domingo, 31 de maio de 2020

Atividade do "Pote da Gratidão". Já fez o seu?!?


Confesso que eu já tinha tentado fazer um "Potinho da Gratidão", logo assim que o ano começou, toda animada, mas depois acabei desistindo, por conta da correria diária, acho. Já nem me lembrava mais dessa ideia, até que a escola do meu filho, como sempre, me surpreendeu, entregando aqui em casa, já há algumas semanas, a tal "Sacola das possibilidades". Amamos, claro!

Dentre as várias possibilidades, estava a proposta de fazermos o "Pote da Gratidão" e é claro que eu e o Miguel já aderimos. Ele está fazendo o dele, e eu catei um potinho improvisado para mim. Então desde o dia 14, a cada dia, estamos pensando pelo que somos gratos e tentando não repetir. Já temos vários papéis coloridos morando nos nossos potes, todos carregadinhos de gratidão! 


Vamos ver quantos agradecimentos caberão ali até terminar a pandemia e a gente voltar à rotina! E que a gente possa continuar fazendo até depois que esse período de isolamento Não podemos nos esquecer de sermos gratos! Deus tem nos protegido a todo instante e dando livramentos! Ou alguém duvida?!?

Já passei a tarefa para as minhas turmas, das duas escolas, e alguns alunos, felizmente, se interessaram!!! Que alegria!!! E aí?!? Que tal você começar o seu potinho também, hein?!? E viva a GRATIDÃO!!! Aposto que vai encontrar mil e um motivos para agradecer!!! 

Atividade sobre o texto "Engenharia do amor", de Carina Rodrigues


Engenharia do amor

Conta a sabedoria popular que o joão-de-barro constrói sua casinha para aprisionar a fêmea se esta o trair. Dizem que o macho, muito enciumado, possessivo, enclausura sua fêmea ali para que NINGUÉM lhe roube. O destino então é a morte: do amor e de quem ama! Há quem diga que já destruiu a engenharia feita de barro e encontrou um esqueleto completo da espécie. Senso comum, causo, lenda ou mentira, a estória nos remete ao prejuízo que o ciúme doentio pode provocar nas relações. Quando os olhos de outrém perturbam nossa paz ao olharem para nosso bem-querer, é preciso urgente rever os nossos sentimentos, pois desejar que o ser amado não seja "olhado" por ninguém é estimar diretamente o seu fim. Pessoas vivas são olhadas, admiradas, desejadas! Pessoas mortas que não o são! Como bem canta Maria Betânia e não o joão-de-barro: o ciúme lançou sua flecha preta e se viu ferido justo na garganta... O ciúme não constrói relações. Ele mata e destrói até a mais linda arquitetura de bem querer. 

(Carina Rodrigues)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Qual é o tema central do texto? Justifique sua resposta:

03) Explique por que a palavra "Ninguém" encontra-se toda em maiúscula no texto: 

04) Copie do texto dois pares de antítese, explicando o seu raciocínio: 

05) Justifique as aspas usadas no texto: 

06) Transcreva do texto uma palavra que indica incerteza com relação à história contada: 

07) A própria autora nos dá algumas possibilidades: "senso comum, causo, lenda ou mentira". O que você acha que é? Por quê? 

08) Independente da sua opinião quanto à questão anterior, isso parece fazer alguma diferença para o texto em si? Explique seu raciocínio: 

09) Que passagem do texto deveria vir entre aspas? Por quê?

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) A passagem destacada no final do texto é um FATO ou uma OPINIÃO? Justifique sua resposta:

12) Posicione-se, argumentando bem, sobre essa mesma passagem:

13) Que problema social encontra-se presente, direta ou indiretamente, no texto? Comprove com uma passagem do próprio texto:

14) O texto faz referência a um recorrente fator que dificulta as relações afetivas. Qual é ele? Que consequências ele pode trazer?

15) Na história do joão-de-barro há a presença de uma figura de linguagem muito famosa. Qual é ela? Explique seu raciocínio:

16) Você consegue associar, de alguma forma, ao texto, a pandemia que estamos enfrentando? Comente:

17) Localize no texto: 

a) quatro adjetivos: 
b) um advérbio de intensidade: 
c) um substantivo composto:
d) um pronome indefinido:
e) dois pronomes possessivos: 
f) um advérbio de lugar: 
g) dois advérbios de tempo: 
h) uma conjunção coordenativa alternativa:
i) uma conjunção coordenativa aditiva:
j) uma conjunção coordenativa explicativa:
k) um advérbio de negação: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Carina Rodrigues! Uma honra!)

P.S.: Penso que há um texto da Marina Colasanti (neste LINK aqui no blog!) que pode dialogar intimamente com o texto em questão, numa relação deliciosa de intertextualidade. Confiram!

Atividade sobre "O uso das máscaras em tempos de Coronavírus"

01) A que gênero textual pertence a imagem acima? Quais foram as "pistas" para descobrir essa informação? 

02) Justifique as aspas utilizadas na legenda da imagem: 

03) O que gerou o meme em questão? Explique bem: 

04) O que aconteceu de errado no uso da máscara? Que conselho você daria ao seu usuário? 

05) Em que reside o humor do meme? Justifique sua resposta: 


06) Agora a sua tarefa é criar um meme usando a imagem fornecida acima, usando e abusando de sua criatividade:  


07) Que comparação é feita na imagem acima? O que você pensa a respeito disso?

08) De que maneira tal imagem dialoga com as imagens do presidente? 

09) Qual a finalidade da referida imagem? Ela foi alcançada? Por quê? 

10) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre a importância de se saber utilizar a máscara, não bastando apenas usá-la! 


11) A quem é, aparentemente, destinado o meme acima? Por quê? 

12) No que reside o humor dele? 

Atividade sobre o uso das máscaras contra o Coronavírus


01) Baseada em que ação errônea das pessoas surgiu a necessidade de se dar a primeira recomendação?

02) Qual recomendação dada você desconhecia? O que isso revela? 

03) Qual das recomendações acima você acha mais difícil de colocar em prática? Por quê?



04) Não é só necessário usar a máscara como medida de prevenção e sim também ter cuidados ao usá-la e também ao retirá-la. Que dica acima você achou de suma importância? Por quê? 

05) Qual delas, sinceramente, você ainda não fazia? Justifique sua resposta: 


06) Podemos afirmar que o texto acima pertence ao gênero Manual de Instruções? Justifique sua resposta:

07) Tem sido fácil encontrar máscaras para comprar? Caso não, é fácil de fazê-las? Por que algumas pessoas ainda não fazem uso delas?

08) O que os três cartazes analisados possuem em comum? Comente:

09) O que você considera mais importante neles: a linguagem verbal, não verbal ou ambas? Justifique sua resposta: 

10) Envie uma foto sua usando máscara e aproveite, ainda, para mandar uma outra imagem: de uma máscara criada por você! Pode ser confeccionada ou apenas desenhada, mas tem que ter o SEU estilo! Ok?!? 

Atividade sobre o gênero Manual de Instrução - Máscaras Cirúrgicas


Qual é a orientação da OPAS e da OMS no que diz respeito ao uso de máscaras? 

A OPAS e a OMS recomendam que as máscaras cirúrgicas sejam usadas por: 

- pessoas com sintomas respiratórios, como tosse ou dificuldade de respeirar, inclusive ao procurar atendimento médico. 
- profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a individuos com sintomas respiratórios.
- profissionais de saúde, ao entrar em uma sala com pacientes ou tratar um indivíduo com sintomas respiratórios.

O uso de máscaras não é necessário para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios. No entanto, máscaras podem ser usadas em alguns países de acordo com os hábitos culturais locais.
As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção. 
Como colocar, usar, tirar e descartas uma máscara: 

1. Lembre-se de que uma máscara deve ser usada apenas por profissionais de saúde, cuidadores e indivíduos com sintomas respiratórios, como febre e tosse. 
2. Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão.
3. Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buraco.
4. Oriente qual lado é o lado superior (onde está a tira de metal).
5. Assegure-se que o lado correto da máscara está voltado para fora (o lado colorido).
6. Coloque a máscara no seu rosto. Aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz. 
7. Puxe a parte inferior da m[ascara para que ela cubra sua boca e seu queixo.
8. Após o uso, retire a máscara, remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara. 
9. Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso. 
10. Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara -- use um higienizador de mãos à base de álcool ou, se estiverem visivelmente sujas, lave as mãos com água e sabão. 



01) Qual o objetivo do texto acima? Ele cumpre com esse objetivo? Justifique sua resposta: 

02) A que gênero textual ele pertence? Quais características deram essa "pista"? 

03) Qual a finalidade de citar a OPAS e a OMS, logo no começo do texto? O que essas siglas significam? 

04) Segundo o texto, todas as pessoas deveriam usar a máscara cirúrgica? Por quê? 

05) Basta apenas usar a máscara? Justifique sua resposta:

06) Circule no texto alguns verbos no modo imperativo, dizendo a sua importância para o contexto:

07) Qual das dez instruções você achou mais interessante? Por quê? 

08) Qual instrução você desconhecia? O que isso revela? 

09) O que aconteceria se, por conta da desinformação, todo mundo cismasse de usar máscaras cirúrgicas indiscriminadamente?

10) Tente transformar as dez dicas verbais em linguagem não verbal, de modo que nenhum detalhe seja ignorado!


11) De que maneira podemos associar o cartaz acima ao texto lido? Comente: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Cida Gavio!)

Atividade sobre a música "Canção de esperança", de Flávia Wenceslau


Canção de esperança

A esperança
Tece a linha do horizonte
Traz tanta paz
Em reluzente e doce olhar
Que nos conforta
Quando o mar não é tão manso
Quando o que resta
É só o frio sem luar
E nasce leve, devagar
Em uma canção de ninar
Que nos acolhe pra dizer:
O amor jamais deixou você

Ô Esperança, és para sempre, sempre viva
Te ofereço a minha casa pra morar
Nos meus sentidos quero ter os teus conselhos
Na minha voz eu quero sempre ir te encontrar
Se alguma coisa eu temer
Estou contando com você
Pra me dizer ao me acalmar
Que o amor jamais me deixará
E nasce leve, devagar
Em uma canção de ninar
Que nos acolhe pra dizer:
O amor jamais deixou você

(Flávia Wenceslau)


01) Justifique o título dado à canção acima, sugerindo um outro:

02) Copie da música uma personificação, explicando seu raciocínio:

03) Circule no texto um vocativo:

04) Que mensagem a música transmite?

05) Transcreva da canção uma forte marca de oralidade:

06) Que ditado popular aparece parafraseado na letra de música? Justifique com uma passagem do texto:

07) De que passagem da canção você mais gostou? Por quê?

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto, respectivamente: 

(Mais uma música indicada pelo querido amigo Jefferson Salles, que arrasa!) 

sábado, 30 de maio de 2020

Atividade sobre o filme "O garoto de ouro" (1 h 39 min)


Sinopse: Mats é um garoto comum como qualquer outro, mas quando encontra uma calça que contém uma quantidade ilimitada de dinheiro, tudo muda. (Duração: 1 h 39 min)

01) Justifique o título dado ao filme:

02) Quais são as personagens principais da história?

03) Qual é o assunto do filme? Justifique sua resposta:

04) O que acontece com a mãe de Mats no início do filme?

05) Onde os meninos encontram a calça?

06) De onde vinha o dinheiro que saía da calça?

07) No começo, os meninos gastam à toa, mas depois o que eles fazem com o dinheiro?

08) Quem estava atrás dos meninos?

09) Quem consegue tirar Mats dos bandidos?

10) O que acontece com a calça no final do filme?

11) Que mensagem o filme transmite? Comente:

12) O que você mais gostou no filme? Justifique sua resposta:

13) O que você mudaria no filme? Explique:

14) Escreva um pequeno texto contando o que você faria se encontrasse a calça de ouro:

(Atividade enviada pela querida colega Katty Samerson

Atividade sobre o texto "A humanidade, sim, tem sido o grande vírus", de Rita Lee


A humanidade, sim, tem sido o grande vírus

Fazer parte do grupo de risco por eu ter 73 anos pode ser uma chatice, mas não para mim. Não vou morrer desse vírus voodoo e peço ao Universo que minha morte seja rápida e indolor, de preferência dormindo e sonhando que estou com minha família numa praia do Caribe. 
É sequência natural que velhos morram antes de jovens e crianças, mas não precisava ser nesta situação apocalíptica de fim do mundo, apavorando vovôs e vovós. Os milhares de corpos que temos visto empilhados em cemitérios precários e caminhões frigoríficos expõem os humanos a mais um perigo, contaminando o solo por sei lá quanto tempo com um vírus cuja consequência é desconhecida. Não seria melhor uma nova lei para organizar uma cremação desses corpos? Há séculos o fazem na Índia e com o maior respeito, tudo diante de um fogo sagrado que transforma os defuntos em cinzas e higieniza o planeta Terra.
Pensando bem, eu sempre fui considerada grupo de risco. Desde que entrei para o mundo da música, fui a artista mais censurada na época da ditadura do país, por ser tida como uma mulher perigosa para os bons costumes da família brasileira. 
Fui grupo de risco no colégio, quando me arrisquei tascando fogo no cenário do teatro por ter sido rejeitada para fazer o papel de Julieta.
Sou grupo de risco desde que luto contra os donos do poder, declarando meu repúdio aos maus-tratos de animais em rodeios, circos, aviários, matadouros, zoológicos, touradas, vaquejadas, ao contrabando de bichos silvestres, aos criadores gananciosos, às rinhas de galos e cachorros e a zilhões de outras barbaridades cometidas pela raça humana, que trata animais como objetos.
Desde que deixei os palcos, há oito anos, vivo confinada na minha toca, numa casinha no meio do mato, cercada de bichos e plantas, só saindo para ir ao dentista, fazer supermercado, comprar ração para meus animais e, eventualmente, visitar meus netos. Hoje, faço tudo pela internet e rezo para não quebrar um dente. Sou parte de um grupo de risco saudável e esperançoso, por acreditar que esta pandemia faz parte de um propósito Divino para conscientizar a raça humana a respeitar nossa Nave Mãe de toda a destruição que vem sofrendo, em todas as suas formas de vida. E revelando que a humanidade, sim, é que tem sido o grande vírus, fazendo o Jardim do Éden, nossa Mamãe Natureza, virar o maior grupo de risco.
Desejo a todos saúde física, mental, psicológica e espiritual.

P.S.: Aproveite a quarentena e adote um bichinho. O melhor amigo. 

01) Posicione-se sobre o título dado ao texto, explicando seu ponto de vista:

02) Por que a autora aposta que a cremação seria o mais recomendado no atual momento? O que você pensa a respeito disso? 

03) Por que a autora afirma que sempre fez parte do grupo de risco, independente de idade e de época de pandemia? 

04) O que está implícito quando a autora diz "rezo para não quebrar um dente"?

05) Segundo a autora, qual o objetivo dessa pandemia? Você concorda com ela? Justifique sua resposta:

06) Que mensagem o texto transmite? Comente:

07) Copie do texto uma antítese, explicando sua escolha:

08) O texto também toca na questão dos idosos, que são do grupo de risco e acabam ficando ainda mais isolados com a pandemia. Que solução você daria para amenizar essa problemática? 

09) Transcreva do texto fortes marcas de oralidade:

10) O que a autora deixou de fazer com o isolamento social? E você?

11) Com o que a autora parece se preocupar tanto? O que isso revela?

12) Localize no texto:

a) dois advérbios de tempo:
b) dois substantivos próprios:
c) um advérbio de intensidade:
d) um advérbio de negação:
e) um advérbio de modo:
f) dois substantivos derivados:
g) um substantivo composto:
h) um numeral:
i) um advérbio de afirmação:
j) dois adjetivos:
k) um pronome possessivo:


13) Você se assemelha mais à imagem acima ou com a postura da Rita Lee com relação ao isolamento social? Justifique sua resposta: 

(Texto enviado pela querida amiga artemanhosa Luciene Gomes)

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Atividade sobre a obra de arte "Progresso americano", de John Gast


A obra de arte acima se chama "Progresso americano", de John Gast, é de 1872, e eu a conheci como uma das tarefas de um curso que estou fazendo! A pergunta era: "Quais ligações você percebe entre a obra e a docência contemporânea???" Resolvi trazê-la para cá, a fim de usarmos também este espaço para discussões, reflexões e registros sobre esse tema, tanto envolvendo colegas, quanto também alunos! 

01) Justifique o título dado à obra em questão:

02) O que representa a figura da mulher de branco?

03) Caracterize tal mulher, utilizando, no mínimo, três adjetivos:

04) No que ela difere do cenário? Por quê? 

05) Que sensação ela parece despertar nas outras pessoa? Justifique sua resposta: 

06) Que outro título você daria à obra? 

07) Que mensagem a imagem transmite? Comente: 

08) Educação à distância e Educação Online são sinônimos? Explique bem: 

09) Explique a afirmação "Comunicar é partilhar sentido", de Pierre Levy, associando-a, se possível, à obra de arte analisada: 

10) Posicione-se sobre essa afirmativa de Paulo Freire (1996): "Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção", conectando-a à obra em questão: 

Atividade sobre a música "Segue o som", de Vanessa da Mata



Segue o som

Segue o som e pense um pouco no que está fazendo
 Relaxe o seu semblante e pense no que está se metendo
Eu não queria dizer nada, mas sou sua amiga
Enxergue além de você e pense na medida

Vamos sair um pouco pra dançar
Vamos ver a vida
Sobre outras curvas, outros aspectos
Sem muita loucura
Te conheço já há tanto tempo
Não quero te ver mal
Mas um momento é apenas um momento

Vamos sair
Vamos sair
Vamos sair

Gosto que dance comigo num passo pequeno
Pura curtição
Dramas são sempre enrolados
Tome mais cuidado, não vá sem razão

Segue o som e pense um pouco no que está fazendo
Relaxe o seu semblante e pense no que está se metendo
Eu não queria dizer nada, mas sou sua amiga
Enxergue além de você e pense na medida

Vamos sair um pouco pra dançar
Vamos ver a vida
Sobre outras curvas, outros aspectos
Sem muita loucura
Te conheço já há tanto tempo
Não quero te ver mal
Mas um momento é apenas um momento

Vamos sair
Vamos sair
Vamos sair

(Vanessa da Mata)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Interprete a passagem destacada na letra de música: 

03) Explique a importância dos verbos no modo imperativo empregados na música, circulando-os nela:

04) Copie da canção um verso que revela a necessidade de abrir mão do egoísmo, do egocentrismo:

05) Que mensagem a música transmite?

06) Você acha que amigos tendem a ser mais sinceros? Justifique sua resposta: 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Atividade sobre o texto "A casa do meu avô", de Danuza Leão


A casa do meu avô

Meu avô paterno, que se chamava Heródoto, tinha dois irmãos, Kociusko e Aristóbulo; sua casa era bem diferente da casa da minha avó materna. 
Eram também 11 tios e tias, mas todos nervosos, desobedientes, brigões e barulhentos. Falavam alto, discutiam e davam grandes gargalhadas -- tudo ao mesmo tempo. Depois que minha avó morreu, meu avô se casou de novo; os três filhos do primeiro casamento odiavam a madrasta, é claro, e eram correspondidos com intensidade, coisa de uma família normal. Sendo assim, seus enteados -- entre eles meu pai -- tinham muita liberdade: para fazer e sobretudo para pensar. 
Todos adoravam comer e, como a casa era perto do mar, havia sempre grandes peixadas, muito mexilhão, muito camarão de rio e de mar e muita lagosta. No quintal, um canteiro só de pimenta malagueta, e a família se fartava. Comia-se macarrão com pimenta, ovo frito com pimenta, pão com pimenta, sempre tirada na hora, do pé -- em conserva, nem pensar. A pimenta era amassada com a faca e espalhada sobre o que se ia comer. Todo mundo saía da mesa fungando, e meu avô dizia: "Se não chorar, não vale". Os mais velhos, quando iam à casa de outros parentes, levavam pimentas num vidrinho, para o que desse e viesse. 
No quintal, um monte de galinhas soltas, e também um galo grande, lindo, de penas ruivas, e um galinho garnisé branco. A primeira percepção de vida que senti -- sem entender -- foi quando segurei pela primeira vez um ovo que a galinha tinha acabado de botar. O ovo era quente, mas um quente diferente, perturbador; um quente vivo
Havia uma mangueira e os mais novos amarravam um saquinho na ponta de uma vara para tirar as mangas ainda verdes; as frutas eram massageadas para que parecessem maduras e vendidas numa rua longe de casa -- espertos, os meninos. Quando se comia galinha, o que era raro, era ao molho pardo, e a garotada não perdia a cena, com direito a muito cacarejo e muito sangue. A briga na mesa era pela moela, o objeto de desejo de todos. O pescoço era jogado para um cachorro vira-lata que não tinha dono e sempre aparecia para descolar alguma sobra de comida. Ah, na casa do meu avô nunca se falou em religião, nem nunca ninguém foi à missa. 
Lá não havia muita disciplina; a madrasta de meu pai não conseguia mandar nos que não eram seus filhos e, como os dela queriam fazer o que os meios-irmãos faziam, o resultado era uma confusão permanente. Um dia, a família resolveu se mudar e, quando chegaram à casa nova e contaram, notaram que faltava uma criança; foi preciso voltar para buscá-la. 
Quando meu avô ficou tuberculoso, o médico recomendou uma cidade de bom clima, e a família mudou-se para Barbacena. Fomos visitá-lo uma vez; seu prato, seu copo e seus talheres eram separados dos dos outros, e não se podia chegar perto para não pegar a doença. Ele ficava o dia todo na varanda, triste, numa cadeira de vime, com as pernas cobertas por uma manta, tomando leite, coitado. 
Era especial, meu avô, e com ele não havia essa de economizar nos sentimentos: quando eu nasci, mandou fazer meu nome em metal, bem grande, e botou na fachada da casa onde morava. Ah, meu avô querido. 
Depois que ele morreu, a família se dispersou, mas ainda guardo dele a mais linda carta que já recebi, contando um sonho que havia tido comigo, querendo me abraçar e não conseguindo. 
O tempo passou, mas ainda sei trechos dessa carta de cor -- e continuo gostando muito de comer pimenta. 
E, como ele dizia, se não chorar, não vale. 

(Danuza Leão)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Por que a figura do avô paterno foi tão marcante para a autora?

03) De que "primeira vez" fala a autora? Justifique sua resposta com uma passagem do próprio texto:

04) O que os nomes próprios citados no texto têm em comum?

05) Que mensagem o texto transmite?

06) Justifique as aspas utilizadas no texto:

07) Interprete a passagem destacada no texto -- "um quente vivo":

08) Que lembranças você tem dos seus avós? Comente:

09) O que era tão cobiçado quando a comida era galinha? E o que era desprezado?

10) Copie do texto duas interjeições, dizendo o que elas transmitem:

11) Transcreva do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

12) Localize no texto:

a) um advérbio de modo:
b) seis adjetivos:
c) quatro numerais:
d) dois pronomes possessivos:
e) dois advérbios de intensidade:
f) um substantivo derivado:
g) dois advérbios de tempo:
h) um advérbio de negação:
i) um advérbio de lugar:

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Atividade sobre a poesia "A borboleta", de Olavo Bilac


A borboleta

Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! É toda preta, 
Com listras douradas na asa.

Tonta, nas mãos de criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fugir, voa, cansa,
E treme, e respira a custo.

Contente, o menino grita:
"É a primeira vez que apanho,
Mamãe! Veja como é bonita! 
Que cores e que tamanho! 

Como voavam no mato! 
Vou sem demora pregá-la
Por baixo do meu retrato,
Numa parede da sala."

Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: "Que mal te fazia,
Meu filho, esse animalzinho,
Que livre e alegre vivia?

Solta essa pobre coitada! 
Larga-lhe as asas, Alfredo! 
Veja como treme assustada...
Veja como treme de medo...

Para sem pena espetá-la
Numa parede, menino,
É necessário matá-la:
Queres que isso aconteça"

Pensa Alfredo...  E, de repente, 
Solta a borboleta... E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.

"Assim, meu filho! perdeste
A borboleta dourada,
Porém ouvistes o conselho 
Da tua mãe adorada...

Que cada um cumpra a sorte
Das mãos de Deus recebida:
Pois só pode dar a Morte
Aquele que dá a Vida."

(Olavo Bilac)

01) Justifique o título dado à poesia, aproveitando para sugerir um outro:

02) Como vivia a borboleta antes de Alfredo capturá-la? 

03) Como ela ficou nas mãos do menino?

04) O que o menino desejava fazer com a borboleta? 

05) Transcreva do poema uma passagem descritiva, sublinhando os adjetivos utilizados: 

06) Circule no texto os vocativos, justificando sua resposta: 

07) Copie do poema uma antítese, explicando seu raciocínio: 

08) Localize no texto um polissíndeto, justificando bem: 

09) Copie do texto um trecho que revela cansaço e desistência: 

10) Justifique as aspas utilizadas no poema: 

11) Explique o sentido obtido através das reticências usadas na oitava estrofe: 

12) O texto é formado por quantas estrofes? Quantos versos em cada? E no total?

13) Que mensagem o texto transmite? Que lição aprendemos com ele? 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Trabalhando com o Padlet - Quem já conhece?!?


Quem me conhece um pouquiiiinho, já sabe o quão inquieta eu sou e também apaixonada por novidades! Se procuro alguma atividade e não acho, crio eu mesma as minhas e ainda compartilho com os amigos aqui no blog! Se tem coisa que eu não tenho é preguiça, nem má vontade! E olha que não me sobra tempo livre não, ao contrário do que alguns possam pensar! Sou ligada no 220, e isso porque ainda não sei se é possível uma voltagem maior, se não... sei não! (risos)

Depois do "Jamboard", agora descobri, num curso, o PADLET e estou encantada com as tantas possibilidades que essa ferramenta oferece, seja no âmbito pessoal ou no profissional, ainda mais quando se há criatividade envolvida no processo e na criação! Curiosos?!? 

A versão FREE oferece a criação de 8 padlets e eu já fui lá fuxicar tudo e criar um para mim, é claro! Basta clicar AQUI neste link se quiser conhecer o meu primeiro padlet... e... se quiser comentar eu vou gostar muito (basta escolher um assunto que lhe agrade mais ou, quem sabe, dizer que é um seguidor daqui do blog) e se quiser adicionar um tópico eu vou gostar mais ainda, principalmente se você ousar e incluir gifs, vídeos, fotos, imagens... o que quiser compartilhar comigo e eternizar a sua marquinha lá!!! Combinado?!? 

Para deixar deixar recadinho sem ser anônimo, basta estar logado na conta Google; se não tiver, basta assinar no final do seu recado anônimo para eu saber que é você (e não um agente da CIA ou do FBI). Para quem ainda está perdido(a) ou meio inseguro(a), saiba que é só clicar no sinalzinho de + que tem lá na lateral inferior da página e descer a barrinha de rolagem até o último quadrinho, aí surgirá um espaço para você deixar a sua marquinha! 

E vale lembrar que podemos criar um PADLET para nossos alunos também (ainda mais em época de aula online), da nossa disciplina, com vários sites legais, dicas, quiz, sugestões de filmes, livros, músicas, curtas, matérias, artigos, charges, enfim... uma variedade de coisas! Pode usar como mural para postar as notas, perguntinhas ou enigmas para serem respondidos ali mesmo pelos alunos, ou colocar uma imagem e pedir para contarem uma história sobre ela e cada um vai completando... enfim... muuuuitas possibilidades!!! 

Espero que tenham gostado da ideia e aqui está o LINK para quem quiser criar um e começar a explorar essa brincadeira tão gostosa!!! E ainda compartilho um vídeo com uma espécie de tutorial, que é beeeeeeem facinho!!! Confira!!! E me diga se gostaram dessas dicas e se querem mais algumas, futuramente...!!! Não se esqueçam também de vir me contar as experiências de vocês usando essa ferramenta, hein!!! Estou esperando!!! 


Atividade sobre a importância do uso da vírgula

01) Justifique o título dado à imagem acima, posicionando-se sobre ele:

02) As duas frases são idênticas? Justifique sua resposta:

03) Você acha que as pessoas costumam dar a devida importância à vírgula? Por quê? 

04) Por que a palavra "amor" no segundo quadrinho possui uma vogal duplicada? Que efeito isso dá à frase? 

05) O que difere uma frase da outra? O que aconteceu com o seu sentido?

06) Que mudanças também apareceram nas expressões fisionômicas? O que elas revelam, em cada um dos quadrinhos? 

07) Como seria classificada a palavra "amor" no segundo quadrinho, sintaticamente falando? E na do segundo? Explique bem:

08) Que mensagem a imagem transmite? Comente: 

(Imagem enviada pela minha querida amiga Luciene Gomes)

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Atividade sobre a reportagem "Pandemia de fake news", de Hellen Leite


Pandemia de fake news: Estudo lista principais boatos sobre Covid-19

 Para o secretário da ONU, Antônio Guterres, a desinformação generalizada tem abrangido 
"desde conselhos prejudiciais à saúde até ferozes teorias de conspiração"

Em meio a pandemia de Covid-19 chama atenção o surgimento de uma segunda mazela: a desinfodemia. O termo foi cunhado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e é definido como "desinformação básica sobre a doença de Covid-19". A ONU considera as fake news sobre o novo Coronavírus "mais mortais que qualquer outra desinformação". Para os especialistas, diante do cenário atual, o acesso à informação confiável pode significar a vida ou a morte em tempos de Coronavírus. 
Segundo a pesquisa publicada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o International Center for Journalists (ICFJ), o principal tema da desinfodemia está relacionado à origem e à disseminação do novo Coronavírus. Enquanto cientistas identificaram o primeiro caso da Covid-19 ligado a um mercado de animais na cidade chinesa de Wuhan, teorias da conspiração acusam outros autores. Isso vai desde culpar as redes 5G até responsabilizar os fabricantes de armas químicas. 
Outras fakes news recorrentes estão relacionadas aos sintomas, diagnóstico e tratamento do vírus, estatísticas falsas, os impactos na sociedade e no meio ambiente, e sobre a repercussão econômica causada pela pandemia. "Esse último tema inclui a divulgação de informações falsas sobre os impactos da pandemia na economia e saúde, sugestões de que o isolamento social não é economicamente justificado e a afirmação de que a Covid-19 está criando empregos", detalha o estudo.
O estudo é assinado por Julie Posetti, diretora global de pesquisa do ICFJ e pesquisadora sênior do Centro de Liberdade de Mídia da Universidade de Sheffield (CFOM) e Universidade de Oxford. [...]
Para o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, o jornalismo é essencial para ajudar a neutralizar os danos causados pelo que classifica como "pandemia da desinformação". Em um vídeo veiculado por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no dia 3 de maio, o mandatário defendeu o segmento, destacando-se como crucial para a tomada de "decisões fundamentadas", no âmbito do combate à Covid-19.
Segundo Guterres, a desinformação generalizada tem abrangido "desde conselhos prejudiciais à saúde até ferozes teorias de conspiração". Ele avalia que, apesar das notícias e análises verificadas, científicas e baseadas em fatos", que fazem com que a imprensa desempenhe um papel imprescindível na atualidade, os jornalistas têm sofrido cerceamento no exercício de suas funções. 

Métodos e fakes

A desinformação sobre a Covid-19 emprega, ainda, uma ampla variedade de configurações, desde memes até sites elaborados e campanhas orquestradas. "Esses formatos frequentemente infiltram mentiras na consciência das pessoas, apelando para crenças e não para a razão e para os sentimentos, em vez da dedução", diz Posetti. 
Um mapeamento feito pelo Instituto Reuters e pela Universidade de Oxford detalhou alguns dos principais tipos, fontes e reivindicações de desinformação sobre a pandemia. Quase 70% das informações divulgadas sobre a Covid-19 tinham como fonte principal influenciadores digitais, incluindo políticos, celebridades e figuras públicas e redes sociais. Desse total, 20% das informações eram fake news. [...]

Checagem dos fatos

No Brasil, o Ministério da Saúde criou uma página especial para combater fake news sobre a Covid-19. A pasta disponibilizou um número de WhatsApp (61-99289-4640), para que a população envie fatos duvidosos veiculados nas mídias sociais e aplicativos de mensagens, para serem checados por uma equipe técnica do ministério. No site, as informações são classificadas em duas listas, de acordo com os selos "Isto é fake news" ou "Esta notícia é verdadeira". Também são reunidos dados sobre prevenção, transmissão do vírus e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é possível acessar um podcast sobre a pandemia, produzido pelo próprio ministério. 

(Hellen Leite - "Correio Braziliense")

01) Justifique o título dado ao texto acima, aproveitando para se posicionar sobre ele:

02) A que gênero textual pertence tal texto? Quais as características nele encontradas que apontaram para isso?

03) Retire do texto um neologismo, explicando como ele foi formado e o que significa:

04) Por que algumas palavras aparecem em itálico no texto?

05) Justifique, respectivamente, as aspas utilizadas no texto:

06) Transcreva do texto um par de antítese:

07) Fatos podem ser verificados, têm fontes e podem ser comprovados por autoridades no assunto. Sabendo disso, quais seriam os indícios de que o texto analisado usa fatos para nos informar sobre o tema? Quais seriam as fontes e as autoridades no assunto que ele cita?

08) Qual o impacto na sociedade de se divulgar tantas fakes news sobre o tratamento da Covid-19? Que consequências isso pode ter? Explique:

09) Qual é o papel do jornalismo no combate às fake news? E o nosso?

10) Por que essas notícias falsas apelam para os sentimentos das pessoas? O que você pensa sobre isso?

11) Quais seriam, para você, os motivos que levam uma pessoa a criar e divulgar fake news?

12) Na sua opinião, a pessoa que compartilha uma fake news é responsável por ela ou apenas quem a cria que é responsável? Por quê?

13) Podemos considerar fake news como sendo uma opinião? Justifique sua resposta:

14) Como podemos lidar com tanta notícia falsa que recebemos? Como é possível identificá-las e combatê-las?

15) Copie a linha-fina da reportagem e diga qual é a sua função:

16) Que mensagem a reportagem transmite?

17) Aproveite para acessar o "Quiz do Coronavírus", com 20 afirmações sobre a Covid-19, para você dizer qual é FATO e qual é FAKE. Vamos lá??? Diga aqui quantos pontos você fez... 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Ana Paula Rodrigues)