sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Atividade sobre o texto "Máquina registradora"


Máquina registradora

A HISTÓRIA: Um negociante acaba de acender as luzes de uma loja de calçados, quando surge um homem pedindo dinheiro. O proprietário abre uma máquina registradora. O conteúdo da máquina registradora é retirado e o homem corre. Um membro da polícia é imediatamente avisado. 

01) Você deve colocar "V" para "Verdadeiro", "F" para "Falso" e "D" para "Desconhecido" para cada uma das declarações seguintes, acerca da história, justificando seu raciocínio: 

a) Um homem apareceu assim que o proprietário acendeu as luzes de sua loja de calçados. (     ) 
b) O ladrão foi um homem.  (     ) 
c) O homem não pediu dinheiro.  (     ) 
d) O homem que abriu a máquina registradora era o proprietário. (     ) 
e) O proprietário da loja de calçados retirou o conteúdo da máquina registradora e fugiu. (     ) 
f) Alguém abriu uma máquina registradora.  (     ) 
g) Depois que o homem que pediu dinheiro apanhou o conteúdo da máquina registradora, fugiu. (     )
h) Embora houvesse dinheiro na máquina registradora, a história não diz a quantidade. (     ) 
i) O ladrão pediu dinheiro ao proprietário. (     ) 
j) A história registra uma série de acontecimentos que envolveu três pessoas: o proprietário, um homem que pediu dinheiro e um membro da polícia. (     ) 
k) Os seguintes acontecimentos da história são verdadeiros: alguém pediu dinheiro; uma máquina registradora foi aberta; seu dinheiro foi retirado. (     ) 

02) Justifique o título dado ao texto:

03) Qual é a moral da história? Comente: 

04) Crie um final bem criativo para a história em questão: 

(Uma indicação das amigas artemanhosas Else Portilho e Luciene Gomes,
que eu incrementei um pouquinho!) 

Atividade sobre a obra "Duas figuras" (1933), de Lasar Segall


01) Que outro título você daria à obra de arte acima?

02) Que sentimentos ela desperta em você? Justifique sua resposta:

03) O que você achou da escolha das cores? O que elas transmitem?

04) Pense em nomes para as duas personagens e dê cinco adjetivos para cada uma delas:

05) Onde essas pessoas estão? Por quê?

06) Crie uma fala para cada personagem:

07) Faça uma releitura da obra em questão, contendo pelo menos três mudanças significativas, mas sem descaracterizar a obra!

Atividade sobre o vídeo "Fica", de Rossandro Klinjey


01) Justifique o título dado ao vídeo acima:

02) Por que o verbo "fica" encontra-se no modo imperativo?

03) Por que esse mesmo verbo é repetido tantas vezes no vídeo?

04) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

05) De que parte do vídeo falou mais a fundo a você? Justifique sua resposta:

Atividade com texto lacunado - "Ao meio-dia a meia-lua"

Ao meio-dia a meia-lua

Àquela hora, centenas de estrelas brilhavam no céu. Brilhavam feito ______ olhos curiosos do menino. Toda noite, de cotovelos sobre _____ janela e _____ mãos apoiadas no queixo, _____ cabeça ia longe. Para ____ alto, junto das estrelas. Tinham dito para ele que ____ céu é infinito. E quanta coisa dava para imaginar. Entre uma estrela e outra, espaços absurdos. E ____ meia-lua, incompleta e serena. ______ sensação gostosa, de aconchego. _____ olhos piscando de sono e _____ preguiça do tamanho do mundo. Recebeu ____ sono com um sorriso no rosto.
____ sol apareceu. Suas cores mudando do vermelho para ____ laranja, do laranja para ____ amarelo, até que chegou ao vermelho de novo. Que lindo... 
Esticou dois longos raios para ______ merecida espreguiçada. ____ céu azul, com poucas nuvens, estava inspirador. -- Outro dia para iluminar -- animou-se ____ sol. Começou a secar ____ orvalho da manhã, contemplar ____ árvores, ____ pássaros em revoada passando pela cidade, pela meia-lua... O quê?!!! -- O que ___  meia-lua está fazendo aqui? Estava dormindo ____ meia-lua. -- Isso são horas de ____ lua estar dormindo? Acorda! _____ pessoas que estavam acordando perceberam ____ alvoroço no céu. 
-- Quem ilumina ___ dia é ____ sol, o que ____ meia-lua está fazendo ali? -- sol e chuva, casamento de viúva. E sol e lua, o que é que dá? Todos procuravam por ______ explicação. Aquela não era hora da meia-lua estar no céu.
E para quem precisa acordar, nada melhor que _____ bom despertador. Daqueles bem barulhentos. 
Um não! Colocam todos ____ que havia na cidade para tocar ao mesmo tempo. Foi aquele barulhão. Mas nada feito.

(Maurício Cavalcanti)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Complete as lacunas com 26 artigos definidos e 5 artigos indefinidos, atentando ao sentido do texto: 

03) Copie do texto uma comparação, explicando-a: 

04) Localize no texto:

a) dois numerais, classificando-os:
b) um advérbio de lugar:
c) dois substantivos compostos:
d) dois adjetivos, dizendo a que eles se referem:
e) um verbo no gerúndio e um no infinitivo:
f) cinco substantivos simples:
g) um advérbio de intensidade:

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Atividade sobre a crônica "O fim do mundo", de Cecília Meireles

O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam. 
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete. 
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum. 
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste -- mas que importância tem a tristeza das crianças? 
Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um. 
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga. 
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos -- além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver de maneira mais digna. 
Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus -- dono de todos os mundos -- que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos -- segundo leio -- que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos -- insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total. 
Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês... 

(Cecília Meireles)

01) Justifique o título dado à crônica:

02) Retire do texto um exemplo de antítese, explicando o seu raciocínio:

03) Que mensagem a crônica transmite? Comente:

04) Que comparações foram usadas no texto? Com que finalidade?

05) Explique a passagem destacada no texto:

06) O que, segundo a autora, seria possível com o fim do mundo? O que você pensa a respeito disso?

07) Você acredita em fim do mundo? Justifique sua resposta:

08) Copie do texto:

a) um advérbio de negação:
b) um advérbio de tempo:
c) um advérbio de modo:
d) um advérbio de intensidade:
e) um advérbio de lugar:
f) um substantivo derivado:
g) um pronome possessivo:
h) dois adjetivos: 
i) um pronome demonstrativo:
j) um advérbio de dúvida:

Atividade sobre a crônica "Diálogo de todo dia", de Carlos Drummond de Andrade

Diálogo de todo dia 

-- Alô, quem fala?
-- Ninguém. Quem fala é você que está peguntando quem fala. 
-- Mas eu preciso saber com quem estou falando.
-- E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
-- Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
-- Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo. 
-- Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
-- Ah, sim. No aparelho não está ninguém. 
-- Como não está, se você está me respondendo?
-- Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém. 
-- Engraçadinho. Então, quem está ao aparelho?
-- Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
-- Não parece. Se fosse para me servir, já teria dito quem está falando.
-- Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não conhece o outro.
-- Se eu conhecesse, não estava perguntando.
-- Você é muito perguntador. Note que eu não lhe perguntei nada. 
-- Nem tinha que perguntar. Pois se fui eu que telefonei.
-- Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas. 
-- Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
-- Estou respondendo.
-- Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus, quem fala?
-- Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido! 
-- Bolas! 
-- Bolas, digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não está aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga de uma vez por todas: com quem deseja falar?
Silêncio. 
-- Vamos, diga: com quem deseja falar?
-- Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci. Tchau. 

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Esse é um tipo de diálogo que acontece todo dia, como sugere o título do texto? Justifique:

03) Se acontecesse com você, como agiria? Por quê?

04) Por que a personagem que atende à ligação  não quer se identificar? Utilize um trecho do texto para comprovar sua resposta:

05) Em sua opinião, a ligação da história foi demorada? Justifique:

06) As personagens são do gênero masculino ou feminino? Escreva três trechos que confirmem sua resposta:

07) Qual é o único trecho do texto que não é a fala de uma personagem? De quem é essa fala?

08) Enquanto isso ocorria, o que acontecia com a primeira personagem nesse momento?

09) O uso da palavra "obséquio" é formal ou informal? Explique:

10) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

11) A expressão "Bolas!" foi usada para indicar que sentimento da personagem? Ela é formal ou informal?

12) Qual a diferença entre estar "no telefone" e estar "ao telefone"?

13) O texto apresenta humor e é engraçado, Retire dele um trecho que comprove essa afirmação:

14) Qual foi o objetivo do telefonema? Esse objetivo foi alcançado? Explique:

15) Que mensagem o texto transmite?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Atividade com "Sarvalapo" - Brincando com as palavras


Vamos brincar de SARVALAPO?!?

Essa atividade consiste na apresentação de uma descrição de algo que aparece sempre denominado SARVALAPO. A tarefa é encontrar a palavra real que possa substituir a palavra criada, seguindo as pistas e praticando a inferência. Vamos lá?!? 

01) Esse SARVALAPO é uma planta aquática, vive na Amazônia, de largas folhas, flutuantes e belas. No desenhos animados, o sapo vive nela. O que é? 

02) O SARVALAPO é um animal vertebrado, que tem patas articuladas e corpo dividido em segmentos. Tem um ferrão no final da causa. O que é?

03) O SARVALAPO é usado todo dia. Tem muitos números, é feito de papel e dá para ser colocado em qualquer lugar. Também nos diz os feriados. O que é?

04) Esse SARVALAPO é usado no dia a dia. Muitas vezes é preciso na escola e em passeios. Você pode escolher do seu gosto. Muita gente usa quando faz exercícios. O que é?

05) Esse SARVALAPO te aquece do frio. Muita gente tem casa, pois no inverno é preciso. É de diversas cores, muito aconchegante e quentinho. O que é?

06) O SARVALAPO é feito de ferro e fica no pescoço. É usado pelos médicos para ouvir seu coração. O que é? 

07) O SARVALAPO pode ser encontrado em diferentes formas e estados. É um recurso natural. Com ele podemos fazer muitas coisas. Em grande parte do mundo, hoje em dia está poluído. Mas sem ele não viveríamos. O que é?

08) O SARVALAPO tem zíper e bolsos. Podemos botar várias coisas. Vai passear, viajar e vai à escola com você. O que é?

09) Existem muitos e, hoje em dia, o SARVALAPO é muito útil. Funciona por meio de bateria e transmite som à distância. Pode ser de diferentes cores. Usamos no nosso dia a dia. O que é? 

10) Esse SARVALAPO tem várias cores. Ele acorda cedo e canta feliz. É bípede, tem penas e bico. O que é?

11) O SARVALAPO é muito inteligente; o que precisamos, ele diz pra gente. É só pedir a palavra que ele responde. Tem muitas palavras e pode ser de vários tamanhos. O que é?

12) O SARVALAPO é feito de papel e publicado diariamente; também transmitido pelo rádio ou pela televisão. Informa as notícias de acontecimentos ocorridos. O que é?

13) O SARVALAPO é invertebrado, de cor cinzenta e faz buracos subterrâneos. Serve para afofar e melhorar a terra para a plantação. O que é?

14) Esse SARVALAPO é redondo, tem números e três palitos retos, que ficam girando. Muitas pessoas têm. O que é?

15) O SARVALAPO pode ser transparente ou colorido, de vários formatos e tamanhos. É usado para guardar alimentos, como arroz, feijão, lentilha, massa, carne, etc. O que é?

16) Esse SARVALAPO é muito delicioso e de vários tipos. Pode ser de formatos diferentes e fica geralmente em embalagens coloridas. Mas tem gente que não gosta. O que é?

17) Do SARVALAPO sai água, quente ou fria, que ajuda a tirar a sujeira. Fica no banheiro e dele saem muitas lágrimas. O que é? 

18) Um SARVALAPO é muito útil quando queremos beber alguma coisa. Quando não o temos, podemos utilizar a concha da mão. São feitos de vários materiais. Usá-lo é um aprendizado que todas crianças devem ter. O que é? 

19) O SARVALAPO é muito importante para a nossa saúde. Antigamente, era feito de sebo de animais. Hoje em dia, apresenta-se de vários tamanhos. Quando molhado, se junta com a sujeira das roupas, e, quando a água escorre, sua espuma leva a sujeira consigo. O que é? 

20) O SARVALAPO é um animal que gosta de nos picar à noite, mas só a fêmea dele pica, enquanto o macho permanece mais em vegetação junto a águas paradas. O que é?

21) O SARVALAPO pode ser tão forte que mais parece uma explosão. Outras pessoas chegam a lacrimejar com o grande número deles. Pode apresentar no início de uma gripe, alergia a um cheiro ou a um pó. O que é?

22) O SARVALAPO é geralmente usado como enfeite. Seu tamanho varia, como os dedos das pessoas. Pode ter muito valor ou não, conforme o material de que é feito. Há pessoas que usam muitos ao mesmo tempo. O que é?

23) Nas escolas, encontram-se SARVALAPOS e sempre ensinam muita coisa. Podem ser passados de mão em mão. O didático, por exemplo, tem textos e exercícios. O que é?

24) O SARVALAPO é de grande utilidade no preparo da comida. Ele pode funcionar com gás ou com lenha. Os mais modernos apresentam mais recursos. Dizemos que as pessoas que cozinham bem são de forno e SARVALAPO. O que é?

25) Todos os ônibus têm SARVALAPOS e, quando entramos, procuramos os SARVALAPOS vazios. Muitas vezes disputamos um SARVALAPO com outro passageiro. As pessoas preferem os que ficam perto das janelas. O que é?

26) Podemos usar um SARVALAPO para chamar uma pessoa. Para produzir um é necessário fazer um bico com os lábios e expulsar o ar pelas bordas da língua. Nem todas as pessoas conseguem produzi-los. Há uns tão agudos que chegam a ferir nossos ouvidos. O que é?

27) Existem SARVALAPOS de vários tamanhos. Em alguns lugares devemos tomar muito cuidado para não pisarmos em SARVALAPOS enferrujados. É difícil entortar os que são feitos de ferro. Com eles podemos construir móveis, caixas e casas de madeira. O que é?

28) Os SARVALAPOS são eleitos para um período de 4 anos. Eles são responsáveis pela administração da cidade e têm uma série de assessores. Executam os projetos e leis aprovados na câmara. Muitos deles lamentam a falta de verbas para a execução de seus projetos. O que é?

29) Possuir SARVALAPOS é uma característica das pessoas. As mães cuidadosas lavam os dos seus filhos pequenos para evitar excesso de sujeira. Existem mulheres que cuidam bastante dos seus, e quando as pessoas começam a envelhecer, eles embranquecem e caem.

30) SARVALAPOS servem para construir casas e edifícios. Podem ser maciços ou furados, de barro cozido ou outro material. Podemos comprar por milheiro e fazer pilhas com eles. Ficamos com as mãos ásperas quando mexemos neles. O que é?

31) É comum encontrarmos SARVALAPOS nas esquinas. Em alguns lugares, eles estão desaparecidos. Encontramos neles desde alfinetes, refrigerantes, baldes, até alimentos variados. Num SARVALAPO podemos comprar com dinheirou ou fiado. O que é? 

Após a execução da tarefa, compare as respostas dos alunos e peça que eles revelem que palavras, expressões ou frases serviram de pista para a descoberta de cada SARVALAPO! E também pode propor aos alunos que criem outros exemplos de SARVALAPO! Pode ser bem interessante tal atividade também! O que acha?!?

(Agradecimento especial à colega Amanda Silva, do grupo,
que me apresentou a esta atividade!)

Atividade sobre o texto "Os criminosos light", de Dráuzio Varella

Os criminosos "light"

Os americanos acabam de proibir o uso das palavras "light" e "ultralight" nos maços de cigarro. Cigarros dessas marcas têm gosto diferente dos comuns, porque são tratados com diversos compostos químicos e utilizam outro tipo de filtro.
Você não será ingênuo a ponto de supor que as companhias produtoras lançaram essas marcas no mercado para proteger a saúde dos dependentes de nicotina. Não as subestime, leitor, estamos falando de organizações inescrupulosas chefiadas por malfeitores profissionais. 
Há quarenta anos, elas o fizeram com a intenção malévola de conquistar o público feminino e os adolescentes e de dar aos homens que já fumavam a impressão de que concentrações menores de alcatrão e nicotina causariam menos câncer e doenças pulmonares. 
Desde os anos 1950, os executivos que as dirigiam, os publicitários e os cientistas alugados por elas estavam cansados de saber que cigarros "lights" são ainda mais perniciosos porque contêm mais aditivos e por causa das características farmacológicas da nicotina. 
Veja só. Qualquer droga inalada cai na circulação sanguínea muito mais depressa do que ao ser injetada na veia. No caso do fumo, são necessários apenas de seis a dez segundos para que a nicotina atinja o cérebro, velocidade que explica porque a primeira tragada traz alívio imediato à crise de abstinência do fumante. 
Uma das características fundamentais da dependência química é que o controle da dose administrada não depende da força de vontade do dependente. 
Como a nicotina se liga a receptores existentes nas membranas dos neurônios cerebrais, quando a droga é excretada, eles ficam vazios e o fumante entra em desespero. Aplacá-lo exige acender mais um, para que a droga absorvida nos alvéolos pulmonares chegue aos neurônios em concentração suficiente para ocupar todos os receptores disponíveis.
Desse modo, quem controla a quantidade de nicotina a ser absolvida em cada tragada é o cérebro do fumante. Se o cigarro é forte, poucas tragadas fornecem a dose necessária. Quando é mais fraco, elas se tornam mais profundas, demoradas, e o intervalo entre uma e outra encurta. Como consequência, a fuligem e os 6000 compostos químicos resultantes da combustão do fumo entram em contato mais íntimo e destruidor com os brônquios e os alvéolos pulmonares.
Em documentação interna datada de 1983, tornada pública por ordem judicial, executivos da British American Tobacco (controladora de Souza Cruz, no Brasil) recomendavam a seus subalternos: "O ideal é que os cigarros de baixos teores não pareçam diferentes dos normais. Eles devem ser capazes de liberar 100% mais nicotina do que o fazem nas máquinas de fumar" -- usadas nos testes oficiais. Foram essas as razões que levaram as autoridades americanas a proibir a propaganda criminosa que insinua haver vantagens para a saúde nos cigarros "lights" e "ultralights".
Com a falta de escrúpulos de sempre, entretanto, a reação das companhias produtoras foi imediata: criar embalagens de cores mais claras em substituição aos rótulos proibidos, contando que o usuário saberá reconhecer sua marca predileta. Pretendem mudar as cores dos maços para perpetuar o crime de falsidade ideológica cometido impunemente contra a população fumante, durante quase meio século.
Material que chegou às mãos do "Nem York Times" mostra que uma das companhias pretende adotar o seguinte código nas embalagens: maço vermelho para cigarros comuns; verde para os mentolados; azul, dourado e verde claro para os "lights"; prateado e alaranjado para os "ultralights".
Estudo publicado em setembro do ano passado, no "European Journal of Public Health", revelou que mulheres e homens adultos acreditam que cigarros com maços prateados ou dourados fazem menos  mal e são mais fáceis de largar, e que os adolescentes tendem a experimentá-los com mais curiosidade.
O Brasil poderia inovar e dar um exemplo para o mundo, como fizemos no caso da AIDS. Por que o Ministério da Saúde não proíbe completamente o uso de cores em maços de cigarros? As embalagens conteriam apenas o nome da marca sobre o fundo branco e as imagens de advertências atuais.
Não custaria um centavo para os cofres públicos. Bastaria ter coragem para enfrentar as demandas judiciais e resistir ao poder corruptor dos fabricantes. 

(Dráuzio Varella)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) No que os cigarros "lights" e "ultralights" diferem dos outros? Explique:

03) O que você acha da questão de utilizar cores nas embalagens de cigarros?

04) Responda à pergunta que se encontra em negrito no final do texto:

05) Copie do texto um vocativo, explicando:

06) As aspas utilizadas no texto foram pelos mesmos motivos? Justifique sua resposta:

07) Que mensagem o texto transmite?

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Atividade sobre a música "Girassol", de Priscilla Alcantâra e Whindersson Nunes


Girassol

Se a vida fosse fácil como a gente quer 
Se o futuro a gente pudesse prever
Eu hoje estaria tomando um café
Sentado com os amigos em frente à TV

Eu olharia as aves como eu nunca olhei 
Daria um abraço apertado em meus avós
Diria eu te amo a quem nunca pensei 
Talvez é o que o universo espera de nós

Eu quero ser curado e ajudar a curar também
Eu quero ser melhor do que eu nunca fui
Fazer o que eu posso pra me ajudar
Ser justo e paciente como era Jesus

Eu quero dar valor até ao calor do sol
Que eu esteja preparado pra quem me conduz
Que eu seja todo dia como um girassol
De costas pro escuro e de frente pra luz

(Priscilla Alcântara e Whindersson Nunes) 

01) Justifique o título dado à música:

02) O que seria uma vida fácil? Será que a gente daria valor?

03) Que dificuldades você gostaria de eliminar da sua vida, se pudesse?

04) Você gostaria de prever o futuro? Por quê?

05) O que o eu lírico acha que o Universo espera de nós? E você?

06) Que características de Jesus são ressaltadas na música?

07) Você acha que é possível sermos como Ele? Justifique sua resposta:

08) Que comparação foi usada na música? Com que intenção?

09) Existe alguma antítese no texto? Explique seu raciocínio:

10) Que mensagem a canção transmite?

(P.S.: Também dá para fazer um trabalho bem legal de INTERTEXTUALIDADE com essa música e que tem o mesmo nome, da Kell Smith, e que já foi trabalhada AQUI!)

Atividade sobre o artigo de opinião "É preciso pensar no meio ambiente", de Carine Rodrigues

É preciso pensar no meio ambiente

Durante muito tempo, nós utilizamos os recursos naturais para suprir as nossas necessidades e, com isso, causamos muitos prejuízos ao meio ambiente. A educação ambiental não é papel apenas das escolas e universidades; esse conhecimento pode ser expandido para a sociedade, as empresas, as indústrias... 
O elemento mais delicado desse processo é a mudança de atitude e o início de uma conscientização coletiva sobre a importância do meio ambiente em nossas vidas e de que maneira diminuir essa agressão. É claro que todas essas mudanças devem ser realizadas de maneira gradativa, contínua e efetiva. 
Percebemos todos os dias a evolução da tecnologia. Em algum momento paramos para pensar para onde vai o produto depois que ele é descartado? E qual a consequência desse ato perante o meio ambiente? Há poucos dias, foi noticiado um derramamento de petróleo no Golfo do México, mas o que se falava era sobre o prejuízo financeiro que esse desastre causaria para a economia. E o prejuízo para o meio ambiente? Quantas espécies morreram e ainda vão morrer por causa dessa poluição, a água contaminada, as espécies ameaçadas? Quanto tempo vai levar para a natureza se recuperar? E algum dia esse processo vai se concretizar?
Algumas pessoas têm o hábito de separar seus resíduos sólidos. Mas será que adianta separar o lixo, se não temos lixeiras apropriadas para esse recolhimento, e muito menos um local apropriado para o seu processamento? Às vezes, tem-se a boa vontade, mas o que falta é estrutura para conservar esses bons hábitos. Assim como há uma preocupação com educação, saúde, segurança, também deveria haver uma preocupação com as questões ambientais. 
 Cada um precisa fazer a sua parte. Por menor que seja sua contribuição, extinguir aquele pensamento de que "se o outro não fizer, eu também não vou fazer". É preciso pensar que esse bem é para o meio ambiente e, consequentemente, para todos nós. 

(Carine de Assis Niederauer Rodrigues)

01) Justifique o título empregado no artigo acima:

02) Por que podemos afirmar que o texto é um artigo de opinião? 

03) Qual é a ideia central do artigo? 

04) Divida o texto em: introdução, argumentação e conclusão: 

05) Você concorda que hoje em dia estão mais preocupados com as perdas financeiras do que com os prejuízos causados ao meio ambiente? Justifique sua resposta: 

06) Justifique as aspas utilizadas no texto: 

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) O que você tem feito para preservar o meio ambiente? Acha que isso é o bastante? 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Atividade sobre a música "Marta" , de Clarice Falcão


Marta

Marta, é urgente, 
Tem gente do banco querendo falar com você
Um telefonema pra sua gerente
Eu acho que vai resolver

Marta, eu não te conheço
Marta, seu rosto é um breu
Marta, eu pago esse preço
Porque o seu número deve ser bem parecido com o meu

Marta, perdoe o pobre coitado do Carlos
Que não foi por mal
Não sei dos detalhes
Ele nas mensagens de texto parece legal

Marta, eu não te conheço
Marta, seu rosto é um breu
Marta, eu pago esse preço
Porque o seu número deve ser bem parecido com o meu

Marta, se manda 
Que a "loca" da Rita já soube
E tá indo aí
O que você fez, Marta?
Ainda não foi dessa vez
Mas um dia eu vou descobrir

Marta, fiquei preocupada
Achando que você morreu
Ninguém mais te liga
Sua melhor amiga, um dia talvez fosse eu

Marta, fiquei com saudade
Mas o que eu posso fazer?
Ninguém mais me liga
Minha melhor amiga 
Eu acho que era você! 

(Clarice Falcão)

01) Justifique o título dado à música:

02) Circule no texto todos os vocativos, dizendo a importância deles para o contexto:

03) Qual o objetivo da repetição desses vocativos? Configura ou não um desvio?

04) Quem é Marta? Caracterize-a, de acordo com as pistas do texto:

05) Por que o eu lírico acha que a Marta tem um número parecido com o dela? Você já passou por isso? Comente: 

06) Explique as aspas utilizadas no texto:

07) Quem seria Rita? O que você acha que a Marta fez com ela? Crie hipóteses:

08) Quem parecia ser Carlos? O que ele teria feito à Marta?

09) Por que você acha que pararam de procurar por Marta?

10) O eu lírico parecia incomodado com esses contatos que não eram para ele? Explique:

11) Por que o eu lírico estaria com saudades de Marta?

12) Que mensagem a canção transmite?

13) Agora você é a Marta! Escreva uma pequena carta para o eu lírico!

(Agradecimento especial à colega Luciene Gomes por ter me apresentado essa música!)

Atividade sobre anúncio publicitário - "Dia das Crianças"


01) Que metáfora foi usada no anúncio publicitário acima?

02) Você acha que tal metáfora foi empregada com uma certa ironia? Por quê?

03) O que a linguagem não verbal transmite?

04) Qual o objetivo desse anúncio? Ele foi alcançado?

05) Qual a principal função de linguagem presente neste anúncio? Como você a reconheceu?

06) Segundo o anúncio, quais são as vantagens de se presentear as crianças no seu dia?

07) Produza um outro texto publicitário para a imagem utilizada no analisado:

08) Qual o modo verbal costumeiramente utilizado nesse tipo de texto?

09) Qual é o objetivo da utilização desse modo verbal?

10) O que cada criança possuir uma asa significa, no contexto?

11) Inúmeras pessoas no mundo têm lutado a favor da sustentabilidade e o consumismo é considerado algo insustentável. Qual a sua opinião a respeito disso? Como conciliar essas duas coisas?

12) Na sua opinião, é correto (ou importante) esse estímulo para os pais consumirem presentes para deixarem seus filhos felizes? Justifique sua resposta:

13) Ouvimos sempre as pessoas dizerem que os pais devem dar bons exemplos para os filhos. Ao consumirem, eles estão dando um bom ou mau exemplo? Comente: 

(Participação especial das artemanhosas Sandra Curvelo, Ângela Lima
Maria Aparecida Ferreira, Nalva Kássia e Elaine Pralon)

Atividade sobre o artigo de opinião "Bicho de estimação não é brinquedo", de Rosely Sayão

Bicho de estimação não é brinquedo

"Eu quero um cachorrinho!". Essa frase tão simples, vinda de uma criança de 5 anos, deu início a um verdadeiro terremoto na casa de uma jovem família. Primeiro, provocou assembleia familiar, pois os pais se reuniram para discutir a viabilidade de ter um cão no apartamento. Conversaram sobre os cuidados que demanda um bicho de estimação em casa, sobre a disponibilidade pessoal que eles tinham para receber o animal e conviver com ele, verificaram se as dependências da casa eram suficientes para comportar esse novo residente, sondaram a empregada para saber se ela suportaria o trabalho extra que o bicho poderia provocar.
Enquanto isso, a criança insistia:
"Mãe, eu quero um cachorrinho!". Os pais responderam que estavam providenciando, que ela precisava ter um pouco mais de paciência. 
Passaram, então, a pesquisar as raças do animal, arguiram veterinários e criadores para saber qual era a mais apropriada para conviver com uma  criança pequena, que fosse dócil, de fácil treinamento, que não precisasse de muito espaço para viver. E a filha choramingando, pedindo o cachorrinho. 
Vencidas todas as etapas do processo, chega um dia o pai com o desejado cachorrinho. Se todo o investimento de tempo, dinheiro e atenção dos pais foi custoso, a reação da criança foi suficiente para arcar com tudo: era uma alegria só. A menina não largou o cachorrinho um só minuto durante o dia todo, e o pobre suportou tudo com a maior dignidade. Mas, para espanto dos pais, no dia seguinte, a filha disse que não queria mais o cão -- e ponto final. E agora? Bem que os pais tentaram convencer a filha de que o cachorrinho não era um brinquedinho, de que não podia ser devolvido à loja, mas em vão. E lá foi o pai devolver o cachorrinho. 
Afinal, é legal para uma criança a relação com um animal de estimação? Se a família pode, é muito legal. Conviver com um animal pode permitir que a criança aprenda bastante sobre a diferença entre um brinquedo e um ser vivo. Ter um bicho de estimação em casa, dependendo do tipo de animal, pode principalmente permitir um grande envolvimento afetivo da criança com o animal. Quem não conhece histórias em que a criança tem mais afeto pelo seu cão do que por uma pessoa, em que o animal é o grande companheiro e "confidente" da criança em momento de solidão e conflito? Mas é preciso prestar atenção à idade da criança. 
Os filhos nessa idade estão na época em que precisam aprender que querer algo exige compromisso, esforço, dá trabalho. Brincar com o animal, aconchegá-lo no colo, ter a manifestação de alegria dele quando se chega em casa é a parte boa da coisa. Mas é preciso levar o cão para passear, limpar a sujeira que ele faz, levar ao veterinário.  Essa é a parte do trabalho que é preciso que eles também façam. 
Caso contrário, aprendem que a vida é só prazer, só brincar. E é? 
(Rosely Sayão)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Por que podemos afirmar que o texto é um artigo de opinião?

03) Qual é a ideia central do texto? Você concorda com ela? Justifique sua resposta:

04) Justifique as aspas utilizadas no texto:

05) O que vocês fariam no lugar dos pais da criança? Devolveria ou não o cachorrinho? Comente:

06) Quais as vantagens de uma criança ter um animal de estimação? E as desvantagens?

07) Circule no texto um exemplo de vocativo:

08) Que mensagem o texto transmite?

09) Você tem algum animal de estimação? Ou já teve? Já teve algum que tenha marcado pra valer a sua vida? Comente:

10) Por que você acha que a autora preferiu terminar o texto com uma pergunta? 

domingo, 26 de janeiro de 2020

Atividade sobre o texto "Para quem não quer dormir de touca", de Ignácio de Loyola Brandão

Para quem não quer dormir de touca

Na infância, ele era diferente. Acreditava nos outros, acreditava nas coisas. Quando alguém dizia:
-- Por que não vai ver se estou na esquina?
Ele corria até a esquina, olhava, esperava um pouco, reconfirmava e voltava:
-- Não tem ninguém na esquina.
-- Quer dizer que voltei.
-- Por que não me avisou que voltou?
-- Voltei por outro caminho.
-- Que outro caminho?
--  O caminho das pedras. Não conhece o caminho das pedras?
-- Não.
-- Então não vai ser nada na vida.
Outra vez, numa discussão, alguém foi imperioso:
-- Quer saber? Vá plantar batatas. 
Ele correu no armazém, comprou um quilo de batatas e foi até o quintal, plantou tudo. Não é que as batatas germinaram? Houve também aquele dia em que um amigo convidou:
-- Vamos matar o bicho?
-- Onde o bicho está?
-- Ali no bar.
-- Que bicho? É perigoso? Me dê um minuto, passo em casa, pego a espingarda do meu pai...
-- Espingarda? Venha com a sede.
-- Não estou com sede. 
-- Matar o bicho, meu caro, é beber uma pinga.
Em outra ocasião, um primo perguntou:
-- Você fez alguma coisa para a Mercedes?
-- Não. Por quê?
-- Ela passou por mim, está com a cara amarrada.
-- Amarrada com barbante, com corda, com arame? Por que uma pessoa amarra a cara da outra?
-- Nada, esquece! Você ficou com cara de mamão macho, me deixou com cara de tacho. É um cara de pau e ainda fica aí me olhando com a mesma cara. 
Outra vez, uma menina, que ele queria namorar, se encheu:
-- Para! Não me amole! Por que não vai pentear macaco?
Naquela tarde ele foi surpreendido no mini-zoológico do bairro, com um pente na mão e tentando agarrar um macaco, a quem procurava seduzir com bananas. Uma noite, combinaram de jogar baralho e um dos parceiros propôs: 
-- Vai ser a dinheiro ou a leite de pato?
-- Leite de pato, propuseram os jogadores. 
Ele se levantou:
-- Então, esperem um pouco. Trouxe dinheiro, mas não leite de pato. Vou providenciar.
-- E onde vai buscar leite de pato?
-- A Mirela, ali na esquina, tem um galinheiro enorme, está cheio de patos. Vou ver o que arranjo.
Voltou meia hora depois.
-- Não vou poder jogar. Os patos, me disse a Mirela, não estão dando leite faz uma semana. 
Riam e mandaram ele sentar e jogar. Em certo momento, um jogador se irritou, porque o adversário, apesar de ingênuo e inocente, tinha muita sorte. 
-- Vou parar. Você está jogando com cartas marcadas. 
-- Claro que tem marca! É Copag, a melhor fábrica de baralhos. Boa marca, não conheço outra. 
-- Está se fazendo de bobo, mas aí tem dente de coelho. 
-- Juro que não! Por que haveria de ter dente de alho? Quem tirou o dente de coelho?
-- Além do mais, você mente com quantos dentes tem na boca. a gente precisa ficar de orelha em pé. 
-- Não estou fazendo nada. Estou na minha, com meu joguinho, vocês é que implicam. 
-- Desculpa de mau pagador. 
-- Não devo nada a ninguém aqui. 
-- Deve os olhos da cara.
-- Devo? Não comprei meus olhos. Nasceram comigo. Só se os meus pais compraram e não pagaram.
Todos provocaram, pagavam pra ver.
-- Não venha com essa conversa mole, pensa que dormirmos de botina?
-- Não penso nada. Aliás, nunca vi nenhum de vocês de botina.
-- Melhor enrolar a língua, se não se enrosca todo. 
-- Não venha nos fazer a boca doce, que bem te conhecemos! 
As conversas eram sempre assim. Pelo menos foram até os meus 20 anos, quando deixei a cidade. A essa altura, vocês podem estar pensando que ele era sonso, imbecilizado. Garanto que não. Tanto que, hoje, é um empresário bem-sucedido, fabrica lençóis, fronhas e edredons, é dono de uma marca conhecida, a Bem Querer & Bem-Estar. Não sei se um de vocês já comprou. Se não recomendo. Claro, recomendo a quem não dorme de touca, quem não tem conversa mole para boi dormir, quem não dorme no ponto, quem não dorme na pontaria, para aqueles que não dormem sobre os louros. Enfim, para quem dorme com um olho aberto e outro fechado. 
(Ignácio de Loyola Brandão)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Circule no texto todas as expressões populares, numere-as e explique o significado de cada uma: 

03) Qual era o problema do tal amigo? 

04) Transcreva do texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

05) O que as marcas criadas pelo amigo têm a ver com o comportamento constante dele? Explique:

06) Que mensagem o texto transmite?


07) O que a historinha acima tem a ver com o texto lido? Explique:

08) Em que reside o humor da tirinha? 

Atividade sobre o filme "Rainha de Katwe" (2 h 4 min)


Sinopse: O filme conta a história real de Phiona Mutesi, uma jovem africana que mora com a família em uma favela de Kampala, capital da Uganda, e que, um dia, aos nove anos, vê seu destino tomar um novo rumo quando conhece Robert Katende, um missionário apaixonado por xadrez e que mantém um programa social incentivando jovens à prática de esportes. Ela se interessa tanto pelo jogo que acaba virando uma grande enxadrista. (Duração: 2 h 4 min)

01) Justifique o título dado ao filme:

02) Por que a mãe de Phiona parecia ser sempre tão rude, tão brava?

03) O que os meninos acharam que significava a palavra XADREZ, inicialmente?

04) "No xadrez, a peça pequena pode virar uma peça grande". O que isso significa? Trace um paralelo com a vida: 

05) Em que momento a frase "Na verdade, acho que Deus nem sabe que a gente existe" foi usada? Você já se sentiu assim? 

06) Qual a intenção do treinador ao perguntar como o bispo poderia sobreviver? Como as crianças podem levar isso para a vida? 

07) Você acha que, a exemplo do menino, as pessoas têm dificuldade em perder? Por que isso acontece e como solucionar esse problema? 

08) Você, assim como a mãe de Phiona, considera o xadrez um "jogo de azar"? Justifique sua resposta: 

09) Que razões levou a protagonista a continuar participando dos torneios de xadrez?

10) Utilize cinco adjetivos para caracterizar Phiona, de acordo com o filme: 

11) Que mensagem o filme transmite? Comente:

12) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

13) Que temas sociais são abordados no filme? Cite-os:

Atividade sobre o conto "O sapo encantado", de Silvana Salerno

O sapo encantado

Miguel vivia em seu sítio com a família. Na roça, tinha feijão, milho, mandioca e cana-de-açúcar; na horta, a mulher plantava legumes, verduras e temperos. Eles tinham duas vacas, cabras e galinhas, que os filhos ajudavam a criar. O pomar era uma festa para a criançada: tinha pé de manga, caju, graviola, cupuaçu, bacuri, coqueiros e palmeiras. Quando era época de uma fruta, a meninada sumia de casa; toda a vizinhança se reunia para chupar fruta no pé. 
Uma tarde em que Miguel voltava da feira, ouviu uns gemidos doidos na estrada. Parou para ver se descobria o que era e deu com um sapo gemendo debaixo de uma pedra; tirou a pedra de cima do sapo e o bicho agradeceu muito. O camponês ficou espantado com aquele sapo que falava -- e como falava bem! -- mas não se alongou na conversa. Em casa, comentou o que havia acontecido. O pessoal achou graça. Como viviam em contato direto com os bichos e as plantas, e conversavam com eles, todos viram com simpatia a história do sapo.
Muito tempo depois, numa noite em que Miguel caminhava pela estrada deserta, trazendo o dinheiro da venda dos ovos, sentiu que um sapo o seguia, coaxando.
"Croac, croac! Não siga por esse caminho!"
Cansado, o camponês não deu ouvido ao que o bicho dizia. Mas o sapo insistia:  "Croac, croac! Não siga por esse caminho!"
Querendo chegar logo. Miguel fingiu que não era com ele. Depois de caminhar mais um pouco, numa curva da estrada, uma figura saltou do meio do mato bem na sua frente. Um bandido mascarado apontou uma faca para o peito do camponês e ordenou: "A bolsa ou a vida!"
De repente, surgiu um guerreiro vestido com armadura e couraça, de espada em punho, que investiu contra o bandoleiro. O assaltante fugiu correndo pelo mato. O camponês ajoelhou-se aos pés do guerreiro, agradecendo a ajuda que havia recebido. 
"O senhor não deve me agradecer; sou aquele sapo que o senhor salvou. Lembra-se de quando retirou uma pedra de cima de mim?", disse o guerreiro. "Eu me lembro, sim, claro", respondeu o homem. "Eu era um príncipe guerreiro, e o gênio do mal me transformou em sapo e me colocou debaixo daquela pedra. Quando alguém me salvasse, o encanto seria desfeito. O senhor me salvou. Vim ajudar o meu salvador e lhe agradecer".
O príncipe levou o camponês ao palácio e deu-lhe uma bolsa com moedas de ouro. Ofereceu-lhe um cargo no governo, mas Miguel não aceitou. Preferia viver no sítio, como sempre fizera. 

(Silvana Salerno)

01) Justifique o título dado ao conto:

02) Quem conta a história? Que tipo de narrador existe? Comprove com uma passagem do texto: 

03) Quando e onde se passa a história? Quais são as personagens? 

04) Copie do texto uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere: 

05) Justifique as apas utilizadas no texto: 

06) Podemos afirmar que o primeiro parágrafo é importante para o entendimento do texto? Explique sua resposta: 

07) Por que Miguel ia e voltava da feira? 

08) Que mensagem o texto transmite? 

09) O que você achou do desfecho do texto? Mudaria alguma coisa nele? Comente:

10) Transforme o texto (e cada detalhe dele) em uma HQ! Capriche!  

sábado, 25 de janeiro de 2020

Atividade sobre o conto "Os cegos e o elefante", de Heloísa Prieto

Os cegos e o elefante 

Numa cidade da Índia viviam sete sábios gregos. Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles, que de vez em quando discutiam sobre qual seria o mais sábio. 
Certa noite, depois de muito debaterem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:
-- Somos cegos para que possamos ouvir melhor e compreender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora. 
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do bicho e declarou:
-- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar em seus músculos e eles não se movem: parecem paredes. 
-- Que bobagem! -- disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante. -- Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra. 
-- Ambos se enganam! -- retrucou o terceiro sábio, que apalpava a tromba do elefante. -- Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia. 
-- Vocês estão totalmente alucinados! -- gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. -- Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante! 
-- Vejam só! Todos vocês, mas todos mesmo, estão completamente errados! -- irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena causa do elefante. -- Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele. 
E assim ficaram debatendo, aos gritos, os seis sábios, durante horas e horas. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, ele pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e errados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:
-- Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo e continuam sempre tolos. 

(Heloísa Prieto)

01) Justifique o título dado ao conto acima:

02) O texto trata de um assunto parecido com o que você imaginou antes de lê-lo, só pelo título?

03) Onde e quando se passa essa história?

04) Essa história tem começo, meio e fim? Justifique sua resposta, tentando delimitar cada uma delas: 

05) Como podemos identificar as falas das personagens?

06) Na última fala registrada no texto, a quem a palavra HOMENS se refere?

07) Retire do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

08) Circule no conto os numerais, classificando-os e dizendo a importância deles para o contexto:

09) Que mensagem o texto transmite? Qual o ensinamento dessa história? Você concorda com ele?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Atividade sobre a crônica "Simplicidade", da Martha Medeiros

Simplicidade

É difícil ser simples. Frase surrada, mas perfeita. Diz o que tem a dizer. Comunica. Vai ao ponto. 
Somos perdulários nas atitudes e nas descrições. Gastamos saliva à toa, exageramos na dose, perdemos um tempo danado dourando a pílula, sem reparar que poderíamos fazer tudo o que fazemos de maneira mais rápida e funcional.
Para isso, é preciso ter noções de economia. Porque simplicidade é reduzir excessos. É feijão com arroz, preto no branco. Nada de purpurina e orquestra, recheios e encenações. Não precisamos de muita produção para viver. Basta saber dizer sim e não, e dissecar o que for mais complicado. Parece complicado? Mas é tão simples... 
Conversando outro dia com alunos de um curso pré-vestibular, me perguntaram como escrever uma redação, prova das mais temidas para os pretendentes a uma vaga na universidade. Simples: sem enrolar. Dizer o que passa pela cabeça como se estivesse conversando com o melhor amigo numa mesa de bar, porém zelando pelo bom uso do xis, do zê e da cedilha. Não abusando dos adjetivos. "Este grande Brasil dilacerado passa por um terrível momento catastrófico e o povo humilde e amargurado sofre inenarráveis mazelas brutais". Não misturando os assuntos. "Se tivéssemos menos carros nas ruas, poderíamos diminuir a poluição e ouviríamos melhor o silêncio que é sagrado principalmente depois da hora do almoço, quando tiramos aquela soneca porque sofremos de insônia, um dos grandes males da humanidade". Concentre-se e resuma-se. Escreva um grande rascunho e depois, striptease nele: deixe que fique só o necessário para seduzir o leitor. 
Ser simples é facilitar a vida dos outros e a própria vida. Vale para se vestir, para declarar amor, para pedir informação. "Moça, eu saí de casa atrasado e me esqueci de olhar o mapa e agora preciso encontrar a rua Simões Pires, pois é lá que eu tenho aula de piano às quatro horas, mas acho que por essa parada não passa ônibus da linha 31, não é? Zzzzzzzz, tarde demais, a moça pegou no sono. 
Conclusão é uma questão de hábito e autoconfiança. As pessoas exageram porque acham que não estão sendo notadas. Usam colar, pulseira, brinco, piercing, bracelete e ainda fazem uma tatuagem desde o pescoço até o umbigo. Impossível enxergar alguém por trás de tanto adereço. Simplicidade é a busca do absoluto. É escapar de armadilhas e descongestionar o pensamento. O trajeto mais curto para a felicidade. 
(Martha Medeiros)


01) Justifique o título da crônica, dizendo que outro você daria:

02) Que dica a autora dá aos vestibulandos com relação à redação? O que você pensa a respeito disso?

03) Por que existem no texto palavras em itálico?

04) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

05) Circule no texto um vocativo, justificando-se:

06) Transcreva da crônica um fato e uma opinião, respectivamente:

07) Localize no texto uma onomatopeia, dizendo o que ela representa:

08) Justifique as aspas utilizadas no texto:

09) Copie do texto uma passagem carregada de ironia:

10) Que mensagem o texto transmite?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Atividade sobre o curta "Cordas" (11 minutos)


Sinopse: O curta acima conta a história de uma menina chamada Maria, que vive num orfanato e que criou uma ligação especial com o novo coleguinha de classe, Nicolas, que sofre de paralisia cerebral. (Duração: 11 minutos)

01) Justifique o título dado ao curta acima:

02) Quem você imagina que deixou o menino no orfanato? O que você pensa a respeito disso?

03) Qual a primeira reação dos colegas de classe com relação à chegada do novo coleguinha? E como você reagiria? 

04) O que você pensa sobre a inocência, no primeiro momento, de Maria ao tentar interagir espontaneamente com o menino? 

05) O que Maria tem de diferente das demais crianças? O que você pensa a esse respeito?

06) Qual a reação dos colegas ao perceberem a insistência de Maria em incluir o novo amigo em suas brincadeiras? 

07) Como o Nicolas se comunica com Maria? O que você pensa sobre isso? Qual a importância dessa comunicação?

08) Na impossibilidade de ao amigo sair para brincar, qual a reação de Maria? Essa atitude proporciona que tipo de sentimento em Nicolas? 

09) O que a cadeira de rodas vazia simbolizou? O que aconteceu com o Nicolas? Qual a importância de Maria para ele, em seus últimos dias?

10) O que Maria guardou para a vida toda? Você tem algum objeto assim precioso, afetivo, significativo? Se sim, comente: 

11) Você acha que a convivência com o Nicolas teve alguma influência na escolha da carreira de Maria? Por quê? 

12) Que mensagem o vídeo transmite?

13) Você acha que, apesar de alguns avanços na Educação, ainda há pouco estímulo quando o assunto é inclusão? Justifique sua resposta: 

14) Posicione-se sobre a seguinte afirmação: "Há cordas que não amarram, e sim libertam", argumentando da melhor forma possível: 

(Atividade em parceria com a querida amiga Indiara Ferreira!)

Atividade sobre o curta "O presente" (05 minutos)


Sinopse: O curta é baseado na HQ do artista brasileiro Fábio Coala e conta a história de um menino apegado a vídeo game e que recebe, de sua mãe, um cachorrinho que não tem uma perna. (Duração: 05 minutos).

01) Justifique o título do curta acima, aproveitando para indicar um outro:

02) Por que o menino só vivia no vídeo game?

03) Por que a mãe teria optado por um cachorrinho deficiente?

04) Qual foi a reação inicial do menino ao receber tal presente? O que você pensa a respeito disso?

05) O que você faria no lugar do menino, nesse momento inicial? Justifique sua resposta:

06) Por que você acha que o menino relutava tanto a aceitar e a interagir com o cãozinho?

07) De que parte do vídeo você mais gostou? Por quê?

08) Que mensagem o curta transmite? Comente:

09) Você acha que deficientes tendem a tratar de forma diferente outros deficientes? Por quê?


10) Quais são as diferenças e as semelhanças entre o curta e a HQ acima, que o inspirou? Comente:

Atividade sobre o curta "O outro par - A lei do retorno" (04 minutos)


01) Justifique o título dado ao curta, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual a impressão que você teve sobre o primeiro olhar do menino para o garoto com um par de sapatos novinhos? O que você imagina que ele pensou neste momento? 

03) Que impressão você teve, num primeiro instante, sobre o dono dos sapatos novos? O comportamento dele (e o de sua família) levou você a criar algum pré-conceito a esse respeito? 

04) Por que você acha que um pé de sapato acabou ficando para trás? (tente dar duas respostas para essa pergunta)

05) Você, em algum momento, imaginou o desfecho do curta? Existe algum fator surpresa neste final: Se sim, de que maneira ele foi explorado? Comente: 

06) Como você acha que o menino que ganhou os sapatos se sentiu? Que tipo de atitudes (futuras) podem ser influenciadas por esse sentimento? 

07) Os personagens se mostraram diferentes daquilo que você imaginou no começo do filme? O que isso pode nos ensinar a levar para a vida real? 

08) O que o fato de o menino ter tentado, de todas as maneiras, devolver o sapato revela com relação a ele? Você faria o mesmo, se fosse ele? Por quê? 

09) O que você achou da atitude de o outro menino lançar o outro par de sapato? O que isso revela com relação a ele? Você teria a mesma atitude? 

10) Que mensagem o curta transmite?

11) Que sentimento predominou em você ao  assistir ao filme? Explique:

12) Invente um possível diálogo entre os dois meninos, num encontro futuro:

13) Você acredita na chamada "Lei do retorno"? Justifique sua resposta:

14) Já aconteceu alguma vez de você estar precisando de algo e isso, de certa forma, vir até você? Se puder, comente sobre isso: 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Indiara Ferreira!)

Atividade sobre o texto "Flor, telefone, moça", de Carlos Drummond de Andrade

Flor, telefone, moça

Não, não é um conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando. Naquele dia escutei, certamente porque era a amiga quem falava, e é doce ouvir os amigos, ainda quando não falem, porque amigo tem o dom de se fazer compreender até sem sinais. Até sem olhos. 
Falava-se de cemitérios? De telefone? Não me lembro. De qualquer modo, a amiga -- bom, agora me recordo que a conversa era sobre flores -- ficou subitamente grave, sua voz murchou um pouquinho. 
-- Sei de um caso de flor que é tão triste!
E sorrindo:
-- Mas você não vai acreditar, juro. 
Quem sabe? Tudo depende da pessoa que conta, como do jeito de contar. E daí, argumento máximo, a amiga asseverou que a história era verdadeira. 
-- Era uma moça que morava na Rua General Polidoro -- começou ela. -- Perto do Cemitério São João Batista. Você sabe, quem mora por ali, queira ou não queira, tem de tomar conhecimento da morte. Toda hora está passando enterro, e a gente acaba por se interessar. Não é tão empolgante como navios ou casamentos, ou carruagens de rei, mas sempre merece ser olhado. A moça, naturalmente, gostava mais de ver passar enterro do que de não ver nada. E se fosse ficar triste diante de tanto corpo desfilando, havia de estar bem arranjada. 
Se o enterro era mesmo muito importante, desses de bispo ou de general, a moça costumava ficar no portão do cemitério, para dar uma espiada. Você já notou como coroa impressiona a gente? Demais. E há a curiosidade de ler o que está escrito nelas. Morto que dá pena é aquele que chega desacompanhado de flores -- por disposição de família ou falta de recursos, tanto faz. As coroas não prestigiam apenas o defunto, mas até o embalam. Às vezes ela chegava a entrar no cemitério e a acompanhar o préstito até o lugar do sepultamento. Deve ter sido assim que adquiriu o costume de passear lá por dentro. Meu Deus, com tanto lugar para passear no Rio! E no caso da moça, quando estivesse mais amolada, bastava tomar um bonde em direção à praia, descer no Mourisco, debruçar-se na amurada. Tinha o mar à sua disposição, a cinco minutos de casa. O mar, as viagens, as ilhas de coral, tudo grátis. Mas, por preguiça, pela curiosidade dos enterros, sei lá por que, deu para andar em São João Batista, contemplando túmulo. Coitada! 
-- No interior isso não é raro...
-- Mas a moça era de Botafogo.
-- Ela trabalhava?
-- Em casa. Não me interrompa. Você não vai me pedir a certidão de idade da moça, nem sua descrição física. Para o caso que estou contando, isso não interessa. O certo é que de tarde costumava passear -- ou melhor, "deslizar" pelas ruinhas brancas do cemitério, mergulhada em cisma. Olhava uma inscrição, ou não olhava, descobria uma figura de anjinho, uma coluna partida, uma águia, comparava as covas ricas às covas pobres, fazia cálculos de idade dos defuntos, considerava retratos em medalhões -- sim, há de ser isso que ela fazia por lá, pois que mais poderia fazer? Talvez mesmo subisse ao morro, onde está a parte nova do cemitério, e os túmulos mais modestos. E deve ter sido lá que, uma tarde, ela apanhou a flor. 
-- Que flor?
-- Uma flor qualquer. Margarida por exemplo. Ou cravo. Para mim foi margarida, mas é puro palpite, nunca apurei. Apanhou com esse gesto vago e maquinal que a gente tem diante de um pé de flor. Apanha, leva ao nariz -- não tem cheiro, como inconscientemente já se esperava --, depois amassa a flor, joga para um canto. Não se pensa mais nisso. 
Se a moça jogou a margarida no chão do cemitério ou no chão da rua, quando voltou para casa, também ignoro. Ela mesma se esforçou mais tarde por esclarecer este ponto, mas foi incapaz. O certo é que tinha voltado, estava em casa bem quietinha havia poucos minutos, quando o telefone tocou, ela atendeu.
-- Alooô...
-- Quedê a flor que você tirou de minha sepultura?
A voz era longínqua, pausada, surda. Mas a moça riu. E meio sem compreender. 
-- O quê?
Desligou. Voltou para o quarto, para as suas obrigações. Cinco minutos depois, o telefone chamava de novo. 
-- Alô.
-- Quedê a flor que você tirou de minha sepultura? Cinco minutos dão para a pessoa mais sem imaginação sustentar um trote. A moça riu de novo, mas preparada. 
-- Está aqui comigo, vem buscar.
No mesmo tom lento, severo e triste, a voz respondeu:
-- Quero a flor que você me furtou. Me dá a minha florzinha. 
Era homem, era mulher? Tão distante, a voz fazia-se entender, mas não se identificava. A moça topou a conversa:
-- Vem buscar, estou te dizendo.
-- Você bem sabe que eu não posso buscar coisa nenhuma, minha filha.
-- Quero minha flor e você tem obrigação de devolver. 
-- Mas quem está falando aí?
-- Me dá minha flor, eu estou te suplicando. 
-- Diga o nome, senão eu não dou. 
-- Me dá minha flor, você não precisa dela e eu preciso. Quero minha flor, que nasceu na minha sepultura. 
O trote era estúpido, não variava, e a moça, enjoando logo, desligou. Naquele dia não houve mais nada. 
Mas no outro dia houve. À mesma hora o telefone tocou. A moça, inocente, foi atender.
-- Alô.
-- Quedê a flor...
Não ouvia mais. Jogou o fone no gancho, irritada. Mas que brincadeira é essa! Irritada voltou ao trabalho. Não demorou muito, a campainha tinia outra vez. E antes que a voz lamentosa recomeçasse:
-- Olhe, vire a chapa. Já está pau. 
-- Você tem que dar conta de minha flor -- retrucou a voz de queixa. -- Pra que foi mexer logo na minha cova? Você tem tudo no mundo, eu, pobre de mim, já acabei. Me faz muita falta aquela flor.
-- Esta é fraquinha. Não sabe de outra?
E desligou. Mas, voltando ao quarto, já não ia só. Levava consigo a ideia daquela flor, ou antes, a ideia daquela pessoa idiota que a vira arrancar uma flor no cemitério e agora a aborrecia pelo telefone. Quem poderia ser? Não se lembrava de ter visto nenhum conhecido, era distraída por natureza. Pela voz não seria fácil acertar. Certamente se tratava de voz disfarçada, mas tão bem que não se podia saber ao certo se de homem ou mulher. Esquisito, uma voz fria. E vinha de longe, como de interurbano. Parecia vir de mais longe ainda... Você está vendo que a moça começou a ter medo.
-- E eu também. 
-- Não seja bobo. O fato é que aquela noite ela custou a dormir. E daí por diante é que não dormiu mesmo quase nada. A perseguição telefônica não parava. Era sempre à mesma hora, no mesmo tom. A voz não ameaçava, não crescia de volume: implorava. Parecia que o diabo da flor constituía para ela a coisa mais preciosa do mundo, e que o seu sossego eterno -- admitindo que se tratasse de pessoa morta -- ficava dependendo da restituição de uma simples flor. Mas seria absurdo admitir tal coisa, e a moça, além do mais, não queria se amofinar. No quinto ou sexto dia, ouviu firme a cantilena da voz e depois passou-lhe uma bruta descompostura. Fosse amolar o boi. Deixasse de ser imbecil (palavra boa, porque convinha a ambos os sexos). E se a voz não se calasse, ela tomaria providências. 
A providência consistiu em avisar o irmão e depois o pai. (A intervenção da mãe não abalara a voz). Pelo telefone, pai e irmão disseram as últimas à voz suplicante. Estavam convencidos de que se tratava de algum engraçado absolutamente sem graça, mas o curioso é que, quando se referiam a ele, diziam "a voz". 
-- A voz chamou hoje? -- indagava o pai, chegando da cidade.
-- Ora. É infalível -- suspirava a mãe, meio desalentada. 
Descomposturas não adiantavam, pois, ao caso. Era preciso usar o cérebro. Indagar, apurar na vizinhança, vigiar os telefones públicos. Pai e filho dividiram entre si as tarefas. Passaram a frequentar as casas de comércio, os cafés mais próximos, as lojas de flores, os marmoristas. Se alguém entrava e pedia licença para usar o telefone, o ouvido do espião se afiava. Mas qual. Ninguém reclamava flor de jazigo. E restava a rede dos telefones particulares. Um em cada apartamento, dez, doze no mesmo edifício. Como descobrir? 
Dizem que o rapaz começou a tocar para todos os telefones da Rua General Polidoro, depois para todos os telefones das ruas transversais, depois para todos os telefones da linha dois-meia... Discava, ouvia o alô, conferia a voz -- não era --, desligava. Trabalho inútil, pois a pessoa da voz devia estar ali por perto -- o tempo de sair do cemitério e tocar para a moça -- e bem escondida estava ela, que só se fazia ouvir quando queria, isto é, a uma certa hora da tarde. Essa questão de hora também inspirou à família algumas diligências. Mas infrutíferas. 
Claro que a moça deixou de atender ao telefone. Não falava mais nem para as amigas. Então a "voz", que não deixava de pedir, se outra pessoa estava no aparelho, não dizia mais "você me dá minha flor", mas "quero minha flor", "quem furtou minha flor tem de restituir", etc. Diálogo com essas pessoas a "voz" não mantinha. Sua conversa era com a moça. E a "voz" não dava explicações. 
Isso durante quinze dias, um mês, acaba por desesperar um santo. A família não queria escândalo, mas teve de queixar-se à polícia. Mas, ou a polícia estava muito ocupada em prender comunista, ou investigações telefônicas não eram a sua especialidade  - o fato é que não se apuou nada. Então o pai correu à Companhia Telefônica. Foi recebido por um cavalheiro amabilíssimo, que coçou o queixo, aludiu a fatores de ordem técnica...
-- Mas é a tranquilidade de um lar que eu venho pedir ao senhor! É o sossego da minha filha, de minha casa. Serei obrigado a me privar de telefone? 
-- Não faça isso, meu caro senhor. Seria uma loucura. Então é que não se apurava mesmo nada. Hoje em dia é impossível viver sem telefone, rádio e refrigerador. Dou-lhe um conselho de amigo. Volte para sua casa, tranquilize a família e aguarde os acontecimentos; Vamos fazer o possível. 
Bem, você já está percebendo que não adiantou. A voz sempre mendigando a flor. A moça perdendo o apetite e a coragem. Andava pálida, sem ânimo para sair à rua ou para trabalhar. Quem disse que ela queria mais ver enterro passando. Sentia-se miserável, escravizada a uma voz, a uma flor, a um vago defunto que nem sequer conhecia. Porque -- já disse que era distraída -- nem mesmo se lembrava da cova de onde arrancara aquela maldita flor. Se ao menos soubesse...
O irmão voltou de São João Batista dizendo que do lado por onde a moça passeara aquela tarde havia cinco sepulturas plantadas.
A mãe não disse coisa alguma, desceu, entrou numa casa de flores da vizinhança, comprou cinco ramalhetes colossais, atravessou a rua como um jardim vivo e foi derramá-los volitivamente sobre os cinco carneiros. Voltou para casa e ficou à espera da hora insuportável. Seu coração lhe dizia que aquele gesto propiciatório havia de aplacar a mágoa do enterrado -- se é que os mortos sofrem, e aos vivos é dado consolá-los, depois de os haver afligido. 
Mas a "voz" não se deixou consolar ou subornar. Nenhuma outra flor lhe convinha senão aquela, miúda, amarrotada, esquecida, que ficara rolando no pó e já não existia mais. As outas vinham de outra terra, não brotavam de seu estrume -- isso não dizia a voz, mas era como se dissesse. E a mãe desistiu de novas oferendas, que já estavam no seu propósito. Flores, missas, que adiantava?
O pai jogou a última cartada: espiritismo. Descobriu um médium fortíssimo, a quem expôs longamente o caso, e pediu-lhe que estabelecesse contato com a alma despojada de sua flor. Compareceu a inúmeras sessões, e grande era a sua fé de emergência, mas os poderes sobrenaturais se recusaram a cooperar, e a voz continuou, surda, infeliz, metódica. Se era mesmo de vivo (como às vezes a família ainda conjeturava, embora se apegasse cada dia mais a uma explicação desanimadora, que era a falta de qualquer explicação lógica para aquilo), seria de alguém que houvesse perdido toda noção de piedade; e se era de morto, como julgar os mortos? De qualquer modo, havia no apelo uma tristeza úmida, uma infelicidade tamanha que fazia esquecer o seu sentido cruel, e refletir: até a maldade pode ser triste. Não era possível compreender mais do que isso. Alguém pede continuamente uma certa flor, e essa flor não existe mais para lhe ser dada. Você não acha inteiramente sem esperança? 
-- Mas, e a moça?
-- Carlos, eu preveni que o meu caso de flor era muito triste. A moça morreu no fim de alguns meses, exausta. Mas sossegue, para tudo há esperança: a voz nunca mais pediu. 

(Carlos Drummond de Andrade) 


01) Justifique o título dado ao conto:

02) Que mania tem a protagonista do texto? O que você pensa a respeito disso?

03) Que outras distrações a pessoa poderia ter? Cite-as: 

04) Retire do texto dois exemplos de antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Circule no texto um vocativo: 

06) O que a protagonista fez e que teve duras consequências?

07) O que a "voz" queria da moça? O que você faria no lugar dela? 

08) O que aconteceu com a moça? Por que a "voz" a deixou em paz? 

09) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto: 

10) Que mensagem o conto em questão transmite?


(Como é um texto que traz um certo SUSPENSE, uma boa é interromper a leitura, omitindo o final verdadeiro, para pedir para que o aluno crie o seu próprio final!)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Atividade sobre a música "Jeito de mato", da Paula Fernandes


Jeito de mato 

De onde é que vêm esses olhos tão tristes? 
Vêm da campina onde o sol se deita
Do regalo de terra que o teu dorso ajeita
E dorme serena, no sereno sonha

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita
Do mato, do medo, da perda tristonha
Mas que o sol resgata, arde e deleita

uma estrada de pedra que passa na fazenda
É teu destino, é tua senda, onde nascem tuas canções
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações 

Sim, dos teus pés na terra nascem flores
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras
Sete lagoas, mel e brincadeiras
Espumas, ondas, água do teu mar
Êeh, laiá

(Paula Fernandes e Almir Sater) 

01) Justifique o título da música:

02) Explique a importância das interrogações para o contexto da canção:

03) Copie do texto um bom exemplo de personificação, explicando seu raciocínio:

04) Por que o "céu rejeita a chuva"? Crie hipóteses para isso:

05) O que representa o sol na canção? E na nossa vida, qual é a sua simbologia?

06) Transcreva da música pelo menos uma metáfora, explicando-a(s):

07) O que a maciez da voz pode ter de bom? E qual seria o oposto disso?

08) Existe no texto alguma antítese? Justifique sua resposta, da forma mais completa possível:

09) Que mensagem a música transmite?

10) Que características do Arcadismo encontram-se presentes na canção?

11) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

(Participação mais do que especial da querida amiga Sandra Curvello)