segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Atividade sobre Pontuação - Meu cavalo invisível

Meu cavalo invisível

Tia Lúcia (   ) minha tia novidadeira (   ) tinha lido numa revista que a última moda para meninas era franjinha (   ) Depois de conversar com mamãe (    ) plaft (    ) Com uma tesoura  (    ) cortou um pedaço do meu cabelo (   ). 
(   ) Olha como a Tetê ficou bonitinha (   ) 
Tetê era eu (   ) Maria Tereza  (  )  para quem não era íntimo (    ).
Corri para o  espelho e comecei a chorar (   )
(   ) Não gosto dessa cara (   )
Mamãe e tia Lúcia acharam que logo eu me acostumaria e saíram para fazer compras  (   ) enquanto fiquei em casa para fazer lição (   )
Foi nessa hora que ele apareceu (   ) O cavalo mais maravilhoso do mundo (   ) Era inteirinho branco (   ) alto (   ) elegante e também tinha uma franjinha nos olhos (    )
Entrou pela área de serviço e  veio encostar a cabeça no meu ombro (   )
Dei a ele o nome de Bléqui (   ) por causa do cavalo do Zorro (   ) Tinha visto em um filme de televisão (   ) O Zorro gritava (   ) (   ) Bléquiiiiiiiii (   ) e o cavalo vinha (   )
Começou uma vida nova pra mim (   ) com o meu cavalo invisível (   )
Eu chamava (   )
(   ) Bléquiiiiiii (  )
E lá vinha ele para a porta do prédio (    ) Então eu montava nele e saíamos os dois pelo mundo afora (   )

01) Preencha todos parênteses com a devida pontuação! 

02) Justifique o título do texto: 

03) Copie do texto uma onomatopeia, dizendo a que ela se refere: 

04) Quem veio tentar diminuir um pouco a tristeza da menina? Como? 

05) O que ele tinha em comum com a menina? 

06) Por que há momentos no texto em que aparece a palavra Bléqui e Bléquiiiii? 

07) Por que o cavalo era invisível? 

08) Localize no texto:

a) quatro substantivos próprios:
b) três adjetivos:
c) um substantivo no grau  diminutivo:
d) um adjetivo no grau diminutivo:

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Atividade sobre anúncio - Mata Atlântica e o tapete verde

01) Explique o sentido da frase "A gente estendeu o tapete verde pra você": 

02) Quem é o "a gente" presente em tal construção? 

03) O que seria "tapete verde"? 

04) Localize na frase acima marcas de oralidade, explicando sua importância para o anúncio:

Na parte inferior do anúncio , lê-se o seguinte enunciado: 

"Chegou a revista Terra da Gente. A primeira revista que trata dos temas que a gente mais ama. Para quem se preocupa há 18 anos com os pulmões da Mata Atlântica, um cérebro a mais é sempre bem-vindo. Parabéns mesmo, de coração."
(Revista Terra da Gente - Edição 01 - Ano 01) 

05) Qual é o anunciante desse texto? 

06) A quem a expressão "pra vocês" pode se referir? 

07) Qual a intenção de usar, na mensagem, várias órgãos importantes do corpo? 

08) De que temas a tal revista vai falar? Levante hipóteses, considerando o contexto:

09) O que significa a expressão "um cérebro a mais"? 

10) O que a Fundação SOS Mata Atlântica e a revista têm em comum? 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Atividade sobre os textos "Ovelha negra", de Ítalo Calvino e de Rita Lee


A ovelha negra

Havia um país onde todos eram ladrões.
À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa roubada.
E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinquentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia ricos nem pobres.
Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances.
Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.
Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.
Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo a água passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada.
Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim, sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.
Enquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles também, de ir de noite até a ponte, para ver a água que passava embaixo. Isso aumentou a confusão, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.
Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, ma tarde, ficariam pobres. E pensaram: “Paguemos aos pobres para ir roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos, Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e constituíram as prisões.
Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava  mais de roubar ou de ser roubado, mas só de ricos ou de pobres; e, no entanto, todos continuavam a ser pobres.
Honesto só tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.

(Ítalo Calvino)

01) Qual o sentido de “ovelha negra”?

02) A que personagem do texto refere-se essa expressão?

03) Há coerência em usar essa expressão para se referir ao personagem? Justifique:

04) No texto, temos uma sequência de ações que se estruturam em torno de um fato responsável pela mudança da situação. Que fato narrado, responsável pela mudança da situação, é essencial para o desenrolar das ações?

05) A palavra UM pode ser numeral cardinal (quando remete a uma ideia de quantidade), artigo indefinido (quando precede um substantivo, dando-lhe ideia de indeterminação) e pronome indefinido (quando se refere a um ser de modo vago, indefinido). Levando isso em conta, classifique tais palavras destacadas no texto:
06) No texto, há uma grande ocorrência de pronomes indefinidos (algum, nada, outros, tudo, alguém, ninguém, pouco, todos, um). Como você justifica esse fato?

07) Damos o nome de círculo vicioso a uma sucessão de ideias ou fatos que retornam  sempre à ideia ou ao fato inicial, Indique uma passagem do texto em que a sucessão dos fatos forma um círculo vicioso:

08) Justifique o título do texto, aproveitando para dar um outro:

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

10) Explique a passagem destacada no final do texto: 

11) Você já se sentiu "ovelha negra" em algum momento? Quando? Comente: 

12) Explique se há alguma relação entre o texto analisado e a música abaixo: 



Ovelha negra

Levava uma vida sossegada
Gostava de sombra e água fresca 
Meu Deus, quanto tempo eu passei
sem saber! Uh uh! 

Foi quando meu pai
me disse: "Filha, 
você é a ovelha negra 
da família"! 
Agora é hora de você assumir...
Uh! Uh! E sumiiiiiiir! 

Baby, baby, 
Não adianta chamar
Quando alguém está perdido
Procurando se encontrar...
Baby, baby, 
Não vale a pena esperar 
Oh não! 
Tire isso da cabeça, 
Ponha o resto no lugar

(Rita Lee)

domingo, 17 de dezembro de 2017

Atividade sobre a música "Vida boa", de Victor e Léo


Vida boa

Moro num lugar
Numa casinha inocente do sertão
De fogo baixo aceso no fogão
Fogão à lenha, ai, ai...

Tenho tudo aqui:
Umas vaquinha leiteira
Um burro bão
Uma baixada ribeira
E um violão e umas galinha, ai, ai...

Tenho no quintal uns pés de fruta e de flor
E no meu peito por amor
Plantei alguém (plantei alguém)

Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa
Sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso, cravo e outras coisa que faltar
Marvada pinga, ai, ai...

Pego o meu burrão
Faço na estrada a poeira levantar
Qualquer tristeza que for não vai passar
Do mata-burro, ai, ai...

Galopando vou
Depois da curva tem alguém 
Que chamo sempre de "meu bem"
A me esperar (a me esperar)

Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa
Sou eu no caminho do meu sertão

(Victor e Léo)

01) Justifique o título da canção:

02) Copie da música exemplos de interjeição, dizendo o que elas expressam:

03) O que significa "plantar alguém no peito"? Você já se sentiu assim?

04) Transcreva da música alguns desvios gramaticais, explicando a importância dos mesmos para o contexto: 

05) No texto predomina a linguagem formal ou informal? Justifique sua resposta:

06) Copie da canção alguns exemplos de coloquialismos: 

07) Justifique o emprego das aspas no texto e também a função dos parênteses utilizados: 

08) De um modo geral, por que podemos afirmar que tal música dialoga com o Arcadismo? 

09) Há algum verso que represente o chamado "fugere urbem"? Se sim, copie-o:

10) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre a crônica "A história, mais ou menos", de Luís Fernando Veríssimo


A história, mais ou menos

Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no Oriente e tal e se flagraram que o Guri tinha pintado por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata, já tinham dicado o troço: em Belém da Judeia, vai nascer o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para Belém, como mandava o catálogo, resolveram dar uma incerta no velho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. Perguntaram: "Onde está o rei que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo". Quer dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era um oligão, ficou grilado. Que Rei era aquele? Ele é que era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: "Jóia. Onde é que esse Guri vai se apresentar? Em que canal? Quem é o empresário? Tem baixo elétrico? Quero saber tudo." Os magrinhos disseram que iam flagrar o Guri e na volta dicavam tudo para o coroa. 
Bom. Seguiram o cometa, chegaram numa estrebaria e lá estava o Guri com a Mãe e o Pai. Sensacional. Parecia até presépio vivo. Os magrinhos encheram o Guri de presente. Era Natal, pô. Mirra, incenso, ouro, autorama. Tava na hora de darem no pé quando chega um telex. É do céu. Um anjo avisando aos magrinhos que não, repito, não voltem à presença de Herodes porque o coroa tá a fim de apagar o Guri. E, depois que os magrinhos se mandaram, chega outro telex, desta vez para o velho do Guri. Te manda e leva a família. O Herodes vem atrás de vocês e não é pra dar presente. O velho pegou a mulher e o Guri e voou para o Egito. Na estrebaria, as vacas ficaram se entreolhando, meio acanhadas, mas depois esqueceram tudo. Aliás, um dos carneiros, mais tarde, quis vender a história toda para um jornal de Jerusalém, mas não acertaram o tutu.
Bom, o Herodes, é claro, ficou chutando as paredes quando soube da jogada dos magrinhos. Mandou que todo bebinski nascido nas bocas fosse cancelado. Se tiver fralda, apaga. Foi chato. Muito chato. Morreu neném que não foi fácil. Mas o Guri tava no Egito, vivão. Pouco depois, Deus achou que o Herodes tava se passando e cassou a licença dele. E mandou passar outro telex para o velho do Guri: pode voltar. Segue carta. Mas o velho foi vivo e em vez de pintar na Judeia -- onde o filho de Herodes, outro mauca, reinava foi para a Galileia, para uma cidadezinha chamada Nazaré. Ali o Guri cresceu legal. Acabou Rei mesmo, dando o maior ibope. Aliás, os profetas já tinham dito que o Guri seria chamado Nazareno. Naquela época, profeta não dava uma fora! Se tivesse a Loteria Esportiva, já viu, né? 
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado à crônica, aproveitando para sugerir um outro:

02) O texto em questão faz uma intertextualidade com que outro?

03) Transcreva do texto duas palavras inventadas, dizendo o que parecem significar:

04) Circule no texto todas as gírias, tentando substituí-las por expressões mais formais, sem perder o sentido de cada uma delas:

05) Qual a provável intenção do autor ao recorrer a tantas gírias? Ela foi alcançada?

06) Que palavras modernizaram a famosa história? Cite-as:

07) Copie do texto marcas de oralidade:

08) Justifique as aspas utilizadas no texto:

09) Por que algumas palavras, como Guri, foram escritas com iniciais maiúsculas?

10) Em que reside o humor no texto? Comente:

11) Que crítica o texto implicitamente faz aos profetas? O que você pensa com relação a isso?

12) Que mensagem o texto transmite?

Atividade com a música "Três apitos", de Noel Rosa


Três apitos

Quando o apito 
da fábrica de tecidos
vem ferir os meus ouvidos,
eu me lembro de você.
Mas você anda, 
sem dúvida, bem zangada
e está mesmo interessada 
em fingir que não me vê.

Você que atende ao apito
de uma chaminé de barro
por que não atendeu ao grito, 
tão aflito, 
da buzina do meu carro?

Você no inverno 
sem meias vai pro trabalho,
não faz fé com agasalho,
nem no frio você crê,
mas você não é mesmo
artigo que não se imita,
quando a fábrica apita
faz reclame de você.

Nos meus olhos você lê
que eu sofro cruelmente
com ciúmes do gerente
impertinente,
que dá ordens a você.

Sou do sereno, 
poeta muito soturno,
vou virar guarda-noturno
e você sabe por quê.
Mas você não sabe 
que, enquanto você faz pano,
faço junto do piano 
estes versos pra você. 

(Noel Rosa)


01)  Em que pessoa está escrito o texto? Justifique com palavras retiradas dele próprio: 

02) Caracterize a segunda pessoa do discurso:

03) Aponte duas circunstâncias que distanciam o falante da destinatária da mensagem: 

04) Circule no texto um exemplo de prosopopeia (ou personificação), explicando seu raciocínio:

05) Podemos afirmar que o texto está centrado exclusivamente na segunda pessoa?

06) RECLAME é um galicismo (palavra de origem francesa e muito usada na época em que o samba foi composto, em 1931), então, observando o contexto, substitua tal palavra por outra mais conhecida e atual, que não altere o sentido da frase: 

07) Por que o falante afirma que vai virar "guarda-noturno"? 

08) Que funções da linguagem predominam no texto? Explique: 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

10) Justifique o título do texto, aproveitando para criar um outro: 

11) Como a moça responderia a essa canção?

12) De acordo com o entendimento que se faz do texto, marque a opção INCORRETA:

(A) Dentre as possíveis funções que a linguagem do texto pode apresentar, percebe-se a função emotiva.
(B) Sem dúvida, o que predomina no texto é o aspecto denotativo da linguagem.
(C) O texto está escrito em versos e apresenta rimas.
(D) Sendo um texto literário, é natural que se perceba o aspecto conotativo da linguagem.

13) Fazendo uma análise mais detalhada do texto, pode-se perceber que:

(A) apresenta forte caracterização lírica.
(B) a intenção maior do texto é fazer comentários pejorativos sobre os operários.
(C) Na verdade, o objetivo maior do texto é apresentar uma crítica às péssimas condições salariais do operário brasileiro.
(D) Há caracterização subjetiva no poema, mas a temática maior do texto é a política.

14) O poeta constantemente faz referência a uma pessoa: "você", e pode-se dizer que essa pessoa é:

(A) uma empresária do ramo de tecidos que faz pouco caso dele porque ele é boêmio.
(B) uma operária que não quer o poeta porque ele é o gerente da fábrica e quer apenas se aproveitar dela.
(C) uma operária que não demonstra nenhum interesse pelo poeta, embora pareça ter uma condição financeira melhor do que a dela.
(D) uma moça que vende lanche na frente de uma fábrica de tecidos e despreza o poeta porque ele é namorador e não quer nada sério com ela. 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Atividade sobre o artigo de opinião "A pequena e a grande corrupção", de Ronaldo Pereira de Lima

A pequena e a grande corrupção

Em um de seus livros, Plínio de Arruda Sampaio disse que há dois tipos de corrupção: a grande e a pequena; mas que as duas são igualmente perniciosas e imorais, mas que não podem ser combatidas da mesma maneira. 
A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático envolvendo governos federal, estadual, distrital, políticos, servidores, particulares e heróis que não são de gibis, mas do que somente enxergam a corrupção do outro. 
Não é objetivo deste artigo destacá-la, pois a grande mídia se encarrega de fazê-la; utilizando-se da opressão publicitária, mexendo com os sentimentos alheios, fazendo muita gente acreditar em meias verdades. Foi assim com Lula, a prisão coercitiva. 
Irei, no entanto, me ocupar da pequena corrupção, especificamente aquela que está entrelaçada ao contexto eleitoral, seja  em campanhas ou em mandatos. Ela é ignorada pela grande mídia, pelo Judiciário e pelas instituições. Ignorada porque nada se faz de forma efetiva e eficaz para combatê-la. 
Eu costuma chamar a pequena corrupção de comércio eleitoral. Ela é a espinha dorsal da grande corrupção, isto é, o que se pratica nos municípios do nosso país, de forma intensa ou não. Ele é caracterizado pela troca de voto por bens tangíveis (espécie de escambo), intangíveis (favores) e pela compra de voto (quando o eleitor prefere em espécie). Em minha escrita costumeiramente denomino esse conjunto de comércio eleitoral. Muitos justificam essa prática alegando que "o erro já vem de Brasília", esquecendo-se de que os que estão em Brasília não são eleitos por si. 
É necessário que aqueles que queiram mudança procurem compreender o funcionamento do sistema, deixando de lado as ácidas críticas que para nada servem, e servem para distanciar cada vez mais o cidadão de exercer os seus direitos políticos.
Precisa o eleitor brasileiro fazer uma releitura da forma como o político é eleito. E essa releitura deve ser feita partindo do comércio eleitoral de base. Não é revoltando-se ou esquivando-se que a coisa vai mudar. Não é descriminalizar a política, partidos, pessoas que as coisas serão resolvidas. 
Precisa acabar com essa mania de enxergar a política a partir das tribunas, das matérias de jornais, revistas, blogs e outros meios; fazendo dela inimiga da sociedade. É necessário conhecê-la na prática para que não se dê espaço para regimes ditatoriais e fascistas.
A mudança tem que vir da base e a base são os municípios, matrizes de todos os candidatos. E o que é que precisa ser mudado? As pessoas. Estas precisam mudar a forma de escolher. Enquanto essa mudança não acontece, as páginas impressas e online sempre trarão a prática da corrupção para as nossas vidas, expondo como muitos dos eleitos tratam-na com naturalidade e o povo com desdém.
É preciso espalhar uma maneira nova de pensar a política, não a partir do que nos oferece a grande mídia e os seus interesses escusos, mas a partir da realidade de cada município. Enquanto isso não acontece, é ilusão achar que "Todo poder emana do povo".

(Ronaldo Pereira de Lima)


01) Justifique o título dado ao texto:

02) Já no primeiro parágrafo, o autor utiliza as palavras "perniciosas e imorais" para caracterizar os dois tipos de corrupção sobre os quais fala. O que essas palavras significam?

03) De quem são esses conceitos de "grande e pequena corrupção" citados no texto?

04) Observe o seguinte trecho do segundo parágrafo do texto: "A grande corrupção, mencionada por Plínio, é a que aparece no estardalhaço midiático [...]". Explique o que o autor quis dizer com essa frase e ao que se refere a expressão destacada: 

05) Observe a seguinte afirmação feita no texto: "[...] e heróis que não são de gibis, mas dos que somente enxergam a corrupção do outro". levando-se em conta que o autor faz uma crítica em seu texto a atuais acontecimentos políticos vivenciados no Brasil, a quem você acredita que ele se refere quando fala  em "heróis"? 

06) A partir da leitura do texto, podemos perceber o posicionamento político do autor. Destaque o trecho onde podemos confirmar isso: 

07) Qual é o foco principal do texto? 

08) Por que, de acordo com o autor, a pequena corrupção é ignorada? O que você pensa com relação a isso? 

09) O que é e como é caracterizada a pequena corrupção?

10) Qual é, de acordo com o autor,  justificativa para a pequena corrupção?

11) Como, segundo o autor, devemos combater a pequena corrupção? Liste as ações citadas no texto:

12) Quem, de  acordo com o autor, deve mudar? Por quê? 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente:

domingo, 26 de novembro de 2017

Atividade sobre a crônica "Noites do Bogart", de Luís Fernando Veríssimo

Noites do Bogart

-- Ana Paula...
-- Jorge Alberto! 
-- Escuta, eu...
-- Jorge Alberto, este é o Serge, meu namorado. Serge, Jorge Alberto, meu ex-marido.
-- Prazer, Sérgio. Ana, eu...
-- Serge.
-- Hein?
-- O nome dele não é Sérgio, é Serge.
-- Ah. Escuta, eu posso sentar?
-- Claro! 
-- Você parece ótima.
-- Eu estou ótima. Nunca estive tão bem.
-- Pois é, Ana. Sei lá. Você não devia estar assim, tão bem. Desculpa, viu, Serge? Ele fala português?
-- Ele é de Canoas.
-- Ah. Desculpa, viu, Serge? Não tem nada a ver com você, mas puxa. Ana! Nós nos separamos há, o quê? Três semanas? E você está aí, radiante. 
-- Você queria que eu estivesse o quê? Arrasada?
-- Não, podia estar bem. Mas não assim, em público, pô! 
-- Ah, você acha que eu não devia sair de casa?
-- Olha, depois que o meu pai morreu, minha mãe levou dois anos para aparecer na janela. Entendeu? Não sair de casa: aparecer na janela. 
-- Mas Jorge Alberto, você não morreu. Eu não sou viúva. Nós só nos separamos. A vida continua, meu querido! Serge, não repara.
-- Mas aqui, Ana? Logo aqui? Lembra a última vez que nós dançamos juntos? Foi aqui.
-- Lembro muito bem. Aliás, foi na noite em que decidimos nos separar. 
-- Pois então. Isso não significa nada para você? Eu não quero bancar o antigão e tal, Ana. Mas algumas coisas devem ser respeitadas. Alguns valores ainda resistem, pombas! 
-- Mas vem cá: você também não está aqui?
-- Sim, mas olha a minha cara. Eu pareço radiante? Vim aqui curtir fossa. Estou sozinho. Não estou me divertindo. Homem pode sofrer em bar. Mulher não. 
-- Mas eu não estou sofrendo, estou ótima. 
-- Exatamente. E está pegando mal pra burro. Você não podia fazer isso comigo, Aninha. 
-- Eu não acredito...
-- Deixa eu perguntar pro Serge aqui...
-- Deixa o Serge fora disso.
-- Não, o Serge é homem e vai me dar razão. Serge, suponhamos o seguinte...

(Luís Fernando Veríssimo) 

01) Justifique o título da crônica, sugerindo um outro:

02) Explique o emprego das reticências encontradas no texto:

03) Localize no texto dois vocativos, justificando seu raciocínio:

04) Copie do texto três substantivos próprios: 

05) Transcreva do texto exemplos de oralidadae:

06) Retire do texto dois numerais cardinais:

07) Copie do texto uma passagem que comprova que o homem estava mais preocupado com a reputação dele do que com o sofrimento da perda: 

08) Retire do texto uma passagem que revela machismo, explicando:

09) Podemos afirmar que a pontuação utlizada nas duas primeiras frases do texto já evidencia a diferença de estado de espírito dos interlocutores? Comente: 

10) Uma característica da língua falada coloquial que deve ser evitada na língua escrita é a mistura dos tratamentos tu / você. Aponte passagens do texto em que isso ocorre e proponha formas apropriadas à língua escrita culta: 

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

12) Em que reside o humor na crônica?

13) Em que momento do texto o Jorge Alberto se esquece da formalidade e tem uma linguagem mais familiar com relação à ex-mulher?

14) Como se pode perceber que há, no texto, diálogo? 

15) O que você faria se fosse o Serge? Comente: 

16) Faça uma teatralização desse texto:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Atividade sobre o poema "Sou negro", de Solano Trindade


 Sou negro 

À Dione Silva 

Sou negro 
Meus avós foram queimados 
pelo sol da África
minh´alma recebeu o batismo dos tambores
atabaques, gonguês e agogôs. 

Contaram-me que meus avós 
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço
plantaram cana pro senhor do engenho novo 
e fundaram o primeiro Maracatu. 

Depois meu avô brigou como um danado 
nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu 
o pau comeu
Não foi um pai João 
humilde e manso.

Mesmo vovó
não foi de brincadeira
Na guerra dos Malés
ela se destacou. 

Na minh´alma ficou
O samba
O batuque
O bamboleio
O desejo de libertação.

(Solano Trindade)

01) Jutsifique o título dado ao poema acima:

02) O que era usado pelos negros como defesa e proteção? 

03) Quem foi Pai João? Por que ele é usado no poema como um não-exemplo? 

04) Copie do texto um ditado popular, explicando o seu significado: 

05) Além da capoeira, que outros elementos da cultura africana encontram-se presentes no poema? 

06) Quem foi Zumbi dos Palmares? Por que ele é citado no poema? 

07) Que símbolos de resistência escrava no Brasil foram resgatados no texto? 

08) Que mensagem o poema transmite? Comente: 


09) Com que verso(s) do poema de Solano a imagem acima mais fortemente dialoga? 

10) Explique a afirmação presente em tal imagem: 


11) O que a mensagem acima transmite? Comente:

12) A que tipo de comentário ela faz menção ao usar o MAS e as reticências? Cite pelo menos dois exemplos: 

13) O que significa "negro e pronto!"? Qual a diferença se colocasse "negro e ponto!"? Explique: 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Atividade de análise e de criação de "Propagandas literárias"

 RELIGIÃO OU PAIXÃO?!?

Eugênio e Margarida se amam desde a infância, mas há uma causa que os impede de ficar juntos para sempre: o sacerdócio. 

A) O que você faria no lugar de Eugênio: deixaria ou não a sua vocação para ficar com Margarida? 

b) Margarida deve ou não lutar pelo amor de Eugênio? 

Se a "chamada" da história despertou sua curiosidade, corre lá e leia o romance "O Seminarista", de Bernardo Guimarães! 

MAS UMA ESCRAVA BRANCA?!?

Isaura era desejada por seu senhor, mas se negava aos desejos dele, pois acreditava no amor verdadeiro, que só encontrou em Álvaro, que depois descobre que ela é uma escrava. 

Será que o amor dele é tão forte a ponto de lhe dar coragem para enfrentar preconceitos e lutar para libertar Isaura? 

A) O que você faria no lugar dele? Comente:

B) Você acha que se pode escravizar o coração ou só o corpo? Por quê? 

Se ficou curioso(a) só tem um jeito de saber: lendo "A Escrava Isaura", de Bernardo Guimarães! 

VOCÊ LUTARIA POR UM AMOR IMPOSSÍVEL?!?

Dois adolescentes apaixonados lutam desesperadamente por um amor proibido. Seus pais são inimigos irreconciliáveis e fazem de tudo para impedir que essa paixão aconteça. Será que eles conseguirão vencer essas barreiras e viver plenamente o amor?!?

A) Você acha que é um motivo suficiente para um amor ser proibido? Por quê? 

B) O que você faira no lugar dos dois personagens? Comente: 

Se você quer saber como desenrola essa história, é só ler o livro "Amor de perdição", de Camilo castelo Branco! Está esperando o quê?!?

AMOR POR GRATIDÃO?!?

Doutor Amaral, ao salvar Emília de uma doença muito grave, quando criança, acaba se apaixonando por ela, mas seu amor não é correspondido, então ele se sente humilhado... só que lá na frente a coisa muda de figura e... 

A) Você acha que Emília deveria ser grata a Amaral e passar a amá-lo? Por quê? 

B) O que você faria no lugar do médico? Seria capaz de perdoá-la um dia? Explique:

Quer ler "Diva", de José de Alencar, para descobrir como essa história ocorre?!? 

COM CIRINO OU MANECÃO?!?

Cirino é um médico que se apaixona pela linda donzela chamada Inocência, comprometida com seu primo Manecão, um rústico sertanejo. Ela é cercada de cuidados por parte do pai, que teme que outros pretendentes se aproximem. 

A) Você acha certa a atitude vigilante do pai de Inocência? Por quê? 

B) O que você faria no lugar da jovem: aceitaria se casar apenas para satisfazer a vontade do seu pai? Comente: 

Você só saberá se esse romance teve um final feliz ou trágico se ler "Inocência", de Visconde de Taunay. Corra! 

MALANDRO VIRA SARGENTO?!?

Leonardo era um malandro que ia ao colégio, mas não assistia às aulas, pois não queria nada da vida... até se apaixonar por Luisinha. Aí ele resolve "correr atrás do prejuízo" e se torna um sargento.

A) Você acha que as pessoas são capazes de mudar por causa do amor? Justifique sua resposta: 

B) Como você se sentiria no lugar de Luisinha, sendo capaz de mudar alguém? 

Quer saber como isso foi possível?!? Leia "Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida. 

AMOR VALE MAIS DO QUE A SUA CULTURA?!?

Iracema, a famosa "virgem dos lábios de mel", abandona a sua tribo para ir viver seu amor com o guerreiro branco Martim. Será que ela se arrependeu?!? 

A) Você acha que Iracema agiu certo? Você também abandonaria sua família e sua cultura por conta de amor? Por quê? 

B) Por amor vale a pena ser a causa de grandes sofrimentos e guerras familiares? Justifique sua resposta: 

Caia dentro do romance "Iracema", de José de Alencar, para saber no que deu esssa história...!!! 

SÓ CINCO MINUTOS BASTAM?!?

Eles não se conheciam e quando se encontraram só tinham cinco minutos para conversar. O destino os separou. Será que o amor pode uni-los e curar tudo?!? 

A) Você acredita no poder do destino na vida das pessoas? Por quê? 

B) Em apenas cinco minutos dá para encontrar o seu amor? Justifique sua resposta: 

Não deixe de ler o romance "Cinco minutos", de José de Alencar! 

VOCÊ SE CASARIA POR DINHEIRO?!?

Aurélia Camargo e Fernando Seixas se amavam perdidamente, porém o dinheiro acaba ficando entre eles... Quem será que vence essa guerra: o amor ou a ganância?!?

A) Você aceitaria se casar por dinheiro e sem amor? Por quê? 

B) Quem você acha que "aprontou": Aurélia ou Seixas? Justifique sua resposta: 

O livro "Senhora", de José de Alencar, está esperando a sua leitura! 


01) Quantas obras foram indicadas?

02) De qual título da propaganda literária você mais gostou? Por quê? 

03) Qual livro despertou mais a sua curiosidade? Justifique sua resposta: 

04) Você acha que "propaganda é a alma do negócio"? Comente: 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Atividade com o poema "Seiscentos e sessenta e seis", do Mário Quintana

Seiscentos e sessenta e seis 

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, são 6 horas: tempo...
Quando se vê, já é sexta feira...
Quando se vê, passaram sessenta anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem -- um dia -- uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente... 
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

(Mário Quintana)

01) A que o eu lírico compara implicitamente a vida?

02) Você vê semelhanças nesses dois termos da comparação? Quais?

03) Como se pode interpretar o verso "Agora, é tarde demais para ser reprovado..."? 

04) Levando em conta o contexto, dê uma interpretação ao último verso: 

05) Que sentimentos o poema sugere em relação ao passar davida?

06) Que trecho do poema se relaciona mais estreitamente ao título?

07) Que ideia é reforçada pela repetição da estrutura "Quando se vê"? Que tipo de figura de linguagem está ali presente? 

08) Que mensagem o poema lhe transmitiu? 

09) Classifique morfologicamente cada palavra destacada no poema: 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Atividade sobre Intertextualidade, com obras de Salvador Dalí



01) A obra de arte acima, chamada de "Persistência da memória", de Salvador Dalí, é um exemplo de linguagem verbal ou não-verbal? Justifique sua resposta:

02) Baseando-se na sua resposta anterior, tente passar de uma linguagem para a outra, de modo a não perder nenhum detalhe:

03) A respeito da tela, assinale as afirmações verdadeiras:

(A) Aparecem apenas cenas e objetos que não existem na realidade.
(B) O quadro mistura cenas e objetos reais e outros que são produto da imaginação do autor.
(C) A imagem pode ser considerada uma mistura de sonho e realidade.
(D) Dalí preocupou-se em retratar com precisão diferentes imagens muito presentes em nosso cotidiano. 

04) Que elementos você identifica na figura? Descreva-os:

05) O que mais chama sua atenção na imagem?

06) Na leitura que você faz desse quadro, o que significam os relógios "moles", que "escorrem"?

07) Essa tela provoca as mais variadas reações em quem a observa. Leia estes comentários, por exemplo, postados em blogues: 

"Este quadro representa o tempo e transmite-nos a sensação de lentidão: está tudo muito parado. Os relógios mostram ritmos de vida diferentes (os ponteiros estão em horas não coincidentes, diferentes), talvez devido ao calor. A imagem retrata um deserto ao entardecer. Talvez simbolize o fim da vida."

"A passagem do tempo sempre foi um mistério, e acho que continuará a ser. Por que será que determinados momentos parecem passar tão rapidamente e outros demoram tanto?" 

E você? Que  análise você faz?


08) Por que podemos afirmar que uma obra acima, chamada "Desintegração da persistência da memória", do mesmo pintor, dialoga com a outra (a esse diálogo damos o nome de intertextualidade)? 

09) Que pontos de semelhança você identifica? Por que isso foi, de certa forma, mantido? 

10) Que diferenças você observa nelas? Por que será que isso ocorreu?

11) Na primeira obra, os relógios sugerem preocupação com um tempo que se derrete, se vai. Observe novamente a segunda obra, com sua paisagem desintegrada.

a) O que sugerem os objetos incluídos nesta tela?

b) DESINTEGRAR é "desfazer, desagregar" e tmabém "retirar, afastar, separar". Sendo assim, como você interpreta o título dessa obra? 

12) De qual das duas obras analisadas você mais gostou? Por quê? 

13) Que mensagem se pode extrair da análise de ambas? 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Atividade sobre a música "Preposição", da Banda Sujeito Simples


Preposição

Preposição é a palavra 
Que relaciona duas palavras, 
Dentro da frase
Veja alguns exemplos então:

Dia a dia.
Perto de você. 
O amor está entre nós. 
O muro vai daqui até ali.
Entregou-se perante o juiz.

Ela retirou-se após a aula. 
Ele ficou parado ante o mar.
Café com leite.
Joana passou por aqui.

Lutamos contra eles. 
Vamos em frente. 
Alegria para todos. 
Dia sem sol. 

Vivemos sob o céu.
Correndo sobre a terra.
A repórter foi atrás da notícia. 

Existem preposições acidentais
São palavras pertencentes 
A outras classes gramaticais
 E que, casualmente, 
Exercem o papel de preposição
Veja alguns exemplos então:

Como, afora, 
Segundo, durante, 
Salvo, conforme, 
Fora.

A preposição pode ser de combinação
Exemplo:
de + isso = disso
em + o = no
em + um = num
a + onde = aonde

Locução prepositiva
É o grupo de duas ou mais palavras 
Com valor de preposição.
Exemplo: 
Acima de
Abaixo de
De acordo com
Por causa de. 



01) Circule no texto todas as preposições utilizadas: 

02) Numere todas as preposições encontradas na questão anterior e forme uma outra frase utilizando cada uma delas:

03) De todas as preposições que você conhece, se só pudesse salvar UMA, qual seria? Por quê? 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Atividade sobre a música "Pro dia nascer feliz", de Cazuza


Pro dia nascer feliz

Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão 
É pretensão de quem fica
Escondido, fazendo fita

Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora vambora
Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz 
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

Todo dia é dia
E tudo em nome do amor
Essa é a vida que eu quis
Procurando vaga 
Uma hora aqui, outra ali
No vai-e-vem dos teus quadris 

Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente 
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz 
O mundo inteiro acordar 
E a gente dormir, dormir

(Cazuza e Frejat)

01) Justifique o título da música acima:

02) Qual é o assunto do texto? Justifique sua resposta: 

03) Circule na canção um vocativo: 

04) O que significa a expressão "fazer fita"? 

05) Copie da música uma antíteses, justificando sua resposta:

06) Transcreva da canção marcas de oralidade: 

07) Interprete os versos destacados no texto: 

08) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

09) O que é necessário, para você, "pro dia nascer feliz"? 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Atividade sobre HQ


 01) Dê um título à HQ acima: 

02) Qual foi o plano do Cebolinha? Ele funcionou? 

03) O Cascão deu credibilidade ao amigo? Comprove com uma passagem da HQ: 

04) Circule na HQ um vocativo: 

05) Copie da HQ um trecho carregado de humor: 

06) Localize na HQ:

a) um advérbio de negação:

b) um advérbio de intensidade:

c) um advérbio de modo:

d) dois substantivos:

e) uma interjeição: 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Atividade sobre a lenda "Como nasceram as estrelas", de Clarice Lispector


Como nasceram as estrelas 

Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro -- e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas. 
Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer. 
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. 
Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. 
-- Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumim dá sorte. 
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta -- eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas -- e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles. 
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes. 
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca. 
(Clarice Lispector)

01) O que é uma lenda? Por que esse texto é uma lenda? Explique: 

02) Que personagens aparecem nessa lenda? 

03) O que levou as mulheres a se embrenharem no mato?

04) Por que as mulheres chamaram os curumins? 

05) Por que os curumins ficaram com medo das mães? Você acha que isso foi motivo suficiente? O que teria feito no lugar deles? 

06) Que ideia eles tiveram para fugir delas? 

07) O que as mães fizeram quando viram os filhos subindo pelo ar? 

08) Além da origem das estrelas, o texto explica também a origem de qual outro elemento da natureza? Explique:

09) Explique a importância da passagem grifada no texto para o entendimento do que veio a seguir: 

10) Para o narrador, as mães terem se transformado em onças é algo fantasioso ou que poderia acontecer na vida real? Comente:

11) O que pode ser considerado real nesta lenda por revelar o modo de vida e a cultura desse povo indígena?

12) Na lenda, o que a atitude dos curumins tem a ver com a origem das estrelas?

13) Ao ser transformados em estrelas, os curumins foram castigados ou premiados? Por quê? 

14) Que ensinamento essa lenda transmitiu? 

15) Você diria que o narrador concorda com a explicação dos índios bororos para o surgimento das estrelas? Explique: 

16) Pela leitura da lenda, deu para perceber que a vida dos homens era mais fácil ou mais difícil do que a das mulheres? O que você pensa a respeito disso?

17) Em sua opinião, há tarefas que só devem ser realizadas por homens e outras que só podem ser realizadas por mulheres? Explique seu raciocínio, citando algumas dessas tarefas (se for o caso): 

18) Retire do texto exemplos de oralidade, dizendo a importância disso para o gênero textual em questão:

19) Identifique esses momentos na narrativa: situação inicial, complicação, ações, clímax e desfecho:

domingo, 15 de outubro de 2017

Atividade sobre o filme "Um senhor estagiário" (2 h)


Sinopse: Ben Whittaker é um viúvo com 70 anos que descobriu que a aposentadoria não é tudo aquilo de bom que as pessoas falam. Ele vive entediado e leva uma vida mónotona, até que, aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, se torna estagiário sênior de um site de moda, fundado e dirigido por Jules Ostin, com quem cria uma forte amizade. (Duração: 2 h) 

01) Explique o duplo sentido presente no título do filme, dizendo que palavra é responsável pela ambiguidade: 

02) O que o filme denuncia? Justifique sua resposta: 

03) Quando Ben lê as exigências para o estagiário, o que o "assusta"? O que você pensa disso?

04) Que problema a Jules enfrenta em seu casamento? O que isso revela?

05) Como você acha que os aposentados, de um modo geral, são vistos no nosso país? Posicione-se sobre isso:

06) Liste vantagens e desvantagens dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho:

07) O que Ben aprendeu com a amizade com a Jules? E ela com ele? Comente:

08) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

09) Quantos anos Ben trabalhou em sua antiga empresa, antes de se aposentar, e o que isso revela?

10) Destaque uma cena que revela proatividade, trabalho em equipe e empatia, explicando seu raciocínio:

11) Que mensagem o filme lhe transmitiu? 

12) De 0 a 10, que nota daria ao filme em questão? Justifique sua resposta:

(Participação especial da querida amiga Nadiolan Ribeiro em algumas questões!)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Atividade sobre o texto "Barbeiro" , de autoria desconhecida


Barbeiro

Diz que, um belo dia, um índio bem alegre chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo. 
O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim, deu um trato geral. Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro:
-- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta. 
-- Tá bueno! -- disse o barbeiro. 
Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu. 
-- Senta aí e espera que teu pai já vem te buscar. 
-- Ele não é meu pai! - disse o moleque. 
-- Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta aí. 
-- Ele não é nada meu! -- falou o guri. 
Aí o barbeiro perguntou intrigado:
-- Mas quem é o animal então?
-- Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou se eu queria cortar o cabelo de graça! 

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado ao causo acima:

02) Que outro título você daria ao texto?  

03) As hipóteses que você havia levantado sobre o texto se confirmaram?

04) Quantas personagens há na história e como o narrador se refere a elas? Ele as chama pelo nome? O que isso revela?

05) O narrador caracteriza detalhadamente as personagens? O que se sabe sobre elas? 

06) Há informações sobre a situação das personagens antes e depois do episódio narrado? 

07) O texto informa quando e onde aconteceu esse episódio?

08) A princípio, qual se imagina que seja a relação entre o homem e o menino? Por quê?

09) Até que ponto do texto essa impressão se mantém?

10) Você achou o final engraçado? Surpreendente? Por quê? 

11) Copie do texto expressões coloquiais, informais: 

12) O que significa a expressão destacada no texto? Você costuma utilizá-la? 

13) Por que podemos afirmar que esse texto pertence ao gênero textual CAUSO? 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Atividade sobre o filme "SING - Quem canta seus males espanta" (1 h 48 min)



Sinopse: Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos "15 minutos de fama" e também nos US$ 100 mil doláres de prêmio! (Duração: 1h 48 min)

01) Por que o valor do prêmio saiu errado nos cartazes? 

02) Os cartazes convidando para o "Concurso de canto" foram espalhados aos quatro ventos. Explique o sentido denotativo e conotativo da expressão destacada: 

03) Que problema familiar é denunciado na vida do gorila Jonny? Isso costuma mesmo acontecer? O que você pensa sobre isso? Comente:

04) O que gerou o término do namoro entre os dois porcos-espinhos? O que você pensa a respeito disso? Explique:

05) E que problema parecia ocorrer na vida da porquinha Rosetta? Explique: 

06) Que "solução" foi encontrada por essa porquinha para conseguir ir aos ensaios? Por que isso falhou? 

07) Por que a elefanta não conseguia cantar? Você já passou por uma situação assim? 

08) Qual era a função da lhama Judith no filme? 

09) Por que o pai do Jonny foi preso? E para que ele resolveu fugir da prisão? 

10) Por que o balde era tão importante para o coala Buster? 

11) "O bom de se estar no fundo do poço é porque só tem uam saída: para cima". Tal frase apareceu em dois momentos do filme. Quais foram eles? 

12) Como descobrem que não tem dinheiro algum no baú? O que acontece logo em seguida? 

13) Por que ocorre a destruição do teatro? 

14) "Não deixe o medo desistir de fazer o que você ama". Você concorda com essa frase dita no filme? Explique: 

15) O que o Buster resolve fazer depois que o teatro é destruído? 

16) O que faz o Buster desistir desse novo trabalho? Que ideia ele tem? Ela dá certo? 

17) Praticamente todas as personagens do filme têm um sonho. Qual? Eles o realizaram?

18) O que a famosa cantora Nana resolveu fazer, no final? 

19) De que personagem você mais gostou? Por quê? 

20) Que mensagem o filme lhe transmitiu? Comente: 

21) Que nota, de 0 a 10, você daria ao filme? Por quê? 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Atividade sobre a crônica "Aí, galera", de Luís Fernando Veríssimo

Aí, galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não?
-- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. 
-- Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais desportistas, aqui presentes ou no recesso de seus lares.
-- Como é?
-- Aí, galera.
-- Quais são as instruções do técnico? 
-- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona da preparação, aumentam-se as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo de ação. 
-- Ahn?
-- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. 
-- Certo, você quer dizer mais alguma coisa?
-- Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
-- Pode.
-- Uma saudação para a minha progenitora.
-- Como é?
-- Alô, mamãe!
-- Estou vendo que você é um, um...
-- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? 
-- Estereoquê?
-- Um chato?
-- Isso.
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Quais são as duas situações relatadas no texto que fogem à expectativa do público?

02) Justifique o título do texto, aproveitando para dar um outro:

03) O que gerou o humor no texto? Explique:

04) Copie do texto dois vocativos, explicando:

05) Explique por que a palavra "estereotipação" encontra-se normal em uma passagem e em outra aparece entre aspas: 

06) Justifique o emprego das reticências no texto:

07) Que mensagem o texto transmite? 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Atividade sobre a música "Angra dos Reis", de Legião Urbana


Angra dos Reis

Deixa, se fosse sempre assim
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias que tudo está em paz
E agora os dias são iguais
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Vamos brincar perto da usina!
Deixa pra lá
A Angra é dos Reis
Por que se explicar
Se não existe perigo?!
Senti teu coração perfeito
Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Uh! Uh! Uh! Uh!
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi
Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
E a luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa pra lá...
Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?
(Legião Urbana)



01) Justifique o título da canção:

02) Existe ou não um pleonasmo no verso em negrito na segunda estrofe? Justifique sua resposta:

03) O que significa o verso "Mas não venha me roubar"? Você já se sentiu assim, roubado(a)?

04) O que o eu lírico quer dizer com "A Angra é dos Reis"? Que crítica encontra-se aí embutida? Comente: 

05) Explique os versos destacados na terceira estrofe, aproveitando para responder à pergunta ali feita: 

06) Que convite é feito na terceira estrofe? Por que houve uma espécie de desistência logo após?

07) O que a passagem "Pode rir agora / Que eu estou sozinho" transmite?

08) O que significa, pelo contexto, o verso "Deixa pra lá..."?

09) O que as estrelas poderiam estar, metaforicamente, representando? Comente:

10) Pra onde e do que exatamente as pessoas precisariam fugir?

11) Com relação às estrelas, que mudança ocorreu nas duas últimas estrofes? Explique:

12) Que mensagem a música transmite?