segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Atividade com charges sobre o Dia das Bruxas

Charge 01: 

Charge 02: 


Charge 03:


Charge 04: 


Charge 05: 


Charge 06: 


Charge 07: 


Charge 08: 


Charge 09: 


Para refletir...


01) Que crítica encontra-se presente em cada uma das charges selecionadas? 

02) Aproveite para dar um título a cada uma delas: 

03) Qual charge você achou mais interessante? Por quê? 

04) Posicione-se sobre a reflexão presente na última imagem da leva...

Atividade sobre o vídeo "Criança de seis anos abandonada" (03 minutos)


01) Que título você daria ao vídeo acima? 

02) Responda, sinceramente, à primeira pergunta feita no vídeo: "O que você faria se visse uma criança de 6 anos sozinha em um local público?"

03) Sinceramente, a sua reação seria diferente para as duas apresentações da criança? Justifique sua resposta: 

04) Por que as pessoas reagiam bem quando a atriz estava limpinha e cheirosa? No que elas provavelmente pensavam? 

05) E como elas reagiam quando a atriz mirim voltava aparentemente suja e largada? Qual o pensamento da maioria delas? 

06) Por que pararam de gravar? O que isso revela? 

07) Qual o objetivo do vídeo? Ele conseguiu cumprir com esse objetivo? Justifique sua resposta:

08) O que mais incomodou você no vídeo? Por quê?

09) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

10) Quais seriam as possíveis soluções para o problema apresentado claramente no vídeo?

11) Posicione-se sobre a afirmação presente no final do vídeo: "Mudanças começam quando VOCÊ escolhe se importar", argumentando bem:

domingo, 30 de outubro de 2016

Atividade com a música "A Banda", do Chico Buarque de Holanda



A Banda

Estava à toa na vida, 
o meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
cantando coisas de amor
A minha gente sofrida 
despediu-se da dor
Pra ver a banda passar, 
cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Qu‘inda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar, 
cantando coisas de amor

Mas, para meu desencanto, 
o que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar 
depois que a banda passou
E cada qual no seu canto, 
em cada canto uma dor
Depois de a banda passar, 
cantando coisas de amor.

(Chico Buarque de Holanda)


01) Há exemplos de oralidade nessa letra de música? Se sim, copie-o(s):

02) Na segunda estrofe, há um mesmo verbo utilizado com sentidos diferentes. Que verbo é esse? Explique esses dois sentidos: 

03) Na última estrofe, explique os diferentes sentidos da palavra CANTO: 

04) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente: 

05) Faça a análise morfológica das palavras destacadas no texto: 

06) Agora você deverá transformar toda a música em uma HQ! Não deixe faltar nenhum detalhe! Capriche! 

sábado, 29 de outubro de 2016

Atividade com o texto "O Isolado", de Elias José

O isolado

Meu caro:

Quando você descer a serra, encontrará uma estrada larga e, depois, um trilho. Vá pelo trilho. Siga sempre em frente. Bem longe de tudo me encontrará. Ando escondido do mundo, mas abrirei as portas para você. Afinal, ainda há muita estima entre nós e isto me fará fazer a exceção. Apresentar um mundo bonito para todos, seria bom. Mas você vai ter pena ao notar como mudei. Não tenho bebidas para oferecer-lhe, talvez um cafezinho ou chá a gente consegue. Já não bebo e das coisas do passado só me restam um livro de Drummond e um disco da Bethânia. Estavam comigo e para aqui vieram também. Não tenho toca-discos, mas a voz vai penetrando pela sala, que é quarto e cozinha, toda vez que toco nele. A vista não me ajuda a ler versos, mas conheço cada página pelo tato. Minto, não há só o livro e o disco. Há também o retrato dela, de perfil, linda demais. A única lembrança dela, do que foi nosso. Ainda gosto muito de lembrar-me: nossas festas, nossas danças, as bebidas. Tudo tão perto-distante, tão longe-perto. Não conta para ela, nem diga que escrevi, que ainda existo. Ela também deve julgar que morri, não é verdade? Acho que morri mesmo. Depois do desastre, não tive mais coragem de me olhar no espelho. Falavam tanto de minha cara, julgando-me inconsciente. Senti as ataduras, as deformações. Fugi antes que algum conhecido chegasse ao hospital. Agora a barba cobre parte do rosto, o cabelo cresceu. Penso que logo ficarei completamente irreconhecível. Vou parecer mendigo ou louco. Penso em aparecer por aí. Vou me encostar nas paredes dos bares em que íamos para rever cada um, sem ser visto. 

Você, eu espero ver logo. Um abraço do sempre amigo. 

(Elias José)

01) De que sentimento este texto fala? Justifique sua resposta:

02) Há no texto um clima de saudade, de nostalgia. De que o autor sente saudade? Por quê?

03) Em dado momento, o autor fala de dois sentidos que são suplantados pelo tato. Quais são eles? Justifique: 

04) Há no texto a constante ausência de pessoas e coisas. O que está ausente na vida do autor?

05) Indiretamente, o autor deixa transparecer o que aconteceu com ele. O que foi? Como ele ficou, física e psicologicamente? 

06) Há uma frase nominal bastante poética no texto. Qual? Comente-a: 

07) O texto traz um parágrafo gigante, o que você sabe que é considerado uma inadequação. Divida o texto em mais parágrafos: 

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

09) Que conselho você daria ao autor da suposta carta?

10) Coloque-se no lugar do amigo que recebeu esta carta e, em seguida, responda-a, não deixando passar nenhum detalhe: 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Atividade sobre a música "Um homem também chora", de Gonzaguinha


Um homem também chora

Um homem também chora,
Menina morena,
Também deseja colo
Palavras amenas.
Precisa de carinho,
Precisa de ternura.
Precisa de um abraço
 Da própria candura.

Guerreiros são pessoas
São fortes
São frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os torne refeitos

É triste ver este homem
Guerreiro
Menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros.
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama

O homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre
Se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz...

(Gonzaguinha)

01) Justifique o título da música:

02) Com quem fala o eu lírico da música acima? Justifique sua resposta, com uma passagem do texto:

03) Segundo o texto, quem são os guerreiros? De que precisam?

04) Por que o autor diz que este homem é um "guerreiro menino"?

05) Explique os versos: "o homem se humilha / se castram seu sonho / seu sonho é sua vida":

06) Você concorda com o autor ao dizer que "a vida é trabalho"? Por quê? 

07) Por que o poeta diz que "não dá pra ser feliz"? 

08) Transcreva do texto um exemplo de antítese, explicando seu raciocínio:

09) O título e o verso "Um homem também chora" fazem menção a que fala popular? O sentido dele foi mantido? Comente:

10) Que figura de linguagem encontra-se presente nos versos destacados na primeira estrofe? Explique, dizendo se ela também reaparece em alguma outra passagem:

11) Explique o objetivo da repetição presente no verso destacado na última estrofe:

12) Que mensagem a música lhe transmitiu? Explique:

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Atividade sobre a crônica "Você é um número", de Clarice Lispector


Você é um número

Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista tem carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento -- tudo é número. 
Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem o número da cadeira. 
É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. 
Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.
Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também. 
Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.
Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados. 
Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica. 
Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo. 
E Deus não é número. 
Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número sexo, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 
(Clarice Lispector)

01) Podemos afirmar que o texto acima é uma crônica? Justifique sua resposta:

02) Qual o assunto do texto abordado?

03) A autora já começa com uma advertência. Qual?

04) Qual a importância dessa advertência para o texto de um modo geral?

05) O texto todo gira em torno de uma enorme crítica ao ser humano em sociedade, mas em um dos parágrafos há uma crítica bem mais acentuada. Qual é esta crítica e a quem é dirigida? Você concorda? Por quê? 

06) Na sua opinião sincera, o protesto da autora é inútil? Justifique sua resposta:

07) Há diferença entre ser tratado pelo nome ou por um número? Explique seu ponto de vista:

08) Durante toda a exposição de seus pensamentos acerca dos números que rodeiam nossa vida, a autora confirma a todo instante que tudo é numerado. Apenas o que escapa de ser numerado, segundo ela? Ela tem certeza disso? 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

10) O texto encerra-se com uma indagação. Reflita e tente escrever um pequeno texto, posicionando-se a respeito dessa questão: 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "Pausa", de Mário Quintana

Pausa


Quando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa na leitura de coisas feitas, ou na feitura de minhas próprias coisas, surpreendo-me a indagar com que se parecem os óculos sobre a mesa

Com algum inseto de grandes olhos e negras e longas pernas ou antenas? Com algum ciclista tombado? Não, nada disso me contenta ainda. Com que se parecem mesmo?

E sinto que, enquanto eu não puder captar a sua implícita imagem-poema, a inquietação perdurará. 

E, enquanto o meu Sancho Pança, cheio de si e de senso comum, declara ao meu Dom Quixote que uns óculos sobre a mesa, além de parecerem apenas uns óculos sobre a mesa, são, de fato, um par de óculos sobre a mesa, fico a pensar qual dos dois -- Dom Quixote ou Sancho? -- vive uma vida mais intensa e, portanto, mais verdadeira...

E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade da recriação das coisas em imagens, para terem mais vida, e da vida em poesia, para ser mais vivida. 

Esse enigma, eu passo a ti, pobre leitor. E agora? 

Por enquanto, ante a atual insolubilidade da coisa, só me resta citar o terrível dilema de Stechetti: "Io sonno um poeta o sonno um imbecile?"

Alternativa, aliás, extensiva ao leitor de poesia... 

A verdade é que a minha atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele. E daí? 

-- Mas o melhor -- pondera-me, com a voz pausada, o meu Sancho Pança --, o melhor é repor depressa os óculos no nariz. 

(Mário Quintana)

01) Com quem você acha que se parece mais: Dom Quixote ou Sancho Pança? Justifique sua resposta:

02) Na sua opinião, qual dos dois vive uma vida mais intensa, mais verdadeira, mais emocionante? Por quê? 

03) Atualmente você acha que os escritores fazem o leitor pensar ou pensam por ele? Aponte as vantagens e as desvantagens disso:

04) O texto implicitamente nos informa que o poeta é mais Sancho Pança ou Dom Quixote? Comprove, incluindo uma passagem do texto:

05) "...o melhor é repor depressa os óculos no nariz". Qual o significado real desse conselho?

06) Perante os olhos da sociedade, é mais fácil ser Sancho Pança ou Dom Quixote? Justifique sua resposta:

07) Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema "Sancho Pança x Dom Quixote": 

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto de Quintana:

09) Que mensagem a charge abaixo lhe transmitiu? 


10) Associe a tirinha abaixo ao texto e à charge acima, explicando bem:


(P.S.: Dá para incrementar a questão da INTERTEXTUALIDADE 
com uma música que foi postada AQUI! Confira!)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "Trágico acidente de leitura", do Mário Quintana

Trágico acidente de leitura

Tão comodamente que eu estava lendo, como quem viaja num raio de lua, num tapete mágico, num trenó, num sonho. Nem lia: deslizava. Quando de súbito a terrível palavra apareceu, apareceu e ficou, plantada ali diante de mim, focando-me: ABSCÔNDITO. Que momento passei!... O momento de imobilidade e apreensão de quando o fotógrafo se posta atrás da máquina, envolvidos os dois no mesmo pano preto, como um duplo monstro misterioso e corcunda... O terrível silêncio do condenado ante o pelotão de fuzilamento, quando os soldados dormem na pontaria e o capitão vai gritar: Fogo! 

(Mário Quintana)

01) Quantos parágrafos tem o textículo acima? E quantas frases?

02) Podemos afirmar que se trata de um texto narrativo? Justifique sua resposta: 

03) Há descrição no texto? Se sim, comprove com uma passagem extraída do mesmo: 

04) O que o narrador quis dizer nas duas primeiras frases? 

05) Podemos afirmar que o ato de ler dá prazer ao narrador? Justifique com uma passagem do texto:

06) O que o aparecimento da palavra desconhecida provocou na leitura? Você já se sentiu assim? 

07) A palavra em questão já era sua conhecida? O que (acha que) ela significa? 

08) Ao ler determinados textos, criamos uma imagem em nossa mente do fato que está sendo relatado. Por que isso ocorre?

09) Que relação o autor faz entre essa imagem e a palavra "abscôndito"?

10) Em "Acidente mata Dias Gomes em SP", a palavra ACIDENTE no título de uma matéria jornalística, e no título criado por Quintana tem o mesmo sentido? Por que teria este escolhido tal palavra? Comente:

11) Por que a palavra “abscôndito” apareceu em letra maiúscula no texto?

12) Por que o autor empregou reticências no texto?

13) Que ideia lhe sugere a palavra “abscôndito”? Agora procure o significado dela no dicionário e veja se você passou perto:

14) O que você achou do texto? Sentiu dificuldade de entendê-lo? Por quê?

15) Tente chutar o significado para as palavras desconhecidas nas frases seguintes, consultando, em seguida, o dicionário para saber o verdadeiro significado delas:

a)    Vou defenestrá-lo se não se comportar direito!
b)    Gosto muito de carne engrolada.

16) Procure no dicionário 5 palavras desconhecidas e engraçadas, que você acredite que ninguém da sua turma conheça!  Coloque o significado de cada uma no caderno e depois escreva as mesmas numa folha separada para trocar com algum colega! Cada um deverá inventar significados para as palavras que receber e depois criar um pequeno texto usando todas elas! Vamos ver o que vai sair?!?

17) Diga a que classe gramatical cada palavra destacada no textículo pertence, bastando apenas reconhecê-la, sem precisar analisar cada uma por completo. Não se esqueça de, para facilitar, numerar cada palavra! 

Atividade sobre a música "Céu azul", de Charlie Brown Jr.


Céu azul

Tão natural quanto a luz do dia!
Mas que preguiça boa! 
Me deixa aqui à toa! 
Hoje ninguém vai estragar meu dia! 
Só vou gastar energia pra beijar sua boca! 

Fica comigo então!
Não me abandona não! 
Alguém te perguntou como é que foi seu dia?!
Uma palavra amiga, uma notícia boa
Isso faz falta no dia a dia 
A gente nunca sabe quem são essas pessoas

Eu só queria te lembrar
Que aquele tempo eu não podia fazer mais por nós
Eu estava errado e você não tem que me perdoar
Mas também quero te mostrar
Que existe um lado bom nessa história
Tudo que ainda temos a compartilhar

E viver e cantar
Não importa qual seja o dia
Vamos viver, vadiar
O que importa é nossa alegria
Vamos viver e cantar
Não importa qual seja o dia 
Vamos viver, vadiar
O que importa é nossa alegria
Tão natural quanto a luz do dia! 

(Charlie Brown Jr.)


01) Justifique o título da música:

02) O que é "tão natural quanto a luz do dia"? Explique seu raciocínio:

03) Que promessa o eu lírico se faz?

04) Posicione-se sobre a passagem destacada na segunda estrofe, argumentando bem:

05) Qual é o lado bom da história, segundo o eu lírico? O que você pensa a respeito disso?

06) Copie do texto um polissíndeto, explicando seu raciocínio:

07) Que mensagem a canção transmite? Comente:

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:

Atividade com "Metamorfose" e "Metaformose ambulante"

Texto 01: Metamorfose

Um homem 
que costumava achar toda gente estúpida
(menos ele próprio) 
acordou certa manhã
transformado em burro.
Ficou muito triste e durante três dias não comeu coisa
alguma.
Não achava mais gosto em comida de gente
e tinha vergonha de comer 
comida de burro.
Mas a fome o acabou forçando 
a experimentar capim
que ele achou estranhamente saboroso.
Alguns dias mais tarde
zurrava alegremente
Passado um mês 
puxava a carroça pela rua
como a coisa mais natural do mundo. 
E quando, muito tempo depois, 
ele acordou de novo transformado em gente,
ficou muito triste e se achou estúpido. 

(José Paulo Paes)

01) Justifique o título do texto:

02) Que mensagem podemos extrair da leitura desse texto?

03) Indique 5 adjetivos que caracterizem o protagonista da história: 

04) Que outro título você daria a esse texto?

05) Classifique morfologicamente as palavras destacadas no textículo:

06) Tente responder, se puder: "Me responda você, que parece sabichão: / se lagarta vira borboleta, por que trem não vira avião"?!?



Texto 02: Metamorfose ambulante

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião 
Formada sobre tudo. 

Eu quero dizer 
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo. 

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou.

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor.

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator.

É chato chegar 
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.

Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

(Raul Seixas)

07)  Que mensagem a música acima lhe transmitiu?

08) Posicione-se sobre o refrão, explicando e usando, no mínimo, três argumentos:

09) O que os dois textos têm em comum? Como eles dialogam? Explique:

10) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo acerca da ideia contida na passagem a seguir:

11) Com qual texto você se identificou mais? Por quê? 

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto 02: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Atividade sobre a crônica "Filhos de estimação", de Lourenço Diaféria


Texto 01: Filhos de estimação

Li em algum lugar que uma entidade protetora dos animais está oferecendo cães e gatos abandonados a pessoas de bom coração que queiram adotá-los. Os animais passaram por veterinário, estão ótimos de saúde, não oferecem perigo. Por que foram atirados à rua? Quem sabe porque as pessoas enjoam dos bichos quando eles crescem. Ou porque bicho dá trabalho. Não sei, porém, se vocês repararam que os cachorros e gatos vagabundos estão diminuindo nas ruas. Era comum antes topar com dezenas de vira-latas perambulando pelas calçadas, cheiriscando muros e latas de lixo. Agora pouca gente usa lata para guardar lixo. O próprio lixo emagreceu, não tem mais a atração da fartura de desperdício de tempos atrás. Inflação, custo de vida, essas coisas. A captura municipal se aprimorou. A campanha de prevenção da raiva alertou os donos dos bichos. E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraídos

Para substituir esses animaizinhos desvalidos surgem novos bandidos de crianças desgarradas em São Paulo. Se antes uma criança pedindo esmola chamava nossa atenção, hoje nós a olhamos com naturalidade e indiferença. Dar ou recusar uma nota, uma moeda, tornou-se um gesto maquinal. 

Suponho que o destino desses guris está selado: eles acabarão na cadeia. Ou nos encostarão contra a parede a qualquer momento, o revólver em nosso peito. 

É possível que amanhã, com outro Governo, o Brasil não seja um grande exportador de armas, mas passe a ser conhecido no mundo como uma país de brio que deu às crianças esquálidas e tristes não direi diploma de doutor, isso seria um enorme milagre inútil. Mas uma oportunidade de trabalho, ao menos isso, com um pagamento que lhes permita, depois de aprender uma profissão prática, ganhar a vida com o coração limpo e honestidade. Podemos sonhar acordados. 

(Lourenço Diaféria)

01) O texto acima é um fragmento de uma crônica em que o autor aponta um grave problema social de São Paulo e do Brasil. Indique, em cada parágrafo, um tópico que resuma a ideia central de cada um deles: 

02) Escreva como se relacionam logicamente os quatro parágrafos em relação à mensagem que se quer transmitir:

03) Considere as afirmações e assinale a alternativa correta: 

I - A ironia é utilizada pelo cronista para sugerir que ele e muitas pessoas não estão sensibilizados com a gravidade dos fatos.
II - O fim a que se destina o texto é de envolver o leitor e convencê-lo de algumas ideias fundamentais. 
III - A palavra "filhos" se refere a elementos humanos e está empregada com referência às crianças desgarradas. 

(A) Apenas I e II estão corretas.
(B) Apenas II e III estão corretas.
(C) Apenas I e III estão corretas.
(D) Todas as alternativas estão corretas.

04) A expressão "Li em algum lugar", destacado no texto, indica vaguidão ou certeza? Qual foi o objetivo de se utilizar a mesma?  

05) Responda, com pelo menos três argumentos, à pergunta em negrito no texto: 

06) Explique a carga semântica presente neste trecho, destacado no texto, especialmente na palavra aqui sublinhada: "O próprio lixo emagreceu": 

07) Justifique o plural presente na palavra em destaque na frase seguinte: "E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraídos":

Texto 02: Gente também é bicho: preserve a criança brasileira

Despreocupação social ou falta de sorte? Mal nasceu e já vive em condições tão miseráveis. Condições estas, que nenhum ser, por mais inferior que possa ser, mereça viver. Esse é o retrato da criança brasileira no mundo atual. Morando nas ruas, alimentação precária, sem estudo e na maioria, sendo explorada pelos pais para arranjar uns míseros trocados. 

Mas o que fazer para ajudar essas crianças? Afinal, elas são o futuro de toda uma geração. Sem elas, estaremos próximos, muito próximos, de um processo triste e pecaminoso de extinção.

Tempo e dinheiro são duas coisas hiper-importantes e muito preciosas. Então, para que gastá-los com campanhas beneficentes relativas à questão ambiental, quando nosso futuro está jogando nas ruas, na sarjeta, precisando tanto de nossa ajuda, preocupação e atenção para com eles. 

Falta preocupação não só do governo, mas também de toda a população. Não é uma questão de "cada macaco no seu galho". Isto é questão social. Que deve preocupar a toda uma população. 

Enfim, temos que abraçar nosso futuro. E este, está presente em cada rostinho alegre e descontraído das nossas crianças. Vamos fundar uma ONG, não de preservação ambiental, e sim, de apoio sócio-cultural a nossos filhotes. Caso contrário, o futuro será repleto de flores, tartarugas marinhas e ursos panda, mas, e a RAÇA HUMANA? 

(Redação de uma aluna) 


08) Justifique o título do texto acima, relacionando-o ao seu conteúdo:

09) Que crítica ele faz? A quem, em especial? Explique: 

10) Fazendo uma reflexão sobre os dois textos lidos, é correto afirmar que o problema social apontado por eles é o mesmo? Justifique sua resposta:

11) Explique a expressão destacada no texto 02, relacionando-a ao assunto discutido em ambos os textos: 

12) Segundo o texto 01, um "diploma de doutor, isso seria um enorme milagre inútil". Explique e justifique essa afirmação com base nos dois textos: 

13) Que nota você daria ao texto 02, que é uma redação? Por quê? 

14) Interprete a charge abaixo e relacione a mesma aos dois textos lidos: 


15) Elabore um texto dissertativo-argumentativo, nos moldes do ENEM, sobre o tema "Menor abandonado: um problema de todos nós";

Atividade sobre a música "Quando o sol bater na janela do teu quarto", de Legião


Quando o sol bater na janela do teu quarto 

Quando o sol bater na janela do teu quarto
Lembra e vê que o caminho é um só 
Por que esperar
Se podemos começar tudo de novo, agora mesmo?
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce para todos 
Só não sabe quem não quer 

Quando o sol bater na janela do teu quarto 
Lembra e vê que o caminho é um só
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem? 
Tudo é dor e toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor

Quando o sol bater na janela do teu quarto...

(Legião Urbana)

01) Justifique o título da música: 

02) Responda à pergunta que se encontra em negrito na canção: 

03) Em "A humanidade é desumana" existe um paradoxo, uma antítese ou apenas uma contradição? Justifique sua resposta:

04) Você acha que, de fato, "O sol nasce para todos"? Comente:

05) Que caminho você acha que é um só? Explique seu raciocinio:

06) De que coragem o eu lírico fala e que nos fora roubada? Você concorda com ele? 

07) Explique os dois últimos versos da canção: 

08) Que mensagem a música transmite? 

Atividade sobre o texto "O homem e a galinha", da Ruth Rocha

O homem e a galinha

Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras. Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
-- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
-- Vamos ficar ricos
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos tomar sorvete! 
-- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro! 
O marido não quis conversa:
-- Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo
Aí a mulher disse:
-- E se ela não botar mais ovos de ouro?
-- Bota sim -- o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho. 
-- E se ela não botar mais ovos de ouro?
-- Bota sim -- o marido respondeu. 
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
-- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal
-- E se ela não botar mais ovos de ouro? -- a mulher perguntou.
-- Bota sim -- o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Um dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais. 
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló. 

(Ruth Rocha)

01) Justifique o título dado ao texto, sugerindo um outro:

02) O que faz a galinha ser diferente das demais?

03) Podemos afirmar que o texto é uma fábula? Por quê?

04) Quem a galinha poderia estar simbolizando? Explique seu raciocínio:

05) Circule no texto um vocativo:

06) O que indica a presença constante do travessão no texto?

07) Que elementos presentes no texto demonstram que a galinha passou a receber um bom tratamento após botar o primeiro ovo de ouro? 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Classifique morfologicamente as palavras sublinhadas no texto:

10) Copie do texto uma oração absoluta, explicando seu raciocínio:

domingo, 23 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "Posto, logo existo", de Martha Medeiros


Posto, logo existo


Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
"Penso, logo existo". Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.
Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar, portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.

(Martha Medeiros)

01) Justifique o título empregado no texto:

02) Copie do texto uma frase que dialoga com o título, numa relação de intertextualidade: 

03) Por que existem palavras em itálico no texto? 

04) Que fato desencadeou essa crônica? 

05) Transcreva do texto exemplos de oralidade:

06) O que significa "Antropofagia virtual"? 

07) O que seria "existir" e o que seria "viver", segundo a autora? São sinônimos? 

08) Quais as maneiras possíveis de tentar desacelerar o vício nas redes sociais? 

09) Qual o ponto de vista da autora com relação ao tema exposto? Você concorda com ela? 

10) A autora, porém, revela um bom motivo para se usar as redes sociais? Qual é ele? 

11) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito no texto, argumentando sobre seu ponto de vista:

12) Por que a autora repetiu a expressão "Lá fora", quase no final do texto? Qual a intenção?

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 


14) De que maneira a imagem acima dialoga com o texto da Martha? Explique:

15) Em que reside o humor nessa montagem? 


16) Que crítica social a tirinha acima faz? Comente: 

17) Que relação de intertextualidade ela tem com a crônica lida? 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "Nunca descuidando do dever", da Marina Colasanti


Nunca descuidando do dever

Jamais permitiria que seu marido fosse para o trabalho com a roupa mal passada, não dissessem os colegas que era esposa descuidada. Debruçada sobre a tábua com olho vigilante, dava caça às dobras, desfazia pregas, aplainando punhos e peitos, afiando o vinco das calças. E a poder de ferro e goma, envolta em vapores, alcançava o ponto máximo da sua arte ao arrancar dos colarinhos liso brilho de celulóide
Impecável, transitava o marido pelo tempo. Que, embora respeitando ternos e camisas, começou sub-repticiamente a marcar seu avanço na pele do rosto. Um dia notou a mulher um leve afrouxar-se das pálpebras. Semanas depois percebeu que, no sorriso, franziam-se fundos os cantos dos olhos. 
Mas foi só muitos meses mais tarde que a presença de duas fortes pregas descendo dos lados do nariz até a boca tornou-se inegável. Sem nada dizer, ela esperou a noite. Tendo finalmente certeza de que o homem dormia o mais pesado dos sonos, pegou um paninho úmido e, silenciosa, ligou o ferro.

(Marina Colasanti)

01) Copie uma passagem do texto que revela que a mulher não fazia algo por ela e sim pelos outros:

02) Justifique o título do texto, aproveitando para criar um outro: 

03) Baseando-se no texto, apresente 05 características para a mulher e mais 05 para o marido:

04) Assinale o substantivo que melhor define a esposa:

(A) gratidão;
(B) respeito;
(C) insegurança;
(D) vaidade;
(E) obstinação;

05) Comprove a sua resposta para a questão anterior com uma ou mais passagens do texto:

06) Podemos dizer que o texto é uma narração? Por quê?

07) Onde começa a surgir o "nó" da história? Explique:

08) Qual o objetivo da autora ao não nos fornecer o desfecho do texto? Ela o alcançou?

09) Podemos afirmar que há, no texto, o chamado "humor negro"? Justifique sua resposta:

10) Que lição o texto transmite? Comente:

11) Faça a análise morfológica das palavras destacadas no texto:

12) Componha dois pequenos finais para o texto, sendo um com o desfecho cômico, e outro com desfecho trágico:

13) Divirta-se com a história em questão, só que transformada em HQ:

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Atividade sobre o texto "Ser ou não ser de ninguém?", de Mônica Montone

Ser ou não ser de ninguém? 

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam da solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. 
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação"? Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo -- beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. 
Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus "namorix", mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não está namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? 
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. 
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e, se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo) vendem na maioria das vezes a ideia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. 
Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. 
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.  É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. 
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão. 

(Mônica Montone)

01) Justifique o título dado ao texto:

02) O texto faz menção direta e indireta a uma letra de música. Qual seria ela? Você conhece?

03) Você acha que a autora é favorável ou contrária às ideias da música em questão? Justifique com dois trechos do texto:

04) Quais os recursos usados pela autora para dar veracidade ao seu texto?

05) Justifique as aspas utilizadas no artigo de opinião:

06) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

07) Há alguma incoerência na passagem destacada no texto? Explique seu ponto de vista:

08) O que seria o "namorix"? Você já tinha escutado falar nesse termo?

09) Você acha que "namoro é sinônimo de cobrança"? Justifique sua resposta:

10) Localize no texto um desvio gramatical, explicando-o e adequando às normas gramaticais:

11) Você concorda que "relação é sinônimo de desilusão"? Comente:

12) Explique a expressão que se encontra em negrito no texto:

13) Que mensagem o texto transmite?

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Atividade sobre o curta "Minha vida de João" (23 minutos)


Sinopse: O curta é um desenho animado, sem palavras, que conta a história de um garoto chamado João e os desafios que ele enfrenta durante seu processo de crescimento, para tornar-se um homem em nossa sociedade: o machismo, a violência familiar, a homofobia, as dúvidas com relação à sexualidade, o primeiro emprego, a primeira relação sexual, gravidez da namorada, uma DST e a paternidade. (Duração: 23 minutos)

01) No curta, o que significa o lápis / borracha? Segundo ele, quem tem que cuidar das crianças, ainda que esteja fazendo outras tarefas: com o pai ou com a mãe? O que você pensa sobre isso? Comente:

02) Você viu algo de errado quando João imita a mãe? Justifique sua resposta, aproveitando para dizer como se deveria proceder nesses casos: 

03) Qual o problema enfrentado pela família de João? Isso é comum de acontecer? Que consequências isso pode trazer para a criança? Como resolver? 

04) Há algum mal em meninos brincarem com bonecas? Existem brincadeiras típicas de menino e de menina? Isso tem que ser uma regra? Comente:

05) O que se sugere ao retirar a boneca da mão do João e colocar um revólver? Posicione-se sobre isso, dizendo que leitura você faz disso: 

06) João reluta na hora de, como os outros meninos, jogar pedra no gato, mas acaba fazendo. Como você interpreta tal fato? Explique:

07) Depois da violência contra o gato, João se mostra arrependido? Como você percebeu isso? Comente: 

08) Como João queria ter um violão, o que ele resolve fazer? Isso foi fácil de acontecer? Por quê? 

09) No que João parecia ser diferente dos outros meninos da idade dele? Isso é bom ou ruim? Comente:

10) Com base no que foi apresentado no curta, cite 5 adjetivos que caracterizem João: 

11) Que problema aconteceu com o João e como isso aconteceu? É comum de ocorrer com as pessoas dessa idade? Justifique sua resposta:

12) Você acha que João fez bem em contar sobre o seu problema à Maria? E o que ela também aproveitou para contar a ele? Eles administraram bem tudo isso? Por quê? O que você faria no lugar de cada um deles? 

13) Que parte do filme você achou mais interessante? Por quê?

14) Que mensagem podemos extrair do curta? Comente:

15) Qual a finalidade desse curta? Ela teve êxito? Explique:

domingo, 16 de outubro de 2016

Atividade sobre o gênero CLASSIFICADOS

Classificados

Maria Joana Knijnick, solteira, procura pessoa do sexo oposto para fim de casamento. O interessado deve ser pessoa sensível, que goste de ouvir música, que seja alegre, que goste de passear domingo de manhã, que goste de pescar, que goste de passear na relva úmida da manhã, que seja carinhoso, que sussurre aos meus ouvidos que me ama, que tenha bom humor, mas que também saiba chorar. Que saiba escutar o canto dos pássaros, que não se importe de dormir ao relento numa noite de lua, que saiba caminhar nas estrelas, que goste de tomar banho de chuva, que sonhe acordado e que goste muito do azul do céu. Prefere-se pessoa que saiba escutar os segredos de um riacho e que não ligue aos marulhos do mar; que goste de bife com arroz e feijão, mas que prefira peru com maçã, dá-se preferência a pessoas de pés quentes, que gostem de andar de barco, que gostem de amar e que não puxem as cobertas de noite. Não se exige que seja rico, de boa aparência, que entenda Kafka ou saiba consertar eletrodomésticos, mas exige-se principalmente que goste de oferecer flores de vez em quando. Endereço: Rua da Esperança, 43. 

(Autor desconhecido)

01) Qual o objetivo dos classificados, de um modo geral?

02) Qual o objetivo específico deste? Comprove com uma passagem do próprio texto:

03) Como você acha que é a Maria Joana do texto? Descreva-a (com características físicas e psicológicas!):

04) Imagine que alguém resóndeu ao anúncio de Maria Joana. Escreva essa resposta: