terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "Falta alegria em nossas vidas", da Lya Luft


Falta alegria em nossas vidas

Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia. Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão. As rápidas mudanças na sociedade, alguns ainda tentando arrastar o cadáver dos valores que precisam ser mudados, outros tentando impor a anarquia quando a gente devia era renovar, não bagunçar.
Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha:
-- Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo... Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você falando em alegria?
Pois comecei a me entusiasmar com a ideia, e provocativamente, fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança.
Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites.
Éramos tão humanos, tão desvalidos e tão guerreiros, o pequeno grupo de amigos diante de uma lareira na noite fria, como centenas, milhares de outros, homens, mulheres, crianças, entre os dois mistérios do nascer e do morrer.
Repeti a minha pequena heresia:
-- Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor. Érico Veríssimo, velho amigo amado, uma de minhas mais duras perdas, me disse quando eu era muito jovem: "Lya, em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor".
Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança.

(Lya Luft) 

01) Justifique o título da crônica, aproveitando para mencionar se você concorda ou não com ele: 

02) O que é a alegria para a autora? E para você? 

03) Por que, segundo a autora, nós andamos chatos? Você concorda com isso?

04) Você acha que tem reclamado demais? Cite três reclamações que você tem feito, com mais frequência:

05) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela transmite:

06) Posicione-se sobre a afirmação em negrito no terceiro parágrafo do texto, justificando seu ponto de vista:

07) Justifique o uso das aspas no texto: 

08) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

09) Circule na crônica um vocativo, justificando: 

10) Posicione-se sobre a passagem que corresponde à fala do amigo Érico Veríssimo para a autora, argumentando bem:

11) Essa crônica foi escrita em 2004. De lá pra cá muita coisa mudou? Justifique sua resposta: 

12) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o texto "Ano novo, vida nova", de Moacyr Scliar

Ano novo, vida nova

Vida é dor, e acordo com dor de dentes. O dia é belíssimo, um sol de verão invade o barraco; quanto a mim, choro de dor. Choro também por outras razões, mas principalmente de dor.
Vida é combate. De nada me adianta ficar deitado. Levanto-me e começo a fazer ginástica. Ao fletir o tronco, dou com o bilhete de Francisca, em cima da cadeira.
Escrever é uma conquista recente de Francisca, que frequenta, com muito sacrifício, um curso noturno de alfabetização. A caligrafia melhora dia a dia, constato, desdobrando a mensagem que, infelizmente, não me dá outros motivos de satisfação: Francisca acaba de me deixar, optando por um estivador – o que, afinal de contas, está bem de acordo com a falta de sensibilidade dela, mas me cria problemas: quem vai cozinhar? Quem vai arrumar o barraco? Quem vai me arranjar dinheiro para o cinema? Ai, vida é preocupação.
Mas vida também é alegria. O sol brilha, a ginástica me faz bem, e, se Francisca me deixou, mulheres não me faltarão. Aliás, não guardo nenhum rancor a Francisca. Ela nunca esteve à minha altura. Porque, se hoje moro em barraco, é por opção: fui criado por um tio rico, e nada me faltou a não ser o tédio. Por causa deste me tornei hippie. Depois resolvi profissionalizar-me e me tornei pobre de verdade. Foi assim que vim morar neste barraco, a princípio sozinho; mais tarde trouxe Francisca, então uma simples empregada doméstica, uma analfabeta. Agora ela me deixou. Mas não tem nada, vamos em frente, amanhã será outro dia.
A dor de dentes, momentaneamente aliviada, retorna feroz. Preciso ir a um dentista, concluo. Cachaça com fumo não vai me adiantar, principalmente se a gente não tem  -- como é o meu caso – nem cachaça nem fumo. Nestas horas me arrependo um pouco de ter deixado o lar do meu tio. Pelo menos não deveria ter jogado fora o cartão de crédito que ele me deu.
Decido ir ao dentista da associação beneficente da vila, que trata os pobres de graça. O dentista é uma bela pessoa, gordinho e simpático; examina-me rapidamente e decide que o caso é de extração. Posso escolher, informa-me; extração  com anestesia (o que me custará uma módica quantia), ou sem. Escolho sem, e berro enquanto o dente é arrancado. O dentista pensa que é de dor que eu grito, mas se engana: berro de satisfação pelo dinheiro poupado. Gastar só para me tornar insensível? Absurdo. Vida é sofrimento; sofrer é tragar a vida a grandes goles, conforme explico ao dentista ao me despedir, com a boca cheia de sangue.
Cuspindo glóbulos pelos caminhos empoeirados da vila, desço à cidade, com o propósito de arranjar um café, senão o da manhã, pelo menos o da tarde: são quase três horas.
O movimento nas  ruas do  centro me surpreende. Uma quantidade enorme de pessoas, nas ruas, nas lojas. E aí me dou conta: é 31 de dezembro. O último dia do ano!
Vida é emoção. Lembro-me de como eu e o tio comemorávamos a passagem do ano: muito doce, muito champanha. O tio, esqueci de dizer, era importador de vinhos finos, de modo que o champanha era sempre do melhor, embora eu custasse um pouco a me embebedar com ele. A noite de 31 de dezembro era de sonhos e esperanças. Lembrando-me disso, sento na sarjeta e choro, choro...

(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título empregado na crônica acima:

02) Quem era Francisca? Que tipo de sentimento o narrador parecia nutrir por ela? Justifique sua resposta: 

03) Utilize cinco adjetivos para caracterizar o narrador e mais cinco referentes à Francisca, de acordo com os dados do texto: 

04) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela expressa: 

05) Transcreva da crônica uma passagem que revela puro recalque, justificando sua escolha:

06) Que opinião implicitamente o texto traz sobre hippie? O que você pensa a respeito disso?  Por que tal palavra aparece escrita em itálico? 

07) Por que o narrador resolveu sair da casa do tio? Por que ele se arrepende disso? O que isso revela?

08) Você acha que vale ou não a pena pagar mais para não sentir dor? Justifique sua resposta: 

09) Por que o narrador percebe que se tratava do último dia do ano? 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Atividade com charge sobre Bullying



01) Dê um título à charge acima:

02) Você acha que o rapaz deveria saber o que significa a palavra "bullying"? Por quê?

03) Que diferenças podem ser notadas entre as duas personagens?

04) O que o pensamento do rapaz revela? Que associação ele faz?

05) O que o gesto do jovem de levar a mão à cabeça revela?

06) A linguagem não verbal foi importante para o entendimento da charge? Justifique sua resposta:

07) Que mensagem a charge transmite? Comente:

08) Você já sofreu bullying alguma vez na vida? Já o praticou?

09) Como solucionar essa problemática? Elabore uma proposta de intervenção completa:

domingo, 29 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Notificação preferida", de Zé Neto e Cristiano


Notificação preferida

Já doeu
Mas hoje não dói mais 
Tanto fiz
Que agora tanto faz

O nosso amor calejou
Apanhou, apanhou que cansou
Na minha cama cê fez tanta falta 
Que o meu coração te expulsou 

Não tem mais eu e você
Tá facin de entender
Você me deu aula de como aprender
A te esquecer

Foi, mas não é mais a minha notificação preferida
Já foi, mas não é mais a número um da minha vida
Sinto em te dizer
Mas eu já superei você

(Zé Neto e Cristiano)

01) Justifique o título da canção:

02) Explique o jogo de palavras nos dois versos destacados no começo da música:

03) Por que o eu lírico usou "facin", na terceira estrofe, e não "facinho"?

04) O que significa a pessoa ser a "notificação preferida" da outra? Você já se sentiu assim?

05) Podemos dizer que ser "a número um" e  ser "a notificação preferida" são equivalentes? Justifique sua resposta: 

06) Copie do texto marcas de oralidade, dizendo sua importância para o contexto:

07) Pelos implícitos presentes na música, você acha que, de fato, o eu lírico já superou a pessoa amada e o que ela lhe causou? Justifique sua resposta: 

08) Que mensagem a canção transmite?

sábado, 28 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Quem vai queimar?", da Pitty


Quem vai queimar?

Encaixotem os livres
Desinfectem os cantos
Estuprem as mulheres
Brutalizem os homens
Despedacem os fracos
Enfeitem a moda
Sodomizem as crianças
Escravizem os velhos
Fabriquem as armas
Destruam as casas
Façam render a guerra 
Escolham os heróis

E queimem as bruxas
Deixa queimar
E queimem as bruxas
Quem vai queimar? 

Empurrem conselhos 
Forneçam as drogas
Engulam a comida
Disfarcem bem a culpa
Protejam a igreja
Perdoem os pecados
Condenem os feitiços
Decidam quem vai morrer 
Contaminem a escola
Violentem os virgens
Aprisionem os livros
Escrevam a história

E queimem as bruxas
Deixa queimar
E queimem as bruxas
Quem vai queimar? 

Quem ordena a execução
Não acende a fogueira
(Pai, rogai por nós)

(Pitty)

01) Justifique o título dado à música, respondendo à pergunta nele contida:

02) Circule no texto todos os verbos no modo imperativo, dizendo qual a importância deles para o contexto: 

03) Que denúncias a música faz? Cite pelo menos cinco, comentando sobre cada uma:

04) Explique o que significa o verso que se encontra em negrito no texto:

05) Quem seriam as "bruxas"? Você acha que está no sentido denotativo ou conotativo? Explique:

06) Que crítica você achou mais interessante? Por quê?

07) Explique os versos em destaque no final da canção, opinando sobre eles:

08) Qual o objetivo da frase que se encontra entre parênteses?

09) Copie da canção um vocativo, explicando sua importância para o contexto:

10) Que mensagem a música transmite?

11) A "caça às bruxas" foi um movimento de perseguição religiosa e social iniciado no século XV. Atualmente tal termo se refere a quê? 

12) Mulheres com aparência vista como desagradável, com deformidades e de idade avançada, ou então muito bela e que despertavam desejos não correspondidos em homens poderosos, poderiam ser denunciadas por praticar bruxaria ou então por terem um pacto com o demônio. A "imagem" que se tem atualmente das bruxas corresponde a essas descrições? E por que elas eram consideradas bruxas? 

13) Dizem que as bruxas trazem "marcas do demônio", ou seja, marcas de nascença, como pintas, verrugas e até cicatrizes. Pense nas bruxas que você já viu, seja em filmes, desenhos, pinturas, esculturas, livros... e teça um comentário sobre esse assunto levantado: 

14) Atualmente, o movimento feminista considera a "caça às bruxas" como um verdadeiro genocídio do sexo feminino. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta: 

(Participação especial da amiga Ana Cristina com as quatro últimas questões!)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Não precisa ser Amélia", de Bia Ferreira


Não precisa ser Amélia

Estrela que brilha, clareia a trilha
Ilumina e guia o meu caminhar
Alumeia um pouquinho esse meu caminho
Me uma luz, tá difícil enxergar

Quanto mais eu ando, mais escuro fica
Me dê uma dica pra poder seguir
Não sei o que faço
Se ando, se paro, se corro, se sigo, se fico aqui

Tome minha boca pra que que eu só fale
Aquilo que eu deveria dizer
A caneta, a folha, o lápis
Agora que eu comecei a escrever
Que eu nunca me cale

O jogo só vale quando todas as partes puderem jogar
Sou Frida, sou preta, essa é minha treta
Me deram um palco e eu vou cantar

Canto pela tia que é silenciada
Dizem que só a pia é seu lugar
Pela mina que é de quebrada
Que é violentada e não pode estudar

Canto pela preta objetificada
Gostosa, sarada, que tem que sambar
Dona de casa limpa, lava e passa
Mas fora do lar não pode trabalhar

A dona de casa limpa, lava e passa
Não precisa ser Amélia pra ser de verdade
Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser
Seja preta, indígena, trans, nordestina
Não se nasce feminina, torna-se mulher
E não precisa ser Amélia pra ser de verdade...

(Bia Ferreira)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Posicione-se sobre as duas passagens em negrito na música, argumentando:

03) Copie do texto uma passagem que mais incomodou, de alguma forma, você, explicando sua escolha: 

04) Que críticas são feitas com relação à visão de como a mulher é vista pela sociedade? Cite-as:

05) Copie do texto marcas de oralidade:

06) Que passagem faz uma intertextualidade com outra música? Comente-a:

07) Que mensagem a música transmite?

08) A que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada na canção?

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Atividade sobre o filme "Animais unidos jamais serão vencidos" (1 h 33 min)



Sinopse: Um grupo de animais vive em paz em território africano, até que, um dia, a água simplesmente desaparece. Eles investigam o que pode ter ocorrido e descobrem que os homens construíram uma imensa represa, que deixou o local onde vivem sem água. Para reverter essa situação, os animais resolvem se unir e partir para a guerra contra os humanos. (Duração: 1 h 33 min)

01) Quais são as principais personagens da história? De qual delas você mais gostou? Por quê? 

02) Que problemas ambientais a história aborda? 

03) Por que de repente começou a faltar água para os animais? 

04) Quem é o "´oráculo"? O que isso revela? 

05) Qual o dilema vivido pelo macaco Simão? Por que ele é diferente dos outros animais e se sente assim dividido? 

06) De que a pequena Maya reclama com relação ao seu pai? Você acha que ela tem razão? 

07) O que Fred e Gilda, o casal de tartarugas, simbolizam na história? 

08) Por que o leão Sócrates tinha um problema pessoal com o caçador? 

09) O que a guerra entre os búfalos e os rinocerontes simboliza? Por que eles, no final, resolvem se unir? Conseguiram êxito? 

10) O que a postura do galo Pierre diante da temida pantera revela? Você teria essa coragem? 

11) O que o ataque de numerosos cupins revela? Por que essa escolha? 

12) De que lado, afinal, o macaco Simão acabou ficando? O que você pensa com relação a isso? 

13) Que mensagem o filme transmite? Comente: 

14) Que outro título você daria ao filme? 

15) O que o final do filme revela? O que você achou disso? Por que eles resolvem ir para a cidade? 

16) De que parte do filme você mais gostou? Justifique sua resposta:

(Participação especial do meu filho Miguel Garcia na elaboração dessa atividade!)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "Alegrias do Natal", de Cristina Porto

Alegrias do Natal

Natal, pra mim, tem sabor de alegria e surpresas, sabe por quê? Porque em minha casa cada um preparava uma surpresa para o outro. 
Naquele Natal, porém, havíamos combinado que ninguém ia dar presente, por causa das despesas com a chegada do nenê (mamãe estava esperando nenê). Eu já havia me conformado em não dar nem receber surpresas.
Mas quando acordei no dia 25, quase morri de alegria, sabe o que havia no meu quarto? Uma cadeirinha de balanço de madeira com uma almofada de retalhos bem coloridos. Papai havia feito a cadeira e mamãe havia feito a almofada, nem precisa dizer que fiquei muito contente. 
Papai e mamãe ainda dormiam, então chegou a minha vez de fazer minha surpresa, eu havia preparado uma, e estava escondido no meu guarda-roupa. 
A surpresa é que meu presente era para o nenê, que ia nascer. Como eu não podia gastar dinheiro, escolhi um calçãozinho da Madalena, a minha boneca, lavei bem lavadinho, passei bem direitinho, dobrei e coloquei numa sacola. Embrulhei com um papel bem bonitinho e escondi. 
Peguei então o pacotinho, entrei bem quietinha no quarto dos meus pais e coloquei o presentinho sabe onde? Bem em cima da barriga da mamãe, depois voltei para o meu quarto.
Quando eles levantaram, foram até a minha cama e me deram um beijo com gosto diferente, sabe? Eu também dei um beijo diferente neles, não precisamos falar mais nada, porque já havíamos entendido tudo. 
(Cristina Porto) 

01) Justifique o título do texto acima:

02) O que você achou do combinado da família? Faria algo semelhante?

03) Segundo o texto, o que era bom no Natal?

04) Copie do texto dois pares de antônimos:

05) Que presente a protagonista recebeu? E que presente ela deu?

06) Por que o beijo, tanto dado quanto o recebido, tinham um gosto diferente?

07) Que mensagem o texto transmite?

08) Qual foi o seu melhor Natal? Por quê?

Atividade sobre o texto "Natal na Ilha do Nanja", de Cecília Meireles

Natal na Ilha do Nanja

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim. 
Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova -- mas uma roupinha barata, pois é gente pobre -- apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria. 
Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho -- antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas festas! Boas Festas"! 
E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes -- mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe -- trata-se de uma ilha, com praias e pescadores! -- uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol! 
Na Ilha do Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos. 
Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As  crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só. 
É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal. 
(Cecília Meireles) 

01) Justifique o título da crônica acima, aproveitando para sugerir um outro: 

02) Pela descrição de costumes feita no texto, você acha que a Ilha do Nanja é um lugar real ou imaginário? Por quê? 

03) Copie do texto uma passagem que mostre que o Natal é a festa sempre esperada pelos habitantes da Ilha do Nanja: 

04) Quais eram as três palavras que simbolizam o Natal na tal Ilha? Por que elas eram escritas com letras maiúsculas? 

05) Como as pessoas se tratam, durante o Natal, na Ilha do Nanja? 

06) Transcreva do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

07) Há diferença entre celebrar o Natal como aniversário ou como o verdadeiro dia do nascimento do Menino Jesus? Justifique sua resposta:

08) Existe sofrimento na Ilha do Nanja? Explique seu raciocínio:

09) Junto com o Natal, que outros valores chegam à Ilha do Nanja? O que você pensa a respeito disso?

10) Copie uma frase do texto que comprove que os habitantes do Nanja viviam num clima de expectativa:

11) Como as pessoas se vestem no Natal, na Ilha? Isso também ocorre onde você mora? Por quê?

12) Transcreva do texto uma frase que comprove que há paz em Nanja:

13) Copie do texto um exemplo de polissíndeto, explicando seu raciocínio:

14) Em geral, nós gostamos de receber presentes e colocamos nisso alguma felicidade. Na Ilha do Nanja, ninguém pede nada e todos se sentem felizes. Por quê?

15) Trace um paralelo entre o Natal de Nanja e o de nossos dias. É semelhante ou diferente? Comente: 

16) Como você costuma comemorar o Natal? 

17) Que mensagem o texto transmite? 

18) Que crítica o texto faz? A quem? Comente:

(Conheci tal texto através de uma amiga querida, a Nádia Aparecida, e, desde então, há anos isso, eu fiquei apaixonada por ele e não o perco mais de vista!
Aproveito para desejar um FELIZ NATAL a todos!)

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "Compras de Natal", de Cecília Meireles

Compras de Natal

A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.
As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.
Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.
Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de um real, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.
Grandes e pequenos, parentes e amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas e seus preços — e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade. Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente. Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade. Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão para a insidiosa fome que se alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que — especialmente neste verão — teremos de conquistar o pão de cada dia. Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma.
Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação, organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão. Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como sabonete), e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!
São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.

(Cecília Meireles)

01) Justifique o título empregado na crônica acima: 

02) Qual é a personagem da crônica e qual é o momento?

03) Na época do Natal, como a cidade foge de sua rotina?

04) A palavra FATALIDADES significa, nesse texto, “as finalidades a que a cidade está destinada, as funções que ela tem que cumprir”. Qual pode ser uma dessas fatalidades?

05) Qual é a característica comum aos enfeites que enchem a cidade de brilhos e cores na época de Natal? Justifique sua resposta:

06) Que contraste há entre os elementos da cidade e os elementos que cercam o Meninozinho? O que será que a cronista quer indicar com isso?

07) Por que a palavra MENINOZINHO aparece no diminutivo e começa com letra maiúscula?

08) Segundo a autora, comprar presentes na época do Natal é uma atividade que dá prazer? É fácil presentear as pessoas? Justifique sua resposta:

09) Como a autora define os presentes natalinos?

10) Que recursos de venda são a própria imagem da ilusão?

11) “E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias”. O que permanece?

12) Há contraste entre a comemoração do Natal em nossos dias e o nascimento do Menino Jesus, há mais de dois mil anos? Justifique sua resposta:

13) A quem se refere a palavra TODOS na passagem “Todos ficamos extremamente felizes!”?

14) O que quer dizer a cronista ao afirmar que pagamos por um sabonete o preço “de uma cesta de rosas”? Explique sua resposta:

15) Por que todos ficam felizes com presentes inúteis? Você se enquadra nisso? Comente:

16) A cronista envolve todos nós na história. Como ela consegue isso no texto?

17) Ao dizer que temos uma “dedicação sublime” ao comprar presentes, a cronista está sendo sincera ou irônica? Justifique sua resposta:

18) A cronista termina seu texto dizendo que permanece apenas o Meninozinho a “olhar para este mundo”. Que tipo de olhar o Menino Jesus estaria lançando sobre o mundo, sobre as pessoas? Justifique sua resposta:

19) Que contraste há entre os elementos da cidade e os elementos que cercam o Meninozinho? O que será que o cronista quer indicar com isso? 

20) Qual a semelhança entre a tirinha abaixo e um dos argumentos usados pela cronista? Comente: 


21) Atualmente, você acha que o Natal tem mais significado religioso ou comercial? Justifique:

22) O que pode ser considerado, na visão das crianças, um presente útil? O que criança gosta de ganhar? 

É complicado presentear alguém? Por quê? Devemos dar apenas presentes úteis e necessários?

23) Por quais outros sinais poderíamos substituir os travessões presentes no trecho que aparece em negrito no texto?

24) Por que a autora colocou entre parênteses a oração “que não serve para nada”, em destaque no texto?

25) A oração citada na questão anterior foi repetida pela autora, mas com uma ligeira alteração. Qual?


(Participação especial da amiga Luciene Gomes com a questão 19 
e também da amiga Ana Cristina com a questão 22!)

Atividade sobre a música "Envelhecer", de Lorena Chaves


Envelhecer

Quero ter você pra ver quando acordar
E recomeçar em todas as manhãs
Ver o céu se abrir ou diluir em chuva
E na calmaria me aconchegar
Eu gosto da ideia de envelhecer com você
Eu gosto de saber o que pensa, às vezes, sem dizer

Quero ter você nos dias mais incertos
Só pra me esconder na paz de um abraço teu
Ver a imensidão com um sorriso aberto
Até o fim de tudo e tudo se acabar
Eu gosto da ideia de envelhecer com você
Eu gosto de saber o que pensa, às vezes, sem dizer

Quero ter você pra ver quando acordar
Ver o céu se abrir ou diluir em chuva
Quero ter você pra ver quando acordar
Até o fim de tudo e tudo se acabar
Até que o fim de tudo e tudo se acabar

(Lorena Chaves)

01) Justifique o título dado à música:

02) Podemos afirmar que essa canção possui traços românticos? Explique seu raciocínio:

03) As duas afirmações contidas no verso em negrito na segunda estrofe significam a mesma coisa? Por quê? 

04) Existe na música alguma passagem que revela oposição? Se sim, qual? Copie:

05) Podemos afirmar que o verbo destacado no texto é volitivo? Por quê?

06) Que mensagem a canção transmite?

07) O que você pensa sobre envelhecer? Você está preparado(a) para isso? Justifique sua resposta:

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Capitão Gancho", de Clarice Falcão


Capitão Gancho

Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano 
Não fossem os danos
Não seria eu 

Se não fossem as minhas tias com todos os mimos
Ou se eu menino fosse mais amado
Se não desse errado
Não seria eu

Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado
Não quero ser chato
Mas vou ser honesto 
Eu não sei o que você tem contra mim 

Você pode tentar por horas me deixar culpado
Mas vai dar errado
Já que foi o resto da vida inteira que me fez assim

Se não fossem os ais
E não fosse a dor
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador
Se não fosse Deus 
Bancando o escritor 

Se não fosse o Mickey e as terças-feiras 
E os ursos pandas e o andar de cima 
Da primeira casa em que eu morei 
E dava pra chegar no morro
Só pela varanda
Se não fosse a fome e essas crianças 
E esse cachorro e o Sancho Pança
Se não fosse o Koni e o Capitão Gancho 
Eu não seria eu

(Clarice Falcão)

01) Justifique o título da canção:

02) Com dados da música, caracterize o eu lírico, utilizando o maior número de adjetivos possível:

03) Copie da música uma comparação, dizendo o que ela revela com relação ao eu lírico:

04) Por que o eu lírico cita Mickey, Sancho Pança, Koni, Capitão Gancho...? Qual a provável intenção? 

05) E quem você citaria para marcar a sua vida e a sua personalidade? Por quê?

06) Que mensagem a música transmite?

07) Vasculhe as suas "malas cheias de memórias" e comente aquela que mais lhe marcou até hoje:

08) Considerando que danos são estragos, prejuízos, perdas, fracassos pelos quais passamos ao longo da vida, pode-se afirmar que eles nos fazem crescer / amadurecer? Justifique sua resposta:

09) Certamente há alguém da sua família que também paparica você: uma tia, a avó, o avô, seu pai, sua mãe, sua madrinha, seu irmão... Diga quem e quais são esses paparicos: 

10) O eu lírico cita muitas lembranças que o marcaram. Destaque-as:

11) O eu lírico se reconhece por tudo o que já passou na vida. Que frase do texto reitera essa ideia de reconhecimento de si mesmo? O que você pensa a esse respeito?

12) Elabore um pequeno texto cujo título deverá ser "Não seria eu", comentando tudo o que achar importante sobre você:

(Atividade em parceria com a queridíssima amiga Ana Cristina)

domingo, 22 de dezembro de 2019

Atividade sobre o texto "A cura", de Alexandre Azevedo

A cura

No consultório  médico:
- O que o senhor sente? - per­gunta o doutor.
- Nada - responde o paciente. - Nada?!
- Pois é, doutor, nada. Nadinha de nada. Eu estou ótimo, doutor. Faz dez anos que não sinto coisa alguma. Estou apavorado, doutor!
- Nenhuma dorzinha? - Nenhuma.
- Dor de cabeça?
- Nada.
- Tosse? 
- Não.
- Gripe?
- Ah, quem me dera...
- Nem uma dorzinha de barriga de vez em quando?
- Nem.
- Hummm...
- Meu caso é grave, doutor?
- Tire a camisa para eu poder examinar melhor. Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Água, suco natural, vitaminas... 
- Pratica algum esporte? Natação, por exemplo?
- Sim, peito, costas, borboleta, clássico.. .
- Futebol? Vôlei? Basquete? 
- Futebol, vôlei, basquete, judô... 
- É, seu caso é grave!
- Muito?
- Muito.
- Tem cura?
- Às vezes... Só depende do senhor!
- O que tenho que fazer, doutor? 
- Suas férias, onde costuma passá-Ias?
- Campos do Jordão.
- Péssimo.
- Por favor, doutor, o senhor precisa me ajudar! Sinto-me horrível!
- Calma, calma. Primeiro terá que mudar alguns hábitos, senão...
- Senão?!
- Senão teremos que interná-lo. Como disse, só depende do senhor.
- Farei tudo o que o senhor disser, mas me cure, doutor!
- Bom, primeiro terá que voltar a fumar.
- Cinco por dia, tá bom?
- Vinte!
- E depois?
- Beber. Nada de sucos sem açúcar, nem vitaminas...
- Cerveja?
- Cachaça. Cerveja só enche bar­riga!
- Que mais?
- Nada de esportes. A não ser baralho, porrinha e bozó, está enten­dendo?
- Tô.
- Férias em Cubatão. Procure sempre, ao entardecer, respirar bem fundo aquele ar.
- Pode deixar, doutor! Seguirei à risca suas recomendações.
Dois anos depois:
- Doutor, sinto-me perfeito!
- Ótimo, ótimo! Conte-me tudo.
- Bem, em dois meses fiquei gri­pado. Peguei pneumonia logo após. Estou com uma tosse dos diabos! Acho que é tuberculose. Estou com dores nos rins. Deve ser a sagrada cachacinha!
- Vai ver é cirrose hepática!
- Tomara, doutor, tomara!
- Pulmão?
- Manchado, doutor!
- Ótimo!
- Enfim, sinto-me maravilhosa­mente bem! Agora sou uma pessoa normal! Muito obrigado, doutor!
- É - diz o médico, colocando a mão no queixo -, pra quem estava praticamente desenganado...

(Alexandre Azevedo)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) Você acha que o paciente tinha motivo para se preocupar? Por quê? 

03) Podemos afirmar que o médico foi irônico? Comente: 

04) Circule no texto os vocativos, explicando seu raciocínio: 

05) Podemos dizer que o texto foi todo construído com diálogo? O que nos sinaliza isso? 

06) O que gera humor no texto? 

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) Copie todos os numerais do texto, classificando-os e dizendo a importância deles para o contexto: 

09) Que implícitos os dois nomes das cidades citadas trazem? Explique: 

10) Transcreva do texto marcas de oralidade: 

Atividade sobre o filme "Felicidade por um fio" (1 h 38 min)


Sinopse: Violet Jones é uma publicitária bem-sucedida que considera sua vida perfeita, tendo um ótimo namorado e uma rotina organizada meticulosamente para conseguir estar sempre impecável. Após uma enorme desilusão, ao descobrir que seu namorado não é quem ela esperava, Violet muda sua rotina radicalmente, repagina o visual e percebe que o caminho da aceitação de seu cabelo está intrinsecamente ligado a sua reformulação como mulher, superando traumas que vêm desde a infância e pela primeira vez se colocando acima da opinião alheia.  

01) Justifique o título dado ao filme, explorando a ambiguidade nele presente:

02) O que incomodava a protagonista?

03) Por que a mãe dela a proibia de pular na piscina, quando criança? O que ela resolveu fazer?

04) Depois de várias transformações capilares, que medida extrema Violet decide tomar? Que sentimentos ela demonstra nessa hora?

05) Por que a mãe de Violet desmaiou? Você achou isso natural ou um exagero? Por quê?

06) Por que Violet ficou decepcionada com o presente que o namorado deu de aniversário?

07) Você acha que a menininha estar roubando numa loja foi um pedido de socorro? Justifique sua resposta:

08) Você concorda com a passagem "É uma luta contra a TV, comerciais, revistas, que dizem que um cabelo liso é o que te deixa linda"? Explique seu ponto de vista:

09) Por que Violet desistiu de casar com seu antigo namorado? O que você faria no lugar dela?

10) O que significa essa fala da Violet para a mãe: "A garota que um homem quer, mas não a que eu quero"?

11) O que o pulo de Violet, adulta, na piscina significou para ela e para os demais convidados?

12) Que mensagem o filme transmite?

13) Posicione-se sobre a passagem "Não deixe a opinião negativa de outra pessoa virar sua realidade", argumentando bem: 

14) De que parte dele você mais gostou? Por quê?

Para complementar o assunto, fica aqui a preciosa dica dada pela amiga Ana Cristina:


sábado, 21 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Sete vidas", da Pitty


Sete vidas

Só nos últimos cinco meses
Eu já morri umas quatro vezes
Ainda me restam três vidas pra gastar
Só nos últimos cinco meses
Eu já morri umas quatro vezes
Ainda me restam três vidas pra gastar

Era um Mar Vermelho
Me arrastando do quarto pro banheiro
Pupila congelada
Já não sabia mais de nada
É besta assim esse quase morrer
Desconcertante perceber
Que as coisas são
E tudo floresce a despeito de nós

Pálido, doente
Rendido, decadente
Viver parece mesmo 
Coisa de insistente
A postura combativa
Ainda tô aqui viva
Um pouco mais triste
Mas muito mais forte
Agora que eu voltei
Quero ver me aguentar

Só nos últimos cinco meses
Eu já morri umas quatro vezes
Ainda me restam três vidas pra gastar
Só nos últimos cinco meses
Eu já morri umas quatro vezes
Ainda me restam três vidas pra gastar

A caixa de sombra se abriu
Foi um maremoto atrás do outro 
Ferro na jugular
Tirando tudo do lugar
Se coisa ruim faz a gente crescer
E todo esse clichê
Já nem caibo mais na casa
Não caibo mais aqui...

(Pitty)



01) Justifique o título dado à música:

02) Circule os numerais presentes no refrão e diga a importância deles para o contexto:

03) Copie do texto uma passagem com sentido conotativo, explicando seu raciocínio:

04) A que poderia remeter a expressão "Mar Vermelho", considerando o contexto? Explique:

05) O que se encontra implícito na passagem em destaque na música?

06) Explique os versos destacados na terceira estrofe, posicionando-se sobre eles:

07) Transcreva da música uma antítese, explicando seu raciocínio:

08) A que clichê o eu lírico se refere? Você acha que ele é válido?

09) Que mensagem a canção transmite?

10) Que problema a música denuncia? Comente:

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Bebi e parei", de Marília Mendonça


Bebi e liguei

Acordei mais uma vez embriagado
E o seu cheiro impregnado na minha roupa

Só ficou o resto do seu beijo na minha boca
Você deu corda e o coração entrou na forca
A minha saudade já tinha tomado um rumo na vida
Mas desandou com a sua ligação perdida, ah

Faltou coragem pra dizer que não
Bebi, liguei, parei no seu coração
Chego apaixonado e saio arrependido
Amar por dois só me dá prejuízo
Só me dá prejuízo...

(Marília Mendonça)

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) O que significa "alguém dar corda"? Encontra-se no sentido conotativo ou denotativo?

03) Explique o que significa "o coração entrar na forca"? Você já se sentiu assim?

04) Que efeito a ligação perdida causou no eu lírico? Isso é comum de acontecer?

05) Você acha que tem que ter coragem para dizer SIM ou para dizer NÃO? Por quê?

05) Você concorda que "amar por dois só dá prejuízo"? Justifique sua resposta:

06) Você acha que a bebida realmente dá mais coragem às pessoas? Explique:

07) Que mensagem a música transmite?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Mundo inteiro", da Roberta Campos


Mundo inteiro

Quero ver você com esses olhos
Olhando para mim, olhar inteiro
Falo bem baixinho e completo
Passando a mão no teu cabelo

Esqueço que a hora passa e invento
Um modo de ficar por muito tempo
Seguro tua mão e me contento
Fazendo isso durar por toda vida

Eu vou, eu vou, eu vou
Ficar com você, amor

Se me disse que amanhã é tarde
Te falo mil razões que me invadem
Preciso de você o mundo inteiro
Agora que já sabe dá um jeito
Eu vou esperar você, amor
Pode ser o tempo que for
Eu tenho a eternidade aqui comigo

(Roberta Campos) 

01) Justifique o título dado à canção acima:

02) Copie da música uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva da canção um vocativo, justificando sua resposta:

04) O que seria "olhar inteiro"? Isso é comum ou raro de acontecer hoje em dia?

05) Que mensagem a música transmite? 

Indicação de livro: "Pressa de ser feliz: crônicas de um ansioso", de Matheus Rocha


Comprei esse livro no mês passado e confesso que ainda não tinha lido NADA do autor, ou seja, foi "na cara e na coragem", só porque o título dele me "fisgou", ansiosa assumida que também sou. Já ao ler a apresentação do Walcyr Carrasco, me animei, e isso foi acentuado assim que comecei a ler o livro e perceber a leveza de linguagem usada pelo autor para falar de coisas geralmente densas! Logo me encantei, confesso!


Por conta da correria e de alguns problemas pessoais, tive que dar uma pausa na leitura, que estou recomeçando hoje e o encantamento não para! Nem a interação! Nem as deliciosas ilustrações que permeiam os capítulos, como a que eu compartilhei acima... Aliás, também podemos adotar para os nossos alunos do Ensino Médio, como paradidático bimestral, e criarmos algumas atividades, como ilustrar a passagem de que mais gostaram, ou pedir para fazer listas, que também é um ponto forte do livro e que também já me contagiou! Tenho feito vááááááárias... e isso tem sido libertador! Enfim...


Na fofa apresentação do autor, ele diz que sonha que pode abraçar as pessoas através das palavras... e não é só um sonho isso: ele, de fato, abraça, várias e repetidas vezes, nos fazendo entender que não estamos sozinhos diante de alguns dilemas nem diante da ansiedade que insiste em nos torturar! Sou grata! E retribui o abraço: uuuuupaaaaaaaa! 

Por essas e outras que eu corri aqui para indicar tal livro, na esperança de que todos leiam e o saboreiem! Tenho sempre pressa de compartilhar o que é bom! Vale muito a pena! Agora, com licença, porque eu vou voltar à minha leitura... Até mais! 

Atividade sobre a música "Semana que vem", da Pitty


Semana que vem 

Amanhã eu vou revelar
Depois eu penso em aprender
Daqui a uns dias eu vou dizer
O que me faz querer gritar
Aaaah! 

No mês que vem
Tudo vai melhorar
Só mais alguns anos
E o mundo vai mudar
Ainda temos tempo
Até tudo explodir
Quem sabe quanto vai durar
Aaah! 

Não deixe nada pra depois
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar

A partir de amanhã
Eu vou discutir
Da próxima vez eu
Vou questionar
Na segunda eu começo a agir
Só mais duas horas
Pra eu decidir

Esse pode ser o último dia
De nossas vidas
Última chance de fazer
Tudo ter valido a pena
Ah, ah, ah!

Diga sempre tudo
O que precisa dizer
Arrisque mais pra
Não se arrepender
Nós não temos todo 
O tempo do mundo
E esse mundo
Já faz muito tempo

O futuro é o presente
E o presente já passou
O futuro é o presente
E o presente já passou

Nada pra depois 
Não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar
Pra depois o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem
Pode nem chegar

(Pitty) 

01) Justifique o título dado à canção:

02) Explique os versos em destaque na segunda estrofe:

03) Copie do texto uma passagem que mais comprova que a vida é efêmera e o tempo não espera:

04) De que conselho você mais gostou? Por quê?

05) Que mensagem a música transmite?

06) Transcreva do texto verbos no modo imperativo, explicando sua importância para o contexto:

07) Circule no texto os advérbios, classificando-os:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Atividade sobre a música "Não custa nada"


Não custa nada

Não custa nada
Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça
Não custam nada
Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu jardim,
A minha casa

O teu abraço não custa nada
Um beijo seu não custa nada
A boa ideia não custa nada
Missão cumprida não custa nada
E quando tudo parecer que está perdido, 
Dê uma boa gargalhada

Eu descobri que as coisas boas da vida
São de graça, não custam nada
Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu quintal, 
A minha casa

O pôr do sol não custa nada
A brincadeira não custa nada
Um gol de placa não custa nada
Vento no rosto não custa nada
E quando tudo parecer que está perdido,
Dê uma gargalhada

A flor do campo não custa nada
Onda do mar não custa nada
A poesia não custa nada
A nossa história não custa nada
Fruta no pé não custa nada
Água da fonte não custa nada
Banho de sol não custa nada
Um bom amigo não custa nada
E quando tudo parecer que está perdido,
Dê uma boa gargalhada

Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça
Não custam nada
Não custam nada. 

(Paula Santisteban) 

01) Justifique o título usado na música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Que coisas que não custam nada são citadas no texto? Enumere-as:

03) Escolha, das citadas, a melhor coisa que não custa nada, justificando sua escolha:

04) Cite cinco coisas que não custam nada e que não fizeram parte da listinha da música:

05) Você concorda que uma boa gargalhada pode ser salvadora? Por quê?

06) Que mensagem a música transmite?

Atividade com Apresentação "Dentro da moldura"!!!!


Esta lindona sorridente aí da foto é a colega Ana Cristina e adorei tanto essa ideia dela que pedi autorização para compartilhar aqui, para que outros colegas possam conhecer e, claro, colocar em prática. Tal atividade pode ser usada em qualquer época do ano, mas cabe muito bem no primeiro dia de aula, para poder "quebrar o gelo" e facilitar o entrosamento entre os alunos e o professor, afinal, quem não curte um clima leve e descontraído, né?  

Ela fez a moldura com papel Panamá, que é mais durinho, e enfeitou com emojis de EVA, confeccionados também por ela. Elaborou um pequeno roteiro para que cada aluno fosse se apresentando "dentro da moldura": nome, idade, onde mora, o que mais o deixa feliz, o que mais o aborrece ou irrita, qual a matéria preferida, qual a matéria de que menos gosta, qual a comida preferida, qual o seu sonho, para que time torce, qual a cor preferida, que profissão deseja seguir e quais as expectativas para o ano que se inicia... 

Além desse momento legal, de autoconhecimento e conhecimento do outro, ela ainda fotografou cada aluno e, no último dia de aula, presenteou cada aluno com uma foto revelada! Ela frisou que foi incrível como eles mudaram as feições em tão pouco tempo! Legal também eles observarem isso! Como em tão curto espaço de tempo as pessoas já mudam, em todos os sentidos... e como ações aparentemente tão simples podem mudar e marcar a vida de tanta gente! Fica a dica! 

Atividade sobre a música "Ciumeira", de Marília Mendonça


Ciumeira

No começo eu entendia
Mas era só cama, não tinha amor
Lembro quando você dizia:
"Vou desligar porque ela chegou"

E a gente foi se envolvendo,
Perdendo o medo
Não tinha lugar e nem hora
Pra dar um beijo
Coração não tá mais aceitando
Só metade do seu "eu te amo"

É uma ciumeira atrás da outra 
Ter que dividir seu corpo e a sua boca
Tá bom que eu aceitei por um instante
A verdade é que amante não quer ser amante

(Marília Mendonça)

01) Justifique o título dado à música, aproveitando para sugerir um outro:

02) O que você acha que leva uma pessoa a aceitar ficar com outra que é comprometida? Você aceita esse tipo de relação? 

03) Justifique o uso das aspas presentes na música:

04) Copie do texto marcas de oralidade:

05) Que mensagem a música transmite?

06) Posicione-se sobre a passagem em destaque no final da música, explicando seu ponto de vista:

07) O que mudou na relação exposta pelo eu lírico?

08) Você acha que quem ama trai? Justifique sua resposta:

09) Você se considera uma pessoa ciumenta? Justifique sua resposta:

10) Que conselho você daria a alguém que está tendo a mesma relação descrita na música?