terça-feira, 26 de novembro de 2013

Atividade sobre cartum do Caulos - Uma Biografia


01) Justifique o título do cartum:

02) O que representa o primeiro quadrinho? E por que foi escolhido o ponto de interrogação?

03) O que acontece no segundo quadrinho? Por que o ponto de exclamação foi o escolhido?

04) O terceiro quadrinho simboliza que fase da vida da pessoa? Explique o símbolo utilizado:

05) Você acha que o que ocorreu no terceiro quadrinho corresponde mesmo à metade do caminho percorrido? Por quê? 

06) O que o quarto quadrinho representa? O que o símbolo está ali simbolizando? 

07) O que o quinto quadrinho nos mostra? O que isso representa? Por que foi utilizado o ponto final? 

08) Que mensagem o cartum transmitiu? Comente:

09) O que o dono da biografia acima demonstra valorizar sempre?

10) Podemos afirmar que há uma passagem do tempo em cada quadrinho?

11) A que etapa da vida cada um deles corresponde? Explique, enumerando-os:

12) Que mensagem tal cartum transmite? Comente:

13) Você acha que vale a pena passar a vida toda sonhando com algum bem material? Justifique sua resposta: 

14) Que tipo de linguagem foi utilizada em ambas as biografias: verbal ou não-verbal? Justifique sua resposta:

15) De qual das duas biografias você gostou mais? Por quê?

16) Transforme as duas imagens em dois pequenos textos narrativos, absorvendo todos os detalhes:

Atividade sobre a música "É', de Gonzaguinha


É!

É! 
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor...

A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade...

É! 
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela...

É! 
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação...

É! É! É! É! É! É! É! 

(Gonzaguinha) 

01) Justifique o título dado à música, sugerindo um outro:

02) Qual é o tema presente na canção? Comente: 

03) Podemos afirmar que praticamente toda a música é construída por anáfora? Por quê? 

04) O que a música critica? Justifique sua resposta: 

05) Interprete o verso que se encontra em negrito no texto: 

06) Copie da canção marcas de oralidade: 

07) Que mensagem a música transmitiu? 

08) Existe, na música, um pedido implícito. Qual? E a quem ele é feito?

09) De que verso você mais gostou? Por quê? 

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra em destaque no texto: 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Atividade sobre a crônica "Comunicação", do Luís Fernando Veríssimo

Comunicação

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
-- Posso ajudá-lo, cavalheiro?
-- Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...
-- Pois não?
-- Um... como é mesmo o nome?
-- Sim...
-- Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.
-- Sim, senhor.
-- O senhor vai dar risada quando souber.
-- Sim, senhor.
-- Olha, é pontuda, certo?
-- O quê, cavalheiro?
-- Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim... faz uma volta, aí vem reto de novo e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um... um... uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?
-- Infelizmente, cavalheiro...
-- Ora, você sabe do que eu estou falando.
-- Estou me esforçando, mas...
-- Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
-- Se o senhor diz, cavalheiro.
-- Como, se eu digo? Isso é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
-- Sim, senhor. Pontudo numa ponta.
-- Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?
-- Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?
-- Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.
-- Sinto muito.
-- Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas, fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.
-- Eu não estou pensando nada, cavalheiro.
-- Chama o gerente.
-- Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer é feita do quê?
-- É de, sei lá. De metal.
-- Muito bem. De metal. Ela se move?
-- Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.
-- Tem mais de uma peça? Já vem montado?
-- É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
-- Francamente.
-- Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.
-- Ah, tem clique. É elétrico.
-- Não, clique que eu digo, é o barulho de encaixar.
-- Já sei!
-- Ótimo!
-- O senhor quer uma antena externa de televisão.
-- Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...
-- Tentemos por outro lado. Para o que serve?
-- Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.
-- Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...
-- Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!
-- Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
-- É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?

(Luís Fernando Veríssimo)



01) Justifique o título dado ao texto acima, aproveitando para explicar por que o assunto contradiz essa afirmação: 

02) Copie dele três exemplos da forma nominal chamada GERÚNDIO, explicando que efeito eles dão ao texto: 

03) Transcreva da crônica uma passagem que comprove hesitação: 

04) Circule no texto dois exemplos de VOCATIVO: 

05) Copie do texto uma frase que traga a palavra NÃO sem o valor de negação: 

06) Retire do texto dois exemplos de interjeição, dizendo que sentimento eles expressam: 

07) Copie do texto um exemplo de locução verbal, substituindo-a por um único verbo que lhe seja equivalente: 

08) Por que podemos afirmar que praticamente todo o texto é um diálogo? Quem faz parte da conversa? 

09) Qual é a grande dificuldade do comprador? 

10) Coloque-se no lugar das duas personagens. Quem você acha que deveria estar mais nervoso? Por quê? 

11) Você conseguiu descobrir do que se trata o objeto desejado pelo comprador, sem ter lido o final? Que característica, na sua opinião, poderia ter sido esclarecedora logo no início? 

12) Você concorda com o comprador quando ele afirma que não saber o nome da coisa é um detalhe? Justifique sua resposta: 

13) Que pedido do vendedor deixou o comprador bastante irritado? 

14) Esse pedido, na sua opinião, foi descabido? Por quê? 

15) Antes de saber o final da história, em que objeto ou objetos você pensou? 

16) Que outro título você daria ao texto? 

17) Você acha que situações desse tipo são fictícias ou podem realmente acontecer na realidade? Justifique: 

18) Transcreva do texto dois exemplos da forma nominal do verbo chamada INFINITIVO: 

19) Copie do texto uma palavra que se apresente no diminutivo: 

20) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

21) Numere as palavras destacadas no texto para, em seguida, dizer a que classe gramatical cada uma delas pertence:

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Atividade sobre a música "Camila Camila", de Nenhum de nós


Camila Camila

Depois da última noite de festa
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
As coisas aconteciam com alguma explicação 
Com alguma explicação 

Depois da última noite de chuva
Chorando e esperando amanhecer, amanhecer
Às vezes peço a ele que vá embora
Que vá embora

Camila,
Camila, Camila

Eu que tenho medo até de suas mãos
Mas o ódio cega e você não percebe
Mas o ódio cega

E eu que tenho medo até do seu olhar
Mas o ódio cega e você não percebe 
Mas o ódio cega

A lembrança do silêncio
Daquelas tardes, daquelas tardes
Da vergonha do espelho 
Naquelas marcas, naquelas marcas

Havia algo de insano
Naqueles olhos, olhos insanos
Os olhos que passavam o dia 
A me vigiar, a me vigiar

Camila
Camila, Camila

Camila
Camila, Camila 

E eu que tinha apenas 17 anos
Baixava a minha cabeça pra tudo 
Era assim que as coisas aconteciam
Era assim que eu via tudo acontecer

(Nenhum de Nós)

01) Explique o título dado à música acima:

02) Utilize cinco adjetivos para caracterizar a Camila:

03) Que crítica social a canção faz? Explique, aproveitando para comprovar sua resposta com elementos do próprio texto: 

04) Por que a protagonista pediria para a pessoa ir embora? Levante hipóteses:

05) Por que ela  teria medo das mãos e do olhar? O que isso pode indicar?

06) Você concorda que "o ódio cega"? O que se pode inferir dessa afirmação?

07) Que mensagem a música transmite? Comente: 

Atividade sobre a poesia "Resgate", de Alzira Rufino

Resgate

Sou negra 
Ponto final
Devolvo-me a identidade
Rasgo a minha certidão

Sou negra 
Sem reticências
Sem vírgulas
Sem ausências

Sou negra balacobaco
Sou negra, noite, cansaço
Sou negra 
Ponto final.

(Alzira Rufino)

01) Justifique o título utilizado na poesia acima:

02) Por que a autora utiliza os nomes dos sinais de pontuação? Que ideias eles transmitem? 

03) Quantas estrofes e quantos versos compõem o poema? 

04) Qual o objetivo da poesia? Ele foi atingido?

05) O que ela denuncia? Justifique sua resposta:

06) Que mensagem a poesia transmite? Comente: 

Atividade sobre a música "Tente outra vez", de Raul Seixas


Tente outra vez

Veja!
Não diga que a canção 
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda está na fonte
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou! 
Não, não, não! 

Oh! Oh! Oh! Oh! 
Tente! 
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta
Se você parar
Não, não, não!
Não, não, não! 

Há uma voz que canta 
Uma voz que dança
Uma voz que gira
 Bailando no ar
Uh! Uh! Uh! 

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo 
Vai! 
Tente outra vez! 

Tente! (Tente!)
E não diga 
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas 
Que se vive a vida
Tente outra vez! 

(Raul Seixas)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Qual o tema da canção? Justifique sua resposta:

03) Circule na música todos os verbos no modo imperativo e diga a importância dos mesmos para o contexto: 

04) O que seria a "água viva" mencionada na canção? 

05) Interprete os versos em negrito no texto: 

06) Copie da canção um verso carregado de esperança: 

07) O que significa "levante a sua mão sedenta"? Explique: 

08) Que mensagem a música transmite? Comente: 

09) O eu lírico afirma que a vida é feita de batalhas. Você concorda com ele? Justifique seu ponto de vista:

10) Você acha que vale mesmo a pena sempre tentar outra vez? Por quê? 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Atividade sobre a música "Fico assim sem você", com Adriana Calcanhoto


Fico assim sem você

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço 
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra ter ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você...

(Cacá Moraes e Abdullah)

01) Justifique o título dado à música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique o verso em destaque na quinta estrofe:

03) Transcreva da música uma hipérbole, explicando seu raciocínio:

04) Copie do texto marcas de oralidade:

05) Circule no texto todos os substantivos:

06) Justifique o emprego dos dois porquês destacados na música:

07) De que dupla citada você mais gostou? Por quê?

08) Que comparação mencionada na música você mais curtiu? Justifique sua resposta:

09) Que mensagem a canção transmite? Comente:

10) Localize no texto:

a) dois pronomes possessivos:
b) um advérbio de modo:
c) dois substantivos próprios:
d) um numeral:
e) um advérbio de negação:
f) um pronome de tratamento:
g) um advérbio de lugar:

11) Faça uma HQ contendo todos os detalhes da música:

domingo, 10 de novembro de 2013

Atividade sobre a música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes


Garota de Ipanema

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela, a menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado 
É mais que um poema
É a coisa mais linda
Que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste? 
Ah, a beleza que existe...
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha...

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho
Se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor... 

(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

01) Justifique o título dado à música acima:

02) Como é a moça de Ipanema, com suas palavras?

03) Por que ela tem o corpo dourado?

04) Que qualidades de tal garota são ressaltadas na música?

05) Explique a importância das interrogações feitas na canção:

06) Interprete o verso destacado na música:

07) Circule no texto as interjeições, dizendo o que elas transmitem:

08) Que mensagem a canção transmite?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Atividade com o texto "Elonomio foi para a virla"

Elonomio foi para a virla

Elonomio era um crode delinado com a situação do místiro. Um dia, asterilando pela cidade, ele decidiu que não mais queria xuvarir no Brasil. Rufocou com vários amigos antes de revuar a decisão. Um deles falou sobre as rivales da Itália; outro disse que Portugal seria zimber. Mas, dentre todos os místiros da Virla, Elonomio tinha especial abrunato pela Alemanha. Foi assim que em 1985 ele decidiu ir duvinar lá. Hoje, Elo não é mais um chito delinado. Holeste trabalha com estiro milo numa grande sístia e tem um fito com liber salário. Elonomio está envelenido com uma bela crodiro e até é fati de dois crodinhos alemães. 

(Autor desconhecido)

01) Circule no texto todas as palavras desconhecidas: 

02) Tente substituir cada uma dessas palavras circuladas por palavras existentes em nossa Língua e que façam o texto ter sentido: 

domingo, 27 de outubro de 2013

Atividade sobre o texto "Tentação", de Clarice Lispector

Tentação

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
(Clarice Lispector)

01) Justifique o título do texto acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Quem são as personagens principais e como elas são? 

03) Onde se passa a história e como é esse lugar?

04) Qual frase do texto mostra algo marcante do cenário?

05) O que a frase “Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária” revela sobre o conflito da menina? 

06) Se a frase acima se refere à menina, por que o adjetivo RUIVO está no masculino?

07) Em “O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida”, do que a bolsa salvava?

08) Considerando as características da bolsa, ela era boa companhia para a menina?

09) Por que o narrador se refere ao cão como “um irmão em Grajaú”?

10) Qual trecho do texto mostra que o cachorro também se identifica com a menina?

11) O que o cachorro pode representar no texto?

12) O que significa a frase “Mas ambos eram comprometidos”? Comprove sua resposta da questão anterior com frases do texto:

13) Levando em consideração a relação entre o cachorro e a menina, e o fato de que ambos eram comprometidos, explique o que o título “Tentação” poderia indicar:

14) Qual seria o tema principal do texto? Justifique sua resposta:

15) Na sua opinião, é melhor que as pessoas sejam diferentes umas das outras, ou o ideal seria que todos fossem iguais? Por quê? 

16) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Atividade sobre o poema "A montanha", de Olavo Bilac

A montanha

Calma, entre os ventos, em lufadas cheias 
De um vago sussurrar de ladainha,
Sacerdotisa em prece, o vulto alteias
Do vale, quando a noite se avizinha.

Rezas entre os desertos e as areias
Sobre as florestas e a amplidão marinha,
E, ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias,
Mudas servas aos pés de uma rainha. 

Ardes em holocausto de ternura,
E abres, piedosa, a solidão bravia
Para as águias e as nuvens, a acolhê-las

E invades, como num sonho, a imensa altura
-- Última a receber o adeus do dia
Primeira a ter a bênção das estrelas. 

(Olavo Bilac) 

01) Justifique o título dado ao poema acima:

02) Copie do texto uma comparação, explicando-a:

03) Transcreva do poema um par de antítese, justificando seu raciocínio:

04) Por que o texto é um soneto?

05) Que mensagem o poema transmite? Comente:

06) O emprego do adjetivo que inicia o soneto nos dá a ideia:

(A) da altura da montanha
(B) da beleza da montanha
(C) da grandiosidade da montanha
(D) da imobilidade da montanha

07) A passagem "... um vago sussurrar de ladainha" nos leva a pensar:

(A) no murmúrio das folhas sacudidas pelo vento.
(B) na altitude de prece das pessoas quando escalam uma montanha.
(C) na prece que todos fazem na hora da Ave-Maria.
(D) no vôo rasante das águias pelas copas das árvores.

08) Se abrirmos um dicionário, veremos que montanha é "uma grande massa de terra ou de rocha elevada acima do terreno que a cerca", portanto, a montanha de Olavo Bilac é: 

(A) possível.
(B) pura ficção.
(C) real.
(D) cópia da natureza. 

09) Assinale a expressão utilizada pelo autor que nos dá a ideia das dificuldades impostas pela natureza aos que desejam escalar uma montanha: 

(A) "... o vulto alteias"
(B) "... os desertos e as areias"
(C) "a solidão bravia"
(D) "ardes em holocausto de ternura"

10) Na passagem "E invades, como num sonho, a imensa altura", a palavra destacada significa que: 

(A) a montanha tende sempre a crescer para as alturas. 
(B) somente através do sonho podemos atingir o infinito.
(C) o homem, conquistando a Lua, superou os nossos sonhos.
(D) as naves espaciais resolveram os problemas e desejos do homem. 

11) Há um grupo de palavras essencialmente religiosas que o autor emprega em sentido comparativo no texto e trata-se de:

(A) sacerdotisa, prece, vulto, rezas.
(B) rezas, piedosa, ajoelhadas, bênção
(C) sacerdotisa, solidão, prece, adeus
(D) piedosa, ajoelhadas, bênção, estrelas

12) Daí se conclui que o poeta deve ou pode:

(A) pensar sempre em coisas possíveis.
(B) trabalhar com a imaginação, criando coisas acima das reais. 
(C) copiar a natureza como esta se apresenta.
(D) fotografar o real como uma câmera cinematográfica. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Atividade sobre o texto "O poder do e-mail", de Autor Desconhecido

O poder do e-mail

Um homem deixou as ruas movimentadas de São Paulo para umas férias em Salvador. Sua esposa estava viajando a negócios e estava planejando encontrá-lo lá no dia seguinte. 
Quando chegou ao hotel resolveu mandar um e-mail para sua mulher. Como não achou o papelzinho em que tinha anotado o endereço do e-mail dela, tirou da memória o que lembrava e torceu para que estivesse certo. 
Infelizmente ele errou uma letra, e a mensagem foi para uma senhora, cujo marido havia falecido no dia anterior. 
Quando ela foi checar os seus e-mails, deu uma olhada no monitor, deu um grito de profundo horror e caiu dura e morta no chão. Ao ouvir o grito, sua família correu para o quarto e leu o seguinte na tela do monitor:
"Querida esposa, acabei de chegar. Foi uma longa viagem. Apesar de só estar aqui há poucas horas, já estou gostando muito. Falei aqui com o pessoal e está tudo preparado para a sua chegada amanhã. Tenho certeza que você também vai gostar...Beijos do seu eterno e amoroso marido.
OBS: Está fazendo um calor infernal aqui!"
(Autor Desconhecido)

01) Justifique o título dado ao texto: 

02) Identifique as personagens presentes na história:

03) Por que motivo o homem enviou o e-mail para sua mulher?

04) Onde foi anotado o endereço do e-mail da esposa?

05) A mensagem chegou ao destino correto? Justifique sua resposta:

06) O que ocasionou o extravio do e-mail? 

07) Por que motivo se deu o falecimento descrito no texto?

08) Você acha que essa história possui verossimilhança? Por quê?

09) Em que reside o humor no texto? Explique bem:

10) Onde a viúva interpretou que seu marido estava ao ler a observação?

11) Para a família da viúva, o que poderia ter causado a sua morte? 

12) Que mensagem o texto transmite? 

13) Você considera o autor do e-mail culpado pelo falecimento da senhora? Justifique:

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Atividade sobre o texto "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector

Felicidade clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruiva­dos. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implo­rar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, na­dava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tran­qüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquan­to o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhe­ra para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

(Clarice Lispector)

01) Justifique o título dado ao texto: 

02) Quem são as personagens principais da história? Que aspectos dessas personagens são ressaltados? 

03) Embora a filha do dono da livraria não tivesse muitas qualidades, algo a fazia pareceer superior aos olhos da narradora. O que era?

04) Por que, na opinião da narradora, a outra menina tinha talento para a crueldade? Você concorda com ela?

05) Qual é a explicação da narradora para o ódio e o desejo de vingança da menina?

06) Que livro a narradora foi pegar emprestado na casa da menina? Qual era o autor? 

07) Por que a narradora se submetia ao jogo maquiavélico criado pela menina? O que você teria feito no lugar dela? 

08) Um dia, a mãe descobre o jogo que a menina vinha fazendo com a narradora. O que parece ter chocado mais a mãe nessa descoberta?

09) O que a decisão da mãe representou para a narradora? 

10) Por que o livro é comparado a um amante, no final do texto? O que você pensa a respeito disso? Comente:

11) Por que a narradora fingia que não sabia onde tinha guardado o livro e depois "achava-o"? 

12) Que mensagem o texto transmitiu? 

13) O que seria a SUA "felicidade clandestina"? 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Atividade sobre a música "Canção da América", de Milton Nascimento



Canção da América

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar... 

(Milton Nascimento e Fernando Brant)

01) Justifique o título dado à canção:

02) O que significa a expressão "Guardar debaixo de sete chaves"? O que você guardaria dessa maneira? Cite três coisas: 

03) Copie o verso que mostra o efeito que a canção causa naquele que vê o amigo partir: 

04) Circule na canção um vocativo: 

05) Por que o tempo e a distância poderiam dizer "não"? 

06) Que mensagem a música transmite? 

07) Você costuma ouvir "a voz que vem do coração"? Quais as vantagens e desvantagens disso? 

08) Quais são seus melhores amigos? O que eles possuem para se destacarem dos demais?

09) Crie um acróstico com a palavra AMIZADE: 

Atividade "Ilustrando alguns provérbios"

Lista de provérbios para ilustração

01) A bom entendedor, meia palavra basta.
02) A cavalo dado não se olham os dentes.
03) A corda sempre arrebenta do lado do mais fraco.
04) A justiça tarda, mas não falha.
05) A mentira tem pernas curtas.
06) A ocasião faz o ladrão.
07) Quem tudo quer, nada tem.
08) Nem tudo que reluz é ouro.
09) A pressa é a inimiga da perfeição.
10) A união faz a força.
11) Amigos, amigos; negócios à parte.
12) Quem avisa, amigo é.
13) Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.
14) Amor com amor se paga.
15) Antes só do que mal acompanhado.
16) Quem não arrisca, não petisca.
17) Santo de casa não faz milagre.
18) Antes tarde do que nunca.
19) Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
20) Em terra de cego, quem tem olho é rei.
21) Olho por olho, dente por dente.
22) Depois da tempestade, vem a bonança.
23) Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.
24) Quem não tem cão, caça com gato.
25) Farinha pouca, meu pirão primeiro.
26) O que os olhos não veem, o coração não sente.
27) Filho de peixe, peixinho é.
28) Deus ajuda a quem cedo madruga.
29) Aqui se faz, aqui se paga.
30) Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.
31) É dando que se recebe.
32) Quem cala, consente.
33) Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
34) Quem semeia vento, colhe tempestade.
35) Vão-se os anéis, ficam os dedos.
36) Águas passadas não movem moinhos.
37) Beleza não se põe mesa.
38) Cada macaco no seu galho.
39) Cada um sabe onde o calo lhe aperta.
40) Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
41) Caiu na rede é peixe.
42) Cada doido com sua mania.
43) À noite todos os gatos são pardos.
44) Cão que ladra não morde.
45) De grão em grão a galinha enche o papo.
46) Véspera de muito, dia de nenhum.
47) De boa intenção o inferno está cheio.
48) De pensar morreu um burro.
49) Devagar se vai ao longe.
50) Diga-me com quem andas que eu te direi quem és.
52) Quem se mistura com porco, farelo come.
53) Dois bicudos não se beijam.
54) Em boca fechada, não entra mosca.
55) Escreveu não leu, o pau comeu.
56) É melhor prevenir do que remediar.
57) Panela velha é que faz comida boa.
58) Gato escaldado tem medo de água fria.
59) Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
60) Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
61) Leite de vaca não mata bezerro.
62) Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.
63) Mais vale um pássaro voando do que dois voando.
64) Nunca deixe para amanhã aquilo que se pode fazer hoje.
65) Não adianta jogar pérolas aos porcos.
66) Não se coloca o carro na frente do boi.
67) O hábito não faz o monge.
68) O que arde, cura;o que aperta, segura.
69) O seguro morreu de velho.
70) Onde há fumaça, há fogo.
71) Onde vai a corda, vai a caçamba.
72) O justo paga pelo pecador.
73) Amor não enche barriga.
74) Quem casa, quer casa.
75) Os cães ladram, a caravana passa.
76) Papagaio come milho, periquito leva fama.
77) Pau que nasce torto nunca se endireita.
78) Pedra que rola não cria limo.
79) O peixe morre pela boca.
80) Quando a esmola é demais, o santo desconfia.
81) Quem avisa, amigo é.
82) Quando um burro fala, o outro abaixa as orelhas.
83) Quem brinca com fogo, acaba queimado.
84) Quem canta, seus males espanta.
85) Quem conta um conto, aumenta um ponto.
86) Quem desdenha, quer comprar.
87) Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
88) Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
89) Quem muito se abaixa, mostra o rabo.
90) Quem não chora, não mama.
91) Quem não deve, não teme.
92) Quem meus filhos beija, minha boca adoça.
93) Quem planta, colhe.
94) Quem procura, acha.
95) Quem come a guarda, bota a mesa duas vezes.
96) Quem quer a rosa, que aguente os espinhos.
97) Quem sai aos seus não degenera.
98) Quem tem boca, vaia Roma.
99) Quem vê cara, não vê coração.
100) Quem é vivo sempre aparece.
101) Cada cabeça, uma sentença.
102) Ri melhor quem ri por último.
103) Saco vazio não fica de pé.
104) Roupa suja se lava em casa.
105) Tamanho não é documento.
106) Um dia é da caça, o outro do caçador.
107) Uma andorinha só não faz verão.
108) Apressado come cru.
109) Não adianta chorar sobre o leite derramado.
110) A voz do povo é a voz de Deus.
111) Deus escreve certo por linhas tortas.
112) O barato sai caro.
113) Para baixo todo santo ajuda.
114) Quem canta seus males espanta.
115) A palavra é prata; o silêncio é ouro.
116) Amor com amor se paga.
117) Mente vazia, oficina do diabo.
118) Não julgue um livro pela capa.
119) Não se faz omelete sem quebrar os ovos.
120) Cada um sabe onde lhe aperta o calo.

--> Os provérbios deverão ser sorteados! Cada dupla deverá ilustrar o provérbio recebido para que a outra dupla tente descobrir. 

--> Cada dupla deverá criar uma história em que o provérbio recebido esteja presente! 

Atividade com a música "Vou tirar você do dicionário", de Zélia Duncan e Alice Ruiz



Vou tirar você do dicionário

Vou tirar do dicionário
A palavra você
Vou trocá-la em miúdos
Mudar meu vocabulário
E no seu lugar
Vou colocar outro absurdo
Eu vou tirar suas impressões digitais da minha pele
Tirar seu cheiro dos meus lençóis
O seu rosto do meu gosto
Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos nãos se faz um sim
Eu vou tirar o sentimento do meu pensamento
Suas imagens e semelhança
Vou parar o movimento
A qualquer momento procurar outra lembrança
Eu vou tirar, vou limar de vez
Sua voz dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
O dito pelo não tido
Eu vou tirar você de letra
Nem que tenha que inventar outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
Com quantos nãos se faz um sim.

(Zélia Duncan e Alice Ruiz)


01) Analisando o título do texto, podemos extrair dele duas possíveis interpretações para o vocábulo VOCÊ. Quais são elas?

02) O texto menciona indiretamente todos os nossos cinco sentidos. Baseando-se nessa afirmação, transcreva um verso referente:

a) à visão: 
b) ao paladar: 
c) ao olfato: 
d) à audição:
e) ao tato: 

03) Leia atentamente o verso “Com quantos não se faz um sim” para, em seguida, dizer se você concorda ou não com isso. Explique o que o autor provavelmente quis dizer com essa passagem:

04) No texto, a invenção de uma outra gramática atende a um objetivo específico. Em alguma outra situação você julga ser necessário criar uma nova gramática? Explique:

05) O verso “eu vou tirar você e eu de nós” empregou duas vezes o pronome EU, porém, com papéis distintos: um, próprio da forma reta; outro, não. Comente e explique o sentido do verso:

06) A que palavra se refere o pronome destacado em “vou trocá-la em miúdos”?  Justifique:

07) “E no seu lugar vou colocar outro absurdo”. A que ou a quem se refere o pronome destacado? Comprove:

08) Retire do texto:

a) um pronome de tratamento: 
b) quatro pronomes indefinidos: 
c) dois pronomes pessoais do caso reto: 
d) três pronomes pessoais do caso oblíquo:

09) Durante uma entrevista, um jogador de futebol disse a um repórter: “Quando VOCÊ bate na bola com o lado de fora do pé...” Ao empregar a palavra em destaque, o jogador estava se referindo ao repórter? Esse emprego do pronome está de acordo com a norma culta? Explique:

10) A que classe gramatical normalmente as palavras NÃO e SIM pertencem? No texto, essas palavras também pertencem a essa classe ou não? Comente:

11) Que mensagem a música lhe transmitiu? 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Atividade sobre a música "Um certo alguém", do Lulu Santos


Um certo alguém

Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem 
A mania de fingir
Negando a intenção

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir 
E se entregar

Me a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação tão fácil de entender
Vamos dançar 
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo o que eu viver
Que eu viver... 

(Lulu Santos)

01) Justifique o título da canção acima:

02) Existe na música algum paradoxo? Se sim, qual? Explique:

03) O que o eu lírico inicialmente tenta evitar? Ele conseguiu?

04) Que convite o eu lírico faz à pessoa amada?

05) Você já encontrou "um certo alguém"? O que sentiu? Durou muito tempo?

06) Que mensagem a música transmitiu? Comente:

07) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto: