quinta-feira, 31 de março de 2016

Atividade sobre a música "Pivete", de Chico Buarque de Holanda


Pivete

No sinal fechado
Ele vende chiclete
Capricha na flanela
E se chama Pelé
Pinta na janela 
Batalha algum trocado
Aponta um canivete
E até

Dobra a Carioca, olerê
Desce a frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Sobe o Borel

Meio se maloca
Agita numa boca
Descola uma mutuca
E um papel
Sonha aquela mina, olerê
Prancha, parafina, olará
Dorme gente fina
Acorda pinel

Zanza na sarjeta
Fatura uma besteira
E tem as pernas tortas
E se chama Mané
Arromba uma porta
Faz ligação direta
Engata a primeira
E até 

Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Na contramão
Dança pára-lama
Já era pára-choque
Agora ele se chama
Emersão
Sobe no Passeio, olerê
Pega No Recreio, olará
Não se liga em freio
Nem direção

No sinal fechado 
Ele transa chiclete
E se chama pivete
E pinta na janela
Capricha na flanela
Descola uma bereta
Batalha na sarjeta
E tem as pernas tortas...

(Chico Buarque de Holanda)

01) Justifique o título dado à canção acima:

02) Qual é o tema abordado no texto analisado?

03) O que significam os versos destacados no texto? Comente: 

04) Que mensagem a música transmite? 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Me-xi-da, graças a ela!


Não sei se as estatísticas estão corretas e isso pouco importa! O importante é que, numa época tão desértica, de tamanha descrença, ler algo desse tipo me contagiou e me animou. Maravilha! Às vezes precisamos de umas sacudidas dessas! E que sacudidas! 

Ter filho sempre foi, pelo menos pra mim, uma puta prova de amor; nos dias de hoje então... Uma MISSÃO, um ato tamanho de coragem e fé em Deus! Ninguém, em sã consciência, arriscaria colocar um filho no mundo se não acreditasse mais nele! 

Estamos rodeados por ratos corruptos, em todas as esferas, mas se olharmos bem há, ainda, muita gente solidária, do bem, graças a Deus! Há quem queira destruir, mas também há quem "arregace as mangas" e vai lá (re)construir, com a cara e a coragem (e quem precisa de mais do que isso?!?). 

Há quem goste de guerra e de conflito, e que a todo instante pensa em algum plano (in)falível para ferir ou matar o(s) outro(s), mas existem pessoas que ousam criar determinados objetos apenas esperando um sorriso puro de uma criança! 

Entre o MEDO e o AMOR, eu sempre vou optar pelo segundo, mesmo já levando taaaaaaaantas porradas por conta disso! Preço alto, altíssimo, tão alto quanto preservar a nossa dignidade, hoje em dia. Mas vale a pena, sim, pagar pra ver, acreditar! 

Pode até haver muro, um mais alto do que o outro, mas sempre haverá gente cordial e solidária que vai abrir uma porta ou uma janela ou, com mais sorte ainda, o coração para dizer ao outro: -- Você pode entrar! A casa é sua! E ainda convida para se sentar à mesa para saborear um bom papo, um café, um suco ou, quem sabe, um pastel de chocolate feito com tanto amor e capricho! (Huuuuuum! Deu fome!).

Bom, se eu me considero do bem e você que está lendo também... Putz! Já somos dois! Já somos três! Quatro... Cinco... Já fazemos a diferença neste mundo cão! E, se analisarmos bem, pra cada escândalo que a mídia nos apresenta, sem dó, apesar das tantas distorções (perigosas), existe alguém que nos enche de alegria compartilhando uma história, uma vitória, ou alguma mensagem de otimismo, como esta que conheci graças à amiga Lívia Pimenta (que não por acaso está grávida!). Obrigada, de coração! Finalizou um dia de tantas decepções... 

Desabafando um pouquinho sobre GREVE


Queria conseguir, mesmo forçando a barra, rir da charge acima, mas não consigo, (in)felizmente. E não consigo não por ser desprovida de humor e da capacidade de fazer piada, pois sou expert nisso, garanto, mas... O momento é duro e crucial. Massacrante. Com a desvalorização tamanha da nossa profissão já estamos até "acostumados", embora não devêssemos, mas vermos os nossos poucos direitos sendo descaradamente roubados é demais, deprimente e triste! Todo santo dia me pergunto: A que ponto chegamos?!? Será que a coisa consegue, ainda, piorar?!? Ou será que já chegamos ao fundo do poço?!?

Que a dureza do atual momento não me roube, porém, a esperança de dias melhores tampouco me torne covarde ou temerosa em excesso e nem que me impeça de sonhar com um tempo em que o ladrão desista de assaltar o professor não por ele ser um ferrado e digno de pena, mas por reconhecer a sua importância para a sociedade e fazer com que se saia dali refletindo se vale a pena continuar no mundo do crime em busca de dinheiro e sem nenhuma dignidade. Aliás, que eu possa sonhar com um mundo sem ladrões, inclusive na politica! Já somos duramente assaltados por essa corja que finge que nos governa! E são muitos, mais perversos do que qualquer ladrãozinho de rua, de porta de banco, de loja! Não nos poupam! 

Agora mesmo estou aqui aflita porque tenho colegas lá na frente da ALERJ enfrentando gás de pimenta, tropa de choque, uma forte repressão dos seguranças da casa, como se fossem o quê? Bandidos? Não, são GUERREIROS, que lutam por mim, por todos nós, contra esse sistema que nos escraviza e pisoteia, sem nenhuma culpa. Um professor foi agredido, mas já foi medicado e está bem. Bem? Bom, dentro do possível. Aposto que a dor física é, ainda, "fichinha", perto da dor moral que ele está sentindo! Garanto! 

Que eu fique aqui orando, enquanto me recupero de uma Dengue, Zika, Chicungunya ou qualquer coisa que seja. É tudo o que eu posso fazer, por ora. Nenhuma doença, por pior que seja, dói mais do que acompanhar esses relatos tão tristes. É duro ver policial descendo o cacete no trabalhador explorado e desrespeitado tanto quanto ele! Queria que ele se rebelasse e fosse para o lado certo, que é o dele também, se consciente fosse! Enfim...

Não queria terminar esta minha postagem transbordando tristeza, preocupação, descrença, desânimo, nada disso! Então recorro à tirinha do Armandinho (que eu adoro!), e que ela acenda em mim -- e em todos nós -- a chama da ESPERANÇA de que possamos todos acordar e perceber, de uma vez por todas, que JUNTOS SOMOS FORTES! Só falta a gente se unir... só isso...! Será que é tão difícil assim?!? Mesmo?!? 


(Professora Andreia Dequinha, GREVISTA sim, com muito orgulho!)

Atividade sobre a música "24 horas por dia", da Ludmila



24 horas por dia

Tu não tem nada pra fazer
E fica nessa agonia
Fala de mim, pensa em mim
24 horas por dia
Fala de mim, pensa em mim
24 horas por dia

Só sabe meu primeiro nome
E acha que me conhece
Olha, se põe no seu lugar
Vê se comigo não se mete

Faz carinha feia quando passa do meu lado
Ainda por cima baba olhando de cima a baixo
Novinho ficou maluco, até parou no tempo
Quando eu mandei o quadradinho
Mostrando o meu talento

Calça apertada, bunda empinada
Dez vezes melhor que a sua namorada
Para tudo, pego no copo com a unha decorada

Ô mandada safadinha
Eu descobri seu truque
Pra saber da minha vida
Não sai do meu Facebook.

(Ludmila)

01) Aponte o desvio gramatical presente no primeiro verso da música, explicando-o:

02) Quem seria o destinatário do recado presente na música? Que recado, resumidamente, seria esse?

03) Retire do texto dois numerais, classificando-os: 

04) Copie do texto um exemplo de vocativo, justificando seu raciocínio:

05) É possível conseguir descobrir muitas informações de possíveis desafetos fuxicando apenas o Facebook dessas pessoas? Justifique sua resposta:

06) Cite três argumentos positivos e três negativos sobre as redes sociais: 

07) Analise as palavras que se encontram no grau diminutivo: elas expressam carinho ou deboche? Comente:

08) Classifique, morfologicamente, as palavras destacadas no texto: 

09) Copie do texto alguns registros de oralidade e também gírias, explicando a importância (ou não) desses elementos para o contexto textual:

10) Agora escreva uma "resposta" para o recado dado pela letra de música: 

terça-feira, 29 de março de 2016

Atividade sobre a crônica "O Homão", da Martha Medeiros

O Homão

Alguns anos atrás, escrevi um texto chamado "O Mulherão" para o Dia Internacional da Mulher. Fez um razoável sucesso, tanto que até hoje esse texto é lido e publicado em diversos veículos de comunicação quando chega março. 
Pois cá estamos, novamente, na vizinhança desta data comemorativa, e desta vez minha homenagem vai para o homão, aquele que não tem dia algum no calendário para valorizar seus esforços. 
Homão é aquele que tem assistido a ascensão feminina nas empresas, na política, na arte, no esporte e tem achado tudo mais do que justo. Nunca li um artigo de um homem reclamando por as mulheres estarem dominando o mundo (não acredito que escrevi isso!). Ao contrário: os inteligentes (e todo homão é inteligente) estão tendo muito prazer em compartilhar seus gabinetes conosco e não choram pelos cantos caso tenham uma chefe mulher (homão chora, mas chora por amor, não por motivos toscos). 
Homão gosta de mulher. Parece óbvio, mas há muitos homens (não homões) que só gostam de mulher para cama, mesa e banho. O homão gosta de mulher para cama, mesa, banho, escritório, livraria, cinema, restaurante, sala de parto, beira de praia, estrada, museu, palco, estádio. E, às vezes, pode nem gostar delas pra cama, mesa e banho, e ainda assim continuar um homão. 
Homão é aquele que encara parque no final de semana, faz um jantar delicioso, dá conselho, pede conselho, trabalha até tarde da noite, compensa no outro dia buscando os filhos na escola, dirige o carro, em outras vezes é co-piloto, não acha ruim ela ganhar mais do que ele, não acha nada ruim quando ela propõe uma noitada das arábias, recebe amor, dá amor, é bom de confiabilidade e sabe direitinho o que significa fifty-fifty
Homão é aquele que compreende que TPM não é frescura e que reconhece que filhos geralmente sobrecarregam mais as mães do que os pais, então eles correm atrás do prejuízo, aliviando nossa carga com prazer. Homão acha um porre discutir a relação, mas discute. Homão não concorda com tudo o que a gente diz e faz, senão não seria um homão, e sim um panaca, mas escuta, argumenta e acrescenta ideias novas. Homão não fica dizendo que no tempo do pai dele é que era bom, o pai mandava e a mãe obedecia. Homão reconhece as vantagens de estar interagindo com seres do mesmo calibre e não depende de uma arma ou de um carro ultrapotente para provar que é um homão. O homão sabe que não há nada como ter uma grande mulher a seu lado. 
(Martha Medeiros)

01) Justifique o título dado à crônica:

02) O que o aumentativo representa?

03) Justifique as aspas utilizadas no primeiro parágrafo:

04) Você acha que a passagem destacada no começo do texto foi ou não irônica? Por quê?

05) Copie do texto dois pares de antítese, explicando:

06) Que palavra se encontra em itálico no texto? Por quê? O que ela significa?

07) Qual a diferença entre homão e panaca?

08) Que mensagem o texto transmite?

Atividade sobre o texto "Impeachment", do Marcelo Freixo

Impeachment
Faço uma apologia ao diálogo. O mundo não pode ser dividido em coxinhas e petralhas. Não ergamos muros. Muros são surdos e podem soterrar a democracia.
Não é possível que as pessoas contrárias ao impeachment ou que criticam as atitudes do juiz Sérgio Moro, apesar da gravidade de todas as denúncias contra o governo, sejam simploriamente acusadas de defenderem a corrupção.
O combate à corrupção é fundamental, mas não pode ferir regras básicas do Estado democrático de Direito. As investigações não podem ser empurradas pela lógica do “custe o que custar”, violando os limites legais.
Nossa democracia é uma conquista recente que custou muito caro. Enfrentamos o chumbo de oito anos de Estado Novo e 21 anos de ditadura civil-militar. Todos somos responsáveis pela preservação do Estado democrático de Direito.
Por mais importantes que sejam as investigações da Lava Jato e por maior que seja o clamor popular, as instituições não podem agir sob o calor dos acontecimentos e atropelar os ritos legais em nome do combate à corrupção. Não é pelo governo, é pela democracia.
Todas as manifestações são legítimas, sejam de esquerda ou direita, verdes, amarelas ou vermelhas. As ruas são o espaço da política e das nossas diferenças, mas as instituições não podem funcionar sob o ímpeto da mesma lógica.
É preocupante ver um juiz trocar a toga pela carapuça de herói nacional e extrapolar as exigências de seu cargo, publicando notas de caráter político, autorizando e divulgando escutas telefônicas juridicamente questionáveis e vazando informações de forma seletiva. O conteúdo dos diálogos é tão importante quanto o modo como eles foram obtidos.
A democracia não é construída com heróis, mas com instituições fortes e equilibradas que funcionem de forma soberana e transparente e que atuem dentro dos limites das garantias constitucionais.
A crença no salvacionismo judiciário é perigosa porque tolera arbitrariedades e reflete não apenas o completo esvaziamento da política, mas a sua total negação.
O messianismo pode ser sedutor aos espíritos cansados, mas não nos conduzirá ao paraíso. A resposta para a crise não é judicialização, mas a reafirmação da política enquanto espaço do diálogo, do convívio da diferença e da construção pública.
Precisamos criar formas de baratear campanhas eleitorais, acabar com o sequestro da soberania pela oligarquia político-econômica, fortalecer a transparência e garantir a participação das pessoas nas decisões de interesse comum.
Democracia não combina com salvadores da pátria. Como dizia o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, pobre do povo que precisa de heróis. O futuro cabe a nós mesmos.
(Marcelo Freixo)


01) A que gênero textual pode-se enquadrar o texto  acima? Por quê?

02) Reconheça as relações de sentido estabelecidas pelos conectivos destacados no texto:

03) Explique o que o autor quis dizer com "O conteúdo dos diálogos é tão importante quanto o modo como eles foram obtidos":

04) O autor termina seu texto com a frase "O futuro cabe a nós mesmos". Você concorda com isso? Escreva um parágrafo dissertativo-argumentativo sobre esse tema: 

05) Transcreva uma frase do texto que apresenta a mesma crítica contida na charge a seguir, explicando seu raciocínio:

06) O que você achou do título? Que outro título você daria ao texto?

07) Posicione-se sobre a afirmação "Muros são surdos e podem soterrar a democracia":

08) Você concorda que "É preocupante ver um juiz trocar a toga pela carapuça de herói nacional"? Justifique sua resposta: 

09) Que aparentes soluções o  autor do texto propõe para sairmos dessa crise? E quais seriam as suas soluções, especialmente para este momento? 

10) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema abordado:


(Questões elaboradas pelas professoras Andreia Dequinha e Rosa Maria)

domingo, 27 de março de 2016

Atividade sobre o texto "A lição do rato" (Autor Desconhecido)


A lição do rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: -- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!!
A galinha: -- Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco: -- Há ratoeira na casa, ratoeira!
-- Desculpe-me, Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca: -- Há ratoeira na casa!
-- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! 
Então o rato voltou para casa, abatido, para encarar a ratoeira. 
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.

O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 



Moral da história:  Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que ele não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de cada um... é de todos! 


(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) O que você faria ao ouvir a informação do rato? Por quê? 

03) O que a cobra pode estar simbolizando? 

04) Circule no texto os vocativos: 

05) Que mensagem o texto transmite? 

Atividades com charges sobre Páscoa


01) O que a charge acima denuncia?  O que você pensa a respeito disso? 

02) Qual o sentimento presente em cada uma das personagens nela presentes?  Especifique-os: 


03) Que crítica social a charge acima faz? Posicione-se com relação a esse assunto:

04) Podemos afirmar que há um paradoxo, um contraste nela? Por quê? 

 

05) Copie da charge acima um vocativo:

06) O que você achou da resposta dada pelo pai? Comente:

07) Essa resposta desagradou a alguém?A quem? 

08) O que você responderia ao menino no lugar do pai? 

09) Que crítica social é feita em tal charge? 


10) A que episódio bíblico a charge está fazendo menção? 

11) Que "modernização" está aparecendo nela? O que você pensa com relação a isso?

12) Que crítica social existe na charge? Comente: 


13) Em que reside o humor do texto acima? Comente: 

14) Trata-se, de fato, de um trabalho escolar? Por quê? 

15) Reescreva a música fazendo as alterações sugeridas: 

No mais, sei que todo dia é uma excelente oportunidade para refletirmos sobre um montão de coisas, mas hoje, domingo de Páscoa, penso que tem um quê a mais até, devido à importância desta data, e olha que não estou entrando, de forma alguma, no quesito "religião"! É algo pessoal mesmo, particular! Pelo menos pra mim o é! 

Fico bastante preocupada (e entristecida) com determinadas distorções, e é impressionante a quantidade de famílias em que vejo que o mais importante é o chocolate, é o Coelhinho da Páscoa, se esquecendo tão veloz de que o protagonista é Jesus, sua morte e seu renascimento. Duas charges mostram claramente essa inversão de valores! Outra comprova que há nesta data o peso da má distribuição de renda, em que algumas crianças comemoram com muito e muitas com pouco ou nada, o que é triste, visto que, para Deus, todos somos iguais, seres humanos amados, pelos quais Ele entregou o seu filho Jesus. Uma charge mostra, ainda, como seria, em tempos modernos e tecnológicos, registrada e compartilhada a ressurreição de Jesus! Ou alguém duvida, considerando a overdose de fatos banais que é postada diariamente?!?

Para não levarmos também tudo tãããão a sério, há uma pseudo-correção de um "trabalho de um aluno", com sugestões, em cima da tão famosa música cantada na Páscoa pelas crianças... kkkkkkkkkkkkkkkk

Boa Páscoa a todos!!! 


sexta-feira, 25 de março de 2016

Atividade sobre o texto "Carta a uma senhora", de Carlos Drummond de Andrade

Carta a uma senhora

A garotinha fez esta redação no ginásio:

"Mammy, hoje é Dia das Mães e eu desejo-lhe milhões de felicidades e tudo mais que a Sra. sabe. Sendo hoje o Dia das Mães, data sublime conforme a professora explicou o sacrifício de ser Mãe que a gente não está na idade de entender mas um dia estaremos, resolvi lhe oferecer um presente bem bacaninha e fui ver as vitrinas e li as revistas. Pensei em dar à Sra. o radiofono Hi-fi de som estereofônico e caixa acústica de 2 alto-falantes amplificador e transformador mas fiquei na dúvida se não era preferível uma TV legal de cinescópio multirreacionário som frontal, antena telescópica embutida, mas o nosso apartamento é um ovo de tico-tico, talvez a Sra. adorasse o transistor de 3 faixas de ondas e 4 pilhas de lanterna bem simplesinho, levava para a cozinha e se divertia enquanto faz comida. Mas a Sra. se queixa tanto de barulho e dor de cabeça, desisti desse projeto musical, é uma pena, enfim trata-se de um modesto sacrifício de sua filhinha em intenção da melhor Mãe do Brasil. 
Falei de cozinha, estive quase te escolhendo o grill automático de 6 utilidades porta de vidro refratário e completo controle visual, só não comprei-o porque diz que esses negócios eletrodomésticos dão prazer uma semana, chateação o resto do mês, depois encosta-se eles no armário da copa. Como a gente não tem armário da copa nem copa, me lembrei de dar um, serve de copa, despensa e bar, chapeado de aço tecnicamente subdesenvolvido. Tinha também um conjunto para cozinha de pintura porcelanizada fecho magnético ultra-silencioso puxador de alumínio anodizado, um amoreco. Fiquei na dúvida e depois tem o refrigerador de 17 pés cúbicos integralmente utilizáveis, congelador cabendo um leitão ou peru inteiro, esse eu vi que não cabe lá em casa, sai dessa! 
Me virei para a máquina de lavar  roupa sistema de tambor rotativo mas a Sra. podia ficar ofendida deu querer acabar com a sua roupa lavada no tanque, alvinha que nem pomba branca, Mammy esfrega e bate com tanto capricho enquanto eu estou no cinema ou tomo sorvete com a turma. Quase entrei na loja para comprar o aparelho de ar condicionado de 3 capacidades, nosso apartamentinho de fundo embaixo do terraço é um forno, mas a Sra. vive espirrando, o melhor é não inventar moda. 
Mammy, o braço dói de escrever e tinha um liquidificador de 3 velocidades, sempre quis que a Sra. não tomasse trabalho de espremer laranja, a máquina de tricô faz 500 pontos, a Sra. sozinha faz muito mais. Um secador de cabelo para Mammy! gritei, com capacete plástico mas passei adiante, a Sra. não é desses luxos, e a poltrona anatômica me tentou, é um estouro, mas eu sabia que a minha Mãezinha nunca tem tempo de sentar. Mais o quê? Ah sim, o colar de pérolas acetinadas, caixa de plástico perolado, par de meias, etc. Acabei achando tudo meio chato, tanta coisa para uma garotinha só comprar e uma pessoa só usar, mesmo sendo a Mãe mais bonita e merecedora do Universo. E depois, Mammy, eu não tinha nem 20 cruzeiros, eu pensava que na véspera deste Dia a gente recebesse não sei como uma carteira cheia de notas amarelas, não recebi nada e te ofereço este beijo bem beijado e carinhosão de tua filhinha Isabel."

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Você achou o texto meio confuso e com alguns desvios gramaticais? Justifique:

03) Qual foi a intenção do autor ao criá-lo dessa maneira?

04) Por que algumas passagens trazem algumas informações desnecessárias?

05) Passe todo o texto a limpo, adequando-o à norma formal da Língua:

quinta-feira, 24 de março de 2016

Atividade sobre o texto "Outro presente para a senhora", de Carlos Drummond de Andrade

Outro presente para a senhora

-- Mãe, taqui seus chocolates! 
-- Que chocolates, meu anjo?
-- A senhora não sabe que, no Dia das Mães, dê chocolate para ela? Comprei um pacotão divino-maravilhoso-fora-de-série pra senhora. Tem bombons, tabletes, figurinhas, pastilhas, drágeas... Um negócio, mãe! (...)
-- Alfredinho, o médico me proibiu de comer chocolate.
-- E daí? Esquece o médico. Não é Dia dos Médicos, é Dia das Mães, dia da senhora. Quando é que as mulheres vão se emancipar da tutela dos homens?
-- E você não é homem, criatura? Você quer que eu seja independente comendo chocolate que você faz questão de me dar?
-- Fico triste com a senhora. 
-- Fique não, querido. Vamos fazer uma coisa. Dê esse pacote tão lindo pra sua namorada. 
-- A Georgiana? A Georgiana não é casada nem mãe solteira, como é que eu vou dar presente a ela no Dia das Mães? Pega mal. 
-- Toda namorada merece ganhar presentes em qualquer dia do ano. 
-- Não posso dar chocolate a Georgiana.
-- Não pode por quê?
-- Engorda.
-- Ah, muito bonito. Então a Georgiana não pode engordar, e eu, que sou mãe do namorado dela, posso, né? 
-- Não é nada disso, mãe. Também não quero que a senhora engorde, mas se engordar, problema do papai. 
-- O problema é meu, antes de mais ninguém, ouviu? Ou você não acha mais que a mulher deve resolver por si mesma o que lhe convém ou não convém? 
-- Mas chocolate, uma coisa à-toa... Que importância tem isso? (...)
-- É uma tentação, mas eu resisto.
-- Eu ajudo a destruir o que tá aí dentro, mãe. (...)
-- Nãããão. Leve pra Georgiana, já disse. 
-- Já vi tudo. A senhora quer ter uma nora de barrigona, estufada de tanto comer chocolate, só pra ter o gosto de mostrar que a sogra dela é mais leve que manequim! 
-- Bandido, some da minha frente com essa porcaria, que eu não sou mais sua mãe! 

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Justifique o título utilizado no texto, aproveitando para dar um outro:

02) Circule no texto todos os vocativos empregados:

03) Copie da crônica marcas de oralidade dizendo qual a importância dela para o texto:

04) Podemos afirmar que o texto é todo feito em cima de um diálogo?

05) Qual o tema da crônica? O que você pensa a respeito disso?

06) Por que a mãe recusa o presente? O que você achou disso?

07) O que você achou dos argumentos usados pelo filho para tentar convencê-la? Ele conseguiu?

08) Como você reagiria diante de uma recusa a um presente? Explique:

09) Copie do texto uma passagem meio machista, explicando seu raciocínio:

10) Que mensagem o texto transmitiu? Comente:

quarta-feira, 23 de março de 2016

Atividade sobre o poema "Pássaro livre", de Sidônio Muralha

Pássaro livre

Gaiola aberta.
Aberta a janela.
O pássaro desperta.
A vida é bela. 

A vida é bela.
A vida é boa. 

Voa, pássaro, voa. 

(Sidônio Muralha)

01) Justifique o título dado ao poema acima:

02) Por que a vida é bela e boa?

03) Explique o efeito causado pela repetição de dois vocábulos:

04) Que mensagem o poema transmite? Comente:

05) Circule no texto um vocativo:

06) Que conselho é dado ao pássaro? Por quem?

07) Ilustre o poema:

Atividade sobre o texto "Presente para a senhora", de Carlos Drummond de Andrade

Presente para a senhora

Percorro as listas de presentes possíveis para o Dia das Mães, e sinto dificuldade do problema. Tanta coisa! Até parece que a mamãe, coitada, não tem objeto algum em casa, desprovida de geladeira, armários, lenços, liquidificador, porta-notas, tigelas de cerâmica, fogão, secador de cabelo, batas... 
Não, mamãe tem geladeira sim, claro que tem. Não é desse eletrodoméstico fundamental que saem os refrigerantes, os cremes, as coisas gostosas que ela reservou para o paladar do filhinho? O filhinho hoje é executivo, mas sempre que vai visitar mamãe, sabe que ela guardou para ele um sorvete especial na caverna do congelador. É, mas a geladeira deve ter envelhecido mais depressa que mamãe. Não tem esses babados modelo 75, sugerido para presente a mães classe A. 
-- Filhinho, que exagero! 
-- Que nada, mãe, a senhora merece muito mais.
-- Você devia ter deixado seu pai fazer esta despesa. 
-- Papai lhe deu um carro novo, não deu? Vi na calçada. 
-- Não. O carro eu ganhei do seu irmão Tavinho, que esteve aqui agora mesmo para entregar as chaves.
-- E papai, nada?
-- Bom, seu pai me deu... O que foi mesmo que seu pai me deu? Ando com a cabeça tão distraída. Ah, sim, uma lancha de passeio. 
-- Se ele deu a lancha, não ia dar a geladeira. 
-- Ora, você sabe que seu pai vai casar com aquela loura de São Paulo, e tem procurado ser gentil comigo de todas as maneiras, enquanto não chega o divórcio?!
O filhinho sai de queixo triste. Dera o presente mais insignificante. Ano que vem terá mais cuidado, consultará mais atentamente o rol de regalos. Dia das Mães provoca frustrações assim. 
Se pensam que nas classes B e C a coisa é fácil, enganam-se. Pior. Mamãe ganhou tantos pares de meia que dava para abrir uma casa Olga. Precisava ter recebido um ou dois pares de sapatos para usar aquele monte, mas filho não sabe o número  do pé da mamãe. A nora, chamada a opinar, vai dizendo, de cabeça leve: 40. Ou 35. A mãe calça 37. Vai trocar na loja, a loja tem 37 daquele modelo? Pois sim. O excesso converte-se em carência. Poucas mães conseguem receber dos filhos o presente exato. A coleção de talcos que mamãe guardou no armário do banheiro, no armário do quarto e na mala, para dar de presente às amigas que fazem anos, tem origem no segundo domindo de maio. Mas o talco de sua predileção, esse ela tem de comprar na drogaria distante. 
-- Posso escolher meu presente do Dia das Mães, fofinho?
-- Não, mãe. Perde a graça. Este ano a senhora vai ver. Compro um barato.
-- Barato? Admito que você compre uma lembrancinha barata, mas não diga isso a  sua mãe. É fazer pouco de mim. 
-- Ih, mãe, a senhora está por fora mil anos. Não sabe que barato é o melhor que tem, é um barato! 
-- Deixe eu escolher, deixe...
-- Mãe é ruim de escolha. Olha aquele blazer furado que a senhora me deu no Natal! 
-- Seu porcaria, tem coragem de dizer que sua mãe lhe deu um blazer furado?
-- Viu? Não sabe nem o que é furado? Aquela cora já era, mãe, já era! 
Pelo visto, todos damos presentes errados: os filhos às mães, as mães aos filhos. Maridos, namorados, idem. Sábia foi Dona Lucrécia, que chamou os cinco filhos e comunicou-lhes:
-- Não precisam tomar trabalho comigo. Nem fazer despesa. Fico muito grata a vocês pela intenção. Basta cada um me trazer um pacotinho de paz, ouviram?
-- Onde a gente arranja isso, mãe?
-- Sei lá. O melhor é não procurar muito. Tragam pacotinhos vazios. A paz deve estar lá dentro. 

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Justifique o título dado ao texto, sugerindo um outro:

02) Que dificuldade a personagem do início da crônica estava enfrentando? Por quê? 

03) Os dois motivos que levaram a personagem a escolher a geladeira para presentear a mãe são justificáveis? Justifique sua resposta: 

04) O que o filho que deu a geladeira à mãe considera mais importante: o ato afetivo de presentear ou o valor material do presente? Justifique: 

05) Explique a passagem que se encontra em negrito no texto, posicionando-se sobre ela: 

06) Por que, segundo o cronista, Dona Lucrécia foi sábia? Você concorda com ele? 

07) Copie do texto uma antítese, explicando: 

08) Circule na crônica dois vocativos, justificando sua resposta: 

09) Copie do texto uma espécie de hipérbole, explicando seu raciocínio: 

10) Explique os dois sentidos dados à palavra "barato": 

11) Qual o significado para o filho ao recorrer à expressão "blazer furado"? E como a mãe entendeu?  Que palavra poderia ter usado no lugar para que a mãe logo entendesse? 

12) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

Atividade sobre o curta "1,99 - Um supermercado que vende palavras" (72 minutos)



Dia desses assisti a esse filme e achei bem interessante! Claro que não a qualquer olhos, visto que ele permite a pessoa "viajar" em suas tantas reflexões, mas... como eu adoro...!!! Espero que você(s) também possam curtir!!! Aqui estão algumas questões simples que elaborei baseadas nele!!! 

01) O que, basicamente, o filme denuncia? Justifique sua resposta:

02) Por que todos de repente param para olhar a menina de patins? Qual a função dela? Em que será que ela se baseia para fazer as suas escolhas?

03) Explique por que podemos afirmar que existe uma espécie de “apartheid” da sociedade de consumo:

04) Como se pode interpretar o fato de consumirem a palavra “único” e logo em seguida alguém repô-la  na prateleira?

05) O que as pessoas jogando pingue-pongue com o espelho revela? Você acredita quer a humanidade está mesmo caminhando para isso?

06) Qual a parte do filme que mais chamou a sua atenção? Por quê?

07) Por que algumas caixas estão sem nome?

08) Segundo o diretor do filme, a injustiça social não é o único viés possível para se compreender o ser humano, ao contrário, atrapalha a compreensão das relações da sociedade, cada vez mais complicada. Para ele, nossa fragilidade está no fetiche: “somos fetichistas e muito susceptíveis à própria propaganda e aos seus slogans”. Nesse supermercado não há cor, não há marcas, só frases com o apelo usado para que comprem seus produtos, ou seja, vendem-se palavras, vendem-se slogans e, em última análise, vendem-se fetiches. Posicione-se sobre essa afirmação, justificando sua resposta:

09) Se tal supermercado realmente existisse, que  palavras você gostaria de comprar? Justifique sua resposta:

10) O que você achou do filme? Que mensagem pôde extrair dele? Que sensação ele despertou em você?

Atividade sobre a música "O que é, o que é?", de Gonzaguinha


O que é, o que é? 

E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão? 
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é, meu irmão? 

Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer 
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser

Sempre desejada 
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita, e é bonita

Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida deveria ser bem melhor e será
Mas isto não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita! 

(Gonzaguinha)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Copie da canção um exemplo de vocativo:

03) Explique a importância do jogo de antíteses na argumentação do eu lírico:

04) O que é a vida para o eu lírico? E para você? Comente:

05) Copie do texto uma passagem que transmita fé, otimismo:

06) Você concorda que "Somos nós que fazemos a vida / Como der, ou puder, ou quiser"? Comente:

07) Explique a repetição presente no verso em destaque no texto:

08) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre a música "Cara de índio", de Djavan


Cara de índio

Índio cara pálida, 
Cara de índio 
Índio cara pálida,
 Cara de índio 
Sua ação é válida,
Meu caro índio
 Sua ação é válida,
 Valida o índio 
Nessa terra tudo dá
 Terra de índio 
Nessa terra tudo dá 
Não para o índio 
Quando alguém puder plantar, 
Quem sabe índio
 Quando alguém puder plantar 
Não é índio 
Índio quer se nomear
 Nome de índio 
Índio quer se nomear, 
Duvido índio
 Isso pode demorar, 
Coisa de índio
 Índio, sua pipoca, 
Tá pouca, índio
 Índio quer pipoca 
Te toca, índio
 Se o índio se tocar,
 Touca de índio
 Se o índio toca,
 Não chove índio 
Se quer abrir a boca 
Pra sorrir índio 
Se quer abrir a boca, 
Na toca índio
 A minha também tá pouca, 
Cota de índio 
Apesar da minha roupa, 
Também sou índio. 

(Djavan)


01) Justifique o título dado à canção: 

02) Que ação do índio pode ser considerada válida? 

03) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

04) Interprete os versos destacados na música: 

05) Transcreva da canção uma passagem que contém uma crítica, explicando: 

06) Copie da música um trecho que indica uma espécie de identificação, justificando sua resposta: 

07) Que mensagem a música transmite? Comente: 

Atividade sobre o texto "O cachorro canibal", de José J. Veiga

O cachorro canibal

Percebia-se que era um cachorro por causa do rabo metido rente entre as pernas, quase colado na barriga, e também um pouco por causa dos olhos, de uma tristeza tão funda que só podiam ser olhos de cachorro escorraçado. As patas não se firmavam no chão como as de qualquer cachorro razoavelmente seguro de si; pisavam a medo, apalpando, experimentando. (Depois se soube que ele tinha perdido os cascos pelos caminhos, ficando as plantas em carne viva). De onde estaria vindo, ninguém se interessou em saber; ele apenas parou ali, lamentável e infeliz, muito cansado para continuar andando. Apareceu de manhã, e quem o viu deitado numa nesga da grama debaixo do jasmineiro pensou em um cão errante, igual a tantos que cruzam o mundo em todas as direções, parando e farejando, mas sempre em marcha, como se incumbidos de alguma missão urgente, cujo endereço e propósito só eles sabem; nem valia a pena providenciar comida, provavelmente ele não estaria mais lá quando a comida chegasse. 
(José J. Veiga) 

01) Justifique o título dado ao texto acima: 

02) Explique a importância dos parênteses para o contexto: 

03) Circule no texto todos os adjetivos presentes: 

04) Como você acha que é o cachorro? Desenhe-o: 

05) Crie um final para o texto:

06) Localize no texto:

a) um advérbio de negação:
b) um advérbio de lugar:
c) um advérbio de tempo:
d) um substantivo derivado:
e) um advérbio de intensidade:
f) três verbos no gerúndio: 

terça-feira, 22 de março de 2016

Atividade sobre o poema "Poética", de Manuel Bandeira

Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem-comportado
Do lirismo funcionário-público com livro de ponto expediente protocolo e
manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo
de um vocábulo.

Abaixo os puristas.
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político 
Raquítico
Sifilítico 
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja dora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem
modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Skakespeare

-- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. 

(Manuel Bandeira)

01) Justifique o título dado ao poema acima: 

02) Considerando a poesia que você conhece, o que seriam temas líricos? O que seria então assuntos "não-poéticos"?

03) Copie do texto um exemplo de anáfora, explicando seu raciocínio:

04) Explique com suas palavras como seria o lirismo negado pelo eu lírico: 

05) Ao negar os puristas, o poeta destaca o tipo de linguagem que deseja para sua poesia (segunda estrofe). Que linguagem seria essa? 

06) Por que existe uma palavra em itálico no texto? O que ela quer dizer? 

07) Por que o poema em questão é considerado metalinguístico? 

08) Que caraterísticas da primeira fase modernista o poema apresenta? Cite-as, explicando bem: 

09) Na penúltima estrofe, o poeta diz desejar o lirismo de bêbados, loucos e clowns. O que você vê em comum entre esses três grupos? 

10) Que verso do poema resume o desejo do poeta diante da poesia? 

11) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Atividade sobre o curta "O primeiro voo" (07 minutos)


Sinopse: O vídeo conta a história de um passarinho que queria aprender a voar e que, no caminho, acaba também (re)ensinando um homem a sorrir, mostrando que tudo na vida é TROCA! Só precisamos perceber isso! (Duração: 07 minutos). 

01) Justifique o título dado ao curta:

02) Caracterize o homem utilizando 04 (quatro) adjetivos:

03) Ao perder o ônibus, como o homem lida com a espera pelo próximo? O que quebra essa expectativa e como ele reage a isso?

04) Há certas barreiras impostas pelo homem para que o passarinho não se aproxime dele. Quais? Como ele faz isso? É algo comum ou raro as pessoas, hoje em dia, se protegerem das outras? Opine:

05) Podemos afirmar que o passarinho conseguiu desarmar o homem, vencer essas barreiras? Explique:

06) O que o aviãozinho de papel feito pelo homem pode, metaforicamente, representar, considerando o contexto do curta? E a queda dele? E o carro ainda passar por cima dele? Como você pode interpretar tudo isso? 

07) De que maneira a frase "A razão deste mundo estava num outro mundo inexplicável", do escritor moçambicano Mia Couto, dialoga com o curta? Explique: 

08) Qual parte do curta lhe chamou mais a atenção? Por quê?

09) O final do curta sugere alguma mudança na vida do homem? Comente:

10) Que mensagem o curta transmite?

11) Apesar de o curta abordar vários temas, qual você apontaria como sendo o principal? Justifique seu raciocínio: 

Atividade sobre a música "Há tempos", do Legião Urbana


Há tempos

Parece cocaína, mas é só tristeza
Talvez em tua cidade muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são agora
Da virtude que perdemos.

Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...

Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados a não termos mais nem isso
Os sonhos vêm e os sonhos vão,
o resto é imperfeito.

Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria não só a sua casa, 
mas a vizinhança inteira.

E há tempos nem os santos 
têm ao certo a medida da maldade
E há tempos são os jovens que adoecem
E há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços a quem procura 
abrigo e proteção.

Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
-- Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa

(Legião Urbana)

01) Justifique o título da música: 

02) Transcreva do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

03) Você concorda que muitos temores nascem do cansaço e da solidão? Justifique sua resposta:

04) Explique o sentido da palavra "Cocaína" no trecho inicial do texto:

05) A que "virtude perdida" se faz referência no texto?

06) Por que, segundo o texto, já estamos acostumados à tristeza?

07) Você concorda que "o resto é imperfeito" e só os sonhos são importantes? Justifique sua resposta:

08) Posicione-se sobre o verso "E há ferrugem nos sorrisos", explicando seu ponto de vista:

09) Que passagem do texto mais expressa descrença com relação à vida? 

10) Que maldade mais aflige você no mundo? Comente:

11) Você concorda que "ter bondade é ter coragem"? Por quê? 

12) Explique o último verso da canção: 

13) Que mensagem se pode extrair da música? Comente:

14) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada na canção: 

domingo, 20 de março de 2016

Atividade com a música "Cantinho escondido", de Marisa Monte



Cantinho Escondido

Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que frequente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro...

(Marisa Monte)

01) No verso “Um lugar para o coração pousar” há a presença da figura de linguagem chamada:

(   ) hipérbole;
(   ) prosopopeia;
(   ) ironia;
(   ) eufemismo;

02) O título da canção remete a um cantinho escondido. Que lugar seria esse?

03) “Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido”. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta:

04) Copie todas as rimas da canção e diga se são ricas ou pobres:

05) Considerando toda a 2ª estrofe, o sujeito do versoUm endereço que frequente sem morar” classifica-se como:

(  ) Sujeito Simples (um endereço);
(  ) Sujeito desinencial (ele);
(  ) Sujeito Composto (endereço e coração);
(  ) Sujeito inexistente;

06) O uso do diminutivo em “cantinho escondido” denota:

(   ) diminuição de tamanho;
(   ) ironia;
(   ) depreciação;
(   ) afetividade;

07) Explique, com suas palavras, o que você entendeu com o primeiro e segundo versos da terceira estrofe:

08) O eu lírico da canção descreve um cantinho que todo mundo tem. Descreva o seu:
09) A frase “Fazer o circo pegar fogo de verdade”, presente na canção, está sendo usada conotativamente. Explique o seu sentido neste contexto:

10) Em “Eu posso até mudar”, a preposição representa um modalizador do discurso e do eu lírico. Explique o efeito de sentido conquistado:

11) Em “Eu posso até mudar / MAS onde quer que eu vá / O meu cantinho  há de ir”, o termo em destaque dá ideia de:

(   ) causa;
(   ) conseqüência;
(   ) tempo;
(   ) contradição;
(   ) proporcionalidade;

12) O texto abaixo foi encontrado no blog de Márcia Cobar (http://marciacobar.blogspot.com), no qual ela relata que cada pessoa tem um cantinho escondido particular, seja dentro de si, em algum lugar da casa onde mora, da cidade, do país, em fim, do mundo. Leia o que ela diz:

"Quando o mundo gira rápido demais, quando a realidade se torna um comprimido duro de engolir ou simplesmente quando tenho vontade de passar um tempo sozinha, eu procuro o meu esconderijo. Este é o meu cantinho sagrado onde encontro paz e consigo aprofundar em mim mesma. É lá que eu respiro ar puro e tomo café de vez em quando. É lá que leio bons livros e escuto músicas. É neste lugar que minhas ansiedades são aplacadas, minha paz é restabelecida e minha saudade é apaziguada. É neste lugar que, muitas vezes, minha vida volta a ter sentido".

Você também tem um cantinho escondido só seu? Escreva um bonito texto falando como é esse cantinho, onde fica e o que você faz nele? Se preferir, ilustre-o com criatividade ou fotos.  

(Autores: Andreia Dequinha, Sandra Vitezi, Mariuza Freire, Simone Maróstica, Cris Happy, 
Lourdes Galhardo, Helaine Soares, Ruth Barbosa, Sinara Soares, Maria Regina)

Atividade sobre a música "Menina má" , da Anitta



Menina Má

Me olha e deseja que eu veja
Mas eu digo: não vai rolar.
Agora é tarde pra você querer me ganhar
Rebolo e te olho
Mas eu não quero mais ficar
Admito que acho graça em ver você babar.

Vem, se deixa render
Vou como sereia naufragar você
Satisfaço o meu prazer
Te provocar e deixar você querer. 

Agora eu vou me vingar: menina má.
Vou provocar, vou descer e vou instigar
Me pede beijo, desejo
Não vou beijar
Pode sonhar!
Sou uma menina má. 

(Anitta)

01) Defina, utilizando cinco adjetivos, o que seria uma menina má:

02) Pelo vídeo, algo aconteceu para que a menina se transformasse numa menina má. O que foi? Explique, dizendo se você acha se isso foi ou não motivo suficiente para essa transformação:

03) Analisando apenas a letra da música, há algum indício disso? Justifique sua resposta: 

04) Explique o segundo verso da segunda estrofe: 

05) Escolha algum par de rima para você comentar a expressividade na letra de música:

06) Você acha que toda pessoa má age necessariamente motivada pelo desejo de vingança? Por quê? 

07) Que mensagem a música lhe transmitiu? 

08) Você acha que hoje em dia existem muitas "meninas más"??? Comente:

09) Escreva uma carta em resposta a essa letra de música, sendo o menino da história: