sábado, 27 de julho de 2013

Atividade sobre a obra "Serenata" (1925) - Di Cavalcanti


01) Que sensação a obra acima desperta em você? Justifique sua resposta:

02) Crie uma pequena narrativa em que a obra de arte seja o desfecho dela:

03) Fazendo uso apenas de adjetivos, descreva a obra:

04) Quais são os traços físicos das personagens da tela? 

05) Com base na resposta anterior, percebendo que todas as mulheres são mulatas, que leitura pode ser feita em relação à intencionalidade do artista?

06) O que sugere a presença de pássaros que rodeiam uma das personagens?

07) Inspirando-se na cena retratada, construa pelo menos três metáforas:

08) Você sabe o que é uma serenata? Já ouviu ou presenciou alguma? O que você acha disso?

09) Observando as pessoas retratadas no quadro, podemos dizer que a "serenata" agradou? Está provocando que tipo de reação nelas?

10) Escreva os indícios que fizeram você a dar a sua resposta anterior: 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Atividade sobre a obra "Morro de favela" (1924) - Tarsila do Amaral



01) Olhando bem a obra em questão, você acha que ela condiz com o seu título? Justifique sua resposta:

02) Descreva as personagens que aparecem em cena:

03) Quais traços identificam o estilo da pintora Tarsila do Amaral? 

04) Que cores predominam no quadro acima e o que isso revela?

05) Faça uma pesquisa e descubra de onde se originou o termo "favela", nome dado a esse tipo de moradia:

06) Com base no quadro, justifique (ou negue) o nacionalismo da artista em pauta:

07) Trata-se de uma obra estática ou dinâmica? Por quê? 

08) Você acha que as pessoas que moram em favelas são marginalizadas? Use bons argumentos para defender a sua opinião:

terça-feira, 16 de julho de 2013

Atividade sobre o textículo "Em busca do alimento"

Em busca do alimento

Um animal grande de sangue frio, como a cobra, pode ficar semanas sem comer. Mas os mamíferos, ativos e de sangue quente, como o urso, a capivara ou o lobo, precisam de muita energia para se manter. A energia e as substâncias indispensáveis ao crescimento, reprodução e manutenção do corpo vêm do alimento.
Uma das razões da grande necessidade de energia dos mamíferos é a capacidade de estarem ativos no inverno, quando os animais de sangue frio são lerdos e preguiçosos. Talvez por isso boa parte da caçada seja feita ao alvorecer e anoitecer, antes que o calor do dia permita que os répteis, insetos e outras presas de sangue frio se aqueçam e se dispersem.
(Autor desconhecido)

01) Destaque do texto os substantivos epicenos, justificando:

02) Transcreva do texto 5 (cinco) adjetivos, dizendo a que substantivo cada um deles se refere:

03) O UM que inicia o texto parece ser um numeral cardinal ou um artigo indefinido? Justifique bem a sua resposta:

04) Copie do texto um verbo que esteja na forma infinitiva, transformando-a em gerúndio:

05) Por que o verbo VÊM, situado no final da quarta linha, está acentuado?

06) A palavra UMA, que inicia o segundo parágrafo, trata-se de um numeral cardinal ou de um artigo indefinido? Por quê?

07) Circule no texto um exemplo de advérbio de TEMPO:

08) Sublinhe no texto um advérbio de DÚVIDA:

terça-feira, 9 de julho de 2013

Atividade sobre anedota - "O cientista e o motorista"

O cientista e o motorista

Aquele cientista famoso estava a caminho de uma conferência quando o seu motorista comentou: 
-- Ahhh, patrão, ouvi tantas vezes o seu discurso que tenho certeza de que poderia fazê-lo no seu lugar, se o senhor ficasse doente
-- Isso é impossível! 
-- Quer apostar?
E fizeram a aposta! Trocaram de roupa e, quando chegaram ao local da conferência, o motorista foi para a Tribuna enquanto o cientista instalou-se na última fila. 
Depois da palestra, começou a sessão de perguntas, que ele respondeu com precisão. No entanto, em certo momento, levantou um sujeito que apresentou uma questão dificílima
Longe de entrar em pânico, ele saiu-se com esta:
-- Meu jovem, essa pergunta é tão fácil, mas tããããão fácil, que vou pedir para o meu motorista responder! 

(Autor desconhecido)

01) Justifique o título dado à anedota, aproveitando para sugerir um outro:

02) Circule no texto dois vocativos, explicando o seu raciocínio:

03) O que você achou da ideia do motorista? Ele se saiu bem?

04) Se fosse o cientista, você teria topado essa troca de papéis? Por quê?

05) Pela piada, que personagem pareceu mais esperta? Justifique sua resposta:

06)  Existe diferença entre esperteza e inteligência? Explique: 

07) Copie do texto uma interjeição, dizendo o que ela está transmitindo: 

08) Transcreva do texto um verbo no infinitivo: 

09) Por que a palavra em destaque no texto apareceu grafada dessa maneira?

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto:  

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Atividade sobre a crônica "Pechada", de Luís Fernando Veríssimo

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado. 
-- Aí, Gaúcho! 
-- Fala, Gaúcho! 
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua só com pequenas variações? 
-- Mas o Gaúcho fala "tu"! -- disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
-- E fala certo -- disse a professora -- Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português. 
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara. 
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera. 
-- O pai atravessou a sinaleira e pechou.
-- O quê?
-- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
-- O que foi que ele disse, tia? -- quis saber o gordo Jorge.
-- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
-- E o que é isso?
-- Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo, explique para a classe o que aconteceu.
-- Nós vinha...
-- Nós vínhamos.
-- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto. 
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito. 
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer "bater com o peito", e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada. 
-- Aí, Pechada! 
-- Fala, Pechada! 
(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Circule na crônica todos os vocativos, dizendo sua importância para o contexto:

03) Como você vê a questão dos apelidos? Acha algo positivo ou negativo? Por quê?

04) O que significa a expressão "sotaque carregado"?

05) Você concorda com a afirmação da professora de que "as diferenças não eram tão grandes assim"? Justifique sua resposta: 

06) Responda, sinceramente, à pergunta feita pela professora no final do quarto parágrafo: 

07) Justifique os dois porquês empregados no texto, que se encontram em negrito: 

08) Por que o autor insiste em repetir "gordo Jorge"? Qual era a sua provável intenção? 

09) Justifique todas as aspas utilizadas no texto: 

10) Copie do texto uma passagem carregada de humor: 

11) O que você teria feito no lugar da professora, quando também ela não entendeu o que o Gaúcho falara? Comente:

12) O que significa a passagem destacada no texto "A professora varreu a classe com seu sorriso", especialmente a palavra sublinhada? 

13) Como você acha que o menino lidava com os apelidos? Como você lidaria com eles? Achou ofensivos ou carinhosos? 

14) Que palavra da sua região substituiria, com perfeição, a palavra "pechada"? 

15) Em um determinado momento do texto, a professora faz uma correção na fala do Rodrigo. Indique-o e explique o porquê dessa correção: 

16) Há um outro momento em que a própria professora se corrige. Localize-o, explicando a razão para tal: 

17) No primeiro parágrafo, temos a palavra "gaúcho" grafada com letra inicial maiúscula e, logo após, com letra inicial minúscula. O mesmo ocorre com a palavra "pechada", mais no final do texto. Explique tais diferenças: 

18) Que mensagem a crônica transmite?

19) Localize no texto:

a) um numeral ordinal:
b) dois substantivos próprios:
c) um numeral cardinal:
d) um pronome possessivo:
e) um advérbio de negação:
f) um pronome demonstrativo:

20) Pesquise mais algumas palavras usadas comumente no Rio Grande do Sul e elabore UM parágrafo contendo-as: 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Atividade sobre a música "Verbos sujeitos", de Zélia Duncan


Verbos sujeitos

Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar

Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover
Música pra te alcançar
Refrão pra enternecer...
E agora só falta você!

Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos em aberto pra você me conjugar

Quero... Vou... Fui... Não vi... Voltei...
Mas sei que um dia de novo eu irei.

(Zélia Duncan)

01) Justifique o título dado à canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique, com suas palavras, e de maneira sintética, o verso em destaque no texto: 

03) Em tal verso a palavra sublinhada tem o mesmo sentido do título? Justifique sua resposta:

04) Qual o verso em que o eu lírico mais revela sua solidão?

05) O último verso da quinta estrofe causou alguma surpresa? Por quê? 

06) Circule todos os verbos presentes na música, dizendo quantos você encontrou:

07) Reescreva a canção alterando os verbos empregados nos finais de cada verso para o pretérito imperfeito, fazendo as alterações necessárias:

08) Identifique os substantivos concretos e os abstratos empregados na música: 

09) Como você interpreta o verso "Meus verbos em aberto pra você me conjugar"? 

10) Quantas estrofes existem na canção? Quantos versos, no total?

11) Copie da música fortes marcas de oralidade:

12) Explique os verbos presentes no final da canção, mencionando o que eles têm de diferente dos demais verbos: 

13) Que mensagem a canção transmite? Comente:

terça-feira, 2 de julho de 2013

Atividade sobre o texto "A massacrante felicidade dos outros", de Martha Medeiros


A massacrante felicidade dos outros 

Há um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, ma­rido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não ­sei o quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Li­ma compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero! acontecimentos! só que quando anoitece! É festa no outro apartamento” Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. E uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os ou­tros são — ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas noticias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fra­quezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, seduto­res. “Nunca conheci quem tivesse levado porra­da todos os meus conhecidos têm sido cam­peões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há ho­je, vendendo um mundo de faz-de-conta.             
Nesta era de exaltação de celebridades — reais e inventadas — fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser in­cluído na nossa biografia. Ou será que é tão di­vertido passar dois dias na llha de Caras foto­grafando junto a todos os produtos dos patro­cinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de mo­delo exige? Será tão gratificante ter um papa­razzo na sua cola cada vez que você sai de ca­sa? Estarão mesmo todos realizando um mi­lhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores fes­tas acontecem dentro do nosso próprio aparta­mento.
(Martha Medeiros)

01) Justifique o título utilizado no texto:


02) De quem, especificamente, a autora fala no texto?

03) Quando devemos ficar menos "ligados" na "grama do vizinho"? Por que ela sempre parece mais verde do que a nossa? 

04) Segundo a autora, o que infecta a nossa imaginação? Como solucionar isso?

05) Os notáveis falam muito de quê? Esconde, camuflam o quê?

06) O que faz você "dançar pela sala"? E o que faz se "refugiar no escuro"?

07) O que faz com que nossa vida tenha graça, segundo a autora? Você concorda com ela?

08) Explique o que é "vida sensacional" e "vida sensacionalista", dizendo qual é a sua e por quê:

09) Que dois argumentos de autoridade a autora utiliza em seu texto? Com que objetivo?

10) Que mensagem o texto transmite?