sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sobre a (minha) arte de pagar mico...

Não sei se isso costuma acontecer muito com vocês, mas eu me considero a "rainha dos micos" e das situações embaraçosas e/ou hilárias! Parece que atraio! Tuuuuudo acontece comigo, e em sala de aula, claro, não poderia ser diferente!

Esta semana, por exemplo, preparei uma apostila para as minhas turmas, com o tema "Ambiguidade", e lá fui eu, toda animada! As aulas estavam bem divertidas, leves, lúdicas, com todo mundo participando... até que, em uma imagem, um aluno cismou de observar algo que ninguém havia observado. Nem eu! E olha que eu me considero detalhista e boa observadora! 

A imagem em questão, para quem foi mordido(a) pela curiosidade, foi esta, que, até então, eu tinha achado perfeita (e divertida!) para exemplificar o assunto abordado, MAS...


Eis que o tal aluno, atento, mais até do que deveria, observou que tem uma cenoura posicionada em um lugar, bem, digamos, não muito apropriado! Aí que todo mundo foi reparar, inclusive eu, que não esperava, já que tirei de um site sério, o "Portal do Professor", então imagine se fosse de outro! Olha que situação! Eu mereço! A gargalhada foi geral! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Que isso nos sirva de lição, para ficarmos sempre atentos aos mínimos detalhes, por haver tanta mensagem subliminar, que deixamos, devido à correria ou à ingenuidade -- ou a ambas --, passar. Imagine se um certo candidato à presidência pega um acontecimento desses e vai para as redes sociais falando que eu sou a favor do "kit gay" e que essa atividade, na verdade, foi uma estratégia minha de incitar os alunos e tal...!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk  Do jeito que a coisa anda...

E tal episódio também revela que, com bom senso, boa vontade, naturalidade e leveza, podemos transformar o que tinha tudo para dar errado em um bom momento para discutirmos sobre tantas outras coisas, já que tudo tem um porquê! 

Então deixo aqui o convite para que comentem se já passaram por alguma situação semelhante e como foi que saíram dela... Estou curiosa! Um abraço a todos! ;-) 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Atividade sobre a música "Canção pra você viver mais", de Pato Fu


Canção pra você viver mais 

Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:
Não é por mal,
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar

Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

Deixei que tudo desaparecesse
E perto do fim
Não pude mais encontrar
O amor ainda estava
O amor ainda estava lá

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

(Pato Fu)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Há alguma diferença entre os dois versos destacados no texto? Explique bem:

03) Copie da canção marcas de oralidade:

04) Por que você acha que o eu lírico gostaria que a outra vivesse mais?

05) Que mensagem a música transmite?

06) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada na canção:

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Atividade sobre o texto "Vista Cansada", de Otto Lara Resende


Vista cansada

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última  vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua. Não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou! Fugiu enquanto pôde do desespero que o roía -- e daquele tiro brutal. 

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente olhar pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. 

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. 

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. 

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas! Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. 

(Otto Lara Resende)

01) O autor do texto compartilha da opinião de Hemingway sobre a maneira de olhar as coisas? Justifique sua resposta transcrevendo uma passagem do texto: 

02) O que o autor quis dizer com a afirmação: "Um poeta é só isso: um certo modo de ver"? Ele quis valorizar ou desvalorizar o poeta, afinal? Explique:

03) "Não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou". A que o autor se refere? Quais são as pistas textuais mais preciosas para se chegar a essa conclusão?

04) Indique, na frase que segue, a causa e a consequência: "de tanto ver, a gente banaliza o olhar":

05) O autor nos dá um conselho para que não sejamos engolidos pela rotina. Qual? Copie: 

06) O que o autor quis dizer com "É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença"? Por que se usou essa metáfora de "monstro"? O que isso significa?

07) Que recurso de linguagem o autor usou no trecho: "Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer"? Em que palavra isso se concentra? 

08) Para o autor, olhar como se fosse pela última vez é deprimente. Por quê? Você concorda com isso? Justifique sua resposta:

09) Quem, de acordo com o autor, é capaz de ver o mundo como se fosse pela primeira vez? Que vantagem há nisso? 

10) Você, afinal, acha que devemos olhar as coisas como se fosse pela primeira vez ou pela última? Justifique sua resposta:

11) Por que a palavra HALL está escrita em itálico? 

12) Que mensagem o texto lhe transmitiu? O que você aprendeu com ele? 

13) Que recurso persuasivo o autor usou para reforçar sua reflexão, sua opinião? Explique: 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Atividade muito interessante chamada de "Pizza Literária"


Achei essa atividade simplesmente formidável e, logo assim que eu a vi em um grupo de professores da área, o "Língua Portuguesa - Atividades" (Facebook), fiquei EN-CAN-TA-DA, confesso! Estou aqui doidinha para colocá-la logo em prática! A foto acima e todo esse caprichoso trabalho é da colega Nathy Souza, com suas turminhas de sexto ano! 

Curiosos e querendo saber no que consiste tal atividade?!? Basta pedir para cada um da turma escolher um livro para ler e, depois de um mês, mais ou menos, marcar o tal "Rodízio", que consiste em comprar várias caixas de papelão para pizza e distribuir para cada aluno. 

Munidos de lápis de cor, canetinhas, gizes de cera, guaches e muita criatividade, cada aluno vai decorar a tampa da caixa de acordo com o livro que escolheu. Dentro da caixa, também decorando bem bonitinho, deverá dividir o papel em, por exemplo, 8 fatias. Sugestões:

- Fatia 01: O porquê do título do livro;
- Fatia 02: Um pouquinho sobre o autor;
- Fatia 03: Um pouquinho sobre cada personagem principal;
- Fatia 04: Um rápido resumo da obra;
- Fatia 05: A parte de que mais gostou da obra e o motivo;
- Fatia 06: Uma parte de que não gostou e o porquê;
- Fatia 07: Moral da história;
- Fatia 08: Que nota daria ao livro e se recomendaria ou não.

Se as turmas tiverem muita dificuldade com a leitura, pode pedir o trabalho em cima de um conto ou de uma crônica, porque também deve dar certo, além de ser algo mais ligeiro e mais prático! Dá para incrementar, solicitando CARDÁPIO, RECEITAS, CARACTERIZAÇÃO, etc... Garanto que o resultado pode ser surpreendente! Ponha em prática! E venha aqui compartilhar conosco nos comentários do blog, combinado?!?

Abaixo compartilho algumas fotos do trabalho empolgante de algumas colegas de grupo, que arrasaram!!! Deliciem-se!!! 




Vale lembrar que se pode, ainda, finalizar essa atividade com uma rodada de pizza de verdade, como fez a colega Claudivânia Arruda, que faz parte do nosso grupo! Huuuuuuuuum! Que delícia! Vai ser uma aula inesquecível para todos! Não acham?!?


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Atividade sobre a música "À flor da pele", do Zeca Baleiro



À flor da pele

Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar, flor, da janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do Juízo Final

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem cela
Um bicho solto, um cão sem dono,
Um menino bandido
Às vezes me preservo;
Noutras, suicido

Eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
(Ohh, minha haney baby!)
Que eu não acredito mais em você

Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus, mas eu vou tomar
Aquele velho navio...

(Zeca Baleiro)

01) Justifique o título empregado na canção acima:

02) Copie da música um vocativo: 

03) Transcreva da canção um exemplo de hipérbole, explicando seu raciocínio: 

04) O que os versos destacados na música possuem em comum? Interprete-os: 

05) Na passagem "Às vezes me preservo, noutras, suicido" existe uma antítese, um paradoxo ou uma simples contradição? Explique seu raciocínio: 

06) Quando você se sente assim "à flor da pele"? Comente: 

07) Por que há, no texto, uma expressão em itálico? 

08) Circule na canção uma interjeição, dizendo o que ela expressa: 

09) Que mensagem a música transmite? 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Atividade sobre o gênero BIOGRAFIA - Willian Bonner


Biografia do jornalista William Bonner

William Bonner é um jornalista e apresentador brasileiro. É o editor-chefe do Jornal Nacional, apresentado pela Rede Globo. Nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, no dia 16 de novembro de 1963. Estudou Comunicação Social, com especialização em Publicidade e Propaganda na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. 
Bonner é filho de Maria Luíza Bonner, morta em abril de 2019, e do médico Willian Bonner. Iniciou sua carreira profissional, em 1983, como redator publicitário na Agência Mass. Em 1984, como tinha voz adaptada à locução, foi trabalhar na Rádio USP FM. Em 1985 começou a trabalhar na TV Bandeirantes, em São Paulo, como apresentador. Em 1986 foi convidado para editar e apresentar o Jornal da SPTV, filiada à TV Globo, em São Paulo. Também apresentou o programa Globo Rural. 
Em 1988, William Bonner transferiu-se para o Rio de Janeiro e lá apresentou o programa Fantástico, uma revista eletrônica dominical da Rede Globo, onde ficou até 1991. Entre os anos de 1989 e 1993 apresentou o "Jornal da Rede Globo", noticiário do final da noite. Em 1990 casou-se com a jornalista Fátima Bernardes,com quem dividiu a bancada do "Jornal Hoje", entre 1994 e 1996. Foi também o editor-chefe do jornal. Em abril do mesmo ano passou a editar e apresentar o Jornal Nacional. Em 1997 o casal teve trigêmeos: um menino e duas meninas. Em 1998 passou a dividir a bancada do Jornal Nacional com Fátima Bernardes. 
Em 2009, o apresentador lançou o livro intitulado "Jornal Nacional: Modo de fazer", em homenagem aos 40 anos do noticiário. No livro ele apresenta os bastidores da preparação das edições do jornal. Toda a renda dos direitos autorais do livro, ele doou à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. 
Em 2010, Willian Bonner ganhou o Prêmio de "Melhores do Ano" na categoria Jornalismo. Em 2011, a apresentadora Fátima Bernardes deixou o noticiário e deu lugar a Patrícia Poeta, antiga apresentadora do programa "Fantástico". Em agosto de 2016 o casal anunciou sua separação. William Bonner continua até hoje apresentando o "Jornal Nacional" ao lado da jornalista Renata Vasconcellos. Desde setembro de 2018 ele é casado com a fisioterapeuta Natasha Dantas. 

(Fonte: http://www.ebiografia.com)

01) O que é uma biografia? 

02) Para que serve esse tipo de texto? 

03) Sobre o que se trata o texto em questão? 

04) Qual a profissão dessa pessoa? Ela é famosa? 

05) Em que ano ele estreou na Rede Globo? 

06) Profissionalmente, o que aconteceu de mais importante na vida dele? Por quê? 

07) Na vida pessoal, cite dois acontecimentos marcantes na vida do biografado, justificando:

08) Onde tal pessoa nasceu?

09) O que ele faz além de apresentar o "Jornal Nacional"?

10) Com quem esse famoso é casado atualmente? 

11) O pai de Bonner ainda é vivo? Que "pista textual" foi dada sobre isso? 

12) Podemos afirmar que o William Bonner também é escritor? Por quê? 

13) O que você acha que poderia ter sido incluído em tal biografia? 

14) Traga para a próxima aula a biografia de alguma pessoa que você muito admira: 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Atividade sobre a música "Você partiu meu coração", do Nego do Borel e Anitta


Você partiu meu coração

Você partiu meu coração, ai!
Mas, meu amor, não tem problema não, não!
Agora vai sobrar então... 
Um pedacinho pra cada esquema
Só um pedacinho...

Você partiu meu coração
Mas, meu amor, não sinta pena não, não
Agora vai sobrar então...
Um pedacinho pra cada esquema
Só um pedacinho...

Se eu não guardo nem dinheiro
Que dirá guardar rancor
Você vacilou primeiro
Nosso caso acabou

E se na fossa eu fui caseiro
Quando passa eu sou terror
Tô na vida de solteiro
Preparado pro kaô

Eu nunca quis seu coração
Amor demais só dá problema, não, não
Mas você pode ser então...
Um pedacinho do meu esquema
Só um pedacinho...

Já passou, tá resolvido
Segue em frente e desapega
Mas se eu rebolar duvido
Que você não desespera

Te esquecer não foi problema
O problema é resolver
Essa chuva de esquema
Que eu tenho que atender

Segunda eu encontro a vizinha de cima
Na terça eu encontro a vizinha do lado
Quarta é o dia daquela menina
Que mora na esquina da rua de baixo
Quinta eu começo já de manhã cedo
Porque tem mais duas, não dá pra negar
Fim de semana tá tudo embolado
É tanto esquema, nem dá pra contar! 

Você partiu meu coração...

(Nego do Borel)

01) Explique o título da música em questão, aproveitando para sugerir um outro:

02) Quantas vozes existem nessa canção? Comente:

03) Circule na canção um vocativo, explicando seu raciocínio:

04) Transcreva do texto exemplos de oralidade:

05) Quem teve o coração partido? Por quê? 

06) Copie da canção um exemplo de interjeição, dizendo o que ela expressa:

07) Que palavra perfeitamente substituiria a palavra "esquema"?

08) A passagem "você partiu meu coração" encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Explique seu raciocínio: 

09) O que significa "Tô na vida de solteiro / Preparado pro kaô"?

10) Podemos afirmar que o ditado popular "chumbo trocado não dói" justifica essa letra de música? Por quê? 

11) Copie do texto uma passagem que revela que não houve mágoa após o término de romance:

12) Que mensagem a música transmite? Comente:

13) Você já teve seu coração partido? Como resolveu essa questão? 

14) Você acha que as relações devem ser mesmo descartáveis? Justifique sua resposta: 

domingo, 5 de agosto de 2018

Atividade sobre o texto "O relacionamento aberto", de Gregório Duvivier



O relacionamento aberto

"Todos os relacionamentos fechados se parecem", diria Tolstói em "Anna Kariênina". "Cada relacionamento aberto é infeliz à sua maneira."
Abrir um relacionamento pode se revelar uma tarefa mais difícil do que abrir uma embalagem de CD. Há grandes chances de você perder um dente. E, depois de aberto, há grandes chances de você se perguntar: "Valia a pena tudo isso? Nem gostava desse CD. Aliás, ninguém mais ouve CD".
Há, no entanto, quem defenda que os relacionamentos, assim como as ostras, merecem que a gente perca tempo abrindo-os, mesmo que, em ambos os casos, exista um forte risco de intoxicação.
Uma porta pode estar aberta, encostada, entreaberta, escancarada. Na relação escancarada, tudo é possível e nada é passível de ciúme (parece que esse fenômeno só aconteceu uma vez, e foi nos anos 1970). Há muitas relações escancaradas que, quando você vai ver de perto, são de fato escancaradas, mas não são relações: não se pode dizer que existe uma porta aberta porque não há sequer porta, já que tampouco há parede.
O relacionamento entreaberto, no entanto, pode se entreabrir de mil maneiras: pode poder tudo desde que conte tudo pro outro ou desde que o outro não fique sabendo ou desde que não seja com amigos ou desde que seja com amigos ou desde que não se apaixone ou desde que seja por paixão.
Há relacionamentos cuja abertura é sazonal: o namoro à distância internacional costuma ser como as cantinas de escola, que abrem nove meses por ano e fecham nas férias, enquanto o relacionamento intermunicipal costuma funcionar como os correios: abre em dia útil, fecha no final de semana.
O relacionamento encostado parece que está trancado. Mas para amigos e vizinhos, é só empurrar o portão. E tem os namoros que, apesar de trancados, ninguém trocou a fechadura: o ex ainda tem a chave e entra quando quiser.
Há, é claro, o relacionamento trancado a sete chaves e blindado. Aquele que se uma paixão de adolescência batesse na porta, e se por acaso vocês transassem, ninguém ficaria sabendo, mas mesmo assim você diz: "Não, não. Estou num relacionamento". Parece que esse aí morreu. Talvez fique pra história como as ombreiras ou a pochete. Talvez volte com tudo em 2017, assim como as ombreiras e a pochete.
Preparem-se. Não sei se estamos prontos pra essa loucura. A próxima coisa a voltar pode ser o Crocs.
(Gregório Duvivier)
01) Explique a que, de certa forma, o autor compara o relacionamento aberto:

02) Ele também faz uso de uma outra comparação. Qual? A que compara?

03) Qual o objetivo de o autor repetir a conjunção alternativa OU no quinto parágrafo? Por que isso é importante para aquele contexto, em especial?
04) Ao que você acha que o autor se refere na passagem entre parênteses? O que isso significa?

05) Defina, com suas palavras, cada tipo de relacionamento citado no texto:

06) Com que tipo de relacionamento você se identifica mais? Por quê?

07) Quais as vantagens e as desvantagens do tipo de relacionamento que dá título ao texto?

08) Transcreva do texto exemplos de oralidade, dizendo que efeito isso traz para o mesmo:

09) Retire do texto um exemplo de antítese, explicando o seu raciocínio:

10) No quarto parágrafo, o autor emprega dois pronomes indefinidos em “tudo é possível e nada é passível de ciúme” e, por meio deles:

       (A)  Constrói uma ambiguidade.
       (B)  Indica a construção de um paradoxo.
       (C)  Aponta ideias que não são excludentes.
       (D)  Sinaliza uma incoerência nos relacionamentos.

11) A partir do vocábulo “aberto”, formou-se “entreaberto”, por um processo de formação chamado:

      (A) Sufixação.
      (B) Justaposição.
      (C) Aglutinação.
      (D) Prefixação.

12) Ao falar do relacionamento “trancado”, o autor afirma que esse está morto. Explique a ironia presente nessa afirmativa:

13) O autor afirma que abrir relacionamentos é como abrir ostras. Explique o que há de comum nos dois atos, que permitiu ao autor fazer essa analogia:

14) Dê o valor semântico das conjunções destacadas no trecho: “Valia a pena tudo isso? NEM gostava desse CD. ALIÁS, ninguém ouve mais CD.”

15) Explique, com suas palavras, por que um “relacionamento aberto é infeliz, cada um à sua maneira”:

16) Por que, muitas vezes, uma relação escancarada não pode sequer ser chamada de relação?

17) Por que o ex tem a chave nos relacionamentos “fechados”? Que sentimentos estão implícitos nesta relação?

18) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

(Participação especial das amigas Lívia Pimenta e Sandra Curvelo