quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Dicas para a redação do ENEM!


- Interprete bem a PROPOSTA DE REDAÇÃO (sem reduzir o tema e sem extrapolá-lo);

- Analise a COLETÂNEA de textos motivadores, fazendo um FICHAMENTO deles (ou circulando as partes principais), pois, na pior das hipóteses, se lhe falta ideias, poderá PARAFRASEAR tais trechos; 

- Faça a "tempestade de ideias", a fim de juntar suas informações externas (repertório sociocultural) com as aproveitadas dos textos motivadores;

- Escolha bem a sua tese (ponto de vista que quer defender sobre o tema) e elabore dois argumentos para sustentá-la;

- Pense num PROJETO DE TEXTO, como colocar hierarquia nos seus argumentos (para não ser repetitivo nem se perder pelo caminho) e retomar na sua conclusão ou a ideia do repertório sociocultural ou a ideia do seu título (se empregar um); 

- PLANEJE as três partes do seu texto: introdução, desenvolvimento e conclusão (e já embuta nesta a sua PROPOSTA DE INTERVENÇÃO!) ;

- NÃO precisa pensar em mais de UMA proposta de intervenção, pois pode se perder e "encher linguíça". Basta UMA completa, com todos esses elementos: 1) QUEM pode fazer algo para solucionar a problemática apresentada?  / 2) O QUE pode ser feito? / 3) COMO colocar essa ação em prática? / 4) PARA QUE colocar isso em prática? / 5) DETALHAMENTO de um desses elementos anteriores;

- EVITE gírias, abreviações, linguagem coloquial, repetição de palavras e de conectivos (quanto mais estes você DIVERSIFICAR, mais chances terá de ganhar 200 pontos na competência IV); 

- RELEIA a sua redação antes de passar a limpo e deixe para fazer isso uma hora depois de produzi-la, pois assim terá dado tempo de você sair da função de AUTOR para a de LEITOR;

- NÃO SE DESESPERE! Você sabe o quanto já se preparou até aqui e não deixe o seu EMOCIONAL sabotá-lo! Você vai conseguir! Eu creio e torço! 

Vamos bater um papinho básico sobre a redação do ENEM?!?

01) Leia atentamente os temas abaixo, analisando qual poderia ou não cair no ENEM, explicando seu raciocínio:

- Saúde Mental (combate à depressão, ao suicídio, síndrome do pânico, bipolaridade, ansiedade...);
- Combate às doenças epidêmicas (Dengue, Zica, Chikungunya, Febre Amarela, surtos de Sarampo...);
- A situação do idoso no país / Reforma da Previdência;
- Combate à violência urbana em nosso país;
- O papel do esporte na sociedade brasileira;
- O problema no sistema carcerário brasileiro;
- "Saidinha" temporária dos presos;
- Veracidade de informações nas redes sociais (os "fake news");
- Privacidade nas redes sociais (vazamento de dados do Facebook);
- Os direitos da população indígena;
- Educação domiciliar / Ensino à distância (EAD);
- Sistema de votos eleitorais (urna eletrônica);
- Consumo de álcool e cigarro por menores de idade;
- Soluções para a homofobia e transfobia;
- Pichação e grafite;
- Inclusão de pessoas com deficiência;
- Refugiados / Xenofobia;
- Bullying e violência escolar;
- Como lidar com os resíduos urbanos;
- Credibilidade policial;
- A questão do trabalho escravo;
- Consumismo e sustentabilidade;
- O movimento conservador no Brasil;
- Posse e porte de armas;
- Manifestações artísticas;
- Inclusão de moradores de rua;
- Mobilidade urbana sustentável;
- Conceito de família no século XXI;
- A persistência da crise no sistema hídrico;
- Violência e "Justiça com as próprias mãos";
- Conscientização sobre a automedicação;
- Obesidade e os padrões de beleza / Cirurgias plásticas;
- A importância do patriotismo para o país;
- Preconceito linguístico;
- Controle parental / Alienação parental;
- Tragédias ambientais / Preservação ambiental;
- Queimadas e desmatamentos /  Aquecimento global;
- Doação de órgãos;
- Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros;
- Impactos sociais da "Geração nem nem nem";

02) Agora circule DOIS que você acha mais prováveis de cair neste ano e o porquê:

03) Quais os temas que mais "bateram", de acordo com a opinião da sua turma? 

04) Qual tema lhe pareceu mais difícil? Por quê? 

05) De que tema você mais gostou e adoraria que caísse? Justifique sua resposta: 

06) Sugira mais alguns temas que ficaram de fora, na sua opinião: 

Atividade sobre o texto "O homem que procurava a máquina", de Ignácio de Loyola Brandão

O homem que procurava a máquina

Não foi da noite para o dia que os alicerces surgiram e começaram a erguer as paredes. Houve preparação do terreno, medições, marcações durante meses. Acontece que os fatos posteriores ficaram nebulosos, criaram-se lendas e hoje todos juram que os alicerces apareceram num dia, o edifício ficou pronto no outro e a grande máquina foi instalada no terceiro. Em seguida, passaram a contratar pessoas.
Na verdade, o início pouco interessa. Os dados relativos àquela época, essenciais à situação, são os seguintes: instalaram a grande máquina num bairro operário, sem calçamento e esgotos, não atingido pela especulação imobiliária. Era apenas um bairro distante de uma cidade que vivia da agricultura. As hortas formavam um cinturão em torno da cidade. Alface, couve, brócolis, almeirão, repolho, rabanete, cenoura, nabo. Hortas grandes e pequenas. Hortas nos quintais, produção doméstica, para consumo próprio e da vizinhança. Vivia-se bem, exportando-se quase toda a produção. A cidade cheirava a verde, se é que se pode falar em cheiro verde. Todos os fins de tarde, olhando-se em torno, via-se uma nuvem tênue de água subir, brilhante. Era o momento em que as hortas estavam sendo irrigadas e o ar se tornava úmido e fresco, com a entrada da noite, por pior que fosse o calor. 
Então, os caminhões passaram a formar filas em nossa rua, não havia sossego para o futebol e outras brincadeiras. Diziam que tais caminhões transportavam peças para a ampliação da máquina. 

(Ignácio de Loyola Brandão)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Por que as histórias sobre os alicerces, as paredes e a máquina que apareceram de um dia para o outro foram chamadas de lendas? 

03) O que seria um "fato nebuloso"? Por que o texto afirma isso? Com que intenção?

04) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

05) Por que o narrador usa uma frase nominal composta de nomes de legumes e verduras? 

06) Por que a máquina que estava chegando não se encaixava no contexto da cidade? 

07) Por que a cidade cheirava a verde? O que é um "cheiro verde"? 

08) Um fato concreto -- o momento da irrigação -- criava um ambiente de sonho. Qual era esse ambiente?

09) A narrativa pode ser dividida em três momentos, que correspondem aos três parágrafos. De que trata cada um deles? 

10) Por que o segundo parágrafo pode ser considerado uma quebra na sequência narrativa? 

11) Mesmo o narrador parecendo de terceira pessoa, ele deixa escapar uma informação de participação. Que informação é essa? 

12) Que mensagem o texto transmite? 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Atividade sobre tirinha da Magali e a serpente


01) Copie da tirinha acima marcas de oralidade:

02) Transcreva dela uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

03) Tal onomatopeia foi repetida quantas vezes no texto? Com que intenção?

04) Que intertextualidade existe em tal tirinha? O que lhe deu essas "pistas textuais"?

05) Se Magali estivesse no lugar de Eva, o que teria acontecido? Isso seria bom ou ruim, afinal? Justifique sua resposta: 

06) Que mensagem a tirinha transmite? Comente:

Atividade rápida sobre cartaz referente ao Bullying


01) Qual o objetivo do cartaz acima?

02) Por que está saindo da boca um braço?

03) O que o braço está fazendo? O que isso significa?

04) Copie do cartaz verbos no modo imperativo, dizendo qual a sua intenção e importância para o contexto: 

05) Que mensagem o cartaz transmite? Comente:

06) Você já foi vítima de bullying? Já o praticou? Comente:

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Atividade sobre a crônica "O doido da garrafa", de Adriana Falcão

O doido da garrafa

Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido. 
Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa. 
O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.
Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Vai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima. 
Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas.  De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife. 
Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.
Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.
Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita. Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles. 
Conhecia mitolodia a fundo.
Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.
Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.
Acreditava no amor,mas tinha vergonha da frase.
Às vezes falava sozinho, mas só às vezes.
Preferia tristeza à agonia.
Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir). Enquanto andava, repetia dentro da cabeça incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor ideia da razão pela qual fazia isso.
Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem-visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.
No fim do ano ia trocar de carro.
Era excelente chefe de família.
Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho. 
(Adriana Falcão)

01) Justifique o título da crônica, dizendo por que a personagem é chamada assim:

02) Pela descrição da personagem, o que você achou dela? Parecia mesmo doida? Por quê? 

03) Todos os elementos apresentados para caracterizar o "Doido da Garrafa" podem ser considerados, de fato, "fora do normal"? Explique: 

04) No final do texto, constatamos que a personagem, no seu cotidiano, é alguém aparentemente "normal". 

a) Que elementos são apresentados para que se chegue a essa conclusão?
b) Por que esses elementos sugerem a "normalidade" da personagem?

05) A palavra "garrafa", no texto, é utilizada com dois sentidos: um literal e outro figurado. 

a) Transcreva a passagem em que é utilizada em sentido figurado:
b) Como ela deve ser interpretada nessa passagem? Explique:

06) Releia o primeiro parágrafo do texto e explique de que maneira, no contexto do conto, revela que todos nós, em alguma medida, podemos ser vistos como "doidos" pelos outros: 

07) O texto é narrado em terceira pessoa. Explique de que maneira a escolha desse fogo narrativo contribui para a construção da personagem e para a reflexão que a autora pretende fazer sobre a subjetividade do conceito de loucura: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) Copie uma enumeração que contém um elemento surpresa, explicando seu raciocínio e dizendo o porquê de isso ter provavelmente acontecido: 

10) Por que existe no texto uma palavra em itálico? Você já fez isso? 

11) Copie do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

12) Qual a transitividade do verbo destacado no texto? Justifique sua resposta: 

13) O que finalzinho do texto revela? Você concorda com isso? Por quê? 

14) Localize no texto:

a) dois numerais, classificando-os:
b) dois substantivos próprios:
c) dois adjetivos, dizendo a que substantivos eles se referem:
d) um advérbio de tempo:
e) um substantivo composto:

Atividade sobre a música "Você me bagunça", de O Teatro Mágico

Compartilho hoje com vocês um música que eu amo e que toca profundamente o meu coração e todos os recantos da minha alma... Espero que gostem da atividade que preparei sobre ela, justamente hoje, dia em que mudo de idade! Que os 4.4 sejam bem-vindos e que tragam muitas coisas boas...


Você me bagunça

Você me bagunça e tumultua tudo em mim 
Essa moça ousa, é musa e abusa de todo meu sim
Você me bagunça e tumultua tudo em mim
E ainda joga baixo, eu acho, nem sei
Só sei que foi assim

Assimila, dissimula, afronta, apronta
Diz: "Carrega-me nos abraços"
Lapida-me a pedra bruta, insulta,
Assalta-me os textos, os traços
Me desapropria o rumo, o prumo
Eu juro, me padeço com você
Me desassossega, rega a alma
Roga a calma em minha travessia
Outro porquê

Parece que o coração carece e diz: "Para!", silencia
Se embrulha e se embaralha
Reconsiderar o ar, o andar
Nossa absolvição, a escuta e a fala
Nos amorizar o dia, a pia, o corredor
A calçada, o passeio e a sala
Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você, sem te prender comigo

Difícil precisar quanto preciso
Difícil precisar quanto preciso

(O Teatro Mágico)

01) Justifique o título da canção:

02) Você já se sentiu "bagunçado" por alguém? Como foi? Isso é bom ou ruim? Por quê?

03) O que seria alguém abusar do SIM da outra?

04) O que provavelmente a pessoa teria feito pra ser considerado um "jogo baixo"?

05) Justifique as aspas utilizadas na música:

06) Copie da canção exemplos de rima interna, mencionando a sua importância:

07) Justifique o porquê empregado na música:

08) O que seria a pessoa "se perder sem se podar"?

09) Interprete o verso em negrito no texto:

10) Comente o trocadilho com o verbo PRECISAR nos últimos versos da música, dizendo se eles têm ou não o mesmo sentido:

11) Que mensagem a canção transmite?

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Atividade sobre a música "Amanhã... será?", de O Teatro Mágico


Amanhã... será? 

Se aliança dissipar...
E sentença for só desamor!
A tormenta aumentará!
Quando uma comunidade viva
Insurrece o valor da Paz,
Endurecendo ternamente

Todo bit, byte, e tera
Será força bruta a navegar
Será nossa herança em terra!

Amanhecerá! 
De novo em nós! 
Amanhã, será? 
Amanhecerá
De novo em nós!
Amanhã, será? 

O "post" é voz que vos libertará
Descendentes tantos insurgirão
A arma, o réu, o véu que cairá
Cravos e tulipas bombardeiam 
Um jardim novo se levantará. 

O jasmin urge do solo sem medo
O sol reclama no Oriente
Brada lua que ilumina.

Rebelando orações e mentes
Amanhecerá! 
De novo em nós!
Amanhã... será?
Amanhecerá! 
De novo em nós!
Amanhã... será?
Amanhecerá! 

(O Teatro Mágico)

01) Justifique o título da música em questão:

02) Explique a verso em destaque na segunda estrofe da música:

03) Justifique as aspas utilizadas em uma dada palavra da canção:

04) Transcreva um verso que transmita otimismo e esperança, explicando sua escolha:

05) Localize na canção um trocadilho que você considera interessante, explicando:

06) Qual o objetivo de mencionar as flores na canção?

07) Que mensagem a música transmite?

(Agradecimento especial à colega de grupo, Maria Helena Barros
por me indicar tal música, que eu ainda não conhecia!)

Atividade sobre tirinha do Laerte - Gatos e vida


01) A tentativa, por parte do pai, de estabelecer um diálogo com o filho é perturbada pela atribuição de um sentido inusitado a uma palavra. Qual é ela? 

02) Que sentido inusitado é esse? Explique:

03) Em que sentido específico dessa palavra o pai pensou ao iniciar o diálogo?

04) Transcreva da tirinha um vocativo, explicando seu raciocínio:

05) Existe um desvio com relação à acentuação de uma palavra. Qual é ela? 

06) Explique de que modo as duas interpretações para uma mesma palavra podem ser associadas às diferenças nos "estados de espírito" demonstrados pelo pai e pelo filho: 

07) O que o último quadrinho nos revela sobre a manutenção dos papéis normalmente assumidos por pai e filho em situações de aconselhamento?

08) É possível estabelecer uma relação entre o sentido que essa palavra adquire para o filho e o uso que o pai pretendia fazer dessa palavra. Explique essa relação: 

09) O quea fisionomia do pai revela no primeiro quadrinho? Parece ser uma conversa simples ou complexa?

10) Que mensagem a tirinha transmite? Comente: 

domingo, 27 de outubro de 2019

Atividade sobre a tirinha do Cascão e os três porquinhos


01) O humor da tirinha acima está:

(A) Na corrida do lobo e a participação de Cascão na história.
(B) Na fuga dos três porquinhos que estão perdidos na floresta.
(C) No interesse do lobo em querer experimentar um cardápio diferente.
(D) Na associação entre Cascão e os três porquinhos por não tomar banho.

02) A finalidade do texto é:

(A) acrescentar a participação de Cascão na história, pois está faltando um dos três porquinhos.
(B) Discriminar Cascão associando-o à imagem do porquinho, pois não gosta de tomar banho.
(C) Narrar uma nova história sem sentido, pois o Cascão pertence à Turma da Mônica.
(D) Relacionar a história do Cascão com os três porquinho de forma divertida.

03) O autor da tirinha explorou o recurso da intertextualidade, isto é, recorreu a um outro texto, que é chamado de "texto fonte", para criar o seu. No caso da tirinha lida, em qual "texto fonte" o autor se baseou para criar o seu? O que levou você a identificar esse "texto fonte"? 

04) Por que justamente o Cascão foi incluído entre os personagens da história já conhecida? 

05)  A língua para fora e o suor respingando no rosto dos personagens demonstram o que em relação a eles?

06) O que a expressão fisionômica do lobo está demonstrando? 

07) O que sugere o ponto de interrogação presente na fala de um dos porquinhos? 

08) A fala presente na tirinha é um período composto por subordinação. Sabendo disso, responda: 

a) Qual é a oraçao principal? 

b) Qual é a oração subordinada? Como ela se classifica? 

(Atividade em parceria com o colega de grupo: Sergio Bueno!)

Atividade sobre o texto "O direito de não amar", de Lygia Fagundes Telles

O direito de não amar

Se o homem destrói aquilo que mais ama, como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida, o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "Nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio. 
A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar, mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" -- decidiu ele na sua fúria vingativa. 
Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que ela amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquistá-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera -- era violento -- começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez q queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes, mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo. 
Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele erasó ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" -- jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a esperança de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras. 
O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da oca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo: "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih!  o quanto ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!"
Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.  

(Lygia Fagundes Telles) 


01) Justifique o título empregado no texto acima: 

02) Segundo a autora, homem e mulher desprezados reagem com violência ao pensamento de que o ser amado:

(A) só ama a si próprio
(B) ama uma outra pessoa
(C) não ama ninguém
(D) ama duas pessoas igualmente
(E) ama a pessoa que o ama também

03) Podemos afirmar que a autora usou um argumento de autoridade em seu texto? Justifique sua resposta de forma mais completa possível:

04) Copie do texto um exemplo de comparação, explicando a sua importância: 

05) Em "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!", localizado no quarto parágrafo, o provérbio brasileiro que comprova a tranquilidade da autora quanto a esta jura feita pela personagem masculina é:

(A) "Quem tudo quer, tudo perde".
(B) "Quem ama o feio, bonito lhe parece".
(C) "Cão que ladra não morde".
(D) "Amor com amor se paga".
(E) "Pimenta nos olhos do outro é refresco".

06) Justifique as aspas utilizadas no primeiro parágrafo do texto: 

07) O "colega de Academia" da autora escolheu o casamento e o tempo como cúmplices na vingança contra sua amada, porque, segundo ele, o casamento da amada: 

(A) Levaria para longe dos seus olhos e o tempo se encarregaria de fazer com que ele a perdoasse.
(B) Daria a ela filhos que não dariam sossego e o tempo seria pouco para que ela pudesse pensar em voltar atrás. 
(C) Não daria certo e o tempo, implacável, deixaria nela marcas indeléveis. 
(D) Não teria um final feliz, ao passo que o tempo acumularia de graça e riquezas. 
(E) Daria a ela uma vida tranquila, e ela passaria incólume pelas mãos do tempo. 

08) Escreva, com suas palavas, quais seriam as três portas diante de uma traição ou abandono por parte do objeto amado? 

09) A "terceira porta" que a autora aponta como alternativa mais sensata dos desiludidos do amor é: 

(A) O remorso.
(B) O ódio.
(C) A morte.
(D) A indiferença.
(E) A renúncia; 

10) Que porta você já escolheu ou escolheria caso tivesse que passar por uma situação semelhante? Por quê? 

11) A frase "Nem comigo nem com ninguém", presente no começo do texto, traduz, acima de tudo: 

(A) Egoísmo.
(B) Insatisfação.
(C) Intolerância.
(D) Decepção. 
(E) Determinação.

12) Copie do texto marcas de oralidade: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre a música "Passarinhos", com Emicida e Vanessa da Mata


Passarinhos

Despencados de voos cansativos
Complicados e pensativos
Machucados após tantos crivos
Blindados com nossos motivos
Amuados, reflexivos
E dá-lhe antidepressivos
Acanhados entre discos e livros
Inofensivos

Será que o sol sai pra um voo melhor?
Eu vou esperar, talvez na primavera
O céu clareia e vem calor, vê só
O que sobrou de nós e o que já era
Em colapso o planeta gira, tanta mentira
Aumenta a ira de quem sofre mudo
A página vira, o são delira, então a gente pira
E no meio disso tudo
Tamo tipo...

Passarinhos soltos a voar dispostos
Achar um ninho
Nem que seja no peito um do outro (2 x)

A Babilônia cinza e neon
Eu sei, meu melhor amigo tem sido o som
Okay, tanto o carma lembra Armagedom, orei,
Busco vida nova, tipo ultrassom, achei
Cidades são aldeias mortas, desafio
Não sei se competição em vão que ninguém vence
Pense num formigueiro, vai mal quando pessoas viram coisas
Cabeças viram degrau

No pé que as coisa vão, Jão
Doideira, daqui a pouco resta madeira nem pro caixão
Era neblina, hoje é poluição
Asfalto quente queima os pé no chão
Carros em profusão, confusão
Água em escassez bem na nossa vez
Assim não resta nem as barata (é memo)
Injustos fazem leis e o que resta p'ocês
Escolher qual veneno te mata
Pois somos tipo...

Passarinhos soltos a voar dispostos
A achar um ninho
Nem que seja no peito um do outro (2 x)


(Emicida)

01) Justifique o título da música:

02) A quem se refere o adjetivo que aparece em negrito na canção, na primeira estrofe?

03) Podemos afirmar que os adjetivos seguintes, nesta mesma estrofe, também se referem ao mesmo substantivo? Justifique sua resposta: 

04) Que metáfora é utilizada na canção? Você acha que ela fez sentido? Por quê? 

05) Copie das primeiras estrofes palavras que foram essenciais para se perceber o uso da metáfora, explicando seu raciocínio: 

06) Explique a interrogação presente no texto: 

07) Transcreva da canção marcas de oralidade: 

08) Explique o verso "O que sobrou de nós e o que já era", presente na terceira estrofe: 

09) Copie do texto um vocativo, dizendo sua importância para o contexto:

10) Existem desvios gramaticais na canção? Transcreva-os, mencionando o porquê de seu emprego:

11) Tais desvios correspondem a erros que precisam ser combatidos? Justifique sua resposta:

12) Copie do texto uma passagem de que você mais gostou, justificando a sua escolha:

13) Por que existe na música uma palavra em itálico? 

14) Justifique o emprego dos substantivos próprios Babilônia e Armagedon na música: 

15) Que problemas do nosso país são denunciados nessa música? O que fazer para solucioná-los? 

16) O que seria uma "vida nova, tipo ultrassom"? Explique:

17) Interprete os versos que aparecem  em negrito no texto, respectivamente: 

18) Copie do  texto uma denúncia gritante com relação ao desmatamento desenfreado:

19) Que mensagem a canção transmitiu?

20) Que tal a gente criar origamis de passarinhos depois dessa análise interpretativa, hein?!?


sábado, 26 de outubro de 2019

Atividade sobre a música "Me abraça", com AnaVitória


Me abraça

Quando você passa eu sinto seu cheiro
Aguça o meu faro e disparo em sua caça, ai, ai!
O tempo inteiro a te admirar
Perco o tino, paro de pensar
Seguindo seus passos aonde quer que vá

Me abraça e me beija
Me chama de "meu amor"
Me abraça e deseja
Vem mostrar pra mim o seu calor

Eu vejo em seus braços
Um laço perfeito
Me dá essa chance, meu bem
Me veste de beijos
Me dá essa chance, meu bem
Me cobre de beijos

(Roberto Moura e Jorge Xaréu)

01) Justifique o título empregado na canção acima: 

02) Podemos afirmar que existe um desvio gramatical nele presente? Justifique sua resposta:

03) Qual o objetivo do eu lírico? 

04) Circule no texto os vocativos, explicando seu raciocínio: 

05) Justifique as aspas utilizadas: 

06) Copie da música um verso que remete nitidamente ao olfato:

07) Transcreva da canção duas palavras que se relacionam diretamente ao sentido citado na questão anterior, dizendo o que fica implícito nisso: 

08) Que outro sentido é explorado na música? Comprove com uma passagem do texto:

09) Copie do texto uma passagem empregada no sentido conotativo, explicando bem: 

10) Justifique o emprego da palavra AONDE e não ONDE: 

11) O que significam as interjeições empregadas na música? 

12) Que efeito a pessoa amada provoca no eu lírico? Comente: 

13) Que mensagem a canção transmite? 

(Especialmente para o meu querido colega de grupo: Antonio Maciel!)

Atividade sobre a música "Dom Quixote", dos Engenheiros do Hawaí


Dom Quixote

Muito prazer, meu nome é Otário
Vindo de outros tempos, mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário 

Muito prazer, meu nome é Otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça 

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer. 

"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer, me chamam de Otário 

Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento 

Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas.
 
 
(Humberto Gessinger e Paulo Galvão) 

01) Justifique o título da música acima:

02) Por que o nome da personagem seria Otário?

03) Retire da canção uma passagem que faz menção à obra literária de Cervantes, explicando seu raciocínio: 

04) Explique os dois versos que se encontram em negrito na música:

05) Como o eu lírico se sente? Comente:

06) Pesquise sobre Dom Quixote e Sancho Pança e diga com qual dos dois você se parece mais e o porquê: 

07) Como se deve entender, pelo contexto, a passagem "Tudo bem, pode até ser"?

08) Hoje em dia, por exemplo, o que seriam considerado "causas perdidas"? Explique:

09) Que mensagem a canção transmite?

(P.S.: Dá para fazer um trabalho bem legal de INTERTEXTUALIDADE 
com a atividade postada AQUI! Confira!)

Atividade sobre o texto "A disciplina do amor", de Lygia Fagundes Telles


A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra; um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. 
A vila inteira conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. 
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava a sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. 
O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. 
Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro, já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu), continuou a esperá-lo na sua esquina. 
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para “aquela” direção.

(Lygia Fagundes Telles)

01) Justifique o título empregado no texto: 

02) Por que os parentes e amigos se esqueceram do soldado e só o seu cão não o esqueceu? 

03) Há uma pequena passagem em que a narradora dialoga com o leitor. Copie: 

04) O que seria "levava a sua vida normal de cachorro"? 

05) Copie do texto uma passagem que revela que o cachorro estava lá, sempre, pontualmente: 

06) Explique qual a diferença na questão do tempo (e da "memória"!) para os humanos e para o cão, dizendo o que isso revela: 

07) Lendo atentamente o final do texto, o que provavelmente aconteceu com o cachorro? Explique seu raciocínio: 

08) Explique o objetivo da repetição presente na passagem que se encontra em negrito no texto: 

09) Retire do texto dois trechos ou expressões que comprovem o quanto o cachorro era disciplinado:

10) Explique a provável intenção da autora ao empregar parênteses no trecho "a memória dos homens!": 

11) Qual o objetivo do texto em questão? Ele foi alcançado?  

12) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

13) Em “Um jovem tinha um cachorro”, destacada no texto, qual é o sujeito dessa oração? Circule-o e classifique-o: 

14) Em “O jovem morreu num bombardeio”, qual é o sujeito? Classifique-o: 

15) E qual é o predicado? Sublinhe e classifique: 

16) Em “Quiseram prendê-lo”, qual é o sujeito? Classifique:

17) Localize no texto: 

a) dois numerais, classificando-os:
b) um substantivo próprio:
c) um advérbio de lugar:
d) um advérbio de tempo:
e) um advérbio de modo: 

18) Crie um final coerente para o texto, dizendo o que provavelmente aconteceu com o cachorro: 

Atividade sobre a música "Respeita", de Ana Cañas


Respeita

Você que pensa que pode dizer o quiser
Respeita aí, eu sou mulher! 
Quando a palavra desacata, mata, dói
Fala toda errada que nada constrói
Constrangimento
Em detrimento de todo discernimento
Quando ela diz: Não
Mas eu tô vendo
Eu tô sabendo, eu tô sacando
O movimento e a covardia do momento
Quando ele levanta a mão

Ela vai, ela vem
Meu corpo, minha lei
Tô por aí, mas não tô à toa
Respeita, respeita,
Respeita as mina, porra! 

Diversão é um conceito diferente
Quando todas as partes envolvidas consentem
E o silêncio é um grito de socorro
Escondido pela alma, pelo corpo 
Pelo que nunca foi dito
Ninguém viu, ninguém vê
Ninguém quer saber
A dor é sua 
A culpa não é sua 
Mas ninguém vai te dizer 
E o cinismo obtuso
Daquele cara confuso,
Mas eu vou esquecer:
Abuso!

Refrão! 

Violência por todo mundo
A todo minuto, por todas nós
Por essa voz que só quer paz
Por todo luto 
Nunca é demais 
Desrespeitada, ignorada
Assediada, explorada
Mutilada, destratada
Reprimida, explorada 
Mas a luz não se apaga
Digo o que sinto
Ninguém me cala

Refrão! 

(Ana Cañas)

01) Justifique o título da canção:

02) O que o texto denuncia? O que você pensa a respeito disso? Comente:

03) Copie da música duas antíteses, explicando seu raciocínio:

04) Transcreva da canção marcas de oralidade:

05) Copie da música exemplos de rimas internas:

06) O que você pensa sobre o palavrão utilizado na música? Ele foi justificado pelo contexto? Por quê? 

07) Existe algum desvio gramatical na canção? Se sim, qual? Ele se justifica? 

08) Explique a mudança da forma verbal no verso em negrito na música:

09) Copie da canção um verso que indica extremo egoísmo, explicando seu raciocínio:

10) Observe os adjetivos enumerados no final da música, dizendo a importância deles para o contexto e também a repetição de um deles, em especial: 

11) Que mensagem a canção transmite?

12) De que passagem você mais gostou? Por quê?

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Atividade sobre a poesia "Mais duas dúzias de coisinhas à-toa que fazem a gente feliz", de Otávio Roth

Mais duas dúzias de coisinhas à-toa que fazem a gente feliz

Passarinhos na janela
Pijama de flanela
Brigadeiro na panela.

Gato andando no telhado
Cheirinho de mato molhado
Disco antigo sem chiado.

Pão quentinho de manhã
Dropes de hortelã
O grito do Tarzan.

Tirar a sorte no osso
Jogar pedrinha no poço
Um cachecol no pescoço.

Papagaio que conversa
Pisar em tapete persa
Eu te amo e vice-versa.

Vaga-lume aceso na mão
Dias quente de verão
Descer pelo corrimão.

Almoço de domingo
Revoada de flamingo
Herói que fuma cachimbo.

Anãozinho no jardim
Lacinho de cetim
Pegar você pra mim.

(Otávio Roth)

01) Justifique o título do poema:

02) De que estrofe você mais gostou? Por quê? 

03) Localize os diminutivos na poesia e explique a importância deles para o contexto: 

04) Por que o Tarzan estaria presente no poema? 

05) Quem você acha que seria o "herói que fuma cachimbo"? 

06) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

07) O que foi responsável pela sonoridade presente no poema? Comente: 

08) Crie mais uma estrofe para completar o poema, seguindo o esquema utilizado pelo autor: 

Atividade sobre a poesia "Duas dúzias de coisinhas à-toa que fazem a gente feliz", de Otávio Roth


Duas dúzias de coisinhas à toa que fazem a gente feliz

Pintinho saindo do ovo
Começar caderno novo
Alegria do meu povo.

Espaguete ao dente
Um pé de meia quente
Melancia sem semente

Acordar com cafuné
Vista pela chaminé
Estalar os dedos do pé

Queijinhos vindo da França
Menina loura com trança
Dom Quixote e Sancho Pança

Barquinho na enxurrada
Queijo com goiabada
Beijinhos na namorada

Joaninha no nariz
Fazer um amigo feliz
Respingo de chafariz

Estrelinha piscando no céu
Melar o dedo no mel
Abrir clipe de papel

Alguém sempre por perto
Um saco de bombom aberto
Uma rima que deu certo

(Otávio Roth) 

01) Justifique o tíulo dado ao poema:

02) Copie do texto exemplos de diminutivo, dizendo sua importância para o contexto e o que eles indicam: 

03) Retire do poema dois addjetivos, dizendo a que substantivos eles se referem:

04) Copie do texto dois três nomes próprios:

05) Você sabe quem foi Dom Quixote e Sancho Pança? Pesquise e explique a importância deles para o poema: 

06) De qual coisinha à-toa você mais gostou? Por quê?

07) Que coisinhas à-toa você acha que faltaram? Tente criar um terceto rimando, seguindo o esquema do poema: 

08) Que mensagem o poema transmite? Comente:


Atividade sobre a música "Maior", de Dani Black e Milton Nascimento


Maior

Eu sou maior do que era antes
Estou melhor do que era ontem
Eu sou filho do mistério e do silêncio
Somente o tempo vai me revelar quem sou

As cores mudam
As mudas crescem
Quando se desnudam
Quando não se esquecem
Daquelas dores que deixamos para trás
Sem saber que aquele choro valia ouro
Estamos existindo entre mistérios e silêncios
Evoluindo a cada lua, a cada sol
Se era certo ou se errei
Se sou súdito, se sou rei
Somente atento à voz do tempo saberei

(Dani Black e Milton Nascimento) 

01) Justifique o título da canção:

02) Que sentimento pode-se perceber nos dois primeiros versos da primeira estrofe?

03) Por que o tempo revela quem são as pessoas? Você concorda com isso?

04) Copie da música verso(s) que indica(m):

a) evolução:
b) transformação:
c) oposição:
d) determinação:

05) Por que o choro pode valer ouro? O que você pensa a respeito disso?

06) Transcreva do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

07) Explique o verso destacado na segunda estrofe:

08) Que mensagem a música transmite?

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Atividade sobre o texto "Súplica por uma árvore", de Cecília Meireles


Súplica por uma árvore

Um dia, um professor comovido falava-me de árvores. Seu avô conhecera Andersen, esse pequeno deus que encantou para sempre a infância, todas as infâncias, com suas maravilhosas histórias. Mas, além de conhecer Andersen, o avô desse comovido professor legara a seus descendentes uma recordação extremamente terna: ao sentir que se aproximava o fim de sua vida, pediu que o transportassem aos lugares amados, onde brincara em menino, para abraçar e beijar as árvores daquele mundo antigo – mundo de sonho, pureza, poesia – povoado de crianças, ramos, flores, pássaros... O professor comovido transportava-se a esse tempo de ternura, pensava nesse avô tão sensível, e continuava a participar, com ele, dessa cordialidade geral, desse agradecido amor à Natureza que, em silêncio, nos rodeia com a sua proteção, mesmo obscura e enigmática.
Lembrei-me de tudo isso ao contemplar uma árvore que não conheço, e cujo tronco há quinze dias se encontra ferido, lascado pelo choque de um táxi desgovernado. Segundo os técnicos, se não for socorrida, essa árvore deverá morrer dentro em breve: pois a pancada afetou-a na profundidade da sua vida.
(Cecília Meireles)

01) Justifique o título utilizado na crônica acima:

02) Qual é o tema abordado nela? Justifique sua resposta: 

03) Apesar de esse texto ser atual, pode-se afirmar que ele possui características que nos remetem ao estilo literário conhecido por ARCADISMO. Comprove: 

04) O que a paisagem campestre representa para a cronista? Explique:

05) Que objeto urbano contribui para o contraste entre o campo e a cidade? Como ele nos é apresentado?

06) Que semelhanças há entre o avô, o professor e a cronista? 

07) Os poetas árcades ficariam alegres com o tratamento dado ao campo atualmente e à natureza de um modo geral? Justifique-se: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) Localize no texto:

a) um advérbio de tempo:
b) um substantivo próprio:
c) um advérbio de lugar:
d) um pronome possessivo:
e) três substantivos comuns:
f) dois adjetivos: 
g) um advérbio de intensidade: 
h) um pronome demonstrativo:
i) um numeral: