quinta-feira, 30 de abril de 2020

Atividade sobre a canção "Linda flor", de Jorge Vercilo e Gabriel Burlamaqui


Linda flor

Pensamento veio e me deixou distante
Me pegou de um jeito assim
Te gostar é muito fácil, eu sei 
Eu vou vivendo e vendo as coisas
Tudo ao meu redor tu aparece

Então vem que a noite passa
E a gente ri de graça
Mais uma vez eu quero ser 
Essa comédia que te faz feliz
Que te deixa assim

Então vem que o tempo passa
E um dia acaba a graça
Você me faz tão bem
Me faz tão bem, me faz tão bem

não conheço essa estrada
Eu rodei tudo e nada de ver o fim
Espero um pouco mais
Vem logo ser minha linda flor

Me acalma quando chega a tempestade
Se eu pudesse guardaria o teu cheiro em mim
Teu beijo em mim

Então vem que a noite passa
E a gente ri de graça
Mais uma vez eu quero ser essa comédia que te faz feliz
Que te deixa assim

Então vem que o tempo passa
E um dia acaba a graça
Você me faz tão bem
Me faz tão bem, me faz tão bem

Me abraça forte
Antes que o tempo acabe
Me sente como se fosse a última vez
Me toque da cabeça aos pés
E faça o que você quiser comigo
Com a gente

(Jorge Vercilo e Gabriel Burlamaqui)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Explique o verso em negrito na canção:

03) Copie do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio:

04) O que significa "rir de graça"? Isso costuma ocorrer com você?

05) Localize no texto dois verbos no gerúndio, explicando a importância deles para o contexto:

06) Que mensagem a canção transmite?

07) De que verso da música você mais gostou? Por quê?

08) A canção tem alguma relação ao CARPE DIEM? Justifique sua resposta:

09) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto, respectivamente:

(Música indicada pelo meu colega Carlão!)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Atividade sobre o texto "Ler e não entender (e não desconfiar etc.), de Pasquale Cipro Neto

Ler e não entender (e não desconfiar etc.)

Toda vaca voa. Mimosa voa, portanto Mimosa é vaca, certo? Errado, caro leitor. Dizer que toda vaca voa não equivale a dizer que tudo que voa é vaca. Se toda vaca voa e Mimosa é vaca, Mimosa voa. Mas, quando se diz que toda vaca voa e que Mimosa voa, não se pode deduzir que Mimosa seja uma vaca. Pode-se, quando muito, dizer que Mimosa talvez seja uma vaca. Talvez, nada mais do que talvez.  
Recentemente, grandes figuras de nossos jornais e revistas escreveram sobre relatórios que apontam a grave situação do Brasil no que diz respeito à compreensão de textos. Não sabemos ler. Lemos e não entendemos. Lemos e entendemos o que queremos. Raciocinamos como ostras e montamos relações lógicas absurdas. 
Na semana passada, por exemplo, num texto em que discuti o emprego da vírgula, afirmei que, se fosse verdadeira a tese de que "vírgula é para respirar", os asmáticos colocariam uma vírgula depois de cada palavra escrita. 
Um leitor (cujo nome não revelarei, por dever cristão) perdeu seu preciosíssimo tempo para insultar-me, dizendo que eu não deveria atrever-me falar do que não conheço. "Minha avó, que é asmática, lê muitíssimo bem", disse o gênio. E quem disse que asmáticos não sabem ler? 
Outro leitor me pediu ajuda. Diz ele que, ao ler o caderno da filha, percebeu que a professora tinha invertido a ordem de um famoso pensamento de Maquiavel. Em vez de "Os fins justificam os meios", a mestra escreveu "Os meios justificam os fins". O leitor diz que enviou um bilhete à professora, mostrando-lhe o equívoco. Na aula, comentando o bilhete, a professora teria dito que, no caso, a ordem não muda nada. (...)
Cara professora, se de fato a senhora disse o que disse, desdiga, em nome da lógica, da língua e da nossa classe, por favor. 
Um dia, participei de um programa de televisão em que se discutia o trote em nossas universidades. Deixei clara -- claríssima -- minha posição sobre essa atrasadíssima prática da sociedade brasileira. Citei o caso da faculdade de Medicina da PUC de Sorocaba (atearam fogo em um calouro) e o da USP (um estudante morreu afogado na piscina da faculdade, durante uma festa de arromba para "saudar" os calouros). Disse -- e repito -- que, em nome de uma "tradição" (estúpida), futuros médicos -- cuja razão de ser é a preservação da vida -- não têm o direito de promover "festas" de tortura e morte. 
Pronto! O telefone da emissora ficou congestionado. Médicos e estudantes de Medicina queriam saber o que eu tenho contra eles e suas escolas. Contra esses, tudo. Se analisarem o quadro dos pacientes como fizeram em relação a meu depoimento... É isso. 

(Pasquale Cipro Neto)


01) Justifique o título dado ao texto:

02) Posicione-se sobre a passagem em destaque no segundo parágrafo do texto, argumentando bem:

03) Circule no texto dois vocativos, explicando seu raciocínio:

04) Copie do texto uma comparação, explicando-a:

05) Justifique as aspas utilizadas no terceiro parágrafo do texto:

06) As aspas empregadas no parágrafo seguinte foi pelo mesmo motivo? Justifique sua resposta:

07) Transcreva do texto uma passagem carregada de ironia:

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Que tipos de equívocos foram apresentados no texto? Enumere-os:

10) Localize no texto:

a) dois adjetivos:
b) um advérbio de dúvida:
c) dois substantivos próprios:
d) um advérbio de negação:
e) um advérbio de intensidade:


11) Associe a imagem acima, de certa forma, ao texto lido, explicando seu raciocínio:

Atividade sobre a música "Sonhos e pernas", de Vander Lee


Sonhos e pernas 

Olhe! 
Não venha me mostrar o que você não vê
Não venha me provar o que você não crê
Não tente se enganar...
Pense! 
Ninguém pode se dar o que só você tem
Ninguém vai te dizer pra onde vai ou de onde vem
A estrada é pra caminhar...

Não perca o resto do tempo que ainda te resta
Não perca tempo pensando que a vida não presta
Certas canções duram pouco, outras são eternas
Por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas? 

Lembre!
Que sua consciência é o seu grande farol
Que há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol
E dias em que tanto faz
Faça!
Você faz seu enredo, você é seu Jesus
Feche os olhos do medo e abra o templo da luz
E tente um minuto de paz!  

Não perca o resto do tempo que ainda te resta
Não perca tempo pensando que a vida não presta
Certas canções duram pouco, outras são eternas
Por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas? 

(Vander Lee)

01) Justifique o título dado à música:

02) Explique o verso "A estrada é pra caminhar...":

03) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

04) Interprete o verso que se encontra em negrito no texto:

05) Copie uma passagem em que o eu lírico denuncia a hipocrisia das pessoas:

06) Justifique o porquê empregado na última estrofe do texto:

07) Circule os verbos que se encontram no modo imperativo, explicando sua importância para o contexto:

08) Transcreva da música uma metáfora, explicando-a:

09) Localize no texto uma passagem que remete à importância de sermos protagonistas das nossas histórias: 

10) Que mensagem a canção transmite?

11) Como conseguir, em tempos de pandemia, um minuto de paz?

Atividade sobre a música "Cabelo" e sobre o poema "Cabelos"


Cabelo

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

Quem disse que cabelo não sente?
Quem disse que cabelo não gosta de pente?
Cabelo quando cresce é tempo,
Cabelo embaraçado é vento.
Cabelo vem de dentro,
Cabelo é como o pensamento. 

Quem pensa que cabelo é mato?
Quem pensa que cabelo é pasto?
Cabelo com orgulho é crina,
Cilindros de espessura fina,
Cabelo quer ficar pra cima,
Laquê, fixador, gomalina.

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.

Quem quer a força de Sansão,
Quem quer a juba de leão,
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado.

(Jorge Benjor e Arnaldo Antunes)

01) Justifique o título da canção acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual a importância das frases interrogativas para o contexto?

03) Transcreva do texto uma comparação, explicando-a:

04) Copie da canção uma antítese, justificando sua resposta: 

05) Explique o porquê da menção de Sansão no texto: 

06) Copie da música um substantivo derivado, dizendo qual foi a palavra primitiva: 

07) Que mensagem a música transmite? 

08) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras sublinhadas na canção:

09) Compare a música com o poema abaixo, levantando semelhanças e diferenças entre eles: 

Cabelos

Cabelos! Quantas sensações ao vê-los! 
Cabelos negros, de esplendor sombrio,
Por onde corre o fluido vago e frio
Dos brumosos e longos pesadelos

Sonhos, mistérios, ansiedades. zelos,
Tudo que lembra as convulsões de um rio
Passa na noite cálida, no estio
Da noite tropical dos teus cabelos.

Passa através dos teus cabelos quentes,
Pela chama dos beijos inclementes,
Das dolências fatais, da nostalgia

Auréola negra, majestosa, ondeada,
Alma da treva, densa e perfumada,
Lânguida noite da melancolia!

(Cruz e Sousa)

10) Por que o texto acima é um soneto?

11) O que você entendeu sobre ele? Comente: 

12) Com base nos dois textos, explique o que é estilo individual e estilo de época: 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Atividade sobre o texto "Quarentena", de José Roberto Torero Fernandes Júnior


Quarentenas -- 22

Fernandinho tem oito anos e está sozinho em casa. Sozinho e trancado. É que, quando Helena Cristina (viúva, 45 anos, diabética) começou a se sentir mal, foi para o Pronto Socorro e levou a chave. 
Ela esperava que fosse algo rápido. Uma injeção e mais nada. Mas do Pronto Socorro foi para o hospital e daí para a UTI.
Ninguém sabe que ela está lá. Ninguém sabe que Fernando está sozinho.
Isso foi há quatro dias. Fernandinho não tem mais nada para comer. Ele até tentou chamar a atenção dos vizinhos: começou com gemidos discretos, depois chorou alto, chegou a quebrar vasos. Mas todos no prédio já estavam acostumados com seus barulhos e nem deram bola.
Helena Cristina não vai sobreviver.
Fernandinho será encontrado, porque, de tão nervoso, fará xixi na porta e um vizinho mal-educado, vendo a poça fétida, xingará Helena Cristina de todos os nomes e depois, não satisfeito, dará um chute tão forte na porta que ela abrirá. 
O mal-educado vizinho encontrará Fernandinho desfalecido. Então pegará o pequeno yorkshire no colo, o levará para casa e serão amigos para sempre, dando um final feliz e meloso para esta história. 


01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual o tema central do texto? Onde se passa a história? 

03) Por que Fernandinho ficou sozinho? 

04) Qual o conflito existente nessa narrativa? Como ele foi resolvido? 

05) Qual a importância das informações contidas entre parênteses para o contexto?

06) O que significa a expressão "não dar bola"? 

07) Você acha que Helena Cristina teve alguma culpa nessa história? 

08) O que se pode inferir da causa da morte da Helena Cristina? Justifique sua resposta:

09) O final foi inesperado? Por quê?

10) Em que momento você percebeu quem era, de fato, o Fernandinho? Comente:

11) Quem você pensou que fosse Fernandinho, durante a narração? Isso mudaria alguma coisa a história e seus sentimentos? Por quê? 

12) Que característica do vizinho foi enfatizada? Ele teve uma boa ou uma má ação? Justifique sua resposta: 

13) Que mensagem o texto transmite? 

14) Que crítica social está contida na narrativa? 

15) Crie um final alternativo para o texto: pode ser cômico ou trágico! Você escolhe!

16) Localize no texto:

a) três numerais:
b) um estrangeirismo:
c) um advérbio de lugar:
d) um advérbio de negação: 
e) dois advérbios de tempo:
f) um advérbio de intensidade:
g) quatro adjetivos:
h) dois substantivos próprios:
i) três substantivos comuns: 

(Atividade feita em parceria com Else Portilho e Eliza dos Santos Gonçalves)

Atividade sobre o poema "Esse Corona!", de Verena Venâncio

A atividade de hoje tem um quê todo especial, pois, além de o poema-base ter sido escrito, com toda expressividade, por uma poeta que eu amo muito e que é minha amiga querida, ainda tive o imenso prazer de elaborar, com ela, algumas questões sobre ele! Quanta honra! Espero que gostem e que abracem, muito e virtualmente, essa querida chamada Verena Venancio

Esse Corona! 

Ah, esse Corona! 
Que tão de repente chegou
Na vida de muitos se instalou
E a nossa rotina mudou.
Aqueles que antes abraçávamos,
Agora,
De longe nos olhamos.
O toque, há muito, distante,
No momento, é inoperante.
Esse Corona,
Que veio sem convite,
Algo pode nos ensinar?
De que forma nos tratar?
Se longe das pessoas nos obriga a ficar.
Se o abraço é capaz de salvar
Quem precisa dele, 
Como se curar?
Vão dizer que isso é passageiro
É até conter o pico inteiro.
Mas, se as pessoas gostarem,
Dessa distância forçada,
Vão quebrar a mazela
Da ausência de carinho?
Vai haver um retorno ao ninho?

(Verena Venancio)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Ele é formado por quantas estrofes e versos? 

03) De acordo com o eu poético, nos quatro primeiros versos, quem chegou de repente e que consequências trouxe? 

04) Pesquise no dicionário o termo INOPERANTE e diga qual o significado que se encaixa ao contexto do poema, explicando seu raciocínio:

05) Por que o termo Corona está escrito com letra inicial maiúscula? Classifique-o: 

06) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa: 

07) Interprete o último verso do poema, tentando responder a interrogativa: 

08) Por que o eu lírico afirma que o Coronavírus veio sem convite? Como seria um convite então para ele se retirar do nosso país? Escreva-o: 

09) Explique o verso que se encontra em destaque no poema, aproveitando para "chutar" até quando esse isolamento vai persistir: 

10) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

11) Qual o objetivo do poema: apenas entreter o leitor ou levá-lo a uma reflexão? Justifique sua resposta:

12) Quais as principais mudanças provocadas pelo Coronavírus na nossa rotina? 

13) Você acredita que o Coronavírus pode nos ensinar algo? Explique:

14) Você acha que o abraço pode curar alguém? Comente: 

15) Qual será a primeira ação que você fará quando a quarentena finalmente terminar?  

16) Você acredita que seremos os mesmos depois que tudo isso acabar? Justifique sua resposta: 

17) O que você tem feito para driblar esse distanciamento das pessoas que ama? 

18) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

19) Transforme o poema em uma narrativa e depois produza uma história em quadrinhos: 

20) De que maneira a imagem a seguir dialoga com o poema lido? Explique, aproveitando para explicar a ambiguidade presente em tal frase e em que palavra ela se concentra: 


21) Crie uma mensagem (bem criativa) de incentivo para que as pessoas obedeçam a quarentena e enfrentem esse momento: 

(Atividade feita em parceria com a queridíssima amiga Verena Venancio 
e Maria Aparecida Carvalho)

Atividade sobre o artigo de opinião "Felizes para sempre? Quem dera...", de Gláucia Leal

Felizes para sempre? Quem dera... 

Em tempos de tão pouca tolerância consigo mesmo e com os outros, manter relacionamentos amorosos duradouros e felizes parece um dos objetivos mais almejados entre pessoas de variadas classes sociais e faixas etárias. Fazer boas escolhas, entretanto, não é tarefa fácil -- haja vista o grande número de relações que termina, não raro, de maneira dolorosa -- pelo menos para um dos envolvidos. Para nossos avós o casamento e sua manutenção, quaisquer que fossem as penas e os sacrifícios atrelados a eles, era um destino quase certo e com pouca possibilidade de manobra. Hoje, entretanto, convivemos com a dádiva (que por vezes se torna um ônus) de escolher se queremos ou não estar com alguém.
Um dos pesos que nos impõe a vida líquida (repleta de relações igualmente líquidas, efêmeras), como escreve o sociólogo Zygmunt Bauman, é a possibilidade de tomarmos decisões (e arcar com elas). Filhos ou dependência econômica já não prendem homens e mulheres uns aos outros, e cada vez mais nos resta descobrir onde moram, de fato, nossos desejos. E não falo aqui do desejo sexual, embora seja um aspecto a ser considerado, mas do que realmente ansiamos, aspiramos para nossa vida. Mas para isso é preciso, primeiro, localizar quais são as nossas faltas. E nos relacionamentos a dois elas parecem ecoar por todos os cantos. 
Dividir corpos, planos, sonhos, experiências, espaços físicos e talvez o mais precioso, o próprio tempo, acorda nos seres humanos sentimentos complexos e contraditórios. Passados os primeiros 18 ou 24 meses da paixão intensa (um período de maciças projeções), nos quais a criatura amada parece funcionar como bálsamo às nossas dores mais inusitadas, passamos a ver o parceiro como ele realmente é: um outro. E essa alteridade às vezes agride, como se ele (ou ela) fosse diferente de nós apenas para nos irritar. Surge então a dúvida, nem sempre formulada: continuar ou desistir?
Nesta edição, especialistas recorrem a inúmeros estudos sobre relacionamento afetivo para confirmar algo que, intuitivamente, a maioria de nós já sabe: 1. Nada melhor que dividir alegrias com quem amamos (afinal, de que adianta estar junto se não é para ser bom?); 2. Educação e aquelas palavrinhas mágicas (obrigado, por favor, desculpe) fazem bem em qualquer circunstância, principalmente se acompanhadas da verdadeira gratidão pelos pequenos gestos da pessoa com quem convivemos; 3. Intimidade não vem pronta, é conquistada a cada dia, quando partilhamos nossos medos, segredos e dúvidas; 4. É possível aprender a agir de forma mais generosa consigo mesmo e com nosso companheiro, e essa postura ajuda a preservar o carinho, a admiração e o amor. Óbvio? Nem tanto... Se fosse, não haveria tanta gente em busca da felicidade conjugal...
Boa leitura.
(Gláucia Leal) 

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Qual é a tese defendida pelo texto em questão? 

03) Segundo a autora, o que comprovaria essa ideia? Comente: 

04) Retire do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Para a autora, escolher se queremos ou não estar com alguém pode ser uma dádiva ou um ônus. Por quê?

06) Que fatores podem levar as pessoas a decidirem se querem manter ou romper um relacionamento amoroso?

07) No parágrafo final do texto, em dois enunciados seguidos empregam-se as reticências. Localize-as e explique os possíveis sentidos delas:

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Você concorda com os argumentos usados para provar que o que sustenta a felicidade conjugal não é algo tão óbvio? Justifique sua resposta:

10) Posicione-se sobre a afirmação destacada no texto, explicando seu ponto de vista: 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Atividade sobre a música "Meu jardim", de Vander Lee


Meu jardim

Tô relendo minha lida
Minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida
Minha luta, meus valores

Refazendo minhas forças
Minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas
Minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa
Minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa
Minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas
Meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas
Meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

(Vander Lee)

01) Justifique o título dado à canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Circule todos os verbos no gerúndio presentes no texto, dizendo sua importância para o contexto:

03) Transcreva da canção todos os substantivos, dando um adjetivo para cada um deles:

04) Copie da música marcas de oralidade:

05) Você acha que a palavra JARDIM está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta: 

06) Interprete as passagens destacadas na canção, explicando bem:

07) Você tem podado o seu jardim? Como? Comente:

08) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre a música "Onde Deus possa me ouvir", de Vander Lee


Onde Deus possa me ouvir

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também

Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor, deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair...
Adeus!

(Vander Lee)

01) Justifique o título dado à música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Quais os principais desejos do eu lírico? O que eles revelam?

03) Copie da música versos que remetem à necessidade de silêncio, mencionando a importância que o mesmo pode ter na vida das pessoas:  

04) Circule no texto todos os vocativos, justificando sua resposta:

05) O que seria "morar no interior do meu interior"? Há aí um pleonasmo ou não? Explique:

06) Transcreva do texto marcas de oralidade:

07) Explique a diferença entre o "queria", situado na primeira estrofe, e o "quero", localizado na terceira estrofe: 

08) Interprete o verso "Meus amigos são amigos de ninguém", dizendo que sensação ele transmite: 

09) Por que o eu lírico precisaria beber alguma coisa? Levante hipóteses: 

10) Onde você acha que Deus mais consegue nos ouvir? 

11) Que mensagem a canção transmite? Comente:

12) Posicione-se sobre os dois versos destacados na segunda estrofe da música, argumentando bem:

13) O verbo ANDAR presente em tais versos dão ideia de ação? Justifique sua resposta:

14) Explique a diferença entre ONDE e AONDE empregados no título da música e em sua letra:

15) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:

(Atividade em parceria com a amiga Luciene Gomes)

Atividade sobre a fábula "A cigarra e as formigas", de Monteiro Lobato

A cigarra e as formigas

I - A cigarra boa

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar o pé de um formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. 
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. 
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. 
Maquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu -- tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina. 
-- Que quer? -- perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir. 
-- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu... 
A formiga olhou-a de alto a baixo.
-- E que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa? 
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse: 
-- Eu cantava, bem sabe... 
-- Ah!... exclamou a formiga recordando-se. 
-- Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
-- Isso mesmo, era eu...
-- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo. A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol. 

II - A formiga má

houve, entretanto, uma formiga que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. 
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quandoneve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo.  
A cigarra, como se costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde se abrigar, nem folhinhas que comesse. 
Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou -- emprestado, notem! -- uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse.
Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres. 
-- Que fazia você durante o bom tempo?
-- Eu... eu cantava! 
-- Cantava? Pois dance agora, vagabunda! -- e fechou-lhe a porta no nariz. 
Resultado: a cigarra ali morreu entaguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela? 

(Monteiro Lobato)

01) Justifique o plural presente no título do texto:

02) Por que o texto é uma fábula? Explique:

03) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

04) Escolha dois diminutivos empregados no texto e mencione a expressividade deles para o contexto: 

05) Transcreva do texto uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

06) Explique o efeito de sentido conseguido pelo uso das reticências na passagem destacada no texto:

07) Circule um vocativo no texto, explicando-o:

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Qual formiga você achou mais coerente? Justifique sua resposta:

10) Copie do texto uma passagem que revela inveja, recalque:

11) Localize na parte I:

a) um substantivo derivado:
b) três adjetivos:
c) um verbo no gerúndio:
d) uma interjeição:
e) um advérbio de negação:
f) um pronome demonstrativo:
g) um advérbio de tempo:

12) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas na parte II do texto:

domingo, 26 de abril de 2020

Atividade sobre a música "Tipo borboleta", de Phill


Tipo borboleta

Me diz se você já sentiu 
Que estava perdido
Sem saber seu lugar
Querendo ser um livro em branco 
E recomeçar

Me diz se você já sentiu
Que estava sozinho
Sem ninguém para amar
Querendo encontrar alguém
Ou se encontrar...

Pensando:
Qual é a pílula que eu tenho que tomar
Pra ficar bem?
Qual é a oração que eu tenho que fazer
Pra tudo acontecer?
Quando os planetas vão se alinhar
Pra tudo se encaixar?
Não sei o tempo que você vai esperar nesse casulo
Mas sei que você vai voar...

E ficar tipo borboleta
E transformar
A cor desse planeta 
E brilhar
Sem vergonha de ser feliz
Viver como sempre quis
Vendo a beleza de ser aprendiz
Vem!
Sem vergonha de ser assim
Fazer o que tá a fim
Até o fim

Me diz se você lembra de quem é
Alguém que sempre soube o que é ter fé
Me diz se você lembra da sua luz
Que o mundo te forçou a esconder, 
Mas sempre esteve dentro de você
E agora chega a hora de voltar a sorrir
E sonhar

Pra ficar tipo borboleta
E transformar
A cor desse planeta 
E brilhar
Sem vergonha de ser feliz
Viver como sempre quis
Vendo a beleza de ser aprendiz
Vem!
Sem vergonha de ser assim
Fazer o que tá a fim
Até o fim

Confia no processo
Dá a mão pro Universo
Escuta o coração 
Segue a sua intuição
Se entrega pro amor
E sente a vibração
Confia nesse verso 
É tudo que eu te peço
Aceite a duração
Não bote tanta pressão
Abrace a sua dor
Viver é emoção
Eu sei que a escuridão desse casulo assusta, mas...
Melhor ter medo do escuro
A ter medo da nossa própria luz

(Phill)

01) Justifique o título dado à música:

02) O que querer ser "um livro em branco" revela? Você já teve esse desejo?

03) Você acha que é melhor encontrar alguém ou se encontrar? Por quê?

04) Explique a importância das interrogativas presentes na terceira estrofe da canção, dizendo se elas têm ou não resposta: 

05) O que significa a passagem destacada no texto, especialmente a palavra sublinhada?

06) Copie do texto marcas de oralidade:

07) Você concorda que o mundo força as pessoas a esconderem a sua luz? Justifique sua resposta:

08) Que convite o eu lírico faz? Como você o responderia?

09) Explique a importância dos verbos no modo imperativo presentes na última estrofe da música, circulando-os: 

10) Que mensagem a canção transmite?

11) Explique os versos em destaque no finalzinho da música:

12) De que passagem do texto você mais gostou? Por quê?

(Música indicada pela minha querida amiga Verônica Tavares)

Atividade sobre o texto "O menino e o arco-íris", de Ferreira Gullar

O menino e o arco-íris

Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos. Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais interessantes que os sapatos: os copos -- estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. 
Mas logo o menino (que era profundamente entediado) cansou-se do copos: no fim de tudo era vidro e só vidro. Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o peru, a galinha-d´angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos eles, e continuou entediado como sempre. 
Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade. Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que modificava um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.
O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor, como no cinema, não encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas! Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio. E daí? 

(Ferreira Gullar) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual era o problema do protagonista? O que você pensa a respeito disso? Explique:

03) Você acha que ele representa muitas crianças? Os jovens de hoje logo enjoam de tudo e ficam mesmo entediados? Como resolver isso?

04) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

05) Por que o protagonista foi para o manicômio? O que você pensa a respeito disso? Que crítica social é feita a partir disso?

06) Por que o menino achou, inicialmente, interessantes os copos? Por que depois isso perdeu o encanto?

07) Que mensagem o texto transmite? Comente:

08) Pinte de azul todos os substantivos que encontrar no texto:

09) Localize no texto:

a) um advérbio de negação:
b) três adjetivos:
c) um advérbio de lugar:
d) dois advérbios de tempo:

Atividade sobre a música "Macaé", de Clarice Falcão


Macaé

Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você,
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz,
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar,
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu falar que foi por amor que eu invadi o seu computador,
Você pega um avião?
E se eu contar uma só vez como eu achei sua senha do cartão,
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular,
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar,
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

(Clarice Falcão)

01) Justifique o título dado à música:

02) Explique o refrão presente na letra de música:

03) O que significa a passagem "eu meio gosto de você"?

04) Por que você acha que a pessoa precisaria do RG da outra? Em que situações?

05) Copie da música ações que devem ser consideradas abusivas, explicando o porquê:

06) Você acha que algo semelhante ao descrito no texto pode acontecer na vida real? Por quê?

07) Você já viveu algum relacionamento que considerasse abusivo? O que você faria se estivesse vivendo uma relação abusiva? 

08) Explique a importância das perguntas presentes no texto:

09) Circule no texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

10) Que mensagem a canção transmite?

(Música sugerida pela querida amiga artemanhosa Yve West)

sábado, 25 de abril de 2020

Atividade sobre o livro "Pequenas confissões", de Georgina Martins

Meu filhote leu este livro para a escola e aí eu também acabei me interessando em ler. Adorei, aliás, adoramos! Por isso senti vontade de criar uma pequena atividade sobre ele e espero que gostem! De repente serve para mais alguém! Recomendo! 


Sinopse: Liliana mora com os pais em uma casa pequena, cheia de goteiras, nos fundos da casa dos primos, Cecília e Eduardo. Como a casa fica próxima ao morro Boogie Woogie, todos vivem com medo de desabamento e ficam muito assustados em dia de temporal. Liliana gosta muito de brincar com sua boneca Delinha e com um pé de jasmim. Usando a imaginação, ela consegue amenizar a dura realidade do mundo à sua volta. (Editora Positivo - 2010)

01) Justifique o título dado ao livro:

02) Qual a única coisa bela onde morava a protagonista da história? Comprove com uma passagem do livro: 

03) Por que a mãe de Liliana dizia que o mangue era "o braço do mar"?

04) Quem era Cecília? E do que a menina não gostava nela?

05) Por que a mãe da protagonista dizia que "sabonete era luxo!"? Você concorda com tal afirmação?

06) Por que a Liliana acha que o pé de jasmim foi seu primeiro namorado?

07) Que mensagem o livro transmite?

08) Você gostou do final da história? Por quê?

09) Podemos dizer que é um livro autobiográfico? Justifique sua resposta:

10) Retire da página 4 do livro:

a) um substantivo derivado:
b) três adjetivos:
c) um substantivo próprio:
d) um advérbio de intensidade:

11) Copie da página 12 duas palavras antônimas, explicando seu raciocínio:

12) Circule, na página 18 do livro, todos os vocativos:

13) De que parte da história você mais gostou? Por quê?

14) Quais as maiores lembranças da sua infância? Cite pelo menos dois momentos:

15) Escolha uma parte do livro para você ilustrar:

Atividade sobre o texto "Meu retrato", de Leila R. Lannone

Meu retrato

Acho que não sei contar histórias. Assim de voz alta. Mas penso que sou capaz de contá-las escrevendo.
Gosto do amanhecer, de chuva, de cachorro-quente, de lua cheia, de café e de livros.
Gosto dos meus amigos e de bater papo no frio, quando a casa fica quentinha.
Detesto guarda-chuva e sapato apertado.
Tenho saudades de muitas coisas, durmo pouco e esqueço datas de aniversários. Aí fico com vergonha.
Não sei desenhar e isso me deixa frustrada. Quando canto, desafino. Então, agora, canto só para mim.
Acho os jovens maravilhosos. As crianças me comovem.
Queria muito conhecer a Austrália, mas jamais viajarei de navio.
Noutro dia encontrei minha primeira professora, que me ensinou a ler e a escrever.
Ela me ensinou mais, muito mais. Por causa dela descobri que os livros me fascinam e que ensinar é bom.
Ah! Já ia me esquecendo, também não sei nadar.
(Leila R. Lannone) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Trata-se de um eu lírico feminino ou masculino? Comprove com palavras do texto:

03) Do que o eu lírico sente vergonha? O que você pensa a respeito disso?

04) Copie do texto um par de antítese, explicando:

05) De onde vem a frustração do eu lírico? Você acha que isso é motivo? Por quê?

06) Quais os ensinamentos dados pela primeira professora? Qual deles foi o mais importante?

07) Que mensagem o texto transmite?

08) Cite duas coisas que o eu lírico gosta e duas de que não gosta:

09) O que seria "cantar só para ela mesma"? Como seria isso?

10) Você tem mais facilidade em contar histórias lendo oralmente ou escrevendo? Por quê?

11) O que você acha que a temperatura tem a ver com gostar de bater papo?

12) Por que você acha que o eu lírico acha "os jovens maravilhosos" e se comove com as crianças? levante hipóteses:

13) Copie um adjetivo no grau diminutivo, dizendo o que ele indica:

14) Que lembranças você tem da sua primeira professora? O que ela lhe ensinou de especial?

15) Localize no texto:

a) uma interjeição, dizendo o que ela transmite:
b) dois advérbios de tempo:
c) um advérbio de negação:
d) um advérbio de intensidade:
e) um substantivo próprio:
f) um numeral ordinal:
g) um adjetivo:
h) dois substantivos compostos:

16) Faça uma paráfrase do texto, substituindo as informações relatadas pela autor pelas suas, adequando-o. Fale das coisas de que gosta e de que não, etc:

(Atividade em parceria com a colega Raquel Lucachaque)

Atividade sobre o texto "Janela sobre herança", de Eduardo Galeano

Janela sobre herança

Pola Bonilla modelava barros e crianças. Ela era ceramista de mão-cheia e mestre-escola nos campos de Maldonado; e nos verões ofereceria aos turistas suas esculturas e chocolate com churros. 
Pola adotou um negrinho nascido na pobreza, dos muitos que chegam ao mundo sem ter com que, e criou-o como se fosse um filho. 
Quando ela morreu, ele já era homem crescido e com ofício. Então os parentes de Pola disseram a ele:
-- Entre na casa e pode levar o que quiser.
E ele saiu com uma fotografia dela debaixo do braço e se perdeu nos caminhos. 
(Eduardo Galeano)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Comente a primeira frase do texto, tendo em vista principalmente a forma como o verbo MODELAR foi empregado, se referindo ao mesmo tempo a barros e crianças

03) Que herança Pola deixou ao filho adotivo? 

04) Que importância tem o fato de o rapaz ter levado apenas a fotografia dela? O que isso revela? 

05) Você conhece outros exemplos de fatos como esse? Explique: 

06) Que mensagem o texto transmite? 

Atividades explorando charges sobre Coronavírus


01) O que a charge acima critica? Você concorda com ela? Justifique sua resposta:

02) Retire da charge uma interjeição, explicando o que ela exprime:

03) Que palavra da fala do homem apresenta dois sentidos? 

04) Explique esses dois sentidos possíveis para a tal palavra: 

05) O que deu a pista de um dos sentidos?

06) Na charge existe linguagem verbal, não-verbal ou ambas? Comente: 


07) Por que o aluno não escuta o professor? 

08) O que fazer para solucionar essa problemática? 

09) O que a charge denuncia? Você acha que é essa a realidade da maioria dos alunos ou de uma minoria? Explique: 

10) Copie da charge um vocativo: 

11) Por que há esse distanciamento entre professor e aluno? 


12) Que crítica social encontra-se presente na charge acima?

13) Qual o comportamento do idoso nela retratado? Você acha que ele representa uma maioria? 

14) Qual o sujeito de "Ninguém manda em mim!"? Classifique-o, justificando sua resposta:

15) Copie da charge um vocativo, explicando seu raciocínio:

16) Que sentimento o idoso demonstra sentir? E o Coronavírus? 

17) Transcreva da charge marcas de oralidade:


18) Justifique o emprego do verbo no imperativo na charge acima:

19) Quais são os dois perigos ali citados? O que você tem feito para se livrar dos dois? 

20) Em que caso o verbo LAVAR está sendo usado no sentido denotativo? Por quê? 

21) Explique o que significa a expressão "lavar a alma": 


22) Por que o "noticiário está 100% infectado"? 

23) Você acha que a mídia tem exagerado em algumas notícias ou tem apenas cumprido a função dela? Explique seu ponto de vista: 

24) Crie uma fala para a mulher presente na charge: 

25) Elabore também uma fala para a própria televisão: 

26) Que crítica é feita na charge em questão? 


27) Copie da charge acima todos os vocativos, aproveitando para colocar todas as vírgulas que faltaram: 

28) Que crítica está contida em tal charge?

29) Por que os balões estão tracejados? O que isso indica? 

30) Você acha que a pandemia alterou muito os hábitos familiares? Justifique sua resposta:


31) Circule na charge acima um vocativo:

32) No que reside o humor em tal charge? Você acha isso um certo exagero?

33) De que charge você mais gostou? Por quê? 

(Charges gentilmente enviadas pela querida colega Kelma Ferreira)

Atividade sobre o texto "COVID-19 nas variadas visões", de Autor Desconhecido

COVID-19 nas variadas visões

ESQUERDISTAS: Nova AIDS.
DIREITISTAS: Resfriado que mata velho.
CATÓLICOS: Recado de Deus.
EVANGÉLICOS: Fim dos tempos.
KARDECISTAS: Transição planetária.
UMBANDISTAS: A China fez um trabalho forte mizifio.
EMPRESÁRIOS: Motivo pra vagabundo ficar em casa coçando o saco.
EMPREGADOS: Esse tralha quer que eu morra indo pra rua. Tô tão p da vida que vou na praça comer churrasquinho e tomar uma. 
OTIMISTAS: Mais de 100 mil mortes, mas vai dar tudo certo. Só pensar positivo! Só pega em quem acredita! 
PESSIMISTAS: Mais de 100 mil mortes e serei o próximo, com certeza.
ECONOMISTAS: A porcentagem de mortes será razoável perto da crise econômica que enfrentaremos.
INFECTOLOGISTAS: A porcentagem de mortes sem isolamento será tão grande que irá causar colapso no setor  da saúde e depois com o lock down em todos os setores da sociedade. 
GLOBO: Fiquem em casa e batam panela. 
RECORD: Cloroquina, Cloroquina e Glória a Deus.
SBT: Quem quer dinheiroooooo?!?
REDE TV: Luciana entrevista CORONAVÍRUS ao vivo no SuperPop.
BAND: Eu quero imagens da Marginal Pinheiros. 
MANDETTA: Ciência, foco, ciência. Não ouça o presidente. Fique em casa. O pico vem aí. 
BOLSONARO: Todo mundo morre um dia! Tá com medo de quê? Essa gripezinha vai matar, mas vai morrer muita gente de fome, tá ok? 
DEUS: Dei a ferramenta, agora trabalhem a evolução. 
DIABO: Faz mais pipoca lá que tá apenas começando. Eu adoro o egoísmo humano! 

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir mais um:

02) Copie do texto fortes marcas de oralidade:

03) Quantas visões foram relatadas no texto? Cite-as: 

04) De qual delas você mais gostou? Por quê? 

05) Existe algum exemplo de antítese no texto? Justifique sua resposta:

06) Que outras visões ficaram, ao seu ver, faltando? Elabore-as: 

07) Qual seria a SUA visão sobre esse mesmo assunto? 

08) Que palavra encontra-se em itálico no texto? O que ela significa?

09) O que se pode entender do texto? Que mensagem ele transmite?


10) Explique as quatro fases da quarentena, dizendo em qual delas você se encontra! 

(Texto enviado pela querida amiga Cristina Barata
e imagem enviada pela querida amiga Else Portilho)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Atividade sobre o texto "Carta de uma mãe", de Dany Santos

Carta de uma mãe

Eu não quero aula online para os meus filhos enquanto enfrentamos uma pandemia mundial. Eu quero que eles fiquem seguros em casa sem mais uma preocupação de precisar entregar mil tarefas. Eu não me importo se eles vão terminar o Ensino Médio aos 17 ou aos 18 anos. Lá na frente, isso não vai fazer a menor diferença. Saúde mental e emocional importam mais que conteudismo. Aceito, com carinho, SUGESTÕES de links pra visitar museus e vídeos de desenhos educativos. 
Nem precisaria, mas entendo que escolas particulares precisam manter esse vínculo para justificar o pagamento das mensalidades. Eu não quero que os professores dos meus filhos se tornem, de um dia pro outro, sem treinamento, youtubers que fazem vídeos de qualidade duvidosa. Esses profissionais merecem respeito. Não desejo que eles tenham suas imagens expostas, sejam cobrados por algo para que não foram contratados pra fazer e fiquem sobrecarregados com gravação, edição e tudo mais que envolve fazer vídeos.
Eu não quero que minha família tenha mais uma preocupação além de passar o dia cozinhando, limpando, desinfetando a casa e passando álcool em sacola de mercado. Estamos em modo de sobrevivência. Existe uma diferença entre ajudar a fazer um dever de casa e passar três horas por dia sendo responsável por uma obrigação que é da escola e que ela não está conseguindo cumprir, por motivos óbvios. Por mais que você faça um vídeo mirabolante, isso não se chama Educação. 
Eu não quero que meus filhos estejam à frente do aluno da escola pública porque, aqui, tem computador pra todo mundo e espaço para eles estudarem. Se todas as crianças não conseguem acompanhar aulas online por falta de recursos, eu não quero que meus filhos tenham essa "vantagem" porque a gente pode pagar. A pandemia não pode ser mais um motivo para aumentar o abismo social. 
Eu quero que a escola se reinvente e se reinventar não significa transformar professor em youtuber, mas aprender a abrir mão do conteudismo, entender que aprendizagem vai além do que é dado pela escola e aceitar que o ano letivo já não cabe mais em 2020. O contrário disso é só fingimento. A escola finge que está cumprindo seu papel e os alunos fingem que estão aprendendo. Uma hipocrisia à distância. 
(Dany Santos - 11/04/2020)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual o tema central do texto? Posicione-se sobre ele: 

03) Que críticas são feitas no texto e a quem?  

04) Copie do texto uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

05) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra em destaque no primeiro parágrafo do texto, explicando: 

06) Explique o emprego da palavra em caixa alta neste mesmo parágrafo:

07) Que palavras encontram-se em itálico no texto? O que todas elas têm em comum?

08) Posicione-se sobre a passagem em negrito no terceiro parágrafo, justificando sua resposta: 

09) Que diferença é levantada entre a parceria entre os pais e a escola antes da pandemia e agora com as aulas online? O que você pensa a respeito disso?

10) Explique as aspas utilizadas no quarto parágrafo: 

11) Copie do texto uma passagem que demonstra desconforto com relação à autora: 

12) O que, segundo a autora do texto, difere a educação pública da privada neste momento de pandemia? Foi um bom argumento? 

13) O que é considerado "hipocrisia à distância"? Você concorda com essa opinião?

14) A que "abismo social" se refere a autora? Qual a sua opinião sobre isso?  

15) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Mais um desabafo... e em tão curto espaço de tempo!

Vamos falar sobre PLÁGIO e DIREITOS AUTORAIS de novo?!?

Apesar da correria, sempre encontrei um jeitinho de vir aqui compartilhar as atividades que amo tanto elaborar. Sempre acreditei no poder das TROCAS e na capacidade de ajudar ao próximo com alguma ideia ou sugestão...  mas, de uns tempos pra cá, não são só os pedidos insistentes de GABARITO que têm me irritado (embora eles ainda ocorram, vindos de alunos e de colegas de área, mesmo eu registrando logo na entrada do blog que não os elaboro e nem os forneço, por não ser essa a proposta do blog) e sim o problema da ausência da fonte nas atividades publicadas nos sites da vida! 

Nunca me importei que usassem as atividades daqui do blog com os alunos, mas daí a publicá-las como material autoral produzido por prefeituras e afins, é diferente, é OPORTUNISMO! Ou ingenuidade! Não tem outra explicação! Friso muito com os meus alunos sobre a questão do plágio, da importância de se colocar a fonte e agora vejo COLEGAS dando um péssimo exemplo quanto a isso! É deprimente! Muito triste! 

Primeiro foi a Prefeitura de São Paulo e agora foi uma prefeitura do Espírito Santo a cometer o mesmo erro. Felizmente já responderam ao meu e-mail, denunciando o ocorrido, e prometendo tomar providência, mas é DESGASTANTE ter que passar por isso! E fora o que eu AINDA não fiquei sabendo, neste período de aula online e material assim distribuído. 

Fora colega que pode ter orientado os alunos a responderem a tarefa aqui diretamente no meu blog, hábito que eu mesma não tenho e olha que o blog é meu! Foram cinco alunos fazendo a mesma coisa numa mesma atividade aqui: colocando nomezinho completo e turma... Pena que não colocou nem a escola nem a pedido de que professor(a) foi, para o cabeçalho ficar completo! (risos) Acho que o "nobre" colega só se esqueceu de me consultar se poderia fazer dessa forma... ou não sei, ainda, se ele pretendia pedir para que eu ainda corrigisse, porque do jeito que a cara de pau anda grande nesta época de pandemia... juro que não duvido! Enfim... 

Como já tem postagem programada aqui no blog até o dia 05 de maio, até lá tudo por aqui continuará seguindo o mesmo fluxo, porém pensarei se ele continuará ou não. Não tem valido muito a pena por conta do estresse, que, infelizmente, tem sido beeeeeem maior do que os recadinhos carinhosos que recebo, repletos de gratidão e alguns até me dando ótimas dicas! Vou colocar tudo na balança, durante todos esses anos com o blog no ar até aqui! 

Andei vendo com um amigo "fera" em blog e PARECE que nas configurações eu posso limitar o acesso ao blog, tipo um portal e, para isso, basta eu cadastrar o e-mail de cada colega "de confiança". Com isso, claro, perderá o caráter DEMOCRÁTICO que eu sempre quis dar a este espaço, mas... penso que é melhor do que excluí-lo ou ficar tendo que cada dia lidar com essas chateações. É isso! Então já podem, aos poucos, colocar nos comentários o nome, cidade onde mora e o e-mail, para uma futura análise e "cadastro". Obrigada! 

Atividade sobre o texto "A vida em leilão", de Moacyr Scliar

A vida em leilão

Ele queria livrar-se do seu passado e organizou a venda, 
que deu certo, mas doía-lhe deixar tudo para trás

Um britânico que decidiu recomeçar do zero após uma separação amorosa já atraiu lances de quase R$ 1,2 milhão depois de colocar "toda a vida" à venda no site de leilões eBay. Ian Usher, 44, que emigrou para a Austrália seis anos atrás, está vendendo sua casa, seu trabalho em uma loja e até seus amigos no país. O "estilo de vida" de Usher foi colocado à venda e atraiu uma centena de interessados dispostos a pagar até 1,8 milhão de dólares australianos. O vencedor levará a casa de três dormitórios de Usher e tudo o que ela contém: carro, moto, jet-ski, móveis. Além disso, terá direito a passar por um período de testes na loja de tapetes onde Usher trabalha. Usher também apresentará o vencedor aos seus amigos. "No dia em que tudo for vendido e resolvido, quero sair pela porta da frente com minha carteira em um bolso e meu passaporte no outro, nada mais", ele disse. "Minha ideia é ir para o aeroporto, perguntar para onde vai o próximo voo disponível, embarcar e ver para onde a vida me leva a partir daí". 
(Folha Online)

O LEILÃO FOI UM SUCESSO, e rapidamente ele conseguiu vender aquilo que chamava de seu "estilo de vida" para um anônimo comprador, que pagou à vista, mediante depósito bancário,mas que surpreendentemente não se apresentou, nem para se candidatar ao emprego na loja de tapetes nem para conhecer os amigos. O que a ele não importava. Tudo o que queria era voltar para a Inglaterra e esquecer a Marilyn. 
Marilyn. Quando a conhecera -- logo após a sua chegada à Austrália -- tivera a certeza de que havia encontrado o grande amor de sua vida. Para começar, a moça era linda, de uma beleza absolutamente deslumbrante. E era viva, inteligente, culta, esportiva: tudo aquilo que um homem como ele esperava de uma mulher. No começo era o paraíso: tudo era bom, a convivência, os passeios, o sexo. 
Infelizmente, porém, começaram a surgir os problemas. De família rica e influente, Marilyn tinha algo de autoritário. Queria organizar o que chamava de "estilo de vida" dele, e que não lhe agradava: a casa onde morava, os móveis que havia escolhido, o carro que dirigia; e fazia restrições até ao jet-ski que ele pilotava. Era uma briga atrás da outra e por fim romperam. Desconsolado, ele decidiu partir; queria livrar-se por completo de seu passado, e daí o original leilão que fizera e que acabara dando certo, coisa que, para sua surpresa, não o deixara alegre, ao contrário, doía-lhe deixar a sua vida para trás. 
Agora estava ali, no avião para Londres. Já estava na hora da decolagem e aparentemente todos os passageiros tinham embarcado -- só restava um assento vazio, e ficava, justamente ao lado do dele. 
Foi então que ela entrou, a Marilyn. Linda como sempre, ou melhor , mais linda do que nunca. Sentou-se ao lado dele, abriu a bolsa, mostrou o documento que lhe dava direito a todas as coisas dele e ao emprego. Fora ela, claro, a anônima vencedora do leilão. Sorrindo, disse: -- Sim, eu quero o seu estilo de vida. Mas também quero o dono do estilo de vida, concorda?
Foi só o tempo de desembarcarem, correndo. A vida os esperava. 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) O texto constitui-se de duas partes. A que gênero textual pertence cada uma? O que distingue uma da outra?

03) Indique os elementos básicos que compõem a primeira parte do texto:

04) Em que momento do fato relatado na notícia o autor começa a ficcionar?

05) Com que intenção o autor faz um flashback no segundo e terceiro parágrafos?

06) Em que consiste o conflito da história de Ian e Marilyn?

07) Como se caracterizam os personagens?

08) Que papel tem a caracterização dos personagens no desenvolvimento do texto ficcional?

09) Como se resolve o conflito?

10) O desfecho da história de Ian e Marilyn realmente aconteceu? Justifique sua resposta:

11) Que mensagem o texto transmite? 

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Atividade sobre a crônica "Critério", de Luís Fernando Veríssimo

Critério

Os náufragos de um transatlântico, dentro de um barco salva-vidas perdidos em alto-mar, tinham comido as últimas bolachas e contemplavam a antropofagia como único meio de sobrevivência. 
-- Mulheres primeiro -- propôs um cavalheiro.
A proposta foi rebatida com veemência pelas mulheres. Mas estava posta a questão: Que critério usar para decidir quem seria sacrificado primeiro para que os outros não morressem de fome?
-- Primeiro os mais velhos -- sugeriu um jovem.
Os mais velhos imediatamente se uniram num protesto. Falta de respeito! 
-- É mesmo -- disse um --, somos difíceis de mastigar. 
-- Por que não os mais jovens, sempre tão dispostos aos gestos nobres? 
-- Somos, teoricamente, os que têm mais tempo para viver -- disse um jovem. 
-- E vocês precisarão de nossa força nos remos e dos nossos olhos para avistar a terra -- disse outro.
Então os mais gordos e apetitosos.
-- Injustiça! -- gritou um gordo. -- Temos mais calorias acumuladas, e, portanto, mais probabilidade de sobreviver de forma natural do que os outros.
-- Os mais magros?
-- Nem pensem nisso -- disse um magro, em nome dos demais. -- Somos pouco nutritivos. 
-- Os mais contemplativos e líricos?
-- E quem entreterá vocês com histórias e versos enquanto o salvamento não chega? -- perguntou um poeta. 
-- Os mais metafísicos?
-- Não esqueçam que só nós temos um canal aberto para lá -- disse um metafísico, apontando para o alto -- e que pode se tornar vital, se nada mais der certo.
Era um dilema.
É preciso dizer que esta discussão se dava num canto do barco salva-vidas, ocupado pelo pequeno grupo de passageiros de primeira classe do transatlântico, sob os olhares dos passageiros de segunda e terceira classe, que ocupavam todo o resto da embarcação e não diziam nada. Até que um perdeu a paciência, e, já que a fome era grande, inquiriu:
-- Cumé? 
Recebeu olhares de censura da primeira classe. Mas como estavam todos, literalmente, no mesmo barco, também recebeu uma explicação. 
-- Estamos indecisos sobre que critério utilizar. 
-- Pois eu tenho um critério -- disse o passageiro de segunda. 
-- Qual é?
-- Primeiro os indecisos.
Esta proposta causou um rebuliço na primeira classe acuada. Um dos seus teóricos levantou-se e pediu:
-- Não vamos ideologizar a questão, pessoal! 
Em seguida, levantou-se um ajudante de maquinista e pediu calma. Queria falar.
-- Náufragas e náufragos -- começou. -- Neste barco só existe uma divisão real, e é a única que conta quando a situação chega a este ponto. Não é entre velhos e jovens, gordos e magros, poetas e atletas, crentes e ateus... É entre maioria e minoria. 
E, apontando para a primeira classe, gritou:
-- Vamos comer a minoria. 
Novo rebuliço. Protestos. revanchismo não! Mas a maioria avançou sobre a minoria. A primeira não era primeiro em tudo? Pois seria a primeira no sacrifício. 
Não podiam comer toda a primeira classe, indiscutivelmente, no entanto. Ainda precisava haver critérios. Foi quando se lembraram de chamar o Natalino. O chefe da cozinha do transatlântico. 
E o Natalino pôs-se a examinar as provisões, apertando uma perna aqui, uma costela ali, com a empáfia de quem sabia que era o único indispensável a bordo. 
O fim desta história admonitória é que, com toda a agitação, o barco salva-vidas virou e todos, sem distinção de classes, foram devorados pelos tubarões, que, como se sabe, não têm nenhum critério. 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) O que é antropofagia? O que você pensa a respeito disso? Explique:

03) Explique a passagem destacada no texto, posicionando-se sobre ela: 

04) De que argumento você mais gostou? Por quê? 

05) Circule no texto todos os numerais, para, em seguida, classificá-los e dizer qual a importância deles para o contexto:

06) Copie do texto dois pares de antítese, explicando seu raciocínio:

07) Explique a importância de uma certa marca de oralidade para o texto, dizendo qual é ela:

08) Circule no texto um vocativo:

09) O final foi inesperado? Justifique sua resposta:

10) Que mensagem o texto transmite? Comente:

(Texto enviado pela minha querida amiga Ana Cristina Pontes)