domingo, 26 de abril de 2015

Atividade sobre o texto "A revolução digital", de Josias de Souza

A revolução digital

Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. 
Disse "pareciam", assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde.
O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. 
Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. 
A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. 
E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. 
Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos. 
A internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. 
Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, blindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: "Mando-te uma carta qualquer dia desses". 
Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. 
O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla "enter". 
(Josias de Souza)

01) Justifique o título empregado no texto:

02) Qual o objetivo do texto?

03) Justifique o uso das aspas no texto:

04) Copie do texto uma antítese, explicando o seu raciocínio:

05) Que mensagem o texto transmite?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Atividade sobre o texto "O discurso final de "O Grande Ditador", de Charles Chaplin

O discurso final de "O Grande Ditador"

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos -- se possível --, judeus, o gentio, negros e brancos... 
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo -- não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo, há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades. 
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos muito pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. 
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não vos desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá. 
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas ideias e os vossos sentimentos. Que voz fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão. Não sois máquinas. Homens é que sois. E com o amor da humanidade em vossas almas. Não odieis. Só odeiam os que não se fazem amar e os inumanos. 
Soldados! Não batalheis pela escravidão. Lutai pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro do homem -- não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens. Está em vós. Vós, o povo, tendes o poder -- o poder de criar máquinas; o poder de criar felicidade. Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto -- em nome da democracia -- usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice. É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas só mistificam. Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos. 
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos. Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo -- um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah. A alma do homem ganhou asas e, afinal, começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah. Ergue os olhos. 

(Charles Chaplin)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual o tema do texto em questão?

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto:

04) Copie do texto duas antíteses, explicando seu raciocínio:

05) Localize no texto um vocativo, justificando sua resposta:

06) Por que você acha que os homens acabam se extraviando de alguns caminhos?

07) Dê a sua sincera opinião sobre a segunda passagem em destaque no texto:

08) A quem o eu-lírico se dirige? Com que intuito?

09) Que mensagem o texto transmite? Comente:

terça-feira, 21 de abril de 2015

Atividade sobre anedota "Índio no banco"

Índio no banco

O índio chega em um banco e fala com o gerente: 
-- Índio quer empréstimo de mil reais! 
-- Claro, meu senhor. Existe apenas uma condição para que o empréstimo seja concedido. O senhor deverá nos dar algo de valor como garantia!
O índio pensou um pouco e disse:
-- Índio dar canoa e remos para cara pálida. 
-- Perfeito. Peço que o senhor assine estes papéis, mais estes, e estes...
Por fim, o índio recebe o empréstimo. O gerente pergunta:
-- Desculpe-me a intromissão, mas o que o senhor vai fazer com esse dinheiro todo?
-- Índio não saber ao certo, índio acha que vai guardar em tenda.
-- Sugiro então que o senhor me dê o dinheiro e abriremos uma conta para o senhor.
-- E que garantia você me dá, cara pálida? 

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título usado na anedota acima:

02) Explique os verbos utilizados pelo índio, dizendo se eles correspondem ou não a desvios gramaticais: 

03) Circule os vocativos utilizados: 

04) O que causa o humor no texto?

05) Que mensagem a anedota transmite? Comente: 

06) Localize no textículo:

a) um numeral:
b) um advérbio de intensidade:
c) um pronome de tratamento:
d) um advérbio de negação:
e) um advérbio de afirmação:
f) um pronome demonstrativo:

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Atividade sobre a música "Malandragem", de Cássia Eller


Malandragem

Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha

Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina

Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar

Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar

Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar

Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha...

(Cássia Eller)

01) Justifique o título da canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique o sentido dos versos em negrito, presentes na terceira estrofe:

03) Analise o sujeito e o predicado da oração em destaque na quinta estrofe, classificando-os:

04) Localize na canção:

a) um substantivo próprio:
b) um substantivo no grau diminutivo:
c) um numeral:
d) um verbo no gerúndio:

05) Pelo contexto, por que o eu lírico se consideraria uma menina má?

06) Que pedido é feito a Deus? Por quê?

07) Que mensagem a canção lhe transmitiu?

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada na música:

terça-feira, 14 de abril de 2015

Atividade sobre o filme "Anjos da vida - mais bravos que o mar" (139 minutos)


Sinopse: Ainda muito abalado com um salvamento mal sucedido que resultou na morte de toda a sua equipe, o lendário salva-vidas Ben Randall recebe uma missão que ele não quer aceitar – treinar jovens recrutas para os salvamentos em alto-mar. Durante os treinos, ele enfrenta problemas com o aprendiz Jake Fischer, um campeão de natação que esconde um doloroso segredo e parece estar mais interessado em quebrar os recordes de Ben do que salvar vidas. Mas Ben percebe mais do que isso no novato: Jake é capaz de fazer o que for possível para ser o melhor dos melhores!

01) Qual o principal tema do filme? Comente sua resposta:

02) O que Ben Radall e Jake Fischer tinham em comum? E qual era a única diferença significativa entre eles? 

03) Por que Ben se sente culpado pela morte de todos da sua equipe? Você acha que ele tem razão em sentir culpa? Por quê?

04) Por que provavelmente Ben não dispensou Jake quando ele chegou atrasado ao treino?

05) Por que Ben resolveu pedir desligamento do serviço pelo qual era apaixonado? Por que depois ele resolveu voltar? 

06) Enumere a importância da presença de Ben na vida de Jake e vice-versa: 

07) Afinal de contas, Jake conseguiu bater todos os recordes do Ben? Justifique sua resposta:

08) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

09) De que final você gostou mais: do real ou do alternativo? Justifique-se:

10) Que lição pode ser extraída do filme? Comente: 

Atividade sobre a música "Cuitelinho", de Paulo Vanzolini


Cuitelinho

Cheguei na bera do porto
onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta, 
senta na bera da praia. 
E o cuitelinho não gosta
que o botão de rosa caia.

Quando eu vim de minha terra,
despedi da parentaia.
Eu entrei no Mato Grosso,
dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
enfrentei fortes bataia.

A tua saudade corta
como o aço da navaia.
O coração fica aflito,
bate uma, a otra faia.
E os oio se enche d´água
que até a vista se atrapaia.

(Paulo Vanzolini)

01) Justifique o título da canção:

02) Onde o eu lírico se encontra?  Justifique com uma passagem do texto:

03) Que função ele provavelmente ocupa? Justifique sua resposta com uma passagem do próprio texto: 

04) Reescreva toda a música, adequando para a norma formal culta, observando bem tais variações:

05) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Atividade sobre o texto "Fábula eleitoral para crianças", de Paulo Mendes Campos

Fábula eleitoral para crianças

Um dia, meninos, as coisas da natureza quiseram eleger o rei ou a rainha do universo. Os três reinos entraram logo a confabular. Animais, vegetais e minerais começaram a viver uma vida agitada de surtos eloquentes, manobras, recados furtivos, mensagens cifradas, promessas mirabolantes, ardis, intrigas, palpites, conversinhas ao pé do ouvido. 
Entre os bichos, era um tumulto formidável. Bandos de periquitos, saíam em caravana eleitoral, matilhas de cães discursavam dentro da noite, cáfilas de camelos percorriam os desertos, formigas realizavam comícios fantásticos, a rainha das abelhas zumbia com o seu séquito, sem falar nos cardumes de peixes, nos lobos em alcatéias pelos montes, nas manadas de búfalos pelas savanas, nas revoadas instantâneas dos pombos-correios. 
Todas as qualidades eram postas à prova: a astúcia da raposa, a agilidade dos felinos, o engenho dos cupins, o siso da coruja, o poder de intriga das serpentes, a picardia do zorro, a doçura da pomba, a teimosia do burro, o cosmopolitismo dos ratos. 
O leão, o tigre, a pantera, o leopardo e outros queriam derramar muito sangue; os pássaros coloridos faziam frente única para indicar um pássaro colorido; já os pássaros que cantam, decidiam apontar como candidato o rouxinol, a cotovia, a patativa. 
Os papagaios viviam a arengar bobagens pelos galhos. A raposa corria as várzeas articulando uma candidatura, ninguém sabia qual. O macaco era vaiado quando alegava semelhança com o homem. O cavalo se meteu a candidato dando a sua condição de antigo senador do império romano. O pavão, escondendo os pés, exibia a cauda. Certos bichos, como o boi e a íbis, invocavam seus direitos divinos, que não eram mais levados a sério. As hienas e os chacais opinavam por um conselho de notáveis, a ser instituído pelos animais ferozes, que lhes deixavam os restos. 
Nas profundezas do cão, o carbono fazia estranhas combinações com o hidrogênio. O diamante e o ouro brilhavam de esperança. As estrelas pretendiam uma coalização de todo o espaço constelado em torno de Vênus, causando ciúmes à Lua. 
As flores distribuíam perfumes à vontade. Árvores agitadas recebiam recados que o vento trazia de longe. A floresta pensava eleger não um rei, mas um colegiado de carvalhos experientes. 
E por toda a flora era um germinar, um brotar, um verdejar, um florescer sem conta. 
A despeito dos imensos interesses em choque, de tantas contradições, é preciso dizer, a bem da verdade, que o pleito transcorreu com limpa lisura.
Ao fim de tudo, a escolha não podia ter sido mais feliz, pois os três reinos unidos elegeram a rosa rainha suprema do universo. 
(Paulo Mendes Campos)

01) Justifique o título do texto:

02) Que resolução tomaram um dia as coisas da natureza?

03) De que lançaram mão os animais, os vegetais e os minerais para conseguir atingir seus objetivos?

04) No decorrer da campanha, todas as qualidades dos animais foram postas à prova. Quais?

05) Por que o macaco era vaiado quando alegava ser semelhante ao homem?

06) Que coisa não era mais levada a sério no boi e na íbis?

07) Por que as hienas e os chacais se achavam no direito de opinar em nome dos animais ferozes?

08) Existiu, na Antiguidade, um imperador romano chamado Calígula, cuja loucura levou-o a nomear um cavalo senador do Impéro Romano. Transcreva a passagem do texto que relembra esse fato:

09) Os grandes interesses em choque e todas as contradições existentes entre os elementos dos três reinos da natureza retratam a nossa sociedade humana? De que modo? Quando?

10) Os três reinos unidos acabaram dando a vitória a um vegetal frágil e sem as "qualidades" exaltadas durante a campanha. O que você conclui a respeito desse resultado do pleito inesperado? Comente:

11) Circule no texto um vocativo, explicando seu raciocínio: 

12) Copie do texto substantivos coletivos, dizendo de que são compostos e o porquê da importância deles para o contexto: 

13) Que característica de cada animal é realçada no texto? 

14) Por que podemos afirmar que o texto é uma fábula? Explique: 

15) Que mensagem o texto transmite? 

16) Desenhe ou recorte de uma revista a figura de um animal, vegetal ou mineral que você escolheria para rei ou rainha do universo! depois elabore um cartaz de propaganda em que sejam ressaltadas as qualidades desse(a) candidato(a)! Arrase! 

Atividade com vídeo - Importância da Solidariedade (3 minutos)


01) Que título você daria a esse vídeo? Justifique sua resposta:

02) Que ações solidárias o protagonista praticou? Cite, no mínimo, três:

03) Por que você acha que algumas pessoas olham com uma certa reprovação para os gestos solidários dele? 

04) Que boa ação chamou mais a sua atenção? Por quê?

05) Comente a frase "O que ele recebe são emoções", posicionando-se sobre tal afirmação:

06) Por que ele se espantou quando não viu a garotinha ao lado da sua mãe? Explique:

07) Qual foi a maior felicidade que você já presenciou na vida?

08) Você acha que as pessoas têm valorizado o que o dinheiro não pode comprar? Justifique sua resposta: 

09) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

10) O que você mais deseja na vida? Tem um preço ou tem um valor? Qual a diferença entre uma coisa e outra? 

11) Você se considera uma pessoa solidária? De 0 a 10, quanto se daria? Explique: