domingo, 30 de abril de 2017

Atividade criando lista: "9 verdades e 1 mentira"

Achei muito legal e pensei em fazer alguns cartazes semelhantes, seguindo essa linha, inclusive para espalhar pelos murais das duas escolas em que eu trabalho, pois assim a galera aprende de forma leve e desafiadora! Quem não gosta, né?!? Eu amoooo!!! 

Afinal, da listinha proposta, você descobriu qual é a assertiva errada e o porquê?!? Vamos lá!!!

Depois de feito isto, crie mais duas listinhas com os 10 itens, contendo 9 verdades e 1 mentira!!! A primeira tente criar contendo afirmativas sobre você e sua vida; e a segunda também tendo a nossa amada Língua Portuguesa e suas regras ou curiosidades como inspiração!!! Arrase!!! 

Atividade sobre o texto "Um apólogo", de Machado de Assis

Um apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
-- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
-- Deixe-me, senhora.
-- Que a deixe? Que a deixe por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. 
-- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. 
-- Mas você é orgulhosa.
-- Decerto que sou.
-- Mas por quê?
-- É boa! Por que coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
-- Você? Esta agora é melhor. Você que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
-- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
-- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...
-- Também os batedores vão adiante do imperador. 
-- Você imperador?
-- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisso, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana -- para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
-- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo: eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. 
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
-- Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experência, murmurou à pobre agulha:
-- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
-- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! 

(Machado de Assis) 

01) Justifique o título utilizado no texto:

02) Copie do texto dois vocativos:

03) Justifique o emprego dos dois porquês situados no quarto parágrafo do texto: 

04) Transcreva do texto uma parte em que se encontra um nítido deboche, ironia: 

05) Você se identificou com a fala do tal professor de melancolia? Por quê? 

06) Que característica da linha a agulha critica?

07) A discussão que se inicia entre as duas tem por base determinar quem cose. 

a) Qual argumento a linha apresenta?
b) Qual o contra-argumento da agulha?
c) Qual é a sua opinião sobre o assunto?

08) Que efeito a linha consegue com a fala "-- Também os batedores vão adiante do imperador"?

09) Após a fala das duas, o narrador introduz a costureira na cena.

a) Como ele faz isso?
b) É certo dizer que nesse momento há uma ilustração de trabalho subalterno numa frase que traz uma situação semelhante à da linha e da agulha? Qual?

10) a agulha retoma o diálogo, cobrando da outra o reconhecimento de sua importância. A linha se cala. 

a) Que característica dela ela reforça ao fazer isso?
b) Quando ela volta a falar? Qual seu objetivo nesse momento?

11) O que o silêncio da agulha revela?

12) Você concorda com a posição do alfinete? Reveja a fala de tal personagem, explicando seu ponto de vista:

13) Que pessoas a agulha, a linha e o alfinete representam? Com qual delas você mais se identifica?

14) Nesse apólogo, é possível dizer que o narrador toma partido de algum personagem, indicando seu modo de pensar? Explique: 

15) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

Atividade sobre o filme "PETS - A vida secreta dos bichos" (1 h 30 min)


Sinopse: Max é um cachorro que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cão chamado Duke, Max não gosta nada disso, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles terão que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha. Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla. (Duração: 1 h 30 min)

01) O que todos os animais têm em comum quando ficam sozinhos em casa?

02) Quando começaram os problemas na vida do cãozinho Max? Justifique sua resposta:

03) Utilize cinco adjetivos para caracterizar o Max e mais cinco para definir o Duke:

04) O que o coelho Bola de Neve e os outros animais abandonados tinham em comum? Qual o plano deles? Deu certo? Por quê?

05) Como os animais eram "iniciados" para poderem entrar para a "trupe do Bola de Neve"? O que você pensa a respeito disso? Comente:

06) O Max foi, de fato, abandonado antes de ser pego pela carrocinha? O que aconteceu com ele e seu dono?

07) O que você mudaria no filme? Explique:

08) Que personagem, de um modo geral, você mais curtiu? Justifique sua resposta: 

09) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

10) Que mensagem o filme lhe transmitiu? Comente:

11) Que crítica encontra-se embutida no filme, com relação a nós, humanos? Explique:

12) Que temas de redação poderiam ser extraídos da história do filme?

13) Faça uma resenha crítica sobre o filme assistido: 

sábado, 29 de abril de 2017

Produção textual: Desafio da "Baleia azul"



Mais uma coisa com que nos preocuparmos agora, como pais: o raio do Desafio da Baleia Azul! Mais uma porcaria que inventaram para roubar a nossa paz! Como lidar com isso e com o que mais surgir? Qual é a saída, a solução? 

Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema em questão e aproveite as ideias contidas no vídeo da Marcela e da imagem a seguir como estímulos, posicionando-se também, direta ou indiretamente, sobre eles:



Mãos à obra! 

domingo, 23 de abril de 2017

Atividade sobre o texto "Quem somos?", de Marina Colasanti


Quem somos? 

Neste início de ano, o noticiário nos impõe uma pergunta pouco confortável: quem somos? 
Ninguém de nós responderia "eu sou um dos revoltosos do presídio Anísio Jobim", assim como nenhum de nós contou as cabeças decepadas dos rivais, filmando a cena para exibi-la -- ou exibir-se -- nas redes sociais. Nós não somos os bárbaros. 
Bárbaros são sempre os outros. Mas um bárbaro ou uma matilha de bárbaros ou hostes de bárbaros não aparecem por acaso, não têm geração espontânea. Sobretudo quando inseridos em uma sociedade que se pretende civilizada, os bárbaros são um produto.
Em geral, produto de uma barbárie menos aparente. Fabrica-se um bárbaro colocando três para viver onde só um caberia. Ajuda-se um bárbaro a tomar plena posse de sua barbárie colocando-o num ambiente propício. Bárbaros exercitam melhor sua barbárie quando armados e com acesso a celulares. Pode-se enxertar barbárie numa criança privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento. Bárbaros proliferam melhor sem esgotos do que postos em uma universidade. Bárbaros se alimentam e se multiplicam graças a exemplos de barbárie bem sucedida. 
Quem somos? Nenhum de nós é aquele que viu os dois primos matando a socos o ambulante indefeso, cujo único crime havia sido defender uma travesti. Nenhum de nós é o que passou mais rápido e nada fez para impedir o assassinato. Muito menos somos aquele que, sorrateiro, aproximou-se do morto para roubar-lhe o celular que já não lhe serviria. 
Nenhum de nós é um prefeito sumido do posto depois de ter sumido com outras coisas. Nenhum de nós, ao retirar-se do cargo público que exercia, levou o computador ou a mesa. Nenhum de nós foi buscar o filho em um condomínio, na manhã de domingo, depois de uma festa de reveillón, a bordo de um helicóptero do Estado. Nós não somos aquele que percorreu cerca de 300 quilômetros de carro, procurando o lugar melhor para desovar ou queimar o corpo do homem que havia assassinado e que levava na mala. Nós não somos sequer aqueles que escreveram "Fora Lésbica!", sem esquecer o ponto de exclamação, em um quadro imantado destino a atividades infantis. 
O problema é que a pergunta não se pretende individual. Não se trata de saber quem sou eu ou quem é você. Trata-se de saber quem somos nós, os brasileiros, como sociedade. De como nos vemos e de como somos vistos. 
O morticínio do presídio foi notícia no mundo inteiro. O olhar que se pousa sobre nós fez-se mais denso. 
E aqui, o horror que sentimos diante do massacre de Manaus é o mesmo que sentimos diante dos repetidos massacres do EI? As cabeças cortadas, de um lado e do outro, têm para nós o mesmo peso? O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença? 
Ou estamos mais preocupados com os 80 e tantos que fugiram pelo túnel ameaçando a tranquilidade fora do presídio, do que com os que mataram ou foram mortos? 
Na foto publicada na primeira página de "O Globo" de terça-feira, mostrando o lado de fora do Anísio Jobim há, entre os familiares, duas mulheres encapuzadas, só olhos de fora. Pode ser temor de um eventual gás lacrimogêneo, ou medo de ser reconhecida por elementos da facção rival à do seu parente. O enfrentamento não se limita ao recinto do presídio. Nem se limita à luta entre uma facção de traficantes e outra. O enfrentamento mais amplo e mais fundo se situa, já faz tempo, entre a sociedade que somos e a que queremos ser. 

(Marina Colasanti)

01) Qual a temática do texto? Justifique sua resposta: 

02) Que fatos citados no texto propiciam o aparecimento dos bárbaros? Qual deles você acha o mais frequente em nossa sociedade? 

03) O que o texto mais denuncia? Explique seu raciocínio: 

04) Você acha que a indiferença ante o sofrimento alheio contribui indiretamente com o aumento da violência? Justifique sua resposta: 

05) "Pode-se enxertar barbárie numa criança, privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento". segundo o texto. Mas quando uma criança tem, por exemplo, tudo isso e, ainda assim, se torna um jovem capaz de atos como queimar mendigos, espancar pessoas, matar, roubar... o que falta? Justifique sua resposta: 

06) Transcreva do texto uma passagem que comprove a importância do coletivo, do NÓS: 

07) Observe com atenção o sexto parágrafo e explique por que a construção do mesmo se deu em cima de negações. Qual o objetivo disso? 

08) Responda, sinceramente, a essa pergunta feita no texto: "O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença?", justificando seu ponto de vista: 

09) Comente o que você entendeu com o trecho destacado no final do texto, posicionando-se: 

10) Que sentimento o texto mais despertou em você? Explique:

11) Escreva UM pequeno parágrafo associando, de alguma forma, a tirinha abaixo ao texto lido: 


12) Como, afinal, você responderia à pergunta do título? Justifique sua resposta: 

13) Relacione o pensamento de Einstein ao texto em questão, dizendo se você considera ou não esse comportamento frequente e por quê: 


14) Segundo o crítico e historiador francês Taine, "o homem é produto do meio, da raça e do momento histórico em que vive". Que passagem do texto dialoga com esse pensamento? Transcreva-a, explicando seu raciocínio:

15) A autora faz uso de sentenças interrogativas ao longo do texto. Qual seria a função dessa estratégia discursiva?

16) Que mensagem o texto transmite, como um todo? Comente: 

(Agradecimento especial a algumas meninas do grupo "Arte e Manhas da Língua": 
Adriana Lessa, Regina Maria, Aparecida Ferreira, Luciana Chaves, 
Maria Ruth, Sandra Curvelo, Maria Regina)

sábado, 22 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Até quando?", do Gabriel O Pensador


Até quando? 

Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve,
Você pode, você deve, pode crer. 
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí, que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer.

Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea?
(Pobre, rico ou classe média)
Até quando você vai levar cascudo, mudo?
Muda, muda essa postura.
Até quando você vai ficar mudo?
Muda, que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

A polícia matou o estudante, falou que era bandido, 
chamou de traficante.
A Justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado
e absolveu os PMs de Vigário.

A polícia só existe para manter você na lei,
lei do silêncio, lei do mais fraco:
ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter você na frente,
na frente da TV, que é pra te entreter, 
que é pra você não ver que o programado é você.

Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar.
Aquilo que o mundo me pede não é o que mundo me dá. 
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar. 

Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não! 

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. 
A gente muda o mundo na mudança da mente. 
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente. 
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, 
na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

(Gabriel O Pensador) 


01) Copie do texto palavras que remetem à fala coloquial, explicando a importância disso para o contexto: 

02) Transcreva do texto uma passagem de que tenha atraído mais a sua atenção, dizendo o porquê:

03) A que classe gramatical pertencem as palavras "mudo" e "muda"? Por que essa escolha?

04) Que efeito se sentido têm as palavras que se encontram entre parênteses, no texto?

05) De que par de rima você mais gostou? Explique sua escolha:

06) Posicione- se sobre o primeiro verso da música, explicando seu ponto de vista:

07) Podemos afirmar que a letra de música em questão possui características do gênero "manifesto"? Justifique sua resposta:

08) Com base nos argumentos do texto, responda: Até quando?

09) O verso "Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente" faz um forte apelo ao interlocutor, incitando-o à mudança. Que tipo de mudança seria essa? Comente:

10) Explique o duplo sentido presente na expressão destacada no terceiro verso do poema:

11) Posicione-se com relação ao verso em destaque na segunda estrofe, explicando bem:

12) Copie do texto uma passagem em que o autor expressa a sua visão com relação à Justiça, concordando ou discordando dele: 

13) Podemos afirmar que no trecho destacado na sexta estrofe há uma ironia? Explique seu raciocínio: 

14) O que significa a expressão "vai pro saco", presente na sexta estrofe? Você costuma usá-la?

15) O autor afirma na música que "você é dominado". Você concorda ou não com isso? Justifique sua resposta: 

16) Dê a sua opinião sobre o trecho grifado na sexta estrofe, explicando seu raciocínio:

17) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

(Participação especial das amigas  Maria Aparecida e Maria Ruth)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Atividade sobre propaganda "Edward - Mãos de cenoura" - Hortifrutti


01) A propaganda acima, da rede de lojas Hortifrutti, faz uma intertextualidade com um famoso filme. Qual é ele? Você já viu? 

02) Além do nome, que outros elementos do anúncio publicitário podem ser associados ao filme?

03) Na frase "Uma história que vai cortar corações e preços", que palavra remete diretamente ao filme? Por quê? 

04) Identifique na propaganda quem é o emissor, o receptor, o código, o canal e o referente, respectivamente: 

05) Qual função da linguagem predomina no cartaz? Por quê? 

06) Qual a intenção do slogan "Aqui a natureza é a estrela"? 

Atividade sobre a crônica "Notícia de jornal", de Fernando Sabino

Notícia de jornal

Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto-Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. 
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.
Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa - não é um homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morreu de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarnamento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da Cidade do Rio de janeiro, um homem morreu de fome.
Morreu de fome. 
(Fernando Sabino)

01) Justifique o título da crônica:

02) Divida o texto em três partes, dizendo onde cada uma começa e termina: 

03) A expressão "morrer de fome" (e variantes) é repetida muitas vezes no texto. Quantas foram elas? 

04) Que efeito se deseja alcançar com tais repetições? 

05) Analise e explique a importância dos numerais utilizados no texto: 

06) Explique que efeito se deseja alcançar com a inserção dos parênteses no terceiro parárafo:

07) Justifique o emprego da expressão que se encontra em negrito no texto:

08) Copie, do terceiro parágrafo um aposto, explicando seu raciocínio:

09) Transcreva da crônica uma passagem carregada de ironia, explicando-a:

10) Por que são os comerciantes que pedem providências? O que isso revela? 

11) Se o homem está entre centenas de passantes, por que está sozinho, isolado? 

12) O que a atitude do autor diante do fato noticiado pelo jornal expressa: indiferença, protesto, raiva ou revolta? 

13) Que mensagem o texto transmite? A quem ele critica?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Atividade "Brincando com as palavras"

01) Concentre-se em cada uma das palavras seguintes e escreva outras que, para você, têm alguma relação com elas: 

- político:
- floresta:
- amor:
- esgoto:
- paz:
- homem:
- mar:
- pátria:
- asfalto:
- povo:
- rio:
- trabalho:

02) Relacione com cada uma das palavras seguintes outras que tenham sonoridade semelhante: 

- carro:
- constituição:
- sussurro:
- casa:
- assim:
- vida:
- glutão:
- dente:
- senso:
- rádio:
- poesia:
- jornal:

03) Escreva palavras que lhe transmitam sensação de:

- frio:
- opacidade:
- pegajosidade:
- calor:
- transparência:
- nojo:
- claridade:
- atrito:
- limpeza:
- escuridão:
- deslizamento:

04) Escreva palavras que lhe transmitam sensação de:

- liberdade:
- tristeza:
- desespero:
- conforto:
- alegria:
- vitalidade:
- incômodo:
- desânimo:
- cansaço:
- satisfação:

05) Que sensações lhe transmite cada uma das palavras a seguir?

- gilete:
- água:
- cão:
- álcool:
- fogo:
- gato:
- nuvem:
- martelo:
- esfera:
- terra:
- sapato:
- bola: 

Depois de feito esse exercício, compare os seus resultados com os das outras pessoas da sala. Houve muitas coincidências? Comente: 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Manifesto", do Lenine


Manifesto

A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz
A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo. 

E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
Os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais
Todos os ditadores e subcelebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo é só um ponto azul no céu.

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir nem sucumbir a toda essa pressão?

No escuro, a sós com a  minha voz
Por nós, quem? Quem? Quem? 
Antes, durante e após, desatando os nós, hein? Hein? Hein?

Sente no corpo uma prisão, correntes, vendas na visão
Os caras não avisam, balas não alisam, minas e manos brisam
E precisam de mais, mais visão, ter paz
Note que o holofote e o vício nele em si te desfaz
Menos é mais, e o que segue é a lombra
Onde se vacilar os verme leva até sua sombra
Cada qual com seu caos
O inferno particular
Tempo, individual
E o amor, impopular. 

Só existe uma maneira de se viver para sempre irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo
Ao caminhar na contramão disso, a gente caminha
Pra nossa própria destruição.

(Emicida e Lenine)


01) Há alguma incoerência no primeiro verso da música? Justifique sua resposta:

02) Existe alguma antítese na letra de música? Comente bem: 

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto, explicando seu ponto de vista: 

04) Qual a importância das indagações da terceira estrofe para o texto? Trata-se ou não de perguntas-retóricas? Explique: 

05) Qual o objetivo da repetição do pronome "quem", no verso "Por nós, quem? Quem? Quem?"? 

06) Justifique o título da música, relacionando-o ao seu conteúdo: 

07) Qual o objetivo desse "manifesto"? Ele cumpre com tal objetivo? Justifique sua resposta: 

08) Transcreva do texto um desvio gramatical, explicando o porquê de ele provavelmente estar ali: 

09) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

10) Qual seria o SEU manifesto? Elabore um! Mãos à obra!

(Agradecimento à amiga artemanhosa Maria Aparecida Ferreira
por me apresentar esta música!)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Chopis Centis", dos Mamonas Assassinas


Chopis Centis

Eu "di" um beijo nela
E chamei pra passear
A gente fomos no shopping
Pra "mode" a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim
Até que "tava" gostoso, mas eu prefiro aipim.

Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.

Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada  e dar uns "rolezinho",
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme. 

(Dinho e Júlio Rasec) 

01) Justifique o título empregado na música:

02) Por que aparece "di" no primeiro verso? Qual a intenção? E qual seria a forma verbal correta?

03) Existem desvios gramaticais no texto? Copie alguns, adequando-os à norma culta: 

04) Por que você acha que esses desvios ocorreram? 

05) Segundos as pistas textuais, responda:

a) o grau de escolaridade da pessoa? 
b) a profissão?
c) a classe social dela?
d) os filmes a que normalmente assiste?

06) O que significa a palavra em negrito na canção? Que outra palavra  poderia substituí-la, sem causar prejuízo no sentido?

07) Por que existem algumas palavras entre aspas? 

08) Por que há no texto uma palavra em itálico?

09) O texto apresenta um uso intencional da variedade linguística regional. Apesar disso, esse uso compromete a compreensão do texto? Justifique sua resposta:

10) Que efeito a canção provoca, ao substituir a norma culta pela variedade linguística regional? 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Atividade sobre o texto "Trem fantasma", de Moacyr Scliar

Trem fantasma 

Afinal se confirmou: era leucemia mesmo a doença de Matias, e a mãe dele mandou me chamar. Chorando, disse-me que o maior desejo de Matias sempre fora passear de trem fantasma; ela queria satisfazê-lo agora, e contava comigo. Matias tinha nove anos. Eu, dez. Cocei a cabeça. Não se poderia levá-lo ao parque onde funcionava o trem fantasma.
Teríamos de fazer uma improvisação na própria casa, um antigo palacete nos Moinhos de Vento, de móveis escuros e cortinas de veludo cor de vinho. A mãe de Matias deu-me dinheiro; fui ao parque e andei de trem fantasma. Várias vezes. E escrevi tudo num papel, tal como escrevo agora. Fiz também um esquema. De posse desses dados, organizamos o trem fantasma. 
A sessão teve lugar a 3 de julho de 1956, às vinte e uma horas. O minuano assobiava entre as árvores, mas a casa estava silenciosa. Acordamos o Matias. Tremia de frio. A mãe o envolveu em cobertores. Com todo o cuidado colocamo-lo num carrinho de bebê. Cabia bem, tão mirrado estava. Levei-o até o vestíbulo da entrada e ali ficamos, sobre o piso de mármore, à espera. As luzes se apagaram. Era o sinal. Empurrando o carrinho, precipitei-me a toda velocidade pelo longo corredor. A porta do salão se abriu; entrei por ela. 
Ali estava a mãe de Matias, disfarçada de bruxa (grossa maquilagem vermelha. Olhos pintados, arregalados. Vestes negras. Sobre o ombro, uma coruja emparelhada. Invocava deuses malignos). Dei duas voltas pelo salão, perseguido pela mulher. Matias gritava de susto e de prazer. Voltei ao corredor. Outra porta se abriu -- a do banheiro, um velho banheiro com vasos de samambaia e torneiras de bronze polido. Suspenso do chuveiro estava o pai de Matias, enforcado: língua de fora, rosto arroxeado. Saindo dali entrei num quarto de dormir onde estava o irmão de Matias, como esqueleto (sobre o tórax magro, costelas pintadas com tintas fosforescentes; nas mãos, uma corrente enferrujada). Já o gabinete nos revelou as duas irmãs de Matias, apunhaladas (facas enterradas nos peitos; rostos lambuzados de sangue de galinha. Uma estertorava). Assim era o trem fantasma, em 1956. 
Matias estava exausto. O irmão tirou-o do carrinho e, com todo o cuidado, colocou-o na cama. Os pais choravam baixinho. A mãe quis me dar dinheiro. Não aceitei. Corri para casa. Matias morreu algumas semanas depois. Não me lembro de ter andado de trem fantasma desde então. 

(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título do texto: 

02) O que o narrador era de Matias? Comprove sua resposta com elementos do texto: 

03) Por que Matias não podia ir ao trem fantasma verdadeiro? 

04) Por que o autor sentiu necessidade de revelar a própria idade e a de Matias? 

05) O que a mãe decidiu fazer para realizar o sonho de seu filho? A família embarcou nessa ideia? 

06) Comprove, com passagens do texto, que tal dia ficou bem marcado na memória do narrador: 

07) Sublinhe no texto passagens altamente descritivas, dizendo o que elas acrescentam ao contexto:

08) Qual a intenção da mãe e dos participantes do trem fantasma improvisado? O que você achou dessa ideia? 

09) Que mensagem o texto transmite?