sábado, 30 de novembro de 2019

Atividade sobre tirinha - Emprego dos porquês


01) Justifique a presença das aspas nas duas primeiras falas da moça:

02) Qual foi o equívoco cometido no primeiro quadrinho? Explique e adeque-o à norma culta:

03) Além desse desvio, que outro deslize o falante cometeu? Comente:

04) Faça a devida alteração na fala do rapaz, no segundo quadrinho:

05) Copie da tirinha uma antítese, explicando o seu raciocínio: 

06) Explique os três porquês empregados pelo moço no último quadrinho:

07) Você acha que ele acertou conscientemente ou foi por acaso? Comente: 

Atividade sobre o texto "A arte do assaltado", de Walcyr Carrasco

A arte do assaltado

A inexperiência dos ladrões em início de carreira obriga o assaltado
 a conduzir o roubo para não ser morto.

Saio da padaria e ando rapidamente até o carro. Quero chegar em casa antes da novela. Eles se aproximam quando abro a porta. Percebo imediatamente que não perderei apenas a novela mas também o carro. Já estou suficientemente treinado para entregar as chaves antes que falem qualquer coisa. Olho para os dois, mantenho a calma e digo: 
-- Tu-tu-do-be-bem! 
Sou obrigado a ir no banco do lado. Indico o caminho que leva diretamente à periferia. Ofereço os pãezinhos:
-- Aproveitem, estão quentinhos.
Eles me olham, simpáticos. Faço tudo para que o clima seja o mais agradável possível. tento contar uma piada, mas ninguém ri. Sou deixado num viaduto. Gentis, eles garantem que só querem o veículo para uma fuga. Poderei encontrá-lo no outro dia. Levam os pãezinhos. Quando se vão, respiro fundo. Vitória! Os ladrões ficaram satisfeitos. Nunca mais achei o carro, mas fui elogiado por todos os amigos porque me comportei bem. É uma loucura. A rapinagem está atraindo tal número de meliantes em início de carreira que o assaltado é quem deve administrar o roubo. 
Uma amiga minha, psicóloga, foi retirar dinheiro num caixa automático de uma avenida importante. Início de noite, e o local tinha movimento. Ao sair, abriu cordialmente a porta para o adolescente bem vestido que o esperava. Era o assaltante. Empurrada para dentro por ele e um comparsa, foi obrigada a conduzir o assalto contra ela mesma. Ensinou os dois a usar o cartão magnético e tentou acalmá-los, porque estavam nervosos. Depois explicou que entendia a situação e não tinha nada contra o fato de ser roubada, algo tão normal atualmente. Até avisou: -- Escondam o revólver, que a polícia está passando. 
Tornou-se a cúmplice perfeita. Discordou da ideia de irem embora a pé. Mostrou onde tinha estacionado. Em compensação, negociou o dinheiro do táxi.
E quando a casa é invadida? Um casal que conheço foi mestre na arte de receber diante das escopetas. 
-- Querem um café enquanto meu marido abre o cofre? Ou preferem uma refeição? -- ela ofereceu.
Um deles quis uísque. O marido sugeriu:
-- Meu filho, não beba. Você vai ter de fugir, a rua tem policiamento. É arriscado. Leve a garrafa. 
O líder agradeceu o palpite e pediu bifes. Ao mesmo tempo em que os dois rapazes acompanhavam o proprietário em busca de valores, a mocinha de expressão selvagem foi à cozinha com a hostess. Depois de séculos longe das panelas, esta fez um jantar sofisticado. Serviu na mesa de jacarandá. O casal comeu junto. A certa altura, ela comentou, charmosa: 
-- Desculpem, mas foi só um cardápio rápido. Se pudesse, teria feito uma receitinha francesa que vocês iriam adorar. Mas leva tempo. quem sabe... 
Todos se olharam. Quem sabe uma outra vez, quis ela dizer? Os da rapina ficaram constrangidos. Um deles foi delicado:
-- Não esquenta, dona. Tá muito bão.
Despediram-se cortesmente. (...) 
(Walcyr Carrasco)

01) Justifique o título dado ao texto, dizendo o que o autor quis dizer com ele: 

02) O narrador procura fazer tudo para que os assaltantes se sintam seguros do êxisto do assalto. Transcreva dois momentos em que isso fica claro: 

03) Diante do bom comportamento do narrador durante o assalto, como os ladrões agiram? 

04) Depois do assalto, os ladrões ficaram satisfeitos e o narrador perdeu o carro. Ainda assim, ele comemora. Explique esse aparente contra-senso: 

05) No sexto parágrafo, em que o narrador conta o assalto de que sua amiga psicóloga foi vítima, qual o contra-senso na atitude dos envolvidos? 

06) Identifique semelhanças entre os três episódios de assaltos: 

07) Explique a primeira frase destacada no texto: 

08) Que palavra encontra-se em itálico no texto? Por quê? 

09) Circule no texto dois vocativos: 

10) Copie do texto marcas de oralidade, explicando sua importância para o texto: 

11) Trata-se de uma narrativa estática ou dinâmica? Justifique sua resposta: 

12) Transcreva do texto três frases nitidamente irônicas: 

13) Localize, nos diálogos, uma expressão que deixa clara a diferença social entre assaltantes e assaltados: 

14) Que mensagem o texto transmite? 

15) Na sua opinião, qual a principal causa de a violência crescer cada vez mais? Explique: 

16) De que forma cada indivíduo pode agir para tentar criar uma sociedade mais pacífica? Justifique sua resposta:

(Algumas questões foram retiradas do livro "Aulas de Redação", de Maria Aparecida Negrinho)

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Atividade sobre a música "Todos os verbos", da Zélia Duncan


Todos os verbos

Errar é útil
Sofrer é chato 
Chorar é triste
Sorrir é rápido 
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo

Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez 
Todos os verbos do mundo
E nele sempre cabem de vez 

Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem

Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo 
E nele sempre cabem de vez

(Zélia Duncan)

01) Justifique o título dado à música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Por que "errar é útil"? Você concorda com tal afirmação? De que forma pode ser útil e em que situação? 

03) Retire do texto duas antíteses, justificando sua resposta:

04) Você concorda que "Calar é tático"? Em quais momentos, por exemplo, isso pode ser o melhor a se fazer? 

05) Circule na música todos os verbos que você encontrar, dizendo quantos são:

06) Com que verbo usado na canção você mais se identificou? Justifique sua resposta:

07) Segundo o eu lírico, qual é o verbo mais importante? Por  quê?

08) Que mensagem a música transmite?

09) Você acha que todos os verbos do mundo caberiam em um só, numa só ação? Como?

10) Escolha cinco verbos que não apareceram na canção para você tentar dar continuidade à música! 

(Agradecimento todo especial à colega de grupo
que me apresentou a essa música: Alcione Campos!)

Atividade sobre a música "Canção com teu nome", de Luamarte


Canção com teu nome

Menina, acalma o teu coração 
A noite fria vem e vai embora 
Não fique triste não 
Eu tenho um colo separado pra você
E se você quiser tem eu
A noite toda
Pode falar, eu vou prestar toda atenção
E te ajudar, mas, por favor, não chora não 

Eu tranco o quarto
Mando um áudio pra você
Você que gosta de me ouvir
Quem sabe agora vai querer saber
Tô acordado preocupado com você 

Menina, para de sentir só 
A vida mal começou
Fecha os olhos, respira e pensa em você
Em tudo que você sonhou
Se ainda não conseguir se animar
Eu vou correndo até aí
Quero só tentar te convencer
Você tem a mim

Menina, você não me esconde mais 
Eu te conheço, você é tão igual a mim e eu percebo
Nem comece a chorar
Eu tenho tanto pra falar
Você é linda e linda ainda
Que mude o rumo da conversa, vire os olhos, faça birra
Não vá se incomodar

Estico a noite, perco o sono com você
Você que gosta de me ouvir
Quem sabe agora vai querer saber 
Essa canção tem o teu nome
E eu fiz ela pra você

(Luamarte)


01) Justifique o título dado à música:

02) A quem o eu lírico se refere? Comprove sua resposta com uma ou mais palavras do texto:

03) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

04) Dos conselhos dados pelo eu lírico, de qual você mais gostou? Por quê?

05) Transcreva da canção marcas de oralidade:

06) Qual o tema dessa letra de música?

07) Que mensagem a música transmite?

08) Você acha que tem faltado empatia hoje em dia no mundo? Justifique sua resposta:

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Atividade sobre o editorial "Racismo executivo"


Racismo executivo

QUE MULHERES e negros são discriminados, não é novidade. Estão sub-representados no trabalho, nas escolas, na distribuição de renda. Negros "vencem" em mortalidade infantil, analfabetismo etc.
Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Ethos com dados do IBGE mostra agora o tamanho da discriminação nas empresas brasileiras. Negros e pardos ocupam apenas 6% dos cargos de direção das companhias, quando respondem por 46% da população geral. A situação das mulheres é semelhante. Elas também respondem por apenas 6% dos postos mais elevados das empresas ao passo que constituem 50,8% da população brasileira. 
Sempre que se percebem distorções tão gritantes, a primeira ideia que vem à cabeça é a criação de cotas para minorias, seja na universidade ou no trabalho. A criação de cotas é problemática. No plano teórico, a medida equivale a tentar reparar uma injustiça criando outra, manobra que raramente dá certo. O combate às diferenças socioeconômicas entre grupos é um imperativo das sociedades democráticas. O racismo e o sexismo precisam ser eliminados, mas isso não pode dar-se a qualquer custo. 
Não bastasse essa dificuldade de princípio, a criação de cotas esbarra em sérias dificuldades práticas. Um exemplo: como definir um negro no Brasil? O IBGE utiliza o critério da autodefinição, que, no fundo, é o único democrático. Se um branco disser ao recenseador que é negro, assim será considerado pelo instituto. O que impediria alguém de declarar-se negro para ter acesso às cotas?
O Brasil precisa envidar esforços para promover a integração racial. Ações afirmativas devem ser consideradas e implementadas. O limite deve ser o da justiça. Admitir que se deve reparar uma injustiça com a criação de outra, uma variação de "os fins justificam os meios", é um argumento filosoficamente tíbio. 

(Folha de São Paulo)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Por que o verbo "vencem", localizado no primeiro parágrafo, está entre aspas? 

03) O que significa criar cotas para minorias na universidade? E no trabalho? 

04) Posicione-se sobre a primeira passagem em destaque no segundo parágrafo, justificando-se bem:

05) Você concorda com o segundo trecho destacado nesse mesmo parágrafo? Explique: 

06) Responda à pergunta feita no terceiro parágrafo: 

07) Explique como é o critério usado pelo IBGE para a questão da raça e se você concorda com ele: 

08) Por que, segundo o texto, esse critério é o único democrático?

09) Que outro critério poderia ser utilizado em lugar do critério da autodefinição?

10) O que quer dizer o ditado "os fins justificam os meios"?

11) Explique a aplicação desse ditado à questão discutida no texto:

12) Qual é o meio que ele critica? Qual é o fim a que esse meio pretende conduzir?

13) Que injustiça, segundo o texto, seria reparada? E que outra seria criada?

14) Que dificuldades práticas são alegadas para a criação de cotas para minorias? 

15) Por que o racismo, no título, é qualificado como executivo? Ele foi adequado a seu conteúdo?

16) Trata-se de um editorial ou de um artigo de opinião? Por quê? 

17) Que mensagem o texto transmite? 

Atividade sobre a música "Por um triz", de Luamarte


Por um triz

O amor não pede pra entrar
Senta na mesa e fica pro jantar
Um café frio e um amor quente
Por um triz de ser feliz

Saudade é o nome do meu cobertor
Com seu cheiro me deito e o  tempo a me abraçar
O que tenho que fazer para você me achar?
O que tenho que fazer para você me achar?
Um quê de mistério habita o seu olhar

Beijo que traduz a alma
Olhar que diz tudo que se quer dizer
A flor mais bela, a flor de lis,
Minha Lisbela é você!

(Afonso Maciel)


01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie da música uma prosopopéia, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva da canção uma antítese, justificando sua resposta:

04) O que significa a expressão "por um triz"? Por que foi por um triz ser feliz?

05) Explique o objetivo da repetição de um verso na segunda estrofe:

06) Você acha que a pessoa ter um olhar misterioso é algo bom ou ruim? Por quê?

07) É possível um olhar dizer tudo o que se quer, sem precisar recorrer às palavras? Justifique sua resposta: 

08) Sabendo que a flor de lis é um símbolo de poder, soberania, honra e lealdade, assim como de pureza de corpo e alma, explique com que intenção o eu lírico a citou na música: 

09) Justifique o emprego do substantivo próprio na canção:

10) Que mensagem a música transmite?

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Atividade sobre o texto "Geração 'tipo assim'"


Geração 'tipo assim'

Imagens comparativas e novas gírias reacendem a discussão sobre a erosão 
da linguagem entre os jovens

Ao adolescente dos anos 90 que não consegue entender o que se conversa numa roda de contemporâneos, resta o consolo de não pertencer aos grupos acusados de promoverem a chamada erosão da linguagem. Para esses grupos, segundo estudiosos como o poeta, tradutor e ensaísta José Paulo Paes, tem sido cada vez mais cômodo seguir o caminho das imagens comparativas, evitando expor o próprio potencial intelectual ao risco de um raciocínio elaborado. Não é à toa que um dos recursos mais usados hoje para facilitar a explicação de uma ideia é o "tipo assim" ("Ele é um cara tipo assim..."). [...]
Enquanto a discussão volta a mobilizar estudiosos, novas gírias são criadas e absorvidas numa velocidade impressionante. [...] "A conversa de adolescentes é feita de diálogos exclamativos e sem fluência, próprios de quem apenas reafirma um comportamento de grupo", alerta Paes. O poeta reconhece, no entanto, que "existem gírias muito saborosas". Mas restringe: "Gíria é coisa de moda. Muitas vezes você substitui uma boa intenção verbal de gírias anteriores sem que haja ganhos expressivos."
Em outra vertente, o escritor Affonso Romano de Sant´Anna acha normal que cada grupo social crie sua própria linguagem. "E os jovens que passaram a existir socialmente a partir dos anos 60, com a emergência do poder juvenil, também tem a sua linguagem", diz. "Esse é um fato que não recrimino nem reprovo, mas sua constatação é inevitável." O escritor vê a leitura como única solução para as divergências entre as linguagens usadas por jovens e adultos. "É lendo que você aumenta seu vocabulário", sugere. 
Affonso Romano observa que hoje os jovens não são a única tribo a usar uma linguagem própria, de difícil entendimento por quem está de fora: "O mesmo acontece, por exemplo, com o pessoal que mexe com computador. Sua linguagem é restrita, falava em códigos" [...]
Os adolescentes não veem problema no uso de gírias e expressões recém-criadas, e julgam seu vocabulário "inofensivo". "As gírias são um meio muito legal de se comunicar e simplificar as coisas. Além disso, é irado falar de um jeito que os professores e o pessoal lá de casa não entendam", diz Thiago, 16 anos. 
"A moda não muda? A decoração não muda? Qual é o problema de atualizar também o vocabulário?", questiona Tatiana, 17 anos. Sua colega Maíra, 16 anos, tenta explicar o uso frequente de expressões, como o tipo assim: "Você quer falar alguma coisa e descobre uma expressão que consegue resumir seu pensamento. O tipo assim é o espaço que a gente usa para pensar e articular as palavras. É impossível contar uma história sem usar pelo menos um ."
"As gírias mudam e não vão deixar de existir. A gente não fala mais "é uma brasa, mora?" , que era moda nos anos 70. No lugar disso, falamos outras coisas", justifica o estudante Marcos, 17 anos. "O mais legal disso tudo é que ampliamos o nosso vocabulário", opina Thiago, afirmando em seguida: "Eu também sei falar formalmente, mas não gosto. Não me dirijo ao padre do colégio com um "aí, velhinho". Estou apto a usar a linguagem formal, quando necessário."
A babel de gírias também afeta os diferentes grupos da mesma geração. "Tenho amigos que convivem com o pessoal que frequenta bailes funk. Eles usam gírias próprias e eu não entendo nada", conta Tatiana. "Não vejo problema nenhum no fato das tribos não se entenderem. A gente traduz e aprende cada vez mais", assegura Gabriel, 17 anos. 

(Jornal do Brasil - Caderno B)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual é o sentido da expressão "erosão da linguagem"? Encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

03) O que, afinal, significa a expressão "tipo assim"? Você costuma usá-la? 

04) Há argumentos de autoridade presentes no texto? Justifique sua resposta: 

05) Você acha que usar expressões como "tipo assim" revelam um vocabulário pobre, típico de quem não tem o hábito de ler? Explique seu ponto de vista: 

06) Com qual das pessoas citadas no texto você concorda mais? Por quê? 

07) Que consolo resta ao adolescente, segundo o texto? Por que isso é um consolo? 

08) Affonso Romano de Sant´Anna pensa de forma semelhante ao José Paulo Paes? Explique: 

09) Que diferença Affonso Romano vê entre a linguagem dos jovens e a dos adultos? 

10) Há uma contradição entre a opinião de tal autor a respeito da linguagem dos jovens e a proposta de uma solução. Qual é essa contradição? 

11) Dê exemplos de pessoas a quem o Thiago, citado no texto, poderia dirigir o cumprimento "Aí, velhinho": 

12) O que será que ele diz ao padre do colégio? 

13) Thiago garante que sabe usar a linguagem formal, "quando é necessário": em que situações é necessário usá-la? Comente: 

14) Thiago diz que sabe falar formalmente, mas não gosta. Em sua opinião, por que ele não gosta de falar dessa maneira? E você? 

15) Que mensagem o texto transmite? Comente:

16) Utilize as palavras a seguir em um único texto, com sentido, após criar um pequeno e rápido dicionário com o significado que você acha que cada uma delas tem:

a) Tetrarca:
b) Sincecura:
c) Cancro:
d) Convescote:
e) Obtemperar:
f) Protonotária:
g) Pudica:

(P.S.: O texto e algumas questões foram extraídas de um livro da Magda Soares)

Atividade sobre a música "Ana e o mar", de O Teatro Mágico


Ana e o mar

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.

Ana e o mar, mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar, mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n´água
O sorriso da madrugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vêm avisar
Desse novo amor, Ana e o mar

Ana e o mar, mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
Ana e o mar, mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar.

(O Teatro Mágico)

01) Justifique o título empregado na música:

02) Copie da canção uma prosopopéia, explicando seu raciocínio:

03) Localize no texto uma antítese, justificando bem o seu raciocínio:

04) De que dupla citada na segunda estrofe você mais gostou? Por quê?

05) Já conhecia algum ditado popular utilizado na canção? Qual? Copie:

06) Copie do texto os numerais utilizados e explique a importância deles:

07) Transcreva da canção uma pergunta retórica, explicando seu raciocínio:

08) Circule no texto dois tipos de porquê, justificando o emprego de cada um deles:

09) Justifique o acento presente no verbo destacado no texto:

10) Explique os versos em negrito no final da canção, posicionando-se sobre a ideia contida neles:

11) Que mensagem a música transmite?

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Época de recolher os caderninhos batizados de "1 página por dia"


Ontem e hoje acabou o prazo -- de um pouquinho mais de um mês -- que eu dei para as minhas turmas terminarem de fazer o livrinho "1 página de cada vez por um mês", atividade que eu já compartilhei AQUI

Em uma das escolas, tive total apoio da direção, que prontamente xerocou e montou um caderninho para TODOS os alunos. Parceria linda! Porém, alguns alunos não valorizaram como eu gostaria e foram bem poucos os que disseram SIM, verdadeiramente, à proposta. Poucos livros foram entregues e foram muitos que, infelizmente, se perderam por aí...  abandonados... mas isso não me impediu de comemorar e agradecer por aqueles que fizeram a diferença quanto a isso! Algumas cartinhas para o eu futuro, por exemplo, me levaram à lágrima... muita emoção envolvida... 

Já na outra escola, os próprios alunos gastaram do próprio bolso, se organizaram e levaram para xerocar. Conclusão: a grande maioria levou a sério, foi lá e fez... e fiquei emocionada dando uma olhadinha básica nos que chegaram até mim! Como sou grata a quem topou mais essa parada! Espero que tenha sido um ótimo passatempo, um desafio à escrita e ao autoconhecimento, e que tenha, por tudo isso, valido super a pena, assim como valeu para mim, que também aderi à ideia! Meu livrinho está todo completo, satisfeito e feliz! 

Compartilho algumas páginas do meu livrinho e algumas do caderninho da minha aluna Maselha, da turma 3007, que se destacou não só ter usado e abusado da criatividade e do capricho nas respostas como também deu um toque todo especial também nos comandos presentes no livrinho! Fiz esses registros aqui só para ficarem ainda mais curiosos e sentirem-se convidados a colocarem em prática tal ideia! Sei que são capazes, seja você professor, ou aluno, ou nem uma coisa nem outra. É só se interessar!

O legal é que não teve nenhum livrinho igual ao outro: todos tiveram um quê do dono, um toque pessoal, tudo personalizadinho... Muito amor por essa atividade, que colocarei em prática mais vezes, se Deus quiser! Recomendo! E pode ser usada em qualquer série, desde que haja uma ou outra adaptação, como tudo na vida, né?!? Até a próxima... 














Atividade sobre a música "Bandeira", de Zeca Baleiro


Bandeira

Eu não quero ver você cuspindo ódio 
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso, seja lá o que isso for

Eu não quero aquele 
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro está hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos 
Quero a Guanabara, quero o rio Nilo
Quero tudo, ter estrelas, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal 

Não tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim, quero sim, acho que vim pra te ver)

(Zeca Baleiro)

01) Justifique o título empregado na música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie da canção um verso que pode denotar perigo ou que o outro foi vencido, explicando o seu raciocínio: 

03) Transcreva da música um verso que indica uma coisa absurda, meio impossível, justificando sua escolha: 

04) Com que objetivo os pronomes demonstrativos foram usados na música?

05) Copie do texto uma passagem que revela que a pessoa quer saber curtir o hoje, o agora:

06) Explique o que significa o verso em negrito na música:

07) Interprete o verso destacado na última estrofe da canção:

08) Explique a função dos parênteses empregados no final do texto:

09) Que mensagem a canção transmite?

10) De que verso você mais gostou? Por quê?

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Atividade sobre tirinha do Frank & Ernest - Prato Feito´s


01) O que é um slogan? Cite alguns famosos que você conhece:

02) Por que o slogan sugerido por um dos personagens da tirinha poderia constituir uma proposta interessante? 

03) Que impressão se tem do restaurante, observando a linguagem não verbal? Você comeria lá? 

04) Justifique o uso das aspas na tirinha: 

05) Copie da tirinha uma antítese, explicando seu raciocínio:

06) De que forma se empregou a intertextualidade na produção da tirinha?

07) Que recurso o autor utiliza para despertar a atenção do leitor em relação ao enunciado do slogan

Atividade sobre a música "Todxs putxs", de Ekena


Todxs putxs

Quem cê tá pensando que é? 
Pra falar que eu sou louca? 
Que a minha paciência anda pouca pra você?
Para de vir me encher! 

Quem cê tá pensando que é? 
Pra falar da minha roupa,
Do jeito que eu corto o meu cabelo
Se olha no espelho! 
Você não anda valendo o esfolado
Do meu joelho esquerdo! 

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua
Quero ganhar a luta que eu travei
Eu quero andar pelo mundo afora
Vestida de brilho e flor
Mulher, a culpa que tu carrega não é tua
Divide o fardo comigo dessa vez
Que eu quero fazer poesia pelo corpo
E afrontar as leis que o homem criou pra dizer: 

Quem cê tá pensando que é 
Pra falar pra eu não usar batom vermelho?
Quem cê tá pensando que é
Pra maldizer até as manas que eu tenho?

Vai procurar tua turma e o que fazer
Que de gente  como você o mundo anda cheio
Quem cê tá pensando que é?
Quem cê tá pensando que é?

(Que se usa decote, é puta!
E se a saia tá curta, é puta!
E se dá no primeiro encontro, é puta!
Se raspa o cabelo, é sapa!
E se deixa crescer os pelos, é zoada!
Se tem pau entre as pernas, é trava!
Mas se bota salto alta, é santa!
E se usa 44, é gorda!
Mas se usa 38, é muito magra!
Se sai depois das onze, vai voltar arrombada!
Porque ela pediu, né? Tava na cara!
Olha a roupa que ela saiu de casa!
E todo discurso machista continua:
"Menina, você devia usar uma roupa menos curta!")

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua
Quero ganhar a luta que eu travei
Eu quero andar pelo mundo afora
Vestida de brilho e flor
Mulher, a culpa que tu carrega não é tua
Divide o fardo comigo dessa vez
Que eu quero fazer poesia pelo corpo
E afrontar as leis que o homem criou pra dizer: 

Quem cê tá pensando que é 
Pra falar pra eu não usar batom vermelho?
Quem cê tá pensando que é
Pra maldizer até as manas que eu tenho?

Vai procurar tua turma e o que fazer
Que de gente  como você o mundo anda cheio
Quem cê tá pensando que é?
Quem cê tá pensando que é?

(Ekena)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Circule na música um vocativo, dizendo qual a função dele:

03) O que seria andar por aí "vestida de brilho e flor"? Explique:

04) Por que o eu lírico demonstra ter pressa?

05) Pelo contexto, que tipo de abusos o eu lírico parece não querer aceitar? O que você pensa a respeito disso?

06) Explique a passagem "Mulher, a culpa que tu carrega não é tua": 

07) Localize na música uma passagem carregada de empatia, explicando sua escolha:

08) Copie do texto nítidas marcas de oralidade:

09) Transcreva da canção

10) Que mensagem a música transmite? Comente:

11) Explique a ironia presente na parte falada da canção (entre parênteses):

12) Qual a função das aspas utilizadas no texto? O que você pensa de frases assim? Como combatê-las?

13) Que parte da música mais mexeu com você ou incomodou? Por quê?

(P.S.: Atividade NÃÃÃÃO recomendada aos puritanos de plantão! 
Não gostou? Não use! Simples assim!)

Atividade sobre Denotação e Conotação - Preguiça

01) O que aconteceu no primeiro quadrinho e que "obrigou" o personagem a fazer uma ação?

02) Que ação, afinal, foi essa?

03) Acrescente uma onomatopeia ao primeiro quadrinho, explicando seu raciocínio:

04) Transcreva da HQ algumas gírias, substituindo-as por palavras ou expressões mais formais:

05) Localize no texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

06) Copie uma passagem que pode ser remetida ao sentido denotativo e ao conotativo:

07) Como a linguagem não verbal contribui para o efeito de sentido no último quadrinho?

08) Em que reside o humor no texto?

(Participação especial do colega de grupo Henrique Souza)

Atividade sobre a música "Triste, louca ou má", de Francisco, el hombre

Há exatamente um ano, justo nesta data, eu infelizmente entrei para as estatísticas de mulheres agredidas por ex-companheiros, e, de lá pra cá, como sofri! Os hematomas, embora dolorosos, não demoraram muito a sumir, mas as dores da alma me acompanham até hoje e acredito que me acompanharão até meus últimos dias, feito tatuagens e que alcançam mais camadas da pele do que deveriam... entranham...!!! 

Além da já citada dor,reconheço que foi um ano de muita reflexão, introspecção, catarse, amadurecimento, limpeza e cura! Choro pelas que não tiveram a sorte de poderem contar as suas histórias... e agradeço a Deus por eu estar viva, renascendo todos os dias, e firme e forte na LUTA diária que é ser mulher num país tão machista e que deseja nos tornar menores, que insiste em nos podar... em vão... porque a gente brota, verdinha, mais forte ainda depois que tentam nos arrancar, e a gente compreende um monte de coisa... principalmente que é URGENTE deixar de lado o medo e dizer NÃO a todo e qualquer abuso, por menor que ele pareça! Nenhum ato de violência deve ser tolerado ou ignorado, NENHUM, em hipótese alguma! 

Sou mãe de menino e tenho OBRIGAÇÃO de estar sempre atenta e ensiná-lo a respeitar toda e qualquer mulher, e lamento que todos os machistas e agressores também tenham (ou devem ter tido) uma mãe, mas que em vez de ensinar o que é certo, de repente passou (ou passa) excessivamente "a mão na cabecinha" e tentam justificar o injustificável! Ou que talvez tenham achado "bonitinho" quando começaram a posar de "macho alfa", "cheios de atitude"! 

Também vale refletir sobre as mães de meninas que as criam submissas e que têm que agradar ao marido, aceitando "puladas de cerca" e que "homem é assim mesmo" ou que "um dia vai melhorar" ou qualquer coisa do tipo. Vocês podem, sem se darem conta, estar cavando a cova de suas filhas... 

Enfim, que me perdoem a expressão (e o palavrão), mas mulher é o sexo frágil é o caralho! E não somos tristes nem loucas nem más... GASLIGHTING não funciona mais, meu querido, pois somos esclarecidas, emponderadas... somos guerreiras, princesas, ogras, donzelas, putas, mães, amantes, amigas... o que QUISERMOS ser e não o que querem que sejamos! E é isso! E ponto final. 

Recomendo MUITO lerem esse artigo AQUI


Triste, louca ou má

Triste, louca ou má
Será qualificada
Ela quem recusar
Seguir receita tal

A receita cultural
Do marido, da família
Cuida, cuida da rotina

Só mesmo rejeita
Bem conhecida receita
Quem, não sem dores,
Aceita que tudo deve mudar

Que o homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
Você é seu próprio lar

O homem não te define
Sua casa não te define
Sua carne não te define
Você é seu próprio lar

Ela desatinou 
Desatou nós
Vai viver só

Ela desatinou
Desatou nós
Vai viver só

Eu não me vejo na palavra
Fêmea: alvo de caça
Conformada vítima

Prefiro queimar o mapa
Traçar de novo a estrada
Ver cores nas cinzas
E a vida reinventar

E o homem não me define
Minha casa não me define
Minha carne não me define
Eu sou meu próprio lar

Ela desatinou
Desatou nós

(Francisco, el hombre) 

01) Justifique o título empregado na canção acima:

02) Que rótulos são citados na música? Quando a pessoa o recebe? Com que intenção? O que você pensa a respeito disso? 

03) Que receita cultural se espera que as mulheres sigam? O que isso revela?

04) Copie do texto um verso que faz menção a um papel exercido por muitas mulheres, durante muitos anos, explicando seu raciocínio: 

05) Transcreva da música uma passagem que remete que tentar mudar também dói:

06) Qual o objetivo do autor com a repetição do  verbo destacado no texto?

07) Pesquise o que é gaslighting e tente associá-lo a alguma passagem da música, explicando bem o seu raciocínio:

08) Copie da canção uma passagem que indica que a mulher não precisa de homem para ser feliz, explicando sua escolha: 

09) Explique o verso "Ela desatou nós", dizendo que possíveis "nós" seriam esses:

10) Explique as mudanças presentes nas estrofes destacadas, comparando-as:

11) Copie do texto uma passagem que revela que a mulher não aceita ser um objeto sexual:

12) O que você entende por "queimar o mapa"? Explique:

13) Que mensagem a música transmite?

14) De que passagem da canção você mais gostou? Por quê?

(Agradecimento especial à colega de grupo Dani Bertollo 
por ter me apresentado a essa música!)

Atividade sobre a música "Rarefeito", de Luamarte


Rarefeito

Eu tenho medo de amar
Pois dentre as coisas que eu já inventei
O amor foi sempre passageiro
De um trem que termina no mar

E ainda assim não aprendi
Pois quando amo, não sei se amo
Quando vivo, não sei se estou vivo
Ou simplesmente protagonizo mais uma
Das minhas belas criações
É belo, mas não é real

É isso... ser flor num mundo espinho é pura criação
Desenhar cada pedaço dele para sobreviver
A água para matar a sede de amar
Como criar oxigênio numa montanha
O mundo é rarefeito

(Afonso Santti)

01) Justifique o título dado à música:

02) O eu lírico já começa a canção assumindo que tem medo de amar. Por quê? E você? 

03) Existe ambiguidade na passagem em destaque na primeira estrofe da música? Justifique sua resposta: 

04) Por que o verso seguinte à passagem destacada parece eliminar um dos sentidos da frase? 

05) O que seria um trem terminar no mar? Explique:

06) Explique o verso em negrito no final da segunda estrofe: 

07) Existe, na segunda estrofe, alguma antítese, algum paradoxo, ou uma simples contradição? Justifique seu ponto de vista: 

08) Que ideia a expressão "É isso...", utilizada na terceira estrofe, transmite? 

09) O que seria "ser flor num mundo espinho"? Você também tem essa impressão? 

10) No verso destacado na última estrofe temos a predominância do sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

11) Você concorda que "o mundo é rarefeito"? Justifique sua resposta: 

12) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

domingo, 24 de novembro de 2019

Atividade sobre a música "Carta ao primeiro homem", de Luamarte


Carta ao primeiro homem

Se eu pudesse escrever uma carta
Para o primeiro homem
Para descobrir onde foi que ele errou
Por que nesse mundo um nasce para sorrir
Enquanto o outro só conhece a dor?
Corpos, armas e lágrimas

Estamos todos perdidos
Cobaias de vidro
Sobrevivendo a sacrifícios
Veja, não estamos vivos,
Procurando nos riscos, nos discos, nos livros
A resposta para a nossa solidão
A resposta para a nossa solidão

Soldado de chumbo em tempo de trégua
Mas aqui não há trégua!
Há apenas as guerras
Que não podemos enxergar
Criança!
O medo sempre comprou
O que o amor não pôde dar 

(Afonso Maciel) 

01) Justifique o título dado à música:

02) Qual a intenção do eu lírico a escrever essa "carta"?

03) A quem seria endereçada essa carta? Quem foi o primeiro homem?

04) Onde você desconfia de que ele errou? Por quê?

05) Responda à pergunta feita na primeira estrofe da música:

06) Justifique o emprego do porquê em destaque na canção:

07) Interprete as palavras aparentemente soltas presentes no último verso da primeira estrofe:

08) Você concorda que "Estamos todos perdidos"? Justifique sua resposta:

09) Posicione-se sobre a passagem "Veja, não estamos vivos"? Por que não estamos vivos?

10) Explique a metáfora "Cobaias de vidro", dizendo que sensação transmite a locução adjetiva sublinhada: 

11) Onde, segundo o eu lírico, procuramos respostas? Você concorda com isso? Também busca ali as suas? 

12) Você acha que a solidão é realmente um problema da sociedade atual? Por quê? Você se considera uma pessoa solitária? 

13) Interprete a metáfora "Soldados de chumbo" empregada no texto:

14) Que guerras você acha que não conseguimos enxergar, por exemplo?

15) Explique os dois últimos versos da canção:

16) Que mensagem o texto transmite?

(Participação especial da colega de grupo Gilmara Moreto!)

sábado, 23 de novembro de 2019

Atividade sobre a música "Negro gato", com Liniker, Iza e Lazzo


Negro gato

Eu sou o negro gato de arrepiar
Esta minha vida é mesmo de amargar
Só mesmo de um telhado
Os outros eu desacato
Sou o negro gato
Sou o negro gato

Minha triste história vou lhes contar
E depois de ouvi-la, sei que vão chorar
Há tempos eu não sei o que é um bom prato
Eu sou o negro gato
Eu sou o negro gato

Sete vidas tenho para viver
Sete chances tenho para vencer
Mas se não comer acabo no buraco
Eu sou o negro gato
Eu sou o negro gato

Um dia lá no morro, pobre de mim
Queriam minha pele para tamborim
Apavorado desapareci no mato
Eu sou o negro gato
 Eu sou o negro gato

(Getúlio Cortês) 

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Você acredita que gato tem mesmo "sete vidas"? Comente:

03) Que verso é repetidamente utilizado na música? Com que intuito?

04) A expressão "negro gato" encontra-se no sentido denotativo, conotativo ou em ambos? Justifique sua resposta: 

05) O que seria "um bom prato", de acordo com o contexto?

06) Que mensagem a música transmite?

Não se esqueça de ouvir também a música cantada pelo cantor Roberto Carlos, de 1966: 


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Atividade sobre a música "Deitada nessa cama", de Tiago Iorc


Deitada nessa cama

Espero aqui 
Só pra ver o sol nascer
E redesenhar cada curva tua
Cada curva tua
Deitada nessa cama
Teu corpo nu me chama
E se nada mais faz sentido...

Vamos fugir
Eu em você
Você em mim
Simples assim
Vamos sumir
Desaparecer
Fala que me ama
E me engana
Deitada nessa cama
Deitada nessa cama

Tudo o que eu vivi
Foi pra ver o sol
Nascer e redesenhar

Tudo o que eu vivi
Foi pra ver o sol nascer
E redesenhar cada curva tua
Cada curva tua
Deitada nessa cama
Teu corpo nu me chama
E se nada mais faz sentido...

(Tiago Iorc) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie da música duas prosopopéias, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva do texto uma passagem romântica, justificando sua escolha:

04) Transcreva da canção um trecho que pode ser associado ao pensamento naturalista, explicando o porquê:

05) Explique os versos destacados na música:

06) Que mensagem a canção transmite?

07) Qual é o sujeito da oração "Vamos fugir", presente na segunda estrofe? Justifique sua resposta:

08) A passagem "Vamos sumir", presente na segunda estrofe, corresponde ou não a  uma locução verbal? Justifique-se: 

09) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Atividade sobre a música "Sangrando", de Gonzaguinha


Sangrando

Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda
Que palavra por palavra, eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca, peito aberto, vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta, essa força tanta
Tudo que você ouvir, esteja certa que estarei vivendo
Veja o brilho nos meus olhos e o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado, transbordando toda raça e emoção

E se eu chorar e o sol molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é minha força pra cantar
Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

(Gonzaguinha)

01) Justifique o título dado à música, dando ênfase ao fato de o verbo se encontrar no gerúndio:

02) Qual o desejo do eu lírico? Comprove com uma passagem do texto:

03) Explique o verso em destaque na música:

04) O que significa a expressão "coração na boca", localizada no terceiro verso da primeira estrofe?

05) E como interpretar a expressão "peito aberto"? Encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Por quê?

06) Copie do texto um exemplo de uma rima interna de que você muito tenha gostado:

07) Explique a passagem "E o sol molhar o meu sorriso", presente na última estrofe:

08) Que mensagem a canção transmite?

09) Você já se sentiu "sangrando" em algum momento de sua vida? O que seria isso? Comente:

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Atividade sobre o curta "Dúdú e o lápis cor de pele" (19 min)


Sinopse: Dudu é um menino inteligente, curioso e negro! Quando sua professora Sônia aconselha que ele utilize um "lápis cor da pele" para pintar o seu desenho, isso provoca nele uma crise de identidade, levando-o a sair em busca de respostas para as suas dúvidas. (Duração: 19 minutos)

01) Justifique o título do curta:

02) Por que a expressão "lápis cor da pele" provocou em Dudu uma crise de identidade?

03) O que você achou da atitude da professora Sônia? Você achou que ela foi racista? Por quê? 

04) O argumento da professora para se defender da acusação da mãe do menino foi convincente? Justifique sua resposta: 

05) Você considerou a atitude da mãe do menino correta? E a do diretor da escola? Por quê?

06) Posicione-se sobre essa fala da mãe do Dudu: "Mal entendido há mais de 500 anos", justificando sua posição:

07) Por que o protagonista fugiu da escola? O que isso pode revelar?

08) O que a aconteceu com o pai do Dudu? No que isso pode, de certa forma, afetar a postura da mãe do menino? 

09) Comente a frase, de acordo com o contexto em que ela foi empregada: "Existem muitas formas de se puxar o gatilho": 

10) O pai da professora Sônia era racista? Justifique sua resposta: 

11) Por que Sônia terminou o relacionamento com Gustavo? O que ela sente ao reencontrá-lo? Por que esses detalhes foram acrescentados à história do curta? 

12) Quem conseguiu ajudar o menino a se encontrar? De que maneira isso ocorreu?

13) Como você responderia à pergunta "Qual é a cor certa?"? Comente:

14) Qual a intenção da antropóloga ao citar nomes como Pelé, Dona Ivone Lara, Zumbi e Cartola para o Dudu? 

15) Por que o menino decidiu ser chamado apenas de "Dúdú" e não mais de Eduardo? O que isso revela? 

16) O que o desenho do menino no final do curta significou? 

17) Que mensagem o curta transmite?

18) De que parte do curta você mais gostou? Por quê?

Atividade sobre o texto "O dia da consciência negra", de Rachel de Queiroz


O dia da consciência negra

Comemora-se aqui no Rio -- hoje, 20 de novembro, dia em que escrevo estas linhas -- um feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares, feriado que se passou a chamar "Dia da Consciência Negra". 
O assunto é delicado; em questão de raça, deve-se tocar nela com dedos de veludo. Pode ser que eu esteja errada, mas parece que no tema de raça, racismo, negritude, branquitude, nós caímos em preconceito igual ao dos racistas. O europeu colonizador  tem -- ou tinha -- uma lei: teve uma parte de sangue negro -- é negro. Por pequena que seja a gota de sangue negro no indivíduo, polui-se a nobre linfa ariana, e o portador da mistura é "declarado negro". E os mestiços aceitam a definição e -- melões, quarteirões, octorões -- se dizem altivamente "negros", quando isso não é verdade. Ao se afirmar "negro" o mestiço faz bonito, pois assume no total a cor que o branco despreza. Mas ao mesmo tempo está assumindo também o preconceito do branco contra o mestiço. Vira racista, porque, dizendo-se negro, renega a sua condição de mulato, mestiço, half-breed, meia casta, marabá, desprezados pela branquidade. Aliás, é geral no mundo a noção exacerbada de raça, que não afeta só os brancos, mas os amarelos, vermelhos, negros; todos desprezam o meio casta, exemplo vivo da infração à lei tribal.
Eu acho que um povo mestiço, como nós, deveria assumir tranquilamente essa sua condição de emstiço; em vez de se dizer negro por bravata, por desafio -- o que é bonito, sinal de orgulho, mas sinal de preconceito também. Os campeões nossos da negritude, todos eles, se dizem simplesmente negros. Acham feio, quem sabe até humilhante, se declararem mestiços, ou meio brancos, como na verdade o são. "Black is beautiful"  eu também acho. Mas mulato é lindo também, seja qual for a dose da sua mistura de raça. Houve um tempo, antes de se desenvolver no mundo a reação antirracista, em que até se fazia aqui no Rio o concurso "rainha das mulatas". Mas a distinção só valia para a mulata jovem e bela. Preconceito também e dos péssimos, pois a mulata só era valorizada como objeto sexual, capaz de satisfazer a consciência dos homens. 
A gente não pode se deixar cair nessa armadilha dos brancos. A gente tem de assumir a nossa mulataria. Qual brasileiro pode jurar que tem sangue "puro" nas veias -- branco, negro, árabe, japonês? 
Vejam a lição de Gilberto Freyre, tão bonita. Nós todos somos mestiços, mulatos, morenos, em dosagem várias. Os casos de branco puro são exceção (como os índios puros -- tais os remanescentes de tribos que certos antropólogos querem manter isolados, geneticamente puros -- fósseis vivos -- para eles estudarem...). Não vale indagar se a nossa avó chegou aqui de caravela ou de navio negreiro, se nasceu em taba de índio ou na casa grande. Todas elas somos nós, qualquer procedência. Tudo é brasileiro. Quando uma amiga minha, doutora, participante ilustre de um congresso médico, me declarou orgulhosa "eu sou negra" -- não resisti e perguntei: "Por que você tem vergonha de ser mulata?" Ela quase se zangou. Mas quem tinha razão era eu. Na paixão da luta contra a estupidez dos brancos, os mestiços caem justamente na posição que o branco prega: negro de um lado, branco do outro. Teve uma gota de sangue africano e negro -- mas tendo uma gota de sangue branco será declarado branco? Não é. 
Ah, meus irmãos, pensem bem. Mulata, mulato também são bonitos e quanto! E nós todos somos mesmo mestiços, com muita honra, ou morenos, como o queria o grande Freyre. Raça morena, estamos apurando. Daqui a 500 anos será reconhecida como "zootecnicamente pura" tal como se diz de bois e de cavalos. Se é assim que eles gostam! 

(Rachel de Queiroz - "O Estado de São Paulo") 

01) A que acontecimento se refere o título?

02) Como o assunto da crônica é abordado?

03) O que a cronista quer provocar no leitor ao abordar esse assunto polêmico? 

04) Como o texto dialoga com o leitor? Justifique sua resposta com palavras do texto:

05) Posicione-se com relação ao trecho em negrito no texto, no segundo parágrafo, argumentando bem:

06) Copie da crônica uma passagem carregada de ironia, explicando seu raciocínio:

07) Dê a sua opinião sobre a segunda passagem em destaque no texto, argumentando: 

08) Por que existem palavras no texto que se encontram em itálico? 

09) Posicione-se sobre a terceira passagem em destauqe na crônica: 

10) Segundo a autora, qual é a armadilha dos brancos? Explique: 

11) Por que há preconceito no concurso "A rainha das mulatas"? Você concorda com isso? 

12) Você concorda com a ideia de Gilberto Freyre? Por quê? 

13) Concorde ou discorde da quarta passagem em negrito no texto, justificando sua resposta: 

14) Posicione-se sobre o quinto trecho em destaque na crônica, explicando seu raciocínio: 

15) Circule no texto um vocativo: 

16) Escolha duas passagens entre aspas para justificar o uso delas: 

17) Explique a ironia presente no final do texto, explicando bem: 

18) Que mensagem o texto transmite? 

Atividade sobre a música "Cota não é esmola", de Bia Ferreira


Cota não é esmola

Existe muta coisa que não te disseram na escola: 
Cota não é esmola!
Experimenta nascer preto na favela pra você ver! 
O que rola com preto e pobre não aparece na TV

Opressão, humilhação, preconceito
A gente sabe como termina, quando começa desse jeito
Desde pequena fazendo o corre pra ajudar os pais
Cuida de criança, limpa casa, outras coisas mais

Deu meio-dia, toma banho, vai pra escola a pé
Não tem dinheiro pro busão
Sua mãe usou mais cedo pra poder comprar o pão 
E já que tá cansada, quer carona no busão
Mas como é preta, pobre, o motorista grita: não!

E essa é só a primeira porta que se fecha
Não tem busão, já tá cansada, mas se apressa
Chega na escola, outro portão se fecha:
"Você demorou, não vai entrar na aula de História"
"Espera, senta aí, já já dá uma hora"
"Espera mais um pouco e entra na segunda aula"
"E vê se não atrasa de novo!" A diretora fala.

Chega na sala, agora o sono vai batendo
E ela não vai dormir, devagarinho vai aprendendo que, 
Se a passagem é 3,80 e você tem 3,00 na mão
Ela interrompe a professora e diz "Então não vai ter pão"
E os amigos que riem dela toda dia
Riem mais e a humilham mais. O que você faria?
Ela cansou da humilhação e não quer mais escola
E no Natal ela chorou, porque não ganhou uma bola.

O tempo foi passando e ela foi crescendo
Agora lá na rua ela é "a preta do sovaco fedorento
Que alisa o cabelo pra se sentir aceita"
Mas não adianta nada, todo mundo a rejeita
Agora ela cresceu, quer muito estudar
Termina a escola, a apostila, ainda tem vestibular
E a boca seca, seca, nem um cuspe
"Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra USP"
Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola
"Que todos são iguais e que cota é esmola"
Cansada de esmolas e sem o dim da faculdade
Ela ainda acorda cedo e limpa três apê no centro da cidade
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades!

E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo! 
E nem venha me dizer que isso é vitimismo...

São nações escravizadas
E culturas assassinadas
É a voz que ecoa do tambor
Chega junto, venha cá!
Você também pode lutar, ei! 
E aprender a respeitar
Porque o povo preto veio para revolucionar

Não deixe calar a nossa voz não! (3 x)
Revolução!

Nascem milhares dos nossos cada vez que um nosso cai (4 x)
E é peito aberto, espadachim do gueto, nigga samurai! 
É peito aberto, espadachim do gueto, nigga
É peito aberto, espadachim do gueto, nigga samurai! 

Vamo pro canto onde o relógio para
E no silêncio o coração dispara
Vamos reinar igual Zumbi, Dandara
Odara, Odara

Experimenta nascer preto e pobre na comunidade
Você vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu ra-cis-mo! 
Existe muita coisa que não te disseram na escola! 

Cota não é esmola! 

São nações escravizadas
E culturas assassinadas 
É a voz que ecoa do tambor! 
Chega junto, venha cá
Você também pode lutar
E aprender a respeitar
Porque o povo preto veio revolucionar
Cota não é esmola! 

(Bia Ferreira)


01) Justifique o título da música:

02) Copie do texto uma antítese, justificando seu raciocínio:

03) Por que se escolheu usar a palavra "preto" e não "negro"?

04) Explique as aspas usadas na quarta estrofe:

05) Por que a protagonista da história acaba desistindo de ir à escola?

06) Você acha que a escola é um lugar que exclui mais do que acolhe? Justifique sua resposta:

07) Por que a menina se atrasa? É pelo mesmo motivo dos demais, em geral?

08) Copie do texto alguns desvios graamaticais, adequando-os à norma culta da língua:

09) Explique por que esses desvios foram importantes para o contexto:

10) Interprete a passagem destacada na sexta estrofe, especialmente as palavras sublinhadas:

11) Tais palavras sublinhadas pertencem à mesma classe gramatical? Explique:

12) Copie da música algumas marcas de oralidade:

13) Você acha que "cota é esmola"? Como você vê essa questão? Comente, argumente:

14) Explique a passagem destacada na sétima estrofe:

15) Você acha que existe vitimismo com relação aos negros? Por quê?

16) Que nomes de personalidades negras foram citados no texto? Com que objetivo? Ele foi cumprido?

17) Que mensagem a canção transmite? 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Atividade sobre a obra "O lavrador de café", de Cândido Portinari (1934)


01) Justifique o título empregado na obra de arte acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Por que os braços e as pernas parecem maiores e mais fortes do que o restante do corpo?

03) O que a árvore cortada acrescenta à paisagem?

04) Que possível horizonte atrai a atenção do trabalhador?

05) No que ele poderia estar pensando naquele momento?

06) Utilize cinco adjetivos para caracterizar a personagem presente na obra:

07) Faça uma rápida descrição objetiva e outra subjetiva da obra, e depois compare-as:

08) Que sensações e impressões a obra lhe transmite?

09) O que o contraste de cores existente entre os solos e a vegetação sugere?

10) Que crítica Portinari provavelmente gostaria de fazer com tal obra?

11) Essa obra pode ser considerada atual? Ou algo mudou em termos de preconceito racial? Comente:

12) Utilize o personagem do quadro para uma pequena narrativa em que ele seja o protagonista:

(Participação especial das amigas Márcia Matos, Miria Fontenelle,
Nalva Kássia, Cristina Barata e Sandra Vitezi

Atividade sobre o texto "Éramos todos negros", de Dráuzio Varella


Éramos todos negros

A você que se orgulha da cor da própria pele (seja ela qual for), tenho um conselho: não seja ridículo. Até ontem, éramos todos negros. Você dirá: se gorilas e chimpanzés, nossos parentes mais chegados, também o são, e se os primeiros hominídeos nasceram justamente na África negra há 5 milhões de anos, qual a novidade?
A novidade é que não me refiro a antepassados remotos, do tempo das cavernas (em que medíamos um metro de altura), mas a populações européias e asiáticas com aparência física indistinguível da atual. Trinta anos atrás, quando as técnicas de manipulação do DNA ainda não estavam disponíveis, Luca Cavalli-Sforza, um dos grandes geneticistas do século 20, conduziu um estudo clássico com centenas de grupos étnicos espalhados pelo mundo.
Com base nas evidências genéticas encontradas e nos arquivos paleontológicos, Cavalli-Sforza concluiu que nossos avós decidiram emigrar da África para a Europa há meros 100 mil anos. Como os deslocamentos eram feitos com grande sacrifício, só conseguiram atingir as terras geladas localizadas no norte europeu cerca de 40 mil anos atrás.
A adaptação a um continente com invernos rigorosos teve seu preço. Como o faz desde os primórdios da vida na Terra sempre que as condições ambientais mudam, a foice impiedosa da seleção natural ceifou os mais frágeis. Quem eram eles? Filhos e netos de negros africanos, nômades, caçadores, pescadores e pastores que se alimentavam predominantemente de carne animal. Dessas fontes naturais absorviam a vitamina D, elemento essencial para construir ossos fortes, sistema imunológico eficiente e prevenir enfermidades que vão do raquitismo à osteoporose; do câncer, às infecções, ao diabetes e às complicações cardiovasculares.
Há 6.000 anos, quando a agricultura se disseminou pela Europa e fixou as famílias à terra, a dieta se tornou sobretudo vegetariana. De um lado, essa mudança radical tornou-as menos dependentes da imprevisibilidade da caça e da pesca; de outro, ficou mais problemático o acesso às fontes de vitamina D.
Para suprir as necessidades de cálcio do esqueleto e garantir a integridade das demais funções da vitamina D, a seleção natural conferiu vantagem evolutiva aos que desenvolveram um mecanismo alternativo para obter esse micronutriente: a síntese na pele mediada pela absorção das radiações ultravioletas da luz do sol.
A dificuldade da pele negra de absorver raios ultravioletas e a necessidade de cobrir o corpo para enfrentar o frio deram origem às forças seletivas que privilegiaram a sobrevivência das crianças com menor concentração de melanina na pele. As previsões de Cavalli-Sforza foram confirmadas por estudos científicos recentes. Na Universidade Stanford, Noah Rosemberg e Jonathan Pritchard realizaram exames de DNA em 52 grupos de habitantes da Ásia, África, Europa e Américas. Conseguiram dividi-los em cinco grupos étnicos cujos ancestrais estiveram isolados por desertos extensos, oceanos ou montanhas intransponíveis: os africanos da região abaixo do Saara, os asiáticos do leste, os europeus e asiáticos que vivem a oeste do Himalaia, os habitantes de Nova Guiné e Melanésia e os indígenas das Américas.
Quando os autores tentaram atribuir identidade genética aos habitantes do sul da Índia, entretanto, verificaram que suas características eram comuns a europeus e a asiáticos, achado compatível com a influência desses povos na região. Concluíram, então, que só é possível identificar indivíduos com grandes semelhanças genéticas quando descendem de populações isoladas por barreiras geográficas que impediram a miscigenação.
No ano passado, foi identificado um gene, SLC24A5, provavelmente responsável pelo aparecimento da pele branca européia. Num estudo publicado na revista "Science", o grupo de Keith Cheng sequenciou esse gene em europeus, asiáticos, africanos e indígenas do continente americano.
Tomando por base o número e a periodicidade das mutações ocorridas, os cálculos iniciais sugeriram que as variantes responsáveis pelo clareamento da pele estabeleceram-se nas populações européias há apenas 18 mil anos. No entanto, como as margens de erro nessas estimativas são apreciáveis, os pesquisadores tomaram a iniciativa de sequenciar outros genes, localizados em áreas vizinhas do genoma. Esse refinamento técnico permitiu concluir que a pele branca surgiu na Europa, num período que vai de 6.000 a 12 mil anos atrás. A você, leitor, que se orgulha da cor da própria pele (seja ela qual for), tenho apenas um conselho: não seja ridículo.

(Dráuzio Varella)

01) Justifique o título empregado no texto em questão:

02) Explique a inserção dos parênteses no primeiro parágrafo:

03) Que conselho o autor dá a algumas pessoas? O que você pensa a respeito disso?

04) Existe, no texto, algum argumento de autoridade? Se sim, qual? Explique:

05) Explique a passagem em destaque no quarto parágrafo do texto:

06) Quais as vantagens e desvantagens da dieta vegetariana?

07) O final do texto é idêntico ao início do mesmo. O que se consegue com esse recurso? Comente:

08) Que mensagem o texto transmite?