terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Atividade sobre o texto "O ovo da galinha", de João Cabral de Melo Neto


O ovo da galinha

O ovo revela o acabamento 
A toda mão que o acaricia
Daquelas coisas torneadas
Num trabalho de toda vida.

E que se encontra também noutras
Que entretanto mão não fabrica:
Nos corais, nos seixos rolados
E em tantas coisas esculpidas.

Cujas formas simples são obra
De mil inacabáveis lixas
Usadas por mãos escultoras
Escondidas na água, na brisa. 

No entretanto, o ovo e apesar
Da pura forma concluída, 
Não se situa no final:
Está no ponto de partida.

(João Cabral de Melo Neto)

01) Justifique o título empregado no texto:

02) O poeta escolheu como motivo de seu poema um elemento do mundo físico. Que aspecto desse elemento mais impressiona o eu lírico? Por quê? 

03) Com o que o poeta compara o ovo? Isso faz algum sentido para você? Comente:

04) A palavra "acabamento" remete à ideia de objeto concluído. Copie do poema as metáforas que o poeta criou para designar:

a) as forças responsáveis por esse acabamento:
b) o agente dessas forças:
c) a contradição que o poeta identifica nesse acabamento:

05) Explique a contradição apontada pelo poeta:

06) Que tipos de sensação o eu lírico privilegia na descrição do ovo?

07) A escolha dessas sensações denota mais objetividade ou subjetividade? Por quê?

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

RESUMÃO sobre as principais FIGURAS DE LINGUAGEM

Resumo sobre as principais FIGURAS DE LINGUAGEM


De um modo geral. elas servem para dar força, ênfase, brilho, cor, beleza e vida a um texto, opondo-se à linguagem simples, triste, sem cor e sem “sal”, então... aprenda a usá-las!!! 

01) COMPARAÇÃO: análise de dois ou mais elementos, apontando semelhança(s) existente(s) entre eles. Exemplo: O dia está abafado como uma estufa!

02) METÁFORA: comparação direta, sem a palavra COMO e sem o termo em comum entre os elementos comparados. Exemplos: Ângela é um fera! / Ele é um verdadeiro raio!

03) PROSOPOPÉIA ou PERSONIFICAÇÃO: atribuição de ações ou sentimentos próprios do ser humano a animais ou a seres inanimados. Exemplos: O vento beija os meus cabelos / As ondas lambem as minhas pernas / O sol abraça o meu corpo / Meu coração canta feliz!

04) ONOMATOPÉIA: imitação de sons e ruídos próprios dos seres ou coisas, através de palavras. Exemplos: Ouvia o tic-tac do relógio a noite toda / Cof, cof, cof – tossia meu pai.

05) EUFEMISMO: suavização de expressões ou notícias desagradáveis. Exemplos: Tancredo Neves entregou a alma a Deus / Isso é obra do príncipe das trevas!

06) HIPÉRBOLE: aumenta exageradamente um fato a fim de chamar atenção, enfatizar, destacar uma determinada ideia. Exemplo: Já pedi silêncio mil vezes!

07) PLEONASMO: repetição desnecessária de um termo ou de uma ideia. Exemplos: Suba logo pra cima, menino! / Vi com os meus próprios olhos!

08) IRONIA: diz-se exatamente o contrário daquilo que se pensa, que se deseja, geralmente num tom de deboche e zombaria. Exemplo: Parabéns, gênio, pois acabou de tirar mais um zero!

09) ANTÍTESE: emprego de palavras com sentido contrário (antônimas) numa mesma frase ou contexto. Exemplos: Rir e chorar fazem parte da vida / Convivemos sempre com o bem e o mal.

10) PARADOXO: uso de ideias opostas numa mesma frase ou contexto. É a radicalização da antítese! Exemplo: Amor é ferida que dói e não se sente / É um contentamento descontente.

11) ASSÍNDETO: ausência de conjunção coordenativa numa frase. Exemplo: Cansou, viveu, morreu.

12) POLISSÍNDETO: abundância de conjunções coordenativas numa frase. Exemplo: Cansou e viveu e morreu.

13) SINESTESIA: mistura de várias sensações num mesmo contexto, graças à presença de dois ou mais sentidos (visão, audição, paladar...). Exemplo: Há um cheiro de café quente no ar!

14) ANÁFORA: repetição de uma ou mais palavras no início de vários versos. Exemplo: Se você cantasse / Se você gemesse / Se você tocasse a valsa vienense.

15) CATACRESE: empréstimo do nome de uma coisa para designar outra por causa da ausência de um termo próprio. Exemplos: Arrancou o pé da mesa / Machucou a barriga da perna / Doía a maçã do rosto / Pegue apenas um dente de alho.

16) METONÍMIA: substituição de um termo por outro quando há alguma relação de proximidade entre eles. Exemplos: Comi dois pratos de macarrão! / Devorou uma caixa de bombom! / Li Machado de Assis ontem à noite / Muitas pessoas não têm nem um teto para protegê-las do frio.

17) ELIPSE e ZEUGMA: a elipse é quando há a omissão de um verbo em uma frase, e zeugma é quando há omissão de um termo já dito anteriormente. Exemplos: Na estante, (há) livros e mais livros (elipse) / Ele prefere um passeio pela praia; eu, (prefiro) cinema (zeugma).

18) HIPÉRBATO: consiste na ordem invertida dos termos da oração em uma frase. Exemplo: Correm pelo parque as crianças da rua. (o sujeito vem depois do verbo).

19) ANACOLUTO: é a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase. Exemplo: Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.

20) SILEPSE: é a concordância com a ideia e não com a palavra utilizada e pode ser de número, gênero ou pessoa. Exemplos: Aquela multidão gritavam na hora do jogo / Vossa Excelência estava admirada por quê? / Todos estávamos surpresos

21) PERÍFRASE ou ANTONOMÁSIA: usa-se expressão especial para se referir a pessoas (antonomásia), ou a animais ou  a lugares (perífrase). Exemplos: O Poeta dos escravos (Castro Alves) é imortal / A Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro) continua linda!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Atividade sobre o texto "Tecendo a manhã", de João Cabral de Melo Neto


Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele 
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(João Cabral de Melo Neto) 

01) Justifique o título do poema: 

02) A que ditado popular se assemelha a afirmação contida no primeiro verso do texto?

03) Que palavras ficam subentendidas no verso "De um que apanhe esse grito que ele"? 

04) Qual a diferença entre "Uma manhã", no primeiro verso do poema, e "A manhã", que se encontra no penúltimo verso? 

05) De quantas estrofes e versos o poema é composto?

06) Podemos afirmar que a palavra "Galo" é uma metáfora para o homem? Justifique sua resposta:

07) Retire do poema um exemplo de prosopopeia, explicando seu raciocínio:

08) Você se sentiu meio o "galo" em algum momento do poema? Se sim, em qual? Comente:

09) Retire do texto todas as palavras que representam "manhã":

10) Que mensagem o poema transmite? Comente:

11) Explique o último verso do texto, que se encontra em negrito:

12) Represente esse poema com um desenho bem criativo e expressivo! Capriche!

(Participação especial das amigas artemanhosas Cristina Barata e Aparecida Ferreira

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Resumão básico das Funções da Linguagem

Resumo das Funções da Linguagem



São seis os ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO:

01) Referente ou Contexto: informações sobre a mensagem
02) Emissor (ou Remetente): quem envia a mensagem
03) Receptor (ou Destinatário): quem recebe a mensagem
04) Contato (ou Canal): o meio pelo qual a mensagem é enviada
05) Código: conjunto de convenções, de regras da língua
06) Mensagem: aquilo que se quer transmitir

Sempre que nos comunicamos, temos uma intenção, um objetivo, daí o fato de determinadas expressões e combinações de vocabulário caírem tão bem em alguns momentos e serem tão inoportunas em outros. Assim, a linguagem varia de acordo com a situação, assumindo FUNÇÕES, que são 6 (seis) e são as seguintes (cada uma valorizando mais um determinado elemento da comunicação):

-- REFERENCIAL: quando o objetivo é traduzir a realidade, INFORMAR ao receptor, com clareza, aquilo que se quer transmitir (CONTEXTO). Nos textos científicos e jornalísticos há predominância dessa função. 

-- EMOTIVA (ou EXPRESSIVA): quando o EMISSOR quer EXPRESSAR SUAS EMOÇÕES, seu estado de espírito. Assim, o texto  é escrito em primeira pessoa e recheado com exclamações, reticências e interjeições.

-- CONATIVA (ou APELATIVA): quando a intenção é CONVENCER o RECEPTOR a ter determinado comportamento. Os anúncios de comerciais e a publicidade em geral fazem uso dessa linguagem, empregando, muitas vezes, verbos no modo imperativo e em concordância com o pronome de tratamento você

-- FÁTICA: quando o objetivo é apenas estabelecer, manter ou prolongar o CONTATO com o receptor. As expressões usadas nos cumprimentos (bom dia, oi...), ao telefone (pronto, alô...) e em outras situações em que se TESTA O CANAL de comunicação apresentam esse tipo de função. 

-- METALINGUÍSTICA: quando o objetivo é o uso do CÓDIGO para explicar o PRÓPRIO CÓDIGO. Um bom exemplo dessa função é o dicionário, onde se usam palavras para explicar as próprias palavras. 

-- POÉTICA: quando o objetivo é dar ênfase à elaboração da MENSAGEM. O emissor constrói seu texto de maneira especial, realizando um trabalho de seleção e combinação de palavras, com esmero. Tal função é muito comum nos poemas, mas ocorre também na prosa e em anúncios publicitários. 

domingo, 6 de janeiro de 2019

Atividade sobre a obra "A feira" (1925) - Tarsila do Amaral



01) Que tipos de frutas podemos observar em tal obra? Enumere todos os que conseguir:

02) De qual dessas frutas você mais gosta? Cite duas de que você também gosta (além da sua preferida) e mais duas que deveriam também estar na "feira": 

03) Você achou o título da obra apropriado? Que outro nome você daria a ela?

04) Que animais encontram-se presentes em tal obra? 

05) O que você notou que sempre costuma estar presente nas obras de tal pintora? 

06) Analise as cores usadas pela pintora e comente o seu efeito:

07) Qual é a cor predominante? O que isso revela?

08) Você acha que as feiras de 1925 para cá mudaram muito? Se sim, em quê?

09) O que mais lhe chamou a atenção em tal obra?

10) Que sentimento ou emoção essa obra lhe despertou? Por quê?  

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Atividade sobre a música "Meu abrigo", de Melim

Primeira postagem do ano e aproveito para me desculpar pelas ausências, devido à correria diária da vida, e também desejar a todos os seguidores e visitantes do blog um FELIZ 2019, repleto de paz,  empatia, vitórias e trocas, que tanto nos inspiram e enriquecem! 

Como essa música me transmite esse estado de leveza e de simplicidade, aproveitei para transformá-la em atividade, a nossa primeira, de muitas que ainda virão no decorrer deste ano, se Deus quiser! Que a gente encontre sempre tempo para AGRADECER, principalmente a Ele, por tudo! Um abraço e até breve! 


Meu abrigo

Desejo a você o que há de melhor
A minha companhia pra não se sentir só
O sol, a lua e o mar, passagem pra viajar,
pra gente se perder e se encontrar

Vida boa, a brisa e paz
Nossas brincadeiras ao entardecer
Rir à toa é bom demais
O meu melhor lugar sempre é você!

Você é a razão da minha felicidade
Não vai dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor, por favor, vem viver comigo
No seu colo é o meu abrigo...

Quero presentear com flores Iemanjá
Pedir o paraíso pra gente se encostar
Uma viola a tocar, melodias pra gente dançar
A bênção das estrelas a nos iluminar

Vida boa, a brisa e paz
Trocando olhares ao anoitecer
Rir à toa é bom demais
Olhar pro céu, sorrir e agradecer

Você é a razão da minha felicidade
Não vai dizer que eu não sou sua cara-metade
Meu amor, por favor, vem viver comigo
No seu colo é o meu abrigo...

(Melim)


01) Você já conhecia essa música? O que ela lhe transmitiu?

02) Justifique o título empregado nessa canção:

03) O que significa uma pessoa ser "abrigo" para outra? Está no sentido denotativo ou conotativo?

04) Quem, afinal, seria o SEU abrigo? Justifique sua resposta:

05) Quantas estrofes e versos a música possui?

06) O que o desejo presente na primeira estrofe valoriza e que, de certa forma, denuncia?

07) Transcreva da música um exemplo de antítese:

08) Qual a importância de tal antítese para o contexto?

09) Como é possível alguém ser um "lugar"?

10) Copie do texto um vocativo, mencionando que efeito ele produziu ao texto:

11) Explique a negação presente na terceira estrofe:

12) De que verso você mais gostou? Por quê?

13) Que elementos são mais acentuados nessa canção e o que isso revela?

14) Ilustre cada detalhe importante da música em uma folha A4 e, se possível, pinte:

15) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Atividade sobre a crônica "O sol nasce para todos", de Elke Servaes

O sol nasce para todos

A felicidade habita cada um de nós e desperta todos os dias com o sol 

Um novo ano se inicia e com ele nossas promessas e sonhos. Vestimo-nos de branco, tomamos espumantes, brindamos a chegada de uma nova esperança. Infelizmente, o ritual que acorda o nosso sentimento  de fraternidade parece ser enterrado por muitos no dia seguinte. 
Meu desejo é para que neste ano a solidariedade, o respeito às diferenças e o prazer de celebrar a vida estejam presentes em todos os seus dias. A felicidade não espera no porto, não tem forma definida, nem dono absoluto. A felicidade não tem conta no banco, carro do ano, nem casa própria. 
A felicidade habita os olhos de uma mãe, mulher, esposa, gente. Eu vi. Na praia, debaixo da barraca, ela acompanhava a filha com paralisia cerebral que do carrinho admirava os reflexos do sol, ainda tímido naquela manhã. A filha brincava com o chaveiro pendurado. Enquanto a criança, que devia ter uns 7 anos, sorria para a luz, a mãe preparava-lhe o ninho na areia. O pai cavava fundo até o frescor do trono que a criança ocuparia. Fez um muro, um castelo.
A experiência parecia nova. A cada novo movimento, um sorriso e o apoio dos pais. A menina, agora sentada na areia sobre uma grande toalha vermelha, balançava-se de alegria. Os pés ficaram de fora para receber baldes e baldes daquela água densa e gelada. Isso, depois de a mãe lhe fazer provar com uma gota o gosto salgado do diferente. O pai ainda tentou demover a mãe de tal ideia. Afinal, poderia lhe fazer mal. Mas, como viver é correr riscos, a mãe o convenceu de que a aventura valeria a pena para que a menina pudesse ter pleno reconhecimento do mar. Depois, ela aprenderia sobre picolé de chocolate. 
Assim foi. Jogaram frescobol, nadaram, comeram queijo coalho no espeto, conversaram e se lambuzaram de sorvete, areia e alegria. E como o tempo avançava tanto quanto o sol, chegava a hora de ir pra casa e levar a festa para outro lugar. Bolsas, barraca, carrinho e carinho aos baldes deixaram na praia um vazio e em mim, uma certeza: a felicidade habita cada um de nós e desperta todos os dias com o sol. 
Que o vazio deixado pelo ano antigo seja preenchido com novos sabores, novos relacionamentos, novas paisagens e muito sol. Que o diferente habite seus dias e lhe traga muitas alegrias. 

(Elke Servaes)

01) Justifique o título empregado no texto, explicando por que esse famoso provérbio foi usado:

02) Compare o título com o subtítulo. Por que a autora os correlaciona? 

03) O objetivo desse texto foi apenas informar o leitor a respeito de um acontecimento ou refletir sobre um fato presenciado? Justifique sua resposta:

04) Localize no texto duas características do gênero crônica: 

05) Divida o texto em três partes. Indique onde começa e termina cada uma delas, resumindo a ideia principal de cada uma: 

06) Por que narração da família na praia foi adicionada ao texto? 

07) Por que a autora relaciona a diversão de uma família na praia à felicidade? O que essa família tem de especial?

08) Explique por que a autora utilizou a ordem "mãe, mulher, esposa, gente": 

09) Em sua opinião, a ordem acima é adequada para caracterizar a pessoa que estava na praia com marido e filha? Justifique sua resposta:

10) Retire do texto expressões que mostram o carinho e o cuidado dos pais com a filha:

11) Que mensagem o texto transmite?