terça-feira, 31 de março de 2020

Atividade sobre o texto "O segredo da vida", de Marcelo Tas

O segredo da vida

Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação. 
Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto. 
Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mario Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele. 
-- Filósofo, qual o segredo da vida?
Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo
-- O segredo da vida é que... vaca não dá leite!
As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões -- uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô -- na camionete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão. 
Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café de manhã.
A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito. 
No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo.
-- Papai, hoje é o dia do meu aniversário. 
-- Parabéns, filho! 
-- Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida. 
O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento. 
-- O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar. 

(Marcelo Tas - Revista "Crescer")

01) Justifique o título do texto:

02) Posicione-se sobre a primeira passagem em negrito presente na crônica:

03) Explique as reticências presentes na última frase do texto:

04) Como você interpreta essa mesma frase?

05) Na digressão de Tas e na fala de Cortella, a expressão "tirar leite de vaca" tem o mesmo sentido, ou seja, faz referência à mesma situação? Por quê? 

06) Copie do texto uma expressão usada no sentido conotativo, explicando seu raciocínio:

07) Transcreva da crônica dois numerais, classificando-os: 

08) Que mensagem o texto transmite?

09) Qual o segredo da vida, para você? Comente:

10) Circule no texto os vocativos:

Atividade sobre o texto "Ponderações sobre atividades escolares online", de Bianca Stock


Ponderações sobre atividades escolares online

Para tudo, gente! Já são vários dias de isolamento social. Não está nada bem a relação família-escola-estudante com as atividades online. As crianças e adolescentes não estão dando conta. O que não pode acontecer agora é o agravamento do sofrimento emocional de todos. A prioridade agora deve ser garantir o bom clima familiar, pois não temos como prever quanto tempo mais de isolamento teremos e como viveremos a tristeza pelas futuras e certas mortes que ocorrerão. Então, para refletir: Estamos numa PANDEMIA. Não é vida normal, não dá simplesmente para transpor a aprendizagem para dentro de casa. Por vários motivos, isso é irreal: 

- O vínculo professor-estudante é imprescindível para a aprendizagem, sobretudo, quanto menores forem as crianças, assim como o ambiente de vida coletiva e convívio com os colegas. 

- Cada casa tem uma rotina, um contexto, uma possibilidade de acesso à internet. Cada idade tem peculiaridades, cada criança é um universo. Não é hora de homogeneizar. 

- É absolutamente diferente o envio de atividades para adolescentes do Ensino Médio e crianças do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. É difícil para todos. Mas ainda muito mais complexo para crianças em alfabetização. Não vamos tornar o aprender uma tortura. As crianças têm limites de paciência, de concentração, de engajamento em casa. Na Educação Infantil, mais ainda! Ações que possibilitem a garantia da continuidade dos vínculos dos pequenos com a escola, com os professores e colegas, já estão de bom tamanho. 

- As crianças e adolescentes também estão em sofrimento. Se para algumas as atividades serão úteis e desejadas para ocupar o tempo, para outros serão insuportáveis. E tudo bem! Pais, não pirem cobrando excessivamente os filhos. A rotina precisa flexibilizar e se transformar. Não alimentem a ansiedade nos grupos de WhatsApp

- Mais do que nunca, é o momento de fazermos valer a Educação Integral. O que precisamos fortalecer é o senso de COMUNIDADE EDUCATIVA. O conteudismo vai enlouquecer a todos. Pai e mãe devem continuar sendo pai e mãe. Não são professores, não substituem os professores. Não estão rolando atividades em casa? Estão brigando? Forçando? Para! Para tudo! Esquece as atividades da escola. Respeita o tempo e o contexto da sua família, escutem-se, conversem, conectem-se. 

- O que acontecerá? As crianças perderão o ano? Não sei. Ninguém sabe. O que sabemos é o PRESENTE; E o presente diz: precisamos cuidar uns dos outros. NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE ISSO AGORA. Esta é a oportunidade de aprendizagem pra vida mais significativa de todas. 

Sem saúde mental ninguém aprende. Sem desejo ninguém aprende. Não vamos matar o desejo das crianças pelo aprender e pela escola, em razão da ansiedade dos adultos. Entendo que, frente ao medo, o ativismo e a cobrança acabam sendo o recurso expressivo. Mas é nefasto. Vamos usar o final de semana para parar, olhar a situação com certo afastamento e nos perguntarmos, famílias e escolas: a serviço do que estamos a enlouquecer as crianças e os adolescentes?
(Bianca Stock)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Posicione-se sobre a primeira passagem destacada no texto, argumentando bem o seu ponto de vista: 

03) Circule no texto exemplo(s) de vocativo: 

04) Copie do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Dê a sua opinião sincera sobre o segundo trecho em destaque no texto, explicando seu posicionamento: 

06) Quantos motivos a autora dá para comprovar a sua tese? Que tese, afinal, é essa? 

07) Explique a terceira passagem destacada no texto, explicando como tentam colocar isso em prática e por que isso é tão perigoso e preocupante: 

08) Posicione-se sobre o quarto trecho em destaque no texto, argumentando bem: 

09) Interprete a quinta passagem em destaque no texto: 

10) Copie do texto um trecho que revela incerteza diante de tudo o que estamos vivendo: 

11) Segundo o texto, o que é o mais importante neste momento de pandemia e de isolamento social? Ó que você pensa a respeito disso? Comente: 

12) Posicione-se sobre a passagem destacada no comecinho do último parágrafo do texto: 

13) Tente responder, com sinceridade, à pergunta feita no final do texto: 

14) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o texto de Tatiana Lebedeff - Aulas online


Quando as aulas voltarem, eu não quero que tenha "aula"

Tenho recebido e compartilhado vários "memes" que falam da incompatibilidade do Home Office com o Home Scholling. São várias as mães, eu entre elas, conhecidas e amigas, assoberbadas com o isolamento social tendo que dar conta das compras, comida dentro de casa, demandas do trabalho remoto, lidar com as notícias diárias de infectados e mortos, e ser tutora EAD dos filhos. Ninguém estava preparado para a educação domiciliar: nem escolas, nem crianças, nem famílias. 

As escolas não são mágicas para tirarem das cartolas aulas e atividades EAD para todos os anos em todas as disciplinas. As mães não são professoras experts em todos os conteúdos de todas as disciplinas. As crianças, também estressadas pelo isolamento, não possuem experiência com aulas EAD e não compreendem que estar em casa não significa férias. Óbvio que tem muita gente irritada, frustrada com a sua "incompetência pedagógica" questionando como os conteúdos serão recuperados, discutindo a necessidade de turnos inversos para dar conta do que está "atrasado", enviando e-mails e telefonemas para as escolas perguntando quais serão as estratégias de "recuperação".

A instituição onde trabalho prorrogou por mais duas semanas o isolamento. As crianças voltarão quando para as escolas? Dia 05? Dúvida no ar, talvez tenhamos mais tempo de crianças em casa. Ontem, quando li um monte de mensagens angustiadas sobre as aulas EAD e o que e como deve ser recuperado, fiquei pensando o que é "atrasado" no currículo de crianças que estão fazendo 10 anos, que estão no quarto ano do Ensino Fundamental. O que é conteúdo "atrasado" em qualquer segmento escolar? O que eu espero, quando as crianças voltarem para as escolas, é que tenha uma semana "sem aula", que elas fiquem correndo e gritando nos pátios como os hamsters do capiroto até perderem a voz! 

Que as escolas mandem na agenda o seguinte bilhete: "Venham com roupa que possa ser rasgada, para que elas possam ralar os joelhos e cotovelos de tanto rolar na terra; que comam tatu-bolinha; que tomem banho de mangueira e muito, muito sol; que façam penteados malucos; que dancem muito e joguem bola até caírem exaustas no chão. Depois disso, gostaria que as escolas refletissem com as crianças o que significou essa experiência para elas, para as famílias. Que falem sobre resiliência, enfrentamento de frustrações, sobre solidariedade. Temos que levar alguma lição do que estamos vivendo, temos que fortalecer nossas relações como família e como sociedade. As escolas PRECISAM falar sobre a necropolítica, que resolve quem vale a pena viver ou morrer. 

Não quero ver crianças confinadas, novamente, nas escolas em turno inverso para "recuperar" locuções adverbiais. Se é que elas terão que ficar no turno inverso, é para que aprendam a ser mais humanas, menos egoístas, mais sensíveis. Em vinte e poucos anos serão os amiguinhos ranhentos do meu filho que poderão estar "selecionando" os com mais de 80 anos para serem mortos, e eu estarei na fila. 

Uma psicóloga conhecida comentou que ninguém imagina o impacto que essa pandemia terá, ao longo prazo, na subjetividade das crianças e jovens que a estão enfrentando. Que a gente possa, agora, pensar nesses efeitos e repensar o papel da escola na volta às aulas... Nesse momento, acredito, é mais importante preocupar-se com a saúde mental das crianças e jovens do que com o conteúdo a ser "vencido". 

Abraços virtuais e que sigamos nos apoiando mutuamente. 
(Tatiana Lebedeff)

01) Justifique o título dado ao texto acima, dizendo se há ou não uma incoerência nele:

02) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra em negrito no primeiro parágrafo do texto, argumentando bem: 

03) Justifique todas as aspas utilizadas no texto: 

04) Copie do texto uma passagem carregada de humor: 

05) Por que algumas palavras no texto encontram-se em itálico? 

06) Transcreva do texto dois pares de antítese, explicando seu raciocínio: 

07) Responda, sinceramente, à indagação feita no terceiro parágrafo do texto:

08) Explique o que significa a palavra em destaque no quarto parágrafo: 

09) Posicione-se, argumentando bem, sobre a opinião exposta no final do texto: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o texto "Coronavírus em Cordel", de Orlando Paiva

Coronavírus em cordel

O mundo em desespero 
Pânico pra todo lado.
Um vírus está deixando 
O planeta infectado.
O assunto virou manchete
Deixou o povo assustado.

"Coronavírus" é o nome
Teve início no Oriente
Pras bandas da China
Infectou muita gente.
Como rastro de pólvora
Chegou no Ocidente.

Denominado pandemia
Espécie de assombração,
Tirando o nosso sono,
Parecendo obra do "cão".
Mas vamos combater
Deus é nossa proteção.

O mundo está parando
É quarentena mundial.
O cidadão evitando 
Parar em um hospital.
Todos ficarem em casa
Este alerta é global.

As formas de transmissão
Deste vírus malvado
Assim como a prevenção
Pra não ser infectado.
Vou relatar neste cordel
Ficará tudo explicado. 

O vírus se espalha, em 
Espirro e tosse no ar.
Por gotículas expelidas
Pela boca ao falar. 
Também pelo contato 
De uma mão ao apertar. 

O gesto de cumprimento 
Que é bastante conhecido,
É preciso nós evitarmos
Ficarmos precavido.
O famoso aperto de mão
Hoje está proibido.

Os beijos e os abraços 
Símbolos de uma paixão
São outras duas formas
Também de transmissão.
Lugares não higienizados
Não podemos passar a mão. 

Os sintomas da doença
O povo tem que conhecer.
Tosse seca ou secreção
Isso pode acontecer.
Febre muito elevada
O infectado pode ter. 

Problema respiratório, 
Insuficiência renal.
Entre outros problemas
Causados por esse mal,
Chamado Coronavírus
Que é temor mundial. 

Meu leitor, fique atento
Nas formas de prevenir.
Cobrir o rosto com braço
Ao espirrar ou tossir.
Ficar longe de pessoas
Se for preciso sair. 

Outra forma de prevenção
Que posso aqui destacar.
Lave sempre suas mãos
Com álcool gel pra limpar.
Use também muito sabão
Para o vírus eliminar.

Evite local fechado
Fique longe de multidão.
Em casa de quarentena
Serve como prevenção.
Assim a COVID-19
Não terá propagação.

Ainda não tem vacina
Para esse tratamento
Se o sintoma aparecer
Procure atendimento
Desta forma evitará
Um maior sofrimento. 

(Orlando Paiva)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Transcreva do texto uma antítese, explicando: 

03) Copie do cordel marcas de oralidade: 

04) Qual o objetivo do cordel? 

05) Justifique o emprego das aspas:

06) Copie do texto os sintomas gerados pelo Coronavírus: 

07) Como se prevenir da COVID-19? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre a música "Com a perna no mundo", de Gonzaguinha


Com a perna no mundo

Acreditava na vida
Na alegria de ser
Nas coisas do coração
Nas mãos um muito fazer

Sentava bem lá no alto
Pivete olhando a cidade
Sentindo o cheiro do asfalto
Desceu por necessidade

Ô Dina,
Teu menino desceu o São Carlos
Pegou um sonho e partiu
Pensava que era um guerreiro
Com terras e gente a conquistar
Havia um fogo em seus olhos
Um fogo de não se apagar

Diz lá pra Dina que eu volto
Que seu guri não fugiu
Só quis saber como é
Qual é
Perna no mundo sumiu

E hoje
Depois de tantas batalhas
A lama dos sapatos
É a medalha
Que ele tem pra mostrar

Passado 
É um no chão e um sabiá
Presente
É a porta aberta
E futuro é o que virá, 
Mas e daí? 

Ô ô ô ê á
O moleque acabou de chegar
Ô ô ô ê á
Nessa cama é que eu quero sonhar
Ô ô ô ê á
Amanhã bato a perna no mundo
Ô ô ô ê á
É que o mundo é que é meu lugar

(Gonzaguinha) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie do texto um vocativo, justificando sua resposta:

03) Transcreva da música marcas de oralidade:

04) Copie da canção uma antítese, explicando-a:

05) O que significa a expressão "bater perna no mundo"? Você costuma usá-la?

06) Que mensagem a música transmite?

07) Identifique e explique as metáforas usadas na penúltima estrofe:

08) Transforme o texto em uma pequena narrativa:

09) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada na canção:

(Música sugerida pela querida amiga de grupo: Gal Silva)

segunda-feira, 30 de março de 2020

Atividades rapidinhas e variadas sobre Coronavírus e Implícitos


01)  Copie da imagem acima marcas de oralidade:

02) Que palavra deveria estar entre aspas ou em itálico? Por quê?

03) Em que reside o humor do outdoor?

04) A função metalinguística encontra-se presente em tal outdoor

05) Qual o objetivo desse gênero textual? Você acha que ele foi alcançado? Por quê? 

06) Tente responder, de forma criativa, à pergunta feita no outdoor:

07) Que conectivo transmite a ideia de explicação? 

08) Que explicação é essa que ele dá ao leitor? Que implícitos se pode observar? 


09) A que gênero textual pertence a imagem acima?

10) Quem é essa pessoa? É famosa? 

11) Por que essa pessoa foi escolhida? 

12) Que implícito encontra-se presente em tal meme? 

13) Em que reside o humor? Explique: 


14) Explique a presença dos verbos no modo imperativo:

15) Por que é preciso lavar taaaaaanto as mãos? 

16) Qual o objetivo do conselho dado? Ele foi eficaz? Por quê? 

17) Que implícito precisamos entender para ele fazer sentido? 


18) O que é um neologismo? Como ele foi formado? 

19) Como seria a "tradução" dessa palavra? 

20) Explique o que significa o "Aceitem" ali presente:

21) Pode-se afirmar que é também uma marca de oralidade? Por quê? 

22) O que todos os quatro textos têm em comum? Explique: 

Atividade sobre Anúncio Publicitário - "Cãozinho da Havaianas"

(Confie na opinião de quem tem duas vezes mais pés do que você)

01) Qual a intenção de quem criou esse anúncio?

02) Que palavras você usaria para descrever a sua impressão sobre essa foto?

03) Como o cachorro que aparece na foto parece estar se sentindo?

04) Que qualidade do produto anunciado é destacada pela maneira como o cachorro parece estar se sentindo? 

05) Observe o texto escrito em letras pequenas na parte inferior do anúncio. Qual é a relação desse texto verbal com a linguagem não verbal? 

06) Se os criadores do anúncio tivessem usado a foto de um cachorro adulto deitado sobre o chinelo, o efeito seria o mesmo? Por quê? 

07) E se eles tivessem usado a foto de outro quadrúpede -- um camelo ou leão, por exemplo --, o efeito seria o mesmo? Explique:

08) Explique a importância da linguagem não verbal para a construção desse anúncio:

Atividade sobre poema de cordel "Ai! Se sesse...", de Zé da Luz

Ai! Se sesse...

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém se acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu e fosse
Te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse 
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse 
Tarvez que nois dois ficasse
Tarvez que nois dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgi toda fugisse

(Zé da Luz) 

01) Você teve alguma dificuldade para compreender o texto acima? Justifique sua resposta:

02) Sobre o que ele fala?

03) Justifique o título dado ao texto: 

04) Identifique no texto as palavras que você consegue perceber que estão escritas de forma diferente daquela que você costuma encontrar em textos de livros, jornais e revistas: 

05) Reescreva todo o texto seguindo a norma formal culta da língua e compare-os, dizendo qual parecia mais expressivo: 

domingo, 29 de março de 2020

Atividade sobre Relato e Lap Book






As fotos acima não são minhas nem dos meus alunos, infelizmente, mas elas foram gentilmente enviadas por uma querida colega de grupo, a Raquel, que topou compartilhar o seu trabalho aqui no blog, a fim de registrar essa tão boa prática, que certamente inspirará muita gente! Gratidão! 

Ela criou com seus alunos um "Lap Book" (um mini livro com colagens e dobraduras) para abordar o gênero textual RELATO e entregou a cada um as seguintes sugestões de tópicos: 

01) Sobre mim (Nome, data e local de nascimento, apelido, autobiografia);

02) Como sou (Descrição pessoal, características, abusando dos adjetivos, com qualidades e/ ou defeitos);

03) Minha família (Citar e falar um pouquinho de cada integrante da sua família);

04) Minha escola (Falar um pouco sobre a sua escola, ou escolas por onde já passou);

05) Meus professores (Tente falar um pouquinho de cada um deste ano, mas também dos mais marcantes de sua vida estudantil);

06) Meus melhores amigos (Cite cada um, comente um pouquinho sobre cada um e, se quiser, desenhe ou cole fotos);

07) Minha música favorita (Letra e ilustração);

08) Meu poema preferido (Com ilustração);

09) Minha receita preferida (Ilustre também);

10) Meu lugar preferido (Com ilustração ou foto);

11) Meu time do coração (Desenhe e escreva por que o escolheu);

12) Meus passatempos preferidos;

13) Meu animal de estimação;

14) Meu esporte favorito;

15) Meus ídolos;

16) Livros que eu mais amei até o momento;

17) Meu livro favoritão;

18) O filme de que mais gostei e o porquê;

19) A viagem dos meus sonhos;

20) O dia da semana de que mais gosto e o porquê;

21) O que me causa medo;

22) O que me deixa muito feliz:

23) O que me deixa muito triste:

24) O que eu pretendo ser no futuro (profissão);

25) Poderes mágicos que eu gostaria de ter e para quê;

26) Se eu não fosse eu, eu gostaria de ser...

27) Para quem eu daria esse Lap Book de presente e o porquê;

28) Se eu fizesse um outdoor para colocar em frente à minha casa, a mensagem seria esta;

29) Um sonho que pretendo realizar;

30) Meu signo e se acredito ou não em Astrologia:


(Atividade elaborada pela Raquel Lucachaque, uma querida colega de grupo! Amei!)

Atividade sobre o texto "A vaquinha e o precipício", de Autor Desconhecido


A vaquinha e o precipício

Um mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer-lhe uma breve visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também, com as pessoas que mal conhecemos. 
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores -- um casal e três filhos -- vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então aproximou-se do senhor e perguntou-lhe:
-- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho... Como a sua família sobrevive aqui?
O senhor respondeu:
-- Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite. Uma parte do produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por comida e a outra produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo. O sábio agradeceu, se despediu e foi embora. 
No meio do caminho, voltou ao seu discípulo e ordenou-lhe:
-- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e jogue-a. 
O jovem arregalou os olhos e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio do seu mestre, cumpriu a ordem: empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. 
Anos depois, ele resolveu largar tudo e voltar àquele lugar, pedir perdão e ajudar a família. Quando se aproximou do local, avistou um sítio bonito, com árvores floridas, carro na garagem e crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a família tivera de vender o sítio para sobreviver. Chegando lá, foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre as pessoas que ali moravam.
Ele respondeu:
-- Continuam aqui. 
Espantado, entrou correndo casa adentro e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor, dono da vaquinha:
-- Como o senhor melhorou o lugar e agora está bem?
O senhor, entusiasmado, respondeu:
-- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos de fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e, assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora. 
(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir outro:

02) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

03) O que a vaquinha pode estar simbolizando na história? 

04) Qual a ideia do sábio? Ela funcionou? Por quê? 

05) Você, no lugar do aprendiz, teria tido coragem de jogar a vaquinha do precipício? Justifique sua resposta:

06) Que ditado popular você acha que se enquadra nesta história? 

07) O que você achou do desfecho da história? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) Localize no texto:

a) um numeral:
b) quatro adjetivos:
c) um pronome possessivo:
d) um advérbio de tempo:
e) dois advérbios de lugar:
f) três substantivos comuns:
g) um verbo no modo imperativo:
h) um substantivo no grau diminutivo:
i) um verbo no gerúndio:

Atividade sobre o conto "A vaca", de Moacyr Scliar


A vaca

Numa noite de temporal, um navio naufragou ao largo da costa africana. Partiu-se ao meio, e foi ao fundo em menos de um minuto. Passageiros e tripulantes pereceram instantaneamente. Salvou-se apenas um marinheiro, projetado à distância no momento do desastre. Meio afogado, pois não era bom nadador, o marinheiro orava e despedia-se da vida, quando viu a seu lado, nadando com presteza e vigor, a vaca Carola
A vaca Carola tinha sido embarcada em Amsterdam
Excelente ventre, fora destinada a uma fazenda na América do Sul. 
Agarrada ao chifre da vaca, o marinheiro deixou-se conduzir, e, assim, ao romper do dia, chegaram a uma ilhota arenosa, onde a vaca depositou o infeliz rapaz, lambendo-lhe o rosto até que ele acordasse. 
Notando que estava numa ilha deserta, o marinheiro rompeu em prantos: "Ai de mim! Esta ilha está fora de todas as rotas! Nunca mais verei um ser humano!". Chorou muito, prostrado na areia, enquanto a vaca Carola fitava-o com seus grandes olhos castanhos. Finalmente, o jovem enxugou as lágrimas e pôs-se de pé. 
Olhou ao redor, nada havia na ilha, a não ser rochas pontiagudas e umas poucas árvores raquíticas. Sentiu fome, chamou a vaca: "Vem, Carola", ordenhou-se e bebeu leite bom, quente e espumante. Sentiu-se melhor, sentou-se e ficou a olhar o oceano: "Ai de mim", gemia de vez em quando, mas já sem muita convicção; o leite fizera-lhe bem. Naquela noite dormiu abraçado à vaca. Foi um sono bom, cheio de sonhos, reconfortantes; e quando acordou -- ali estava o ubre a lhe oferecer o leite abundante. Os dias foram passando e o rapaz se apegava cada vez mais com a vaca. "Vem, Carola!", ela vinha, obediente. 
Ele cortava um pedaço de carne tenra -- gostava muito de língua -- e devorava-o cru, ainda quente, o sangue escorrendo pelo queixo. A vaca nem mugia. Lambia as feridas, apenas. O marinheiro tinha sempre o cuidado de não ferir seus órgãos vitais; se tirava um pulmão, deixava o outro; comeu o baço, mas não o coração. Com pedaços de couro o marinheiro fez roupas e sapatos e um toldo para abrigá-lo do sol e da chuva. Amputou a cauda de Carola para espantar as moscas
Quando a carne começou a escassear, atrelou a vaca a um tosco arado, feito de galhos, e lavrou um pedaço de terra mais fértil entre as árvores. Usou o excremento do animal como adubo. Como fosse escasso, triturou alguns ossos, para usá-los como fertilizante. Semeou alguns grãos de milho, que tinham ficado nas cáries da dentadura de Carola. Logo, as plantinhas começaram a brotar, e o rapaz sentiu renascer a esperança. Na festa de São João, ele comeu canjica. A primavera chegou. Durante a noite uma brise suave soprava de lugares remotos, trazendo sutis aromas.
Olhando as estrelas, o marinheiro suspirava. Uma noite, arrancou um dos olhos de Carola, misturou-o com água do mar e engoliu esta leve massa. Teve visões voluptuosas, como nenhum mortal jamais experimentou... Transportado de desejo, aproximou-se da vaca... E ainda dessa vez, foi Carola quem lhe valeu.
Muito tempo se passou, e o marinheiro avistou um navio no horizonte. Doido de alegria, berrou com todas as forças, mas não lhe respondiam: o navio estava muito longe. O marinheiro arrancou um dos chifres de Carola e improvisou uma corneta. O som poderoso atroou os ares, mas ainda assim não obteve resposta.
O rapaz desesperava-se: a noite caía e o navio afastava-se da ilha. Finalmente, o rapaz deitou Carola no chão e jogou um fósforo aceso no ventre ulcerado de Carola, onde um  pouco de gordura ainda aparecia.
Rapidamente a vaca incendiou-se. Em meio a fumaça negra, fitava o marinheiro com seu único olho bom. O rapaz estremeceu; julgou ter visto uma lágrima. Mas foi só impressão. O clarão chamou a atenção do comandante do navio; uma lancha veio recolher o marinheiro. Iam partir, aproveitando a maré, quando o rapaz gritou: "Um momento!", voltou para a ilha e apanhou do montículo de cinzas fumegantes, um punhado que guardou dentro do gibão de couro: "Adeus, Carola" -- murmurou. Os tripulantes da lancha se entreolharam. "É do sol" -- disse um. O marinheiro chegou ao seu país natal. Abandonou a vida no mar e tornou-se um rico e respeitado granjeiro, dono de um tambo com centenas de vacas. Mas, apesar disto, tornou-se infeliz e solitário, tendo pesadelos horríveis todas as noites, até os quarenta anos. Chegando a esta cidade, viajou pela Europa de navio.
Uma noite, insone, deixou o luxuoso camarote e subiu ao tombadilho iluminado pelo luar. Acendeu um cigarro, apoiou-se na amurada e ficou olhando o mar. De repente, estirou o pescoço, ansioso. Avistara uma ilhota no horizonte.
-- Alô -- disse alguém, perto dele.
Voltou-se. Era uma bela loira, de olhos castanhos e seios opulentos.
-- Meu  nome é Carola -- disse ela. 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado ao conto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Caracterize o marinheiro e a vaca Carola:

03) Copie do texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

04) Localize no texto um substantivo que contém três adjetivos, explicando bem:

05) Transcreva do texto uma antítese, justificando:

06) Justifique todas as aspas usadas no conto:

07) Explique que implícito se encontra na expressão destacada quase no final do texto:

08) Por que você acha que o homem tinha pesadelos com tamanha constância?

09) Que mensagem o texto transmite? Comente:

10) Que parte do conto lhe trouxe mais desconforto? Por quê?

11) Identifique e classifique o sujeito presente na oração destacada no começo do texto:

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto, respectivamente:

13) Que crítica social o texto mais faz? Comente:

14) Pode-se afirmar que o marinheiro tinha uma visão capitalista com relação à vaca? Justifique sua resposta: 

15) Como você explica o final do texto e a "coincidência" do nome?

16) Transforme todo o conto em uma HQ, sem perder nenhum detalhe! Capriche! 

(Texto indicado pelo meu xará André Mattos, colega de grupo!)

Atividade sobre a música "Lava a mão", com Palavra Cantada


Lava a mão

Uma 
Lava outra, lava uma (mão)
Lava outra, lava uma (mão)
Lava outra mão, lava uma mão
Lava outra mão
Lava uma 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira
Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira
Lava uma (mão), lava outra (mão)
Lava uma, lava outra (mão)
Lava uma

A doença vai embora junto com a sujeira
Vermes, bactérias, mando embora embaixo da torneira
Água uma, água outra
Água uma (mão), água outra
Água uma (mão) 

Na segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira
Lava uma mão, mão, mão, mão
Água uma mão, lava outra mão
Lava uma mão 
Lava outra, lava uma

(Arnaldo Antunes) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Circule na música todos os substantivos:

03) Copie da canção o verso que mais traz ações, grifando os verbos:

04) Localize na música uma passagem que mostra que esse cuidado de lavar as mãos tem que ser com tamanha frequência:

05) Transcreva do texto os mais variados tipos de lugares para se lavar as mãos: 

06) Qual a importância de se lavar bem as mãos?

07) Você acha que essa prática de lavar as mãos ganhou mais força nesta época de Coronavírus? Justifique sua resposta: 

08) Por que você acha que houve a substituição do verbo "lavar" pelo verbo "aguar"? Qual tem um sentido mais expressivo? Por quê? 

09) Que mensagem a música transmite? Comente:

10) Agora você deverá criar uma paródia usando essa canção como base para prevenir contra o Coronavírus! Capriche! 

(Música sugerida pela querida colega de grupo: Ana Costa)

Atividade sobre a música "Sopa", com Palavra Cantada


Sopa

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem espinafre?
Será que tem tomate?
Será que tem feijão?
Será que tem agrião? 
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem farinha?
Será que tem balinha?
Será que tem macarrão?
Será que tem caminhão?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem rabanete?
Será que tem sorvete?
Será que tem berinjela?
Será que tem panela?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem mandioca?
Será que tem minhoca?
Será que tem jacaré?
Será que tem chulé?
É um, é dois, é três... 

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném?
Será que tem alho-poró?
Será que tem sabão em pó?
Será que tem repolho?
Será que tem piolho?
É um, é dois, é três...

Que que tem na sopa do neném?
Que que tem na sopa do neném? 
Será que tem caqui?
Será que tem javali?
Será que tem palmito?
Será que tem pirulito?
É um, é dois, é três... 

(Palavra Cantada)

01) Justifique o título dado à canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie da música todos os ingredientes que você acha que combinam com uma sopa:

03) Agora copie apenas os ingredientes que você estranhou ter em uma sopa:

04) O que fez a canção ser engraçada? Explique:

05) Com o que as crianças estavam preocupadas na hora de dizerem as palavras? Justifique sua resposta: 

06) Que classe de palavras mais apareceu na canção?

07) Qual o objetivo da passagem destacada no texto? Por que ela se repete em todas as estrofes?

08) Além dessa passagem, que outra também aparece com frequência na canção? Que efeito ela causa ao contexto?

09) Que mensagem a música transmite? Comente:

10) Qual a importância das frases interrogativas para o contexto?

11) Quantas estrofes e quantos versos compõem a música? 

12) Agora a sua função é transformar o texto no gênero RECEITA, com as duas partes que a compõem: ingredientes e modo de fazer: 

13) Você deverá ilustrar em uma folha A4 (ou na metade dela) a sopa com todos os ingredientes dentro! Capriche! Seja criativo: 

14) Que outros ingredientes engraçados você acrescentaria à sopa? Aproveite para criar mais uma estrofe para a canção:

15) Que tal produzir uma paródia usando essa música como base e com o tema "Que que tem na televisão?"?!? Estou curiosa para ver!!! 

Atividade sobre a música "Daqui só se leva o amor", de Jota Quest


Daqui só se leva o amor

Viver
Tudo o que a vida tem pra te dar
Saber 
Qualquer segundo tudo pode mudar

Fazer 
Sem esperar nada em troca
Correr 
Sem se desviar da rota

Acreditar
No sorriso 
E não se dar
Por vencido

Querer 
Mudar o mundo ao seu redor
Saber entender
Que mudar por dentro pode ser o melhor

Fazer 
Sem esperar nada em troca
Vencer 
É recomeçar

Quando o sol chegar
Quando o céu se abrir
Saiba que estarei aqui 
Aqui! 

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor
Daqui só se leva o amor

(Jota Quest)

01) Justifique o título dado à música:

02) Copie do texto um exemplo de anáfora, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva da música um verso que convida a fazer com urgência:

04) Posicione-se sobre a passagem em destaque no texto, explicando bem:

05) Que verso da canção mostra a importância de se amar de forma incondicional?

06) Você acha mesmo que a correria diária nos faz perder a rota, o rumo? Por quê? Como impedir que isso aconteça?

07) Que mensagem a canção transmite?

08) Que conselho dado você achou mais válido? Por quê?

09) Transcreva da música a passagem que mais dialoga com o momento que estamos vivendo no mundo: 

10) De que verso você mais gostou? Por quê?
11) De que maneira a imagem acima dialoga com a música? Explique:

12) O que você tem feito para proteger quem você ama?


13) Que mensagem a imagem acima transmite?

14) Que reflexão maior este período de quarentena tem provocado em você? Comente:

15) A imagem estabelece uma relação de intertextualidade com que obra literária famosa?

(Música indicada pela minha querida amiga Aparecida de Carvalho!)

sábado, 28 de março de 2020

Atividade sobre o filme "O Poço" (1 h 34 min)

Acho que é o tipo de filme que não dá para passar desapercebidamente para ninguém! Ou a pessoa odeia ou adora, mas certamente fica mexida com a história e com cada detalhe. Aliás, como é rico em detalhes e tão significativos esse filme, noooossa! Fez "suco" da minha mente, sem falar que "dialoga" muuuuuito com esse momento de incerteza e de insegurança pelo qual temos todos passado. Recomendo! 


Sinopse: É um filme espanhol que mostra uma espécie de prisão vertical e com um sistema super desigual: enquanto os detentos dos andares mais altos recebem um banquete todos os dias, os dos  mais baixos ficam com as migalhas do que sobra. (Duração: 1 h 34 min).

01) Justifique o título empregado no filme:

02) Explique por que e quando perguntam se o Goreng é comunista, posicionando-se sobre isso:

03) O que o fato de Goreng ter escolhido levar um livro revela? E qual era o livro? O que esse detalhe também acaba revelando? 

04) Por que você acha que as pessoas foram parar ali? Era algo voluntário ou não? 

05) Explique essa divisão de classes: "os de cima, os de baixo e os que caem", posicionando-se sobre isso: 

06) Por que você acha que perguntam, dentre outras coisas, a comida favorita das pessoas? Você acha que isso é atendido no filme? 

07) Explique a frase "Não consigo cagar pra cima", utilizada por Goreng, mencionando o contexto em que ela foi usada:

08) Em que parte você acha que ficou clara a presença de preconceito racial e religioso? Por quê? 

09) O que experimentar cada nível e de maneira imprevisível revela? Comente:

10) O que você considera mais eficaz: o pedido com gentileza ou a ameaça? Por quê? 

11) Por que você acha que uma das personagens, que trabalhou 25 anos na administração, decidiu também participar dessa experiência? O que isso revela? 

12) Você acha que, de fato, tal personagem não conhecia como tudo funcionava na prática? Cite situações que comprovem a sua opinião quanto a isso:

13) O que a ideia dessa personagem em fazer porções para os níveis abaixo revela? Ela foi aceita pelos demais? Justifique sua resposta: 

14) O que significa o fato de Goreng comer as páginas do seu livro? 

15) O que o aparecimento da garotinha na história revela? 

16) O que a panacota revela para o contexto? Ela serve de metáfora para o quê? 

17) Por que a plataforma não parava se não tivesse alguém vivo?

18) O que se encontra, literalmente, "no fundo do poço"? O que você pensa a respeito disso? 

19) O que o diálogo "-- Você crê em Deus? -- Neste mês sim" revela?

20) Você acredita em "solidariedade espontânea"? Por quê? 

21) Que mensagem o filme transmite? Comente:

22) Que crítica social o filme mais faz? Justifique sua resposta:

23) Quantos níveis existiam no poço? Quantas pessoa, no total, eles comportavam? O que esse número pode significar? 

24) Em que andar você acha que estaria hoje? Por quê?

25) Você concorda coma afirmação "A fome nos deixa loucos"? Justifique sua resposta:

26) Em que parte do filme ficou mais clara a disputa entre Cultura X Violência? Justifique a sua escolha:

27) Por que você acha que o Trimagasi considerava que "o nível 48 é um bom nível"?

28) Você concorda que "o sistema pode nos colocar onde ele quiser"? Justifique sua resposta:

29) Você acha que "os fins justificam os meios"? Como isso aparece no filme?

30) O que você acha que aconteceria se fosse permitido as pessoas estocarem comida, guardarem para comerem depois? Explique?

31) O que mudaria na história se os pares fossem os mesmos do começo ao fim? Por que eles mudam a cada mês? Levante vantagens e desvantagens para isso:

32) Você acha que deveria haver racionamento com relação à comida? Explique, dizendo quem deveria se encarregar disso: 

33) Você acha que a humanidade tem salvação? Explique seu ponto de vista:

34) Que pecado capital você encontrou mais fortemente presente no filme? Justifique sua resposta:

35) Como você interpretou o aparecimento da menina no final do filme? Acha que ela existia ou é fruto da imaginação de Goreng? Explique: 

36) Qual a função da personagem que desce no elevador? O que você pensa a respeito disso?

37) Que parte do filme você considerou mais interessante? O que ele despertou em você? Comente:

38) Você acredita que esse filme dialoga, de certa  forma, com o momento que estamos vivenciando? Justifique sua resposta:

Atividade sobre a música "Sob o mesmo céu", de Lenine


Sob o mesmo céu 

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia,
Uma pessoa,
Um sonho, uma nação
Sob o mesmo céu
Meu coração não tem fronteiras,
Nem relógio, nem bandeira
Só o ritmo de uma canção maior

A gente vem do tambor do índio
A gente vem de Portugal
Vem do batuque negro
A gente vem do interior, da capital
A gente vem do fundo da floresta
Da selva urbana dos arranha-céus
A gente vem do pampa, vem do cerrado,
Vem da megalópole, vem do pantanal,
A gente vem do trem,
Vem de galope, 
De navio, de avião, motocicleta,
A gente vem a nado
A gente vem do samba, do forró
A gente vem do futuro conhecer nosso passado

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

A gente vem do rap, da favela, 
A gente vem do centro, e da periferia,
A gente vem da maré, da palafita,
Vem dos orixás da Bahia
A gente traz um desejo de alegria e de paz
E digo mais:
A gente tem a honra de estar ao seu lado, 
A gente veio do futuro conhecer nosso passado

Brasil,
Com quantos Brasis se faz o Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país
Chamado Brasil?

(Lenine)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

03) Que efeito o uso desse vocativo confere ao texto?

04) Explique o porquê de a palavra Brasil aparecer no plural:

05) A que se refere a letra de música?

06) Copie da canção um trecho que mostra a diversidade étnico-racial do povo brasileiro:

07) Que passagem sugere o movimento populacional no Brasil?

08) Interprete o verso destacado na canção:

09) Copie do texto uma antítese, justificando sua resposta:

10) Que mensagem a música transmite? 

Atividade sobre a crônica "O sem-banco que virou banqueiro", de Moacyr Scliar

O sem-banco que virou banqueiro

O sem-teto era pobre, mas não era burro. 
Deu-se conta de que tinha em mãos uma fortuna que poderia render. 

Reinaugurada ontem, a praça da República (Centro de SP) recebeu bancos de madeira com divisórias de ferro impedindo que uma pessoa se deite. O resultado é que os moradores de rua passaram a dormir no chão da praça. 
Como fazia todas as noites, o sem-teto chegou à praça para dormir. Foi direto a seu banco predileto -- aliás, que era seu banco predileto os outros mendigos sabiam, e não se atreviam a deitar ali, sob pena de serem expulsos sem dó nem piedade. Homem ainda jovem, violento quando se tratava de defender os seus interesses, o sem-teto não hesitava em partir para a agressão. 
Ao chegar à praça, contudo, teve uma surpresa. Para começar o logradouro tinha sido reformado, e bem reformado, ganhando novo pavimento, canteiros bem tratados, lagos. Isso, contudo, ao sem-teto não interessava: a praça para ele não era local de recreação, era moradia. Por isso foi com indignação que constatou a substituição de seu banco-cama por um outro, que era mais novo e mais bonito, mas tinha várias divisórias de ferro. E, a menos que deitasse sobre elas (coisa que não faria: não era faquir), não tinha mais como dormir no banco. 
A raiva apoderou-se dele. Pensou em destruir o banco, em colocar fogo naquela coisa maldita. Mas, depois de ter perambulado o dia inteiro, estava cansado demais para isso. De modo que fez como outros mendigos: deitou-se no chão. 
E aí viu. A alguns metros de distância estava um pedaço de jornal velho. Trouxera-o provavelmente o vento. Mas, sob o jornal, havia algo, algo que o sem-teto só podia ver exatamente porque estava deitado no chão e não nas alturas do banco. Uma carteira. Uma carteira de dinheiro.
Correu para lá. Era, sem dúvida, a carteira de um estrangeiro, porque estava recheada de cédulas estranhas (euros, como ele descobriria depois). Mais, numa divisão havia seis pedras que reluziram ao crepúsculo: diamantes. Verdadeiros. 
O sem-teto era pobre, mas não era burro. Logo se deu conta de que tinha em mãos uma fortuna, e que aquilo poderia lhe render muito. Precisava apenas que alguém o ajudasse a aplicar aquilo. E ele sabia a quem recorrer. Porque, apesar de seu estado miserável, o sem-teto era de uma família de classe média. Estava brigado com todos os parentes, menos com um tio que trabalhava como corretor na Bolsa de Valores. 
Este tio ajudou-o com o dinheiro. Várias aplicações bem-sucedidas foram feitas e hoje o antigo sem-teto é um homem rico. Um banqueiro: conseguiu comprar um pequeno banco que lhe dá muito lucro. É um elegante estabelecimento que chama a atenção pelo design arrojado. Ah, sim, e pelos bancos nos quais os clientes esperam atendimento. São confortáveis, mas todos têm divisórias de ferro. O banqueiro diz que isto é uma metáfora, alertando as pessoas de que, na vida, cada um deve ter o seu lugar. Mas muitos suspeitam que a inspiração para este detalhe da decoração deve ter outra origem. Uma certa praça no centro da cidade, talvez? 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado à crônica acima:

02) Na sua opinião, se o título fosse "O mendigo que virou banqueiro" ele teria a mesma graça? Por quê? 

03) Por que o novo banco da praça tinha divisórias de ferro? O que você pensa com relação a isso?

04) Copie do texto uma mesma palavra que possui dois significados diferentes, explicando-os: 

05) Por que os outros moradores de rua não se deitavam no banco preferido do protagonista? 

06) Explique a passagem destacada no texto em questão: 

07) Explique a função dos parênteses utilizados no texto: 

08) O que quebrou a rotina da vida do sem-teto? Podemos falar que isso lhe deu sorte? Por quê? 

09) Por que existe uma palavra em itálico no texto? 

10) Responda, sinceramente, à pergunta feita no final do texto: 

11) Que mensagem o texto transmite? 

12) Localize na crônica:

a) dois substantivos compostos: 
b) um advérbio de tempo:
c) dois adjetivos:
d) um advérbio de negação:
e) um advérbio de intensidade: 
f) um numeral: 
g) um substantivo derivado: 
h) um advérbio de dúvida: 

13) A crônica foi escrita com base em uma notícia de jornal. Agora é a sua vez de escolher uma notícia qualquer e tentar fazer o mesmo! Capriche! 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Atividade sobre a música "Porque eu sei que é amor", dos Titãs


Porque eu sei que é amor

Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim mais vivo

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar

(Titãs)

01) Justifique o título da música acima:

02) Justifique os dois tipos de porquês utilizados na canção:

03) Copie do texto uma passagem que parece haver uma contradição, explicando seu raciocínio:

04) Explique os dois primeiros versos da canção, posicionando-se sobre eles:

05) A que estilo literário a música corresponde? Por quê?

06) Que mensagem a canção transmite?

07) Localize na música:

a) um advérbio de lugar:
b) uma marca de oralidade:
c) um advérbio de modo:
d) um numeral:
e) um advérbio de negação:
f) um advérbio de tempo:

Atividade sobre o poema "Drumondana", de Alice Ruiz

Drumondana

e agora, maria?
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia

que você sonhou
apagou
à luz do dia
e agora, maria?
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria

(Alice Ruiz)

01) Justifique o título dado ao poema:

02) Circule no texto um vocativo:

03) Que mensagem o texto transmite?

04) Qual foi o objetivo da autora com esse poema? 

05) Encontre no texto uma anáfora, explicando sua função: 

06) O poema faz referência ao de Drummond. Que pistas nos permitem tirar essa conclusão?

07) Além da intertextualidade com o texto drummondiano, há uma outra em "maria vai com as outras". Que sentido essa intertextualidade acrescenta ao texto? 

08) Que características modernistas encontram-se presentes no poema? Comente: