segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Atividade sobre a crônica "Rito de passagem", de Moacyr Scliar

Rito de passagem

Um dia seu filho se aproxima e diz, assim como quem não quer nada: "Pai, fiz a barba". E, a menos que se trate de um pai desnaturado ou de um barbeiro cansado da profissão, a emoção do pai será inevitável. Será uma complexa emoção essa, um misto de assombro, de orgulho, mas também de melancolia. O seu filho, filhinho que o pai carregou nos braços, é um homem. O tempo passou. 
Barba é importante. Sempre foi. Patriarca bíblico que se prezasse usava barba. Rei também. E um fio de barba, ou de bigode, tradicionalmente se constitui numa garantia de honra, talvez não aceita pelos cartórios, mas prezada como tal. A barba nos introduz não apenas à masculinidade, mas à maturidade. Fazer a barba é um rito de passagem. 
Como rito de passagem, ele não dura muito. Fazer a barba, no início, é uma revelação; logo passa à condição de rotina, e às vezes de rotina aborrecida. Muitos, aliás, deixam crescer a barba por causa disto, para se ver livre do barbeador ou da lâmina de barbear. Mas, quando seu filho se olha ao espelho, e constata que uns poucos e esparsos pelos exigem -- permitem-- o ato de barbear-se, ele seguramente vibra de satisfação.
Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou para trás. E no entanto é exatamente isto: o rosto que nos mira do espelho já não é mais o rosto da criança que fomos. É o rosto do adulto que seremos. E os pelos que a água carrega para o ralo da pia levam consigo sonhos e fantasias que não mais voltarão. 
É bom ter barba? Esta pergunta não tem resposta. Esta pergunta é como a própria barba: surge implacavelmente, cresce não importa o que façamos. Cresce mesmo depois que expiramos. E muitos de nós expiramos lembrando certamente o rosto da criança que, do fundo do espelho, nos olha sem entender. 

(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título presente no texto:

02) O que significa a expressão "assim como quem não quer nada"?

03) Justifique as aspas usadas no começo do primeiro parágrafo:

04) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

05) Explique a passagem em negrito no texto, concordando ou não com ela:

06) Por que a barba é importante, segundo o texto?

07) Por que o autor afirma que não tem resposta para se é bom ter barba?

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

09) O que, afinal, são ritos? Qual seria o rito de passagem da menina para a mulher, por exemplo?

10) Posicione-se sobre a passagem em negrito no terceiro parágrafo do texto, explicando seu raciocínio: 

Atividade sobre a música "Amores imperfeitos", de AnaVitória


Amores imperfeitos

Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa
Alguma roupa pra buscar
Eu posso afastar a mesa
Quando você precisar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Eu não quero ver você
Passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar

(AnaVitória) 

01) Explique o título da canção:

02) Para você existem amores perfeitos e imperfeitos? O que seria cada um? Explique:

03) Que ações corriqueiras são citadas na canção? Com que intenção?

04) Copie do texto uma metáfora, explicando seu raciocínio:

05) Que apelo o eu lírico faz à pessoa amada?

06) O que significa "deixar a luz daquela sala acesa"?

07) Quais os assuntos preferidos pelos filósofos? O amor é um dos favoritos? Por quê?

08) Que mensagem a música transmitiu?

domingo, 29 de setembro de 2019

Atividade sobre o texto "Almas gêmeas I", de Luiz Fernando Elias

Almas gêmeas I

-- Oi! Tudo bem?
-- Tudo tranquilo, e aí?
-- Eu estava louca para conversar com você de novo, ontem nosso papo foi muito bom...
-- É verdade, há um mês eu entrei no bate-papo meio por entrar e de repente... 
-- De repente?
-- De repente, encontro uma Maria, com a qual sonhei a vida inteira. 
-- Verdade mesmo? Você está falando sério?
-- Falando sério? Você nem imagina quanto! Nas nossas conversas rápidas, eu senti assim uma premonição de que ali estava, finalmente, a minha alma gêmea. 
-- Agora você me deixou emocionada... Mas, na verdade, eu também senti uma coisa meio diferente e hoje mais ainda, neste nosso início de bate-papo. Sabe de uma coisa, João? Até parece que eu te conheço de uma vida inteira. 
-- E eu, Maria? Desde outras vidas, tamanha é a afinidade que eu sinto por você.
-- Que bonito, João. Assim é covardia, esta batalha você ganhou. 
-- Ganhei nada, sou desde já refém da sua simpatia, seu jeito, sua forma de expressar...
-- Obrigada, João. 
-- Nem agradeça, Maria. Vamos conversar mais, quero saber tudo de você. Quem é você? 
-- Adivinha, se gostas de mim...
-- Quem é você, minha misteriosa?
-- Eu sou Colombina.
-- Eu sou Pierrot. Mas nem é carnaval, nem meu tempo passou. Bom, pelo menos depois de você. 
-- É verdade, João. Deixando a música de lado, eu que já não sou tão menina, apesar de estar me sentindo assim, quero que você saiba que a minha vida estava muito chata, muito monótona até que o destino te colocou neste diálogo meio louco, meio mágico...
-- Vamos fazer o jogo da verdade, Maria? Eu sou João, ou outro nome qualquer, tenho 45 anos, casado há muito tempo, sem filhos. Meu casamento entrou numa rotina... 
-- Eu também, João, estou casada há muito tempo, também sem filhos, achando que era feliz, até te descobrir, e, principalmente, descobrir que estou viva. Apesar de também ter passado dos quarenta, estou me sentindo uma colegial, diante das primeiras emoções. 
-- A minha esposa é boazinha, mas não tem a mínima imaginação, nem a tua sensibilidade. Jamais seria capaz de um diálogo deste nível. 
-- O meu marido é honesto, trabalhador, mas é um tremendo cretino, só pensa em futebol. 
-- Eu até gosto de futebol, mas não sou muito fanático. A minha mulher só quer saber daquelas novelas chatas, sempre do mesmo jeito. 
-- Eu quase nem assisto novelas, prefiro ler e conversar. Com pessoas como você, é claro! 
-- Pois é... este papo de internauta é gostoso, mas já não me satisfaz plenamente.  Eu quero te conhecer pessoalmente, tocar no teu corpo. E quem sabe...
-- Eu fico meio envergonhada... Mas, dane-se o pudor, estou louca para fazer com você as coisas mais loucas que puder... 
-- Que tal neste fim de semana, à tarde... a gente poderia ir a um barzinho...
-- Eu topo!!! 
-- Me deixa o número do seu celular...
-- Ah! É 9899...
-- 9899... Mas este é o celular da minha esposa!!! É você, Joana???
-- José?!!!!

(Luiz Fernando Elias)

01) Justifique o título do texto:

02) Podemos dizer que tal texto é uma crônica? Por quê? 

03) Como sabemos que o texto é todo construído em forma de diálogo? O que deu essa "cola"?

04) Transcreva do texto marcas de oralidade: 

05) Circule no textos todos os vocativos: 

06) Por que os interlocutores resolveram se apelidar? Quais eram esses apelidos e o que você achou deles? 

07) Em que parágrafo começaram a aparecer várias "coincidências" entre as duas personagens? Por que isso se deu? O que parecia ser?

08) O final foi esperado ou surpreendente? Por quê?

09) Explique o significado da palavra que se encontra em negrito no texto:

10) Quando começam a descrever os respectivos parceiros, o que acontece, envolvendo as qualidades e os defeitos? Como você analisa isso?

11) Quais as defesas usadas por cada um? O que isso revela?

12) Explique o que indica a maioria das reticências utilizadas no texto:

13) Comente sobre as pontuações empregadasa no finalzinho do texto:

14) Que mensagem o texto transmite?  Comente:

15) Crie um final para o texto, com as duas personagens conversando depois desse episódio!

(Texto retirado do livro "Ler e compreender - Os sentidos do texto"
da Ingedore Villaça Kock e Vanda Maria Elias, e as questões de minha autoria!)

Atividade sobre propaganda - "Bebida e direção"


01) Qual o objetivo da propaganda acima?

02) Qual o significado da linha tracejada na estrada, de acordo com as leis de trânsito?

03) O que se pode inferir com relação à pergunta feita sobre a víuva?

04) Em que contexto a propaganda foi criada?

05) Justifique o motivo pelo qual as palavras VIÚVA e SUICÍDIO são acentuadas:

06) Por que o acidente, nesse caso, é considerado um suicídio?

07) A palavra "Brincar" foi empregada com sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta:

08) Observe que o locutor fala diretamente com o leitor. Qual seria a possível explicação para a escolha dessa estratégia?

09) Você acha que a propaganda conseguiu cumprir com o seu objetivo? Justifique sua resposta:

10) Que mensagem a propaganda transmite? 

Atividade sobre a música "Alexandria", de Tiago Iorc


Alexandria

Não tira a razão de quem não tem razão
Não ponha a mão no fogo, pois é verão
Não dou razão a quem perde a razão
Presta atenção!

Então, vá procurar
O que caiu da mão
Refazer sozinho o caminho
Olhando pro chão

Gente demais, com tempo demais
Falando demais, alto demais
Vamos atrás de um pouco de paz
Aqui tem gente

Não vi solução na mão da contramão
Brincando com o fogo pela atenção
Perdi a razão com quem me deu razão
Presta atenção!

Então, vá procurar
O que caiu da mão
Refazer sozinho o caminho
Olhando pro chão

Gente demais, com tempo demais
Falando demais, alto demais
Vamos lá atrás de um pouco de paz

A gente queima todo dia
Mil bibliotecas de Alexandria
A gente teima antes tremia
Já não sabe o que sabia

(Tiago Iorc)


01) Justifique o título da canção:

02) Retire do texto uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

03) O que significa a expressão "não por a mão no fogo"? Quando ela é comumente usada?

04) O que indica a passagem "pois é verão"?

05) O que significa "refazer sozinho o caminho olhando pro chão"?

06) Qual a finalidade das repetições do advérbio de intensidade presentes na terceira estrofe?

07) Segundo o texto, como se consegu buscar um pouco de paz? Você concorda com isso?

08) Interprete o verso "Aqui tem gente", considerando o contexto:

09) O que seria "solução na mão da contramão"?

10) Copie do texto dois verbos no modo imperativo, dizendo com que finalidade eles foram usados:

11) O que significa a expressão "brincar com fogo", usada na música?

12) Interprete os versos "A gente queima todo dia / Mil bibliotecas de Alexandria" e encontre que crítica encontra-se presente:

13) Explique os versos que se encontram em negrito no texto:

14) Explique a passagem "Não tiro a razão de quem não tem razão":

15) Que mensagem a música transmite?

(Agradecimento especial à colega Iara Renz pela indicação da música, que eu não conhecia, e participação especial da amiga Maria Aparecida de Carvalho, com a questão 14)

sábado, 28 de setembro de 2019

Atividade sobre o texto "Os cães", de Machado de Assis


Os cães

-- Lutar...  o essencial é que lutes. Vida é luta. Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.
Daí a pouco demos com uma briga de cães: fato que aos olhos de um homem vulgar não teria valor. Quincas Borba fez-me parar e observar os cães. Eram dois. Notou que ao pé deles estava um osso, motivo de guerra, e não deixou de chamar a minha atenção para a circunstância de que o osso não tinha carne. Um simples osso nu. Os cães mordiam-se, rosnavam, com o furor nos olhos... Quincas Borba meteu a bengala debaixo do braço, e parecia em êxtase.
-- Que belo que isto é! Dizia ele quando em quando.
Quis arrancá-lo dali, mas não pude: ele estava arraigado ao chão, e só continuou a andar, quando a briga cessou inteiramente, e um dos cães, mordido e vencido, foi levar a sua fome a outra parte. Notei que ficara sinceramente  alegre, posto contivesse a alegria, segundo convinha a um grande filósofo. Fez-me observar a beleza do espetáculo, relembrou o objeto da luta, concluiu que os cães tinham fome; mas a provação do alimento era nada para os efeitos gerais da filosofia. Nem deixou de recordar que em algumas partes do globo o espetáculo é mais grandioso: as criaturas humanas é que disputam aos cães os ossos e outros manjares menos apetecíveis; luta que se complica muito, porque entra em ação a inteligência do homem, com todo o acúmulo de sagacidade que lhe deram os séculos etc.

(Machado de Assis – “Memórias Póstumas de Brás Cubas”)

01) Justifique o título do trecho acima:

02) A respeito do fato narrado, determine:

a)      Os competidores: 
b)      O objeto da luta:
c)       Os observadores da luta:
d)      A reação que o fato provocou em Quincas Borba:

03) O que comprova a condição de filósofo de Quincas Borba não é a natureza do fato observado, mas a natureza do observador. Justifique essa afirmativa com uma frase do texto:

04) Segundo o texto, que atitude convém a um filósofo na observação de um fenômeno?

05) Que tipo de reflexão a cena desperta em Quincas Borba?

06) No texto lido, um episódio aparentemente banal adquire um grande valor simbólico. Machado de Assis ilustra, com o episódio, o jogo de interesses, a luta pela vida e a lei do mais forte, que sempre sai vitorioso. O que você tem a dizer sobre isso? Posicione-se:

07) Explique a metáfora "Vida é luta", concordando ou não com ela:

08) Que características do Realismo encontram-se presentes no texto em questão? 

09) Localize no texto:

a) um substantivo próprio:
b) um numeral,classificando-o:
c) um advérbio de negação:
d) três adjetivos, dizendo a que substantivo cada um se refere:) 

Atividade sobre o conto "De água nem tão doce", da Marina Colasanti


De água nem tão doce

Criava uma sereia na banheira. Trabalho, não dava nenhum, só a aquisição de peixes com que se alimentava. Mansa desde pequena, quando colhida em rede de camarão, já estava treinada para o cotidiano da vida entre azulejos.
Cantava. Melopeias, a princípio. Que aos poucos, por influência do rádio que ele ouvia na sala, foi trocando por músicas de Roberto Carlos. Baixinho, porém, para não incomodar os vizinhos. 
Assim se ocupava. E com os cabelos, agora pálido ouro, que trançava e destrançava sem fim. "Sempre achei que sereia era loura", dissera ele um dia trazendo tinta e água oxigenada. E ela, sem sequer despedir-se dos negros cachos no reflexo da água da banheira, começara dócil a passar o pincel. 
Só uma vez, nos anos todos em que viveram juntos, ele a levou até a praia. De carro, as escamas da cauda escondidas debaixo de uma manta, no pescoço a coleira que havia comprado para prevenir um recrudescer do intestino. Baixou um pouco o vidro, que entrasse ar de maresia. Mas ela nem tentou fugir. Ligou o rádio, e ficou olhando as ondas, enquanto flocos de espuma caíam de seus olhos. 

(Marina Colasanti)

01) Justifique o título do conto:

02) Explique o que significa a primeira frase do texto: 

03) De que se trata o conto? Resuma a ideia central: 

04) Como era a sereia? Como se relacionava com a pessoa que a criava?

05) E como o homem que a capturou se relacionava com ela? O que isso revela? 

06) Podemos afirmar que o texto aborda relacionamentos abusivos? Justifique sua resposta, incluindo uma passagem do próprio conto:

07) Por que a sereia nem tentou fugir? O que você faria no lugar dela? 

08) Justifique o emprego das aspas em uma passagem do texto:

09) Como você entendeu o trecho que diz que "flocos de espuma caíam de seus olhos"? 

10) Podemos dizer que existem no texto algumas metáforas? Se sim, quais? Explique seu raciocínio:

11) Que mensagem o texto transmite? Comente:  

12) Qual é o ponto de vista da autora expresso no texto sobre a situação das mulheres, de um modo geral?

13) Elabore um outro final para a história: 

Atividade sobre charge - Desigualdade social


01) O que a charge acima denuncia?

02) De onde a mulher parece estar vindo?  E o homem?

03) Utilize 5 (cinco) adjetivos para caracterizar cada uma das personagens:

04) Podemos dizer que há embutido na charge um paradoxo? Justifique sua resposta:

05) Que mensagem a charge transmitiu? Comente:

06) Crie uma espécie de diálogo entre ambas as personagens:

07) Elabore uma proposta de intervenção para o problema em questão:

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Atividade sobre a música "Um dia após o outro", do Tiago Iorc


Um dia após o outro 

Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro 
Pra que apressar?
Se nem sabe onde chegar
Correr em vão se o caminho é longo
Quem se soltar, da vida vai gostar
E a vida vai gostar de volta em dobro
E se tropeçar
Do chão não vai passar
Quem sete vezes cai levanta oito

Quem julga saber
Esquece de aprender
Coitado de quem se interessa pouco
E quando chorar
Tristeza vai lavar
Num ombro cai metade do sufoco
O novo virá
Pra re-harmonizar
A terra, o ar, a água e o fogo
E sem se queixar
As peças vão voltar
Pra mesma caixa no final do jogo 

Pode esperar 
O  tempo nos dirá
Que nada como um dia após o outro
O tempo dirá
O tempo é que dirá 
E nada como um dia após o outro 

(Tiago Iorc e Daniel Lopes)

01) Justifique o título da canção: 

02) Copie da música um trecho que transmite otimismo: 

03) Transcreva da canção uma passagem que mostra que não devemos ser tão ansiosos: 

04) Você concorda com a parte que se encontra em negrito na primeira estrofe do texto? Justifique sua resposta: 

05) Localize no texto uma passagem que revela que tudo fica mais fácil tendo com quem contar: 

06) Você acha que o choro ajuda a lavar a tristeza? Justifique sua resposta:  

07) Posicione-se com relação ao primeiro trecho destacado na segunda estrofe, explicando seu raciocínio: 

08) Interprete os versos destacados no final da segunda estrofe: 

09) Transcreva da música uma passagem que revela reasignação, aceitação: 

10) Que mensagem o texto transmite? 

Atividade sobre Propaganda da Shell - "Diga não ao não"



01) Qual o assunto tratado na propaganda acima?

02) Justifique o título dado a ela: 

03) Segundo o texto, mesmo com a incredulidade de alguns, os brasileiros são capazes de ousar e atingir seus objetivos. Quem o texto menciona como exemplos dessa capacidade e por quê?

04) Segundo a propaganda, o que os pessimistas normalmente dizem?

05) Que frase do anúncio exprime a ideia de que as coisas acontecem apesar dos pessimistas?

06) O anunciante identifica-se como uma empresa que agiu com ousadia para atingir seus objetivos, assim como os brasileiros citados. Copie frases que comprovem isso: 

07) Qual é a empresa que a propaganda está representando? Como você a identificou?

08) O que significa, de acordo com o texto, dizer "não ao não"? Você concorda com isso?

09) Observe que há símbolos, gráficos e fórmulas presentes o anúncio. Associe pelo menos um de cada uma às disciplinas de Ciências, Matemática, História e Artes: 

10) O que o menino pode representar nesse contexto? Explique: 

11) Na sequência das atitudes necessárias "para transformar o não em sim", há mais um apelo feito ao leitor. Qual é e o que significa?

12) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

13) Qual o objetivo da propaganda? Comente: 

14) Por meio desse anúncio, a empresa pretende levar o leitor a construir certa imagem dela. Que imagem é essa? 

15) Que mensagem a propaganda transmitiu?

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Atividade sobre a música "Requerimento à censura, de Tom Zé

Requerimento à censura

Ilustríssimo Senhor Diretor
Da Divisão de Censura de Diversões Públicas
Do Departamento de Polícia Federal, Brasília
Antonio José Martins, brasileiro,
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1857, 1 andar,
Conjunto 112 e 113 e 114, São Paulo, Capital,
Vem mui respeitosamente solicitar
A Vossa Senhoria
Que se digne mandar
Censurar as letras musicais anexas. 

São Paulo, 10 de fevereiro
De mil novecentos e 2010.
Nestes termos, nestes termos, nestes termos
Pede, pede defé defé
De fede fede fede 
De-fe-ri-men-to. 

(Tom Zé)


01) Justifique o título da canção:

02) Apesar de a música ter sido composta em 1975, podemos arfirmar que ela continua atual? Por quê? 

03) Você conhece o formato de um requerimento? Diga como é:

04) Alguma vez você já teve que usar um texto como este?

05) Neste caso, há vontade de que o pedido seja deferido? Por quê?

06) A quem se dirige o requerimento?

07) Que forma de tratamento usa? É correta?

08) No texto há uma descrição de uma pessoa. Que pessoa é essa e que característica dela é ressaltada?

09) Por que o autor do texto valeu-se da estrutura de uma solicitação oficial em sua composição?

10) Explique o que significam os dois últimos versos do texto:

11) O que você achou do texto? Que mensagem ele transmite?

Atividade sobre a música "O que você quer saber de verdade", de Marisa Monte


O que você quer saber de verdade

Vai sem direção 
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste

Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz

Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar

Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que  você quer saber de verdade

(Marisa Monte) 

01) Justifique o título da canção:

02) Que conselhos aparecem na música? Quais deles você já coloca em prática?

03) O que você acha que as pessoas, de um modo geral, querem saber de verdade? E você?

04) Podemos afirmar que o texto nos convida a apreciar melhor o belo e o que é simples? Justifique sua resposta: 

05) Circule na música todos os verbos no modo imperativo, explicando a importância dos mesmos:

06) De que passagem você mais gostou? Por quê?

07) Que mensagem a música transmitiu?

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Atividade sobre o poema "Sete provas e nenhum crime", de Chacal


Sete provas e nenhum crime

Havia a mancha de sangue no jaleco
E nenhum corpo 
Havia a cadeira de rodas vazia
E nenhum suspeito
Havia o olhar rútilo, o rosto crispado
E nenhum motivo
Havia o cheiro impregnado no corpo
E nenhuma digital
Havia o vírus, o bilhete, a arma branca
E nenhum delito
Havia em vão a confissão
E nenhum ilícito
Havia um gato emborcado no aquário
E peixe nenhum

(Chacal)

01) Justifique o título do poema:

02) Quais são as sete provas para o possível crime?

03) Qual é a palavra que, a cada vez que se repete, indica uma situação em que há um acontecimento provocado por algo que não se pode definir?

04) Escreva os sete indícios de que não poderia ter acontecido crime nenhum:

05) Que palavra se repete para indicar falta de evidências criminais?

06) No final do poema, quem seria o criminoso e quem seria a vítima?

07) Que mensagem o poema transmite?

08) A repetição de palavras e expressões tem a função de evidenciar a mensagem do poema, a ideia principal. Em torno de qual figura de sintaxe está organizado o poema? 

09) Qual a importância do numeral empregado no título para o contexto? 

10) A sequência de pistas apresentadas ao longo do poema encaminha o leitor para a cena dada nos últimos versos? 

11) Que elementos desses últimos versos quebram a expectativa criada no poema?

12) A quebra da expectativa, no último verso, coincide com uma quebra na estrutura. Explique essa afirmação:

Atividade sobre o texto "Manual de desculpas esfarrapadas", de Leo Cunha

Manual de desculpas esfarrapadas

Inventar desculpas pra um para-casa atrasado é especialidade de alunos de qualquer idade. Eu, que dou aula há alguns anos, já ouvi as histórias mais cabeludas, contadas com a cara mais lavada do mundo. E, o que é pior, engoli a maioria.
Outro dia resolvi fazer uma enquete com meus colegas professores pra montar um manual com as desculpas mais esfarrapadas que já ouvimos. O leitor pode chiar e perguntar se nós, ilustríssimos professores universitários, não tínhamos nada mais útil pra fazer, mas sinto muito, aqui vai a lista. 

1 - A culpa é de São Pedro

Essa é das desculpas mais tradicionais. A rua alagou e eu não consegui chegar na biblioteca. Ou, eu esqueci a janela aberta e o trabalho ficou encharcado. Que pena, fessor, tava lindo! 

2 - A culpa é dos outros. 

Outra desculpa clássica. Foi o Joãozinho que tinha que ter comprado a cartolina e não comprou, fessor! Foi a Joana que não fez a parte dela a tempo. 

3 - A culpa é do computador.

Quem nunca ouviu essa frase, vai ouvir logo. O computador deu pau, a impressora ficou sem tinta, o disquete não abriu, um vírus apagou tudo. Você sabe que computador é um bicho imprevisível, né, fessor? Temperamental feito ele só! 

4 - A culpa é do excesso de trabalhos. 

Essa costuma irritar meus companheiros docentes. Nãoé por nada não, fessor, mas o senhor acha que a gente só tem a sua matéria? Tava assim de trabalho pra fazer, os outros eram mais urgentes. 

5 - Eu não sabia que era pra hoje. 

Uai, mas ninguém avisou que era pra hoje! Eu tava crente que era só semana que vem. Ô fessor, você é tão legal, dá mais um prazinho pra eu poder terminar, o trabalho já tá bem adiantado, só falta digitar, só falta revisar, só falta grampear, só falta fazer a capa.

6 - Eu não entendi direito o que era pra fazer. 

Essa é das mais descaradas, e geralmente vem acompanha de uns dois parágrafos elegíveis. Tá vendo, fessor, eu até comecei a fazer, mas não entendi o que o senhor tava querendo. Será que dava pra explicar de novo?

7 - Minha vó morreu.

Com todas as variantes possíveis. Afinal avó são só duas, avô também. Pai, mãe, irmão é mais arriscado, porque fica fácil pro professor conferir se é verdade ou não. Se preciso, pode-se apelar para um tio distante (mas que morou com a gente muito tempo, fessor...) ou pro gatinho siamês que era quase da família (até dormia na minha cama, precisa ver que gracinha). 

8 - O supercolírio.

Desculpa a ser usada apenas em casos extremos, quando as outras realmente não colam mais. Sabe o que é, fessor? Eu fui ao oculista,, pinguei um colírio daqueles brabos e fiquei seis dias com a vista embaçada. Não teve jeito mesmo de fazer o trabalho, eu bem que tentei, mas estava tão cego que acabei escrevendo em cima da receita do médico. 
A lista poderia continuar por muitas linhas, mas essas aí são as mais comuns. E, pra falar a verdade, de vez em quando a gente se diverte vendo a aflição do aluno, admirando sua coragem, na hora de inventar as desculpas mais caraduras do mundo. Afinal de contas, sabemos que eles ainda estão aprendendo, não têm plena noção de suas responsabilidades e não são casos perdidos. 
Dura mesmo foi ter que ouvir um Presidente da República soltar cada uma dessas desculpas esfarrapadas em pleno ano de 2001, no meio da crise de energia elétrica. 
"A culpa é de São Pedro", ele começou, esquecendo que no sul e no norte a chuva tinha sido abundante e o que faltou mesmo foram transmissores para distribuir essa energia excedente para o sudeste e o nordeste. 

(Leo Cunha)

01) O texto é realmente um Manual? Por quê?

02) Como o autor se posiciona em relação a estas desculpas apresentadas pelos alunos? Ele acha que são motivos reais, justos? Retire três passagens do texto que comprovem sua resposta:

03) Copie do texto um vocativo, justificando seu raciocínio:

04) Transcreva da crônica marcas de oralidade:

05) Qual desculpa parece desagradar mais o autor? E os seus colegas professores? Como você chegou a esta conclusão?

06) Qual desculpa você achou mais esfarrapada? Por quê? Você já usou alguma delas? Comente: 

Atividade sobre Notícia - Geração de lixo

Geração de lixo em 2010 foi seis vezes superior ao crescimento da população

O Brasil produziu 60,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8 % superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período. 
Os dados, divulgados nesta terça (26), são do "Panorama dos Resíduos Sólidos", estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média do lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (Kg), montante 5,3 % superior ao de 2009 (359 kg). 
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, dos 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7 % superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado teve destinação adequada, sendo encaminhado a aterros sanitários, ante um índice de 56,8 % no ano de 2009. 
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. "Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009", afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. 
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. "É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária", ressaltou o diretor. 

(www.diariodepernambuco.com.br)

01) A notícia compara o crescimento da geração de lixo ao crescimento da população urbana, isto é, das pessoas que moram na cidade. 

a) De acordo com o texto, quanto cresceu a produção de lixo e quanto cresceu a população no mesmo período? O que isso revela? 

b) Além dessa comparação, que outra é feita que permite ao leitor ter a dimensão do aumento do lixo em 2010?

02) Qual foi a média de lixo, em quilogramas, gerada por um brasileiro em 2010? Você supõe que tenha se mentido próximo ou distante dessa média?

03) A coleta de lixo em 2010 cresceu na mesma proporção que o lixo? Explique:

04) Observe a passagem em negrito na notícia e responda:

a) Você acha que o envio dessa quantidade de resíduos para os lixões é preocupante? Por quê?

b) O que você pensa sobre o aumento na porcentagem de lixo reciclado em  2010: ele mostra que o Brasil investiu o suficiente nisso? Explique:

c) A disponibilização de pontos de entrega voluntária nos municípios por si só pode ser considerada uma boa iniciativa? 

05) Que fonte a notícia cita para dar legitimidade aos números apresentados? 

06) Quem foi entrevistado para comentar os dados? Por que provavelmente essa pessoa foi escolhida?

07) Como as falas dessa pessoa estão marcadas, para que o leitor possa percebê-las? 

08) De 2010 para cá, você acha que essa questão abordada na notícia melhorou, piorou ou continua na mesma? Justifique sua resposta: 

09) Localize na notícia:

a) um substantivo próprio:
b) um numeral, classificando-o:
c) um advérbio de tempo: 
d) dois adjetivos:
e) três substantivos comuns: 

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Atividade sobre o texto "Jovens e direitos humanos", de Leonardo Sakamoto

Parte dos jovens ataca direitos humanos sem ter ideia do que isso seja

A proporção de jovens eleitores de 16 e 17 anos aumentou de 23,9 % para 29,5% da última eleição para cá, segundo análise da “Folha de São Paulo” sobre dados do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral. Isso representa um aumento de 250 mil pessoas entre os alistados para votar nessa faixa etária. O que, segundo a reportagem, é a primeira alta desde 2006.
Essa geração foi influenciada pelas Jornadas de Junho de 2013 e pelo processo de Impeachment de Dilma Roussef. Mas sua trajetória vem sendo construída na vivência diária, na percepção de diferentes identidades, no entendimento dos processos de opressão e exclusão.
É inegável, nesse sentido, o impacto da ação dos coletivos feministas, LGBTT, negros, indígenas em escolas e comunidades. Apesar de ainda estarem longe de garantir a dignidade prevista na Constituição, já mudaram não apenas a forma como o conteúdo de debates da esfera pública, fazendo com que nós, homens, héteros, que não fazemos parte de minorias étnicas oprimidas, tivéssemos que escutar e mudar. Ou seja, reside neles a esperança de um mundo menos viciado em preconceito que o nosso.
Mas a safra de novos eleitores inclui grupos que pensam de forma oposta. Discursos misóginos, homofóbicos, fundamentalistas e violentos têm atraído rapazes que, acreditando serem revolucionários e contestadores, na verdade, agem de forma a manter as coisas como sempre foram. Creem que estão sendo subversivos lutando contra a “ditadura do politicamente correto” – que, na prática, se tornou uma forma pejorativa de se referir aos direitos básicos que temos por termos nascido humanos.
Essa ditadura, claro, é uma ficção. Se direitos fundamentais fossem respeitados não haveria fome, crianças trabalhando, idosos deixados para morrer à própria sorte, pessoas vivendo sem um teto. Não teríamos uma taxa pornográfica de mais de 60 mil homicídios por ano, nem exploração sexual de crianças e adolescentes, muito menos trabalho escravo. Aos migrantes pobres seria garantida a mesma dignidade conferida a migrantes ricos. Todas as crenças seriam respeitadas. A liberdade de expressão seria defendida, mas os incitadores de crimes contra a dignidade seriam responsabilizados. Se direitos humanos fossem efetivados, não teríamos mulheres sendo estupradas, negros ganhando menos do que brancos e pessoas morrendo por amar alguém do mesmo sexo. Marielle Franco não teria sido morta duas vezes – na primeira, seu corpo com alvo, em uma emboscada, e a segunda, sua reputação, na internet. O que temos, em verdade, é um statuo quo sendo contestado, o que provoca pânico em muita gente.
Parte dos jovens também abraça esses discursos como reação às tentativas de inclusão de grupos historicamente excluídos, como mulheres, negros, população LGBTT.
Há rapazes que veem na luta por direitos iguais por parte de suas colegas de classe ou de coletivos feministas uma perda de privilégios que hoje nós, os homens, temos. Nesse contexto, influenciadores digitais, formadores de opinião e guias religiosos ajudam a fomentar, com seus discursos violentos e irresponsáveis, uma resposta violenta dos rapazes às lutas das jovens mulheres pelo direito básico a não sofrerem violência.
Qual o contexto de tudo isso? Há um público jovem insatisfeito que vê seus pais reclamarem de que as coisas estão mudando para pior, desrespeitando as “tradições”. Que ouve seus ídolos na internet reclamarem que antigamente é que era bom, quando podíamos contar piadas sobre outras pessoas sem sermos criticados. Que assiste a vídeos que bradam que a exigência por igualdade cria discórdia onde antes havia paz e gera divisões onde tudo funcionava bem. Funcionava bem para quem?
Há quem repita mantras de terceiros e não tente pensar por conta própria a partir de informações que absorveu somadas à sua vivência pessoal. Não pula o muro de casa e vai para o mundo entender o que está acontecendo, o que temos de bom, o que temos de ruim, o que mudar e para onde ir. Está feliz com o mundo que o algoritmo da rede social criou para ele, com o conforto de ver os amigos em consonância com o seu pensamento, pois a ignorância é realmente um lugar quentinho.
E ao terceirizar sua interpretação da realidade, torna-se massa de manobra, ou seja, no desejo de mudarem o mundo para melhor, devolvem-no para onde ele estava antes, fazendo o jogo de quem sempre esteve no poder.
Enquanto isso, os principais partidos políticos não apenas não se esforçaram em garantir mais participação popular como perderam a confiança da população ao se apropriar do patrimônio público e utilizarem o poder que lhes foi emprestando a serviço próprio. Ao mesmo tempo, a política tradicional derrapou em dar respostas não apenas para o combate ao desemprego, à violência urbana e rural e à corrupção, como também a outros desafios da vida cotidiana. Jovens moradores morrem na periferia aos milhares.
Pode-se continuar dando às costas a eles, chamando-os de comunistas ou fascistas. Ou abrir o diálogo – muitas vezes difícil, mas necessário.
Jovens de todos os lados do espectro ideológico têm a consciência de que a internet e as redes sociais trouxeram a eles um poder de interferência nos rumos da sociedade que a geração de seus pais, quando jovens, não tiveram. Muitos reivindicam participar ativamente da política, pois só votar e esperar quatro anos não adianta mais para esse grupo. Querem mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país.
Precisamos, urgentemente, ouvir esses jovens e construir com eles um projeto coletivo para a sociedade em que vivemos. Falo dos jovens que atuam de boa fé, claro, não os que formam milícias digitais visando à destruição do outro.
Negar isso e buscar, novamente, saídas de cima para baixo, seja através da esquerda democrática ou da direita liberal, não dará certo. Pelo contrário, apenas os jogará na mão de grupos intolerantes. Não admira que quem sugere adotar as soluções de sempre são as mesmas pessoas que não entenderam o significado das manifestações de junho de 2013.
Por fim, vale uma reflexão também aos mais jovens que se engajam na política, partidária ou não: Dê uma olhada nos livros de História, e veja se o comportamento que você adota diante do seu semelhante e dos direitos dele é algo novo ou o mesmo que os donos do poder político, econômico e religioso faziam nas últimas centenas de anos. Se for, fica a dica: talvez seja a hora de você dar aquela refletida solitária se você é realmente dono da sua cabeça ou a estão conduzindo por você.

 (Leonardo Sakamoto - 28/07/18)

01) Justifique o título do texto, posicionando-se sobre ele: 

02) No primeiro parágrafo, que recurso é utilizado para dar credibilidade às informações? 

03) Justifique o emprego do itálico na palavra que se encontra no segundo parágrafo: 

04) Que problemas graves são citados no texto pelo autor? 

05) Você concorda que Marielle Franco foi morta duas vezes? Justifique sua resposta:

06) Procure no dicionário o que significa a expressão "status quo" para justificar o seu emprego no texto:

07) Quem o autor acusa por incitar mais violência e intolerância? O que você pensa a respeito disso? 

08) Por que a palavra "tradições" encontra-se entre aspas no texto?

09) Responda, sinceramente, à pergunta feita pelo autor e que aparece em negrito no texto:

10) Transcreva do texto uma antítese, explicando-a:

11) Você concorda que "A ignorância é realmente um lugar quentinho"? Justifique sua resposta:

12) Segundo o autor, qual o risco de se terceirizar a interpretação da realidade? Por quê? 

13) O que é ser "massa de manobra"? Você se sente ou já se sentiu assim? Comente: 

14) O autor subdivide o grupo de jovens em dois. Quais são eles? 

15) Que conselho o autor dá aos jovens, especialmente? O que você pensa a respeito disso?

16) Que mensagem o texto transmitiu? Comente: 

Atividade sobre a música "Nessa paz eu vou", do Tiago Iorc


Nessa paz eu vou

Chegue um pouco mais 
Deixe isso pra lá
Vem, desligue essa doideira
Quero te lembrar
Coisas triviais
Domingar a quarta-feira

Posso te contar
Tudo o que sonhei um dia
Tudo só pra chegar aqui 

Pra sentar 
E conversar
Falar besteira
Ter alguém 
Pra confiar
A vida inteira
Nessa paz eu vou 
Munido de amor

Fique um pouco mais 
Quero perguntar
De coisas que não cabem em respostas
Pra descomplicar
Dilemas ancestrais
Mais amor por tudo o que não gosta

Tudo pra viver 
Tua boa companhia
Tudo só pra estar aqui

Pra sentar....

Vem sentir
Tudo o que me faz voar
Tudo é melhor na tua companhia
Me abraça
E vem sentir 
Tudo o que me faz voltar
Tudo é melhor aqui
E tudo pra sentar 
E conversar
Falar besteira
Ter alguém pra confiar
A vida inteira
Nessa paz eu vou
Munido de amor...

(Tiago Iorc) 

01) Justifique o título da canção:

02) Transcreva da música verbos no modo imperativo, explicando sua importância para o contexto:

03) O que seria "desligue essa doideira"? Cite possibilidades: 

04) Copie do texto marcas de oralidade: 

05) O que significa "domingar a quarta-feira"? Isso é possível? Comente: 

06) Explique a passagem em destaque no texto: 

07) Como colocar em prática a passagem "Mais amor por tudo o que não gosta"?

08) Que mensagem a música transmite? Que sentimento ou emoção ela despertou em você?

09) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

Atividade sobre o texto "A vida sem casamento", de Bel Moherdani

A vida sem casamento

Afinal, o que as mulheres querem? No campo das aspirações femininas mais fundamentais, essa é uma pergunta facílima de responder. Por razões sociais, culturais e biológicas, a maioria absoluta das mulheres aspira a encontrar um companheiro, casar-se, construir família e, por intermédio dos filhos, ver cumprido o imperativo tão profundamente entranhado em seu corpo e em sua psique ao longo de centenas de milhares de anos de história evolutiva. A diferença a que se assiste hoje é que não existe mais um calendário fixo para que isso aconteça. A formidável mudança que eclodiu e se consolidou ao longo do último século, com o processo de emancipação feminina, o acesso à educação e a conquista do controle reprodutivo, permitiu a um número crescente de mulheres adiar a “programação” materno-familiar. As mulheres que dispõem de autonomia econômica e vida independente não são mais consideradas balzaquianas aos 30 anos – apenas 30 anos! -, encalhadas aos 35 e aos 40, reduzidas irremediavelmente à condição de solteironas, quando não agregadas de baixíssimo status social, melancolicamente mexendo tachos de comida para os sobrinhos nas grandes cozinhas das famílias multinucleares do passado. Imaginem só chamar de titia uma profissional em pleno florescimento, com um ou mais títulos universitários – e um corpinho bem cuidado que enfrenta com honras o jeans de cintura baixa ou o biquíni nos intervalos dos compromissos de trabalho. Além de fora de moda, o termo pode ser até ofensivo. O contraponto a esses avanços é que, quanto mais as mulheres prorrogam o casamento, mais se candidatam a uma vida inteira sem alcançá-lo. 
(Bel Moherdani - "Revista Veja")

01) Justifique o título do texto acima:

02) Sobre o verbo em negrito no início do texto:

a) Justifique por que ele se encontra no singular e não no plural:

b) Diga qual é o sentido do mesmo: 

c) Classifique-o quanto à transitividade, explicando seu raciocínio:

03) Faça a mesma coisa da questão anterior com o verbo ASSISTIR, também em destaque no texto:

04) O que significa a passagem "É que não existe mais um calendário fixo para que isso aconteça"? O que você pensa a respeito disso? Comente:

05) O que está implícito no ISSO, da frase anterior? 

06) Por que a palavra PROGRAMAÇÃO encontra-se entre aspas? 

07) Qual a principal informação desse texto? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Atividade sobre cartum do Kim


01) Esta cena retratada no cartum acima lhe é familiar ou lhe causa estranhamento? Justifique sua resposta: 

02) A imagem explora dois planos: o primeiro é aquele em que estão as personagens e o segundo representa o tipo de espaço em que eles estão. Esse espaço é rural ou urbano? Como chegou a essa conclusão?

03) As personagens estão fazendo algo esperado ou algo inusitado? Por quê? 

04) Que situações reais provavelmente o autor quis criticar por meio dessa cena?

05) Que problemas elas podem desencadear? 

06) Esss situações acontecem onde você mora? Justifique sua resposta:

07) Você acha que o cartum foi uma forma interessante de chamar a atenção para essas situações? Por quê? 

08) Que mensagem o cartum transmitiu? 

Atividade sobre a música "Eu me lembro", de Clarice Falcão


Eu me lembro

Era manhã 
(Três da tarde)
Quando ele chegou
(Foi ela que subiu)
Eu disse: Oi! Fica à vontade!
(Eu é que disse oi, mas ela não ouviu)

E foi assim que eu vi 
Que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

A festa foi muito animada
(Oito ou nove gatos pingados no salão)
Eu adorei a feijoada!
(Era presunto enrolado no melão)

E foi assim que vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

Ela me achou muito engraçado
(Ele falou, falou e eu fingi que ri)
A blusa dela tava do lado errado
(Ele adorou o jeito que eu me vesti)

E foi assim que eu vi que a vida...

Eu me lembro
(Eu me lembro)!

(Clarice Falcão)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) O que essa música trouxe de diferente? O que isso significou? 

03) O que indicam os parênteses utilizados na canção?

04) De fato, o casal se lembra bem de cada detalhe? Justifique sua resposta: 

05) Em que momentos a fala de um bate com a do outro? O que isso revela? 

06) Copie da música marcas de oralidade, explicando o seu efeito para o contexto:

07) Que mensagem a música transmitiu? Comente:

08) Explique a sonoridade presente na passagem em negrito no texto:

09) Copie do texto uma expressão utilizada fora do seu sentido próprio, dizendo o que ela significa:

10) Transcreva da música uma passagem que contém humor, justificando sua escolha:

11) Existe algum desvio gramatical nessa letra de música? Se sim, qual? Por quê?

12) A versão de qual personagem foi mais convincente, para você? Justifique sua resposta:

13) Localize na canção:

a) dois numerais, classificando-os:
b) um advérbio de tempo:
c) dois pronomes pessoais do caso reto:
d) um advérbio de negação:
e) um pronome pessoal do caso oblíquo:
f) um advérbio de lugar:
g) um advérbio de intensidade:
h) um substantivo derivado: 

(Agradecimento especial à amiga Marieni Costa de Carvalho pela indicação da música!)

domingo, 22 de setembro de 2019

Atividade sobre o texto "As gravatas de Mário Quintana", de Mário Perini

As gravatas de Mário Quintana
(não basta saber uma língua para entendê-la)

Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias? 
A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo: em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente. 
Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e  assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário -- e suficiente -- que falem a mesma língua. 
É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário: depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu? 
O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras  da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples -- e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)
O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.
Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime "posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado  do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana
Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin, agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como "autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin
Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significados? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria -- porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria: além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor. 
Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse na autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionados: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro. 
(Mário Perini)

01) Justifique o título do texto: 

02) Justifique o subtítulo nele também empregado: 

03) Qual o objetivo do autor com tal texto? 

04) Explique o uso dos parênteses no primeiro parágrafo: 

05) Explique também qual a função do itálico em algumas passagens do texto: 

06) Posicione-se sobre o trecho que se encontra em negrito no texto, argumentando bem: 

07) Por que o autor utilizou como exemplo a questão da preposição DE? Você achou viável? 

08) Segundo o texto, qual a diferença entre "gravatas" e "poemas"? Você concorda com essa justificativa dele?  Justifique sua resposta: 

09) O que é essencial então para conseguir se comunicar: saber gramática, saber interpretar ou ter muitas informações e o chamado "conhecimento de mundo"? Explique seu raciocínio: 

10) O que você aprendeu com a leitura desse texto? Comente: