segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Atividade sobre a crônica "Em código", de Fernando Sabino

Em código

Fui chamado ao telefone. Era o chefe de escritório de meu irmão:
-- Recebi de Belo Horizonte um recado dele para o senhor. É uma mensagem meio esquisita, com vários itens, convém tomar nota: o senhor tem um lápis aí?
-- Tenho. Pode começar. 
-- Então lá vai. Primeiro: minha mãe precisa de uma nora.
-- Precisa de quê? 
-- De uma nora. 
-- Que história é essa?
-- Eu estou dizendo ao senhor que é um recado meio esquisito. Posso continuar?
-- Continue.
-- Segundo: pobre vive de teimoso. Terceiro: não chora, morena, que eu volto. 
-- Isso é alguma brincadeira.
-- Não é não, estou repetindo o que ele escreveu. Tem mais. Quarto: sou amarelo, mas não opilado. Tomou nota?
-- Mas não opilado -- repeti, tomando nota. Que diabo ele pretende com isso?
-- Não sei não senhor. Mandou transmitir o recado, estou transmitindo. 
-- Mas você há de concordar comigo que é um recado meio esquisito.
-- Foi o que eu preveni ao senhor. E tem mais. Quinto: não sou Colgate, mas ando na boca de muita gente. Sexto: poeira é a minha penicilina. Sétima: carona, só de saia. Oitavo...
-- Chega! -- protestei, estupefacto. -- Não vou ficar aqui tomando nota disso, feito idiota. 
-- Deve ser carta em código, ou coisa parecida -- e ele vacilou: -- Estou dizendo ao senhor que também não entendi, mas enfim... Posso continuar?
-- Continua. Falta muito?
-- Não, está acabando: são doze. Oitavo: vou, mas volto. Nono: chega à janela, morena. Décimo: quem fala de mim tem mágoa. Décimo-primeiro: Não sou pipoca, mas também dou meus pulinhos. 
-- Não tem dúvida, ficou maluco.
-- Maluco, não digo, mas como o senhor mesmo disse, a gente fica até com um ar meio idiota... Está acabando, só falta um. Décimo-segundo: Deus, eu e o Rocha. 
-- Que Rocha?
-- Não sei: é capaz de ser a assinatura.
-- Meu irmão não se chama Rocha, essa é boa! 
-- É, mas que foi ele que mandou, isso foi. 
Desliguei, atônito, fui até refrescar o rosto com água, para poder pensar melhor. Só então me lembrei: haviam-se encomendado uma crônica sobre essas frases que os motoristas costumam pintar, como lema, à frente dos caminhões. Meu irmão, que é engenheiro e viaja sempre pelo interior fiscalizando obras, prometera ajudar-me, recolhendo em suas andanças farto e variado material. E ele viajou, o tempo passou, acabei me esquecendo completamente do trato, na suposição de que o mesmo lhe acontecera. 
Agora, o material estava ali: era só fazer a crônica. Deus, eu e o Rocha! Tudo explicado: Rocha era o motorista, Deus era Deus mesmo, e eu, o caminhão
(Fernando Sabino)

01) Justifique o título dado à crônica:

02) Por que o protagonista não entendeu aquelas frases soltas?

03) Podemos afirmar que quase todo o texto foi elaborado em forma de diálogo? O que nos dá essa pista?

04) Circule no texto todos os numerais, classifique-os e diga a importância deles para o contexto:

05) O que você faria no lugar do cronista, ao lembrar do ocorrido? 

06) Que mensagem o texto transmite?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atividade sobre o texto "No Sumaré", de Odette de Barros Mott

No Sumaré 

-- Agora vamos tomar café, não vejo nada de bacana nessa história, roubo e sequestro. É só isso que vocêna televisão?  
-- Puxa, mãe, você está nervosa, hein!!! bronca por qualquer coisa.
-- Não, nada disso, André, é que... Olha, vamos descer, seu pai está nos esperando.
André desce correndo e encontra o pai que passa os olhos pelos jornais.
-- Sequestros, roubos, assaltos, mortes, guerra.
-- Só isso? É pouco, no filme de ontem tinha envenenamento. no jornal tem? Não? Então falta ainda, pai.
-- André, é assim que você pensa, filho?
-- Oi, mãe, não sou eu não, é a televisão, o jornal que o pai alto todas as manhãs, você não ouviu? O jornal mente? Pai, o que dá mais no jornal? Lê logo.
O pai dobra o jornal.
-- Bom dia, André, como passou a noite?
-- Bem, pai, e você? Tudo azul? Lê o resto, tá? Preciso me instruir, você sempre diz assim.
-- Também dormi bem, obrigado. Você quer saber o quê? Política?
-- Não, pai, bangue-bangue, assalto, briga.

(Odette de Barros Mott)

01) Justifique o título utilizado no textículo acima: 

02) Copie do texto dois vocativos, explicando seu raciocínio:

03) Explique as reticências empregadas no texto: 

04) Que mensagem o texto nos transmitiu? 

05) Se o sequestrado você ele, André, ele acharia “bacana”? Faça um comentário a respeito:

06) Que consequência trouxe para André a violência presente na programação da televisão?

07) Como seria o mundo se não existissem jornais, rádios, televisores, enfim, os meios de comunicação mais usados? Comente:

Atividade sobre a música "Flor de lis", de Djavan


Flor de lis


Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor!

Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei...
Será talvez 

Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi

Nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida

Ressecou ou morreu
Do pé que brotou maria
Nem margarida nasceu
E o meu jardim da vida

Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
(Djavan)

01) Justifique o título utilizado na canção:

02) O que significa a expressão "Valei-me, Deus!", que inicia a música?

03) O que leva o eu lírico a recorrer à pergunta feita na primeira estrofe?

04) O que significam as repetições presentes no final dessa mesma estrofe?

05) A pergunta feita na primeira estrofe foi, de certa forma, respondida no decorrer da canção? Explique: 

06) Explique o verso em negrito na música: 

07) Transcreva da canção uma passagem que revela que o eu lírico não conseguiu mais gostar de ninguém depois de Maria: 

08)  Que mensagem a música transmitiu?

Atividade sobre a música "Coração de estudante", de Milton Nascimento

É impossível não associar essa música ao Tancredo Neves! Eu tinha menos de 10 anos, na época, e me lembro perfeitamente do incômodo que a morte dele me causou, e também muita surpresa, e acho que a todos, independente de idade. Foi uma comoção nacional. E foi uma das poucas vezes em que vi meu pai chorar: quando Tancredo ganhou as eleições e quando anunciaram a sua morte. Esperança que brota e já com os dias tão contados...  e mal sabia eu que ali era o meu primeiro contato com metáforas tão ricas e grandiosas... 


Coração de estudante

Quero falar de uma coisa 
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar

Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu

Mas renova-se a esperança
Nova aurora, a cada dia 
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor, flor e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
de se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade...

Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e

(Milton Nascimento)

01) Justifique o título utilizado na canção acima, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie da música uma passagem que transmite esperança, explicando sua escolha:

03) Transcreva da canção uma metáfora, explicando-a:

04) Transcreva do texto um trecho que expressa repressão, castração:

05) Interprete o verso  que se encontra em negrito na quarta estrofe:

06) Que mensagem a música transmitiu?

07) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Atividade sobre música explicando o Realismo

Realismo

Chega de mela mela
Agora é nova visão
O Realismo é crítico
Romance de revolução

Visão objetivista
Adultério é a maior chaga
Personagens são redondas
O homem mostrando a cara
Vou te contar uma história

Eça de Queiróz
Que ataca a hipocrisia
Pra tudo levanta a voz
"O crime do padre Amaro"
O padre a beata engravidou
Morreram beata e filho
Mas o crime continuou

Luísa do "Primo Basílio"
Sonha muito e não faz nada
Sacaneia seu marido
E fica na mão da empregada

No Brasil, quem ironiza é 
Machado de Assis
Revela com muito cinismo
Baixarias do país

Universalismo, humor negro
Pessimismo, decepção
Dá pouco interesse ao enredo
Só as personagens em questão 

Nas "Memórias de Brás Cubas"
Conversa com o leitor
Explora metalinguagem
Autor defunto ou defunto autor

E "Dom Casmurro" que acha
Que Capitu o traiu
Fica sempre na dúvida 
Do filho que ela pariu

(Autor desconhecido)

01) Que características realistas são mencionadas na canção acima?

02) O que significa "mela mela" e a que estilo literário se critica? Por quê? 

03) O que são personagens redondas? Explique:

04) Que obras do Realismo português são citadas na música? Qual o autor delas? 

05) Que autor é o maior representante do nosso Realismo? Que obras dele são citadas? 

06) Justfique o emprego das aspas presentes na música: 

07) Escreva, com suas palavras, o que entendeu sobre o Realismo:

08) Invente um ritmo bem legal para cantar a música analisada: 

Atividade sobre o texto "Águas de cores"

Águas de cores

Verde, azul, negro, marrom. As águas de rios e mares revelam um leque variado de cores, que são definidas de acordo com a geografia da região por onde correm. A praia de White Haven´s, na Austrália, é particularmente conhecida pelo branco excepcional de suas areias, de origem coralínea. Na maré cheia, as águas do Pacífico Sul avançam pelo continente através de largos canais, mas não sobem o bastante para cobrir as dunas mais altas -- e forma-se então um mosaico mutante verde-branco. Também colorido, no caso um azul-claro e intenso, é o caminho deixado pelos rios que cortam os Andes argentinos, na província de Santa Cruz. Oriundo do degelo das geleiras, o rio La Leona viaja por sobre zonas áridas das montanhas, criando um contraste gritante entre águas limpíssimas e um fundo de areia e pedras. Já no Brasil, um exemplo significativo desse cenário aquático é o famoso encontro entre as águas escuras do rio Negro com o leito barrento do rio Solimões, que seguem juntas sem se misturar perto de Manaus, capital do Amazonas. 

(Revista "Os caminhos da Terra")

01) Justifique o título do texto acima:

02) Circule no texto todos os adjetivos que você encontrar: 

03) Transcreva cinco dos adjetivos encontrados, dizendo a que palavra cada um deles se refere:

04) Copie dois exemplos de substantivos próprios, justificando seu raciocínio:

05) Justifique o uso do itálico no texto em questão: 

06) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto, justificando o seu raciocínio: 

07) Copie do texto três pronomes, classificando-os:

08) Transcreva do texto dois verbos no infinitivo, justificando: 

09) Copie do texto um adjetivo composto: 

10) Copie do texto um exemplo de estrangeirismo: 

Atividade sobre o paradidático "Operação Hot Dog", de Tadeu Pereira


Sinopse: Soraia, uma amiga órfã, que vendia cachorro-quente nas ruas de São Paulo, desaparece misteriosamente. Os jovens irmãos Guel e Mirna foram atrás de pistas. Depois de muitos apuros, descobrem que ela caiu nas garras de uma quadrilha que capturava menores para fazer tráfico de órgãos. 

01) Qual a diferença de idade entre Guel e Mirna? Segundo o irmão, a menina aparenta a idade que tem?

02) Que informações obtemos a respeito de Soraia através de Guel?

03) Estranhando o desaparecimento de Soraia, Guel e Mirna resolvem procurá-la. Após suas primeiras investigações, os irmãos conseguem estabelecer o tempo aproximado do sumiço da garota? Há quanto tempo ela desapareceu?

04) Como se chamava a dona do alojamento onde Soraia morava? Ela ficou preocupada com o desaparecimento da menina? Qual o seu interesse no caso?

05) Por que Mirna, conversando com a assistente social Rita, insinuou que algo de ruim havia acontecido a Soraia?

06) Como os dois irmãos conseguiram a primeira pista sobre o desaparecimento da amiga e que pista era essa?

07) Que ideia Mirna teve para encontrar a loira e descobrir se ela tinha alguma relação com o sumiço de Soraia?

08) Como a loira se apresentou a Guel quando se aproximou da banca para comprar doces e que informações ela obteve?

09) A partir do encontro com Nasha, qual o plano de Guel e Mirna? 

10) Na agência de Nasha, Guel foi conduzido a um quarto, onde passou uma noite horrível. O que ele achava que iria lhe acontecer?

11) Transcreva uma fala de Nasha em que ela expõe o seu trabalho para Guel:

12) Quem era o chefe do bando dos traficantes? Descreva-o com suas palavras:

13) Como era a clientela do doutor Voltts, de acordo comas palavras de Guel? 

14) Que revelação fez Nasha ao doutor Volttts quando a polícia chegou ao local? 

15) Abandonado na marginal Tietê, Guel viu o Escort preto explodir. Esse episódio representou o fim do doutor Voltts? Por quê? 

16) Justifique o título do livro, dizendo que mensagem ele transmite: 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Atividade sobre Anúncio Publicitário - "Abaporu - Havaianas"


01) Qual é o slogan presente no anúncio publicitário acima?

02) Como esse slogan dialoga com a obra de arte presente no anúncio?

03) Qual é a intertextualidade representada nele?

04) A paisagem tem alguma relação com o anúncio? Explique:

05) O que está sendo anunciado? Por quem?

06) Você reconhece essa famosa obra de arte da pintora Tarsila do Amaral? Comente: