quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Atividade sobre a música "Canção do filme", de Fernanda Takai


Canção do filme 

Quando estou com você eu me transformo, eu não sei 
Se é amor, se foi pancada na cabeça que levei
Quando te vi jamais imaginei o que seria
Na alegria e no calor da sua companhia 
Tudo é melhor, eu descobri o que é amor

Felicidade mora em mim
Se for clichê, que seja enfim
O que importa é estar contigo 

Assim que te beijei, um novo eu apareceu
Já me esqueci de quem eu fui
De quem eu sou, de quem serei
O que importa é que agora somos um ou dois ou três
Na alegria e no calor da sua companhia
Tudo é melhor, eu descobri o que é amor

(Fernanda Takai)

 
01) Justifique o título dado à música:

02) Qual o assunto principal da canção? Justifique sua resposta: 

03) Copie uma passagem do texto que reúne os três tempos verbais: 

04) Explique a importância dos numerais empregados na canção: 

05) Transcreva um exemplo de polissíndeto: 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o gênero NOTÍCIA - Caso George Floyd

 Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com policial branco 
com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA

FBI investiga morte em Minneapolis; vídeo filmado por testemunha mostra George Floyd,
de 40 anos, imobilizado no chão, dizendo "não consigo respirar", enquanto 
policial mantém joelho sobre seu pescoço.


A morte de um homem negro em Minnesota, nos Estados Unidos, causou uma onda de indignação depois da divulgação de um vídeo que mostra um policial branco ajoelhado no pescoço dele. Nas imagens, colhidas na segunda-feira (25), o homem identificado como George Floyd, de 40 anos, reclama e diz repetidamente: "Não consigo respirar". Pouco depois, ele parece não se mexer, antes de ser colocado em uma maca e transferido para uma ambulância. O episódio lembra o que aconteceu com Eric Garner, um negro que morreu ao ser preso em 2014 em Nova York. Garner repetiu "Não consigo respirar" 11 vezes. 

O que aconteceu? 

A policia local disse em comunicado que Floyd morreu "após um incidente médico durante uma interação policial". A polícia estava respondendo a uma chamada dizendo que um homem tentava usar cartões falsos em uma loja de conveniência. Dois policiais localizaram o suspeito em um veículo. Segundo eles, ele "parecia estar intoxicado". Eles ordenaram que saísse do veículo, mas o homem resistiu, segundo a versão da polícia. "Os policiais conseguiram algemar o suspeito e notaram que ele parecia estar sofrendo de problemas médicos", acrescentou o comunicado.

No vídeo de 10 minutos filmado por uma testemunha, um policial mantém Floyd no chão, que, a certa altura, diz: "Não me mate". Testemunhas pedem ao policial que tire o joelho do pescoço do homem, observando que ele não estava se mexendo. Alguns dizem que "seu nariz está sangrando", enquanto outro pede: "Saia do pescoço dele". 

A polícia disse que nenhuma arma foi usada durante o episódio e que as imagens das câmeras foram enviadas para o Departamento de Execução Penal de Minnesota, que também iniciou uma investigação

Em declarações à imprensa norte-americana na terça-feira, a chefe da polícia de Minneapolis, Medaria Arradondo, disse que a polícia de uso da força "para colocar alguém sob controle" será revisada. O FBI não comentou o caso.   

 https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05

01) A que gênero pertence o texto acima? Qual o seu objetivo?

02) Que fato está sendo noticiado? 

03) Qual a causa da morte de George Floyd? 

04) "Segundo eles, ele parecia estar intoxicado" (terceiro parágrafo). Qual o significado da expressão em destaque? 

05) De acordo com o terceiro parágrafo, por que a polícia foi chamada? 

06) Segundo o texto, esta é a primeira vez que um caso desse acontece? Explique:

07) No vídeo de 10 minutos filmado por uma testemunha, um policial mantém Floyd no chão, que, a certa altura, diz: "Não me mate" (quarto parágrafo). Por que foram utilizadas as aspas nesse trecho? 

08) Que proposta de intervenção você daria para o problema de abuso apontado na notícia? 

09) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas no texto: 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Cristiane Guntensperger)

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Atividade sobre "Finalmente a saudade foi fotografada"



01) A que gênero pertence o texto acima? Justifique sua resposta: 

02) O texto é composto de linguagem verbal e não-verbal. Qual deles você achou mais impactante? Por quê? 

03) Se só houvesse a linguagem não-verbal, o leitor conseguiria entender a fundo? Justifique seu ponto de vista: 

04) Por que o colo da mãe seria um "lugar santo" para a menina órfã? E o desenho dela? 

05) Você acredita que o colo não existe mais, ou, de certa forma, ainda existe? Por quê? 

06) O que o detalhe das sandálias acrescenta ao texto? O que isso representa? 

07) Você concorda que "a saudade foi fotografada"? Explique seu raciocínio: 

08) Que saudade você fotografaria? Cite ao menos duas: 

09) Que lugares você considera santos?

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) O que ele despertou em você? Explique:

12) O que você gostaria de poder dizer à menina para diminuir sua dor e saudade? 

13) Utilize cinco adjetivos para caracterizar a menina: 

14) Que outras ações fazem parte da cultura oriental e que demonstram respeito? 

15) Crie um pequeno texto narrativo tendo a imagem como base: 

16) Localize no texto:

a) um advérbio de tempo:
b) um pronome demonstrativo:
c) um advérbio de lugar: 
d) um advérbio de negação:
e) um artigo definido: 
f) um adjetivo:

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Ana Paula Tomazzi)

Atividade sobre o texto "Não dói dizer 'por favor', 'obrigado' e 'bom dia'", de Laura Antunes

 Não dói dizer  'por favor', 'obrigado' e 'bom dia"

Profissionais que lidam diretamente com o público reclamam 
que as pessoas estão deixando de lado a cordialidade

Cariocas são bacanas, mas parte deles não gosta de dizer "obrigado", "por favor", "com licença" e outras expressões de civilidade. Como em toda metrópole, os dias são  corridos e estressantes, o que, segundo alguns, acaba por embrutecer o comportamento de seus cidadãos, que deixam de lado a cordialidade. Mas profissionais que lidam diretamente com o público acham que o carioca deixou de ser amável e anda pouco educado. 

Porteiro diz que maioria se esquece de agradecer

É o que comprova diariamente o paraibano Osvaldo Francisco do Nascimento, de 72 anos, 40 deles trabalhando como porteiro do Edifício Avenida Central, no Centro, um dos mais movimentados do Rio, por onde passam cerca de cinco mil pessoas por dia. Segundo ele, a maioria dos que pedem informação se esquece de agradecer:
-- Muitos são educados e agradecem quando dou uma informação, mas já me acostumei a ouvir "ô moço" em vez de "por favor", e após receber a informação a pessoa virar as costas. Em geral, as mais bem vestidas são as que agradecem menos. Quando é uma pessoa mais humilde, ela diz obrigado.
A falta de civilidade também está no trânsito, quando os motoristas ignoram a faixa de pedestre, não usam seta ou avançam o sinal. Nas praças de alimentação de shoppings, por exemplo, segundo funcionários, é comum clientes acabarem de comer e deixar os restos da comida nas bandejas sobre as mesas e as cadeiras fora do lugar.
-- Nossos funcionários, dos executivos aos da limpeza, têm a consciência de recolher o lixo. Muitos clientes entram com folhetos nas mãos e jogam no chão mesmo tendo lixeiras próximas.  na praça de alimentação, por onde circulam cerca de 20 mil por dia, temos atenção redobrada porque nem sempre as pessoas colaboram tirando as bandejas das mesas. A equipe de limpeza está sempre presente para tirar as bandejas, mas em horas de maior movimento, esse simples gesto do cliente ajudaria -- afirma o gerente de operações do Norte Shopping, Marcelo Assaí. 

(Laura Antunes) 

01) Qual o tema central do texto? Justifique sua resposta:

02) A falta de civilidade está concretizada em algumas atitudes relatadas pelo texto. Cite duas dessas atitudes: 

03) Explique, com suas palavras, o que  é civilidade:

04) Enumere algumas expressões linguísticas presentes no texto e que são marcas de civilidade:

05) As regras de civilidade destinam -se a regular o comportamento nos espaços privados ou públicos? Por quê? 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o filme "Kiriku e a Feiticeira" (1 h 11 min)


Sinopse: Kiriku é um menino prematuro, muito pequeno, mas muito inteligente, corajoso e com dons especiais. Sua mãe lhe conta que a aldeia onde eles vivem é amaldiçoada por uma feiticeira chamada Karabá, que tirou toda a água e riquezas que eles possuíam, e que devorava todos os homens que iam tirar satisfações com ela. Revoltado com esse tamanho abuso, Kiriku decide que não quer ficar parado enquanto os homens da aldeia lutam e se esconde no chapéu de seu tio, para poder acessar a feiticeira. Assim começa a aventura desse menino tão valente! (Duração: 1 h 11 min)

01) Justifique o título dado ao filme: 

02) Em que continente a história se passa? 

03) Quem são os protagonistas dessa história? Caracterize-os, utilizando só adjetivos:

04) Descreva como era a vida na tribo em que Kiriku morava: 

05) Por que as mulheres andavam com os seios de fora e as crianças viviam nuas? 

06) Como as pessoas da aldeia celebravam seus momentos de alegria? O que você pensa a respeito disso? 

07) Que dons especiais possuía Kiriku? Qual era a sua missão? 

08) Você acha que Kiriku sofria bullying? Justifique sua resposta:

09) Cite um problema pelo qual a mãe de Kiriku passou: 

10) Para que Kiriku procurou o sábio da montanha? Qual era o parentesco deles? 

11) De que ato de coragem de Kiriku você mais gostou? 

12) Qual era o motivo que Karabá tinha para ser tão má? O que você pensa sobre isso? 

13) Por que o tamanho de Kiriku, motivo de zoação para alguns, acabou ajudando-o? O que isso revela? 

14) Sobre Karabá foi dito que "Ela sofre noite e dia. A maldade não surge do nada, mas é resultado de algum sofrimento". Posicione-se sobre tal afirmação, argumentando bem: 

15) O que faz você sofrer? Você acha que as pessoas podem diminuir ou acabar com o sofrimento alheio? Como? 

16) Kiriku confidenciou ao avô que às vezes fica cansado de lutar sozinho, se sente muito pequeno e morre de medo. Você já se sentiu assim? 

17) Que mensagem o filme transmite? Comente: 

18) Kiriku corresponde à imagem esperada de herói? Justifique bem a sua resposta: 

19) Cite duas características dos povos africanos abordadas no filme: 

20) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

21) Você concorda que quanto mais medo se sente de alguém mais poder se dá a ele? Justifique sua resposta: 

22) Por que Kiriku conseguiu derrotar a feiticeira? O que isso revela? 

23) O que você achou do final do filme? Ele foi ou não surpreendente? 


(Filme indicado pela colega de grupo: Adriana Rocha)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "O sinal do pajé", de Daniel Munduruku

 
O sinal do pajé

Na nossa época, Curumim -- falou o velho pajé como se tivesse lido seu pensamento --, não tínhamos muito tempo para brincar, não. Vivíamos constantes tensões. Era um tempo de guerra contra outras gentes do lado oposto do rio. Era também uma época em que os homens brancos estavam chegando em nossas aldeias. Éramos jovens e torcíamos para que nossos líderes permitissem que interceptássemos os barcos que traziam os homens de roupa comprida. Mas tínhamos medo, muito medo. (...)
-- Vocês tinham medo do quê? -- quis saber o menino. 
-- Naquela ocasião, não sabíamos direito do que tínhamos medo, mas o fato é que aquelas pessoas que estavam vindo para cá encontrar-se conosco eram muito estranhas, muito feias, muito selvagens. Seus olhos eram diferentes, seus rostos sujos de pelos nos causavam medo. Seus rostos não nos permitiam ver sua pele; não sobrava nada onde se pudesse fazer uma pintura de boas-vindas. Então, não ficávamos seguros sobre o que eles realmente queriam. 
-- E eles não podiam ser amigos? E se só quisessem o bem de nossa gente? -- questionou o garoto. 
-- Isso tudo, Curumim -- retomou a palavra a avó --, nossos líderes também se perguntavam. Quando começamos a ouvir o sonho de nossos avós sobre a chegada dos homens peludos, era tudo engraçado. Alguns dos nossos avós chegaram a dizer que eles sabiam voar dentro de pássaros gigantes e que nossas flechas nunca poderiam impedi-los de voar, por serem grandes e fortes. Outros pajés diziam ter visto em seus sonhos que aqueles estrangeiros eram muito perigosos porque tinham medo da floresta, dos animais, dos peixes, dos rios. 
-- E por que isso os tornava perigosos? -- perguntou o velho pajé com a intenção de provocar a curiosidade no Curumim. 
-- Porque com medo, as pessoas fazem coisas sem pensar direito. E se temos medo de algo, nosso primeiro pensamento é destruir o que nos assusta. Eles iriam destruir nossa terra, tínhamos certeza. 
A conversa parou por ali. O Curumim sabia que seus avós tinham um tempo certo de falar e calar, e este tempo tinha chegado ao final. Ele sabia que não adiantava mais fazer perguntas, pois eles não responderiam a mais nada naquele momento. (...)

(Daniel Munduruku) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual a sua temática? Justifique sua resposta: 

03) Copie do texto uma antítese, explicando sua importância para o contexto: 

04) Quais marcas linguísticas foram utilizadas pelo pajé para se referir à própria sociedade, a outros grupos indígenas e aos europeus? 

05) O que essas marcas podem revelar sobre a cosmovisão indígena? 

06) Transcreva do texto uma passagem que revela respeito pelas tradições indígenas, explicando o que você pensa a respeito disso: 

07) Copie do texto uma passagem que revela a impotência do indígena com relação ao homem branco, justificando sua escolha: 

08) O que você achou do argumento dado pelo pajé para justificar que o homem branco era perigoso? Ele fez algum sentido? 

09) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra sublinhada no texto, argumentando bem: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) Justifique, respectivamente, o emprego dos dois porquês destacados no texto: 

12) Localize no texto:

a) um substantivo próprio:
b) um advérbio de negação:
c) um advérbio de intensidade:
d) três adjetivos:
e) dois advérbios de lugar:
f) dois pronomes possessivos:
g) um pronome demonstrativo:
h) um numeral: 

Atividade sobre a música "Cariocas", de Adriana Calcanhoto


 Cariocas

Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos 
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão chatos
Cariocas não gostam de sinal fechado

(Adriana Calcanhoto)

01) Justifique o título da música: 

02) Quantas vezes aparece no texto a palavra "cariocas"? Por que tanta repetição assim?

03) Circule na canção todos os adjetivos que encontrar: 

04) Predomina no texto características boas ou ruins dos cariocas? 

05) Localize na música a figura de linguagem chamada anáfora e explique sua importância para o contexto: 

06) Que crítica aos cariocas encontra-se diluída no texto? Explique: 

07) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

08) Divida toda a letra de música em orações, dizendo quantas você encontrou: 

domingo, 25 de outubro de 2020

Atividade sobre a crônica "A mulher sem medo", de Moacyr Scliar

 A mulher sem medo

"Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, 
em resultado da qual ela não tem medo de nada". 

(Folha de São Paulo)

Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia ali também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era o de escrever um livro chamado "A vida com a mulher sem medo", uma obra que, imaginava, poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer. 
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão eu deixo você sem comida. 
Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo". 
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. 
Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-lo só barata ou rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga. 
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor. 
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao video com as baratas, gritando histericamente. 
Fazendo jus à fama, ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de perversão? 
Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma coisa no mínimo amedrontadora. 

(Moacyr Scliar)

01) O que inicia a crônica do Moacyr Scliar? Como a notícia dialoga com o texto? 

02) Justifique o título dado ao texto: 

03) Como o homem encarava o fato de a mulher não sentir medo de nada? 

04) Por que o homem pensou logo em ratos e baratas? 

05) No que resultou essa experiência? Quem, afinal, tinha medo disso tudo?

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

sábado, 24 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "Lutem contra a violência doméstica e territorial!", de Eliane Potiguara

 Lutem contra a violência doméstica e territorial

A pobreza é a maior violação dos direitos humanos, eu não sabia disso quando era criança. As lágrimas de vovó, assim como a vida de milhares de mulheres indígenas do mundo, refletem esse tipo de violação. A pobreza é o resultado das maiores competições, guerras e conflitos. As mulheres e crianças sofrem por isso. É um fator determinante de violência. É preciso erradiar a pobreza. Centenas de tratados, convenções, declarações foram escritos no plano nacional e internacional, mas a pobreza perdura. O que está faltando? 
Toda mulher quer ser mulher, porque ser mulher é contribuir com a ética para o crescimento da Humanidade, principalmente quando ela busca não perpetuar a cultura dominante e secular que impõe padrões preconceituosos na criação dos filhos(as). Toda mulher quer ser mulher por perceber a luta pela igualdade de gênero e quando ela trabalha para isso na nova sociedade, no cotidiano de sua vida, nas relações com o esposo, filho(as), irmã(os), parentes e amigos. 
Nos dez pontos que escrevi no Dia Internacional da Mulher, no dia 08/03/2006, no texto "Quer ser Mulher? Perguntou Deus!", tive o objetivo de polemizar e chamar a atenção da sociedade para diversas culturas e regimes sócio-político e econômicos que impõem uma vida indigna às mulheres. Temos muitos avanços na classe média ou nos grupos mais esclarecidos, quando mulheres já possuem posições no contexto social e quando seu status no lar atinge patamares respeitáveis, salvo exceções como, por exemplo, em relação aos assassinatos de mulheres jornalistas, artistas e outras profissionais e com ascensão econômica. 
No entanto, as mulheres pobres e as altamente miseráveis de todas as etnias, inclusive a indígena, sofrem da violência masculina e discriminação da própria sociedade. E esse fato é um desafio para grupos de mulheres organizadas por seus direitos e um desafio para os governantes no setor da Educação, Trabalho e Saúde e desenvolvimento, tanto no Brasil quanto nos outros países. (...) 
Mulheres indigenas: Lutem contra a violência doméstica e territorial! 

(Eliane Potiguara) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) A que gênero textual ele pertence? Que características apontam para tal gênero? 

03) Qual é o tema do texto? Justifique sua resposta: 

04) Para qual público ele foi escrito? 

05) Qual a maior violação dos direitos humanos, segundo a autora? E para você? 

06) Retire do texto um trecho em que explica porque toda mulher quer ser mulher: 

07) Você concorda com a autora quando relata que as mulheres pobres sofrem mais? Justifique sua resposta: 

08) Que apelo é feito às mulheres indígenas? O que você pensa a respeito disso? 

09) O que podemos fazer para modificar esse cenário de desigualdade e violência? 

10) O que você sabe sobre  a cultura indígena? 

11) Qual a importância de ler textos escritos por índios? 

12) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra em negrito no texto, argumentando bem: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

14) Crie um cartaz bem criativo (numa folha A4) ressaltando o apelo feito pela autora: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Tarisne Paludo)

Atividade sobre a música "Só tem eu", de Zé Felipe


Só tem eu 

Cê tá achando que vai 
Não vai me esquecer não
Eu ainda
Dentro do seu coração 

Na foto que cê não apagou 
Na legenda que falava de amor 
Escuta seu coração, por favor 

Se não sou eu vai ser quem
O amor teu
você não percebeu 
Que só tem eu! 

Volta, pelo amor de Deus 
Você sabe que eu te amo 
Ninguém te ama mais que eu 
Pode tentar me esquecer 
Mas o teu coração é meu 

Nem o brilho das estrelas, nem a lua, nem o mar
Nada disso se compara ao amor que sei te dar 

(Zé Felipe)


01) Justifique o título dado à música: 

02) Que apelo o eu lírico faz à pessoa amada? 

03) Por que o eu lírico ainda acha que tem chance? O que você pensa a respeito disso? 

04) Copie do texto fortes marcas de oralidade, mencionando que efeito elas derem à canção: 

05) Com que intenção o eu lírico cita os elementos da natureza? 

06) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

07) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas na música: 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Atividade sobre a música "A carne", com Elza Soares


A carne 

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que vai de graça pro presídio 
E para debaixo do plástico 
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos 

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado 
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento 
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto 
E o cabelo esticado 

Mas mesmo assim 
Ainda guardo o direito 
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito 
Brigar bravamente por respeito 
Brigar por justiça e por respeito 
De algum antepassado da cor 
Brigar, brigar, brigar...

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

(Seu Jorge, Marcelo Yuca e Wilson Capellete) 

01) Justifique o título dado à música, sugerindo um outro para ela:

02) Por que "a carne mais barata do mercado é a carne negra"? 

03) Que sensação tal afirmação despertou em você? Comente: 

04) Por que razão ela é tão repetida na canção? Qual o objetivo dessa repetição? 

05) Como reverter esse tipo de situação? Levante hipóteses: 

06) O que a segunda estrofe da canção aponta? Explique com suas palavras quais são os caminhos mais comuns para os negros em nossa sociedade: 

07) Copie do texto fortes marcas de oralidade:

08) Que denúncia social é feita nos versos em negrito na música? O que você pensa a respeito disso? 

09) Explique as diferenças existentes nos versos sublinhados no texto: 

10) Que mensagem a canção transmite? Comente:

(Música indicada pela querida amiga de grupo: Dani Belotto)

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Atividade sobre o conto "A fogueira", de Mia Couto


 
A fogueira

A velha estava sentada na esteira, parada na espera do homem sadio no mato. As pernas sofriam o cansaço de duas vezes: dos caminhos idosos e dos tempos caminhados. 
A fortuna dela estava espalhada pelo chão: tigelas, cestas, pilão. Em volta era o nada, mesmo o vento estava sozinho. 
O velho foi chegando, vagaroso como era seu costume. Pastoreava suas tristezas desde que os filhos mais novos foram na estrada sem regresso. 
"Meu marido está diminuir", pensou ela. "É uma sombra".
Sombra, sim, Mas só da alma porque o corpo quase que não tinha. O velho chegou mais perto e arrumou a sua magreza na esteira vizinha. Levantou o rosto e, sem olhar a mulher, disse:
-- Estou a pensar. 
-- E o quê, marido?
-- Se tu morres como que eu, sozinho, doente e sem as forças, como que eu vou-lhe enterrar?
Passou os dedos magros pela palha do assento e continuou:
-- Somos pobres. só temos nadas. Nem ninguém não temos. É melhor começar já a abrir a tua cova, mulher. 
A mulher, comovida, sorriu:
-- Como és bom marido! Tive sorte no homem da minha vida. 
O velho ficou calado, pensativo. Só mais tarde a sua boca teve ocasião:
-- Vou ver se encontro uma pá.
-- Onde podes levar uma pá?
-- Vais daqui até na cantina? É uma distância. 
-- Hei-de vir da parte da noite. 
Todo o silêncio ficou calado para ela escutar o regresso do marido. Farrapos de poeira demoravam o último sol, quando ele voltou.
-- Então, marido?
-- Foi muito caríssima -- e levantou a pá para melhor a acusar. 
-- Amanhã de manhã começo o serviço de covar. 
E deitaram-se, afastados. Ela, com suavidade, interrompeu-lhe o adormecer:
-- Mas, marido... 
-- Diz lá. 
-- Eu nem estou doente.
-- Deve ser que estás. Você és muito velha. 
-- Pode ser -- concordou ela. E adormeceram. 
Ao outro dia, de manhã, ele olhava-a intensamente. 
-- Estou a medir o seu tamanho. Afinal, você é a maior que eu pensava. 
-- Nada, sou pequena. 
Ela foi à lenha e arrancou alguns toros. 
-- A lenha está para acabar, marido. Vou ao mato levar mais. 
-- Vai, mulher. Eu vou ficar covar seu cemitério. 
Ela já se afastava quando um gesto a prendeu à capulana e, assim como estava, de costas para ele, disse:
-- Olha, velho. Estou a pedir uma coisa...
-- Queres o quê?
-- Cova pouco fundo. Quero ficar em cima, perto do chão, tocar a vida quase um bocadinho. 
-- Está certo. Não lhe vou pisar com muita terra. 
Durante duas semanas o velho dedicou-se ao buraco. Quanto mais perto do fim mais se demorava. Foi de repente, vieram as chuvas. A campa ficou cheia de água, parecia um charco sem respeito. O velho amaldiçoou as nuvens e os céus que as trouxeram. 
-- Não fala asneiras, vai ser dado o castigo -- aconselhou ela. Choveram mais dias e as paredes da cova ruíram. O velho atravessou o seu chão e olhou o estrago. Ali mesmo decidiu continuar. Molhado, sob o rio da chuva, o velho descia e subia, levantando cada vez mais gemidos e menos terra. 
-- Sai da chuva, marido. Você não aguenta assim. 
-- Não barulha, mulher -- ordenou o velho. De quando em quando parava para olhar o cinzento do céu. Queria saber quem teria mais serviço, se ele ou se a chuva. 
No dia seguinte, o velho foi acordado pelos seus próprios ossos que o puxavam para dentro do corpo dorido.
-- Estou a doer-me, mulher. Já não aguento levantar.
A mulher virou-se para ele e limpou-lhe o suor do rosto. 
-- Você está cheio com a febre. Foi a chuva que apanhaste. 
-- Não, mulher. Foi que dormi perto da fogueira. 
-- Qual fogueira?
Ele respondeu um gemido. A velha assustou-se: qual o fogo que o homem vira? Se nenhum não haviam acendido?
Levantou-se para lhe chegar a tigela com a papa de milho. Quando se virou já ele estava de pé, procurando a pá. Pegou nela e arrastou-se para fora de casa. De dois em dois passos parava para se apoiar. 
-- Marido, não vai assim. Come primeiro. 
Ele acenou um gesto bêbado. A velha insistiu:
-- Você está a esquerdear, a direitar. Descansa lá um bocado. 
Ele estava já dentro do buraco e preparava-se para retomar a obra. A febre castigava-lhe a teimosia, as tonturas danando com os lados do mundo. De repente, gritou-se num desespero:
-- Mulher, ajuda-me. 
Caiu como um ramo cortado, uma nuvem rasgada. A velha acorreu para o socorrer. 
-- Estás muito doente. 
Puxando-o pelos braços ela trouxe-o para a esteira. Ele ficou deitado a respirar. A vida dele estava toda ali, repartida nas costelas que subiam e desciam. Neste deserto solitário, a morte um simples deslizar, um recolher de asas. Não um rasgão violento como nos lugares onde a vida brilha. 
-- Mulher -- disse ele com voz desaparecida. -- Não lhe posso deixar assim. 
-- Estás a pensar o quê? 
-- Não posso deixar aquela campa sem proveito. Tenho que matar-te. 
-- É verdade, marido. Você teve tanto trabalho para fazer aquele buraco. É uma pena ficar assim. 
-- Sim, hei-de matar você; hoje não, falta-me o corpo. 
Ela ajudou-o a erguer-se e serviu-lhe uma chávena de chá. 
-- Bebe, homem. Bebe para ficar bom, amanhã precisas da força. 
O velho adormeceu, a mulher sentou-se à porta. Na sombra do seu descanso viu o sol vazar, lento rei das luzes. Pensou no dia e riu-se dos contrários: ela, cujo nascimento faltara nas datas, tinha já o seu fim marcado. Quando a lua começou a acender as árvores do mato ela inclinou-se e adormeceu. Sonhou dali para muito longe: vieram os filhos, os mortos e os vivos, a machamba ergueu-se de produtos, os olhos a escorregarem no verde. O velho estava no centro, gravatado, contando as histórias, mentira quase todas. Estavam ali os todos, os filhos e os netos. Estava ali a vida a continuar-se, grávida de promessas. Naquela roda feliz, todos acreditavam na verdade dos velhos, todos tinham sempre razão, nenhuma mãe abria a sua carne para a morte. Os ruídos da manhã foram-na chamando para fora de si, ela negando abandonar aquele sonho. Pediu à noite que ficasse para demorar o sonho, pediu com tanta devoção como pedira a vida que não lhe roubasse os filhos. 
Procurou na penumbra o braço do marido para acrescentar fora naquela tremura que sentia. Quando a sua mão encontrou o corpo do companheiro viu que ele estava frio, tão frio que parecia que, desta vez, ele adormecera longe dessa fogueira que ninguém nunca acendera. 

(Mia Couto - "Vozes anoitecidas")
01) Justifique o título dado ao conto:

02) Qual é o assunto central nele presente? Justifique sua resposta: 

03) Copie do texto duas antíteses, mencionando que efeito elas trouxeram ao texto: 

04) Transcreva do conto fortes marcas de oralidade, comparando-as com a forma correspondente na norma padrão: 

05) O que pode representar a cova aberta pelo marido? 

06) O que a fogueira está representando no texto? Trata-se do sentido denotativo ou conotativo presente? Justifique sua resposta: 

07) Localize no texto uma comparação, explicando a sua utilização para o contexto: 

08) Comente a presença dos elementos de negação na passagem destacada no texto: 

09) Circule no texto todos os vocativos encontrados: 

10) Copie do conto uma personificação, explicando seu raciocínio: 

11) Transcreva do texto uma passagem com um certo humor: 

12) Justifique o emprego das aspas no começo do texto: 

13) O final foi esperado ou surpreendente? Por quê? 

14) A cova, afinal, foi feita em vão? O que você pensa a respeito disso? 

15) Que mensagem o conto transmite? Comente: 

Atividade sobre a obra de arte "A dança", de Henri Matisse (1909)

 

01) Justifique o título dado à obra em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Que figuras do quadro  representam a ideia de dança? 

03) O que você estranhou nessas pessoas? 

04) Por que assim elas estariam? Qual a intenção do artista? 

05) Trata-se de uma obra dinâmica ou estática? Por quê? 

06) Comente o que você achou da escolha das cores:

07) Onde elas estão? Por que dançam? 

08) O quadro tem mais linhas retas ou curvas? 

09) Como o autor conseguiu impregnar na obra uma sensação de leveza? 

10) Por que a maioria das mulheres não tem rosto? 

11) Crie um pequeno texto narrativo tendo a obra como inspiração: 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Atividade sobre a música "Chegança", de Antônio de Nóbrega


 Chegança

Sou Pataxó,
Sou Xavante e Cariri,
Ianonami, sou Tupi
Guarani, sou Carajá.
Sou Pancaruru,
Carijó, Tupinajé,
Potiguar, sou Caeté,
Ful-ni-o, Tupinambá.

Depois que os mares dividiram os continentes
quis ver terras diferentes.
Eu pensei: "Vou procurar
um mundo novo, 
lá depois do horizonte,
levo a rede balançante
pra no sol me espreguiçar".

Eu atraquei 
num porto muito seguro,
céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar. 
Logo sonhei 
que estava no paraíso,
onde nem era preciso
dormir para se sonhar. 

Mas de repente 
me acordei com a surpresa:
uma esquadra portuguesa
veio na praia atracar. 
De grande-nau,
um branco de barba escura, 
vestindo uma armadura
me apontou pra me pegar. 

E assustado
dei um pulo da rede, 
pressenti a fome, a sede,
eu pensei: "vão me acabar".
Me levantei de borduna já na mão
Aí senti no coração:
O Brasil vai começar!

(Antônio de Nóbrega) 

01) Justifique o título dado à canção acima:

02) Circule no texto todas as tribos indígenas mencionadas: 

03) Quantas tribos foram circuladas? Qual o efeito dessa enumeração? 

04) Justifique as aspas utilizadas na música: 

05) Copie do texto marcas de oralidade: 

06) A que episódio histórico o texto faz menção? Comprove com uma passagem da música: 

07) Transcreva do texto uma expressão que se refere à chegada dos portugueses: 

08) Explique bem o verso em destaque na canção: 

09) De quem é a "voz" presente no texto? Justifique sua resposta: 

10) Que mensagem a música transmite? Comente: 

11) Localize no texto uma passagem irônica, justificando sua escolha: 

12) Que crítica social há na canção? Explique seu raciocínio: 

13) Que sentimento a música despertou em você? Discorra um pouco sobre ele: 



14) De que forma a tirinha acima dialoga com a canção? Justifique: 

15) Tal tirinha transmite que mensagem? O que você pensa a respeito disso? 

16) Escolha uma das tribos citadas na canção para pesquisar um pouco mais sobre ela: 

Atividade sobre o texto "Sou negra sim", de Isabel Cristina Silveira Soares


 Sou negra sim

Tenho cabelo crespo
Pele como noite escura
Sou forte, lutadora
Aceito-me sem frescura! 
Sou linda, versátil
Lábios carnudos,
Sentimento luz
Trabalhadora, honesta
Um jeito que seduz.
Da história deste país
Que um dia só floresta
Sou protagonista da dor, 
Sofrimento e progresso! 
Sou negra sim! 
Sou a matriz desta sociedade
Tão falsamente rebuscada
E totalmente desorientada.
Sou negra sim! 
Segregada, discriminada
Mas sempre serei história
De vida... 
Luta...
Progresso!...
Por quê? 
Fiz e faço este Brasil
De histórias mil. 

(Isabel) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Explique a passagem que se encontra sublinhada nele: 

03) Interprete o verso que se encontra em negrito no texto: 

04) Copie do texto uma comparação, dizendo sua intenção: 

05) Circule nele todos os adjetivos que encontrar: 

06) Qual o objetivo de utilizar tantos adjetivos? 

07) Transcreva do poema o trecho que mais expressa orgulho de pertencer à raça negra: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) Associe a imagem e a frase contida nela ao poema: 

10) Até que ponto ter consciência da sua raça e da sua história ajuda a diminuir o preconceito? 

11) Uma sociedade em que há necessidade de ter um dia especial para reverenciar a "Consciência Negra" é uma sociedade consciente? Justifique sua resposta:

12) Você já presenciou ou sofreu algum tipo de discriminação por causa da cor da sua pele? Explique: 

Atividade sobre o texto "Antônio Francisco, o rei do cordel"

 
Antônio Francisco, o rei do cordel

Um dos maiores poetas populares do mundo é brasileiro; e, para nossa felicidade, nascido em solo potiguar. Mossoroense, Antonio Francisco talvez seja a melhor revelação da poesia popular surgida no Rio Grande do Norte, desde Fabião das Queimadas, famoso escravo cantador de rabeca, que comprou sua própria alforria ganhando dinheiro através dos seus versos. 
Filho de Francisco Petronilo de Melo, um ex-jogador de futebol das décadas de 1940 e 50, e Pêdra Teixeira de Melo, Antonio Francisco nasceu aos 21 de outubro de 1949; mas, somente após os 40 anos, tomou gosto pela poesia, pelo menos como autor, tornando-se um poeta popular. Múltiplo, fez-se também historiador (bacharel em História, pela UERN), xilógrafo e compositor. 
Esportista, dedicou bastante tempo ao ciclismo, fazendo passeios de bike por toda região Nordeste; daí, talvez, a razão de sua estreia tardia nas letras. "Meu sonho", seu primeiro poema, traz versos impressionistas e surrealistas, onde o autor recorre à fantasia para demonstrar sua inquietação com a interação entre o homem e o meio. 
O reconhecimento da qualidade da sua produção levou-o a ser eleito, em 2006, para a Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), onde ocupa a cadeira de número 15, cujo patrono é o poeta cearense Patativa do Assaré. Por falar nisso, alguns estudiosos do cordel o consideram uma espécie de Patativa do Assaré da nova geração. 
Um dos seus livros mais conhecidos, "Dez cordéis num cordel só" (2001), representa, sem dúvidas, um marco na poesia popular brasileira; nele, o poeta mossoroense retrata inúmeras situações e imagens da vida cotidiana do homem nordestino, sempre costurando, ao longo dos seus enredos, um fundo de reflexão social e espiritualidade. A linguagem utilizada é a do homem comum, na fala simples do cotidiano nordestino. 
Sua poesia de alto nível vem sendo estudada em universidades e escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte. Além da valorização local, instituições de ensino de outros estados, como São Paulo, Pernambuco e Ceará, adotaram os cordéis de Antônio Francisco, que tem sintetizado e divulgado a cultura nordestina por todo o Brasil, fazendo algo muito parecido com o que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, fazia, conseguindo enorme sucesso entre as massas; e, ao mesmo tempo, tendo seu talento reconhecido pela intelectualidade e pela crítica.


01) Quem foi Fabião das Queimadas? Você já escutou falar nele? 

02) Por que Antônio Francisco é um poeta múltiplo? 

03) Que provável motivo justifica o atraso dele na poesia? 

04) Que cadeira ele ocupa na ABLC? O que justifica essa coincidência? 

05) Qual o seu primeiro poema? Do que se tratava? 

06) Qual o seu livro mais conhecido? 

07) Por que ele é comparado a Luiz Gonzaga? Com que diferença, porém? 

08) Ser considerado o "Patativa do Assaré da nova geração" é algo bom ou ruim, afinal? Por quê? 

09) A que gênero textual pertence o texto lido? Justifique sua resposta: 

10) Por que você acha que o cordel costuma ser desprezado por alguns intelectuais? O que você pensa a respeito disso? 

11) Copie do texto uma passagem que faz menção direta à imagem do poeta: 

(Atividade feita em parceria com a querida Luciana Barao)

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Atividade sobre cartum sobre pós-verdade

 

01) Quem é a pessoa retratada no primeiro quadrinho? Como você descobriu isso? 

02) Explique a afirmação presente nesse primeiro quadrinho: 

03) Pesquise o conceito de pós-verdade:  

04) De que forma a frase escolhida no segundo quadrinho sintetiza o termo "pós-verdade"? 

05) Quem foi retratado no segundo quadrinho? 

06) Qual a diferença entre os verbos "pensar" e "acreditar"? Explique: 

07) Divida as frases em períodos, classificando-os: 

08) Que conjunção une os dois períodos? Que ideia ela indica? 

Atividade sobre o conto "O gato e o escuro", de Mia Couto

 O gato e o escuro

Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cima desta história. Pois ele nem sempre foi dessa cor. Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato. Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto. Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro. O caso, vos digo, não é nada claro. Aconteceu assim: o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite. Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente. A mãe se afligia e pedia:
-- Nunca atravesse a luz para o lado de lá. 
Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo. Mas fingia obediência. 
Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam. 
Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir. Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho. Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite. 
Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou. Estavam pretas, mais que breu. 
Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pangolim. Não queria ser visto em flagrante escuridão. 
Mesmo assim, no dia seguinte, ele insistiu na brincadeira. E passou mesmo todo inteiro para o lado de além da claridade. À medida que avançava seu coração tiquetaqueava. Temia o castigo. Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro. Andou, andou, atravessando a imensa noitidão.
Só quando desaguou na outra margem do tempo ele ousou despersianar os olhos. Olhou o corpo e viu que já nem a si se via. Que aconteceu? Virara cego? Por que razão o mundo se embrulhava num pano preto? 
Chorou. 
Chorou.
Chorou. 
Pensava que nunca mais regressaria ao seu original formato. 
Foi então que ouviu uma voz dizendo:
-- Não chore, gatinho. 
-- Quem é? 
-- Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada. 
Sim, o escuro, coitado. Que vida a dele, sempre afastado da luz! 
Não era de sentir pena? Por exemplo, ele se entristecia de não enxergar os lindos olhos do bichano. 
Nem os seus mesmo ele distinguia, olhos pretos em corpo negro. Nada, nem a cauda nem o arco tenso das costas. Nada sobrava de sua anterior gateza. 
E o escuro, triste, desabou em lágrimas. 
Estava-se naquele desfile de queixas quando se aproximou uma grande gata. Era a mãe do gato desobediente. O gatinho Pintalgato se arredou, receoso que a mãe lhe trouxesse um castigo. Mas a mãe estava ocupada em consolar o escuro. E lhe disse:
-- Pois eu dou licença a teus olhos: fiquem verdes, tão verdes que amarelos. 
E os olhos do escuro se amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas amarelas em fundo preto. 
O escuro ainda chorava:
-- Sou feio. Não há quem goste de mim. 
-- Mentira, você é lindo. Tanto como os outros. 
-- Então porque não figuro nem no arco-íris? 
-- Você figura no meu arco-íris. 
-- Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro. 
-- Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós. 
-- Não entendo, Dona Gata. 
-- Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
-- Não estou claro, Dona Gata. 
-- Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nossos medos. 
A mãe gata sorriu bondades, ronronou ternuras, esfregou carinho no corpo do escuro. 
E foram carícias que ela lhe dedicou, muitas e tantas que o escuro adormeceu. Quando despertou viu que as suas costas estavam das cores todas da luz. Metade do seu corpo brilhava, arco-iriscando. 
Afinal?
O espanto ainda o abraçava quando escutou a voz da gata grande:
-- Você quer ser meu filho?
O escuro se encolheu, ataratonto:
-- Filho?
Mas ele nem chegava a ser coisa alguma, nem sequer antecoisa. 
-- Como posso ser seu filho se eu nem sou gato?
-- E quem lhe disse que não é?
E o escuro sacudiu o corpo e sentiu a cauda, serpenteando o espaço. Esticou a perna e viu brilhar as unhas, disparadas como repentinas lâminas. 
O Pintalgato até se arrepiou, vendo um irmão tão recente. 
-- Mas, mãe: sou irmão disso aí? 
-- Duvida, Pintalgatito? Pois vou-lhe provar que sou mãe dos dois. Olhe bem para os meus olhos e verá. 
Pintalgato fitou o fundo dos olhos da sua mãe, como se se debruçasse num poço escuro. De rompante, quase se derrubou, lhe surgiu como que um relâmpago atravessando a noite. 
Pintalgato acordou, todo estremolhado, e viu que, afinal, tudo tinha sido um sonho. Chamou pela mãe. Ela se aproximou e ele notou seus olhos, viu uma estranheza nunca antes reparada. Quando olhava o escuro, a mãe ficava com os olhos pretos. Pareciam encherem de escuro. Como se engravidassem de breu, a abarrotar de pupilas. 
Ante a luz, porém, seus olhos todos se amarelavam, claros e luminosos, salvo uma estreitinha fenda preta. 
Então, o gatinho Pintalgato espreitou nessa fenda escura como se vislumbrasse o abismo. 
Por detrás dessa fenda o que é que ele viu? 
-- Adivinham?
Pois ele viu um gato preto, enroscado do outro lado do mundo. 

(Mia Couto)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Qual o assunto central do conto? Justifique sua resposta: 

03) Quem é o protagonista? Que transformação ele sofreu? 

04) O que provocou tal transformação? 

05) Quem foi a informante do narrador? 

06) Responda à pergunta destacada no texto: 

07) Localize no texto exemplos de personificação, explicando bem: 

08) Posicione-se sobre a afirmação em destaque no texto, argumentando bem: 

09) Que efeito forneceu ao conto a repetição do verbo "chorou"? 

10) Circule no texto os vocativos, mencionando sua importância para o contexto: 

11) Copie do conto dois pares de antíteses, explicando seu raciocínio: 

12) Transcreva do texto exemplos de neologismos, mencionando suas formações e os seus sentidos: 

13) As duas palavras CLARO, destacadas no texto, possuem o mesmo sentido? Explique bem: 

14) O que significa "A linha onde o dia faz fronteira com a noite"? 

15) O que o gato percebeu nos olhos da mãe? 

16) Como você compreendeu o final da história? Explique: 

17) Que mensagem o conto transmite? Comente:

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Atividade sobre o paradidático "A lágrima do robô", de Carlos Eduardo Novaes

 

Sinopse: Será que um dia as máquinas vão substituir os seres humanos em todas as suas atividades? Ainda é cedo para responder a essa pergunta, mas um robô foi construído para trabalhar numa montadora de automóveis, causando a demissão de vários trabalhadores. Entre eles, um em especial. Mas, como tudo na vida se transforma, inclusive na vida dos robôs, depois de dois longos anos, Plínio é considerado ultrapassado e, para sua decepção, é vendido a uma metalúrgica que produz carrinhos em supermercado. . 

01) Justifique o título dado ao livro, dizendo o que ele transmitiu assim que você o leu: 

02) Utilize cinco adjetivos para caracterizar Plínio: 

03) Quem é o trabalhador em "especial" que perdeu o emprego, citado na sinopse? Por quê? 

04) Quem encontrou o robô e o que aconteceu com ele? 

05) Quem era "Seu Barata"? Qual era o segredo dele? O que ele fazia nesse lugar misterioso? 

06) Responda, sinceramente, é pergunta feita no começo da sinopse, argumentando bem: 

07) Que mensagem a história transmite? Comente: 

08) De que parte do livro você mais gostou? Aproveite para ilustrá-la!


09) Relacione a charge acima à história do livro, justificando sua resposta com uma passagem dele: 

10) Que mensagem ela transmite e que crítica social ela faz? Comente: 

11) O que há em comum entre esse livro e a música "Admirável chip novo", da cantora Pitty, que você pode encontrar AQUI? Explique: 

(Atividade feita em parceria com a querida colega de grupo: Neuracy Silveira

Atividade sobre o cordel "Redes sociais", do Bráulio Bessa

 
Redes sociais 

Lá nas redes sociais
o mundo é bem diferente,
dá pra ter milhões de amigos 
e mesmo assim ser carente. 
Tem like, a tal curtida,
tem todo o tipo de vida
pra todo tipo de gente. 

Tem gente que é tão feliz 
que a vontade é de excluir. 
Tem gente que você segue, 
mas nunca vai lhe seguir.
Tem gente que nem disfarça,
diz que a vida só tem graça
com mais gente pra assistir. 

Por falar nisso, tem gente
que esquece de comer, 
jogando, batendo papo,
nem sente a fome bater.
Celular virou fogão,
pois no toque de um botão
o rango vem pra você.

Mudou até a rotina
de quem tá se alimentando.
Se a comida for chique,
vai logo fotografando.
Porém, repare, meu povo:
quando é feijão com ovo
não vejo ninguém postando. 

Esse mundo virtual
tem feito o povo gastar,
exibir roupas de marca,
ir pra festa, viajar,
e claro, o mais importante, 
que é ter, de instante em instante,
um retrato pra postar. 

Tem gente que vai pro show
do artista preferido, 
no final volta pra casa
sem nada ter assistido,
pois foi lá só pra filmar.
Mas pra ver no celular
nem precisava ter ido. 

Lá nas redes sociais
todo mundo é honesto,
é contra a corrupção,
participa de protesto,
porém, sem fazer login,
não é tão bonito assim. 
O resto é indigesto...

Furar a fila, não respeita
quando o sinal tá fechado,
tenta corromper um guarda
quando está sendo multado.
Depois, quando chega em casa, 
digitando manda brasa
criticando um deputado. 

Lá nas redes sociais 
a tendência é ser juiz
e condenar muitas vezes
sem saber nem o que diz. 
Mas não é nenhum segredo
que quando se aponta um dedo
voltam três pro seu nariz. 

Conversar  por uma tela
é tão frio, tão incerto.
Prefiro pessoalmente,
pra mim sempre foi o certo.
Soa meio destoante,
pois junta quem tá distante 
mas afasta quem tá perto. 

Têm grupos de todo tipo,
todo tipo de conversa
com assuntos importantes
e outros, nem interessa. 
Mas tem uma garantia:
receber durante o dia
um cordel do Bráulio Bessa. 

E se você receber
esse singelo cordel
que eu escrevi à mão
num pedaço de papel, 
que tem um tom de humor
mas no fundo é um clamor
lhe pedindo pra viver. 
Viva a vida e o real, 
pois a curtida final
ninguém consegue prever. 

(Bráulio Bessa)

01) Justifique o título dado ao cordel, aproveitando para sugerir um outro:

02) Por que você acha que mesmo cheia de amigos virtuais a pessoa ainda pode se sentir carente? 

03) Copie do texto uma passagem que revela que nem sempre há reciprocidade nas redes sociais: 

04) Por que daria vontade de excluir algumas pessoas das redes sociais? O que você pensa sobre isso? 

05) Explique por que "celular virou fogão": 

06) Por que as pessoas não costumam postar quando comem feijão com ovo? 

07) Localize no texto uma passagem que revela a necessidade de ostentação:

08) Explique os versos destacados no texto, posicionando-se sobre eles: 

09) Transcreva do cordel fortes marcas de oralidade, mencionando o porquê dessa escolha: 

10) Copie do texto um trecho que revela uma incoerência: 

11) Por que as pessoas gostam mais de ser "juízes" nas redes sociais do que fora delas? 

12) Que ações politicamente incorretas são citadas no texto e associadas a algumas pessoas de nossa sociedade? Que outras você acrescentaria à lista? 

13) Localize no texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

14) O eu lírico do cordel prefere conversar pessoal ou virtualmente? E você? Por quê? 

15) Que apelo ele faz ao leitor? O que você pensa a respeito disso? 

16) Que palavras encontram-se em itálico no cordel? Por que razão? 

17) A que "curtida final" ele se refere? Explique: 

18) Que mensagem o cordel transmite? Comente: