segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Atividade sobre Pontuação - Meu cavalo invisível

Meu cavalo invisível

Tia Lúcia (   ) minha tia novidadeira (   ) tinha lido numa revista que a última moda para meninas era franjinha (   ) Depois de conversar com mamãe (    ) plaft (    ) Com uma tesoura  (    ) cortou um pedaço do meu cabelo (   ). 
(   ) Olha como a Tetê ficou bonitinha (   ) 
Tetê era eu (   ) Maria Tereza  (  )  para quem não era íntimo (    ).
Corri para o  espelho e comecei a chorar (   )
(   ) Não gosto dessa cara (   )
Mamãe e tia Lúcia acharam que logo eu me acostumaria e saíram para fazer compras  (   ) enquanto fiquei em casa para fazer lição (   )
Foi nessa hora que ele apareceu (   ) O cavalo mais maravilhoso do mundo (   ) Era inteirinho branco (   ) alto (   ) elegante e também tinha uma franjinha nos olhos (    )
Entrou pela área de serviço e  veio encostar a cabeça no meu ombro (   )
Dei a ele o nome de Bléqui (   ) por causa do cavalo do Zorro (   ) Tinha visto em um filme de televisão (   ) O Zorro gritava (   ) (   ) Bléquiiiiiiiii (   ) e o cavalo vinha (   )
Começou uma vida nova pra mim (   ) com o meu cavalo invisível (   )
Eu chamava (   )
(   ) Bléquiiiiiii (  )
E lá vinha ele para a porta do prédio (    ) Então eu montava nele e saíamos os dois pelo mundo afora (   )

01) Preencha todos parênteses com a devida pontuação! 

02) Justifique o título do texto: 

03) Copie do texto uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere: 

04) Quem veio tentar diminuir um pouco a tristeza da menina? Como? 

05) O que ele tinha em comum com a menina? 

06) Por que há momentos no texto em que aparece a palavra Bléqui e Bléquiiiii? 

07) Por que o cavalo era invisível? 

08) Localize no texto:

a) quatro substantivos próprios:
b) três adjetivos:
c) um substantivo no grau  diminutivo:
d) um adjetivo no grau diminutivo:

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Atividade sobre anúncio - Mata Atlântica e o tapete verde

01) Explique o sentido da frase "A gente estendeu o tapete verde pra você": 

02) Quem é o "a gente" presente em tal construção? 

03) O que seria "tapete verde"? 

04) Localize na frase acima marcas de oralidade, explicando sua importância para o anúncio:

Na parte inferior do anúncio , lê-se o seguinte enunciado: 

"Chegou a revista Terra da Gente. A primeira revista que trata dos temas que a gente mais ama. Para quem se preocupa há 18 anos com os pulmões da Mata Atlântica, um cérebro a mais é sempre bem-vindo. Parabéns mesmo, de coração."
(Revista Terra da Gente - Edição 01 - Ano 01) 

05) Qual é o anunciante desse texto? 

06) A quem a expressão "pra vocês" pode se referir? 

07) Qual a intenção de usar, na mensagem, várias órgãos importantes do corpo? 

08) De que temas a tal revista vai falar? Levante hipóteses, considerando o contexto:

09) O que significa a expressão "um cérebro a mais"? 

10) O que a Fundação SOS Mata Atlântica e a revista têm em comum? 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Atividade sobre os textos "Ovelha negra", de Ítalo Calvino e de Rita Lee


A ovelha negra

Havia um país onde todos eram ladrões.
À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa roubada.
E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia ricos nem pobres.
Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances.
Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.
Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.
Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada.
Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim, sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.
Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.
Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, ma tarde, ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos, Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.
Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava  mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.
Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(Ítalo Calvino)

01) Qual o sentido de “ovelha negra”?

02) A que personagem do texto refere-se essa expressão?

03) Há coerência em usar essa expressão para se referir ao personagem? Justifique:

04) No texto, temos uma sequência de ações que se estruturam em torno de um fato responsável pela mudança da situação. Que fato narrado, responsável pela mudança da situação, é essencial para o desenrolar das ações?

05) A palavra UM pode ser numeral cardinal (quando remete a uma ideia de quantidade), artigo indefinido (quando precede um substantivo, dando-lhe ideia de indeterminação) e pronome indefinido (quando se refere a um ser de modo vago, indefinido). Levando isso em conta, classifique tais palavras destacadas no texto:
06) No texto, há uma grande ocorrência de pronomes indefinidos (algum, nada, outros, tudo, alguém, ninguém, pouco, todos, um). Como você justifica esse fato?

07) Damos o nome de círculo vicioso a uma sucessão de ideias ou fatos que retornam  sempre à ideia ou ao fato inicial, Indique uma passagem do texto em que a sucessão dos fatos forma um círculo vicioso:

08) Justifique o título do texto, aproveitando para dar um outro:

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

10) Explique a passagem destacada no final do texto: 

11) Você já se sentiu "ovelha negra" em algum momento? Quando? Comente: 

12) Explique se há alguma relação entre o texto analisado e a música abaixo: 



Ovelha negra

Levava uma vida sossegada
Gostava de sombra e água fresca 
Meu Deus, quanto tempo eu passei
sem saber! Uh uh! 

Foi quando meu pai
me disse: "Filha, 
você é a ovelha negra 
da família"! 
Agora é hora de você assumir...
Uh! Uh! E sumiiiiiiir! 

Baby, baby, 
Não adianta chamar
Quando alguém está perdido
Procurando se encontrar...
Baby, baby, 
Não vale a pena esperar 
Oh não! 
Tire isso da cabeça, 
Ponha o resto no lugar

(Rita Lee)

domingo, 17 de dezembro de 2017

Atividade sobre a música "Vida boa", de Victor e Léo


Vida boa

Moro num lugar
Numa casinha inocente do sertão
De fogo baixo aceso no fogão
Fogão à lenha, ai, ai...

Tenho tudo aqui:
Umas vaquinha leiteira
Um burro bão
Uma baixada ribeira
E um violão e umas galinha, ai, ai...

Tenho no quintal uns pés de fruta e de flor
E no meu peito por amor
Plantei alguém (plantei alguém)

Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa
Sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso, cravo e outras coisa que faltar
Marvada pinga, ai, ai...

Pego o meu burrão
Faço na estrada a poeira levantar
Qualquer tristeza que for não vai passar
Do mata-burro, ai, ai...

Galopando vou
Depois da curva tem alguém 
Que chamo sempre de "meu bem"
A me esperar (a me esperar)

Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa
Sou eu no caminho do meu sertão

(Victor e Léo)

01) Justifique o título da canção:

02) Copie da música exemplos de interjeição, dizendo o que elas expressam:

03) O que significa "plantar alguém no peito"? Você já se sentiu assim?

04) Transcreva da música alguns desvios gramaticais, explicando a importância dos mesmos para o contexto: 

05) No texto predomina a linguagem formal ou informal? Justifique sua resposta:

06) Copie da canção alguns exemplos de coloquialismos: 

07) Justifique o emprego das aspas no texto e também a função dos parênteses utilizados: 

08) De um modo geral, por que podemos afirmar que tal música dialoga com o Arcadismo? 

09) Há algum verso que represente o chamado "fugere urbem"? Se sim, copie-o:

10) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre a crônica "A história, mais ou menos", de Luís Fernando Veríssimo


A história, mais ou menos

Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no Oriente e tal e se flagraram que o Guri tinha pintado por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata, já tinham dicado o troço: em Belém da Judeia, vai nascer o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para Belém, como mandava o catálogo, resolveram dar uma incerta no velho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. Perguntaram: "Onde está o rei que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo". Quer dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era um oligão, ficou grilado. Que Rei era aquele? Ele é que era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: "Jóia. Onde é que esse Guri vai se apresentar? Em que canal? Quem é o empresário? Tem baixo elétrico? Quero saber tudo." Os magrinhos disseram que iam flagrar o Guri e na volta dicavam tudo para o coroa. 
Bom. Seguiram o cometa, chegaram numa estrebaria e lá estava o Guri com a Mãe e o Pai. Sensacional. Parecia até presépio vivo. Os magrinhos encheram o Guri de presente. Era Natal, pô. Mirra, incenso, ouro, autorama. Tava na hora de darem no pé quando chega um telex. É do céu. Um anjo avisando aos magrinhos que não, repito, não voltem à presença de Herodes porque o coroa tá a fim de apagar o Guri. E, depois que os magrinhos se mandaram, chega outro telex, desta vez para o velho do Guri. Te manda e leva a família. O Herodes vem atrás de vocês e não é pra dar presente. O velho pegou a mulher e o Guri e voou para o Egito. Na estrebaria, as vacas ficaram se entreolhando, meio acanhadas, mas depois esqueceram tudo. Aliás, um dos carneiros, mais tarde, quis vender a história toda para um jornal de Jerusalém, mas não acertaram o tutu.
Bom, o Herodes, é claro, ficou chutando as paredes quando soube da jogada dos magrinhos. Mandou que todo bebinski nascido nas bocas fosse cancelado. Se tiver fralda, apaga. Foi chato. Muito chato. Morreu neném que não foi fácil. Mas o Guri tava no Egito, vivão. Pouco depois, Deus achou que o Herodes tava se passando e cassou a licença dele. E mandou passar outro telex para o velho do Guri: pode voltar. Segue carta. Mas o velho foi vivo e em vez de pintar na Judeia -- onde o filho de Herodes, outro mauca, reinava foi para a Galileia, para uma cidadezinha chamada Nazaré. Ali o Guri cresceu legal. Acabou Rei mesmo, dando o maior ibope. Aliás, os profetas já tinham dito que o Guri seria chamado Nazareno. Naquela época, profeta não dava uma fora! Se tivesse a Loteria Esportiva, já viu, né? 
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado à crônica, aproveitando para sugerir um outro:

02) O texto em questão faz uma intertextualidade com que outro?

03) Transcreva do texto duas palavras inventadas, dizendo o que parecem significar:

04) Circule no texto todas as gírias, tentando substituí-las por expressões mais formais, sem perder o sentido de cada uma delas:

05) Qual a provável intenção do autor ao recorrer a tantas gírias? Ela foi alcançada?

06) Que palavras modernizaram a famosa história? Cite-as:

07) Copie do texto marcas de oralidade:

08) Justifique as aspas utilizadas no texto:

09) Por que algumas palavras, como Guri, foram escritas com iniciais maiúsculas?

10) Em que reside o humor no texto? Comente:

11) Que crítica o texto implicitamente faz aos profetas? O que você pensa com relação a isso?

12) Que mensagem o texto transmite?

Atividade com a música "Três apitos", de Noel Rosa


Três apitos

Quando o apito 
da fábrica de tecidos
vem ferir os meus ouvidos,
eu me lembro de você.
Mas você anda, 
sem dúvida, bem zangada
e está mesmo interessada 
em fingir que não me vê.

Você que atende ao apito
de uma chaminé de barro
por que não atendeu ao grito, 
tão aflito, 
da buzina do meu carro?

Você no inverno 
sem meias vai pro trabalho,
não faz fé com agasalho,
nem no frio você crê,
mas você não é mesmo
artigo que não se imita,
quando a fábrica apita
faz reclame de você.

Nos meus olhos você lê
que eu sofro cruelmente
com ciúmes do gerente
impertinente,
que dá ordens a você.

Sou do sereno, 
poeta muito soturno,
vou virar guarda-noturno
e você sabe por quê.
Mas você não sabe 
que, enquanto você faz pano,
faço junto do piano 
estes versos pra você. 

(Noel Rosa)


01)  Em que pessoa está escrito o texto? Justifique com palavras retiradas dele próprio: 

02) Caracterize a segunda pessoa do discurso:

03) Aponte duas circunstâncias que distanciam o falante da destinatária da mensagem: 

04) Circule no texto um exemplo de prosopopeia (ou personificação), explicando seu raciocínio:

05) Podemos afirmar que o texto está centrado exclusivamente na segunda pessoa?

06) RECLAME é um galicismo (palavra de origem francesa e muito usada na época em que o samba foi composto, em 1931), então, observando o contexto, substitua tal palavra por outra mais conhecida e atual, que não altere o sentido da frase: 

07) Por que o falante afirma que vai virar "guarda-noturno"? 

08) Que funções da linguagem predominam no texto? Explique: 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

10) Justifique o título do texto, aproveitando para criar um outro: 

11) Como a moça responderia a essa canção?

12) De acordo com o entendimento que se faz do texto, marque a opção INCORRETA:

(A) Dentre as possíveis funções que a linguagem do texto pode apresentar, percebe-se a função emotiva.
(B) Sem dúvida, o que predomina no texto é o aspecto denotativo da linguagem.
(C) O texto está escrito em versos e apresenta rimas.
(D) Sendo um texto literário, é natural que se perceba o aspecto conotativo da linguagem.

13) Fazendo uma análise mais detalhada do texto, pode-se perceber que:

(A) apresenta forte caracterização lírica.
(B) a intenção maior do texto é fazer comentários pejorativos sobre os operários.
(C) Na verdade, o objetivo maior do texto é apresentar uma crítica às péssimas condições salariais do operário brasileiro.
(D) Há caracterização subjetiva no poema, mas a temática maior do texto é a política.

14) O poeta constantemente faz referência a uma pessoa: "você", e pode-se dizer que essa pessoa é:

(A) uma empresária do ramo de tecidos que faz pouco caso dele porque ele é boêmio.
(B) uma operária que não quer o poeta porque ele é o gerente da fábrica e quer apenas se aproveitar dela.
(C) uma operária que não demonstra nenhum interesse pelo poeta, embora pareça ter uma condição financeira melhor do que a dela.
(D) uma moça que vende lanche na frente de uma fábrica de tecidos e despreza o poeta porque ele é namorador e não quer nada sério com ela. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Atividade sobre o artigo de opinião "A pequena e a grande corrupção", de Ronaldo Pereira de Lima

A pequena e a grande corrupção

Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que há dois tipos de corrupção: a grande e a pequena; mas que as duas são igualmente perniciosas e imorais, mas que não podem ser combatidas da mesma maneira. 
A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos federal, estadual, distrital, políticos, servidores, particulares e heróis que não são de gibis, mas do que somente enxergam a corrupção do outro. 
Não é objetivo deste artigo destacá-la, pois a grande mídia se encarrega de fazê-la; utilizando-se da opressão publicitária, mexendo com os sentimentos alheios, fazendo muita gente acreditar em meias verdades. Foi assim com Lula, a prisão coercitiva. 
Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção, especificamente aquela que está entrelaçada ao contexto eleitoral, seja  em campanhas ou em mandatos. Ela é ignorada pela grande mídia, pelo Judiciário e pelas instituições. Ignorada porque nada se faz de forma efetiva e eficaz para combatê-la. 
Eu costuma chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral. Ela é a espinha dorsal da grande corrupção, isto é, o que se pratica nos municípios do nosso país, de forma intensa ou não. Ele é caracterizado pela troca de voto por bens tangíveis (espécie de escambo), intangíveis (favores) e pela compra de voto (quando o eleitor prefere em espécie). Em minha escrita costumeiramente denomino esse conjunto de comércio eleitoral. Muitos justificam essa prática alegando que "o erro já vem de Brasília", esquecendo-se de que os que estão em Brasília não são eleitos por si. 
É necessário que aqueles que queiram mudança procurem compreender o funcionamento do sistema, deixando de lado as ácidas críticas que para nada servem, e servem para distanciar cada vez mais o cidadão de exercer os seus direitos políticos.
Precisa o eleitor brasileiro fazer uma releitura da forma como o político é eleito. E essa releitura deve ser feita partindo do comércio eleitoral de base. Não é revoltando-se ou esquivando-se que a coisa vai mudar. Não é descriminalizar a política, partidos, pessoas que as coisas serão resolvidas. 
Precisa acabar com essa mania de enxergar a política a partir das tribunas, das matérias de jornais, revistas, blogs e outros meios; fazendo dela inimiga da sociedade. É necessário conhecê-la na prática para que não se dê espaço para regimes ditatoriais e fascistas.
A mudança tem que vir da base e a base são os municípios, matrizes de todos os candidatos. E o que é que precisa ser mudado? As pessoas. Estas precisam mudar a forma de escolher. Enquanto essa mudança não acontece, as páginas impressas e online sempre trarão a prática da corrupção para as nossas vidas, expondo como muitos dos eleitos tratam-na com naturalidade e o povo com desdém.
É preciso espalhar uma maneira nova de pensar a política, não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos, mas a partir da realidade de cada município. Enquanto isso não acontece, é ilusão achar que "Todo poder emana do povo".

(Ronaldo Pereira de Lima)


01) Justifique o título dado ao texto:

02) Já no primeiro parágrafo, o autor utiliza as palavras "perniciosas e imorais" para caracterizar os dois tipos de corrupção sobre os quais fala. O que essas palavras significam?

03) De quem são esses conceitos de "grande e pequena corrupção" citados no texto?

04) Observe o seguinte trecho do segundo parágrafo do texto: "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático [...]". Explique o que o autor quis dizer com essa frase e ao que se refere a expressão destacada: 

05) Observe a seguinte afirmação feita no texto: "[...] e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro". levando-se em conta que o autor faz uma crítica em seu texto a atuais acontecimentos políticos vivenciados no Brasil, a quem você acredita que ele se refere quando fala  em "heróis"? 

06) A partir da leitura do texto, podemos perceber o posicionamento político do autor. Destaque o trecho onde podemos confirmar isso: 

07) Qual é o foco principal do texto? 

08) Por que, de acordo com o autor, a pequena corrupção é ignorada? O que você pensa com relação a isso? 

09) O que é e como é caracterizada a pequena corrupção?

10) Qual é, de acordo com o autor,  justificativa para a pequena corrupção?

11) Como, segundo o autor, devemos combater a pequena corrupção? Liste as ações citadas no texto:

12) Quem, de  acordo com o autor, deve mudar? Por quê? 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: