segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Atividade sobre a poesia "Dona do nariz", de Elias José

Dona do nariz

Um dia serei
Dona do meu nariz.
Terei dezoito anos,
Vou estudar e trabalhar.
Se não dividir apartamento, 
Vou ter a chave da porta, 
A chave do carro, 
A chave dos segredos noturnos
Que hoje me dão medo. 

Um dia, deixarei de pedir
Dinheiro, horários, licenças.
Vou poder chegar depois da meia-noite. 
Vou poder andar em garupa de moto
Ou ficar contando estrelas
Ou curtir mais o namorado. 

Mesmo que eu me sinta coroa, 
Velha, encardida, enrugada,
Com dezoito anos
Descobrirei a liberdade. 

(Elias José)

01) Justifique o título dado à poesia acima:

02) O que significa "ser dona do nariz"? 

03) Tal expressão encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Explique seu raciocínio: 

04) O que há implícito em "fazer dezoito anos"? 

05) Que "segredos noturnos que hoje me dão medo" poderiam ser esses? Levante hipóteses: 

06) Você concorda que fazer dezoito anos é tão libertador assim? Por quê? 

07) Que mensagem o texto transmite? 

08) Copie uma passagem carregada de humor, explicando sua escolha: 

domingo, 23 de novembro de 2014

Atividade sobre o texto "O menino-passarinho", de Urariano Mota

O menino-passarinho

Da turma, Daniel era o mais gordo. Ainda que sob protestos, ele crescera pelos lados, elastecendo um círculo de carnes. Em seu rosto largo destacavam-se sobrancelhas peludas, que se uniam simetricamente num ponto de inflexão, ficando a sobrancelha esquerda e a sobrancelha direita ligadas como asas dum pássaro, movendo-se no espaço da fronte. Essa união desairosa o incomodava. Se ele tivesse ultrapassado aquele momento crítico em que rapazinhos e mocinhas se entreolham, pesquisam-se, em que as mudanças no corpo, na face, são mudanças de revelação, Daniel teria sobrevivido àqueles elos de siamesas. Mas as sobrancelhas para Daniel não eram propriamente uma revelação, porque há muito vinham sendo anunciadas. Se pudesse, naquela quadra da sua vida, teria feito uma cirurgia. Uma nova face, de quaisquer outras sobrancelhas, finas, ralas, densas, espessas, não importava, desde que fossem gêmeas cada qual a seu canto. Ele se sentia, ou melhor, os meninos e meninas faziam-no sentir-se um rapaz anormal, em razão de se acompanhar do que achavam anormais enfeites sobre a testa. E enfeites muito salientes, cerrados, que se apresentavam à frente, antes que dissesse, "eu sou Daniel". Enfeites incapazes de disfarce. A não ser que se colocasse permanentemente de perfil. 

Em outra pessoa aquelas sobrancelhas viriam a ser um distintivo de elegância, mas em Daniel... Ele era gordo, carregava a fama de ser um quase idiota. Quem é tido como insignificante já traz em si a sua zombaria. O grupo de alunos se tornava coeso, punha-se mais camarada na eleição de Daniel para o divertimento. Que julgavam tão inocente:

-- Daniel, tira essa máscara. Tira essa máscara, Daniel! 

E num requinte de inocência, um do grupo virava-se para as mocinhas: 

-- Quem quer, quem quer um quilo das sobrancelhas de Daniel? 

Ele não se escondia, não descia para um buraco, porque era impossível sumir por entre os sinais do seu rosto. A classe toda numa gargalhada geral estourava. 

As meninas, a princípio tímidas, terminaram por aderir a esse tipo de malhação. Porque era malhado, Daniel transformara-se involuntariamente no contato entre moças e rapazes, que antes mal se relacionavam. A cada troça as mocinhas dobravam a risada. Ruborizavam-se. Os rapazes, sentindo a terra fértil, acercavam-se mais estreitamente. Um banquete. 

Desse banquete Iara não participava. Entre a alegria ruidosa ela estendia olhos silenciosos para Daniel. Ele baixava a cabeça. Talvez ela fosse a única pessoa da turma que o olhava como um todo, inteiro. Ele furtava ainda mais o rosto. Isso deixava Iara indignada: por que em meio a toda aquela zombaria era ele o envergonhado?! Iara sentia uma indignação, muda, apenas sentimento, de sentimento que fere somente a quem o possui, porque não encontra meios ou argumentos para se exteriorizar. Como, com que palavras, com que forças levantar-se e falar mais alto que a selvageria? Como dizer, "turma, isso não se faz"? Como argumentar, "não se acanham de zombar de um colega, a quem vocês mesmos transformaram num coitado? A vergonha que ele sente deveria ser nossa", como dizê-lo? Para se expressar assim era preciso que Iara tivesse mais que catorze anos, e também um cajado, forte, com poderes de bater e emitir raios de um profeta. Impossível. Ainda que tais meios tivesse, ainda assim seria derrubada. Pois não é próprio do grosseiro se comprazer na grosseria? A grosseria não suporta qualquer alteamento. Revolta-se, quando importunada. 

Em verdade, nessa indignação muda, Iara possuía, ela mesma, um quê de resguardo à troça.  

Seu pai era um louco, um desequilibrado, que vivia a falar sozinho, a pregar um evangelho raivoso nas ruas, na praça, a todos e a ninguém. A causa imediata de sua pregação era sempre uma pequena contrariedade, real ou imaginária, mas de qualquer forma desenvolvida até as raias da explosão. Que explodia, deixando um dilema para as vítimas: ou concordavam com as suas palavras, e nesse caso atingiam a salvação, ou caso contrário emborcariam de cabeça, atingindo as profundas, sem remédio ou absolvição. 

Ele não tinha nome, era o Pastor do bairro. E tinha a mania insuportável de ficar no portão do Ginásio, à espera angustiada da filha. Calvo, de bigodes bastos, metido sempre num casaco de frio, ainda que o sol infernizasse a tarde. Vez por outra ia até a porta da sala. Mergulhava a cabeça de olhos grados, e perguntava somente a ela, por cima de toda a turma: "já acabou?". E voltava ao portão, em passos miúdos, rápidos. Ah, que não lhe levassem a filha, sabia da fama do Ginásio, e daqueles meninos: taras, tarados, demônios. Fincava os pés na vigilância do pátio, dos muros, das janelas. 

Não fosse a suave altivez de Iara, há muito ela teria caído nas graças da zombaria. Tivesse ao menos um ar resignado e ter-lhe-iam caído em cima, até arrancar-lhe a pele. Ao aparecimento do pai ela erguia o semblante para o quadro-negro, surda, parecendo a Daniel com a mesma expressão severa de Joana D´Arc nos quadros. Risinhos abafados corriam, mas não prosperavam. 

Ela era bela, suavemente bela. Pequenina, morena, de olhos amendoados. A mulher que seria já estava aos cartorze anos organizada. Essa certeza vinha menos do corpo que da expressão maduro do rosto. Que banhava, essa expressão madura, todo o seu corpo. Ela era aquela menina que se namorava, que se abraçava fortemente, degustável, sem pressa, até o fim dos dias. 

Daniel comia-a, com os olhos. Desastrado que era, ao invés de soprar, quebrava o prato pelas beiras. 

Como um acréscimo a seu natural, Daniel perdia, definitivamente, o senso da realidade ao sentir pelo faro, pelos ouvidos, pelo perfume, a presença de Iara. Inchava o peito, girava nos calcanhares de modo a ficar de perfil, como um Napoleão de hospício, para demonstrar que não a via. Mas aquele moreno hudu o atordoava. Quando em casa idealizava seus próximos atos, prometia-se que ela receberia a demonstração do seu afeto. Num repente virava-se, lá, aqui estava ela, à margem de toda agitação, quieta. Como um raio lembrava-se da própria testa, mas era necessário demonstrar-lhe o próprio afeto: cuspia-lhe um cumprimento, rápido, como uma bala, arremessada por um aceno bruto de queixo: "Ôi!". E tornava à posição napoleônica, ouvindo, discutindo não sabia o quê, porque nada ouvia, nada falava do que lhe vinha à mente, que era a presença morena, loucamente morena, daquela pele que um dia sonhava distantemente, perdidamente tocar com as mãos. 

-- Daniel, você está me ouvindo?

O colega, irritado, chegava-se ao pé do seu ouvido, para baixá-lo do além: 

-- Você já viu mulher nua? Bem cabeluda, você já viu uma?

-- Sim, claro... a ruiva não é como a morena. 

Estremecia. Ia sentar-se a um canto, isolado. Era necessário agir. Mas o que era o agir? As pernas suavam. Uma algidez progressiva ia-lhe tomando os membros. Os planos de ação rápida, arquitetados lá dentro do cérebro, naquele lugar íntimo, no pontinho escuro onde o voo é livre para todas as coisas ridículas, risíveis, burras, vaidosas, de superstição, de crime, de vingança, roubo e vontade, enfim, naquela célula privatíssima onde o sonho não se envergonha de sonhar, naquele pontinho que imagina, tudo que ele gerasse era incompatível com a sua pessoa. Ele, Daniel, sonhava para outro Daniel. O Daniel sonhado não era para o Daniel materializado. Por que não fazia a corte como os outros? Nem como os outros, qualquer corte que fosse algo mais que recolher a cara envergonhada quando Iara descia até ele os humaníssimos olhos? Haveria alguma estrada, alguma ponte invisível, que ninguém visse, somente eles dois, que o levasse até ela? 

Se ele fosse magro, se não mangassem dele, se tivesse dinheiro no bolso, se tivesse futuro, isto seria uma ponte. Se ao menos tivesse sobrancelhas de gente. Suas calças não guardavam vinco. A camisa não lhe descia, verticalmente, por entre as caçãs. Ela apenas era puxada, repuxada, naquela barriga. Se ao menos fosse como Gilvan, como Aciole -- eles eram olhados, eles podiam ter as meninas que quisessem, num assobio. Elas abanavam o rabo, como cadelas. Eles têm um rosto bonito, de galã de cinema. Como seria feliz se tivesse o corpo deles... eles têm músculos, são atletas, pulam obstáculos, mostram-se num porte... Eles têm peito de homem. Onde está a mulher que não consigam? Por que a miséria não gosta da miséria? isso fere. Por que a miséria detesta e pisa a miséria? 

Num belo dia, Daniel entrou no Ginásio de sobrancelhas raspadas. Ou melhor, ele amputou o corpo, o ponto onde se uniam as duas asas do pássaro. Ou melhor, pensando em amputar o corpo, inabilmente foi mais longe, amputou também pedaços à esquerda e à direita das asas, fez sumir os pedaços que a natureza fazia cair rumo a um encontro. Melhor, no que sobrou, diminuiu o volume, a espessura dos pelos, ou das plumas. Melhor, finalmente, tirou plumas abaixo e acima das articulações, reduzindo-as a finas linhas. 

A crurgia deu nascimento a dois pontos de interrogação deitados, quase a dois acentos circunflexos incompletos, sem acomodação. 

O turno da tarde, o Ginásio inteiro se levantou. Daniel não conseguia sentar-se em uma cadeira. Ficava rodando, com sua cara gorda de palhaço, por entre a turba excitada. "Mulherzinha, mulherzinha", vinha em gritos agudos, vaias, risadas, de início uma passarada de praga, depois uma massa compacta, "Mulherzinha!". Estrondavam. Num gesto reflexo, Daniel punha as mãos sobre o rosto, protegia a cabeça como um ser em queda, como um suicida em arrependimento tardio que se lançou do alto de um arranha-céu. 

Não se pode dizer que pensava, mas seu arrependimento tardio parecia tão somente dizer, "em que deu, Daniel, em que deu o teu sonho impossível de te fazer aceito". Ao que outra voz respondia, na mesma escuridão, por entre seu corpo aos soluçõs, "agora o teu sonho se vai, Daniel. antes houvesses feito do que era impossível uma hemorragia". 

Com solenidade, os professores arrastaram-no para a secretaria. Uma procissão de meninos seguiu-os. 

Na secretaria, diante daquele ser cabisbaixo, dona Augusta mandou que ele erguesse o rosto. A medo obedeceu: tinha o rosto úmido, inchado, com as inscrições esborrachadas na testa. A diretora então, em seu natural prosaico, achou por bem ajeitar-lhe as interrogações deitadas sobre os olhos, enfeixando-as numa única interrogação:

-- Por que você nunca usou um boné, Daniel?

E assinou sua expulsão. 
(Urariano Mota)

01) Justifique o título do texto: 

02) Utilize cinco adjetivos para caracterizar o protagonista: 

03) Circule no texto todos os vocativos, explicando seu raciocínio: 

04) Por que Daniel era vítima de bullying? O que você pensa a respeito disso? 

05) Justifique as aspas utilizadas no texto: 

06) Quem era Iara e por que ela era diferentes das demais crianças? 

07) Copie do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio: 

08) O que mais incomodou você no texto? Justifique sua resposta: 

09) A atitude dos professores e da diretora foi correta? Por quê? 

10) Que mensagem o texto transmite? 

11) Elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema "Como solucionar o problema do Bullying nas escolas": 

(Texto indicado pela minha amiga Carmem Macedo! Gratidão!)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Atividade sobre a música "Balada do louco", de Rita Lee



Balada do louco

Dizem que sou louca
Por pensar assim
Se eu sou muito louca
Por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos
Eu sou a Sharon Stone
Se eles são famosos
I’ m a Rolling Stone
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser um normal
Se eu posso pensar
Que Deus sou eu

Se eles têm três carros
Eu posso voar
Se eles rezam muito, eu sou santa
Eu já estou no céu
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser um normal
Se eu posso pensar
Que Deus sou eu

Sim, sou muito louca
Não vou me curar
Já não sou a única
Que encontrou  a paz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Eu sou feliz!

(Arnaldo Batista e Rita Lee)


01) Justifique o título da canção:

02) Por que a personagem é feliz?

03) A personagem se considera mesmo “louco”? Comprove com uma ou mais passagens do texto:

04) Releia os versos “Dizem que sou louco / Por pensar assim”. Na sua opinião, o que é pensar como um louco?

05) Identifique as ideias contrárias presentes no texto. Por que você acha que o autor usou esse recurso?

06) Pode-se considerar “estranho” uma pessoa definir-se como louca e feliz ao mesmo tempo? Por quê?

07) Crie um pequeno texto que terá o seguinte título: “Eu sou louco porque...” e, em seguida, nos dê, no mínimo, três argumentos para comprovar isso:

08) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente: 

domingo, 2 de novembro de 2014

Atividade sobre tirinha do Calvin - Poder da mídia


01) Por que Calvin utilizou o termo “Obrigado” e não “Obrigada”?

02) Apesar de Calvin ser uma criança, a linguagem utilizada por ele é a formal/culta. O que justifica o uso dessa linguagem?

03) Calvin relaciona seu cérebro a uma tigela de tapioca morna. Explique essa comparação, considerando toda a mensagem da tirinha:

04) Substitua o vocativo do primeiro quadrinho por uma outra palavra sem alterar-lhe o sentido:

05) Escolha três dos motivos apresentados pelo Calvin e justifique-os:

06) A fala do Calvin é sincera ou irônica? Por quê?

07) Quais adjetivos aparecem nos balões da tira? Se fossem retirados fariam  falta? Por quê?

08) Se Calvin estivesse diante de um computador, por exemplo, o que ele falaria para tal objeto? (Levando em conta a intenção contida na tira)

09) Enumere três vantagens e três desvantagens de possuir uma televisão:

10) Escreva uma carta para o autor da tira dando a sua opinião sobre ela:

11) Refaça a tira como se estivéssemos 50 anos atrás:

12) Substitua as palavras: poderoso, elevar, aniquilar, superficialidade, manipulação, oscilante por sinônimos:

13) Qual título você daria à tira? Crie pelo menos dois!

14) Pela fala de Calvin, a TV é como se fosse um "deus". O que esse deus fez de bom para que Calvin agradecesse tanto ao ponto de oferecer até um sacrifício? Há ironia na tira? Explique:

15) A fala de Calvin seria uma linguagem normal de uma criança?

16) Sobre quem ou o que ele está se referindo?

17) Retire o vocativo do 1º quadrinho:

18) Que figura de linguagem é utilizada na tirinha? Explique seu raciocínio:

19) Explique o último quadrinho:

20) Quais programas de TV você exemplificaria para os argumentos de Calvin no primeiro quadrinho?

21) Quais pessoas são atingidas por esse Deus?

22) O que a massa pode fazer para evitar essa aniquilação?

23) Você sofre a influência de algum aniquilador? Qual? O que faz para evitá-lo?

24) Qual a crítica implícita na tirinha? Comente-a da maneira mais completa possível:

25) Identifique o emissor e o interlocutor da tirinha:

26) Retire da tirinha: um verbo no imperativo, um verbo no infinitivo e um verbo no presente:

27) O vocábulo MASSA, no primeiro quadrinho, está no sentido denotativo ou conotativo? Por quê?

28) Crie um parágrafo argumentativo sobre o assunto extraído da tirinha lida:


(Participação especial de Andreia Dequinha, Ruth Barbosa, Zizi Cassemiro,

Nalva Kássia, Sandra Vitezi, Vânia Oliveira E Maria Regina)

domingo, 26 de outubro de 2014

Atividade sobre a música "Vento no litoral", de Renato Russo


Vento no litoral

De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora..;.

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção...

Aonde está você agora 
Além de aqui, dentro de mim?

Agimos certo sem querer 
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo

E quando eu vejo o mar
Existe algo que diz:
"A vida continua e se entregar é uma bobagem"

Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem? 

-- Ei, olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora...

(Renato Russo)

01) Justifique o título dado à canção:

02) O que o eu lírico está querendo esquecer? Levante hipóteses coerentes com o contexto do texto:

03) O que significa "olhar juntos na mesma direção"? O que essa passagem revela?

04) Em "E o vento vai levando tudo embora", o que pode significar a palavra destacada?

05) Interprete os versos destacados na música:

06) Explique a passagem "Foi só o tempo que errou", dizendo como seria isso:

07) Você continua que "se entregar é uma bobagem"? Justifique sua resposta:

08) Quais são os elementos da natureza presentes no texto? Qual o papel deles?

09) Que mensagem a música transmite?

10) Que sentimento a canção despertou em você? Comente:

Atividade sobre a música "Anunciação", de Alceu Valença


Anunciação

Na bruma leve das paixões 
Que vêm de dentro 
Tu vens chegando 
Pra brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais

A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais

(Alceu Valença)

01) Justifique o título empregado na canção:

02) Enumere as metáforas utilizadas na música, explicando-as: 

03) Copie da música exemplos de oralidade: 

04) Quem poderia esta sendo anunciado? 

05) O que as imagens presentes na primeira estrofe despertam em você? 

06) Que mensagem a música transmite? Comente: 

07) Por que a palavra destacada na primeira estrofe foi acentuada? 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Atividade sobre a poesia "Neologismo", de Manuel Bandeira

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana. 
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo.
Teodoro, Teodora. 

(Manuel Bandeira)

01) Justifique o título dado à poesia:

02) Os verbos BEIJAR e FALAR são intransitivos ou transitivos, no texto? Justifique sua resposta:

03) Reescreva o primeiro verso do poema, transformando em transitivos esses dois verbos citados na questão anterior: 

04) Qual o sujeito das primeiras orações do texto? Classifique-o, justificando seu raciocínio: 

05) No poema, o verbo INVENTAR é transitivo ou intransitivo? 

06) Qualquer pessoa pode "teadorar" ou apenas o eu lírico do poema pode praticar essa ação? Por quê?

07) TEADORAR e ADORAR apresentam a mesma transitividade? Justifique sua resposta: 

08) Qual foi o neologismo, afinal, criado pelo poeta? 

09) Como tal palavra foi formada? 

10) O neologismo criado tem uma relação apenas de sentido, ou tem também uma relação sonora com o nome da mulher? Por quê? 

11) Por que há uma vírgula separando as duas palavras existentes no último verso do poema? 

12) A que classes gramaticais pertencem essas duas palavras? 

13) Copie do texto um exemplo de vocativo:

14) Que passagens do poema falam do sentimento do amor? 

15) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Atividade sobre a música "Gente humilde", de Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Holanda


Gente humilde

Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar

Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar

São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar

E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio, peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar

(Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Holanda) 

01) Justifique o título dado à música:

02) Em que estrofe há uma clara oposição entre a condição social do eu lírico e daquela gente humilde? Justifique sua resposta: 

03) Encontre um sinônimo para a palavra sublinhada no texto, dizendo a que classe gramatical ela pertence: 

04) Por que o eu lírico sente inveja dessa gente humilde?

05) Copie da música uma passagem que revela que o eu lírico já esteve no subúrbio:

06) Que mensagem a canção transmite?

07) Qual o objetivo desse texto? Que crítica social aparece nele?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Atividade sobre a música "Rosa de Hiroshima", com Ney Matogrosso


Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

(Vinicius de Moraes)

01) Justifique o título dado à canção acima:

02) Qual é o tema abordado na música em questão? Comprove com palavras e/ou expressões do texto que comprovem sua resposta: 

03) Que crítica social é feita no poema? Comente:

04) Que mensagem a música transmite?

05) Que sensações ou sentimentos o poema despertou em você? Justifique sua resposta:

Atividade sobre a música "All Star", do Nando Reis


All Star

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios Colombo procurou as Índias, mas a Terra avisto em você O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário Estranho é gostar tanto do seu All Star azul Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali E entro no elevador, aperto o 12, que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje. Estranho, mas me sinto como um velho amigo seu Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço O tom que eu canto as minhas músicas na tua voz parece exato Estranho é gostar tanto do seu All Star azul Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali E entro no elevador aperto o 12, que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou nas Laranjeiras satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador aperto o 12, que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje...

(Nando Reis)

01) Justifique o título empregado na canção acima:

02) Existe um paradoxo no verso "O sal viria doce para os novos lábios"? Explique:

03) O que significa a passagem "a Terra avisto em você"? 

04) De que verso você mais gostou? Por quê? 

05) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente: 

06) A que classe gramatical pertence cada palavra no texto em destaque? 

sábado, 11 de outubro de 2014

Atividade sobre a poesia "O ônibus", de Fernando Paixão

O ônibus

Logo na esquina
Desceu o primeiro. 
Seguiu o motorista
Mais quatro passageiros. 

Desceu o segundo
No ponto seguinte. 
Levou um susto:
A rua estava diferente. 

Desceu o terceiro
Na casa de Raimundo
Que carrega no nome
Tanta raiva do mundo. 

O quarto desceu
Em frente à estátua.
Caiu-lhe sobre a cabeça
Uma espada de prata. 

Desceu o último
Tranquilo na calçada,
Queria sentir o vento,
Passear e mais nada. 

Ficou só o motorista
Nenhum passageiro.
Agora sim -- ufa! --
Podia ir ao banheiro.

(Fernando Paixão)

01) Justifique o título da poesia, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual é o número de estrofes do poema?

03) Quantos versos o texto apresenta, no total?

04) Quantas pessoas havia ao todo no ônibus?

05) Qual a relação entre as estrofes do poema e as pessoas do ônibus?

06) Quais os tipos de numerais que foram empregados?

07) Desses tipos, qual foi o mais utilizado? Por quê?

08) Por que você acha que Raimundo carrega toda a raiva do mundo?

09) Que mensagem o texto transmite? Comente:

10) Localize no poema:

a) um advérbio de tempo:
b) um adjetivo:
c) dois substantivos comuns:
d) um advérbio de afirmação:
e) uma interjeição:

domingo, 5 de outubro de 2014

Atividade sobre cartum do Quino - Não acredite em políticos!


01) O que ocorre no primeiro momento do cartum acima?

02) O que o homem promete ao cachorro? Como ele reage a essa promessa?

03) O que acontece depois de tal promessa?

04) Podemos afirmar que na espera do cachorro existe uma gradação? Por quê?

05) Por que o cachorro acaba indo embora?

06) O que o final do cartum revela? Isso foi inesperado?

07) Que implícitos o cartum traz? Explique:

08) Dê um título ao cartum:

09) Que mensagem ele transmite? Comente:

10) O que a presença de cartazes e banners no último quadrinho sinalizam para o leitor?

11) Por que o homem de terno não cumpriu a promessa feita? Isso é algo comum de ocorrer?

12) Quem o cachorro representa? E que grupo o homem está simbolizando?

13) O que se pode supor do futuro profissional do homem, se eleito?

14) Por que o cachorro parece tão pequeno no último momento do cartum? Você já se sentiu assim?

15) Como solucionar essa problemática apresentada no cartum?

16) Qual o tipo de linguagem que predomina no cartum: verbal ou não verbal? Por quê?

17) Explique a presença do verbo no modo imperativo nos cartazes, dizendo o que ele expressa:

18) Se você fosse candidato a algum cargo público, que promessas de campanha faria? Elabore pelo menos três: 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sugestão de Ficha de Leitura (Padrão)

Muitas pessoas estavam me perguntando se eu costumo trabalhar com fichas de leitura, e, se sim, o que eu costumo colocar nelas. Varia muito. Muitas vezes (na maioria delas) eu fecho em cima do livro indicado, pois confesso que acho um barato quem tem coragem de deixar o aluno fazer suas próprias escolhas, mas eu fico insegura e com medo de não dar conta, até porque, com a correria, não consigo ler muito e aí eles podem escolher livros que eu ainda não li e aí não saberei detectar se fui enrolada ou não... (risos)

Quem por acaso consegue trabalhar de maneira mais ampla e democrática, por favor, me dê umas dicas! Agradeço! E hoje aproveito para compartilhar uma ficha de leitura meio genérica, porque pode servir para alguém, pelo menos para tomar como base! Espero que gostem! 

Ficha de leitura

De acordo com leitura que você realizou, responda às questões abaixo:

- Título do livro: 
- Autor:
- Ilustrador: 
- Editora:
- Ano de publicação:
- Quantidade de páginas: 

01) Por que o livro recebeu esse título? 

02) Com suas próprias palavras, faça um pequeno resumo da obra:

03) Quais são as personagens principais? 

04) Quais são as características físicas e psicológicas de cada uma dessas personagens? 

05) Cite outras personagens que também foram importantes na história: 

06) Qual foi a parte da história de que você mais gostou? Por quê? 

07) Tente ilustrar essa parte que você escolheu: 

08) Se pudesse mudar algo na obra, o que seria? Comente: 

09) O que você aprendeu com essa leitura?  

10) De 0 a 10, que nota daria a essa obra? Justifique sua resposta: 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Atividade sobre o poema "Profissão de fé", de Olavo Bilac

Profissão de fé

Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor. 

Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.

Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.

Corre, desenha, enfeita a imagem, 
A ideia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
Azul-celeste. 

Torce, aprimora, alteia, lima
A frase, e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima, 
Como um rubim. 

Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.

E que o lavor do verso, acaso,
Por tão sutil,
Possa o lavor lembrar de um vaso 
De Bezerril.

E horas sem conta passo, mudo, 
O olhar atento,
A trabalhar, longe de tudo
O pensamento.

Porque o escrever -- tanta perícia,
Tanto requer,
Que ofício tal... nem há notícia
De outro qualquer. 

Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma, 
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma! 

(Olavo Bilac)

01) Justifique o título dado ao poema: 

02) Ele é composto por quantas estrofes? E quantos versos, no total? 

03) Qual é o tema central do texto? Justifique sua resposta: 

04) Do ponto de vista formal, o poema caracteriza-se pela regularidade métrica e rítmica, obedecendo aos critérios clássicos de beleza poética, seguidos pelos parnasianos. Justifique essa afirmação: 

05) Na primeira estrofe, desenvolve-se uma comparação que nos permite perceber a extrema importância da forma para a poesia parnasiana. De que comparação se trata? 

06) Que verbos da quinta estrofe exprimem o pressuposto parnasiano de que a criação literária é fundamentalmente um trabalho intelectual, um debruçar-se sobre a obra em busca da perfeição formal? 

07) Que mensagem o poema transmite? Comente: 

08) Que tipo de linguagem é utilizada no texto? Comprove com uma passagem:

09) Por que o eu lírico inveja o ourives? O que você pensa a respeito disso? 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Atividade sobre a música "Não é proibido", de Marisa Monte


Não é proibido

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala Juquinha, algodão-doce e manjar. 

Venha pra cá, venha comigo! 
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido, 
Pode chegar! 

Vai ser nesse fim de semana 
Manda um e-mail para a Joana vir

Não precisa bancar o bacana
Fala para o Peixoto chegar aí! 

Traz todo mundo, tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!

(Marisa Monte, Seu Jorge e Dadi)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Nas duas primeiras estrofes da letra, em que aparece uma lista de palavras, do que se está falando? 

03) No texto, a autora fala de "bala Juquinha". Qual seria a diferença de sentido se em vez dessa expressão os autores tivessem usado somente "bala"? Que papel o substantivo Juquinha tem nesse contexto? 

04) Quem você acha que é a Joana? E o Peixoto? 

05) Que mensagem a canção transmite?

06) Por que há palavras que se encontram em itálico no texto?

07) Circule no texto todos os substantivos:

08) Copie todos os substantivos derivados, dizendo de que palavras eles derivaram:

09) Transcreva da música quatro substantivos próprios:

10) Localize na canção um substantivo composto:

11) Copie do texto marcas de oralidade:

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Atividade sobre a crônica "Pneu furado", de Luís Fernando Veríssimo

Pneu furado

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele trocaria o pneu. 
-- Você tem um macaco? -- perguntou o homem. 
-- Não -- respondeu a moça.
-- Tudo bem, eu tenho -- disse o homem -- Você tem estepe?
-- Não -- disse a moça.
-- Vamos usar o meu -- disse o homem 
E pôs -se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. 
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. 
Dali a pouco chegou o dono do carro.
-- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
-- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar. 
-- Coisa estranha. 
-- É uma compulsão. Sei lá. 
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado à crônica:

02) Copie do texto uma passagem que revela que o homem só ajudou por interesse:

03) O que a mulher poderia ter falado para o homem, após tantas perguntas feitas por ele?

04) Por que você acha que ela não falou logo que o carro não era dela?

05) Quando o homem percebeu que o carro não pertencia à moça? O que você teria feito no lugar dele? 

06) O que você faria se fosse o dono do carro?

07) Em que reside o humor da crônica?

08) Que mensagem o texto transmite?

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Atividade sobre a música "Garganta", da Ana Carolina


Garganta

Minha garganta estranha
Quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar

Venho madrugada perturbar seu sono
Como um cão sem dono
Me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar

Sei que não santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar
Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo a minha postura
Só pra te agradar

Vim parar nesta cidade
Por força da circunstância
Sou assim desde criança
Me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
E se tô te dando linha
É pra depois te abandonar

(Ana Carolina)

01) Justifique o título dado à canção:

02) De onde vem o desejo de o eu lírico gritar?

03) Existe no texto alguma prosopopeia? Se sim, onde? Explique seu raciocínio:

04) Explique a comparação empregada na canção, dizendo se ela foi ou não bem empregada:

05) O que é alguém revirar o outro pelo avesso? Isso é bom ou ruim, afinal?

06) Copie do texto o que a gramática normativa consideraria um desvio, explicando e adequando:

07) Transcreva da canção versos que comprovam uma certa bipolaridade vinda do  eu lírico:

08) O que significa que alguém foi criado na rua? Isso é algo positivo ou negativo? Explique:

09) O que significa a expressão "estar te dando linha"? Qual expressão mais formal poderia substituí-la sem gerar prejuízo à frase?

10) Que mensagem a música lhe transmitiu?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Atividade sobre o texto "O homem faz o clima. E faz mal", de Karen Gimenez

O homem faz o clima. E faz mal. 

A interferência do homem no meio ambiente pode acelerar em milhares de anos os processos naturais de mudanças climáticas e trazer graves consequências à vida na Terra. O consumo desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre as atividades humanas. 
Em consequência, fenômenos como a elevação da taxa de emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na Terra consiga se adaptar. Se nada for feito, daqui a um século poderemos viver num ambiente de catástrofe. 
Se a temperatura não parar de subir, daqui a cerca de 100 anos poderemos ter grandes mudanças na ocorrência de fenômenos como tormentas e furacões. A elevação do nível dos oceanos, consequência do aquecimento global, pode levar o mar a invadir parte das grandes cidades litorâneas e se misturar com fontes de água potável, como os rios que nele deságuam, salinizando-as. Águas provenientes do derretimento dos picos das montanhas geladas poderão invadir vales e cidades em seu entorno. Espécies mais sensíveis correm o risco de extinção, causando desequilíbrio nos ecossistemas e nas cadeias alimentares. 
O cenário de catástrofe está desenhado. Resta ao homem fazer alguma coisa para evitar a concretização dessas profecias. 

(Karen Gimenez - "Revista Superinteressante")

01) Qual o assunto do texto? 

02) Justifique o título dele, aproveitando para sugerir um outro:

03) Segundo o texto, quais os fatores de forte influência humana no meio ambiente? O que você pensa a respeito disso? 

04) O que poderá acontecer daqui a um século se a temperatura continuar subindo?

05) Quel a finalidade desse texto? Que mensagem ele transmitiu? 

06) Qual a solução para evitar essas catástrofes? O que você tem feito para ajudar nesse sentido? 


07) O que a charge acima critica, denuncia? 

08) Explique as aspas usadas na fala do menino:

09) Associe tal charge ao texto lido: 

10) Qual dos dois causou mais impacto ao leitor? Por quê? 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Atividade sobre a música "Ouro de tolo", de Raul Seixas e Paulo Coelho


Ouro de tolo

Eu devia estar contente 
Porque eu tenho um emprego 
Sou o dito cidadão respeitável 
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz 
Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito 
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa
Ah, eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso, abestalhado
Que eu estou decepcionado 
Porque foi tão conseguir
E agora eu me pergunto: "E daí?"
Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar
E eu posso ficar ali parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família no jardim zoológico 
Dar pipoca aos macacos
Ah, mas que sujeito chato sou eu 
Que não acha nada engraçado:
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã...
Eu acho tudo isso um saco! 

É você olhar no espelho
E se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
E que só usa 10% de sua cabeça, animal
E você ainda acredita que é um doutor, 
Padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social 

Eu é que não me sento no trono de um apartamento 
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas
Embandeiradas que separam quintais 
No cume calmo do meu olho que vê 
Assenta a sombra sonora de um disco voador

(Raul Seixas e Paulo Coelho)

01) Justifique o título dado à música em questão:

02) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela transmite:

03) Justifique as aspas usadas na música:

04) Por que, mesmo afirmando que conseguiu tudo o que queria na vida, o eu lírico está decepcionado? 

05) Que figura de linguagem está presente no último verso da música? E o que tal verso transmite? O que ele significa? 

06) Por que o eu lírico não vê graça nos passeios com a família, por exemplo?

07) Que mensagem a música transmite? Comente:

08) Você, no lugar do eu lírico, estaria contente com todas as suas conquistas? Por quê?

09) De que passagem da canção você mais gostou? Justifique sua escolha:

10) Localize na letra de música:

a) três adjetivos:
b) dois numerais:
c) um verbo no gerúndio:
d) dois substantivos próprios:
e) dois substantivos comuns:
f) duas marcas de oralidade:
g) um advérbio de tempo:
h) um advérbio de negação:

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Atividade sobre a música "O quereres", de Caetano Veloso com Maria Gadú


 O quereres

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não 
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez 
E onde vês, eu não vislumbro razão 
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito 
E onde queres ternura, eu sou tesão 
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói 
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés 
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock n' roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz 
E onde queres um canto, o mundo inteiro 
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal 
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal 
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

(Caetano Veloso)

01) Justifique o título dado à música acima: 

02) A letra de música é predominantemente composta por antíteses. Com que intenção?

03) Localize no texto todas as antíteses que puder e diga quantas você encontrou: 

04) De todas elas, qual a que mais lhe chamou a atenção? Por quê? 

05) Encontram-se na música mais substantivos abstratos ou concretos? Analise e explique seu raciocínio: 

06) Copie do texto um bom exemplo de paradoxo, justificando sua resposta: 

07) Há, na música, uma concepção romântica de amor? Explique:

08) A expressão "querendo querer-te sem ter fim" consiste em um pleonasmo vicioso ou em uma redundância? Por quê? 

09) Qual foi a intenção discursiva do poeta ao empregá-la? 

10) Qual o processo de formação de palavras que ocorre na construção "quereres e estares"?

11) Copie da música uma interjeição, dizendo o que ela transmite: 

12) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Atividade sobre Quinhentismo no Brasil


01) A obra de arte acima chama-se "Nau capitânia de Cabral" (ou "Índios a bordo da Capitânia de Cabral"), de Oscar Pereira da Silva. Em que lugar se passa a cena?

02) Quem comanda a cena na tela? O que indica a posição de superioridade dessa personagem? 

03) Qual parece ser o estado de espírito dos portugueses? Justifique sua resposta, indicando o que fazem e como agem:

04) Qual é a posição e o estado de espírito dos índios retratados na obra? Comente: 

"O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, e uma alcatifa aos pés por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro mui grande ao pescoço. E Sancho de Tovar e Simão de Miranda e Nicolau Coelho e Aires Correia e nós outros que aqui na nau com ele íamos, assentados no chão dessa alcatifa. 
Acenderam tochas e eles entraram e não fizeram nenhuma menção de cortesia nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão a acenar com a mão para a terra, e depois para o colar, como que nos dizendo que havia em terra ouro. E também viu um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e então para o castiçal como que havia lá também prata."

(Carta de Pero Vaz de Caminha)

05) Quais os pontos de contato e diferenças em relação à obra de arte e o trecho da Carta?

06) Copie um arcaísmo do texto acima:

07) Transcreva uma espécie de polissíndeto, explicando o seu provável surgimento ali na Carta:

08) Por que os índios não trataram o Capitão da maneira esperada? O que isso revela? Como isso foi interpretado? 

09) Localize no trecho passagens que revelam "achismo" e incertezas, explicando seu ponto de vista: 

10) O que esse encontro revela, de fato? Comente: 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Atividade sobre o texto "Reforma ortográfica", de Cynthia Feitosa

Reforma ortográfica

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.
Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. 
Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" substituirá o "S" suave. 
Peçoas que aceçam a internet com frequência vão adorar, principalmente os adoleçentes.
O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunciado cerão trokados pelo "K", já ke o com é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha co  ke koisa prática e ekonômika!
Haverá um aumento do entuziasmo do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o TIL, çeraum eliminados. O "CH" cera çimplifikado para "X" e o "LH" para "LI" ke da no mesmo e e mais fácil. Iço fará kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de caber komo ce eskreve xuxu, xá e xatiçe. Da mesma forma, o "G" co cera uzado kuando o com for komo em “gordo”, e çem o "U" porke naum cera preçizo, já ke kuando o çom for igual ao de "G" em “tigela”, uza-çe o "J" para facilitar ainda mais a vida da gente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais complikadas çeraum possíveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos kokordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum çaum difíceis de usar e preçizam kair e olia falando cério já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçecptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unifikaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a gente fala tudo iguau e açim fica mais façiu. Os kariokas talvez naum gostem de akabar kom o plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar para akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de ce kolocar R no finau dakelas palavras no infinitivo ja ke ninguem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu? Os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra gente cabe kuando algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti i o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai ter mais Eça barera pra çua açençaum çoçiau i çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu o çi intendi muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundo no Brazil vai cabe iskreve direitu ate us jornalista us publicitariu us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i us exprezidenti olia co ki maravilia!

(Cynthia Feitosa)

01) Mesmo com algumas inadequações, segundo a gramática normativa, foi possível entender todo o texto? 

02) Reescreva o texto, "consertando" tudo o que for possível:

03) Será que houve uma "evolução" na ortografia, com as novas regras? Comente:

04) Justifique o título do texto, sugerindo um outro:

05) Copie do texto uma passagem carregada de ironia: 

06) Localize no texto dois numerais, classificando-os:

07) Que crítica o texto em questão mais faz? Comente: 

08) Que mensagem podemos extrair após a leitura desse texto? 

09) Trata-se de uma crônica narrativa ou argumentativa? Por quê? 

10) Que proposta a autora faz? Você acha que ela é séria ou está sendo irônica? 

11) O que foi acontecendo em cada parágrafo? O último parágrafo, com todas as regras presentes, foi de fácil leitura? 

12) Você concorda com a afirmação destacada no começo do texto? Por quê? 

13) Quais são suas maiores dificuldades na escrita da Língua Portuguesa? Cite-as: 

14) Que "alfinetadas" a autora dá na pronúncia de cariocas, paulistas e goianos? O que você pensa a respeito disso? 

15) Você acha que as características da fala estão relacionadas apenas a esses estados? Comente: 

16) Você conhece o internetês, linguagem que segue algumas das regras desta proposta? O que você acha dele? 

17) Observe a charge abaixo e a relacione ao texto: 



18) Copie da charge um vocativo, justificando:

19) Localize na charge dois estrangeirismos, fazendo a "tradução" deles para palavras existentes em nossa Língua:

20) A professora demonstra ter entendido a fala do menino? Justifique sua resposta: