terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Atividade sobre a música "O mundo é um moinho", de Cartola


O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó....

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares, estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

(Cartola)

01) Justifique o título dado à canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Circule no texto os vocativos utilizados:

03) Copie da música um verso que expressa a brevidade da vida:

04) Transcreva do texto uma metáfora, explicando-a:

05) Qual o objetivo do eu lírico  com relação à pessoa amada?

06) Que mensagem a música transmite?

07) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada na canção:

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Produção textual: "Oração do passarinho"


Oração do passarinho

Meu Deus, 
sozinho
não sei rezar direito a minha oração!
Mas, por favor, 
protegei da chuva e do vento
meu ninho tão pequeno.
Colocai muitos grãos em meu caminho
e muito orvalho nas flores.
Fazei o azul bem alto
e bem macios os ramos.
Deixai até bem tarde no céu
vossa luz tão suave
e, no meu pobre coração, esta inesgotável música, 
a fim de que eu possa
cantar, cantar, cantar...
Eis, meu Deus, o que vos peço.
Amém! 

(Carmem Bernos de Gasztold)

Coloque-se no lugar de algum animal e escreva uma oração a Deus.

Antes de começar a escrever, pense:

1. nas necessidades dessa personagem;
2. naquilo que a faz alegre e feliz;
3. naquilo que a faz triste e infeliz;
4. nos seus desejos, sonhos e medos.

Anote esses dados. A seguir, escreva seu texto. Procure sentir como essa personagem sente, pensar como ela pensa e ver o mundo como ela vê. Arrase!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Atividade sobre a crônica "Povo", de Luís Fernando Veríssimo

Povo

-- Geneci...
-- Senhora?
-- Preciso falar com você. 
-- O que foi? O almoço não estava bom?
-- O almoço estava ótimo. Não é isso. Precisamos conversar. 
-- Aqui na cozinha?
-- Aqui mesmo. O seu patrão não pode ouvir. 
-- Sim, senhora. 
-- Você... 
-- Foi o copo que eu quebrei?
-- Quer ficar quieta e me escutar?
-- Sim, senhora.
-- Não foi o copo. Você vai sair na escola, certo? 
-- Vou sim, senhora. Mas se a senhora quiser que eu venha na terça...
-- Não é isso, Geneci! 
-- Desculpe.
-- É que eu... Geneci, eu queria sair na sua escola.
-- Mas...
-- Ou fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Não aguento ficar fora do Carnaval. 
-- Mas...
-- Vocês não têm, sei lá, uma ala das patroas? Qualquer coisa. 
-- Se a senhora tivesse me falado antes...
-- Eu sei. Agora é tarde. Para a fantasia e tudo o mais. Mas eu improviso uma baiana. Deusa grega, que é só um lençol. 
-- Não sei. 
-- Saio na bateria. Empurrando alegoria. 
-- Olhe que não é fácil...
-- Eu sei. Mas eu quero participar. Eu até sambo direitinho. Você nunca me viu sambar? Nos bailes do clube, por exemplo. Toca um samba e lá vou eu. Até acho que tenho um pé na cozinha. Quer dizer. Desculpe. 
-- Tudo bem. 
-- Eu também sou povo, Geneci! Quando vejo uma escola passar, fico toda arrepiada. 
-- Mas a senhora pode assistir.
-- Mas eu quero participar, você não entende? No meio da massa. Sentir o que o povo sente. Vibrar, cantar, pular, suar. 
-- Olhe...
-- Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito.
-- Não sei...
-- Se precisar pagar, eu pago. 
-- Não é isso. É que...
-- Está bem. Olhe aqui. Não preciso nem sair na avenida. Posso costurar. Ajudar a organizar o pessoal. Ajudar no transporte. O Alfa Romeo está aí mesmo. Tem e Caravan, se o patrão não der falta. É a emoção de participar que me interessa, entende? Poder dizer "a minha escola". Eu teria assunto para o resto ao ano. Minhas amigas ficariam loucas de inveja. Alguns iam torcer o nariz, claro. Mas eu não sou assim. Eu sou legal. Eu não sou legal com você, Geneci? Sempre tratei você de igual para igual. 
-- Tratou, sim senhora. 
-- Meu Deus, a ama-de-leite da minha mãe era preta! 
-- Sim, senhora. 
-- Geneci, é um favor que você me faz. Em nome da nossa velha amizade. Faço qualquer coisa pela nossa escola, Geneci. 
-- Bom, se a senhora está mesmo disposta...
-- Qualquer coisa, Geneci. 
-- É que o Rudinei e Fátima Araci não têm com quem ficar.
-- Quem?
-- Minhas crianças. 
-- Ah. 
-- Se a senhora pudesse ficar com eles enquanto eu desfilo...
-- Certo. Bom. Vou pensar. Depois a gente vê.
-- Eu posso trazer elas e...
-- Já disse que vou pensar, Geneci. Sirva o cafezinho na sala. 

(Luís Fernando Veríssimo)

01) Justifique o título usado no texto, aproveitando para sugerir um outro:

02) Onde as protagonistas conversam e por quê?

03) Sobre o que Geneci imaginava que seria a conversa? O que isso revela?

04) Que argumentos a patroa utiliza para convencer Geneci a deixá-la participar do desfile?

05) Quais os dois reais motivos de a patroa querer participar do Carnaval? O que você pensa a respeito disso? 

06) O que a fala "Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito" quer dizer? 

07) Você acha que a patroa realmente tratava a empregada "de igual para igual"? Comprove com elementos do próprio texto: 

08) Há alguma diferença étnica entre patroa e empregada? O que se pode deduzir em relação à cor das personagens? O que serviu de "pista textual"? 

09) A patroa disse à Geneci que estava disposta a qualquer coisa para desfilar pela escola. Isso era verdade ou mentira? Por quê? 

10) Qual foi o meio que Geneci encontrou para que ela pudesse colaborar com a escola? A patroa aceitou essa proposta? 

11) O texto faz uma crítica a qual comportamento social? Explique: 

12) Circule na crônica todos os vocativos, dizendo sua importância para o contexto:

13) Que mensagem o texto transmite? Comente:

(Atividade feita em parceria com a minha amiga Fabi Behling, dona do blog "Só Atividades")

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Atividade com imagem "O político e a cobra"


01) Que notícia você poderia criar tendo as informações acima como estímulo?

02) Se considerarmos apenas a imagem, ela seria bem utilizada no gênero "fotorreportagem"? Por quê?

03) Que implícitos podem ser encontrados na leitura do texto?

04) No que reside o humor do texto?

05) O que você acha que é mais importante para o entendimento da mensagem: a linguagem verbal, não-verbal ou ambas? Justifique sua resposta:

06) A partir das informações disponíveis, crie memes sobre essa história:

07) Por que razão as pessoas teriam mais interesse em saber do estado de saúde da cobra? 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Atividade sobre a música "Asa branca", de Luiz Gonzaga


Asa branca

Quando oiei a terra ardendo 
Quá fogueira de São João 
Eu preguntei a Deus do Céu, ai,
Purquê tamanha judiação?!

Qui braseiro! Qui fornaia!
Nem um pé de prantação
Pru farta dágua, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: -- Adeus, Rosinha,
Guarda contigo meu coração 

Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo 
Para mim voltá pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se espaiá na prantação 
Eu te asseguro, num chore não, viu! 
Que eu vortarei, viu, meu coração! 

(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) 

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Circule no texto um vocativo:

03) Há algum motivo na música para despertar o chamado "preconceito linguístico"? Por quê?

04) Reescreva toda a música, de modo a contemplar a norma culta e formal da língua:

05) Justifique o porquê em destaque no texto:

06) Que mensagem a canção transmite? Comente:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Produção textual: "Colocando o cérebro para malhar!"


Nosso cérebro, se não for usado, e com frequência, tende a ficar "fora de forma", a atrofiar-se. E nos é sabido que hoje em dia muita gente só quer saber de malhar... o corpo, claro, e mais por conta do culto à beleza, muito menos por conta da saúde, que seria um vício justificado. Mas e malhar o cérebro? Por que não? Por que não tentar buscar o chamado equilíbrio? Só sairíamos ganhando, com certeza. 

Aproveitando a imagem acima, você deverá produzir um texto que com ela dialogue, de alguma forma. Pode ser um texto descritivo, narrativo, ou dissertativo. O que você preferir! Vamos lá?