terça-feira, 30 de junho de 2015

Atividade sobre um texto bem legal do Gregório Duvivier

Nos países em que você lava a própria privada, ninguém mata por uma bicicleta

Cara elite,

Sei que não é fácil ser você. Nasci de você, cresci com você, estudei com você, trabalho com você. Resumindo: sou você. (Vou fazer uma camisa: “Je suis elite”). Sei que você (a gente) quer o bem do país.



Sei que era por bem que você não queria abolir a escravidão. “Se a gente tiver que pagar pelo serviço que os negros faziam de graça, o país vai quebrar.” Você não queria que o Brasil quebrasse. Você não precisava ficar nervoso: o Brasil não quebrou.



Sei que era por bem que você pediu um golpe em 64. Você tinha medo do Jango, tinha medo da reforma agrária, tinha medo da União Soviética. Sei que depois você se arrependeu, quando os generais começaram a matar seus filhos. Mas já era tarde.

Sei que você achou que o Collor era honesto. Sei que você achou (acha?) que o Lula é um braço das Farc, que é um braço do Foro de São Paulo, que é um braço do Fidel, que é um braço da Coreia do Norte. Sei que você ainda tem medo de um golpe comunista -- mesmo com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Sei que você tem medo. E o seu medo faz sentido.

Não é fácil ser assaltado todo dia. Dá um ódio muito profundo (digo por experiência própria). A gente comprou um iPhone 6 com o suor do nosso rosto -- e pagou muitos impostos. Sei que nessas horas dá uma vontade enorme de morar fora.

Você sabe que lá fora você pode abrir seu laptop na praça, pode deixar a porta aberta, a bicicleta sem cadeado. Mas lá fora, não esqueça, é você quem limpa a sua privada. Você já relacionou as duas coisas?

Nos países em que você lava a própria privada, ninguém mata por uma bicicleta. Nos países em que uma parte da população vive para lavar a privada de outra parte da população, a parte que tem sua privada lavada por outrem não pode abrir o laptop no metrô (quem disse isso foi o Daniel Duclos).

Não adianta intervenção militar, não adianta blindar todos os carros, não adianta reduzir a maioridade penal (SPOILER: isso nunca adiantou em lugar nenhum do mundo).

Sabe por que os milionários americanos doam tanto dinheiro? Não é por empatia pelos mais pobres. Tampouco tem a ver só com isenção fiscal. Doam porque sabem que, quanto mais gente rica no mundo, mais gente consumindo e menos gente esfaqueando por bens de consumo.

Um pobre menos pobre rende mais dinheiro para você e mais tranquilidade nos passeios de bicicleta. A gente quer o seu (o nosso) bem. É melhor ser a elite de um país rico do que a de um país pobre.

(Gregório Duvivier)
(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/gregorio-duvivier-nos-paises-em-que-voce-lava-a-propria-privada-ninguem-mata-por-uma-bicicleta/)


01) Justifique o título do texto, posicionando-se sobre ele: 

02) Circule no texto um exemplo de vocativo:

03) Posicione-se sobre as passagens em destaque no texto: 

04) Justifique a repetição do pronome de tratamento "você" no começo do texto: 

05) Copie do texto duas passagens carregadas de ironia: 

06) Transcreva do texto dois substantivos próprios: 

07) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Será", de Legião Urbana


Será

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é e dominando assim
Que você vai me entender

Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou 
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão? 
Será que vamos conseguir vencer?

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão

Ficaremos acordados 
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua o nosso coração

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Brigar pra quê, se é sem querer?
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais, eu e você? 

(Legião Urbana) 

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) Copie do texto uma passagem que revela que o eu lírico não aceita consistir em posse para a pessoa amada: 

03) Localize na música uma passagem que remete a uma dúvida: 

04) Transcreva do texto um trecho que traz um desvio gramatical, explicando:

05) Copie uma palavra empregada no sentido conotativo, explicando seu raciocínio:

06) Como impedir que o egoismo destrua o nosso coração? Isso tem ocorrido muito os dias de hoje? 

07) Copie exemplos de oralidade: 

08) Que mensagem a música transmitiu? 

domingo, 28 de junho de 2015

Atividade sobre ANÚNCIO - Desmatamento e Chapeuzinho Vermelho


01) A propaganda dialoga com que história infantil? Qual foi a principal “pista”?

02) O que a propaganda denuncia? O que você pensa a respeito disso? Opine:

03) A propaganda em estudo vende um produto ou uma ideia? Por quê?

04) A quem se refere o pronome VOCÊ?

05) "Você não quer contar esta história para seus filhos, quer?" E se quisesse, e se precisasse, como seria? Utilize a narração e a descrição em seu reconto!

06) Observando a cena e fazendo uma analogia com o conto da Chapeuzinho Vermelho, quem seria o Lobo Mau ali? Por quê?

07) Qual o tema da propaganda analisada?

08) Você acha que a propaganda foi criativa? E convincente? Justifique sua resposta:

09) Qual a função de linguagem predominante na propaganda?

10) Responda à pergunta feita pela propaganda, da forma mais completa possível!

11) Em sua opinião, por que o autor fez uso dessa personagem infantil famosa na propaganda?

12) A que público essa propaganda se destina? Justifique sua resposta:

(Autores: Andreia Dequinha, Simone Maróstica, Nalva Kássia, Clécia Melo, Lourdes Galhardo)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Atividade sobre o texto "Uma CARTA de Jesus para Malafaia", de Gregório Duvivier

Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente - mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que tenha ouvido falar em mim - já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus - talvez do DJ que namorava a Madonna - ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente - já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin - esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe - só depois é que ensino a pescar.

Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado – os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando – de gente que segue o senhor.

(Gregório Duvivier - 23 de junho de 2015) 


01) O que mais atraiu a sua atenção no texto acima?

02) Copie do texto um vocativo:

03) Localize no texto duas passagens carregadas de ironia:

04) Quais são os defeitos apontados no destinatário? Por que o remetente o conhece tão bem?

05) O que o autor quis dizer com "SPOILER? Com que intenção? 

06) Explique a passagem em negrito, que se encontra entre aspas:

07) Por que, segundo o autor, Jesus seria de esquerda? Isso faz algum sentido? 

08) Quem seriam as testemunhas disso?

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra em destaque no texto:

terça-feira, 23 de junho de 2015

Atividade sobre a imagem "A descoberta", de Norman Rockwell


01) A cômoda e os objetos presentes no quadro mostram que o menino está num quarto. O quarto parece pertencer a ele ou a seus pais? Justifique sua resposta:

02) Que característica da personalidade infantil esse fato revela?

03) Explorando o título do quadro, o que o menino parece ter descoberto?

04) Que outro título você daria a essa obra de arte?

05) Quem provavelmente vestia aquelas roupas? Para quê? Em que época do ano?

06) O que revela a expressão do rosto do menino? Você também ficaria assim? Por quê?

07) Quantos anos aproximadamente você acha que tem o menino?

08) A gaveta está entreaberta, deixando à mostra outros objetos. O pai tinha a intenção de que o filho descobrisse a verdade? Justifique sua resposta:

09) Diferentemente das histórias em quadrinhos, as pinturas não apresentam balões, mas imagine que o menino esteja pensando ou falando alguma coisa. O que seria? 

10) E você? Já acreditou em Papai Noel? Conte como descobriu a verdade? O que sentiu?

11) Faça de conta que o pai do menino chegou ao quarto logo após tal descoberta. Crie um pequeno diálogo entre os dois, com pelo menos duas falas para cada personagem: 

Atividade sobre a música "Criança não trabalha", de Palavra Cantada


Criança não trabalha

Lápis, caderno, chiclete, pião 
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor
Gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula-cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, Merthiolate, Band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão
Pega-pega, papel, papelão

Criança não trabalha
Criança dá trabalho
Criança não trabalha
Criança dá trabalho

(Arnaldo Antunes)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Qual é o tema principal da música? Justifique sua resposta:

03) Circule todos os substantivos presentes no texto e diga quantos encontrou:

04) Mesmo sendo construída por palavras aparentemente soltas, o que elas têm em comum? Explique: 

05) Escolha cinco palavras com as quais a sua criança se identifica:

06) O que a canção denuncia? O que você pensa a respeito disso?

07) O que seria "dar trabalho"? O que isso tem a ver com educar?

08) Dê um adjetivo para cada substantivo circulado no texto: 

09) Que mensagem a música transmite? Comente:

10) Ilustre a canção, sem deixar passar nenhum detalhe:

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Relicário", de Nando Reis


Relicário

É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o "A" de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou?!
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma cor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Por que está amanhecendo?
Peço o contrário: ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?

Desde que você chegou
O meu coração se abriu
Hoje eu sinto mais calor
E não sinto nem mais frio

E o que os olhos não vêm
O coração presente
Mesmo na saudade
Você não está ausente

E em cada beijo seu
E em cada estrela do céu
E em cada flor no campo
E em cada letra no papel

Que cor terão seus olhos
E a luz dos seu cabelo
Só sei que vou chamá-lo
De Esmael, Esmael

(Nando Reis) 
                                   
      
01) Justifique o título da canção:

02) Copie do texto um verso que traga uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

03) Justifique o emprego dos dois porquês em negrito no texto:

04) A palavra sublinhada no primeiro verso da canção trata-se de um artigo indefinido ou de um numeral? Justifique sua resposta: 

05) Explique o verso destacado na segunda estrofe:

06) Localize na canção:

a) um numeral:
b) um pronome indefinido:
c) um pronome possessivo:
d) um pronome de tratamento:
e) dois adjetivos:
f) um advérbio de intensidade:
g) um substantivo próprio:
h) um advérbio de modo:
i) um advérbio de lugar:

07) Explique a comparação destacada e utilizada na terceira estrofe:

08) Transcreva da canção uma antítese, justificando sua resposta:

09) Interprete o verso destacado na sétima estrofe:

10) Que mensagem a música transmitiu?

domingo, 21 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Casa no campo", com Elis Regina


Casa no campo

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa cantar  muitos "rocks-rurais"
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais.

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar
Do tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo
E nada mais. 

Eu quero carneiros e cabras pastando
Solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com amor
A pimenta e o sal.

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau a pique, sapê
Onde eu possa guardar
Meus amigos e meus discos,
Meus livros e nada mais. 

(Zé Rodrix) 

01) Justifique o título da canção:

02) Você acha que a casa do campo de que fala a música é sonhada ou real? Por quê? 

03) O que seriam "rocks-rurais"? 

04) O que significa "a esperança de óculos"? 

05) O que você entende por "um filho de cuca legal"?

06) Em síntese, o que o eu lírico realmente deseja? Comente: 

07) Que mensagem a música transmite? 

08) De que forma podemos associá-la ao estilo literário denominado Arcadismo? Explique: 

09) Cite algumas vantagens e desvantagens de se viver no campo: 

10) Cite algumas vantagens e desvantagens de se viver na cidade: 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Atividade sobre a crônica "Vocações", do Luís Fernando Veríssimo

Vocações

Todos diziam que a Leninha, quando crescesse, ia ser médica. Passava horas brincando de médico com as bonecas. Só que, ao contrário de outras crianças, quando largou as bonecas não perdeu a mania. A primeira vez que tocou no rosto do namorado foi para ver se estava com febre. Só na segunda é que foi carinho. Ia porque ia ser médica. Só tinha uma coisa. Não podia ver sangue.
— Mas, Leninha, como é que…
— Deixa que eu me arranjo.
Não é que ela tivesse nojo de sangue. Desmaiava. Não podia ver carne malpassada. Ou ketchup. Um arranhãozinho era o bastante para derrubá-la. Se o arranhão fosse em outra pessoa ela corria para socorrê-la — era o instinto medico —, mas botava o curativo com o rosto virado.
— Acertei? Acertei?
— Acertou o joelho. Só que é na outra perna!
Mas fez o vestibular para a medicina, passou e preparou-se para começar o curso.
— E as aulas de anatomia, Leninha? Os cadáveres?
— Deixa que eu me arranjo.
Fez um trato com a Olga, colega desde o secundário. Quando abrissem um cadáver, fecharia os olhos. A Olga descreveria tudo para ela.
— Agora estão tirando o fígado. Tem uma cor meio…
— Por favor. Sem detalhes.
Conseguiu fazer todo o curso de medicina sem ver uma gota de sangue. Houve momentos em que precisou explicar os olhos fechados.
— É concentração, professor.
Mas se formou. Hoje é médica, de sucesso. Não na cirurgia, claro. Se bem que chegou a pensar em convidar a Olga para fazerem uma dupla cirúrgica, ela operando com o rosto virado e a Olga dando as coordenadas.
— Mais para a esquerda… Aí. Agora corta!
Está feliz. Inclusive se casou, pois encontrou uma alma gêmea. Foi num aeroporto. No bar onde foi tomar um cafezinho enquanto esperava a chamada para o embarque puxou conversa com um homem que parecia muito nervoso.
— Algum problema? — perguntou, pronta para medicá-lo.
— Não — tentou sorrir o homem. — É o avião…
— Você tem medo de voar?
— Pavor. Sempre tive.
— Então por que voa?
— Na minha profissão, é preciso.
— Qual é a sua profissão?
— Piloto.
Casaram-se uma semana depois.
(Luís Fernando Veríssimo)


01) Justifique o título usado na crônica:

02) Como é apresentada a vocação de Leninha?

03) Como a vocação de Leninha se manifestava em seu namoro?

04) Retire do texto a passagem que anuncia um problema na carreira de Leninha:

05) O obstáculo para a carreira de medicina era significativo? O que pensava Leninha?

06) Qual a solução encontrada por Leninha para as aulas de anatomia?

07) Como Leninha explicava os olhos fechados?

08)  Qual o desfecho da carreira de Leninha?

09) Como o texto apresenta o marido de Leninha?

10) Por que podemos dizer que Leninha e seu marido “foram feitos um para o outro”?

11) Retire do texto passagens carregadas de humor:

12) Que mensagem o texto transmitiu? 

13) Circule no texto um vocativo, dizendo para que eles servem: 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Apenas mais uma de amor", de Lulu Santos


Apenas mais uma de amor

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça e não
Tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma ideia que existe na cabeça e não
Tem a menor pretensão de acontecer 

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
E se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho 
Ou o que eu perco
Ninguém precisa saber 

(Lulu Santos)

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) Por que poderia ser melhor o eu lírico deixar o que sente subentendido? Qual a vantagem e a desvantagem de agir assim? 

03) Copie da música uma comparação, explicando-a:

04) Circule na canção um vocativo:

05) Por que poderia parecer "fraqueza"? O que você pensa sobre isso?

06) Por que existe no texto uma palavra em itálico?

07) Posicione-se sobre as passagens que se encontram em negrito no texto, respectivamente:

08) Transcreva do texto uma antítese, explicando:

09) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

domingo, 14 de junho de 2015

Atividade sobre o texto "A assembleia na carpintaria" (Autor Desconhecido)


A assembleia na carpintaria

Contam que numa carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para ajustar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, porém a assembleia o notificou que tinha que renunciar. A causa? Fazia demasiado ruído! E, ademais, passava o tempo todo golpeando e fazendo barulho.
O martelo aceitou sua culpa, porém pediu que também fosse expulso o parafuso; disse que tinha que dar muitas voltas para que servisse para alguma coisa. Diante do ataque, o parafuso aceitou também, porém, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Fez ver que era muito áspera em seu trato e sempre tinha atritos com os demais.
E a lixa ficou de acordo, com a condição de que fosse expulso o metro que sempre passava medindo aos demais segundo sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento, entrou o carpinteiro, pôs o avental e iniciou seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e parafuso. Finalmente e após horas de trabalho, a grosseira madeira inicial se converteu num lindo móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia retomou a deliberação.
Foi então quando tomou a palavra o serrote, e disse: “-- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, porém o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é que nos torna valiosos. Assim que não pensemos em nossos pontos negativos e nos concentremos na utilidade dos nossos pontos positivos”.
A assembleia então chegou à conclusão que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar asperezas e observaram que o metro era preciso e exato. Se sentiram então uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Se sentiram orgulhosos de suas forças e de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos.

(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título do texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Por que era o martelo o presidente? 

03) Quais eram os participantes da assembleia? E qual o objetivo da mesma? 

04) Com que participante você mais se identificou? Por quê? 

05) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

06) Circule no texto um vocativo, dizendo sua importância: 

07) Quem ali funcionou como uma espécie de conciliador, de juiz? Justifique sua resposta: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade com a música "Na sua estante", da Pitty


Na sua estante

Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo 
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

(Pitty)


01) Aponte na canção alguns exemplos de hiato, ditongo e dígrafo;

02) Retire do texto um verso que traz um exemplo de antítese, explicando: 

03) Destaque da canção: o emissor, o receptor e a mensagem:

04) Retire do texto exemplos típicos da linguagem coloquial, depois reescreva-os na forma culta:

05) Justifique (explicando detalhadamente) os versos: “--- Tô aproveitando cada segundo / Antes que isso aqui vire uma tragédia”:

06) "Só por hoje não vou tomar minha dose de você". Encontre seis formas diferentes de dizer o mesmo utilizando o sentido conotativo (três vezes) e o denotativo (três vezes):

07) Você concorda que só é pecado quando os nossos erros fazem outra pessoa sangrar? Justifique sua resposta:

08) O que você entende coma  passagem "Vesti minha armadura"? Ela se encontra no sentido denotativo ou conotativo? Por quê? 

09) Crie seis quadrinhos (no mínimo) da música em questão, ilustrando-a: 

10) Na 1ª estrofe, há uma demonstração de amor do eu-lírico. Explique-a:

11) Na 2ª estrofe, observe que o eu lírico admite uma desilusão amorosa. 

a) Ele parece superar rápido esse momento? Por quê?

b) Por que ela sofre com a expressão “Você acha que eu sou louca / Mas tudo vai se encaixar”?

12) Na 3ª estrofe, como o eu lírico resolve mostrar para tem o seu valor? Comente:

13) Na 4ª estrofe, note que a pessoa se mostra mais determinada em que postura passar a ter. Explique: 

14) Comente o sentido de cada um dos versos abaixo:

a) “Dessa vez eu já vesti minha armadura”
b) “Mas eu não ficaria bem na sua estante”
c) “Só por hoje não vou tomar minha dose de você”
d) “Cansei de chorar feridas que não se fecham”
e) “E essa abstinência uma hora vai passar...”

15) Justifique o título da canção, aproveitando para dar um outro: 

16) Você já se sentiu fazendo parte de "uma estante" na vida de alguém? Justifique sua resposta: 

17) Que mensagem a música lhe transmitiu? Que lição ela lhe ensinou? 

18) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada nca canção: 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Tudo azul", do Lulu Santos


Tudo azul

Tudo azul 
Todo mundo nu
No Brasil, sol de Norte a Sul
Tudo bem
Tudo zen, meu bem
Tudo sem força e direção

Nós somos muitos
Não somos fracos
Somos sozinhos nesta multidão
Nós somos só um coração
Sangrando pelo sonho de viver

Eu nunca fui o rei do baião
Não sei fazer chover no sertão
Sou flagelado da paixão
Retirante do amor
Desempregado do coração


(Lulu Santos)

01) Explique o título dado à canção:

02) Podemos afirmar que tal título é ambíguo? Comente, explicando da melhor maneira possível:

03) Circule no texto um vocativo:

04) Transcreva um par de antítese, explicando:

05) Você acha que o sentido de NU no verso "todo mundo nu" remete à conotação ou à denotação? Explique, aproveitando para comprovar com uma ou mais palavras do próprio texto: 

06) Que mensagem a música transmite?

07) Explique os versos presentes na última estrofe da canção:

terça-feira, 2 de junho de 2015

Atividade sobre a música "Tempo perdido", de Legião Urbana


Tempo perdido

Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou 
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo. 

Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia:
"Sempre em frente, 
Não temos tempo a perder".

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos seus 
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes acesas agora
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.

Nem foi tempo perdido:
Somos tão jovens
Tão jovens
Tao jovens

(Legião Urbana)

01) Justifique o título usado na canção:

02) Copie do texto uma antítese, explicando-a:

03) Justifique as aspas empregadas na segunda estrofe:

04) Copie do texto uma comparação, justificando-a:

05) Circule todos os adjetivos presentes na terceira estrofe, explicando a importância deles para o contexto:

06) Retire da música dois verbos no modo imperativo, justificando seu emprego:

07) O que significa o verso "Temos todo o tempo do mundo"? Você já teve essa sensação? 

08) O que você consideraria "tempo perdido"?

09) O que significa a passagem "Temos nosso próprio tempo"? Isso é bom ou ruim, afinal? 

10) Explique os versos que se encontram em negrito no texto: 

11) Copie da canção uma espécie de paradoxo, explicando seu raciocínio:

12) O que significa, para o contexto, os últimos versos da canção? 

13) Que mensagem a música transmite?