quarta-feira, 29 de março de 2017

Atividade de arte e criatividade: "O Monstrinho"

Minha amiga Flávia Damas, ex-ce-len-te professora de Artes, que vive inventando moda, me passou uma atividade que eu adorei, por isso aqui compartilho, e ainda, de quebra, fiz com o meu filhote Miguel, de 7 anos e com a amiguinha dele, a Laura, de 9 anos (e também criei o meu monstrinho, claro!). 

Prepare-se para só escutar e desenhar o que vai pedindo! Cada um desenha o seu! 

01) Tem uma cabeça em forma de círculo bem grande;
02) Tem três olhos;
03) Usa óculos;
04) Seu nariz é uma vassoura;
05) Sua boca é um barco;
06) Seu cabelo é um cacho de banana;
07) Seu chapéu é um avião;
08) Uma de suas orelhas é um sol;
09) A outra orelha é sua fruta predileta;
10) Seu pescoço é uma escada;
11) Sua barriga é uma forma geométrica qualquer;
12) Um de seus braços é um utensílio utilizado na cozinha;
13) O outro braço é um objeto que há em seu quarto;
14) Uma das suas pernas é um objeto utilizado no banheiro;
15) A outra perna é um objeto que há na sala de aula;
16) O monstro adora comer, e sua barriga é transparente. Ele comeu um prédio e um bichinho de estimação. 

Desenhado o bichinho, o professor pode sugerir que as crianças escrevam sobre o seu monstrinho. 
Sugestões de perguntas:

01) Qual o nome de seu monstrinho?
02) De onde ele veio?
03) O que veio fazer aqui?
04) Ele vai ficar aqui por quanto tempo?
05) Onde ele está morando?
06) O que ele mais gosta de fazer?
07) Ele encontrou amigos?
08) As pessoas gostam dele?
09) Ele é um monstrinho bom ou mau?
10) O que ele gosta de comer? 
11) Quando ele vai retornar para o lugar de onde veio?

O meu monstrinho: 



Minha história sobre ele: 

O meu monstrinho se chama Sebastião, vulgo Tião ou Titi. Ele veio de Plutão e veio atrás de uma namorada bem bonita. Para isso, pretende ficar uns mil anos por aqui, e ficará debaixo da cama do menino mais bonito do Planeta Terra. 

Ele gosta de dançar "Deu onda" e de sambar e encontrou alguns amigos. As pessoas gostam dele, porque é um monstrinnho bom, só que gosta de comer tudo o que vê pela frente: prédios, flores, animais, objetos...

E só vai retornar quando sua namorada finalmente aparecer!

P.S.: Existe uma outra atividade, semelhante a esta, que dá para fazer no mesmo dia com os alunos, pois é a construção de um outro monstrinho! AQUI está! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Atividade sobre CARTAZ - Voluntariado!



01) A que gênero textual pertence o texto acima? Qual a principal finalidade do gênero, de um modo geral?  

02) Qual a finalidade específica deste texto em questão?

03) Qua a função de linguagem presente na passagem "Faça a diferença! Seja um voluntário!"? O que lhe serviu de "pista textual" para chegar a essa conclusão? 

04) Qual o objetivo da suposta correção feita na frase central do texto? Ela surtiu efeito, na sua opinião? 

05) Qual era a frase antes da correção? Dá para ler? 

06) Qual o intuito da nova frase? Ele foi alcançado? Justifique sua resposta:

07) O que você pensa a respeito do trabalho voluntário? Já prestou algum? Comente:

08) Por que ainda são tão poucas pessoas que se dedicam a esse tipo de trabalho? O que fazer para mudar esse quadro?  

Atividade sobre o artigo de opinião "Não se pode banalizar a maldade", da Mônica Raouf

Não se pode banalizar a maldade.
Lugar de bandido rico não pode ser em casa. É na cadeia.



       Adriana Ancelmo é liberada para cuidar dos filhos em casa. Os filhos precisam muito dela, coitada. Quando ela participou de falcatruas, sabia exatamente o que estava fazendo... pensou nos filhos? Não. Nem nos dela, nem nos nossos.

As presas pobres, solteiras, viúvas, abandonadas, com filhos pequenos, vão ser liberadas? Com a mesma eficiência e rapidez da senhora Justiça? Mãe é importante, não é? E as que morreram sem direito à saúde? As crianças que, pelo dinheiro desviado, ficaram órfãs? Os pequenos que morreram por falta de condições de tratamentos adequados e dignos? Isso é assassinato. Não tem outro nome. Adriana Ancelmo é homicida. Ela e seus amigos roubaram saúde, esperanças de cura. Roubaram vidas e tempo de vida. Esbanjaram, tripudiaram. Agora ela vai para casa? Tomar champanhe? Comer do bom e do melhor? Isso não é prisão domiciliar. Isso são férias. Isso é prêmio.

Vivemos num país em que lugar de bandido pobre é na cadeia. Lugar de bandido rico é onde ele quiser. Isso é deboche com quem é honesto. Bruno solto. Adriana em férias na sua prisão domiciliar. Tudo dentro da legalidade. Uma legalidade torta, míope e tendenciosa. Que só aparece quando o réu é rico. Enquanto Bruno é liberado com eficiência, quantos presos pobres, muitos inclusive inocentes, estão ainda vendo o sol nascer quadrado sem que a Justiça sequer se coce? Um criminoso tão cruel que nunca devolveu o corpo da vítima. Imagina o que é não saber onde está o corpo da sua filha? Imagina uma pessoa não ter o direito de ser enterrada em paz? É de uma maldade infinita. Ter Bruno como ídolo é mostrar que tudo pode e a vida não vale nada. Ser bom goleiro basta para ser admirado.

Você levaria seu filho para tirar foto com uma pessoa assim? Se fosse um zoológico, até entenderia. -- Olha ali a cobra! -- Tira foto. Se fosse para mostrar Bruno preso e dizer: -- Viu? Aprenda! Isso não se faz. Ok. Mas livre, feliz e contratado e dizendo que não é bandido? Não me parece bom exemplo para criancinhas. Inocente? Bruno, vamos brincar de bingo. Pega uns feijões aí. Cada palavra que servir você vai marcando. Está nos dicionários. Bandido - nome masculino. Pessoa que pratica atividades ilegais e criminosas; malfeitor; criminoso. Pessoa sem caráter. Quadrilheiro, desalmado, homicida. Bingou? Bingou! E de cartela cheia! Bruno, não vou te enganar. Você é bandido, sim. Não fui eu que disse. Foi o dicionário. E a Justiça que te condenou a vinte e dois anos e três meses de prisão. Condenação que, pelo jeito, não vai ser cumprida, né? Imagine seu filho animado dizendo: -- Quando crescer, quero ser igual ao Bruno! Você não se preocuparia? É isso. Essa pessoa não pode ser modelo para nossas crianças.



Tirar selfie com Bruno é um sintoma. A ponta do iceberg. O estrago é muito maior. Estamos no meio de uma crise de valores. De quem é valorizado. Do que presta ou não. Nossos ídolos são criaturas muito esquisitas. De gente com comportamento duvidoso, de moral torta. E a gente bate palma.

Os pais que levam a criança para tirar retrato com Bruno não são diferentes dos que chegam na escola botando banca e desrespeitando professor. Dos que acham que os filhos estão sempre certos. E fazem curvas nas regras para que elas só valham sempre a seu favor. E dos seus filhos, claro. São seres do tipo: - O que que tem? A defesa perfeita. Além das desculpas que fazem o pior réu parecer um coitadinho inocente. Estamos criando monstros. Crianças sem valores. Sem ética. Sem empatia. Sem um pingo de senso moral. Expõem e se expõem sem pudores. Sem reservas. Sem pensar em consequências. Elas aprendem que mentir dá bom retorno. Que roubar não tem problema. Que adultos e colegas não precisam ser respeitados. Que o umbigo delas é o centro do universo. Tudo pode. Tudo é permitido. Pior. Com a falta de regras, na verdade, é recompensado. Batem, humilham, tripudiam de colegas, funcionários, professores. Sabe o que acontece? Nada. Não há respeito pelo outro. Só pelos próprios desejos. Crianças sem limites. Más. Insuportáveis. Pequenos Brunos. Está certo tirar foto junto. Agora até entendo.

Alunos trabalham no ponto morto. Copiam deveres dos outros. Não participam, só colocam nomes nos trabalhos alheios. Colam a prova toda. A resposta, já combinada, deixada no banheiro. Ou passada pelo celular no estojo. Vigora a lei do menor esforço. Escolas esvaziadas com a crise, no medo de perder alunos, se tornam permissivas. Aprovam sem nota, nem mérito. Curvam-se a qualquer ordem dos pais. Que, cientes disso, se organizam para o ataque em bandos irracionais de WhatsApp. Quem não educa, deseduca. Cria pequenos ditadores. Crianças com egos inflados que mentem sem pestanejar. Torcem verdades. Riem na nossa cara.

Reparem. A carne é de papelão. O leite vem contaminado. Os legumes cheios de agrotóxico. Os governadores desgovernam. As pessoas não sentem culpa, remorsos. Envenenam. Enganam. Sem dó. Não há mais limites para a maldade humana. Para o desrespeito ao outro. Enganar e tirar vantagem. Lucrar. Esses são os verbos do momento. É a banalização do mal. Matar, sequestrar, torturar, desviar verbas, corromper é normal. A gente deu defeito. Alguma coisa deu muito errado na raça humana. A vontade é de dar o sinal e saltar. Nessa impossibilidade, é preciso lutar. Mostrar para nossos meninos que não pode ser assim.

É preciso lutar hoje, para que nossos filhos tenham direito a um mundo melhor. Onde Brunos não ousem matar. Mesmo sendo ótimos goleiros. Onde corruptos confraternizem, sim. Com as quentinhas da cadeia. Onde cadeias sejam um lugar não só de bandido pobre. Mas, principalmente de bandido rico também. Porque esses fazem um estrago muito maior.

Ser pai, mãe, exige gastar menos tempo nas telas de celulares e laptops. Olhar nos olhos dos filhos. Sentar do lado. Estar junto. Agarrar, abraçar, fazer cosquinha. Eles reclamam, mas gostam. Estar presente. Dizer NÃO. Botar limite. Dar castigo, se for o caso. Fazer filho é uma delícia. Ter filho é razoavelmente fácil. Criar um ser decente, esse é o maior desafio. Dá trabalho. Cansa. Tem horas que é chato. Que irrita. Que a vontade é dizer SIM e se livrar logo da criatura. Mas eles dependem de nós. Eles testam, para ver até onde podem ir. Até onde nosso discurso é coeso. Até onde a gente acredita no que fala. Eles testam porque querem limites. Precisam disso.

Filho é como água. Sem os limites para servir de continente, se espalham e se perdem. Por isso é preciso estar do lado. Perto. Acompanhar. Puxar assunto. Dizer que ama. É preciso. Para ontem. Filho melhora a gente. E a gente melhora com o filho. Filho é crescimento. É embate. É amor. É por eles que a gente acorda a cada dia. E se supera mesmo quando tudo é espinho. E a gente anda descalço. Mas leva eles no colo. Eles serão nossos. Amados. E para sempre. Então é melhor caprichar agora.
(Mônica Raouf El Bayeh – Jornal “Extra” – 19/03/17)

01) Transcreva do texto três passagens carregadas de ironia:

02) Copie uma pergunta retórica do texto, explicando seu raciocínio:

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no segundo parágrafo do texto, explicando bem:

04) Dê a sua sincera opinião sobre o trecho em destaque no terceiro parágrafo, comentando:

05) Qual a sua opinião sobre as outras duas passagens situadas ainda no terceiro parágrafo?

06) O que significa a expressão “vendo o sol nascer quadrado”, empregada no texto?

07) Responda à pergunta que inicia o quarto parágrafo do texto:

08) Posicione-se acerca da passagem  destacada no quarto parágrafo, justificando seu ponto de vista:

09) O que você tem a comentar sobre o sexto parágrafo? O que gostaria de complementar ou discordar, contrapor?

10) Podemos afirmar que a passagem em destaque no sétimo parágrafo traz uma antítese? Explique:

11) Você concorda ou não com a parte em negrito presente no oitavo parágrafo? Por quê?

12) Copie do texto um par de antítese:

13) Há algum desvio gramatical presente no último trecho destacado no texto? Explique:

14) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Atividade sobre anúncio publicitário - Viva o lado (Coca-Cola) da vida


01) O que o anúncio acima está vendendo?

02) Qual o público-alvo de tal anúncio?

03) O que mais lhe chamou a atenção nesse anúncio?

04) Que frase serviu de ideia para a que foi utilizada na propaganda? Então a que o produto foi associado? 

05) Por que predomina na propaganda a cor vermelha?

06) Por que os canudos são de diferentes tamanhos, cores, formatos? Que efeito isso pode gerar no público-alvo? 

07) Podemos afirmar que existe um vaso com flores no anúncio? Justifique sua resposta:

08) Que mensagem o anúncio deseja transmitir a seu público-alvo? 

terça-feira, 21 de março de 2017

Atividade sobre a música "Estrangeirismo", de Carlos Silva e Sandra Regina


Estrangeirismo

(Outro dia me convidaram pra ir ao MC' Donalds comermos X-burguer
O salão estava lotado
Fizemos os pedidos através de um tal do drive tru
Os colegas, percebendo a minha irritação, disseram:
-- Se tu tiver com pressa eles têm um sistema de delivery maravilhoso!
Desacostumado com esse linguajar, chamei os "cabra":
 -- Vamos s' imbora!

Seguimos pela avenida Henrique Shaumann,
Onde pude observar um outdoor,
Que estava escrito: "China in box" 
E uma seta indicativa: Parking
Nós não paramos por lá não. 

Seguimos mais adiante,
Avistamos um restaurante bonito e luxuoso
E na porta de entrada uma luz neon piscando escrita: Open
Quando olhei pro chão, pude ver estampado um capacho 
A bandeira americana me convidando: Welcome.
Ao adentrarmos naquele recinto, pude observar na sua decoração
E nas paredes estavam escritas:
Ice cake, X egg, X burguer e Fast food. 
Eu pensei comigo:
"Food na Bahia a gente usa numa outra situação". 

Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul 
Cuja marca era Bud wicer
O camarada que lhe acompanhava tomava sua long neck Heineken

Do meu lado direito uma loira bonita, peituda, 
Falava pro cabra com uma voz sensual assim: 

-- Eu trabalho numa relax for men.

E ele pergunta pra ela: 
-- Fica próximo do motel My flowers?

E ela lhe responde: 
-- Não, baby, fica junto à Night Clube wonderful penetration


A fome aumentava juntamente com a raiva 

E eu não sabia se eu pedia um hot dog 
Ou um simples cachorro quente.
"Emputecido" mais uma vez com aquela situação, chamei os caboclos: 
-- Vamos s'imbora!

Na saída, o manobrista nos recebe 

E nos entrega a chave do nosso possante veículo
 Um Fusca 68 fabricado em Volta Redonda 
Na época do presidente Juscelino Kubitschek
Ele olha pra mim e me diz: 
"Thank you sir and have a good night"
E eu, usando toda minha simplicidade e educação,
Que aprendi no sertão da Bahia,
Olhei pra ele e lhe disse:
"-- Vá pra puta que lhe pariu").

Eu gostaria de falar com o presidente
Pra cuidar melhor da gente
Que vive nesse país
Nossa gramática está tão dividida! 
Tem gente falando happy
Pensando que é feliz!

Acabaria com esse tal de estrangeirismo
Que deturpa a nossa língua
E muda tudo de vez
E os mendigos que hoje vivem nas calçadas
Ensinaria ao brasileiro
Que aqui se fala o português.

Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado
Particípio, eu sou gerúndio
Sou fonema, sim senhor!
Adjetivo, predicado
Eu sou sujeito,
Ainda trago no meu peito
Esse país sofredor

Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado
Particípio, eu sou gerúndio
Sou fonema, sim senhor!
Adjetivo, predicado
Eu sou sujeito,
Ainda trago no meu peito
Eu sou sujeito, ainda trago no peito
Esse país com muito amor

Lá no centro da cidade
Quase que morri de fome
Tanta coisa, tanto nome
Sem eu saber pronunciar:
É fast food, delivery, self service, hot dog, catchup
Eu só queria almoçar!

Lá no centro da cidade
Quase que morri de fome
Tanta coisa, tanto nome
Sem eu saber pronunciar:
É fast fooddeliveryself servicehot dogcatchup
Meu Deus, onde é que eu vim parar?!?

"Oxente problem"

(Carlos Silva e Sandra Regina)


01) Justifique o título empregado no texto:

02) Copie do texto todos os estrangeirismos, tentando substituir cada um por uma palavra equivalente e existente na nossa própria Língua, se for possível:  

03) Justifique as aspas utilizadas no texto e também o itálico:

04) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito no texto, argumentando bem:

05) Localize no texto uma palavra em que não há incidência de estrangeirismo e sim de um neologismo, explicando seu raciocínio: 

06) Na parte musical, que crítica é feita ao sistema político? Justifique sua resposta:

07) Copie do texto duas interjeições, dizendo o que elas expressam:

08) Além dos estrangeirismos em excesso, o autor utilizou expressões que não são tidas como padrão. Quais são elas? 

09) Que mensagem o texto transmite?

10) Por que você acha que o autor usou tantos neologismos? Qual a intenção dele?

11) Qual a opinião do autor com relação ao uso de estrangeirismos? E qual é a sua? Explique:

segunda-feira, 13 de março de 2017

Atividade sobre a poesia "As sem-razões do amor", de Carlos Drummond de Andrade

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo. 
Não precisa ser amante
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça 
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça, 
É semeado no vento, 
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque te amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor. 

(Carlos Drummond de Andrade)

01) A expressão "sem-razões" oferece, lendo, duas possibilidades de interpretação. Explique ambas:

02) Transcreva do texto uma antítese, justificando: 

03) Segundo o poeta, como se caracteriza o amor? Você concorda com ele? Explique:

04) Qual a função de linguagem predominante no texto? Justifique sua resposta:

05) Assinale os versos  que se relacionam com o título do poema:

(  ) Eu te amo porque te amo.
(  ) Amor é primo da morte.
(  ) Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
(  ) Amor é estado de graça.

06) Interprete coerentemente o verso "Eu te amo porque te amo": 

07) No texto aparece alterado um famoso ditado sobre o amor. Localize-o e explique por que será que ocorreu tal modificação: 

08) Para você, o que significa "semear no vento, na cachoeira, no eclipse"? 

09) O que significa a expressão "foge a dicionários", presente no texto? 

10) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

11) Se pensássemos apenas no som do título, poderíamos interpretá-lo como "As cem razões do amor", o que seria bem diferente. É possível fazer uma lista de cem razões para amar? Cite algumas: 

domingo, 12 de março de 2017

Atividade sobre o texto "Mulher: uma nova concepção", de


 Mulher: uma nova concepção

Como é a vida da mulher brasileira? Que dificuldades ela enfrenta? O que já conquistou e o que ainda busca conquistar? Quem é essa nova mulher?

Um híbrido novo circula pelas grandes cidades do Brasil e do mundo. É uma mistura entre dois tipos conhecidos, mas até há pouco tempo inconciliáveis. Essa nova espécie é encontrada apenas entre as mulheres e vem sendo observada com admiração, respeito, esperança -- e, em alguns casos, com certo receio. 

Trata-se de uma combinação entre a figura da feminista clássica, aquela surgida nos anos 60, que, para conquistar, era agressiva e, por vezes, masculina, e a "mulherzinha" dos anos 90, que queria arrumar um companheiro bacana, manter o corpo em forma, ir à manicure uma vez por semana e comprar muitos pares de sapato sem medo de ser tachada de perua. 

Essa nova espécie é a mulher alfa, uma feminista, criatura nascida para ser líder, dona de uma segurança e uma autossuficiência sem precedentes, competente na vida acadêmica e no universo profissional. Um tipo de mulher que nasce pronta para enfrentar tudo, capaz de admitir que precisa e gosta dos homens -- mas é capaz, também, de viver sem eles. A mulher alfa tem potencial para mudar a estrutura do casamento, da família e do mercado de trabalho. E já há quem sustente que ela vai dominar o futuro. 

O que levou ao surgimento da mulher alfa? Quais transformações sociais, culturais e econômicas levaram a esse caminho? Há várias respostas para essas perguntas, e todas contribuíram de igual forma para a ascensão da mulher e sua metamorfose até chegar ao ponto em que se encontra hoje. A primeira justificativa, e a mais óbvia, está justamente no movimento da emancipação feminina dos anos 60, nas batalhas travadas para peritir que as mulheres deixassem a função de dona de casa e passassem a trabalhar, ganhar salário e ter uma vida além do cotidiano doméstico. 

O surgimento da pílula anticoncepcional, em 1960, também foi fator preponderante; pois deu às mulheres a chance de optar -- ou não -- pela maternidade. O controle de quando (e se) a mulher teria filhos foi uma arma poderosa para que ela pudesse investir em outras áreas da própria vida, como a carreira. As mulheres passaram a estudar e a trabalhar mais. Começaram a ganhar bons salários -- o que lhes permitiu, caso quisessem, despachar os maridos e sustentar-se sozinhas. 

Tudo isso já se sabia. Mas há uma novidade no cenário: agora, a sociedade está diante da primeira geração de mulheres adultas que cresceram quando todas essas conquistas estavam estabelecidas. As mulheres que hoje têm cerca de 30 anos nasceram num mundo onde é natural frequentar boas faculdades, trabalhar fora, ganhar bem e tomar a iniciativa de pedir o divórcio. Isso faz toda a diferença. Elas já partem do pressuposto de que podem fazer tudo o que os homens fazem, e é essa certeza que as fará avançar... sempre.

(Beatriz Velloso, Mariana Sanches e Martha Mendonça)

01) Justifique o título dado ao artigo de opinião acima: 

02) O que a imagem tem a ver com o texto lido? O que ela valoriza? 

03) Qual a importância do primeiro parágrafo do texto? Que recurso foi utilizado? 

04) Que dois tipos de mulheres tentaram se unir? Por quê? 

05) Por que alguns têm medo dessa mistura, enquanto outros têm admiração? Qual é o seu caso? 

06) Justifique as aspas utilizadas no terceiro parágrafo:

07) Que justificativas são citadas para o surgimento dessa nova conecpção de mulher? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

terça-feira, 7 de março de 2017

Atividade sobre a música "Amor pra recomeçar", do Frejat


Amor pra recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo.
E com os que erram feio e bastante, 
Que você consiga ser tolerante.
Quando você ficar triste, 
Que seja por um dia e não o ano inteiro.
E que você descubra que rir é bom,
Mas que rir de tudo é desespero.

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado, 
Que ainda exista amor pra recomeçar...
Pra recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos, 
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar.
Quando você ficar triste, 
Que seja por um dia e não o ano inteiro.
E que você descubra que rir é bom, 
Mas que rir de tudo é desespero. 

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado,
Que ainda exista amor pra recomeçar...
Pra recomeçar... 

Eu desejo que você ganhe dinheiro,
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez, 
Quem é mesmo o dono de quem. 

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado,
Que ainda exista amor pra recomeçar...
Pra recomeçar...
Pra recomeçar...

(Frejat)

01) Justifique o título empregado na canção acima:

02) Você concorda que "toda idade tem prazer e medo"? Na que você está, qual desses dois elementos tem mais? Por quê? 

03) Quem você diria que "erra bastante e feio"? Você tem conseguido lidar com isso com a tolerância necessária? 

04) Explique os dois versos destacados na primeira estrofe da música, posicionando-se sobre eles: 

05) Você tem muitos amigos? Acha que é difícil confiar nas pessoas? Por quê? 

06) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

07) Você acha que é importante ter também inimigos? Justifique sua resposta:

08) Copie do texto uma passagem que indique uma explicação: 

09) Transcreva da música um trecho que indique uma contradição:

10) O eu lirico acha que o dinheiro é importante? Justifique sua resposta: 

11) Que ideia está contida no refrão da música? Comente: 

12) Que crítica encontra-se presente na penúltima estrofe da canção? Explique bem: 

13) Que mensagem a música transmite? 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Atividade sobre a música "É o que me interessa", de Lenine


É o que me interessa

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombra a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego, atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

(Lenine)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Localize na música um par de antítese, explicando seu raciocínio:

03) Comente a escolha das palavras "sombra", "sobra" e "assombra", utilizadas no começo da música: 

04) O que seria "virar o jogo"? Comente:

05) Como seria "transformar a perda em recompensa"? Explique:

06) Podemos afirmar que o verso que se encontra em negrito na canção é ambíguo? Por quê?

07) Existe ou não um paradoxo em "Acalma a minha pressa"? Comente:

08) Que mensagem a música transmite?

09) O que mais lhe interessa neste exato momento? Enumere:

Atividade sobre o soneto "Buscando a Cristo", de Gregório de Matos


01) Por que o soneto acima deve ser considerado barroco? 

02) Transcreva dele três antíteses, explicando o seu raciocínio:

03) Circule no texto uma anáfora, mencionando que efeito ela gera nele: 

04) Ao descrever o corpo de Cristo, o eu-lírico faz sempre uma interpretação que, de certa forma, o beneficia. Baseando-se nisso, responda:

a) Por que os braços de Cristo estão abertos e cravados? 

b) Que interpretação se faz com relação aos olhos de Cristo?

c) Por que os pés de Cristo estão pregados? 

05) A que tipo da poesia de Gregório de Matos o texto pertence? Justifique sua resposta: 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre a crônica sobre o goleiro Bruno

TEXTO 02: 

Bruno está feliz. Leve. Solto, em todos os sentidos. 
Este fato despertou horror em uns e euforia em outros. 

1 - O olhar de Bruno. Já repararam? É um olhar frio. Calculado. De quem não se arrepende do que fez. Olhar de quem crê na impunidade safada que cobre esse país. Na certeza absoluta de quem não voltará para a cadeia. Tranquilo, ele começa a refazer a vida. Coisa que só quem está vivo pode fazer. Só quem está vivo. Entendeu, ou quer que eu desenhe? 

2 - Você também quer uma selfie com Bruno? Bruno ainda tem fãs! A euforia com que Bruno é defendido por fãs me embrulhou o estômago. Bruno era bom goleiro. Ok. Eu me lembro disso. O Flamengo brilhava. O que as pessoas esquecem é que na vida a gente escolhe. Escolhe ações, paga as reações. Bruno estava rico. A pensão para o filho Bruninho ia sair no xixi. Ele podia pagar sem sentir. Não ia lhe empobrecer em nada. 

Ele escolheu mandar matar Elisa. Houve depoimento de que talvez tivesse mandado matar o menino também. Ele escolheu o crime. Como se não houvesse justiça para se discutir, se chegar a acordos. Ele escolheu o risco. De ser pego. De ser descoberto. De acabar na prisão. Foi escolha dele. Ele mandou sequestrar. Maltratar. Torturar. Matar. A mulher que era a mãe de seu filho. E ainda tem fãs? Tem. Acredite, tem. Vi pessoas defendendo esse homem com unhas e dentes: 

-- Antes de mais nada, a gente tem que agradecer ao Bruno por tudo o que ele fez pelo Flamengo. 

Engraçado. Por quê? Quando ele escolheu tirar a vida de outra pessoa, ele não pensou no Flamengo. Não se preocupou com a falta que faria. E fez. Ele se lixou para o time. Para os fãs. Ou será que ele fez o que fez na certeza de ser protegido? Na confiança de que um goleiro tão bom não ficaria preso porque faria falta? 

Ouvi na época da Copa pessoas lamentando o fato de ele estar preso. Ouvi pessoas sugerindo que ele fosse solto para jogar na seleção. Ele, com certeza, estaria convocado. Foi dele a escolha pelo crime. Foi ele que preferiu não ficar com o time e com os torcedores. 

-- Não há provas contra Bruno. 

Oi? Não há provas? E o sangue no carro? As confissões dos criminosos amigos dele? As peças de roupa da Elisa com ele? A namorada da época que ficou com o bebê? Há provas. Não há cadáver. Porque a moça virou ração para cachorro. Com requintes de crueldade. Imagina a dor de uma família não poder enterrar uma filha com um mínimo de dignidade? Imagina o vácuo? A angústia de passar por isso? Pois é. 

Quem fala uma coisa dessas deve ser fã mesmo. É bem igual a ele. A mesma falra de dó. De empatia. A mesma alma gelada de quem não sabe o que é sentir junto. Sofrer junto. 

-- Ele já cumpriu o que devia. 

Quem tira uma vida, tira tudo. Ele deixou um filho sem mãe. Uma mãe sem filha. Essa é uma dívida eterna. De dor. De estrago. De desrespeito. O rombo que ele causou na vida dessas pessoas é uma dívida que não tem preço. No Brasil, ela tem tempo. E esse tempo não foi cumprido não. Então ele não cumpriu o que devia. 

3 - Ela era puta! Eu li isso. Não acreditei. Li de novo. Assim a pessoa defendia Bruno. E eu pergunto: e daí? Elisa era garota de programa. Fez filmes pornôs. Elisa não era santa. E Bruno sabia. Conhecia bem. Se há uma coisa que Bruno não é é santo também. Bruno sabia exatamente com quem estava. Sexo é coisa feita a dois. Se não tem outro nome. Ele era Maria Chuteira? Então cabia a ele o cuidado para não ser pego no golpe da barriga. Para toda barriga que cresce com um filho dentro, houve um pinto que não fez questão de se proteger. Não é mesmo? Elisa podia ser o que fosse. Não importa. Não justifica. A vida era dela. De mais ninguém. A ninguém cabe julgar. Nem condenar. Nada justifica a morte de uma pessoa. Nada. Nunca. 

Sabe o que é mais triste? Todas essas frases foram de mulheres. As mulheres são as que mais atacam as próprias mulheres. As que mais crucificam. As que apontam dedo acusando. Já não basta a sociedade machista? A gente também vai se esculachar? Quem será por nós, mulheres, então? Com quem poderemos contar? 

4 - O advogado pediu um exame de DNA para confirmar paternidade. Mas, vem cá, se era para pedir exame de DNA por que não pediram logo, antes de matar a moça? Já imaginou se o filho não for dele? O estrago que ele fez à toa? 

5 - Bruno se diz desejado por dez clubes de futebol de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Entre eles, Bangu. Eu acho que Bangu é bom. Com sorte, já joga em casa. Não tem deslocamento. Gasto com transporte. O que eu não vi é se é o 1 ou o 2. 

6 - Agora é a hora de ele viver a vida dele, em liberdade -- afirmou o advogado ao EXTRA. O que você sente lendo isso? O que essa frase desperta em você? Em mim, sobe revolta. Uma tristeza. Uma sensação de que está tudo largado mesmo. Estamos à deriva. Num país sem lei. Sem ordem. Sem justiça. 

Bruno  tem direito à lierdade porque não foi julgado? Se Bruno, famoso, do Flamengo, não foi julgado, imagine os pobres, os desconhecidos. Quantos injustiçados e com casos bem menos graves ainda estão encarcerados? Os que não têm como pagar advogados caros? Até quando viverão sem vida e sem liberdade? 

Escrevam aí. Não preciso nem usar minha bola de cristal. Madame Mônica prevê. Bruno vai ficar solto. Não volta mais para a cadeia. Mais um homem protegido pela justiça injusta. Nossa Justiça de olhos vendados. MachistaEle vai arrumar time para jogar. Um time que não ligue para ética, moral, justiça. Só para gols, bola na rede, vitórias certas. Um time que se preze não contrata pessoas assim. Ele vai entrar em campo e vai ter gente sem noção gritando: -- Ah, o campeão voltou! Aplaudindo, gritando, torcendo, sem ligar para o que passou, Dizendo coisas como: -- Já são águas passadas. -- Ele já pagou o que deve. -- Não houve provas. 

O certo seria ninguém ir ao estádio. Boicotar o time. O patrocinador do time. Fazer um auê. Mas estamos num país em que se vota nos mesmos. Em políticos que aprontam tanto que conseguiram falir estados inteiros. E que daqui a pouco estarão livres de novo. Eles sabem disso. Prontos a desfrutar de rica liberdade. 

Estamos num país em que milhares de pessoas vão às ruas atrás dos blocos da Anitta e da Preta Gil. E não vão protestar pela falta dos seus salários, da saúde, da educação. Antigamente davam "pão e circo"; hoje nem pão dão mais. Mas o povo se ilude com o circo. E está tudo bem. Não é à toa que Bruno foi solto no Carnaval. Povo feliz, nas ruas. Tudo certo. Só mais um sem pagar pelo que fez. 

Sou a favor do Carnaval. Sempre. E da luta. E da vida. De todos! É preciso lutar por uma justiça justa. Enquanto as pessoas que matam e que agridem não tiverem justiça, a vida de todos nós está em risco. Não se iluda. Nada é longe da gente. Homens que se protegem, esquecem que têm filhas, irmãs, mães. Qualquer um pode virar ração de cachorro, sabia? O que isso provoca em você? 


01) O que seria, já no texto, o duplo sentido para a passagem "solto, em todos os sentidos", empregado pela autora? Você concorda com isso? 

02) Copie uma passagem já no título que comprove que o assunto em questão é polêmico e que divide bem as opiniões das pessoas, aproveitando para dizer qual é a sua: 

03) Quando a expressão destacada no primeiro parágrafo costuma ser usada? Qual a função dela no texto? 

04) Por que a palavra "selfie" apareceu em itálico no texto? Você tiraria uma com o ex-goleiro? Por quê? 

05) Por que a passagem destacada no segundo parágrafo trouxe o verbo no passado? 

06) Explique, posicionando-se, a passagem destacada no terceiro parágrafo: 

07) Transcreva do texto duas passagens carregadas de ironia, explicando seu raciocínio: 

08) Copie do texto passagens que indicam a presença da linguagem coloquial: 

09) Posicione-se com relação às passagens destacadas no nono e no décimo parágrafos, explicando bem: 

10) Observe a passagem destacada no item 03 e responda: você acha que é motivo para alguém ser assassinada? Justifique sua resposta: 

11) Ainda no item 03, observe a palavra em destaque e repetida. Por que outra palavra ela poderia ser substituída sem causar prejuízo à frase? 

12) Na expressão "Se não tem outro nome", destacada no texto, que nome teria? Justifique sua resposta:

13) No décimo segundo parágrafo, o que a opinião em destaque demonstra? Você concorda ou discorda? Por quê? 

14) Concorde ou não com a passagem destacada no décimo terceiro parágrafo, explicando seu ponto de vista: 

15) No parágrafo 18, posicione-se sobre a passagem nele destacada, comentando sua opinião: 

16) Retire do texto um exemplo de antítese, explicando: 

17) Na última passagem destacada do texto podemos afirmar que há nela uma redundância? Por quê? 

18) Observe a última palavra destacada no texto (justiça) e substitua por outra que caberia ainda mais no contexto, explicando o porquê: 

19) O texto 01 ou o texto 02 foi mais agressivo, mais forte? De que texto você gostou mais? Por quê? 

20) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

21) Explique o que a charge abaixo tem em comum com o texto lido:



22) Relacione, de alguma forma, a charge abaixo ao texto lido, explicando seu raciocínio:



Atividade sobre a crônica "A mulher boazinha", da Martha Medeiros

A mulher boazinha

Qual o elogio que uma mulher adora receber? Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais. Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.  Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave da casa dela. Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.

Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha. Descreva aí uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.

Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas. Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas. Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa mortal. Pitchulinha é coisa de retardada. Quem gosta de diminutivos, definha. 

Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância. PH neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As “inhas” não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas. 

(Martha Medeiros)

01) Justifique o título empregado no texto: 

02) O que a crônica critica ou defende? Comente: 

03) Copie do texto marcas de oralidade: 

04) O que significa a expressão "virar a mesa"? Em que sentido ela está: denotativo ou conotativo? Por quê? 

05) Que palavra encontra-se em itálico no texto? Por quê?

06) Transcreva do texto uma palavra que se encontra em sentido conotativo, explicando: 

07) Podemos dizer que há uma hipérbole no numeral que se encontra no primeiro parágrafo do texto? Justifique sua resposta: 

08) Explique a presença de tantos diminutivos na crônica, dizendo o que eles significam: tamanho, ironia ou carinho? 

09) Posicione-se sobre a passagem em negrito no texto, argumentando bem: 

10) Que mensagem a crônica transmite? Comente: 

domingo, 5 de março de 2017

Atividade sobre o filme "O Lorax - Em busca da trúfula perdida" (1 h 35 min)


Sinopse: O menino Ted descobriu que o sonho de sua paixão, a bela Audrey, é conhecer uma árvore de verdade, já que se trata de algo em extinção. Disposto a realizar esse desejo, ele embarca numa aventura por uma terra desconhecida, cheia de cor, natureza e árvores, e lá conhece também o simpático e ao mesmo rabugento Lorax, uma criatura preocupada com o futuro do seu próprio mundo. (Duração: 1 h 35 min)

01) Quem são os principais personagens do filme? De qual você gostou mais? Por quê? 

02) Em que lugar se passa a história? 

03) Qual o tema principal do filme em questão? Justifique sua resposta: 

04) Qual o objetivo principal do filme? Ele foi alcançado? Explique: 

05) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

06) Que mensagem o filme lhe transmitiu? 

07) De 0 a 10, que nota você daria a esse filme? Justifique sua resposta: 

sábado, 4 de março de 2017

Atividade com a música "Desconstruindo Amélia", da Pitty


Desconstruindo Amélia

é tarde, tudo está certo
Cada coisa posta em seu lugar
Filho dorme, ela arruma o uniforme
Tudo pronto pra quando despertar.

O ensejo a fez tão prendada
Ela foi educada pra cuidar e servir
De costume esquecia-se dela
Sempre a última a sair

Disfarça e segue em frente
Todo dia, até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa
Assume o jogo
Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto
não quer ser o outro
Hoje ela é um também.

A despeito de tanto mestrado
Ganha menos que o namorado
E não entende o porquê
Tem talento de equilibrista
Ela é muitas, se você quer saber

Hoje aos trinta é melhor que aos dezoito
Nem Balzac poderia prever
Depois do lar, do trabalho e dos filhos
Ainda vai pra night ferver

Disfarça e segue em frente
Todo dia, até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa,
Assume o jogo
Faz questão de se cuidar
Nem serva, nem objeto
Já não quer ser o outro
Hoje ela é um também.

(Pitty)

01) Justifique o título da canção, explicando a intertextualidade presente nele com uma outra canção muito famosa que cita o nome Amélia: 

02) Até que estrofe há um diálogo com a música do Ataulfo Alves? O que isso revela? Resuma, com suas palavras, como a mulher era vista: 

03) Onde há, no texto, uma espécie de "basta" nesse papel que é imposto à mulher? O que ela resolve fazer? 

04) O que significa a expressão "virar a mesa"? Ela se encontra, no texto, no sentido denotativo ou conotativo? Explique:

05) O que significa o verso "Nem serva, nem objeto"? Justifique sua resposta:

06) O verso citado acima poderia ser considerado uma antítese? Por quê? 

07) Explique a importância do verso "Hoje ela é um também" para o contexto da música: 

08) Transcreva do texto verso(s) que denuncia(m) um problema de machismo, que, infelizmente, ainda é bem comum em nossa sociedade: 

09) Como resolver o problema apontado na questão anterior? 

10) O que significa ter "talento de equilibrista"? Comente: 

11) Copie do texto alguns exemplos de oralidade: 

12) Explique o emprego do porquê localizado na quarta estrofe: 

13) O que significa o verso "Ela é muitas"? Você concorda com isso? 

14) A concordância do verbo SER, presente no verso da questão anterior, está correta? Justifique sua resposta:

15) No que a mulher poderia ser melhor com trinta do que com dezoito? Cite 3 (três) vantagens e 3 (três) desvantagens: 

16) Explique a outra intertextualidade presente na música, ao citar o famoso escritor Balzac: 

17) Transcreva da canção uma passagem que comprova que, mesmo dando conta de vários afazeres, ela ainda consegue ter pique para se divertir:

18) Por que a palavra "night" aparece em itálico?

19) Que mensagem a música lhe transmitiu? O que você aprendeu com ela?

20) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre as várias funções que a mulher ainda exerce na sociedade e a persistência do (eca!) machismo:

21) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

P.S.: Seria interessante também trabalhar com a música de Ataulfo Alves, "Ai que saudade de Amélia", para que os alunos percebessem melhor o diálogo (intertextualidade) entre as duas músicas! Para isso, basta clicar no nome da música original, que traz o link para a atividade sobre ela, presente aqui neste blog. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Atividade sobre o curta "A peste da Janice" (15 minutos)


Sinopse: A história de Virgínia e Janice, duas meninas de 8 anos, começando um novo ano escolar. Janice é filha da faxineira da escola e vítima do preconceito de todas as meninas, menos de Virgínia, com quem começa a esboçar um relacionamento. Esta consegue, por exemplo, conciliar a relação com a turma e a amizade secreta com Janice, mas quando se vê envolvida nas brincadeiras cruéis da turma com Janice tem de tomar partido: deve deixar claro, afinal, de que lado está. 

01) Com base no curta, caracterize as duas personagens principais utilizando cinco adjetivos para cada uma delas:

02) Por que você acha que escolheram a Janice como alvo do bullying? 

03) Explique o título do curta: 

04) O que você faria no lugar da Janice? Você já presenciou algum caso de bullying, participou de algum ou foi vítima dele? Justifique sua resposta: 

05) Você acha que a mãe de Janice agiu bem ao negar o pedido da filha? Por quê? 

06) O que você achou do comportamento de Virgínia? Justifique sua resposta: 

07) A professora percebeu as situações de bullying? Tratou devidamente o problema? O que ela deveria fazer, na sua opinião? Comente: 

08) Que parte do curta mais incomodou você? Por quê? 

09) Que mensagem o curta lhe transmitiu? Comente: 

10) Há um duplo sentido no título do curta? Se sim, qual? Explique essa aparente ambiguidade e a provável intenção disso: 

11) Crie um final para o curta, focando nas duas personagens principais, deixando claro de que lado a Virgínia ficou: