sexta-feira, 14 de junho de 2013

Atividade sobre o texto "Vida fácil", de Alexandre Azevedo

Vida fácil

A simpática senhora esperava pacientemente na fila do orelhão a sua vez de telefonar. Bem vestida, a simpática senhora aparentava ser uma respeitada dona-de-casa, boa mãe, exemplar esposa. 
Ao chegar a vez, um rapaz pobremente vestido, com feições aflitas, interrompeu-a:
-- Perdão, minha senhora. Será que eu posso usar o telefone? É urgente! Por favor! 
A simpática senhora, notando que o rapaz estava mesmo com algum problema sério -- pois, apesar de sua aparência humilde, possuía um certo ar de honestidade -- cedeu-lhe a vez. Cedida, ele depositou a ficha no aparelho e, sempre apresentando sinais visíveis de nervosismo, completou a ligação:
-- Alô! Seu Juarez? É o Reinaldo. O senhor mandou eu ligar às onze, lembra? A camisa e a gravata eu tenho. Só faltam a calça e o paletó. O senhor arrumou? Não! Pua vida, o senhor prometeu. Tem que ser de terno, senão eles não aceitam... Droga, desligou! 
O rapaz, decepecionado, foi sentar-se numa mureta ao lado do orelhão. A simpática senhora, que ouviu toda a conversa, reparou que ele chorava por não ter conseguido o seu terno. A simpática senhora, sensibilizada com o ocorrido, foi ao seu encontro:
-- Desculpe, mas eu não pude diexar de ouvir a sua conversa. Você precisa muito desse terno?
O rapaz explicou toda a situação. Explicou que estava desempregado há algum tempo e que não possuía dinheiro para a aquisição de um terno que usaria para se apresentar à vaga de uma determinada empresa. 
Comovida com a história do rapaz, a simpática senhora resolveu presenteá-lo com um terno novinho. O rapaz agradeceu com as lágrimas escorrendo pelo rosto. 
No outro dia, no mesmo orelhão, um simpático senhor pegou o telefone para fazer a ligação. O rapaz interrompeu-o:
-- Perdão, meu senhor. Será que eu posso usar o telefone? É urgente! Por favor! O simpático senhor cedeu-lhe a vez:
-- Alô! Seu Juarez? É o Reinaldo. O senhor mandou eu ligar às onze, lembra? A camisa, a gravata, a calça e o paletó eu tenho. Só falta o sapato. O senhor arrumou? Não! Puxa vida... 


(Alexandre Azevedo)

01) Justifique o título empregado no texto acima:

02) Por que a mulher cedeu a vez ao rapaz para telefonar?

03) Qual o objetivo do rapaz? O que você pensa sobre isso?

04) Circule no texto todos os vocativos:

05) Que frase do texto justifica a urgência do rapaz para conseguir a vez de telefonar?

06) O que se pode inferir do final da história? Por quê?

07) Você acha que o fato de o rapaz estar desempregado justifica o seu comportamento? Justifique sua resposta: 

08) Que mensagem o texto transmite? Comente:

09) Como você acha que seria o final dessa história? Invente-o:

10) Você acha que existem muitas pessoas por aí como o tal do Reinaldo? Como solucionar esse problema? 

(Atividade feita em parceria com a amiga querida Nádia Aparecida)