domingo, 30 de junho de 2019

Atividade sobre o texto "A vidraça" (Autor Desconhecido)

A vidraça

Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranquilo.
Na primeira manhã que passavam em casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
-- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal. Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas.
O marido observou calado.
Três dias depois, também durante o café, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido:
-- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas.
E, assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos e empolgada foi dizer ao marido:
-- Veja! Ela aprendeu a lavar as roupas! Será que outra vizinha deu sabão? Porque eu não fiz nada...
O marido respondeu calmamente:
-- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da janela.

E assim é. Tudo depende da janela através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça! Abra a sua janela!
(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título do texto, analisando se ele foi criativo ou não:

02) Sugira um outro título para o texto em questão:


03) Destaque e classifique o PREDICADO das duas orações que se encontram em negrito no texto acima e que foram transcritas logo a seguir; justificando da melhor forma possível: 

a) O marido observou calado. 
b) O marido respondeu calmamente.

04) As orações sublinhadas no texto ("Devemos olhar" e "e lavei a vidraça da janela")  apresentam o mesmo tipo de SUJEITO? Explique bem: 

05) O que o comportamento do marido revela? E o da mulher? Com qual dos dois você se parece mais? 

06) Analise sintaticamente as 15 (quinze) palavras destacadas no texto: 

07) Copie do texto dois numerais, classificando-os:

08) Explique o emprego dos verbos no modo imperativo, no último parágrafo:

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

sábado, 29 de junho de 2019

Atividade sobre o texto "Momento num café", de Manuel Bandeira

Momento num café

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudadavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.

(Manuel Bandeira)

01) Justifique o título dado à poesia em questão:

02) Diga o significado dado às palavras maquinalmente e esquife, presentes no texto: 

03) Defina, com uma única palavra, aquele que, para você, foi o comportamento dos homens que se achavam no café diante do enterro que passava: 

04) O que esse comportamento revela? Comente:

05) Qual a função dos três adjetivos -- voltados, absortos, confiantes -- presentes no texto?

06) Retire da segunda estrofe os versos que mostram o comportamento de um único homem que se encontrava no café, na hora em que passou o enterro:

07) Que comportamento foi esse e o que ele nos revela? Isso é comum ou incomum nos dias de hoje, de um modo geral?

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

Atividade sobre Propaganda "Horta de Elite" - Hortifrutti


01) A propaganda da rede de lojas Hortifrutti faz uma intertextualidade com um famoso filme nacional. Que filme é esse? 

02) Além do nome, que outros elementos do cartaz podemos associar ao filme?

03) Identifique em tal propaganda:

a) O emissor:
b) O receptor:
c) O código:
d) O canal:
e) O referente:

04) O cartaz apresenta, basicamente, duas funções da linguagem: a poética e a conativa (apelativa). 

a) Como a função poética se apresenta?

b) E a função conativa / apelativa? 

05) Na parte de baixo do cartaz, lê-se "Aqui a natureza é a estrela". Qual o significado da palavra destacada nesse contexto?

(Atividade enviada pela querida amiga Lívia Ramos! Adorei!)

Atividade sobre a música "Canção infantil", de Cesar MC


Canção infantil

A vida é uma canção infantil...
A vida é uma canção infantil...

Era uma casa não muito engraçada
Por falta de afeto não tinha nada
Até tinha teto, piscina, arquiteto
Só não deu pra comprar aquilo que faltava 
Bem estruturada, às vezes lotada
Mas, mesmo lotada, uma solidão
Dizia o poeta, o que é feito de ego
Na rua dos tolos gera frustração

Yeah, yeah, yeah
Hmm, hmm, hmm, 
Yeah, yeah. yeah
Hmm, hmm, hmm

Havia outra casa, canto da quebrada
Sem rua asfaltada, fora do padrão
Eternit furada, pequena, apertada
Mas, se for colar, tem água pro feijão
Se o Mengão jogar, pode até parcelar
Vai ter carne, cerveja, refri e carvão
As moeda contada, a luz sempre cortada
Mas não faltava, tinham gratidão

Yeah, yeah, yeah
Mas era tão perto do céu
Yeah, yeah, yeah
Mas era tão perto do céu

Como era doce o sonho ali 
Mesmo não tendo a melhor condição 
Todos podiam dormir ali
Mesmo só tendo um velho colchão

Mas era feita com muito amor
Mas era feita com muito amor

A vida é uma canção infantil
É, sério, pensa, viu?
Belas e feras, castelos e celas
Princesas, Pinóquios, mocinhos e...

É, eu não sei se isso é bom ou mau
Alguém me explica o que nesse mundo é real
O tiroteio na escola, a camisa no varal
O vilão que tá na história ou aquele do jornal?
Diz: por que descobertas são letais?
Os monstros se tornaram literais
Eu brincava de "polícia e ladrão" um tempo atrás
Hoje ninguém mais brinca, ficou realista demais

As balas ficaram reais, perfurando a Eternit
Brincar nós ainda quer, mas o sangue melou o pique
O final do conto é triste quando o mal não vai embora
O bicho-papão existe, não ouse brincar lá fora
Pois cinco meninos foram passear
Sem droga, flagrante, desgraça nenhuma
A polícia engatilhou: Pá, pá, pá, pá
Mas nenhum, nenhum deles voltaram de
Foram mais de cem disparos nesse conto sem moral
não sei se era mito essa história de lobo mau

Diretamente do fundo do caos procuro meu cais no mundo de cães
Os mano são maus, no fundo a maldade resulta da escolha que temos nas mãos
Uma canção infantil, à vera
Mas lamento, velho, aqui a bela não fica com a fera
Também pudera, é cada um no seu espaço
Sapatos de cristal pisam em pés descalços
A Rapunzel é linda sim, com os dreads no terraço
Mas se a lebre vem de juliet, até a tartaruga aperta o passo
Porque é sim tão difícil de explicar

Na ciranda, cirandinha, a sirene vem me enquadrar
Me mandando dar meia-volta sem ao menos me explicar
De Costas Barros a Guadalupe, um milhão de enredos
Como explicar para uma criança que a segurança dá medo?
Me explicar que oitenta tiros foi engano
Oitenta tiros, oitenta tiros, ah! 

Carrossel de horrores, tudo te faz refém
Motivos pra chorar até a bailarina tem
O início já é o fim da trilha
Até a Alice percebeu que não era uma maravilha

Tem algo errado com o mundo, não tire os olhos da ampulheta
O ser humano, em resumo, é o câncer do planeta
A sociedade é doentia e julga a cor, a careta
Deus escreve planos de paz, mas também nos dá a caneta
E nós, nós escrevemos a vida, iphones, a fome, a seca
Os homi, os drone, a inveja e a mágoa
O dinheiro, a disputa, o sangue, o gatilho
Sucrilhos, mansões, condomínios e guetos...
tudo do avesso, falhamos no berço
Nosso final feliz tem a ver com o começo
Somente o começo, somente o começo
Pro plantio ser livre, a colheita é o preço

A vida é uma canção infantil, veja você mesmo!
Somos Pinóquios plantando mentiras e botando a culpa no Gepeto
Precisamos voltar pra casa...

Onde era feita com muito amor
Onde era feita com muito amor

(Cesar MC)

01) Justifique o título da música acima:

02) Explique a metáfora "a vida é uma canção infantil", posicionando-se sobre ela:

03) Localize na canção todas as intertextualidades possíveis:

04) Copie da música exemplos gritantes de oralidade, dizendo sua importância para o contexto:

05) Por que a música é interrompida por tiros? O que isso revela, considerando o momento em que isso ocorre? 

06) Transcreva três exemplos de antíteses, justificando seu raciocínio:

07) Explique o verso "Mas, mesmo lotada, uma solidão", presente na segunda estrofe da canção:

08) Quais as principais diferenças entre a primeira casa apresentada e a segunda? Em qual você preferiria morar? Por quê? 

09) Explique a passagem "O que é feito de ego na rua dos tolos gera frustração", concordando ou não com ela:

10) O que significa a expressão "tem água pro feijão"? Ela está no sentido denotativo ou conotativo? Explique:

11) Copie do texto dois desvios gramaticais, adequando-os e explicando a sua importância para o contexto:

12) Justifique o emprego do porquê destacado no texto:

13) Transcreva da canção um exemplo de onomatopeia, dizendo o que ela significa:

14) Explique a passagem "A maldade resulta da escolha que temos nas mãos", posicionando-se sobre ela:

15) Circule o texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

16) Localize na canção uma interjeição, dizendo o que ela expressa:

17) Copie do texto dois substantivos próprios: 

18) O que significa a expressão "à vera", utilizado no texto? Substitua por uma expressão mais formal, sem alterar o sentido empregado:

19) Explique a sonoridade conseguida na passagem "Ciranda, cirandinha, a sirene vem me enquadrar...":

20) Diga o que você entendeu com o verso "aqui a bela não fica com a fera", posicionando-se sobre ele:

21) Explique a ambiguidade presente em "Sapatos de cristal pisam em pés descalços":

22) Justifique o uso de itálico em duas palavras presentes no texto:

23) Você concorda que "tem algo errado com o mundo"? Comente:

24) O que significa a expressão "não tire os olhos da ampulheta"?

25) Explique a metáfora "O ser humano, em resumo, é o câncer do planeta", posicionando-se sobre ela:

26) Copie do texto um verso que você achou que denuncia um grave problema social, justificando sua resposta:

27) Explique a passagem "Deus escreve planos de paz, mas também nos dá a caneta":

28) Explique a repetição da expressão "oitenta tiros" e a "somente o começo":  

29) O que significa a passagem "Pro plantio ser livre, a colheita é o preço"?

30) Copie do texto um verbo no imperativo, dizendo a sua importância para o contexto onde ele está inserido:

31) Explique a passagem "Somos Pinóquios plantando mentiras e botando a culpa no Gepeto", posicionando-se sobre ela:

32) O que significa o verso "Precisamos voltar para a casa", considerando todo o contexto? Isso é possível? Como? 

33) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

34) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:

(Agradeço à colega Vânia pela indicação de tal música, que eu ainda não conhecia, mas adorei! Obrigada pelo "soco no estômago" que está doendo até agora! E vai sempre doer... Necessário! "Enfiar o dedo na ferida" pode ser a solução... Precisamos doer, sangrar, para só então nos curar... )

Atividade sobre o texto "O pequeno vira-lata", de Eduardo Galeano

                                     O pequeno vira-lata

Todas as tardes, lá estava ele. Longe dos outros., o garoto se sentava na sombra do arvoredo, com as costas contra o tronco de uma árvore e a cabeça inclinada. Os dedos de sua mão direita dançavam debaixo de seu queixo, dançavam sem parar como se ele estivesse coçando o peito com uma incontida alegria, e ao mesmo tempo sua mão esquerda, suspensa no ar, se abria e fechava em pulsações rápidas. Os outros tinham aceitado, sem perguntas, o hábito.
O cão se sentava, sobre as patas de trás, ao seu lado. E ali ficavam até a chegada da noite. O cão paralisava as orelhas e o garoto, com a testa franzida atrás da cortina de cabelos sem cor, dava liberdade aos seus dedos para que se movessem no ar. Os dedos estavam livres e vivos, vibrando na altura de seu peito, e das pontas dos dedos nascia o rumor do vento entre os galhos dos eucaliptos e o repicar da chuva nos telhado, nasciam as vozes das lavadeiras no rio e o bater das asas dos passarinhos que voavam, ao meio-dia, com os bicos abertos pela sede. Às vezes, dos dedos brotava, de puro entusiasmo, um galope de colinas, e os dedos se enlouqueciam na celebração. O ar cheirava a miosótis e ervilha-de-cheiro.
Um dia, os outros deram-lhe de presente um violão. O garoto acariciou a madeira da caixa, lustrosa e boa de se tocar, e as seis cordas ao longo do diapasão. E ele pensou: que sorte. Pensou: agora tenho dois.
(Eduardo Galeano)

01) Quem é o pequeno rei vira-lata?

02)  Qual era a grande mania do menino da história?

03) O que os outros garotos fizeram para que o menino parasse com suas manias?

04) O menino se isolava das outras pessoas do lugar. Transcreva a expressão que comprova essa afirmativa:

05) As outras pessoas incomodavam-se com o comportamento do menino? Justifique, copiando uma passagem do texto:  

06) Dos sons que brotavam dos dedos do menino, qual era o único que se referia ao ser humano?

07) Qual seria a intenção das pessoas que deram o violão ao menino?  Você acha que essas pessoas ficaram frustradas com ele?

08) Explique bem o que se pôde entender com a frase que fecha o texto:

09) Explique o porquê do título do texto:

10) Todos nós temos dificuldade em aceitar comportamentos que fogem do padrão. Por isso tendemos a tachar as pessoas diferentes de “loucas”. O que você pensa a respeito dessa afirmativa?  O menino do texto, por exemplo, poderia ser assim tachado? Por quê? Que mania você tem que poderiam considerar uma pessoa louca?

11) Circule o sujeito das frases abaixo e sublinhe o predicado, aproveitando para classificar o sujeito, justificando:  

a) Todas as tardes, lá estava ele.
b) Os dedos de sua mão direita dançavam debaixo do seu queixo. 
c) Às vezes, dos dedos brotava, de puro entusiasmo, um galope de cavalos.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Atividade sobre a fábula "Os urubus e os sabiás", de Rubem Alves


Os urubus e sabiás

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros.
Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência.
Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. 
Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
-- Onde estão os documentos dos seus concursos?
E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente. 
-- Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. 
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

(Rubem Alves)

01) Justifique o título dado ao texto em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Podemos afirmar que o texto lido é uma fábula? Justifique sua resposta da melhor maneira possível: 

03) Por que os urubus são "aves por natureza becadas"? Explique:

04) A apresentação dos urubus é irônica? Justifique sua resposta:

05) Ser diplomado significa, necessariamente, saber fazer? Baseado no texto, comente as relações entre SABER e BUROCRACIA:

06) Por que a "doce tranquilidade da hierarquia dos urubus" foi estremecida? 

07) Quem são, verdadeiramente, os urubus e os sabiás? Explique:

08) Explique a passagem "Não haviam passado por escolas de canto porque o canto nascera com elas":

09) Circule no texto dois apostos, explicando seu raciocínio:

10) Justifique o emprego do verbo no pretérito mais-que-perfeito na passagem "porque o canto nascera com elas": 

11) Diga que ideia ou circunstância cada conectivo em destaque  no texto indica, respectivamente:

12) Observe que o texto começa com a palavra TUDO. A que tal palavra diz respeito? Que TUDO é esse?

13) O que aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam? Explique:

14) A quem o termo ISTO, situado na passagem "E para isto fundaram escolas...", se refere?

15) Qual é o sujeito dos verbos FUNDARAM, IMPORTARAM, GARGAREJARAM, MANDARAM e FIZERAM? Justifique sua resposta:

16) Por acaso é o mesmo sujeito do verbo "teriam"? Explique:

17) Transcreva do texto uma passagem carregada de ironia, explicando-a:

18) Fala-se numa passagem em "quais deles seriam os mais importantes...". Deles quem? E quem são os outros? Comente:

19) Observe que novamente aparece um TUDO no texto, em "Tudo ia muito bem...". Será que nessa segunda ocorrência o termo tem o mesmo sentido da primeira? Explique seu raciocínio:

20) Podemos afirmar que o texto é predominantemente narrativo, descritivo ou dissertativo? Por quê?

21) Faça um pequeno resumo da história do texto:

22) Qual a finalidade do texto lido? Comente:

23) Como você responderia à pergunta feita no texto?

24) Que temas de redação poderiam ser extraídos de tal texto?

25) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade com um textículo de Carlos Drummond de Andrade

Leia o diálogo a seguir, entre uma mulher e o filho: 

-- Mãe, taqui seus chocolates!
-- Que chocolates, meu anjo?
-- A senhora não sabe que, no Dia das Mães, dê chocolate para ela?
-- Alfredinho, o médico me proibiu de comer chocolate.
-- E daí? Esquece o médico. Não é Dia dos Médicos, é Dia das Mães, dia da senhora.

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Invente um título para o textículo acima: 

02) Transcreva do texto três exemplos de vocativo, justificando: 
        
03) Há, no textículo, um termo empregado no sentido coloquial. Copie o mesmo, explique por que ele provavelmente foi usado e, em seguida, converta-o para a chamada linguagem culta:

04) Explique o que pode ter levado o filho a cometer um erro em sua segunda fala, e, em seguida, conserte a parte destacada:

05) Por que podemos afirmar que o texto é um diálogo? 

06) Onde reside o humor no texto? 

07) Crie uma última fala para a mãe: 

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Atividade sobre cartaz contra sarampo



01) Quem é a personagem deste cartaz?

02) O que tal personagem carrega?

03) O que ela faz com tais objetos?

04) O que representam as inúmeras manchinhas vermelhas?

05) Qual a frase principal do cartaz? Qual a função dela?

06) Há alguma informação no cartaz com alguma explicação? Se sim, qual?

07) De um modo geral, qual a função principal deste gênero textual? Este, em especial, cumpriu com o seu propósito? Justifique sua resposta:

Atividade sobre a crônica "A grande arte", de Rubens Fonseca

A grande arte

                Camilo Fuentes, nas mãos uma lata de ervilhas e uma de palmito, virava a cabeça para ler, com o olho bom, o que estava escrito nos rótulos. Em São Paulo não tivera dificuldade para ver bem e matar os dois assassinos de Benito, o jornaleiro, mas aqueles rótulos, com suas letras miudinhas, estavam dando trabalho.
                  “Você acha que pode existir, como eles dizem aqui, ervilha fresca em conserva?” Pausa. A letra pequena. “Você acha que eu devo comprar uma córnea?”
“São uns vigaristas. Ingredientes: ervilha e sal. É mentira, não é?”, disse Míriam. “Tem mais um monte de porcarias que eles escondem.”
“Este outro é pelo menos mais decente.” A lata de palmito. Fuentes leu: “Contém acidulante H II. Essas conservas têm uma porção de preservativos químicos, mas a indústria de alimentos não diz isso”. Fuentes virou a cabeça. “As ervilhas Swift são as únicas do tipo coração com manteiga. Enlatadas fresquinhas no local da colheita, conservam todo sabor alimentício das ervilhas frescas. Estão sempre saborosas, suculentas, tenrinhas como se tivessem sido debulhadas e preparadas em sua própria casa. São uns canalhas. Debulhadas em sua própria casa. E a córnea? Devo ou não devo comprar uma?”
Fuentes e Míriam estavam num supermercado Freeway, na Barra da Tijuca. De manhã, bem cedo, haviam saído do apartamento, descido a pé pela rua do Riachuelo até onde a rua se encontra com a avenida Mem de Sá, na altura do largo  dos Pracinhas. Dali haviam chegado à igreja do Carmo da Lapa, pois Miriam queria rezar. Depois pegaram um ônibus para a Barra, na avenida Augusto Severo. Fora uma longa viagem até o Freeway, mas ambos gostavam de ver a cidade da janela  dos ônibus. Era assim que costumavam ir aos supermercados distantes, da Barra, pegando às vezes três ônibus.
“Devo ou não?”, perguntou Fuentes.
“Está tudo escrito em inglês”, disse Miriam mostrando a lata de palmito.
“É para dizer que o palmito é tão bom que até os americanos comem ele. Você não respondeu.”
“Não sei”.
“Não sabe? Você quer que eu fique cego para o resto da vida?”
“Você tem o dinheiro?”
“Tenho”.
“Então compra”.
“Eu fico pensando na moça”.
“Que moça? Que moça?”
 “A moça que está vendendo a córnea. Não sei se é justo ela ficar cega de um olho para um sujeito com dinheiro ficar com dois.”
“Não é ela que quer vender?”
“Forçada. Pela miséria.” 
(Rubens Fonseca) 

01) O texto está em verso ou em prosa? Quantos parágrafos ele apresenta? 

02) Por que às vezes algumas passagens do texto parecem meio sem sentido? 

03) Retire do texto:

a)   05 substantivos próprios: 
b)   02 substantivos concretos: 
c)   02 substantivos comuns: 
d)   01 substantivo abstrato: 
e)   02 adjetivos no grau diminutivo: 

04) Do quarto parágrafo, transcreva 05 adjetivos referentes ao substantivo ERVILHAS:

05) Explique por que Fuentes considera os criadores de rótulos uns “vigaristas” e “canalhas”? 

06) “È para dizer que o palmito é tão bom que até os americanos comem ele.” Essa frase traz o coloquial, considerado incorreto pelas gramáticas normativas da Língua Portuguesa. Aponte esse desvio da norma culta, corrigindo-o: 

07) Qual é o tema central do texto?

08) Explique o título do texto. Qual seria, enfim, “a grande arte”?

09) A personagem Fuentes apresenta uma aparente contradição em sua personalidade. Qual? Comente: 

10) O que você pensa a respeito da venda de órgãos? No lugar de Fuentes você compraria ou não a córnea da moça? Por quê? 

11) “Não sei se é justo ela ficar cega de um olho para um sujeito com dinheiro ficar com dois.” Posicione-se com relação a essa dúvida de Fuentes:

12) A partir das informações fornecidas pelo texto,  caracterize as personagens Fuentes e Miriam: 

13) Na passagem “Enlatadas fresquinhas no local da colheita, conservam todo sabor alimentício das ervilhas frescas”, o vocábulo destacado é um substantivo concreto ou abstrato? Justifique seu raciocínio: 

14) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Para reflexão: Estado laico onde?!?







Com base nas informações presentes nas charges, na tirinha e no vídeo acima, elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema deles extraído! Você, sinceramente, acredita que o Estado continua sendo laico? Ou lacaio de uma determinada religião? Qual a importância de o mesmo ser laico? Enfim... 

Atividade sobre a música "Namora comigo", com o Paulinho Moska


Namora comigo

Hoje eu estou sozinho
Você no caminho
Não adianta se esconder
não tem mais jeito
Tudo está perfeito
Agora é só eu e você
Juntos na mesma estrada
Atravessando a madrugada
Pra ver o sol nascer
E em nossa aurora perceber
A delícia de viver
Tudo que a gente sempre quis
Olhar nos olhos de alguém
E conseguir dizer:
Estou feliz
Namora comigo!
Casa comigo!
Viva comigo até o fim
Porque sou seu abrigo
Não tem mais perigo
Fica comigo!
Namora comigo até o fim

(Paulinho Moska)

01) Justifique o título da música, aproveitando para dar um outro:

02) Por que existem tantos verbos no modo imperativo na música? Isso dialoga com a intenção do eu lírico?

03) Por que, para o eu lírico, "Tudo está perfeito"? O que parecia não estar antes disso?

04) Copie da canção três verbos no infinitivo e um no gerúndio:

05) Podemos dizer que existe um pleonasmo no verso em negrito no texto? Justifique sua resposta:

06) De que verso você mais gostou? Por quê?

07) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra em destaque no texto:

Atividade sobre propaganda - Praia de Boa Viagem


01) Por que foram feitas pesquisas sobre a qualidade de nossas principais praias?

02) Você acha que o problema da limpeza nas praias diz respeito somente ao governo? Por quê?

03) Qual o objetivo da propaganda em questão?

04) Qual a estratégia adotada para atingir esse objetivo? Ele foi alcançado?

05) Retire da propaganda os numerais cardinais:

06) Você acha que a linguagem não-verbal foi bem utilizada? Justifique sua resposta:

07) Copie do texto do rodapé algo que se encontra em desuso, de acordo com o atual Acordo Ortográfico, dizendo o que você pensa a respeito disso:

08) Podemos afirmar que existe uma ambiguidade na propaganda? Explique da melhor maneira possível: 

Atividade sobre o texto "A moça e a varanda", de Sérgio Porto

A moça e a varanda

              Quem dobrasse à esquerda encontraria logo o portão. Abrindo-o, estaria no jardim – modesto jardim, onde outrora houvera uma roseira que morreu de solidão. Do jardim saía a alameda das samambaias que daria acesso à varanda. Em dias de domingo – que os havia plenos de luz e de azul – já a meio caminho, entre as samambaias, um ouvido mais familiarizado conosco, os de lá, poderia distinguir facilmente os risos da gente. Ríamos muito, naquele tempo.
Da varanda, que dizer? Algumas cadeiras de vime, a mesinha que tinha um pé mais curto que os outros e dois jarrões, um em cada canto, cujas plantas (nunca lhes soubemos o nome) davam umas florezinhas amarelas e cheirosas no mês de abril, para contrariar o outono.
A entrada era uma apenas, pela direita, subindo-se a escada de mármore e de três degraus. O resto da varanda era rodeada pelo patamar onde havia, no centro, uma jardineira. Depois que o último de nós ficou mais crescido e menos travesso, aí floriram gerânios.
Hoje, quem me vê não diz que eu já morei numa casa onde as cotovias faziam ninhos. Deus não me deixa mentir. No telhado da varanda, durante anos e anos, elas se hospedavam, para alegria nossa e inveja dos outros garotos da redondeza. Quando, pela primeira vez, falou-se em demolir a casa para construir o prédio feio que lá está até hoje, meu primeiro pensamento foi para os ninhos das cotovias.
Vejam só que menino puro o mundo perdeu!
Os grandes dias da varanda eram os já citados domingos, quando toda a família se reunia para alegres almoços. Dessa época restam somente dolorosas fotografias.
Já as grandes noites, vieram mais tarde, quando Luizinha apareceu. Chegava – como sempre chegou – assustada com a possibilidade de o irmão tê-la seguido. Perfeito o Eduardo (para ela o Duá) na sua proverbial vagotonia.
Só depois que Luizinha se certificava que ninguém a seguira pela alameda das samambaias (“Foi o vento, Luizinha, que balançou as folhas”) é que vinha o primeiro chamar de “meu bem”, o primeiro beijo, morno beijo que nunca devia ter esfriado.
No dia em que ela não veio, pensei uma porção de vinganças impossíveis e votei-lhe um ódio de morte que durou quase um minuto. Era a decepção que sempre nos deixa o pecado irrealizado, logo apagada pela idéia de que não nos faltará tempo para pecar. De fato, na outra noite – hora de sempre – lá veio ela, fugindo de uma sombra para outra, para enganar o irmão. Nesse encontro nos juramos uma eterna fidelidade amorosa e fomos mais dramáticos em nossas palavras, gestos, atitudes.
Pra quê, Luizinha? Seguisses o juramento e eu te enganaria, não o seguindo, como o fizeste, enganaste-me primeiro, para confessares depois. Choraste então, e eu também chorei sem nenhuma convicção.
Vejam vocês que rapaz fingido o mundo consertou!
Num mês de abril, de 1947, demoliram a varanda. Eu vi. Parado na rua, lá da calçada em frente, esperei que os operários derrubassem o último tijolo da última parede e voltei para o apartamento com a sensação de que, dentro de mim, algo também fora demolido.
Quanto à Luizinha, resistiu mais tempo, deixou-se demolir aos poucos. Foi preciso mais do que um simples dia de abril, foi preciso toda uma mocidade para deixá-la tal como ontem a vi.
Vocês nunca saberão que excelente moça o mundo estragou!
(Sérgio Porto)

01) O texto está escrito em que pessoa? Comprove:

02) Aponte uma passagem do texto em que o EU é tratado como terceira pessoa:

03) O que aconteceu com a casa? O que foi construído em seu lugar?

04) Por que os gerânios floriram na jardineira da varanda só “depois que o último de nós ficou mais crescido”? 

05) Os adjetivos, quando bem empregados, servem para indicar um julgamento que fazemos sobre determinada coisa. Comente o emprego dos adjetivos que acompanham os substantivos PRÉDIO e FOTOGRAFIAS:

06) Qual a primeira passagem do texto que nos indica que o namoro com Luizinha iria acabar?

07) Quem quebrou primeiro o juramento de “uma eterna fidelidade amorosa”? Comprove:

08) Pelo texto, percebemos que os dois acabariam quebrando o juramento de fidelidade eterna? Justifique:

09) Quando derrubaram “o último tijolo da última parede”, onde morava o EU do texto? Comprove:

10) A “demolição” tem vários significados no texto. Em sua opinião, quem mais sofreu o processo de demolição?

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Atividade com o "Dominó dos Sinônimos e Antônimos"

A fim de trabalhar a Semântica, através dos Sinônimos e Antônimos, levei essa atividade para as minhas turmas. Em cada ponta de uma peça de dominó haverá uma palavra sinônima ou antônima da próxima peça que deverá ser encontrada e encaixada. As vinte e oito peças devem ser misturadas em uma superfície e depois divididas em sete ou quatorze peças aos participantes, por isso é necessário que se jogue em duplas ou quartetos, em até 20 minutos. 

Cada aluno deverá encaixar os sinônimos ou os antônimos de acordo com a peça que estiver em jogo. Quem não possuir a peça indicada deverá passar a vez até que todas as peças estejam devidamente encaixadas. Ganha o aluno que primeiro completar a última peça do dominó. Dá, ainda, para a gente frisar para os alunos o que é ANTÍTESE! 



Essa atividade ma-ra-vi-lho-sa eu retirei de um livro também muuuuuuuuuuito bom, que recomendo: "Dinâmicas e jogos para aulas de Língua Portuguesa", da Editora Vozes: 


Atividade sobre cartum - Carona para a vaca


01) Em todos os quadrinhos há situações de comunicação, só que no primeiro parece faltar alguma coisa. O que seria?

02) O que o moço deseja nos dois primeiros quadrinhos? Como você chegou a essa conclusão?

03) No terceiro quadrinho, o que PARECE que o moço está pedindo ao motorista?

04) O que, na verdade, ele estava pedindo ao motorista?

05) Por que isso provoca surpresa no leitor?

06) Por que nos primeiros quadrinhos o moço vê o carro, mas nós não?

07) Em que reside o humor no cartum?

08) Que título sugestivo você daria a esse cartum?

09) No quarto quadrinho, podemos dizer que o moço está contente e satisfeito com o desfecho da situação? Justifique sua resposta: 

10) Que lição podemos aprender com essa história? 

Atividade sobre a crônica "Já não se fazem mais pais como antigamente", do Lourenço Diaféria

Já não se fazem pais como antigamente

A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito assim: “Frágil”. De outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro.
À noitinha a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras, juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora instalaram o boneco, que não espiava pela fresta da porta, tenso.
A mãe o chamou:
-- Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco, perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, encanecidos nas têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria, fumava cigarros king-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos – às vezes um de cada vez – assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro, lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa nunca é reconhecido! Meu bem, hoje não!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, o qual havia dado no pé. Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente transistorizado. O menino entendia agora porque a mãe  trabalhara o tempo todo, muitas vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar aquele paizão.
-- Ele conta histórias, mãe?
Os técnicos olharam o garoto com indiferença.
-- Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta histórias. Mas assiste a televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém insistir, pode dêsgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso á mãe, que parecia encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava também com bateria), o equipamento paterno já havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até à mesa e apanhou o jornal.
A mãe puxou o filho pelo braço:
-- Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.

(Lourenço Diaféria)

01) O autor demora a informar qual era o conteúdo da caixa. Por quê?

02) Qual a atitude da mãe do garoto diante da caixa? O que isso revela?

03) O garoto não pôde abrir logo a caixa. Por quê?

04) Retire do texto um trecho em que, pela primeira vez, o garoto descobre alguma coisa sobre o conteúdo da caixa:

05) Ao ver a embalagem que estava sendo descarregada, o que o garoto pensou que ali contivesse? Ele estava muito errado?

06) O cronista fala de tudo o que o boneco era capaz de fazer. Ele realmente tinha atitudes típicas de um pai?

07) Qual a principal característica do modelo ZYR-14?

08) Quem pareceu curtir mais o pai moderno? Retire uma passagem do texto que comprove isso:   

09) Qual a primeira reação do garoto diante do boneco?

10) A última frase do texto nos mostra o início de uma nova fase na vida dessa família. Que ideia ela transmite? Comente:

11) E você? O que pensaria se tivesse como pai um boneco? Conseguiria substituir um pai de verdade? Justifique:

12) Copie do texto um vocativo, explicando seu raciocínio: 

13) O que o texto denuncia e que mensagem ele pretende transmitir? Comente: 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Atividade sobre cartum do Quino - Fábrica de mel e a poluição


01) Que título você daria a esse cartum?

02) Que ideia está representada no cenário dos quadrinhos? Que elementos do cenário formam essa ideia? 

03) As cenas representadas nos quadrinhos acontecem durante o dia ou à noite? Justifique sua resposta:

04) Quem é o protagonista da história?

05) No início, o que essa personagem faz? Por quê? Que gestos representados na história comprovam isso? 

06) Como o cartunista expressa o diagnóstico do médico? 

07) Os balões da fala são preenchidos por desenhos e não por palavras. O que eles traduzem?

08) No nono quadrinho, em sua opinião, por que a personagem olha fixamente para o vidro de remédios?

09) O que é ressaltado nos três últimos quadrinhos?

10) Por que o décimo quadrinho é idêntico ao primeiro?

11) Qual a crítica feita pelo cartunista nesse trabalho? 

12) Você vê alguma incoerência na história? Se sim, qual? Comente:

13) Você acha que o remédio poderia curar a personagem? Por quê?

14) Transforme a linguagem não-verbal em linguagem verbal, numa criativa produção textual: 

(Algumas questões desta atividade eu retirei de um livro 
da querida e maravilhosa Leila Lauar Sarmento

Pensamentos para provas e atividades - Parte VII

Como de praxe, mais alguns pensamentos e frases para você utilizar em suas provas, atividades... e inspirar ainda mais o dia de alguém! 

121) "Palavras gentis podem ser curtas e fáceis de dizer,
mas o eco delas é realmente infinito."

(Madre Teresa de Calcutá)

122) "Devemos aceitar o desapontamento finito, 
mas nunca perder a esperança infinita."

(Martin Luther King)

123) "É quando você doa de si que realmente doa".

(Kahlil Gibran)

124) "No fim, não são os anos em sua vida que contam. 
É a vida em seus ano".

(Abraham Lincoln)

125) "Fé é dar o primeiro passo mesmo quando não se vê a escada inteira".

(Martin Luther King Jr.)

126) "Se eu pudesse fazer tudo de novo, faria mais perguntas 
e interromperia menos respostas."

(Robert Brault)

127) "Se você não pode alimentar cem pessoas,
então alimente apenas uma."

(Madre Teresa de Calcutá)

128) "Se você disser a verdade, não terá que se lembrar de nada".

(Mark Twain)

129) "Se você naõ pode fazer grandes coiss, 
faça pequenas coisas de uma grande maneira."

(Napoleon Hill)

130) "É dando que se recebe".

(São Francisco de Assis)

131) "Seja alguém que encoraja.
O mundo já está cheio de críticos."

(Dave Willis)

132) "Seja gentil sempre que possível. Sempre é possível."

(Dalai Lama)

133) "Não é o tamanho do cão na briga, 
é o tamanho da briga no cão".

(Mark Twain)

134) "Andar ao lado de um amigo no escuro
é melhor do que andar sozinho na luz."

(Helen Keller)

135) "Aquele que dá quando lhe é pedido esperou demais."

(Sêneca)

136) "Olhe fundo na natureza e entenderá tudo."

(Albert Einstein)

137) "O amor é uma fruta de todas as estações
e ao alcance de todas as mãos."

(Madre Teresa de Calcutá)

138) "Podemos facilmente perdoar uma criança com medo do escuro;
a verdadeira tragédia da vida é quando os adultos têm medo da luz."

(Platão)

139) "A felicidade não vem pronta. Vem de suas ações."

(Dalai Lama)

140) "Ao olharmos para o próximo século,
líderes serão aqueles que empoderarem os outros"

(Bill Gates)

141) "Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".

(Rubem Alves)

142) "As coisas não são difíceis,
o difícil é nos dispormos a fazê-las."

(Constantin Brancusi)

143) "O mundo não quer que eu me distraia.
Distraído estou salvo."

(Paulo Leminski)

144) "Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo."

(Nietzsche)

145) "A reta é uma curva que não sonha".

(Manoel de Barros) 

146) "Todas as cores concordam no escuro".

(Francis Bacon)

Atividade sobre a crônica "Piscina", de Fernando Sabino

Piscina

Era uma esplêndida residência na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d'água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado, ele tomava seu gim-tônico no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos molambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina.
De súbito pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistia a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate.
Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.
(Fernando Sabino)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro: 

02) Retire do texto uma frase em que se descreve a mulher da favela:

03) Quantos parágrafos o texto possui? 

04) Quantas são as personagens da história? Quais são elas?

05) Quem é o protagonista da história? E o antagonista?  Explique:

06) Qual foi a complicação da história?

07) Qual foi o clímax?

08) Qual foi o desfecho?

09) Onde se passa a cena?

10) O que faziam os donos da casa?  O que fazia a mulher da favela?

11) Numere as frases abaixo segundo a sequência das ações apresentadas no texto:

(   ) O olhar curioso das crianças espiando o jardim.
(   ) Mulheres silenciosas e esqueléticas, com lata d'água na cabeça.
(   ) A decisão da venda da casa.
(   ) O descanso do casal no final de semana.
(   ) A aproximação da mulher da favela que deixa a dona da casa aterrorizada.
(    ) O ato de apanhar água na piscina e a saída cuidadosa.

12) Podemos resumir cada parágrafo numa frase que representa as ideias principais. Siga o exemplo:

a) Primeiro parágrafo: a localização da mansão próxima à favela; 
b) Segundo parágrafo:
c) Terceiro parágrafo: O descanso dos donos da casa e a chegada da favelada. 
d) Quarto parágrafo:
e) Quinto parágrafo:
f) Sexto parágrafo: 
g) Sétimo parágrafo: a reação do dono da casa.

13) Qual a intenção do narrador ao usar a palavra PENA, na linha 2?

14) Copie a expressão do quinto parágrafo que nos mostra que a mulher da favela NÃO agiu com humildade:

15) Com a frase “...e agora colhia água com a lata”, o narrador quer demonstrar que a mulher da favela era:

(     ) solidária;
(     ) ousada, atrevida;
(     ) simpática;
(     ) simples.

16) Por que a mulher da favela decidiu encher a lata de água na piscina em vez de buscar água onde costumava buscar?

17) Determine as diferenças básicas entre a habitação, o vestuário e a ocupação na manhã de sábado da dona de casa e da mulher invasora:

18) O narrador não faz qualquer referência à mulher da favela como ser humano, apenas como um ser indefinido, ou sujo, ou estranho. Observe, no texto: "alguém" (linha 10), "ser encardido" (linha 11) e "estranha criatura" (linha 15). Com essas expressões a intenção do narrador seria mostrar que:

a) (    ) o pobre não tem realmente aparência humana.
b) (    ) o pobre não tem sentimento.
c) (    ) o rico não vê o pobre como um ser humano, como seu semelhante.
d) (    ) o pobre será sempre uma ameaça à vida do rico.

19) "Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras..."  Este trecho quer dizer que:

a) (   ) da mansão, assistia-se aos desfiles das escolas de samba do morro.
b) (   ) as pessoas do morro passavam uma após outras, para irem buscar água.
c) (   ) as crianças gostavam de participar dos desfiles.

20) Escolha mais de uma resposta, assinalando-as com um  X. Com a venda da mansão, os moradores demonstraram:

a) (   ) egoísmo e falta de solidariedade.
b) (   ) que são incapazes de desenvolver uma convivência fraterna com vizinhos
pobres.
c) (   ) que não queriam perturbar os favelados.
d) (   ) que sabem repartir seus pertences com os mais carentes.

21) “...viu COM TERROR que ela se aproximava lentamente...”
Por que a dona da casa sentiu TERROR com a aproximação da mulher da favela?

a) (      ) teve repugnância pela sujeira da mulher;
b) (      ) imaginou que ia ser agredida pela mulher;
c) (      ) achou que a mulher ia pedir-lhe algo;
d) (      ) a presença da mulher perturbava seu banho de piscina;

22) Qual o foco principal da narração?

a) (     ) os donos da casa;
b) (     ) as mulheres da favela;
c) (     ) a mulher invasora;
d) (     ) as relações entre os donos da casa e os habitantes da favela.

23) Qual o principal contraste que o autor procura mostrar no texto?

a) (     ) uma esplêndida residência e barracos grotescos de favela;
b) (     ) a fartura de água na piscina e a falta d´água na favela;
c) (     ) o lazer dos donos da piscina e o trabalho da mulher da favela;
d) (     ) a riqueza de uns e a pobreza de outros;

24) Diante da “invasão” da favelada, o que você faria se fosse os donos da casa? Por quê?

25) Imagine a seguinte situação: você mora numa favela, em seu barraco não há água e ao lado existe uma mansão com piscina. O que você faria para conseguir água?  Justifique:

26) Dê outro final (desfecho) para a história:

27) O que você pôde aprender com esse texto de Fernando Sabino? Explique bem: