim"?

15) Localize no texto: 

a) um advérbio de negação:
b) um advérbio de modo:
c) um adbérbio de tempo:
d) cinco adjetivos:
e) um verbo no gerúndio:

(Atividade feita em parceria com a amiga Maria Aparecida Ferreira)

(Esta atividade pode também ser comparada com a música "Meu jardim", do cantor Vander Lee,
já abordada AQUI neste blog!)

Atividade sobre o poema "Canção da aia para o filho do rei", de Mário Quintana

Canção da aia para o filho do rei

Mandei pregar as estrelas
Para velarem teu sono.
Teus suspiros são barquinhos
Que me levam para longe...
Me perdi no céu azul
E tu, dormindo, sorrias. 
Despetalei uma estrela
Para ver se me querias... 

Com que será que tu sonhas! 
Os remos mal batem n´água...
Minhas mãos dormem na sombra.
A quem será que sorris?
Dorme quieto, meu reizinho.
Há dragões na noite imensa, 
Há emboscadas nos caminhos...

Despetalei as estrelas,
Apaguei as luzes todas.
Só o luar te banha o rosto
E tu sorris no teu sorriso.
Ergues o braço nuzinho,
Quase me tocas... A medo
Eu começo a acariciar-te
Com a sombra de meus dedos...

Dorme quieto, meu reizinho.
Os dragões, com a boca enorme, 
Estão comendo os sapatos
Dos meninos que não dormem...

(Mário Quintana) 

01) Justifique o título dado ao poema:

02) A imagem "despetalei uma estrela" é explicada em que outro verso do poema? Copie-o:

03) Explique o verso destacado no texto, mencionando se há ou não nele um pleonasmo: 

04) Circule no poema um vocativo: 

05) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

06) Ilustre cada uma das estrofes do poema: 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Atividade sobre a música "Novo tempo", de Ivan Lins


Novo tempo

No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos crescidos
Estamos atentos
Estamos mais vivos
Pra nos socorrer
Pra nos socorrer
Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
Da força mais bruta
Da noite que assusta
Estamos na luta
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver

Pra que nossa esperança
Seja mais que vingança
Seja sempre um caminho
Que se deixa de herança

No novo tempo
Apesar dos castigos
De toda fadiga
De toda injustiça
Estamos na briga
Pra nos socorrer
Pra nos socorrer
Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
De todos os pecados
De todos os enganos
Estamos marcados
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver

Pra que nossa esperança
Seja mais que vingança
Seja sempre um caminho
Que se deixa de herança

No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos em cena
Estamos na rua
Quebrando as algemas
Pra nos socorrer 
Pra nos socorrer
Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
A gente se encontra
Cantando na praça
Fazendo pirraça
Pra sobreviver
Pra sobreviver
Pra sobreviver

(Ivan Lins)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Explique a ambiguidade presente no verso destacado na primeira estrofe:

03) Que verbos foram mais repetidos na canção? Com que intenção? O que eles revelam?

04) Por que o eu lírico faz questão de enfatizar "apesar dos castigos" e "apesar dos perigos"? A que você acha que ele está se referindo?

05) O que os versos destacados na segunda estrofe indicam?

06) O que o eu lírico considera importante deixar de herança? O que você pensa a respeito disso?

07) Interprete o verso destacado na terceira estrofe:

08) Explique os versos destacados na quinta, sétima e oitava estrofes:

09) Transcreva da canção um verso que remete que a força está na união:

10) Que mensagem a música transmite? Comente:

Atividade sobre a música "Fogueira de São João", de Luiz Gonzaga


Fogueira de São João

Na fogueira de São João 
Eu quero brincar
Quero soltar meu balão
E foguinhos queimar

Seu Januário,
Venha ser o meu parceiro
Não esqueça da sanfona
Para animar o terreiro 

Traga a famia
Que nós tem muito prazer 
De dançar com suas fia
Té o dia amanhecer 

(Luiz Gonzaga)

01) Justifique o título dado à música:

02) Quem é Seu Januário?

03) Reescreva todo o texto adequando-o à norma culta da Língua:

04) Que mensagem a canção transmite? Comente:

05) Utilize essa música para criar uma paródia sobre algum tema atual:

domingo, 28 de junho de 2020

Atividade sobre a música "Negro drama", com Seu Jorge



Negro drama

Negro drama
Entre o sucesso e a lama
Dinheiro, problemas,
Invejas, luxo e fama.
Negro drama
Cabelo crespo
E a pele escura
A ferida, a chaga
À procura da cura. 

Negro drama
Tenta ver
E não vê nada
A não ser uma estrela
Longe, meio ofuscada
Sente o drama
Do preço e da cobrança
No amor, no ódio
e na insana vingança

Negro drama
Eu sei quem trama 
E quem tá comigo
O trauma que eu carrego
Pra não ser mais preto fodido
O drama da cadeia em favela
Túmulo, sangue
Sirene, choros e vela

Passageiros do Brasil
São Paulo, agonia
 que sobrevivem
em meio a zona e covardias
Periferias, vielas e cortiços
Você deve tá pensando
O que você tem a ver com isso
Desde o início
Por ouro e prata
Olha quem morre então! 
Veja você quem mata!
Recebe o mérito da farda
Que pratica o mal
Ver o pobre, preso ou morto
Já é cultural

Histórias, registros,
Escritos
Não é conto
Nem fábula, lendas ou mito
Não foi sempre dito
Que preto não tem vez?!?
Então olha o castelo, irmão,
Foi você quem fez, cuzão!
Eu sou irmão 
Dos meus trutas de batalha
Eu era a carne
Agora sou a própria navalha
Tim tim
Um brinde pra mim
Sou exemplo de vitórias
Trajetos e glórias
O dinheiro tira um homem da miséria
Mas não pode arrancar 
De dentro dele
A favela

São poucos
Que entram em campo pra vencer
A alma guarda
O que a mente tenta esquecer
Olho pra trás 
Vejo a estrada que eu trilhei
Mó cota!
Quem teve lado a lado
E quem só ficô na porta
Entre as frases
Fases e várias etapas
Do quem é quem 
Dos mano e das mina fraca

Hum!
Negro drama de estilo
Pra ser 
E se for
Tem que ser
Se temer, é milho
Entre o gatilho e a tempestade
Sempre a provar
Que eis homem e não um covarde
Que Deus me guarde
Pois eu sei 
Que Ele não é neutro
Vigia os rico
Mas ama os que vem do gueto
Eu visto preto
Por dentro e por fora
Guerreiro
Poeta entre o tempo e a memória

Hora
Essa história
Vejo o dólar
E vários quilates
Falo pro mano
"Não morra,
mas também não mate".
O tic tac
Não espera, veja o ponteiro
Essa estrada é venenosa
E cheia de morteiro
Pesadelo?
Hum, é um elogio
Pra quem vive na guerra
A paz nunca existiu
Num clima quente
A minha gente sua frio
Vi um pretinho
Seu caderno era um fuzil...
(...)

(Racionais MC´s)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Se as palavras contidas no título fossem invertidas, o sentido permaneceria o mesmo? Explique:

03) Explique os versos "O dinheiro tira um homem da miséria / Mas não pode arrancar / De dentro dele / A favela", posicionando-se sobre o assunto: 

04) A que se referem as palavras "crime", "futebol", "música"? Comente:

05) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito na canção, explicando seu ponto de vista:

06) Interprete a segunda passagem em destaque na música, explicando bem:

07) O drama vivido pelos negros não é de hoje, é um problema antigo. Que trecho da música  retoma esse passado? 

08) Esse drama incomoda as pessoas? Utilize uma passagem da música para justificar sua resposta:

09) Que palavra representa a polícia? 

10) O RAP é ouvido apenas nas favelas. Que trecho(s) confirma(m) ou refuta(m) essa afirmação? 

11) Em que momento há um apelo religioso na canção? Transcreva-o:

12) Copie um tipo de rima, explicando a sua escolha: 

13) Localize na música desvios da língua padrão, justificando por que eles foram mantidos:

14) Adeque esses desvios selecionados à norma culta: 

15) Copie do texto marcas fortes de oralidade:

16) Que mensagem a música transmite? Comente:

Se quiser, vale a pena conferir a música inteira e cantada pelos autores: Racionais MC´s:


(Atividade elaborada em parceria com o amigo Jefferson Salles)

Atividade sobre Anúncio Publicitário - Homem e as queimadas


01) Qual o objetivo do anúncio publicitário acima? Ele foi alcançado?

02) Quem é o anunciante?

03) Que comparação existe no anúncio? Que efeito ela causa?

04) Que crítica social o anúncio faz? Justifique sua resposta:

05) O que a parte verde representa? E a parte marrom?

06) Que mensagem o anúncio transmite? Comente:



07) Há alguma semelhança entre o anúncio acima e o anterior a ele? Explique:

08) Podemos afirmar que ele usa uma pergunta retórica? Por quê?

09) A quem tal pergunta é feita? Com que objetivo?

10) Que conselho é dado ao interlocutor? 



11) Qual a finalidade do cartaz acima? Ela foi alçançada?

12) Há a presença da linguagem verbal ou não-verbal? Por quê?

13) Existe alguma ambiguidade no anúncio? Explique seu raciocínio:

14) O que as imagens possuem em comum? Comente:

15) Qual dos anúncios você considerou mais interessante e eficaz? Justifique sua resposta:

sábado, 27 de junho de 2020

Atividade sobre criação de fala para HQ - Festa junina

A historinha abaixo encontra-se com os balões apagados para que você, com muita criatividade e coerência, os preencha de acordo com a sua imaginação, obedecendo ao tema "Festa Junina"! Tá esperado o quê, sô?!? 


(Atividade feita em parceria com a querida amiga Indiara Ferreira)

Atividade sobre a música "Sementes", de Emicida & Drik Barbosa


Sementes

Se tem muita pressão
Não desenvolve a semente 
É a mesma coisa com a gente
Que é pra ser gentil
Como flor é pra florir
Mas sem água, sol e tempo
Que botão vai se abrir?

É muito triste, muito cedo
É muito covarde
Cortar infâncias pela metade
Pra ser um adulto, sem tumulto, não existe atalho
Em resumo:
Crianças não têm trabalho, não, não, não
Não ao trabalho infantil. 

Desde cedo, 9 anos, era um pingo de gente
Empurrado a fórceps pro batente
O bíceps dormente, a mão cheia de calo
Treme, não aguenta um lápis, no fundão de São Paulo (putz)
Se a alma rebelde se quer domesticar
Menina preta perde infância, vira doméstica
Amontoado ao relento, sem poder se esticar
Um baobá vira um bonsai, é só assim pra explicar

Que o nosso povo nas periferia
Precisa encher suas panela vazia
Dignidade é dignidade, não se negocia
Por que essa troca leva infância, devolve apatia
E é pior na pandemia
Sobra ferida na alma
Uma coleção de trauma
Fora a parte física
E nóiz já tá na parte crítica
Pra que o nosso futuro não chore
A urgência é: precisamos ser melhores, viu?

Com 8 ela limpa casa de família em troca de comida
Mas só queria brincar de adoleta
Sua vontade esconde-esconde
Já que a sociedade pega-pega sua liberdade
E transforma em tristeza
Repetiu na escola por falta, ele quer ir, mas não pode
Desigualdade é presente e tira seus direitos
Sem escolha: trabalha ou rouba pra viver
Sistema algoz, que o arrancou da escola
E colocou pra vender bala nos faróis
Em maioria, jovens pretos de periferia
Que têm direito à vida plena 
Mas só conhece o que vivencia:
Insegurança, violência e medo
Trabalho infantil é um crime e tem cor e endereço
Prioridade nossa é assegurar que cresçam e floresçam
Alimentar a potência delas
A liberdade delas não tem preço
Merecem o mundo como um jardim e não como uma cela

Se tem muita pressão
Não desenvolve a semente (não)
É a mesma coisa com a gente
Que é pra ser gentil
Como flor é pra florir
Mas sem água, sol e tempo
Que botão vai se abrir? (me diz)

É muito triste, muito cedo
É muito covarde (muito)
Cortar infâncias pela metade (é quente)
Pra ser um adulto, sem tumulto, não existe atalho
Em resumo (diz) 
Crianças não têm trabalho, não, não, não
Crianças não têm trabalho, não
Apenas não ao trabalho infantil...

(Emicida) 

01) Justifique o título dado à música, dizendo a que as sementes são comparadas:

02) Responda, sinceramente, à primeira indagação feita na canção:

03) Por que o eu lírico recorreu à repetição do advérbio de intensidade nos dois primeiros versos da segunda estrofe? 

04) Justifique a acentuação do verbo sublinhado na segunda estrofe:

05) Interprete a segunda passagem destacada no texto:

06) Transcreva da música uma passagem que faz menção à desistência do estudo: 

07) Você concorda que se deseja "domesticar almas rebeldes"? Justifique sua resposta:

08) Posicione-se sobre o terceiro trecho em destaque na música, justificando bem:

09) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

10) Você concorda com o eu lírico quando afirma que "e é pior na pandemia"? Por quê? 

11) O eu lírico cita algumas brincadeiras infantis, mas adequando-as à realidade das crianças. Que brincadeiras são essas e qual o provável objetivo dele ao fazer isso? 

12) Posicione-se sobre o quarto trecho em negrito na música: 

13) Interprete a quinta passagem destacada na canção:

14) Que mensagem a canção transmite? Comente:

15) Que crítica social a música faz? O que você pensa a respeito disso?

16) Há desvios gramaticais na canção? Explique bem sua resposta:

17) Elabore uma proposta de intervenção completa para a problemática apresentada na música:

18) Além do trabalho infantil, que outra denúncia há na canção? Explique seu raciocínio:

19) O eu lírico afirma que "precisamos ser melhores". O que você tem tentado fazer nesse sentido? Comente:

(Atividade feita em parceria com as amigas Marisa Silveira e Maria Aparecida Carvalho)

Atividade de interpretação de alguns memes

Meme 01


Meme 02


Meme 03


Meme 04


Meme 05


01) Qual é a temática abordada em cada um dos memes acima? 

02) Algum meme apresenta desvio da norma culta padrão da Língua Portuguesa? Justifique sua resposta: 

03) O autor de cada meme é neutro ou expressa algum tipo de opinião? Comente:

04) Que mensagens se encontram implícitas em cada um deles? 

05) Qual deles você achou mais interessante? Por quê? 

06) Escolha cinco imagens no Google e tente criar memes interessantes, sobre assuntos variados, para depois compartilhar com os seus colegas: 

(Atividade feita em parceria com a amiga Francine Gavio)

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Atividade sobre a música "A maçã", de Raul Seixas


A maçã

Se esse amor 
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar...

Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais...

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar?
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar...

Quando eu te escolhi 
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi 
Que além de dois existem mais...

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar...

Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais...

Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar...

(Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie da música uma antítese, justificando sua resposta:

03) Posicione-se sobre a primeira passagem destacada no texto, argumentando bem:

04) O que tal metáfora represeta? Explique bem:

05) Você acha que o amor pode se gastar? Justifique sua resposta:

06) Dê a sua opinião sobre a segunda passagem em destaque no texto:

07) Posicione-se sobre a terceira passagem em destaque no texto, explicando seu ponto de vista:

08) Que comparação o autor emprega? Com que intenção?

09) Interprete o verso em negrito na quarta estrofe:

10) Reescreva o verso "Se eu te amo e tu me amas" alterando os verbos para o pretérito imperfeito do modo subjuntivo e responda: Que alteração houve com relação à ideia de amar?

11) A palavra MAÇÃ, presente na segunda estrofe, está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta: 

12) O uso dos pronomes "todos" e "outro" sugerem clareza ou imprecisão nas informações do eu lírico? 

13) Localize no texto os versos que remetem à ideia de posse: 

14) Em "Sofro, mas eu vou te libertar", qual palavra nesse verso passa uma ideia de oposição? Por qual ela poderia ser sunstituída sem alteração de sentido? 

15) Que mensagem a música transmite? Comente:

16) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras sublinhadas no texto:

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Zizi Cassemiro)

Atividade sobre o texto "Em defesa da maçã", de Patrícia Cassemiro

A postagem de hoje é bem rica e (especialmente) emocionante, pois ela envolve pessoas que me são caras e, inclusive, reforça a relação entre mãe e filha, confirmando o ditado popular que diz que "filho de peixe, peixinho é"! Zizi é minha amiga virtual há trocentos anos e é a expressividade em pessoa! E é com tamanho prazer que constato que a sua filha, Patrícia, herdou isso dela, e o texto abaixo é a prova cabal disso! E em pensar que tantas e tantas vezes uma simples imagem mexe com nossas emoções e a gente acaba deixando passar... Patrícia magicamente não deixou quando viu a imagem abaixo. Sorte a dela, sorte a NOSSA! Confiram! E espero que vocês se encantem tanto quanto eu...!!!!


Em defesa da maçã

Maçã da Eva
Maçã do Pecado
Do pecado que rubra as maçãs do rosto. 
Maçã de Newton
Maçã dos Beatles
Maçã do Raul
Maçã da Apple
Maçã de Tróia 
O pomo da discórdia.
Maçã do amor
Maçã envenenada
Maçã da torta
Que você não deveria ter comido.
Maçã com chocolate
Prato do dia: te confondue.

Se o pecado quando foi descoberto
Foi tampado com folhas de figueira
Então é o Figo
O fruto proibido:
Figo é flor
Flor é órgão
Órgão é sexo
Sexo é multiplicação do Ser
É quando a Criatura
Passa a ser o Criador
Em defesa da maçã, eu vou digo:
"Foi o Figo!"
Nem adianta fazer figas
Desde os romanos "Mano Fico!"
Pra atrair a fertilidade.
Cruzando dedo médio
Com o indicador 
Anunciando o ato que viria a ser
E afastando o mau agouro

Por isso repito: "Foi o Figo!"
A maçã foi a laranja
Balança figueira, quero ver cair
O Figo foi a flor que se disfarçou
De fruta pra ser comida
A maçã não foi tocada
Não houve pecado
O figo foi dissimulado
Bote-o na conserva!
Libertem-se da culpa!
E tomem tento com o tomate
Ele anda dizendo por aí 
Que é fruta só porque 
Se parece com o caqui.

(Patrícia Cassemiro)

01) Justifique o título dado ao texto acima: 

02) Quantas vezes a palavra MAÇÃ aparece no texto? Com que intenção? 

03) Por que existe no texto uma palavra em itálico? O que ela significa? 

04) Por que a autora tenta "incriminar" o FIGO? O que você pensa com relação a isso? 

05) Os argumentos usados por ela foram convincentes? Justifique sua resposta:

06) Explique a primeira passagem em negrito no texto: 

07) Justifique as aspas utilizadas no texto, respectivamente: 

08) Interprete o verso destacado na terceira estrofe, mencionando se está no sentido denotativo ou conotativo: 

09) Copie do texto uma prosopopeia, explicando seu raciocínio:

10) Por que se deveria desconfiar do Tomate? Ele se parece mais com a maçã ou com o caqui? 

11) Transcreva do texto uma passagem que transmite humor: 

12) Há palavras que parecem iguais, mas não formam pares, como: tesouro / tesoura, pois têm significados distintos. Localize no texto um exemplo semelhante:

13) Encontre no texto um exemplo de catacrese, explicando seu raciocínio:

14) Localize no texto um arcaísmo e um regionalismo, justificando sua resposta:

15) Explique a ambiguidade presente no verso que se encontra sublinhado no texto:

16) Transcreva do texto um trocadilho, mencionando sua provável intenção:

17) O que significa a expressão "Mano Fico" mencionada no texto e qual a origem dela?

18) Pode-se afirmar que no texto há intertextualidade? Justifique sua resposta:

19) Localize um trecho em primeira pessoa e comente por que ele foi utilizado:

20) A partir das informações do texto, quais são as referências bíblicas, mitológicas, históricas e ficcionais mencionadas? Explique seu raciocínio:

21) A autora contesta uma informação bíblica e justifica seu ponto de vista. Localize tal informação e o argumento utilizado:

22) Há, no texto, uma referência a um famoso conto de fada. Identifique-o e informe qual a sua relação com o tema do texto:

23) Forme uma linha do tempo e mencione a importância da maçã em cada época envolvida:

24) Que mensagem o texto transmite? Comente:

25) Invente um parágrafo no qual a maçã seja a vilã. Ao invés de defendê-la, você irá acusá-la, com base em argumentos consistentes:

26) Elabore um textículo tentando defender o pobre do Figo:

27) Agora você vai criar um pequeno texto incriminando o Tomate:

28) Leia a imagem a seguir e diga de que forma ela dialoga com o texto lido: 


29) Quais personagens você consegue reconhecer nela? Cite-os:

30) O que todos esses personagens têm em comum? Comente: 

31) Pode-se afirmar que a Maçã seria uma espécie de protagonista? Justifique sua resposta:

(Atividade feita em parceria com as queridas Zizi Cassemiro e Patrícia Cassemiro)

Atividade com Anúncio Publicitário - "Queimadas"


01) Qual a finalidade do anúncio acima? Ele cumpriu com esse objetivo?

02) Ele deseja vender algum produto ou uma ideia? Explique sua resposta:

03) O que ele despertou em você? Comente:

04) Que mensagem ele transmite? Explique:

05) Que dois elementos visuais foram utilizados no anúncio? Que relação existe entre elas?

06) O que ele denuncia? O que você pensa a respeito disso?


07) O que o cartaz acima tem em comum com o anúncio publicitário?

08) Qual dos dois foi mais impactante e cumpre mais com o seu papel? Por quê?

09) Explique a importância do verbo no modo imperativo:

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Atividade sobre a crônica "O teste da rosa", de Otto Lara Resende

O teste da rosa

Digamos que você tem uma rosa. Uma só. Antes que eu continue, ela me interrompe: de que cor? Pensei na rosa, mas não pensei na cor. Cor-de-rosa, digo. Ela faz uma carinha de quem não aprova. Rosa cor-de-rosa, que falta de imaginação! Branca, me corrijo. Branca, não, ela corta. Vermelha. Tá bem. Uma rosa vermelha. Vermelhinha? Sim, vermelhíssima. Da cor de sangue vivo. 
Digamos que você tem uma rosa, recomeço. É a única rosa que existe no mundo. A última? Não interessa. No caso é a única. E é sua. Digamos que você quer dar essa rosa a alguém. E se eu nãp quiser dar?Aí a história acaba. Continuo? Continua. Você tem que dar essa rosa a alguém. Uma pessoa só? Sim, uma só. Fui dar corda, a menina não para de falar. Verdadeira matraca. Já quer saber por que tem de dar a rosa. Se é dela e única, não vai dar a ninguém. Vai vender.
Mas a história é assim: é a única, a última rosa do mundo. E você tem que passar pra frente. Se não der, ela explode e queima a sua mão. Carinha de nojo, ela resmunga: rosa que explode e pega fogo, essa não. Finjo que não ouço e vou adiante. Você vai entregar essa rosa a quem mais a merece. A faladeira quer saber se a rosa é bonita. Lindíssima, já disse. Fresquinha. A última e mais bela rosa do mundo. Não, não pode guardar. Nem pode vender. 
Novas tentativas de sair do script, mas eu fecho todas as portas. Não pode mudar. Não interessa quem inventou. É o teste da rosa. Existe desde o princípio do mundo, digo, convicto. E cale a boca, por favor. Mais um minuto e a rosa estoura na sua mão. Não é bomba, mas estoura. História inventada é assim. Rosa estoura e pronto. Você tem que dar a rosa pra alguém que a merece. A pessoa que você mais ama. Dona do seu coração. Vale, vale tudo. Gente grande, ou criança. Quem você quiser. 
Não, não podem ser duas pessoas. Mesmo casadas, morando na mesma casa, não pode. Também não vale. Pétala por pétala, não. É a rosa inteira, perfumada. Uma beleza. Já disse que é a mais bonita do mundo. Nunca mais vai existir outra igual. E depressa, se não explode. Na sua mão, não no vaso. Fresquinha, com gotas de orvalho que brilham como pequenos sóis. Vamos logo, quem? A quem você dá essa rosa? Ela sorri, zombeteira, e me faz a pergunta fatal: você está crente que eu dou pra você, não está? 

(Otto Lara Resende)

01) Justifique o título dado à crônica acima:

02) Reescreva o primeiro parágrafo da crônica, fazendo uso do discurso direto marcado por travessões: 

03) Na sua opinião, por que o autor teria descartado o uso desse recurso? 

04) Encontre na crônica ao menos mais um exemplo do uso do discurso direto e transcreva-o:

05) Por que será que o narrador passa a usar suas próprias palavras para narrar o que a menina lhe diz?

06) Que palavra encontra-se em itálico no texto? Por quê? 

07) Transforme o quinto parágrafo em um diálogo marcado por travessões, complementando o que diz o narrador com as perguntas que a menina poderia estar fazendo:

08) Na sua opinião, qual é o efeito alcançado pelo autor ao eliminar a voz da menina da crônica, fazendo com que somente o narrador tenha voz?

09) De quem é a voz que encerra a narrativa da crônica em questão? 

10) Por que a menina é descrita como zombeteira na frase final do texto?

11) Copie do texto duas comparações, explicando-as:

12) Transcreva da crônica marcas de oralidade: 

13) Que mensagem a crônica transmite? Comente:

14) Localize no texto:

a) um substantivo composto:
b) um advérbio de negação:
c) um numeral:
d) um advérbio de tempo:
e) dois adjetivos:
f) um advérbio de intensidade: 
g) um probome demonstrativo: 

Atividade sobre memes - Interpretação textual


Glória Pires incapaz de opinar no Oscar, Eduardo Jorge, Tapa na pantera, Luísa Marilac, Japonês da Federal, John Travolta confuso, diferentona, Cala a Boca Galvão, Nissim Ourfali, Winona Ryder em choque, e tantos outros memes e virais -- que costumam ser tratados como mera zoeira, simplesmente uma das mil manias derivadas da internet -- passaram a ser tratados como peças de museu, literalmente. Criado como um projeto do curso de Estudos de Mídia na Universidade Federal Fuminense (UFF), o Museu dos Memes leva justamente a zoeira a sério. [...]
Ainda que sejam tratados como besteira, para o criador e coordenador do museu, Viktor Chagas, os memes possuem, para além de sua função cômica, uma função social -- basta olhar para as diversas hashtags de denúncia em causas como dentro do movimento negro e feminista para entender que tal lógica possui mais desdobramentos, possibilidades e sentidos do que imaginamos em seu aspecto mais pueril. 

(Autor Desconhecido)

01) Dê um título ao textículo acima: 

02) O que é um meme? Qual o objetivo desse gênero textual? Você já produziu algum? 

03) O que é preciso para entender um meme? 

04) Segundo o criador do Museu dos Memes, qual a função social dos memes? Você concorda com ele? Por quê?  

05) O que significa o "literalmente" usado no final do primeiro parágrafo? 

06) Copie do texto uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

07) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

08) Você já conhece o Museu dos Memes? Qual a sua opinião sobre ele? 

09) Pesquise um meme de cada assunto citado no texto, explicando-os: 

(Atividade em parceria com a colega Francine Gavio)

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Atividade "Comparando velhas ferramentas com as novas..."

Imagem 01


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Imagem 08 


Imagem 09


Imagem 10


01) A proposta de hoje é bem simples, e pode também ser bem divertida! Os alunos terão de pesquisar e explicar a relação estabelecida entre os nove objetos em desuso e suas atualizações, ou seja, os seus equivalentes "moderninhos"! Para isso, eles podem, inclusive, pedir ajuda aos pais e/ou aos avós! Será uma oportunidade bem interessante e rica de interagir as várias gerações! 

02) Os alunos também poderão ser convidados a pensarem em outros objetos, para ampliarem a listinha fornecida! Quem topa?!?

03) Observe com atenção a imagem 10 e compare com as imagens anteriores. Quais ferramentas apareceram de novo? Quais ficaram de fora? Quais você costuma usar mais? Quais não conhece ou não usa? Comente: 

(Atividade feita em parceria com as amigas Else Portilho e Zizi Cassemiro)

Atividade sobre o poema "Coisas da vida (terra em transe)", de Sérgio Vaz

Coisas da vida (terra em transe)

Hoje
Eu vi uma criança acordada
Comendo pão dormido
Um homem desempregado
Empregando uma arma.

Uma mulher vestida em trapos
lavando roupa cara. 
Um policial desalmado
separando um corpo da alma.

Uma menina desnutrida
com a barriga cheia.
Uma bala perdida
procurando uma veia.

Senhoras de joelhos 
andando sem destino.
velhos com olhos vermelhos
chorando como menino.

Poetas loucos 
cuspindo razão.
Anjos e demônios
na mesma religião.

A miséria na coleira da fartura
a vida fácil 
às custas da vida dura.
Gente sorrindo
com o coração em pranto
surdos ouvindo
a canção dos falsos santos.

Vi mãos calejadas
beijando mãos macias
José nas enxadas
no cabo delas, Maria.

Com mansos olhos de fel
E a boca dura de fera
vi um país no céu
E o inferno na terra. 

(Sérgio Vaz)

01) Justifique o título dado ao poema:

02) Podemos afirmar que o texto é todo construído por contradições? Por quê?

03) Escolha a incoerência que você achou mais interessante, explicando: 

04) Transcreva do poema um eufemismo, justificando sua resposta: 

05) Copie do texto três antíteses, explicando seu raciocínio: 

06) Transcreva do poema uma comparação, mencionando se ela foi eficaz: 

07) Que implícito traz a expressão "com a barriga cheia"? O que deu essa "pista"?

08) Copie do poema um paradoxo, explicando-o: 

09) Que críticas sociais o poema faz? Comente-as:

10) Transcreva do texto uma passagem que remete à violência: 

11) Que mensagem o texto transmite? Explique: 

12) Localize no poema: 

a) três adjetivos:
b) dois substantivos próprios:
c) um advérbio de tempo: 
d) dois verbos no gerúndio:

(Poema enviado pela querida amiga Ana Cristina Pontes)

terça-feira, 23 de junho de 2020

Atividade sobre o funk "Bunda Lê Lê", de Adriana Calcanhoto e Dennis DJ


Bunda Lê Lê

É o funk da quarentena!
É o funk da quarentena!

O que que faz na quarentena?
Na quarentena o que que faz?
O que que faz na quarentena?
Na quarentena o que que faz?

Senta, senta, senta
Senta, senta, senta
Senta a bunda
Senta a bunda
Senta a bunda
Senta a bunda
Senta a bunda
E estuda! 

Senta a bunda 
E estuda
Senta a bunda
E estuda
Senta a bunda
E lê, lê
Senta a bunda
E vai à luta
E vai à luta
Senta a bunda e vai...

(Adriana Calcanhoto e Dennis DJ)


01) Justifique o título da música, mencionando se a letra combina ou não com ele:

02) Explique a repetição do verbo "senta", considerando o contexto da música e das letras de funk de um modo geral: 

03) O que esse verbo no modo imperativo indica?

04) A passagem "senta a bunda" quebra o que se espera dos funks atuais ou reforça a ideia neles presentes? Por quê? 

05) Há algum diálogo entre a canção e o poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade? Explique bem:

06) Na segunda estrofe, o que a inversão da frase pode estar querendo representar, considerando o contexto? Justifique sua resposta: 

07) Há alguma quebra de expectativa na letra de música? Se sim, qual? Explique-a:

08) Você conhece algum funk que aconselhe a estudar? Justifique sua resposta: 

09) Que passagem faz uma apologia à leitura? É comum haver esse tipo de apelo nas letras habituais de funk? 

10) Observe os autores da música e pesquise um pouco sobre o estilo musical de cada um. Eles parecem combinar ou destoar?  Justifique sua resposta:

11) Houve algum estranhamento ao ouvir a música e ao assistir ao clipe? Comente:

12) Explique as reticências utilizadas no final da canção:

13) O que seria um "funk da quarentena"? O que ele tem de diferente dos demais? Por que isso seria justificável?

14) A junção dos dois cantores revela algum propósito? Como relacionar isso à quarentena em si? 

15) Que mensagem a canção transmite? Comente:

16) Você acredita que o atual período de isolamento social favorece o sentar para estudar e ler? Justifique sua resposta: 

17) Em outra situação, o poder se aglomerar justificaria o outro sentido do verbo "sentar"? Explique seu ponto de vista:  

18) O que significa a expressão "vai à luta"? Você costuma usá-la? 

19) Que aspecto da letra tradicional do funk é mantido? Por quê? 

20) Aproveite para responder: "O que que se faz na quarentena?" Você tem feito algo diferente e que te surpreenderia se a época fosse outra? 

21) De que maneira podemos associar a música à proposta do Modernismo? Explique: 

(Música indicada pela amiga Ana Cristina Pontes  
e atividade feita em parceria com a amiga Marisa Silveira)

Atividade sobre a música "Arraiá virtuá", de Mastruz com Leite


Arraiá virtuá

Alavantú pra tu, anarriê pra eu
Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa

O meu São João esse ano é diferente,
Vai ter multidão de gente dançando
Pra lá, pra cá, pra cá, pra lá

Cada casal vai dançando no seu lar
O São João desse ano vai ser virtuá
Cada casal vai dançando no seu lar
São João na internet no arraiá virtuá

Alavantú pra tu, anarriê pra eu
Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa

Em seus lugares, todo mundo nos seus lares
Uma fogueira pelos ares, distantes nessa união
As bandeirinhas penduradas nessas redes
Um sinal que vai subindo cada instante meu balão

Alavantú pra tu, anarriê pra eu
Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa

Atenção, matutada!
Vai começar o arraiá virtuá com o forró Mastruz com Leite!

Os namorados? Usando máscaras
No trancelim? Lavando as mãos
Os cumprimento? De cotovelos
Com a proteção de São João

Alavantú pra tu, anarriê pra eu
Tu no teu canto e eu dançando aqui no meu
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa
Vontade voa e a saudade cria asa
Vai ter São João, mas cada qual na sua casa

(Ferreira Filho / Rômulo César)

01) Justifique o título dado à música acima, mencionando se ele se encontra no sentido formal ou informal:

02) Por que o São João este ano será diferente dos demais? O que você pensa a respeito disso? 

03) Explique a passagem destacada na música:

04) Copie da canção palavras que se referem ao campo semântico de festa junina:

05) Existe alguma palavra em desacordo com a norma culta? Explique seu raciocínio:

06) Que mensagem a canção transmite? Comente:

07) Localize no texto:

a) dois pronomes possessivos:
b) dois verbos no gerúndio:
c) três advérbios de lugar:
d) duas marcas de oralidade:
e) dois pronomes pessoais do caso reto:
f) um vocativo:

(Música indicada pela querida amiga de grupo: Erica Espindola)

Atividade sobre a música "Fé na vida", de Preto no Branco


Fé na vida

Dia a dia, atrasado, 
O chefe chato e uma prova pra ficar legal
Que agonia!
No busão lotado do Leme ao Pontal
Maravilha!
Tenho dez minutos para almoçar! 
Quem diria!
Hoje faz três anos
Que eu não saio do cheque especial

Espera!
Não vai desistir!
Sei que tá difícil aí!
Peço uma coisa pra você:

Que tenhamos fé na vida
A tristeza nunca é a saída
Amanhã tudo pode acontecer
Tenha foco, força e fé na vida

Que tenhamos fé na vida
Deixe espaço para alegria
Se Deus quiser o jogo vira
Tenha foco, força e fé na vida

Novo dia nascerá
Alegria no olhar
É pra você...

(Preto no Branco)


01) Justifique o título da canção:

02) Que problemas são enumerados na letra de música?

03) Copie do texto um verso que transmite esperança:

04) Que conselho é dado no texto? O que você pensa a respeito disso?

05) Você concorda que "a tristeza nunca é a saída"? Justifique sua resposta:

06) Que mensagem a música transmitiu? Comente:

07) Localize no texto:

a) um numeral:
b) dois advérbios de tempo:
c) um adjetivo:
d) duas marcas de oralidade:
e) três substantivos próprios:
f) um advérbio de negação:
g) uma interjeição:

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Atividade sobre o poema "Não vou mais lavar os pratos", de Cristiane Sobral


Não vou mais lavar os pratos

Não vou mais lavar os pratos.
Nem vou limpar a poeira dos móveis
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
 e uma semana depois decidi:
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
a estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
 dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.

Qualquer coisa. 
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
 para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d´água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar...
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros...

Ah,
Esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou. 
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
Você foi o que passou:
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.

Desalfabetizou
Não vou mais lavar as coisas.
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá para cá.
Desinfetarei as minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro,
Minha tela da sua moldura
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir
de investir
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo
Em letras tamanho 18, espaço duplo.

Aboli.
Não lavo mais os pratos.
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo
e jóias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.

(Cristiane Sobral)
http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-autoras/932-cristiane-sobral-nao-vou-mais-lavar-os-pratos

01) Justifique o título empregado no poema:

02) Que fato fez o eu lírico mudar de atitude? Justifique sua resposta: 

03) Copie do texto um exemplo de polissíndeto, mencionando que efeito ele provoca no poema: 

04) Interprete o verso "Sinto muito", presente em alguns momentos no poema: 

05) Copie do texto um trecho em que o eu lírico brinca com a sonoridade das palavras: 

06) Explique o primeiro verso destacado no poema: 

07) Transcreva do poema uma anáfora, explicando seu valor semântico:

08) Explique a ambiguidade presente no segundo verso destacado no texto: 

09) Considerando o contexto, interprete a palavra sublinhada no poema: 

10) Copie do texto uma passagem em que o eu lírico se sentia meio cúmplice do sistema, até perceber isso e se rebelar: 

11) Explique o terceiro verso em negrito no poema: 

12) Transcreva do texto uma passagem que revela desejo de ser inteira, sem mais ser parte do outro, aproveitando para se posicionar sobre isso: 

13) Explique a importância de se mencionar a Lei Áurea no poema, considerando o contexto: 

14) A que conclusão o eu lírico chega no final? O que você pensa a respeito disso? Justifique sua resposta:

15) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

16) Você acha que a leitura é mesmo capaz de transformar a vida das pessoas e libertá-las? Por quê? 

17) Que principais críticas sociais o poema faz? Identifique-as, comprovando com passagens do texto:

18) Faça uma pesquisa sobre a autora e elabore um pequeno resumo, contendo o que achou mais importante e significativo sobre ela:

19)  Que outras obras a autora possui? O que você acha, pelos títulos, que elas têm em comum? Comente:

20) Localize no texto:

a) um substantivo primitivo:
b) um substantivo derivado:
c) um advérbio de negação:
d) três advérbios de lugar:
e) quatro advérbios de tempo:
f) dois advérbios de intensidade:
g) dois pronomes possessivos:
h) um pronome de tratamento: