terça-feira, 29 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Dias melhores", de Jota Quest


Dias melhores

Vivemos esperando 
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás

Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo

Vivemos esperando 
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando 

Dias melhores pra sempre
Dias melhores pra sempre 

(Jota Quest)

01) Justifique o título da canção:

02) Que espécie de crítica a música faz? Comente:

03) Como seríamos melhores no amor?

04) Como seríamos melhores na dor?

05) O que tem faltado para que os seus "dias melhores" sejam hoje?

06) Que mensagem a música transmite?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Aluga-se", de Raul Seixas


Aluga-se 

A solução pro nosso povo eu vou dar
Negócio bom assim nunca ninguém viu
Tá tudo pronto aqui
A solução é alugar o Brasil

Nós não vamos pagar nada

É tudo free, tá na hora
Agora é free, vamo embora
Dar lugar pros gringo entrar 

Que esse imóvel tá pra alugar

Os estrangeiros, eu sei que vão gostar
Tem o Atlântico, tem vista pro mar
A Amazônia é o jardim do quintal
E o dólar deles paga o nosso mingau

(Raul Seixas)

01) Justifique o título dado à música: 

02) Que duas belezas do Brasil são citadas no texto? O que elas têm em comum?

03) Copie do texto marcas de oralidade:

04) Por que você acha que se sugere alugar o Brasil? Levante hipóteses:

05) Há desvios gramaticais na música? Com que intenção eles foram empregados?

06) Por que existe uma palavra em itálico no texto? Por que não usou a expressão "de graça"?

07) Segundo o texto, o que o Brasil oferece aos gringos? Você concorda com isso?

08) No último verso, que significado se pode dar a "mingau"?

09) Que crítica a música faz? Explique-a:

10) Que mensagem a canção transmite? Comente:

domingo, 27 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Dia branco", de Geraldo Azevedo


Dia branco

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo
Eu te prometo o sol 
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo.

(Geraldo Azevedo)

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) A felicidade do eu lírico depende de uma condição básica. Qual? Comprove com versos do próprio texto: 

03) O que você pensa com relação a isso? Comente:

04) O que seria um "dia branco"?

05) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio:

06) Transcreva da canção versos que transmitem dúvida:

07) Que mensagem a música transmitiu?

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Boa sorte", de Vanessa da Mata


Boa sorte

É só isso!
Não tem mais jeito!
Acabou!
Boa sorte!

Não tenho o que dizer!
São só palavras
E o que eu sinto 
Não mudará

Tudo que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas 
Desleais

Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro 
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais...

(Vanessa da Mata)

01) Justifique o título da canção, sugerindo um outro:

02) De que conselho o eu lírico necessita?

03) Que mensagem a música lhe transmitiu?

04) Retire do texto três adjetivos, dizendo a que substantivo cada um se refere:

05) Você já se sentiu como o eu lírico? Qual foi a solução?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré


Pra não dizer que não falei das flores

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas, 
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões

Ainda fazem da flor 
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão 

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão

Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

(Geraldo Vandré)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Justifique o emprego dos muitos verbos no gerúndio:

03) Retire da música duas antíteses, explicando:

04) Explique o que se pode entender com as passagens em negrito no texto, respectivamente:

05) Que sentimento a música lhe despertou? Justifique sua resposta:

06) O que significa a flor vencendo o canhão? Explique tais metáforas:

07) Explique o trocadilho das palavras "armados" e "amados":

08) Copie do texto um exemplo de aliteração, dizendo a importância do seu emprego:

09) Transcreva da canção uma certa incoerência, contradição, explicando seu ponto de vista:

10) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

11) Vale lembrar que essa música foi censurada pela Ditadura, então que "perigo" ou "ameaça" se poderia ver nela? Explique: 

12) Tal música também foi considerada um "hino da resistência contra a ditadura". O que você pensa com relação a isso? Posicione-se, justificando sua resposta:

13) Que espécie de convite a música faz? A quem? Para quê? Você acha que ela surtiu o efeito esperado? 

Atividade sobre a música "Piercing", de Zeca Baleiro


Piercing 

Tire o seu piercing do caminho 
Que eu quero passar com a minha dor

Pra elevar minhas ideias não preciso de incenso
Eu existo porque penso, tenso por isso insisto
São sete as chagas de Cristo
São muitos os meus pecados
Satanás condecorado na TV tem um programa
Nunca mais a velha chama
Nunca mais o céu do lado
Disneylândia, Eldorado
Vamos nós dançar na lama

Bye Bye, adeus, Gene Kelly
Como santo me revele, como sinto como passo
Carne viva atrás da pele, aqui vive-se à míngua
Não tenho papas na língua
Não trago podres na alma
Minha pátria é minha íngua
Me conheço como a palma da plateia calorosa
Eu vi o calo na rosa, eu vi a ferida aberta
Eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
Mas a minha mente boquiaberta
Precisa, mesmo deserta,
Aprender, aprender a soletrar

Refrão! 

Não me diga que me ama
Não me queira, não me afague
Sentimento pegue e pague emoção, compre em tablete
Mastigue como chiclete, jogue fora na sarjeta
Compre um lote do futuro, cheque para trinta dias
Nosso plano de seguro cobre a sua carência 
Eu perdi o paraíso, mas ganhei inteligência
Demência, felicidade, propriedade privada
Não se prive, não se prove
Don-t tell me peace and love
Tome logo um Engov pra curar sua ressaca
Da modernidade essa armadilha
Matilha de cães raivosos e assustados
O presente não devolve o troco do passado
Sofrimento não é amargura
Tristeza não é pecado
-- Lugar de ser feliz não é supermercado

Refrão! 

O inferno é escuro, não tem água encanada
Não tem porta, não tem muro
Não tem porteiro na entrada
E o céu será divino, confortável condomínio
Com anjos cantando hosanas nas alturas
Onde tudo é nobre e tudo tem nome
Onde os cães só latem
Pra enxotar a fome
Todo mundo quer, quer 
Quer subir na vida
Se subir ladeira espere a descida
Se na hora "H" o elevador parar
No vigésimo quinto andar, der aquele enguiço
-- Sempre vai haver uma escada de serviço. 

Refrão! 

Todo mundo sabe tudo, todo mundo fala
Mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
Quem não quer suar camisa não carrega mala
Revólver que nunguém usa não dispara bala
Casa grande faz fuxico
Quem leva fama é a senzala
Pra chegar na minha cama
Tem que apssar pela sala
Quem não sabe dar bandeira
Quem sabe que sabia cala
Liga aí: porta-bandeira não é mestre-sala
E não se fala mais nisso, mas nisso não se fala

Refrão! 

(Zeca Baleiro) 

01) Justifique o título dado à canção: 

02) Justifique as aspas utilizadas no texto:

03) Por que algumas palavras encontram-se em itálico? 

04) Como o eu lírico descreve o céu e o inferno? Qual pareceu mais interessante?

05) O refrão da música dialoga com uma antiga canção que fala: "tire seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor". Explique tal intertextualidade: 

06) Explique a passagem "Minha pátria é minha íngua", destacada no texto, lembrando que ela também dialoga com uma frase bastante conhecida de Caetano Veloso: 

07) Localize na música: 

a) quatro substantivos próprios:
b) dois numerais, classificando-os:
c) dois substantivos compostos:
d) um substantivo coletivo:
e) um substantivo derivado: 

08) Copie da música exemplos de oralidade: 

09) Posicione-se sobre as passagens que se encontram em negrito no texto, argumentando: 

10) Copie do texto uma passagem com que você concorde e outra com que você discorde do eu lírico:

11) Que mensagem a música lhe transmitiu?

12) Quais são os provérbios citados na última estrofe? Qual deles você achou mais interessante? Por quê? 

13)  Transcreva dois elementos conotativos utilizados na canção: 

14) Podemos afirmar que a primeira estrofe dialoga intimamente com a última? Justifique sua resposta: 

15) Você crê em  céu e em inferno? Justifique-se:

16) Por que será que "a língua do mudo, ninguém quer estudá-la"?

17) Quais são as principais denúncias feitas no texto? 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "A mão da limpeza", de Gilberto Gil


A mão da limpeza

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando 
O que o negro sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Êta branco sujão. 

(Gilberto Gil)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Copie do texto um par de antítese, explicando sua importância para o contexto: 

03) Identifique uma expressão utilizada no começo da música que revela preconceito: 

04) Explique o verso destacado na primeira estrofe: 

05) Copie da música um verso que denuncia que a escravidão não acabou quando se esperava: 

06) Explique os verbos empregados no gerúndio na terceira estrofe: 

07) Como se deve interpretar os versos em destaque na quarta estrofe? 

08) O verbo SUJAR é empregado na música com dois sentidos: denotativo e conotativo. Identifique-os, explicando bem: 

09) Que mensagem a música transmite? 

10) No vídeo, por que Gil apresentou-se vestido de branco e o Chico vestido de preto?

Atividade sobre a música "O último romântico", de Lulu Santos


O último romântico 

Faltava abandonar a velha escola
Tomar o mundo feito Coca-Cola
Fazer da minha vida sempre o meu passeio público
E ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único

Talvez eu seja o último romântico
Dos litorais desse Oceano Atlântico
Só falta reunir a Zona Norte à Zona Sul
Iluminar a vida, já que a morte cai do azul

Só falta te querer 
Te ganhar e te perder
Falta eu acordar
Ser gente grande pra poder chorar

Me dá um beijo então
Aperta a minha mão
Tolice é viver a vida assim
Sem aventura

Deixa ser pelo coração
Se é loucura então 
Melhor não ter razão 

(Lulu Santos)

01) Justifique o título da canção:

02) Copie da música três pares de antítese, justificando seu raciocínio:

03) O que seria "abandonar a velha escola"? Explique:

04) O que se entende por "tomar o mundo feito Coca-cola"? 

05) Há alguma contradição na música? Se sim, qual? Explique-a: 

06) Por que o desejo de "reunir a Zona Norte à Zona Sul"? Comente: 

07) O que se entende com a passagem "Já que a morte cai do azul"? 

08) Por que provavelmente o eu lírico se considera "o último romântico"? Ele tem certeza disso? Comprove com uma passagem do texto: 

09) Você se considera romântico(a)? Justifique sua resposta:

10) Que mensagem a música transmite?

11) Posicione-se sobre as duas passagens em negrito no texto, argumentando da melhor maneira possível:  

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Atividade sobre o texto "Essa negra Fulô", de Jorge de Lima


Essa negra Fulô

Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no banguê num meu avô
uma negra bonitinha
chamada negra Fulô.

                           Essa negra Fulô! 
                           Essa negra Fulô! 

Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
-- Vai forrar a minha cama, 
pentear os meus cabelos, 
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô! 

                                Essa negra Fulô! 

Essa negrinha Fulô
ficou logo pra mucama,
para vigiar a Sinhá
pra engomar pro Sinhô!

                               Essa negra Fulô! 
                               Essa negra Fulô! 

Ó Fulô! Ó Fulô! 
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô! 

vem coçar minha coceira
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô! 

                               Essa negra Fulô! 

"Era um dia uma princesa, 
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com os peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco."

                                    Essa negra Fulô! 
                                    Essa negra Fulô! 

Ó Fulô? Ó Fulô? 
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
"Minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou."

                                       Essa negra Fulô! 
                                      Essa negra Fulô!

Fulô? Ó Fulô? 
(Era a fala da Sinhá
chamando a Negra Fulô).
Cadê meu frasco de cheiro
que teu Sinhô me mandou?

-- Ah! foi você que roubou! 
Ah! foi você que roubou! 

O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor
A negra tirou a roupa. 
O Sinhô disse: Fulô! 
(A vista se escureceu
que nem a negra Fulô).

                                Essa negra Fulô! 
                                Essa negra Fulô! 

Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê meu lenço de rendas
cadê meu cinto, meu broche,
cadê meu terço de ouro
que teu SInhô me mandou?
Ah! foi você que roubou.
Ah! foi você que roubou.

                               Essa negra Fulô! 
                               Essa negra Fulô! 

O Sinhô foi açoitar
sozinho a negra Fulô.
A negra tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dele pulou
nuinha a negra Fulô.

                              Essa negra Fulô! 
                              Essa negra Fulô! 

Ó Fulô? Ó Fulô? 
Cadê, cadê teu Sinhô
que nosso Senhor me mandou?
ah! foi você que roubou,
foi você, negra Fulô! 

(Jorge de Lima)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Indique a intenção do vocativo utilizado pela Sinhá e o utilizado depois pelo Sinhô:

03) Que intenção podemos identificar nos roubos de Fulô? O que você acha que estava ocorrendo? Levante hipóteses: 

04) Explique a razão do emprego das aspas em determinado trecho do poema:

05) Fulô é uma escrava e, nesse sentido, é posse de alguém. Mostre como essa situação, de certo modo, se reverte no texto: 

06) Que elementos da cultura brasileira você identifica no texto?

07) Explique o porquê dos parênteses utilizados no texto:

08) Podemos afirmar que o texto é uma narração? Por quê?

09) Sabendo que a palavra Fulô é uma variação popular de FLOR, que relação tem esse dado com o final da história?

10) Onde estaria o Sinhô, no final do texto? O que ele infere?

11) Que características modernistas encontram-se no poema?

12) Que mensagem o texto transmite? Comente:

13) Que críticas sociais encontram-se no poema? Cite-as, explicando:

domingo, 13 de setembro de 2015

Os direitos imprescritíveis do leitor - Daniel Pennac


Estou relendo um livro recomendado na época da faculdade: "Como um romance", do francês Daniel Pennac, que acho formidável. É uma declaração de amor ao ato de ler! Há muitas considerações interessantes contidas nele, como, por exemplo, os direitos do leitor, que compartilho hoje com vocês, como aperitivo... 

Os direitos imprescritíveis do leitor

1. O direito de não ler. 
2. O direito de pular páginas. 
3. O direito de não terminar um livro.
4. O direito de reler. 
5. O direito de ler qualquer coisa.
6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de calar. 

Há muitas cobranças em se tratando de leitura e todas elas acabam roubando a mágica e o prazer que envolvem tal ação! Ou deveriam envolver. Eu, por exemplo, sempre me cobrei, antes de ler esse livro, a ler alguma coisa... e me culpava ferrenhamente quando nada lia! Hoje não... leio quando posso, por prazer e sem culpas. Faz toda a diferença! Também me permito pular aquelas páginas que são meio enfadonhas, excessivamente detalhistas e descritivas e que não acrescentam muito... Não termino um livro quando não estou gostando! Não me obrigo meeeeesmo a ler mais até o final!

AMO reler alguns livros... recorro muito a isso... e não me sinto mais biruta por conta disso! Percebi que há muuuuitas outras pessoas que também o fazem! Ufa! (risos) Leio qualquer coisa que me agrade... e abandono todas as que não... simples assim... e libertador! Leio mais no ônibus do que em qualquer outro lugar, e também no vaso... Meus alunos morrem de rir! Mas é sério! (risos) Às vezes folheio, procurando algo que atraia a minha atenção, principalmente em revistas, livros mais didáticos... e não tenho nenhum incômodo ao assumir o bovarismo... Ahhh, e só leio em voz alta quando é algo que interessa à minha mãe... ou ao meu filhote... ou nas minhas turmas, em sala... fora isso acho que vão pensar que eu sou doida, então evito, por enquanto! (risos)

O direito de calar é meio difícil, porque sempre tenho algo a dizer, ainda mais sobre livros... Amo! E você? Qual direito da listinha de Pennac ainda tem dificuldade de colocar em prática? E qual deles utiliza mais? 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "A Via Láctea", de Renato Russo


A Via Láctea

"Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho",
"Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz"
Mas não me diga isso!

Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso: 
"É só hoje e isso passa"
Só me deixe aqui quieto
"Isso passa"
"Amanhã é um outro dia" (não é)

Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me atenção
Mas obrigado por pensar em mim

"Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz"
"Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho"
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

(Renato Russo)

01) Justifique o título da canção, dizendo se ele foi (ou não) criativo e previsível:

02) Que sentimento e/ou emoção você mais captou nessa letra de música? Justifique sua resposta com uma ou mais passagens da canção:

03) Por que há muitas pasasagens entre aspas no texto? A que elas correspondem?

04) Transcreva da música trechos que revelam que quando a pessoa está deprimida, não adianta nenhum tipo de conselho ou frase de incentivo, motivacional: 

05) Em que passagem do texto o eu lírico revela que gostaria de usar uma "máscara", ou seja, de ser diferente do que é? Copie, dizendo o que você acha com relação a isso:

06) O que você acha que seria o "anjo triste" de que fala o eu lírico? Você já se sentiu assim?

07) O eu lírico demonstra saber de onde vem a tristeza que ele sente? Justifique sua resposta com um trecho do texto:

08) Explique o objetivo da frase que se encontra entre parênteses no texto: 

09) Que mensagem a música transmitiu? Comente:

10) Explique a presença das aspas utilizadas no texto:

11) Explique a comparação encontrada na canção:

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto: 

Atividade rápida sobre a piada "Sorvete de azeitona"

Sorvete de azeitona

O garoto chega à sorveteria e pergunta
-- Tem sorvete de azeitona
-- Não
Dia seguinte
-- Tem sorvete de azeitona
-- Não
Outro dia
-- Tem sorvete de azeitona
-- Não
Outro dia:
-- Tem sorvete de azeitona
-- Tem 
-- Eca

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título empregado na piada:

02) Pontue adequadamente a anedota acima:

03) Copie da piada uma interjeição, dizendo o que ela indica: 

04) Que mensagem tal anedota transmite? 

05) O que, afinal, queria o menino? Comente: 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Tempos modernos", de Lulu Santos


Tempos modernos

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear

Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão

Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais SIM do que NÃO, não, não

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir...

(Lulu Santos)

01) Justifique o título presente na canção acima:

02) Copie um verso do texto que transmite otimismo:

03) Transcreva um par de antítese, explicando seu raciocínio:

04) O que o eu lírico denuncia na canção? Comprove sua resposta com um verso do texto:

05) Circule no texto um exemplo de vocativo, justificando:

06) Que conselho o eu lírico dá à pessoa amada? O que você pensa com relação a isso?

07) Que mensagem a música transmite?

08) Existe no texto algum verso que remeta ao chamado CARPE DIEM ("aproveite o dia")? Se sim, copie, explicando seu raciocínio: 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Atividade sobre o artigo de opinião "Combate à Cyberpedofilia", de Jean Ubiratan


Combate à Cyberpedofilia

O crescente aumento da mídia sobre o combate à pedofilia via internet e a recente apresentação do deputado federal Luis Eduardo Greenhalgh (PT - SP) à embaixada americana de um documento que indica o Brasil no topo da lista de cyberpedófilos, fazem refletirmos sobre o assunto. Os dados apresentados nesse estudo são assustadores: mais de mil sites mensais são relacionados a este tipo de crime e 76% dos pedófilos do mundo estão no país. Isso demonstra, cada vez mais, que há uma necessidade iminente em divulgar meios de alertar os responsáveis sobre como impedir que algo do gênero possa acontecer simplesmente por omissão. 
Uma das maiores vantagens dos atuais crimes virtuais é o anonimato. Para leigos no assunto é praticamente impossível identificar quem está do outro lado flertando com o seu filho. Isso faz com que a denúncia de casos referentes a este tema também sejam muito mais difíceis, muito em razão de não localizar quem o está fazendo. 
Algumas dicas e cuidados ao navegar na internet garantem uma diversão segura e mais tranquila. Como primeira medida recomendada é o velho e bom "puxão-de-orelha", ou seja, assumir a responsabilidade com as crianças ou os jovens, que ainda não a conhecem. Outro fator importante é quanto à disposição física do computador, pois uma localização mais pública na casa ajuda, em muito, o controle. Locais públicos responsáveis por prover acesso às pessoas como, por exemplo, em escolas ou uma lan house, é essencial que nesses lugares existam regras para o bom uso da internet. 
Os pais também necessitam estar informados sobre as novas ferramentas de tecnologia que possibilitam auxiliar no controle de acesso à rede. Além dos já conhecidos antivírus, existem diversos outros sistemas que mantêm o controle do que está ocorrendo no computador enquanto estão acessando a web. Saber por onde andam, com quem falam, os locais frequentados, o que fazem, são as perguntas costumeiras realizadas pelos pais, porém esses mesmos questionamentos devem ser aplicados na "vida digital" dos filhos. 
Esses cuidados, com certeza, aumentam a percepção de segurança em relação aos filhos. Infelizmente, a realidade é forte e se não houver cuidados com os filhos, enquanto navegam na internet, alguém acabará os vigiando via esse meio. A dúvida é saber se as intenções dessa pessoa desconhecida são tão boas quanto as dos pais. 


(Jean Ubiratan - Consultor de Segurança de TI em Porto Alegre) 

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Por que o texto é um artigo de opinião?

03) Qual o assunto abordado no texto? 

04) Qual a posição defendida pelo autor do texto? 

05) Cite pelo menos dois argumentos utilizados pelo autor para defender sua posição: 

06) Agora é a sua vez de se posicionar sobre esse mesmo assunto, argumentando bem: 

07) Qual a finalidade do texto? Ela foi satisfatoriamente cumprida? 

08) Transcreva do texto uma passagem que contém ironia, explicando seu raciocínio: 

09) Explique as aspas utilizadas na expressão "vida digital", situada no penúltimo parágrafo: 

10) Copie do texto uma expressão usada no sentido conotativo, explicando-a: 

11) Que recomendação importante é feita aos pais? Explique com suas palavras: 

12) Localize no texto:

a) um numeral:
b) um advérbio de negação:
c) dois advérbios de intensidade:
d) um advérbio de tempo:
e) três adjetivos: 
f) um substantivo composto: 
g) um verbo no gerúndio: 
h) um substantivo próprio: 



13) Associe a imagem acima ao texto lido, explicando bem seu raciocínio:

Atividade sobre a música "Lenha", de Zeca Baleiro


Lenha

Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que eu vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o quê
Isso quer dizer

Eu não sei por quê
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que eu vou dizer

Se eu digo pare,
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo siga,
O que quer que eu diga
Você não vai entender

Mas se eu digo, venha
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender

(Zeca Baleiro)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Como justificar a confusão do eu lírico para dizer o que sente? 

03) Copie do texto verbos no modo imperativo, explicando sua importância para o contexto: 

04) Podemos afirmar que a última estrofe da música é ambígua? Justifique sua resposta: 

05) Copie do texto marcas de oralidade: 

06) As palavras LENHA e FOGO encontram-se no sentido denotativo ou conotativo? Explique: 

07) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre Anúncio Publicitário - MASP em Paris


01) Quem é o anunciante da propaganda acima?

02) Quem é o seu público-alvo?

03) O que está sendo anunciado?

04) Qual o objetivo de tal anúncio? Você acha que ele cumpriu com esse objetivo? Por quê?

05) Explique a ambiguidade contida na frase usada no anúncio:

06) Qual a importância dos verbos no modo imperativo presentes na propaganda?

07) Por que o anunciante resolveu adicionar Paris à "conversa"? O que isso revela?

08) Que mensagem se pode extrair do anúncio em questão?

Atividade sobre a música "Pau de arara", de Luiz Gonzaga


Pau de arara

Quando eu vim do sertão,
Seu moço, do meu Bodocó
A malota era um saco
E o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau de arara

Eu penei, mas aqui cheguei
Eu penei, mas aqui cheguei

Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xote, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão

(Luiz Gonzaga)

01) Justifique o título dado à música:

02) O que o sertanejo trazia na bagagem? Cite:

03) De tudo o que ele trouxe, o que você considera mais importante para a sua sobrevivência?

04) Copie da música palavras referentes ao sertão:

05) Circule na canção um vocativo:

06) Explique, com suas palavras, o que é um pau de arara:

07) Que ritmos foram citados na música? Quais você conhece?

08) Que mensagem a canção transmite? Comente:

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Atividade sobre a música "Cor de rosa choque", da Rita Lee


Cor de rosa choque 

Nas duas faces de Eva:
A bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama vive a mulher

Por isso não provoque 
É cor de rosa choque
Não provoque
É cor de rosa choque 

Mulher é um bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido maior que a razão

Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie em extinção

Por isso não provoque 
É cor de rosa choque
Não provoque
É cor de rosa choque 

(Rita Lee e Roberto de Carvalho) 

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Você concorda com o fato de que a cor rosa representa bem o sentido do texto? Por quê?

03) Que aspectos caracterizam o feminino, de acordo com a música? Cite pelo menos três, dizendo se você concorda ou não com cada um: 

04) Explique a relação existente entre Gata Borralheira, Princesa e Dondoca:

05) Qual o objetivo de citar Eva, a primeira mulher, na canção?

06) Que mensagem a música transmite?

Atividade sobre cartum - Pipi na árvore ausente

01) Por que podemos afirmar que a imagem acima é um cartum?

02) Que título você daria a ele? Por quê?

03) O cartum é composto por quatro etapas distintas. Descreva cada uma delas:

04) O que lhe causou alguma surpresa? Justifique sua resposta:

05) Por que o cachorro agiu dessa forma com o homem?

06) O que você pensa a respeito da atitude do cachorro?

07) O que você faria no lugar do homem? O que falaria para o cachorro?

08) O que o cartum denuncia, critica? Explique sua resposta:

09) Você acha que a maior parte das pessoas age como o homem do cartum? Por quê?

10) Que mensagem o cartum transmite?

11) O cartum é composto por linguagem verbal, não verbal ou mista? Explique seu raciocínio:

(Atividade feita em parceria com a amiga Clécia Mello)