segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Atividade sobre a música "Você não me ensinou a te esquecer", de Caetano Veloso


Você não me ensinou a te esquecer

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
cheguei a tal ponto 
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro 

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde 
Nunca mais perdê-la

Agora que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer 
E te querendo eu vou tentando te encontrar

Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você me ensinou a te querer 
E te querendo eu vou tentando me encontrar

(Caetano Veloso e Fernando Mendes)

01) Justifique o título dado à música:

02) Interprete o verso que se encontra em destaque na segunda estrofe da canção: 

03) Caracterize o eu lírico, usando somente adjetivos: 

04) Que mensagem a música transmite? 

05) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

Atividade sobre o paradidático "O diário de Anne Frank"


Ao escrever um DIÁRIO, a pessoa procura anotar seus pensamentos mais íntimos e suas reflexões, além de poder contar como foi o seu dia. São registros maravilhosos. Anne Frank tenta escrever, o máximo possível, sua vida cotidiana da casa de trás e as notícias que chegam de fora. Às vezes acontecem casos emocionantes para relatar, como bombardeios e tentativas de assaltos no meio da noite. Durante a narrativa, ela consegue comentar, de forma acertada, as transformações de cada um  dos que estão escondidos com ela, com muita sinceridade e um tanto de irreverência em diversas ocasiões. Anne descreve as coisas com seu espírito crítico; não somente as alheias, mas também, claro, as próprias. 

01) Quem era Anne Frank? Defina-a, usando pelo menos cinco adjetivos:

02) Como e quando Anne inicia seu diário? Qual o conteúdo dele?

03) Em que época se passa a história descrita no diário?

04) Como era a relação da menina com a escola, professores e colegas?

05) De que matéria da escola ela mais gostava? E a de que menos gostava?

06) Quais eram os sonhos dessa menina? Quais deles foram realizados?

07) Que pessoas ajudaram a família de Anne? De que forma ajudavam?

08) Os judeus eram vistos como seres inferiores, e, por isso, eram perseguidos, sendo que algumas pessoas não concordavam com isso e acabavam ajudando-os, escondendo-os, mesmo sabendo dos riscos. 

09) Você, sinceramente, aceitaria correr tais riscos ajudando a esconder os judeus dos nazistas durante a II Guerra Mundial? Justifique sua resposta:

10) Diga, resumidamente e com suas palavras, qual foi a visão de Anne sobre os seguintes temas:

a) Guerra:
b) Fé:
c) Judaísmo:
d) Holocausto:
e) Preconceito:

11) Quais os membros que compõem a família de Anne? Quais as principais características de cada um deles? 

12) Por que essas pessoas se mudaram? Onde foram morar? Como era esse lugar?

13)  Anne, sua família e seus amigos conseguem superar por dois anos o isolamento do mundo, mas, para tal, eles precisaram ter alguns valores fundamentais. Quais foram eles? Cite pelo menos dois exemplos de superação para eles,  explicando-os bem: 

14) Que mudanças Anne percebe nela mesma e nas pessoas a seu redor?

15) Quando e como a sua sexualidade foi despertada?

16) Como Anne ocupava o seu tempo? O que ela mais gostava de fazer? E o que menos curtia?

17) Que mensagem o livro transmite? Comente:

18) De que parte do livro você mais gostou? Por quê?

19) O que Anne e seu diário representavam para o mundo?

20) De 0 a 10, que nota você daria ao livro? Justifique bem a sua resposta:

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Atividade sobre a música "Os presentes", de Eliana Printes


Os presentes

Que presentes te daria?
Uma estrela vã do firmamento Pra iluminar o vão do pensamento Pra iluminar o vão do pensamento Um TV na garantia Árvores plantadas no cimento E o meu perfume na rosa dos ventos E o meu perfume na rosa dos ventos E o meu perfume na rosa dos ventos Um novo ritmo Cartas de amor com frente e verso E meu percurso nesse universo E meu percurso nesse universo E meu percurso nesse universo Nas horas sem fim Em que a dor não tem mais cabimento É no teu prumo que eu me oriento É no teu prumo que eu me oriento É no teu prumo que eu me oriento Catedrais de alvenaria Senhas pra não mais perder a vez Casa, comida e um milhão por mês Casa, comida e um milhão por mês Casa, comida e um milhão por mês

(Eliana Printes)

01) Justifique o título da música em questão:

02) Que presentes você gostaria de dar àquela pessoa tão especial? 

03) E que presentes mais gostaria de receber dela? 

04) Que presentes são oferecidos na música? O que você achou da utilidade de cada um deles? Comente: 

05) Explique a repetição de alguns versos no texto: 

06) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

(E hoje é aniversário do meu amado filho Miguel, que completa  08 primaveras e de todas as outras estações... que alegra (e muito!), sempre, o meu coração! Sou grata pelo presente que Deus me deu ao confiar uma criança tão linda, inteligente e parceira para eu cuidar... Que eu possa cumprir essa missão da melhor forma possível e me tornar um ser humano melhor graças a ele, só porque ele existe e me conecta a cada dia mais a Ele e ao Universo! Parabéns, filho, e feliz idade nova!).

Atividade sobre a música "Sereia", de Lulu Santos


Sereia

Clara como a luz do sol
Clareira luminosa nessa escuridão
Bela como a luz da lua
Estrela do Oriente neste mares do Sul
Clareira azul no céu
Na paisagem
Será magia, miragem, milagre
Será mistério?

Prateando o horizonte
Brilham rios, fontes
Numa cascata de luz
No espelho dessas águas
Vejo a face luminosa do amor
As ondas vão e vêm 
E vêm e são como um tempo

Luz do divinal querer
Seria uma sereia
Ou seria só
Delírio tropical, fantasia 
Ou será um sonho de criança
Sob o sol da manhã? 

(Lulu Santos)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Copie da música uma antítese, justificando:

03) Copie do texto todas as palavras que remetem à luz, à claridade:

04) Com que intenção o autor recorreu a essa seleção de palavras? Que efeito isso trouxe ao texto?

05) Transcreva da música uma comparação, mencionando se ela foi coerente ou não:

06) Tente responder às indagações (mesmo retóricas) presentes na canção:

07) Que mensagem a música transmitiu?

P.S.: Pode ocorrer uma intertextualidade interessante se esta música for trabalhada com a música "A novidade", de Gilberto Gil, disponibilizada AQUI. O que ambas têm em comum? E de diferente? De qual você mais gostou e por quê? 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Atividade sobre o poema "Milagre no Corcovado", de Ângela Leite de Souza

Milagre no Corcovado

Todas as noites
de céu nublado
no Corcovado
faz seu milagre
o Redentor:
fica pousado 
no algodão-doce
iluminado 
como se fosse
de isopor.

Mas todos sabem 
que bem de perto
esse Jesus 
é um gigante
de mais de mil 
e cem toneladas...
Suba de trem, 
vá pela estrada,
quem chega lá,
ao pé do Cristo, 
vira mosquito. 

E olhando em volta
para a cidade
de ponta a ponta
maravilhosa
a gente sente 
um arrepio:
o milagre 
é o próprio Rio! 

(Ângela Leite de Souza) 

01) Justifique o título dado ao texto: 

02) A palavra destacada no poema encontra-se no sentido próprio ou figurado? Por quê?

03) A que tal palavra corresponde?

04) Explique a diferença do lugar visto de longe e visto de perto:

05) Por que a pessoa vira mosquito? 

06) Copie do texto dois verbos no modo imperativo: 

07) Que comparação é feita no texto? Com que intenção? 

08) Copie do texto duas palavras que, juntas, indicam contradição:

09) Localize um conectivo que introduz uma contradição no poema:

10) Quais são os dois milagres citados no texto? 

11) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

12) Localize no texto: 

a) um substantivo composto:
b) dois substantivos próprios:
c) dois adjetivos:
d) dois numerais:
e) um advérbio de lugar:
f) um advérbio de intensidade: 

Atividade sobre o texto "Coragem de menina" - Revista Isto É

Coragem de menina

Graças à história de Valéria Polizzi, com 28 anos de idade, autora do livro "Depois Daquela Viagem", muitos adolescentes deixam ou deixarão de contrair o vírus HIV. Adotado em escolas, é um trunfo da luta contra a AIDS. O livro vendeu 60 mil exemplares, foi adotado em escolas e é um sacolejo no preconceito e na prevenção da AIDS. Valéria contaminou-se aos 16 anos na primeira relação sexual. Com o livro, ela ganhou carisma e visibilidade. Nas mais de cem palestras que já deu, é assediada com pedidos de autógrafos e beijos. "Sinto-me livre ao ver que a minha história saiu do gueto. Sou reconhecida na rua, as pessoas querem passar a mão no meu cabelo". Valéria sabe da influência que exerce sobre uma geração: "AIDS sempre foi vista como uma coisa feia. Quando me veem com um astral legal, percebem que sou como eles", diz. Ao incentivar o uso da camisinha, afirma: "As campanhas deveriam falar mais de amor. Entrei nessa burrada porque estava apaixonadíssima”. Mas frisa: “Na vida sexual, quem manda é a gente. A liberdade e a responsabilidade são nossas. Ninguém é contaminado, a gente é que se contamina”. 

("Elas fazem a diferença" - Revista Isto é")

01) Justifique o título do texto:

02) Qual o objetivo de Valéria ao escrever o livro?

03) O caso de Valéria pode desmistificar que não se engravida nem se pega AIDS na primeira relação sexual? Justifique sua resposta: 

04) Justifique o porquê das aspas presentes em algumas passagens do texto:

05) Valéria tenta responsabilizar o parceiro por sua contaminação? Comprove sua resposta com uma passagem do texto:

06) Por que você acha que as pessoas viam a AIDS como "uma coisa feia"? 

07) Leia a passagem em negrito no texto e diga o que significa a palavra SACOLEJO: 

08) Que mensagem o texto transmite?

09) Localize no texto:

a) dois substantivos próprios:
b) três substantivos comuns:
c) dois numerais:
d) um advérbio de tempo:
e) um pronome possessivo:
f) dois adjetivos:

Atividade sobre o livro "Estrelas tortas", de Walcyr Carrasco


Sinopse: O livro conta a história de Marcella, uma menina cheia de vida, esportiva, bonita e muito popular na escola, até que um dia sofre um acidente de carro e perde os movimentos das pernas. No começo ela muito se abala, mas depois conta com a ajuda dos amigos e da família para superar esse problema. 

01) Justifique o título dado ao livro:

02) Como aconteceu o acidente? Por que a mãe de Marcella se sentia culpada?

03) O que Aída fazia para ganhar dinheiro?

04) Quem era Bira? Você condenaria a atitude dele?

05) Como foi o encontro entre Marcella e Emílio?

06) A partir de que momento Marcella passou a aceitar sua situação?

07) Quem tomou a melhor atitude com relação ao problema de Marcella? Por quê?

08) Por que Bruno, o pai de Marcella, brigou com a avó, Gilda, no final do livro?

09) Escolha três personagens da história para você descrever:

10) Que mensagem o livro transmite? Comente:

11) Se você estivesse na situação de Marcella, o que seria mais difícil de enfrentar? Explique:

12) Resuma o momento em que Marcella está "conversando com o leitor":

13) De que parte da história você mais gostou? Aproveite para ilustrá-la:

14) Pesquise sobre famosos que ficaram paraplégicos e como deram um novo sentido às suas vidas:

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Atividade sobre o editorial "Publicidade polêmica"

Publicidade polêmica

A propaganda de produtos infantis precisa respeitar certas regras, mas é melhor a autorregulamentação do que uma proibição absoluta.

Tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados o projeto de lei 5.921, que prevê veto à propaganda dirigida ao público infantil. Ao longo desse período, em que pesem as polêmicas, boa parte dos defensores e críticos concorda com alguns princípios básicos.
É um consenso que o público infantil é mais vulnerável às investidas publicitárias e deve ser poupado de apelos consumistas e de mensagens que depreciem valores sociais positivos, como a solidariedade e a vida em família.
A iniciativa parlamentar, de dezembro de 2001, serviu como sinal de alerta para a indústria e as agências de publicidade. Elas perceberam o recrudescimento de reações contrárias a abusos em anúncios e nos meios de comunicação.
É sintomático que, em 2006, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) tenha divulgado o documento  “Novas Normas Éticas”, que trata da propaganda de produtos destinados a crianças e adolescentes.
Já em seu início, o texto reconhecia a “exigência flagrante da sociedade” de que a publicidade se engajasse “na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes”.
Em 2010, a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia)  e a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) assinaram compromisso  público para impor limites à divulgação de produtos que contribuam para a obesidade e doenças a ela associadas.
Não obstante, permanecem vivas pressões para que a propaganda destinada a crianças seja banida. Há várias campanhas contra e a favor, como as intituladas “Somos Todos Responsáveis” e “Infância Livre de Consumismo”.
É fato que em outros países há limitações legais. Nos EUA, por exemplo, a publicidade para crianças e adolescentes é limitada a 20% do total veiculado. Na Suécia, não pode ser exibida antes das 21 h.
São possibilidades que merecem ser discutidas pelo Conar, dentro do princípio de que a melhor alternativa é a autorregulamentação. O conselho deveria tomar a iniciativa de apresentar uma proposta para debate público.
A proibição absoluta é uma saída drástica, com vezo autoritário. Fere o direito à informação e confere ao Estado a prerrogativa de substituir os pais na decisão do que pode ser visto por seus filhos.
Não há dúvida de que o Conar conquistou o respaldo da sociedade. Ele precisa, no entanto, apertar os seus controles.
Estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) mostrou que propagandas de cerveja veiculadas na TV – exceção questionável à restrição de horário a publicidade de bebidas alcoólicas – não respeitam 12 das 16 determinações do código de autorregulamentação avaliadas na pesquisa.
Para consagrar-se, o salutar princípio da autorregulamentação precisa mostrar-se efetivo.

(Folha de São Paulo, 10/04/2012)


01) O texto acima aborda um tema do momento, que vive em discussão na sociedade. Qual é esse tema? Por que ele estava sendo debatido no momento em que esse texto foi publicado?



02) O texto é um editorial ou um artigo de opinião? Justifique sua resposta, aproveitando para diferenciar um gênero do outro:



03) Alguns textos são escritos para fazer uma crítica ou um elogio a algo ou a alguém, ou para fazer sugestões ou estimular a reflexão. Neste em questão, o posicionamento é claro. Ele é contra ou a favor da proibição dirigida ao público infantil?



04) Em que parte(s) do texto esse posicionamento é apresentado de forma explícita?  

05) Que argumentos são usados para esse posicionamento? 

06) O texto cita pontos de consenso entre defensores e críticos. Quais são esses pontos?

07) Nos textos argumentativos, é comum a conclusão apresentar uma síntese das ideias expostas ou uma sugestão ou proposta para a solução do problema abordado. De que tipo é a conclusão do texto lido?

08) Que pessoa verbal predomina no texto em questão? O uso dessa pessoa contribui para impessoalizar ou não o texto? Justifique sua resposta:

09) Em que tempo estão as formas verbais, predominantemente, no texto? O que isso significa?
 
10) Afinal, você concorda ou não com a opinião exposta no texto? Qual é o seu posicionamento no que diz respeito a esse tema? Comente sua resposta:

11)  A imagem abaixo dialoga com o texto apresentado? Se sim, de que forma? Justifique sua resposta:


12) Usando a imagem a seguir como estímulo, responda: Até que ponto você acha que a mídia pode influenciar no comportamento de uma criança? Explique sua resposta: 


13) O que a charge seguinte denuncia? O que você pensa a respeito disso? Comente: 


14) Explique por que a charge e a tirinha abaixo dialogam e como, aproveitando para se posicionar sobre o assunto: 



Atividade sobre a música "Sampa", de Caetano Veloso


Sampa

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João 

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campo, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa 

(Caetano Veloso)

01) Justifique o título dado à música:

02) Que características da cidade de São Paulo causaram um certo estranhamento no eu lírico?

03) Copie da canção uma passagem que revela medo do novo, justificando sua escolha:

04) Localize na música um verso que fale da poluição do ar da cidade:

05) Que personagens ligadas à MPB são citadas na música e que compõem São Paulo?

06) Interprete os dois versos que se encontram em negrito na canção:

07) Que verso denuncia alguns problemas do povo que vive em São Paulo? E que problemas são esses? 

08) Explique, na última estrofe, a diferença entre "Novos Baianos" e "novos baianos":

09) Que trecho revela que o destino da cidade é decidido por ricos e poderosos? O que você pensa a respeito disso?

10) Que sentimento o eu lírico tenta nos passar através da construção dessa música? O que significa o valor da expressão "alguma coisa" no texto?

11) Em que estrofe o eu lírico fala nitidamente em capitalismo? Por quê?

12) Ao longo do texto, o autor faz referência a fatos, lugares, fenômenos e personagens que estão na cultura paulista. Transcreva-os: 

13) Para conseguir maior efeito poético no texto, o autor utiliza algumas figuras de linguagem em vários momentos. Destaque duas delas, explicando bem:  

14) Que mensagem a música transmite?

15) Escreva UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema "A solidão do homem nas grandes metrópoles": 

domingo, 6 de agosto de 2017

Atividade sobre o texto "Não despertemos o leitor", de Mário Quintana


Não despertemos o leitor

Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo.
Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
“A vida é um fardo” – isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: “disse Bias”. Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos, já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, e sua política, a sua filosofia, a segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com idéias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
“O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!”
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.

(Mário Quintana)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Como você se classificaria: um leitor dorminhoco, um leitor semidesperto ou um leitor atento? Justifique-se:

03) Defina, com suas próprias palavras, um leitor dorminhoco:

04) O texto de Mário Quintana apresenta, como traço estilístico maior, uma gostosa ironia. A partir dessa observação, comente o segundo parágrafo do texto:

05) Plutarco poderia ser considerado um grego comum? Por quê?

06) Caetano Veloso, na letra de SAMPA, afirma o seguinte: “À mente apavora o que ainda não é mesmo velho”. Que trecho do texto apresenta opinião semelhante?

07) Por que os sete sábios da Grécia deviam ser a tábua de salvação das conversas?

08) Qual é a diferença de postura entre o leitor dorminhoco, o leitor semidesperto e o leitor atento? Explique cada um: 

09) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

10) Pesquise sobre Plutarco e os sete sábios da Grécia: 


(Agradecimento ao colega Sergio Bueno pela sugestão da questão 10!)