terça-feira, 29 de maio de 2012

Atividade com "Dominó das Coordenadas by Dequinha"

Quem nunca jogou o famoso dominó?!? E quem não gosta de aprender através do lúdico, brincando?!? Pensando nisso, a fim de fixar as orações coordenadas com os meus alunos, resolvi criar um DOMINÓ DAS COORDENADAS e eles adoraram a ideia! 

Imprimi as cartelinhas abaixo em papel colorido, passei contact, para durarem mais, e entreguei para os meus alunos, organizados em quartetos!

Numa ponta de cada tirinha haverá uma classificação e, na outra, terá um exemplo para ser classificado com a próxima tira, e assim sucessivamente, como no dominó tradicional. As vinte oito peças devem ser misturadas em cima da mesa e depois divididas em sete entre os quatro participantes (mas pode jogar com apenas dois participantes também, se você preferir!).

Quem não tiver a peça indicada, deverá passar a vez até que todas as peças estejam devidamente encaixadas. Ganha o aluno que ficar sem peça primeiro! E, claro, se estiver com tudo classificado direitinho! Pode premiar com bombons, pirulitos, pontos extras... A garotada adoooooora! Eu costumo premiar, também, o quarteto que acabar primeiro! 


Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


Ela é paulista; é, pois, brasileira



Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


Gosto deste poema, 
pois vejo nele toda a minha vida




Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


Coma verduras e leve uma vida saudável



Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


A praia estava lotada, 
todos curtiam o mar  e o sol




Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


Caetano Veloso canta e compõe muito bem



Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


Dormi tarde, mas acordei cedo



Oração Coordenada Assindética (O.C.A.)


O menino pediu um trocado
  e eu não tinha nada





Oração Coordenada Sindética Aditiva


Ora gesticulava, ora gritava com os empregados




Oração Coordenada Sindética Aditiva


Queria estar atento à palestra e o sono chegou



Oração Coordenada Sindética Aditiva


Escutei o réu e lhe dei razão



Oração Coordenada Sindética Aditiva


Coma verduras e leve uma vida saudável



Oração Coordenada Sindética Aditiva


Devolva-me o livro, pois estou precisando dele



Oração Coordenada Sindética Aditiva


Correu, mas não alcançou o ônibus




Oração Coordenada Sindética Adversativa


Ora faz frio, ora faz calor




Oração Coordenada Sindética Adversativa


Vem depressa, que o tempo urge



Oração Coordenada Sindética Adversativa


O menino perdeu o brinquedo e ficou desanimado




Oração Coordenada Sindética Adversativa


Penso, logo existo




Oração Coordenada Sindética Adversativa


Chora, que lágrimas lavam a dor




Oração Coordenada Sindética Explicativa


Devolva-me o livro, pois estou precisando dele



Oração Coordenada Sindética Explicativa


É milionário e vive pedindo esmolas



Oração Coordenada Sindética Explicativa


Ele é um ser homem, portanto merece respeito



Oração Coordenada Sindética Explicativa


É milionário e vive pedindo esmolas




Oração Coordenada Sindética Conclusiva


Não caía um galho, não balançava uma folha



Oração Coordenada Sindética Conclusiva


Nunca recebeu resposta, mas tornou-se alcoólatra




Oração Coordenada Sindética Conclusiva


Parei, olhei e ali fiquei




Oração Coordenada Sindética Alternativa


Não caía um galho, não balançava uma folha



Oração Coordenada Sindética Alternativa


Deixou viúva e órfãos pequenos




Oração absoluta


Nunca recebeu resposta, mas tornou-se alcoólatra




Se você utilizou esse material com sua turma, não se esqueça de deixar aqui o comentário, contando como foi a sua experiência! Vou amar saber! Até mais! 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Atividade sobre música explicando o Naturalismo


Naturalismo

É hora do rala-rala
Inspirado no Determinismo
Faz o romance de tese
Esse é o Naturalismo

Enquanto no Realismo
A perspectiva é psicológica
No Naturalismo, o personagem
Tem análise patológica
O instinto predomina 
Fortemente sobre a razão
Homem animalizado
Tudo é esculhambação

Refrão! 

De Aluísio de Azevedo
"O Cortiço" é um exemplo
De romance coletivo
Mostra a depravação sem medo
Da pobreza do cortiço
João Romão é proprietário
O sobrado é de Miranda
Que é um burguês milionário
"O Mulato" denuncia o preconceito racial
Revela o padre assassino
E o triunfo do mal

Refrão! 

Raul Pompéia e "O Ateneu"
Crônica da saudades
Colégio interno que tem
Muitas atrocidades
Além de Aristarco,
Que é um diretor represssor,
Relata o homossexualismo
E a falta de pudor

Refrão!

(Autor desconhecido)

01) Quais são as características mais marcantes do estilo literário denominado Naturalismo?

02) Por que tal estilo literário é associado ao "rala-rala"?

03) Por que os personagens dos romances naturalistas são de cunho patológico?

04) Explique por que os homens são animalizados nesse período literário:

05) Que autores naturalistas foram citados na música? E quais as suas respectivas obras? 

06) Justifique as asps utilizadas na canção:

07) Explique, com suas palavras, o que você entendeu sobre o Naturalismo e como reconhecer uma obra deste período: 

domingo, 27 de maio de 2012

Atividade sobre o texto "Indiferença", de Leon Eliachar

Indiferença

Aquela multidão de gente corria para ele. Subitamente, pararam todos, alguém adiantou-se e lhe pediu, por misericórdia, que arranjasse emprego para aquela gente. Afinal, eles só queriam ganhar o pão de cada dia. Estavam com fome. Ele ficou impassível. A multidão ajoelhou-se. Algumas senhoras, com crianças no colo, chegaram a chorar. Ele continuou indiferente. Uma velhinha veio caminhando em sua direção e caiu. Alguém lhe disse que estava morta. Ele não falou nada. Aproximou-se então uma menina de seus dezesseis anos, ajoelhou-se diante do corpo da anciã e caiu em prantos. Aquele choro brutal, tétrico, tocou-lhe o coração. Foi aí que se levantou e tomou uma atitude: saiu do cinema. 

(Leon Eliachar)

01) Justifique o título empregado no texto:

02) Divida todo o textículo acima em períodos. Quantos são? 

03) Classifique cada um desses períodos, justificando sua resposta:

04) Quantas orações você encontrou no texto? Quantos verbos foram encontrados? O que isso significa? 

05) Como se chama a primeira oração do texto? Por quê? 

06) Circule o sujeito de tal oração, classificando-o e justificando sua resposta: 

07) Quantas frases compõem o texto? Existe alguma frase nominal? Por quê? 

08) Você acha que tamanha indiferença só acontece nos filmes, em ficção, ou também na vida real? Justifique sua resposta: 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Literatura - Exercícios sobre Trovadorismo


01) O primeiro texto literário considerado o marco inicial do Trovadorismo é:

(   ) "O Cancioneiro geral", de Garcia de Resende
(   ) "Cantiga de amor", de Dom Diniz
(   ) "Cantigas de amigo", de Martim Codax
(   ) "Cantiga da Ribeirinha", de Paio Soares de Taveirós

02) Todos os nomes abaixo foram autores da primeira época do Trovadorismo, EXCETO:

(   ) Gil Vicente
(   ) Dom Diniz
(   ) Martim Codax
(   ) João Garcia de Guilhade

03) Assinale a alternativa correta em relação à Cantiga de Amor:

(   ) a temática é a coita amorosa
(   ) autoria feminina e eu lírico feminino
(   ) o tratamento usado é "amado" ou "amigo"
(   ) expressão da vida de ambiente rural

04) Relacione as colunas:

(1) Cantiga de amor
(2) Cantiga de amigo

(   ) eu lírico feminino
(   ) ambientação rural ou urbana
(   ) eu lírico masculino
(   ) amor natural e espontâneo
(   ) amor cortês
(   ) o assunto principal é o lamento de uma moça, cujo namorado partiu
(   ) o assunto principal é o sofrimento amoroso perante uma mulher idealizada
(   ) ambientação aristocrática das cortes

05) Marque V ou F e justifique as falsas:

a) (    ) As cantigas de escárnio constituem a primeira experiência da literatura portuguesa na sátira.
b) (    ) As manifestações artísticas do Trovadorismo ficaram apenas no campo da poesia.
c) (  ) As cantigas de amigo eram composições feitas por mulheres, que revelavam sempre as saudades do seu namorado. 
d) (  ) O Trovadorismo é o movimento literário da Idade Média e reflete todas as questões da sociedade daquela época.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Atividade sobre a crônica "A estranha passageira", de Stanislaw Ponte Preta

A estranha passageira

               -- O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de vôo – e riu nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o bacana respondendo que estava às suas ordens.
Madame entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula:
-- Para que esse saquinho aí? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo.
-- É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
-- Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro?
Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes parecesse mais um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos por todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
-- Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madame sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madame deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janelinha para ver a paisagem) e gritou:
-- Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madame apontou para a janela e disse:
-- Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: -- Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... o pessoal lá embaixo até parece formiga.
Suspirei e lasquei:
-- Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou vôo.

(Stanislaw Ponte Preta)


01) Justifique o título empregado no texto, aproveitando para sugerir um outro: 

02) O narrador participa dos acontecimentos ou é um mero observador? Justifique com uma ou mais passagens do texto:

03) Qual é o cenário dessa narrativa? 

04) Caracterize a passageira:

05) As atitudes da passageira impediram o narrador de realizar o que tinha planejado para o tempo de voo. Explique o que o narrador deixou de fazer:

06) Transcreva duas passagens do texto que demonstrem que a mulher falava alto:

07)  As atitudes da passageira impediram o narrador de realizar o que tinha planejado para o tempo de vôo. O que o narrador deixou de fazer?

08) Por ser gorda, a passageira enfrentou algumas dificuldades. Cite uma delas: 

09) "Emergência" também é um personagem? Explique: 

10) Classifique todas as orações destacadas no texto, respectivamente: 

11) Localize no texto:

a) dois numerais, classificando-os:
b) um adjetivo no grau diminutivo:
c) dois adjetivos, dizendo a que substantivo cada um se refere:
d) um substantivo no grau diminutivo:
e) dois substantivos próprios:
f) uma interjeição:
g) um vocativo: 

12) Explique o humor presente no final do texto: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: