quarta-feira, 23 de abril de 2014

Atividade sobre a música "Canteiros", de Fagner


Canteiros

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade

Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento

Pode ser até manhã
Sendo claro feito o dia
Mas nada do que me dizem
Me faz sentir alegria

Eu só queria ter do mato
O gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza

Eu ainda sou bem moço
Pra tanta tristeza
E deixemos de coisa
E cuidemos da vida
Se não chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta, moço,
Sem ter visto a vida 

(Fagner)

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) Copie da música uma antítese, explicando seu raciocínio:

03) Transcreva um exemplo de prosopopeia, justificando sua resposta:

04) Circule na música um vocativo:

05) Existe na canção alguma passagem que dialogue com o Arcadismo? Justifique sua resposta da melhor maneira possível: 

06) Que mensagem a música lhe transmitiu?

sábado, 19 de abril de 2014

Atividade sobre a música "Um índio", de Caetano Veloso

 
Um índio

Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá 
Impávido que nem Muhammad Ali 
Virá que eu vi 
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee
Vira que eu vi 
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá 

Um índio preservado em pleno corpo físico 
Em todo sólido, todo gás e todo líquido 
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico 
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico 
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará 
Não sei dizer assim de um modo explícito

Virá 
Impávido que nem Muhammad Ali 
Virá que eu vi 
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee
Vira que eu vi 
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá 

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico 
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

(Caetano Veloso)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Qual é o assunto central do texto? Justifique sua resposta:

03) Quando, segundo o eu lírico, o índio voltará? Comprove com uma passagem do texto: 

04) Que comparações ele usa para caracterizar o índio? Que características são destacadas? 

05) Pode-se dizer que há uma hipérbole, um exagero, no último verso destacado na primeira estrofe? 

06) Com que finalidade tal verso foi utilizado? Explique: 

07) Copie da música uma passagem que comprova que o índio é um ser completo: 

08) Transcreva da canção uma antítese, explicando seu raciocínio: 

09) Por que todos irão se surpreender com essa volta do índio? 

10) Há um paradoxo no final da música? Por quê? 

11) O poeta faz menção a um personagem de um romance muito famoso. De qual se trata? Qual a intencionalidade textual ao fazer esse gancho? 

12) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

13) A figura do índio nesta letra de música contempla a visão dele no Quinhentismo ou no Romantismo? Justifique sua resposta da melhor maneira possível: 

14) Que lugar social o indígena ocupa na civilização atual? Explique:

15) De que maneira o "homem branco" concebe sua representação na sociedade? O que isso revela? 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Atividade sobre o texto "Não compliquem o nosso idioma", de Dad Squarisi

Não compliquem o nosso idioma

Na bolsa, só cheque e cartão de crédito. Cadê dinheiro para pagar estacionamento? Recorri ao personal banking. No drive thru, a primeira máquina estava out of order. Fui à segunda. Nada feito: sistema off line. Liguei para o hot line. Expliquei meu aperto à operadora. “Vamos estar providenciando o conserto do caixa”. A senhora pode acessar sua conta em outro terminal. O mais próximo fica no shopping.” Fui lá. O sistema estava on line. Embolsei R$100 cash.
Os bancos passaram a oferecer produtos na linguagem do cliente. Ou melhor: na linguagem que impressiona o cliente. Embalar o serviço na língua do tio Sam valoriza a oferta. Dá-lhe status. Telemarketing, personal manager, phonebanking & cia. são filhotes dessa estratégia.
De onde vêm os monstrengos? Das traduções malfeitas. O inglês tem muitas formas verbais compostas. É o caso do “I’ll be sending”. Três verbos para dizer o nosso simples “enviarei”, traduzido por “vou estar enviando”. Há também o past perfect. “The telephone has been desconected” quer dizer simplesmente “o telefone foi desligado”. Não tem nada a ver com “tem sido desligado”, que indica uma ação que começou no passado e continua no presente. Com o avanço da informática e do marketing a coisa piorou. A literatura dessas novidades é praticamente em língua inglesa. Nós consumimos as traduções.
Invasão de língua estrangeira tem várias razões. Uma é o prestígio. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta, que vende como ninguém sua música, seu cinema, sua televisão, sua literatura, sua tecnologia e o american-way of life. Outra é a receptividade. Nós, já dizia Glauber Rocha, temos complexo de vira-lata. O que vem de fora é melhor.
O inglês deita e rola. O disque virou disk. Do disk-pizza ao disk-entulho, passando pelo disk-sushi e disk-bombeiro. Liquidação é sale. Moda, fashion. Camiseta, T-shirts. Relatório, paper. Acampar, camping. Revisão médica, check-up. Por que os bancos ficariam pra trás? Fundo se naturalizou fund. Taxa de risco, spread. Loan, empréstimo.
Inventaram que aí (no nordeste) nasceu a palavra forró. Os gringos promoviam festas para si. Eram privacy. Volta e meia, abriam. Aí era for all, para todos. Nossos caboclos, analfabetos em português e duplamente em inglês, simplificaram a pronúncia. For all virou o nordestíssimo forró. Puro folclore. Forró é redução de forrobodó. Mas a versão tem sido tão insistentemente repetida que virou verdade.
A familiaridade com o inglês deixou-nos ousados. Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Muito menos no Vocabulário Ortográfico. A informática serve de exemplo. Com ela, nossa criatividade alça vôos. E ultrapassa os limites da máquina. Deletar tomou a vez do velho apagar. Printar expulsou o imprimir. Startar cassou o começar. É isso. Quem não aderiu se tornou out. Que corra atrás do prejuízo. Peça help. E vire in. 
(Dad Squarisi)

01) Justifique o título empregado no texto em questão:

02) Por que existem tantas palavras em itálico no texto? O que isso significa?

03) Quais são os recursos utilizados pela autora para enfatizar a influência as língua inglesa em nosso país?

04) Interprete a ironia na frase: “Nós consumidores as traduções”, situada no terceiro parágrafo: 

05) Como se explica a fácil aceitação do idioma inglês na língua Portuguesa?

06) Na sua opinião, o uso equilibrado de estrangeirismo na língua portuguesa torna o nosso idioma mais expressivo e comunicativo, enriquecendo o vocabulário com o maior número de palavras? Justifique sua resposta: 

07) Escreva alguns exemplos de estrangeirismos usados no seu dia a dia:

08) Copie do texto exemplos de oralidade: 

09) Posicione-se sobre a passagem que se encontra em negrito no começo do texto, argumentando bem: 

10) Qual a importância dos numerais ordinais no começo do texto? 

11) O próprio texto explica o que é o chamado "complexo de vira-lata". O quê? 

12) Que mensagem o texto transmite? 

Atividade com o gênero BULA DE REMÉDIO


BULA DE REMÉDIO é um impresso que acompanha os medicamentos e contém as indicações para o seu uso, assim como a descrição do medicamento. Nela encontramos nomes científicos e nomes mais populares. E a maioria apresenta os seguintes itens:

- Nome do medicamento: 
- Composição (elementos que entram no preparo do remédio).
- Apresentação (de que maneira o medicamento é apresentado, se líquido, comprimido, pó, etc).
- Propriedades (ação básica do remédio e qual é o elemento mais ativo).
- Indicação (para que o remédio serve).
- Contra-indicação (cuidados que devem ser tomados).
- Efeitos colaterais (reações que o uso pode provocar e que não são agradáveis).
- Posologia (dosagem, para adulto e criança).
- Farmacêutico responsável:
- Laboratório: 

01) Encontre todos os elementos acima na bula que você trouxe: 

02) Por que devemos ler atentamente a bula de um medicamento, antes de usarmos?

03) Onde encontramos a data de fabricação de um medicamento e a data de validade? Você acha tal local apropriado? Por quê? 

04) O que você considera mais importante: a bula ou a data da validade? Justifique sua resposta:

05) Imagine um remédio que combata a PREGUIÇA e escreva a sua bula, seguindo a apresentação dos itens: 

06) Considerando que o mundo está carente de amor, pense em um ESTIMULANTE que leve a humanidade a amar mais uns aos outros desinteressadamente. Escreva a bula! 

07) Agora crie uma bula de qualquer tipo de remédio que você queira inventar! Aproveite também para personalizar o vidrinho que você trouxe, criando um rótulo bem chamativo, com o auxílio do professor de Artes, se possível!